Notas da Historia:
Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs. 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos
Capitulo Oito
Meu terrível Segredo
Pov. Edward
Seu cheiro ainda parecia estar na minha pele. Ficar com ela foi precipitado mais quando ela se mostrou para mim daquele jeito não pude me conter.
Depois dela se afastar de mim na clareira corri por horas. Já havia me decidido ir embora de Forks. Deixar meu anjo viver sua vida sem um maníaco a perseguindo e espreitando.
Mais ao chegar em casa e sentir seu cheiro por todos os cômodos pensei estar louco. Como podia ter seu cheiro na minha casa? Ela veio aqui, mas não havia entrado. Segui ate o cômodo em que o cheiro estava mais forte.
Subi ate meu quarto, aonde o cheiro se intensificava. A porta estava entreaberta, e minha visão parecia querer me pregar uma peça. Ela não podia estar ali deitada, no meu sofá, como se esperasse por mim.
Precisei tocá-la para ter certeza que ela não sumiria. Para ter certeza de que meu amor doentio por ela, não estivesse me causando uma alucinação. Toquei sua pele quente com as pontas dos dedos.
Sim ela estava aqui. Sua respiração quente fez cócegas em minha mão, seu cheiro era real, e estava em toda parte me inebriando. E qual era a palavra que ela usou no restaurante? Há sim, me deslumbrando. Era isso que ela fazia comigo me deslumbrava, fazia a realidade, o certo e o errado terem novos significados para mim.
Toquei meus lábios nos seus cabelos queria sentir seu gosto, nem que fosse a ultima vez. Mas ela acordou me afastei dela encostando-me à parede. Não podia deixá-la me ver, tinha que me afastar dela. Ela se sentou no sofá, olhando o quarto estava escuro onde eu estava não tinha como ela me ver.
Ao vê-la partir meu coração pareceu sangrar e os pedaços impossíveis de um dia voltarem a se unir.
Será que nunca mais a veria? Devia partir era a coisa mais nobre que já fiz. E havia tantas coisas a pesar, tantas dúvidas, e percebi que eu era egoísta demais. Meus lábios não me obedeceram ao ver sua mão na maçaneta da porta.
-Já vai?
Depois disso tudo perdeu o foco. Ela estava colada em mim. Meu corpo ardeu, pegou fogo. Nunca senti nada parecido.
O desejo que ela despertou em mim foi mais forte que tudo. Não toca-la era como deixar de respirar. Eu iria sucumbir se ela não fosse minha.
E vê-la se entregando para mim fez todas as duvidas morrerem e eu nem saber mais quem eu era. Eu só via Edward e Bella. E nós nos amávamos e tínhamos que ficar juntos.
Ela parecia hesitante no começo. Tão hesitante quanto eu. Mais logo éramos só nós dois. Não havia vampiro nem humano naquele quarto.
Era só eu e ela, mais nada importava, ela estava comigo, sua pele encostada na minha seu calor me envolvendo, seu cheiro me inebriando, seus lábios na minha pele pareciam me causar choques fazendo meu coração a muito silencioso acordar.
Não consegui evitar beijá-la tocar cada parte dela com meus lábios. Meu desejo inflou e tudo ficou suspenso. Agora a queria mais do que antes, precisava senti-la, estar dentro dela era uma necessidade. Entregamo-nos à paixão e ao desejo.
Quando terminamos, deitei seu corpo sobre o meu sentindo sua pele quente, era bom senti-la tão próxima, ainda me lembro de cada toque dela. Cada sensação, que ela, seu corpo e seu desejo por mim me causavam.
Meu coração pareceu inflar quando ela me pediu perdão por ter se afastado. Eu pediria e imploraria, para ela só me deixar ficar ao seu lado e era ela quem me pedia perdão. Perdão por ter seguido seus instintos humanos que diziam que o certo era se afastar do que eu era.
Eu teria ficado com ela sobre mim a noite toda mais ela se lembrou de seu pai.
Tive que levá-la para casa, mais não sem antes lhe prometer vê-la de novo amanhã. Não sem antes prometer que nunca a deixaria.
Ela queria estar comigo e junto a mim, sorri vendo-a dormir, sua respiração calma, um pequeno sorriso nos lábios, que agora me pertenciam. Finalmente ela era minha.
Mais será que ela realmente me pertencia? Ela sabia o que eu era? Não. Não devia saber.
Hoje seria honesto com ela, contaria tudo e revelaria todos os meus segredos. E se ela ainda me quisesse ai sim nunca mais me separaria dela, pois minha existência não tinha mais sentido sem minha Bella.
Assim que as primeiras luzes da manha invadiram seu quarto sai por sua janela, corri ate em casa, sentia o vento nos cabelos adorava correr, era a única sensação que não me deprimia no meu modo de vida.
Hoje era sábado e a teria só para mim. Durante nosso namoro eu nunca a tinha trazido em minha casa. Passeávamos ou ficávamos na casa dela. Eu não queria pressioná-la, mas agora as cartas estavam sobre a mesa. Os segredos acabariam hoje.
Em poucos minutos já estava em casa, tomei um banho, e vesti roupas limpas. Peguei o Volvo e dirigi ate sua casa. Ainda era cedo. Será que ela já tinha acordado?
Sim ela já tinha, podia ouvi-la dentro da casa, o barulho da geladeira fechando os vidros batendo, ela parecia com presa correndo de um lado para o outro. Estacionei o carro em frente a casa. Estava curioso para ver por que ela tinha tanta presa.
Sai do carro e caminhei, meio rápido, estava ansioso para ficar com ela. Bati levemente na porta, ela abriu a porta abruptamente. Ela estava linda de calça jeans, uma blusa azul colada a sua pele clara, os cabelos soltos.
- Edward. – ela parecia tão feliz em me ver que sorri. Mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela pulou em cima de mim. Seus braços em meu pescoço, e suas pernas se prenderam em meu quadril, e prensou seus lábios nos meus, ela me beijava de forma tão entregue que não resistia a ela.
Nossos lábios se moldavam, ela era tão quente e macia. Muito agradável. Ela pareceu perceber o que tinha feito, pois se separou rápido de mim, com o rosto muito vermelho.
- Desculpe. – ela mordia o lábio inferior, e abaixou o rosto.
- Tudo bem anjo. – coloquei as mãos uma de cada lado do seu rosto e rocei meus lábios nos dela – Eu gostei.
- Fiquei feliz que você veio.
-Eu disse que viria não disse? Pronta para ir?
Ela assentiu. Soltei seu rosto. Ela trancou a porta, segurei sua mão, e a levei ate o carro, ela se sentou no banco do carona, e corri para estar ao lado dela. Voltei a segurar sua mão, e dirigi em direção minha casa.
Nós não conversamos no caminho, mais sua mão, nem uma vez se separou da minha, e seu olhar estava fixo no meu, ela nem parecia se importar que eu não olhasse para a estrada, só conseguia olhar para ela.
Chegamos a casa, eu soltei sua mão, e corri para abrir a porta para ela. Assim que fechei a porta ela voltou a pular em mim. Agarrando-me, e prensando seus lábios nos meus, corri para casa na minha velocidade nada humana, e a senti ofegar.
- Nossa você é rápido.
- Sim. Entre outras coisas também.
-Que tipo de coisas?
- Eu vou lhe contar tudo. Se você ainda me quiser... – ela tampou a minha boca com o dedo.
- Não diga isso. Sempre vou querer você.
- Você diz isso agora. Mas quando souber o que sou, pode não me querer mais. – ela deve ter visto a tristeza em meus olhos, pois se soltou de mim.
Assim que seus pés tocaram o chão, ela estendeu sua mão para mim, a peguei num movimento rápido, ela sorriu para mim, e me puxou para a sala.
Ela me empurrou para o sofá de dois lugares, cai sentado, ela se sentou em meu colo, e colocou os braços em volta do meu pescoço. Coloquei meus braços em sua cintura, talvez fosse a ultima vez que a teria tão perto.
- Pronto. Agora me diga por que eu não iria mais querer você. – seu olhar era tão doce e compreensivo demorei alguns segundos para acordar.
- Bom você viu na clareira o que eu fiz com o leão.
- Sim. Você me salvou.
- Deixe-me terminar. Se não posso perder a coragem.
- Ok, prometo não interromper mais. – suspirei fundo e achei melhor falar tudo de uma vez.
- Eu sou um vampiro. – ela pareceu levar alguns minutos para processar o que havia lhe dito.
Deixei meus braços caírem, se ela quisesse fugir. Se ainda estivesse a abraçando, talvez não conseguisse soltá-la. Mas ela continuava aqui.
- Como pode ser um vampiro. Isso não é só historia? – como ela podia duvidar de mim, depois dela me ver matando o leão.
- O que você pensou que eu fosse? – ela deu de ombros.
- Sei lá Edward. Algum tipo de super herói. – eu não pude evitar rir. Ela achava que eu era um herói?
- Porque achou isso. Podia pensar que eu sou um super vilão. – agora ela ria.
- Edward qual é. Se você fosse mal, eu teria notado. Nós namoramos a algum ê teve varias chances sozinho comigo e você nunca fez nada contra mim. Se você é um vilão, é melhor trocar de profissão. – eu suspirei.
- Você não acredita em mim?
- Acho que sim. Por que você mentiria sobre algo assim. Mas não adianta me dizer que você é mal.
- Tudo bem, eu não sou mal. Mais não sou bonzinho também. – ela pendeu a cabeça por um momento e mordeu o lábio.
- Então se você é mesmo um vampiro cadê seu caixão? – não consegui evitar a gargalhada, ela vê filmes demais. – Qual é a graça? – ela ficou irritada por eu ter rido. Mas de todas as perguntas ela tinha que perguntar justo essa.
- Desculpe Bella, mas isso é tão engraçado. Há tantas coisas para você perguntar, e a que te interessa, é seu eu tenho um caixão?
- Então o que eu devia perguntar primeiro? – ela bufou nervosa. Eu abaixei a cabeça para falar.
- Se eu bebo sangue. – não consegui evitar dizer a ultima palavra baixinho. Ela apertou mais forte meu pescoço.
- Você bebe? – sua voz era um sussurro.
- Sim. – mais me apressei a me defender. – Mas não de humano. – olhei em seu rosto sua testa estava franzida – Eu bebo sangue de animais.
- Serio? Por quê?
- Eu sigo a filosofia de meu pai, ou, melhor meu criador, Carlisle. Ele abomina matar pessoas para se alimentar. Aliás ele abomina, qualquer tipo de meio de machucar as pessoas. Deve ser por isso que virou medico.
- Seu pai é medico? E ele é vampiro? – ela parecia chocada com isso. Eu sorri.
- Sim. Mais ele tem muito controle, ele nunca machucaria outro ser humano.
-Você também tem bastante controle? – ela parecia receosa com minha resposta.
- Acho que sim. Não tanto quanto Carlisle. Mas o suficiente para não machucar os humanos a minha volta. O suficiente para estar aqui agora. – ela deu um pequeno sorriso. – Mais alguma pergunta?
- Muitas na verdade.
- Pode perguntar. Mas antes posso perguntar uma coisa?
- Claro o que quer saber? – ela parecia tão à vontade que estava ficando preocupado.
- Porque ainda esta aqui?
- Por quê? Quer que eu vá embora? – ela parecia tão triste.
- Não. – me aprecei a me explicar. – Claro que não. Mas já imaginava que você sairia correndo pela porta a qualquer momento. Não entendo por que você não fugiu de mim. – ela deu de ombros.
- Essa é fácil. Como eu já disse. Se você quisesse me machucar, já teria feito, pois teve varias oportunidades. E depois ontem quando... Quando eu pensei que você tinha ido embora, foi tão doloroso. – ela tocou meu rosto. – Pensar que nunca mais o veria. Não me importo com o que você é Edward, só quero estar com você.
Ela falou rápido e de uma vez, deve ser difícil para ela confessar seus sentimentos. Ela não devia ter vergonha, não depois de se entregar para mim como fez ontem. Meu sorriso foi imenso e voltei a abraçar sua cintura a trazendo para mais perto.
- Eu também só quero estar com você Bella. Ter você perto é tão bom, seu cheiro, seus beijos, dão luz a minha vida escura. Você me deu um novo significado para continuar existindo.
Ela sorriu e seus braços, apertaram mais meu pescoço, seus lábios já colados aos meus, sua pele quente colada a minha não conseguia pensar com ela tão perto, minhas mãos já exploravam o corpo dela.
A deitei no sofá ficando por cima dela, meu corpo já ansiava pelo dela, puxei sua blusa azul. Deixando seus seios à mostra cobertos pelo sutiã de renda branco. Sua pele parecia fogo, estava mais quente do que de costume, ela gemia a cada toque meu, me deixando louco.
- Edward, hummm...
Abri o sutiã o jogando em algum lugar da sala, minha boca descendo para seus seios, alternando entre beijos e chupões. Ela arqueou as costas nos unindo mais. Mais rápido do que pretendia arranquei sua calça, e novamente rasguei sua calçinha.
- Edward! De novo. – ela reclamou ao ver a calçinha despedaçada no chão.
- Eu compro outra. – ela riu, suas mãos massageavam meu cabelo.
Desci meus lábios para sua intimidade queria provar seu gosto. Minha língua passando por dentro das coxas, ela gritou quando toquei a língua, sugando seu gosto, ela já estava pronta para me receber.
O desejo inflando, ardendo dentro de mim, arranquei minhas roupas rapidamente, meu membro já estava pronto para estar dentro dela, beijava seu corpo quente, desde o ombro e descendo.
- Edward vai logo... – eu ri da sua urgência.
- Calma anjo.
Sem mais demora a penetrei, ela gemeu quando nos unimos, as investidas eram lentas e profundas. Mas Bella cruzou as pernas em meu quadril nos unindo mais, me movimentava dentro dela mais forte e mais rápido, ela arranhava minhas costas gemendo meu nome.
- Oh Edward...
Não conseguia mais segurar, dei mais duas estocadas, e explodi. E fui acompanhado por ela. Bella relaxou ao meu lado exausta. Sai de dentro dela, virando nossos corpos, para ela ficar sobre mim.
- Desculpe-me. Não conseguir me conter de novo.
- Espero que nunca consiga se conter comigo. – eu ri do pensamento dela.
- Você é completamente absurda. Como pode me querer tanto?
Ela tocou a meu rosto com as pontas dos dedos. Fechei os olhos sentindo seu toque. A palma de sua mão pousou em minha bochecha, e abri os olhos ela estava levemente corada.
-Eu amo você. – meu coração inflou. – E quero estar com você. É por esse motivo que estou nos seus braços agora Edward.
Eu sorri ao vê-la afirmando que me amava, imaginei tantas coisas para o dia de hoje, gritos, ela fugindo. Eu implorando seu amor, mas ela sempre me surpreendia. A confissão que tanto ansiei ouvi-la dizer. Ela me disse quando contei meu segredo mais sombrio.
- Eu lhe amo Bella. Não haveria vida para mim sem você. – confessei e ela sorriu mais ainda e beijou meu queixo.
- Então vai responder minhas perguntas agora Senhor Vampiro?
- Sim Srta. Humana. Pergunte o que quiser.
- Hmmm, então onde você guarda seu caixão?
- Bella eu não tenho caixão. Porque você cismou com isso? – perguntei rindo e ela deu de ombros.
- Há. É que no quarto onde nos dormimos ontem não tinha cama. E quando eu vim te procurar, eu bisbilhotei os outros quartos, e estavam todos vazios. Então onde você dorme?
- Hmmm, eu não durmo.
- Nunca?
- Nunca.
- Ok, isso é estranho. O que você faz a noite?
- Não acho que você vai querer saber o que eu faço.
- Por quê?
- Pode te aborrecer. – eu poderia contar a ela como eu era obcecado por ela. Mas era melhor ir com calma.
- Pode dizer. Eu quero saber.
- Eu... Hmmm... Vou ao seu quarto. – ela estava muito vermelha seu coração batia muito rápido.
- O que você faz no meu quarto? – eu dei de ombros.
- Fico te admirando, vendo seu rosto. – ela assentiu e tentou mudar de assunto. O que agradeci. Tocar no assunto do quarto nos levava a outros assuntos. Ainda não estava preparado para confessar isso para Bella.
- Ok. Vamos a próxima pergunta. Como você sai de dia?
- O sol não me machuca isso é historia de cinema. Na verdade na clareira você viu como eu fico ao sol. -ela sorriu e ri. – Muitas coisas são mentiras Bella...
- Estaca de madeira?
- Nem um arranhão. Você viu o leão, ele nem me machucou.
- Verdade, só a sua camisa, ficou em trapos. – ela corou e sorri.
- Sim.
- Me deixa ver se eu entendi. Você é rápido, não dorme, é indestrutível, e bebe sangue de animais. Só isso?
- Hummm eu leio mentes. – os olhos dela se arregalaram e fiquei preocupado. – Bella?
- Mentes? Minha mente? – ela estava desesperada e sorri.
- A sua não. – ela franziu o cenho e suspirou aliviada.
- Você me assustou por um momento. – eu ri.
- O que você pensa que eu não posso saber hein?
- Nada. Então agora acabou? – eu sorri.
- Acho que sim.
- Puxa. Deixa minha mãe saber, que eu estou apaixonada por um vampiro. Ela vai ter um ataque.
- Você não vai contar a ninguém vai?
- Não seja bobo Edward. Só se eu quiser ir para o hospício. – ela revirou os olhos. – E sua família, quer dizer você tem um pai como você já comentou. Você tem mãe também?
- Na verdade tenho ate irmãos.
- Nossa parece uma família legal. Cadê eles? Porque está aqui sozinho?
-Eu meio que fugi. Estava sempre deprimido, e carrancudo. Era um fardo para eles. Sem contar que viver de vela, é bem chato.
- Porque de vela?
- Bom Carlisle meu pai tem Esme, minha mãe. Alice minha irmã tem Jasper. E Emmett tem Rosalie, também são meus irmãos. Só eu sou sozinho, é extremamente frustrante.
- Eca. Seus irmãos namoram? – eu ri.
- Não somos irmão de verdade Bella. Mas sentimos que somos como família. Carlisle me transformou e logo em seguida Esme. Rosalie depois. E ela achou Emmett e pediu para Carlisle transformá-lo. Alice e Jasper vieram depois se unir a nós.
- Nossa que família grande. Há quanto tempo você não os vê?
- Há algum tempo. Por quê?
- Bom você agora não está mais sozinho. Nem me parece carrancudo. Porque não liga para eles. Se sua mãe for como a minha, aposto que sente sua falta.
Olhei para meu piano. Sim Esme devia sentir minha falta, ela adoraria conhecer Bella. E me ver ao piano de novo. Bella seguiu meu olhar e sorriu.
- Foi sua mãe quem te deu?
- Sim. Esme adorava quando eu tocava.
- Tocava? Porque você não toca mais?
- Só voltei a tocar depois de te conhecer.
-Mesmo? Então toque pra mim.
Eu sorri para ela. Bella se levantou de mim com a mão sobre os seios, pegou minha camisa, que estava no chão e vestiu. Peguei minha calça e vesti, ela segurou minha mão e me puxou para o piano. E se sentando no banco comigo.
Soltei sua mão e abri a tampa, a musica que compus para Esme preencheu a sala, Bella me olhava com a boca aberta. Dei meu sorriso torto para ela.
-Gosta?
-Nossa Edward. É perfeito.
- Essa eu compus para Esme. É sobre o amor de Carlisle por ela. Nunca pensei que existisse amor como deles. Não até conhecer você.
- Caramba. Me senti pequeninha agora. Você é perfeito, eu não sei fazer nada.
Como ela podia dizer isso, minha musa inspiradora, se soubesse o quanto fez por mim. Minhas mãos ficaram mais leves, e uma musica diferente começou a ecoar pela sala. Era doce e leve a musica que compus no dia que falei com ela pela primeira vez.
- Essa, é em sua homenagem. - ela me olhou de olhos arregalados, depois lagrimas brotaram de seus olhos. – Que foi amor? Não gostou.
- Não Edward. É que é tão perfeita. – ela secava as lagrimas com as costas das mãos. E sorri.
- Perfeita é você amor. Que inspirou cada nota.
Ela me deu um sorriso tímido. As notas iam ficando mais baixas a musica chegando ao final, Bella, suspirou quando toquei a ultima nota encerrando a musica.
- Nossa, Edward. Foi lindo, podia te ouvir tocar pra sempre, que não me cansaria.
- Eu podia te olhar para sempre, que não me cansaria também.
-Sei. – ela parecia não acreditar em minhas palavras, será que deveria contar que a seguia desde muito tempo? Não, era melhor não. Ia estragar nosso dia.
- Esta com fome? – mudei de assunto e ela assentiu.
- Bom sim. Mas você não come o que vai fazer?
- Eu comprei algumas coisas. Para você poder ficar mais tempo.
- Ok. Vamos então Senhor Vampiro.
Ela levantou saltitante, me puxando pela mão, fomos ate a cozinha. Ela abriu a geladeira pegando uma maça e mordendo, e olhando o que mais tinha. Eu parei em frente o balcão e fiquei a admirando.
- Nossa você comprou muita coisa, eu não como tudo isso.
- Mas quando você voltar vai ter o que comer, se quiser é claro.
- Hmmm. Então agora vamos precisar de uma cama. – eu sorri e fui até ela a abraçando e comecei a distribuir beijos por seu pescoço
- Uma cama? Para que?
- Bom você pode não dormir, mas eu durmo. – ela mordia o lábio, meus beijos já desciam para seu ombro.
- Bella? – eu sussurrei em seu ouvido, enquanto mordia o lóbulo da orelha.
- Hmmm?
- Você está de calçinha?
Ela abriu os olhos, e corou muito forte. Ela mordia o lábio inferior com força, e negou com a cabeça. Eu já ardia de desejo por ela de novo, mas quando ela me garantiu que estava sem, meu autocontrole foi pro espaço. Só pensei em estar dentro dela de novo.
Minhas mãos passando por dentro da camisa, tocando seu corpo nu. Ela dava leves mordidos em minha pele, pescoço, queixo, no meu ombro. Corri pro sofá com ela nos meus braços.
- Nossa. – ela ofegou quando sentei no sofá com ela no meu colo.
- Que... Foi...? – meus lábios ainda estavam em seu pescoço.
- Você... É... Muito... Rápido. – eu ri no seu pescoço.
Ela desabotoou a camisa, e deixou escorregar para o chão, levantei um pouco o corpo para tirar as calças, e a encaixei em mim. Ela ofegou quando nossas intimidades se uniram. Eu movi seu corpo para cima e pra baixo, ela gemia apertando minhas costas. As investidas foram ficando mais rápidas e intensas.
Amamo-nos de modo selvagem, ate ela cair exausta em cima de mim.
- Desculpe. – falei ofegante. – Não me contive de novo.
Ela riu no meu pescoço, e se aconchegou mais em mim. Ficamos deitados algum tempo, abraçados até nos recuperarmos. Já estava tarde o crepúsculo já despontava no céu.
- Preciso tomar um banho, já esta tarde.
- Tudo bem.
Eu coloquei minha camisa de volta nela, e vesti minha calça. A levei ate o banheiro que tinha no meu quarto, deixei toalhas para ela, e fui tomar banho em outro banheiro.
Eu dirigia ate sua casa, sua picape era lenta, mais era bom. Pois podíamos aproveitar mais a companhia um do outro. Nossas mãos estavam entrelaçadas.
Nossos olhares nunca desviavam, estávamos sempre conectados. Uma energia elétrica corria por nós, parecendo se intensificar a cada toque. Bella nunca parecia se incomodar de que eu olhava mais para ela do que para a estrada.
Ela confiava em mim, mais do que eu merecia. Estacionei o carro em frente sua casa. A viatura de seu pai estava estacionada em frente à casa.
- Bom melhor eu ir. – falei já sentindo saudades dela.
- Não vai ficar? – ela mordia o lábio inferior.
- Quer que eu fique? – vimos às luzes da varanda se acendendo. E ela assentiu. – Posso ficar se você quiser?
- Eu quero. Mais e meu pai?
- Entre. Eu estarei no seu quarto lhe esperando. – ela franziu a testa. Mas sorriu e deu-me um selinho e saiu do carro. Fechou a porta e entrou na casa. Realmente ela confiava demais em mim.
