Disclaimer: Naruto não me pertence. Ele pertence a Masashi Kishimoto. Que é um homem que admiro muito, pela criatividade e capacidade de passar tantos princípios para o mundo de uma forma tão divertida e tocante. (eu sei eu sou puxa saco – pago um pau para o tio Kishimoto sim! Ele é cruel mas é MARA!)
Sinopse: Uma organização criminal formada exclusivamente pelos melhores homens. Nenhuma mulher jamais conseguiu entrar. Cinco mulheres, lindas, inteligentes, audaciosas, poderosas e corajosas o suficiente para desafiá-los. Elas lutariam contra a maior organização criminal do país. Como elas conseguiriam isso? Hum...Elas são demais!
Avisos: Bem gente essa é minha primeira fic. Aos que vieram até aqui muito obrigada.
Gostaria de informar que essa fic é em Universo Alternativo. Romance, com aventura, comédia, roubos, palavras chulas e hentai. Indico pra maiores de 18 anos.
Quero agradecer a uma amiga muito especial por me apresentar a esse mundo de possibilidades: FranHyuuga! Muito obrigada minha flor. Essa fic é dedicada a você. Que inclusive fez a imensa gentileza de ser a minha beta.
Bjus espero que gostem.
Legenda:
Narração: Sakura pensava em algum plano
Diálogos: - Sakura-chan! Você por aqui?
Pensamentos: "Droga, tinha que ser justo ele?"
Voz ao telefone e/ou TV: "...o misterioso assalto nessa madrugada.."
Onomatopéias e/ou ações: *Trum...trum*... *gota*
Mudança de tempo/espaço: oOoOoOoOoOo
...
No capitulo anterior...
Shikamaru voltou a se deitar confortavelmente com os braços cruzados atrás da cabeça.
- Provavelmente o objetivo original delas era TE sequestrar. Pois é, elas conseguiram o segundo, e de quebra ainda levaram o globo!
- Hmm... Isso vai ser um problema. Mas será que a Tenten-chan está realmente segura? – Kiba imitou a posição do amigo.
- Tenho 97% de certeza que sim! – O homem de cabelos presos fechou os olhos tentando encaixar as novas peças no seu quebra-cabeça.
- Ainda bem... – O moreno recém chegado se ajeitou sobre o colchão para recuperar seu corpo, porém uma pergunta lhe ocorreu. – Hei... Qual é a da sunga preta?
Shikamaru abriu apenas um olho e respondeu contra sua vontade:
- Aff.. problemáticas. – E isso para ele explicava tudo. (N/A: O_O' Hã?..hehehe)
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Continua... agora...
ELAS SÃO DEMAIS
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-Por Artemis In Avalon-
-Para FranHyuuga-
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Capítulo 9 – Missão: Operação Lebre Branca - "Alguma eles tem que ganhar..."
Nos próximos dias após o seqüestro do segundo componente do Time Rai, o grupo masculino estava bastante receoso e nervoso. Além de estarem claramente preocupados com os companheiros, tinham que planejar o próximo roubo com dois integrantes a menos, com um cuidado ainda maior, visto que estavam em grande desvantagem. Tendo ainda três de seus roubos anteriores frustrados, o que significava três cliente insatisfeitos com a Org's Konoha, logo seus chefes não estavam muito felizes.
Kakashi tinha alguém de sua confiança investigando sobre os seqüestros e insistia que seu time permanecesse calmo e concentrado, tanto quanto fosse possível. Precisava deles concentrados para o grande roubo, e dessa vez não poderia haver falhas. Nesse momento os integrantes restantes do grupo estavam em campo, coletando dados para a próxima operação, e o líder estava na sala do presidente da empresa, decidindo os próximos passos.
- Não acho que eles estejam em condições de realizar a operação 297. – Jiraya tinha o queixo apoiado em uma das mãos enquanto manifestava sua preocupação.
- Acredito que eles são plenamente capacitados para realizá-la. – O Hatake sentando confortavelmente na poltrona em frente a mesa, girava-a lentamente formando semi-circulos – Porém devo admitir que o momento é bastante delicado, e o Time Rai encontra-se... meio que..que...
- Frágil? – Uma voz feminina surgiu vinda da sala anexa a da presidência.
- Humpf – Kakashi bufou – Tenho que admitir que sim.
- Relaxa Kakashi. Isso é esperado. – Tsunade entrou no aposento e sentou na poltrona a seu lado. - Afinal eles são apenas meninos que estão preocupados com seus amigos que foram sequestrados por um grupo de ladras. É de se esperar que fiquem inseguros.
Os homens a olharam buscando um tom de ironia na frase, mas inesperadamente, não encontraram. Ambos se mantiveram calados.
- O que eles precisam é ganhar segurança novamente. – A loira voltou a falar enquanto enrolava uma mecha de sua longa franja.
- E como você sugere que façamos isso Tsunade? – O mais velho questionou olhando a esposa.
- Dando-lhes missões. – Ela respondeu simplesmente.
- Entendi. – O Hatake levantou-se.
- Como assim? – Jiraya olhou de um para o outro.
- Simples meu bem – A loira respondeu – Realizando missões menores e mais simples, eles podem recuperar um pouco de sua autoconfiança novamente. Os meninos precisam ganhar alguma.
- Kakashi? – Jiraya o chamou quando este já estava com a porta aberta para se retirar.
- Sim Jiraya-sama, estou indo procurar a Shizune-san. – E o homem de cabelos prateados saiu fechando a porta atrás de si.
- Ah... – Foi só o que o presidente conseguiu falar antes do Hatake sumir.
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Shizune era a responsável pela distribuição das missões de nível C para baixo. Missões para as quais Hatake Kakashi e seu time não eram designados. Ir até a mulher lhe pedir uma missão não era a coisa mais agradável que o homem fazia no seu dia. Porém olhar nos orbes negros e inteligentes da mulher, não era um sacrifício. Não, de forma nenhuma.
Kakashi desceu os três andares que os separavam pela escada, não tinha muita paciência para esperar o elevador e ir pela escada era um bom modo de ficar sozinho.
Quando chegou a sala da morena esta estava vazia, e sua dona caminhava entre as mesas da grande sala a frente, distribuindo envelopes negros. O homem então sentou confortavelmente na cadeira da própria Shizune e esperou, acompanhando o seu caminhar com um olhar interessado.
A morena sentindo-se observada olhou ao redor para identificar de onde vinha o olhar que a incomodava, ao fixar os olhos na sua sala, logo entendeu seu incomodo. O líder do Time Rai estava sentado em sua cadeira. Ela balançou a cabeça negativamente e encaminhou-se lentamente para sua sala. Só após fechar a porta e largar os envelopes restantes sobre a mesa é que lhe dirigiu a palavra.
- Não acredito que tenham lhe transferido para este setor, portanto acho melhor você sentar-se na cadeira destinada aos visitantes. – Sua voz era tranquila e suave, mas suas sobrancelhas estavam franzidas de forma ameaçadora.
- Sempre uma simpatia. – O Hatake virou a poltrona para a sua dona e levantou-se lentamente ficando a poucos centímetros de distancia do corpo feminino, que não se moveu. Para a morena foi possível sentir o perfume da loção pós-barba dele.
- E você sempre um provocador. – Ela sentou-se rapidamente, forçada pela molesa em suas pernas mais do que pela necessidade de ocupar o lugar que havia solicitado.
Ele riu e ocupou a cadeira reservada para visitantes. Ela com toda certeza era a mulher mais difícil a quem Kakashi já tinha tentado conquistar. E olha que ele tentava há anos.
- Não são sete anos de recusa que me fariam desistir. – A voz rouca soou perigosa.
- Com certeza foram longos sete anos de castidade. – O olhar irônico não combinava com a voz inocente que a mulher usou.
- Humm.. confesso que não fui fiel. – O homem inclinou-se para a frente, e falou com voz baixa, como se contasse um segredo. – Mas seria se você fosse minha.
Shizune prendeu a respiração por uma fração de segundo, tempo suficiente entre tanto para o Hatake perceber e encostar-se sorrindo triunfante.
"Merda, mais um ponto pra ele. Essa competição está ficando muito desigual", a morena ralhava consigo, desde que entraram para a Org's Konoha jogavam esse jogo de sedução e provocação. Kakashi era um Don Juan irredutível, ele não podia ver nenhuma mulher interessante que logo elas entravam para a sua grande lista de conquistas. Shizune recusava-se a ser mais uma. Afinal homens como ele tinham aos montes, embora ela confessasse que estavam difíceis de achar.
- Bem, mas acho que você não veio aqui para me contar sua triste história. – Ela começou a remexer uns papéis sobre a mesa. – O que o traz até esses níveis da empresa Kakashi?
O Hatake sorriu de lado com a insinuação da morena, tocar na feriada de uma mulher significava esperar por uma revanche. Ok, dessa vez ele merecia, orgulhava-se das suas missões, e não fazia muita questão de ser modesto, mas os boatos sobre os últimos fracassos havia se espalhado rapidamente entre os departamentos da Org's Konoha. Afinal não é porque trabalhava na maior organização criminal do país que esta deixava de ter os péssimos hábitos das grandes empresas: fofocas se espalhavam feito peste pelos corredores.
- Acredito que ouviu sobre os problemas que o Time Rai vem tendo? – Fez uma pequena pausa apenas para ver a mulher menear a cabeça. – Bem...precisamos de umas das suas missões.
A morena arqueou uma sobrancelha.
- Elas lhe serviriam exatamente para quê? – Os olhos negros fixaram a face parcialmente coberta do homem.
- Oras Shizune, você sabe... o Time Rai anda muito pressionado, eles precisam de algumas missões mais...digamos, mais fáceis. – Era visível a dificuldade com que essas palavras deixam os lábios masculinos.
Shizune poderia se ofender e lhe responder a altura sobre o "mais fáceis", mas sabia que só proferir aquelas palavras já feriam o orgulho do Hatake. Durante os sete anos em que trabalhavam juntos, ela acompanhou o esforço e dedicação do homem para galgar os degraus que o levaram ao nível S de missões. Porém pelo que conhecia do homem a sua frente, essa não seria o tipo de atitude que esperaria dele frente a esse problema. Shizune sabia que havia o dedo de alguém mais sensível nisso.
- Humm, entendi. – Ela inclinou-se sobre a mesa e apoiou o queixo sobre o dorso da mão sorrindo gentilmente. – E Tsunade-sama te sugeriu vir aqui..
- É, foi mais ou menos isso. – Kakashi desviou o olhar para a janela.
- Ok. Vamos ver o que temos aqui para o Time Rai. – Ela começou a remexer as pastas negras sobre a mesa.
O Hatake acompanhava seus movimentos com o canto dos olhos. Reconhecia que a organização era machista. Reconhecia também, que tinha dificuldade de aceitar mulheres realizando as missões, porém não as julgava inferiores, apenas diferentes. Com habilidades que as capacitavam mais, para outros tipos de atividades dentro da empresa. Entretanto sabia que a mulher a sua frente havia se dedicado e se esforçado tanto quando ele nesses sete anos de empresa, e merecia um posto maior, do que gerenciar as missões de nível C.
As pastas com as missões eram descartadas uma a uma. Shizune não encontrava uma que pudesse passar para o Time Rai, conhecia a capacidade deles e se o objetivo era "levantar a sua moral", como suspeitava, um nível muito fácil só os deixaria ainda mais frustrados. Procurava algo que não envolvesse muito risco de vida, afinal eles já estava com dois integrantes a menos, porém tinha que ser algo que tivesse adrenalina, bastante ação e fosse rápido o suficiente para não tira-los de seu foco principal. Nas pastas não havia nada que se encaixasse, portanto a morena partiu para uma busca no computador, onde as missões mais recentes ainda estavam sendo classificadas.
- Só um minuto. Estou procurando algo com o perfil de vocês. – Shizune se explicava.
Kakashi voltou os olhos para ela, suas feições delicadas estavam sérias, compenetrada no que estava fazendo. Shizune parecia ainda mais distante. O Hatake sabia do poder que exercia sobre ela, sabia também que se investisse pesado provavelmente ela cederia. Mas não fazia isso, e se perguntou diversas vezes o por que.
Talvez porque ela fosse diferente. Era uma mulher inteligente e independente, que sabia que merecia mais e poderia ter mais. E talvez ele quisesse lhe mostrar como realmente era e que também poderia ser diferente, afinal entre uma provocação e outra havia se passado sete anos, e ele ainda estava lá. Ele ainda estava interessado, ainda insistia. Estava cansado dessa vida, sentia que lhe faltava algo, no fundo ele sabia que se ela cedesse, ele realmente iria querer fica só com ela, mas não seria a mesma coisa. "Talvez esteja esperando ela perceber isso. Afinal ceder é diferente de escolher, não é?".
Enquanto estava mergulhado em seus devaneios Kakashi não percebeu que Shizune o encarava curiosa com um documento que havia impresso nas mãos.
- Oh, desculpe. – O homem surpreendeu-se. Havia se perdido em seus próprios sentimentos enquanto estava trabalhando, a situação estava muito preocupante, além de dois de seus companheiros estarem desaparecidos ainda tinha missões a cumprir, não tinha tempo para devaneios.
- Sem problemas, aqui estão os detalhes da sua missão. – Estendeu o papel para ele, que segurou a outra ponta, a morena, entretanto, não a soltou. – Você está bem?
Os olhos se fixaram um no outro. E por um segundo o homem cogitou falar com ela sobre seus pensamentos, mas logo a "mascara" voltou a lhe cobrir a face.
- Meu time precisa de mim. – Ele fez um leve aceno com a cabeça e se foi.
"Acho que você é que precisa mais deles", a mulher baixou os olhos. "Quando que você vai entender que estar o tempo todo com alguém, não significa não estar sozinho?"
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Três dias depois o Time Rai já encontrava-se nas frias montanhas do País da Neve¹, onde Kazahana Doto² filho mais velho e herdeiro da máfia de Kazahana curtia suas férias, Doto estudava fora do país, preparando-se para cuidar futuramente dos negócios da família. No seu tempo vago o herdeiro da família Kazahana fazia o que mais gostava. Esquiar.
Acha-lo havia sido a parte mais fácil da missão, afinal todas as revistas de fofoca estampavam seu rosto nas capas com manchetes do tipo: "o playboy Kazahana Doto escolheu os Alpes de Yukigakure para passar suas férias", "veja o que a socialite faz em seu tempo livre", "Kazahana Doto desfila roupas coloridas nos Alpes de Yukigakure", e outras coisas que já não interessavam para a missão.
O time masculino já havia iniciado sua missão no solo de Yukigakure e o loiro e radiante Usumaki, não se sentia tão radiante assim.
- Eu vou congelar, dattebayo. Com toda certeza eu vou processar o Ero-sennin por tentar me matar. – O loiro tremia mesmo sob as várias camadas de casacos coloridos que usava. – Se ele estava bravo por causa das nossas ultimas missões ele podia ter simplesmente gritado com a gente. Nunca pensei que ele fosse capaz de tentativa de homicídio contra nós.
- Cala a boca Naruto! – A voz vibrante de Sasuke soou irritada. – Não agüento mais você resmungando.
- Sinceramente terei que concordar. – Até o Aburame se manifestou.
O loiro os olhou magoado, porém não disse nada. Os três encontravam-se em um mirante, de onde avistava-se as montanhas cobertas de neve, a direita delas belíssimos hotéis de luxo despontavam na paisagem branca. Em um deles estava o alvo do Time Rai.
Com um binóculo bastante potente, Sasuke sondava os movimentos do alvo, apelidado de Lebre branca. Kazahana era vigiado e acompanhando por seguranças armados 24h por dia, se aproximar dele seria quase impossível. O foco era que a missão fosse discreta a fim de não causar muito burburinho na mídia, afinal sequestrar o herdeiro de uma das maiores máfias do país, sendo este um playboy que adorava aparecer nos tablóides, não seria algo muito "discreto". Porém o Time Rai estudou suas possibilidades de aproximação, e chegou a uma única estratégia para se aproximar sem que os seguranças estivessem junto: seqüestra-lo enquanto descia a encosta da montanha em seus esquis!
E para tal se organizaram. O plano foi cuidadosamente preparado para que não houvesse nenhum erro, afinal o Time Rai estava bastante desfalcado.
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Por volta das 9h30m da manhã, o herdeiro da Kazahana dirigiu-se para a área de esqui, como vinha fazendo durante os dois dias em que o Time Rai o havia observado.
Um grupo de seguranças subiu com Doto no teleférico e outro ficou esperando na base da montanha. Nas cabines seguintes dois homens com os rostos cobertos por toucas e máscaras de esquiar, embarcaram com seus equipamentos.
Enquanto isso em certa altura da montanha outro homem aguardava, observando por um binóculo o movimento do grupo que subia.
Já no ponto de descer a encosta, uma fileira de sete pessoas se preparava. Entre os dois homens com a face coberta o herdeiro da Kazahana se posicionava de forma levemente curvada.
Assim que este disparou montanha abaixo foi seguido pelos dois homens ao seu lado que a principio mantiveram certa distância. Entre as manobras o herdeiro da Kazahana aumentava sua velocidade, demonstrando grande habilidade no esporte. A distância entre eles estava ficando cada vez maior.
Os homens que o seguiam inclinaram-se para a frente, fazendo com que o ar passasse mais rápido por seus corpos, aumentando a velocidade da descida para se aproximar do seu alvo. A partir de um determinado ponto Doto reparou que estava sendo seguido pelos homens, aproveitando-se de suas habilidades e experiência no esporte, inicio uma série de manobras na neve que tornavam cada vez mais difícil acompanha-lo.
Os dois que o seguiam sabiam que tinham pouco tempo para dar continuidade ao plano, e falhar não era uma opção.
Seguiam os movimentos do herdeiro, e embora soubessem esquiar não tinham tanta experiência como ele. Os movimentos eram arriscados, mas o medo não fazia parte do repertório de ambos. Após avistarem um tecido vermelho amarrado em uma árvore a esquerda, sabiam que o tempo havia acabado, tinham que colocar o plano em prática.
Os dois que iam mais atrás abriram distancia entre si, o homem que ia a frente percebendo o movimento os olhou rapidamente, o homem que o seguia pela direita curvou-se ainda mais sobre as pranchas, avançando agilmente. Ao perceber a aproximação pelo lado direito Doto movimentou-se para a esquerda, indo em direção as árvores que contornavam a encosta. Por alguns segundos seus movimentos ficaram instáveis, ele não poderia entrar na mata mais fechada, seria muito arriscado. Porém ao controlar seus movimentos novamente, sentiu o homem a sua direita cada vez mais próximo de si. O homem da esquerda ainda mantinha um pouco de distancia, porém este já esquiava entre as árvores. E na velocidade que só um pensamento poderia ter, o herdeiro da Kazahana observou que só alguém com uma habilidade notável se arriscaria a tal... ou alguém com alguma debilidade mental. (N/A: '0_0)
Sua direção estava sendo guiada cada vez mais para dentro da mata, pela necessidade de desviar dos obstáculos que agora se apresentavam a sua frente, sua velocidade teve que ser reduzida, porém o homem que o seguia pela direita, continuava no mesmo ritmo.
"Eles devem ser loucos" pensou exasperado Doto. Pelo canto do olho reparou numa marcação nas árvores. Eram como uma trilha sinalizada por tecidos vermelhos amarrados nos troncos enegrecidos das árvores que despontavam na neve branca. Compreendeu imediatamente do que se tratava, estavam tentando sequestra-lo!
"Seria impossível para apenas dois. O que pretendem? Me seguir até o fim da montanha?". Os pensamentos corriam rápidos pela mente aguçada do herdeiro da Kazahana. "Meus seguranças vão capturá-los e eles vão se arrepender do dia em que nasceram".
Ao tentar desviar notou que agora os dois homens o seguiam de perto, por experiência sabia que isso era muito perigoso, um acidente nessa velocidade poderia ser mortal. Preocupado, resolveu concentra-se em desviar das árvores, elas passavam como riscos por si, a neve cortada pelos esquis deixava rastros paralelos, as manobras chiavam no silêncio da montanha. A força aplicada sobre as pernas nem era percebida devido a adrenalina que corria em suas veias.
Mais uma rápida olhada para seus perseguidores e Doto sentiu um impacto muito forte, como se o peso de seu próprio corpo o estivesse esmagando contra uma parede, em seguida percebeu que o impacto havia sido sobre uma rede, que o lançou para traz novamente, sentiu seus braços arderem, provavelmente os havia quebrado. Caído na neve, abriu os olhos e tentou olhar para os lados, ouviu distante uma voz dizer: "merda! Isso doeu muito mais do que eu esperava!".
Um outro homem vestido todo de preto e com o rosto totalmente coberto por uma mascara de esqui se aproximou dele. Kazahana tentou se mexer, levantar e socar a pessoa, porém seus músculos do braço não responderam como desejava. O colocando sentado, o homem retirou sua máscara e o vendou, sentiu alguém amarrando suas mãos nas costas. Uma outra voz disse:
- Vamos rápido com isso. Eles devem estar nos observando. – Foi colocado de pé e alguém as suas costas o obrigou a andar. – Desculpe wakashu³, mas terá que andar.
Foi guiado por algum tempo. Embora tivesse os sentindos um pouco confusos pelo impacto e pela dor nos braços, imaginou que caminharam em linha reta para dentro da mata por cerca de 15 minutos. Ouvia o som dos passos na neve, contando três pessoas além de si. "Então eles não estavam sozinhos", pensou. Além desse som ouvia um outro atrás dele, como algo raspando a neve. "Estão encobrindo nossos rastros?".
Por vezes havia se desequilibrado e caído, porém observou que em nenhum momento o trio foi agressivo. Também observou que nenhuma palavra mais havia sido pronunciada.
Pararam. Kazahana esforçou-se para tentar ouvir qualquer som que denunciasse sua localização, mas só o uivo do vento o respondia. Ouviu o som de uma lona sendo mexida, "estão descobrindo algo? Uma entrada escondida?". Em seguida foi colocado sentado, percebeu então que o que eles haviam descoberto era um snowmobile4, a próxima coisa que sentiu foi uma picada no braço esquerdo. E seus sentido começaram a nublar, foi caindo num profundo sono. Queria se manter acordado para se livrar dessa situação, mas seu corpo o jogava numa prufunda letargia, e finalmente não conseguiu lutar mais e apagou.
- Aff...finalmente chegamos. Não agüentava mais caminhar nesse frio. – O Uzumaki largou os galhos que usava para apagar as pegadas do grupo. – Será que ele não poderia ter escolhido passar as férias no Caribe?!
Sasuke que amarrava o corpo inerte do herdeiro da Kazahana na snowmobile, apenas o olhou de canto de olho.
- Numa praia seria mais complicado isola-lo. – A voz grave e baixa do Aburame respondeu.
Naruto o olhou irritado e resmungou:
- Era uma pergunta retórica... não precisava responder.
- Vejo que aprendeu uma nova palavra, dobe. – O Uchiha sorriu sarcástico.
- Ah Sasuke não enche.
Shino puxou um comunicador do bolso, enquanto ainda discutindo os dois amigos subiam cada um numa snowmobile, Sasuke com um passageiro desacordado.
- Capturamos a lebre branca. Estamos indo para o ponto de encontro. – O Aburame ouviu apena um rouco "OK", do outro lado do rádio. – Vamos.
Subiu na garupa da snowmobile do Uzumaki e dispararam em direção ao topo de uma outra montanha.
Durante a subida começou a nevar, o Aburame olhou para o ceu e pensou: "Cobrirá os rastros".
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Algumas horas depois o trio se encontrava no baú de um caminhão, o qual Kakashi guiava. O herdeiro da família Kazahana estava em um helicóptero a quilometros de distância deles.
Sasuke retirou a touca e balançou os cabelos com os dedos. O Uzumaki balançou a cabeça para afastar um pouco da umidade. O Aburame apenas abaixou o capuz.
- Com frio? – O líder do time abriu uma janelinha que separava a cabine da traseira, e passou uma garrafa térmica para os homens.
O Uchiha foi o primeiro a tomar, e após verter o liquido fez uma careta, passando a garrafa para o loiro a seu lado. Naruto ansioso por algo quente virou um gole, e quase cuspio.
- Caramba é conhaque Kakashi-sensei!
O Hatake riu sob a mascara.
- É o melhor que tem para aquecer rápido. – Respondeu o mais velho.
Shino bebeu em silêncio.
- Missão cumprida. Agora vamos pra casa. – E o homem de cabelos prateados acelou.
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Era 20h06m quando o grupo de homens saia do aeroporto. O Uzumaki discava um número em seu celular.
- Alô? Sakura-chan? Tudo bem com você? – Ele ouviu. – Sim, estou ótimo. – Sorriu. - Queria te ver. Posso passar ai?
Sasuke balançava a cabeça lentamente. "Ele não tem jeito mesmo".
- Sim, sim. O Sasuke vai junto. – O loiro sorria radiante.
- Hã!? – O Uchiha se engasgou com ar. – Quem disse que eu-
- Ok, pegamos vocês as nove então. Até.
- Na-ru-to... – Silabou ameaçador o Uchiha.
Naruto apenas sorriu feliz para o melhor amigo. Ele realmente estava com saudades da rósea. Fazia alguns dias que pensava em pedi-la em namoro. Sentia-se ansioso para encontrá-la, como se fosse lhe falar como se sentia por telefone mesmo se não a visse logo.
O loiro caminhava em direção ao carro com os pensamentos longe, sentiu o ombro do amigo o empurrando, e quando o olhou este o encarou com a sobrancelha cerrada, mal humorado ele o direcionava para o lado correto do estacionamento.
- Obrigado Sasuke. – O moreno bufou baixo o ohando com o semblante fechado. – Oras, pare com isso sei que vai gosta de ver a Hinata.
O Uchiha não respondeu, pois qualquer que fosse a resposta que daria ao amigo seria uma mentira, afinal o orgulhoso Uchiha Sasuke, jamais admitiria que gostaria de ver a Hyuuga.
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Continua...
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O País da Nevefoi o foco principal de Naruto o Filme: Conflitos Ninjas no País da Neve, os dados usados nesse capitulo como nome da vila, e da família foi inspirado nesse filme. Maiores informações em . /wiki/Pa%C3%ADs_da_Neve
Kazahana Doto é o nome do tirano do País da Neve que matou seu irmão para assumir o comando. Porém aqui seu nome esta sendo usado como o filho de herdeiro da máfia de Kazahana.
Wakashu é como é chamado o filho do chefe da máfia.
Snowmobile é um veículo misto entre uma motocicleta e um carro desenvolvidos para andar em lugares com neve.
Senhor! Descobri recentemente que estou a mais de um ano sem postar atualizações nas minhas fic's... E isso graças a Dedessa-chan que me mandou uma review, me lembrando disso..=S.. Isso me deixou imensamente feliz, pensar que mesmo sem postar nada há um ano ainda tem gente que lê minhas histórias. Em respeito e consideração a essas pessoas, quero dizer que não desisti das minhas histórias, e graças a elas me inspirei para escrever mais esse cap. do ESD+...
Muito obrigada pelas reviews, elas realmente nos estimulam a continuar escrevendo, é sempre um prazer muito grande ler suas opiniões a respeito do que criamos...=D
Cantinho mais que especial
Olá pessoas queridas. Gente, fiquei tão feliz com os reviews, que esse capitulo saiu graças a eles. Faz muito tempo que não tenho acompanhado as histórias no fanfic, tenho na minha lista de favoritos histórias maravilhosas das quais tinha me esquecido o quanto gostava e admirava as autoras. Graças as mensagens que nos chegam por e-mail lembrei delas, então obrigada por isso também..=D
Agora respondendo as reviews, hoje responderei cada uma, como geralmente faço, vocês merecem...=D
Binaj – Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...que review mais querida, sério, eu li sorrindo do começo ao fim.. Muito obrigada pelo seu "foda"...hehehehe, me senti muito feliz. Me identifiquei muito com você, pois quando gosto muito de algum texto também me expresso assim, falo sozinha isso várias vezes...hehehehe =D, consegui até te imaginar lendo e falando..kkkkkk... que bom que você gostou, fiquei tão feliz com sua sinceridade que não teria como abandonar a fic, nem que eu quisesse...rs.. Ahhh obrigada também pela compreensão do "Enfim, não deixe de postar a fic. Demore o tempo que quiser, mas poste \õ/"..hehehe..muito obrigada novamente... seja muito bem vinda...=} *estende o tapete vermelho*...Abraços
Maah. Sakura Chinchila – Hehehehe...lendo nos intervalos das aulas? Hehehe...fiz muito isso..=D.. Obrigada por acompanhar e pelo seu comentário, espero que continue acompanhando..vi que estava no capitulo 3..espero que tenha continuado a ler...=S...seja muito bem vinda ao universo dessas cinco poderosas mulheres...
Sazy Cherry – Espero que você não se arrependa de esperar..hehehehe..eu achei esse capitulo um pouco diferente dos outros, talvez por fazer tanto tempo que não escrevia.. vamos ver o que o pessoal vai achar... Muito obrigada pelo comentário Sazy, fiquei muito feliz em saber que estava ansiosa pelo próximo capitulo.. finalmente ele saiu..hehehehe *fica vermelha*, o que? Vergonha eu tenho, o problema é que não adianta ter vergonha e não postar os cap mais rápido, né?!..hahahahaha...até...
apm.2303 – Kkkkkkkkkkkkkkkk... direto ao ponto hei..hehehehe.. Pronto, demorou mais chegou o próximo capitulo...rs..se já terminou de ler tenho certeza que vai querer me matar por ter terminado bem na parte que você mais queria...Sasu/Hina...pois é, as histórias tem vida própria, são elas que decidem quando vão parar, eu juro, não tenho culpa nenhuma nisso..=D...*sai de fininho*...mas calma, eles vão aparecer logo, logo... Muito obrigada pelo comentário..=D
Luanaa - Lu quanto tempo...até me assustei com o tamanho da sua review...kkkkkkkk...Que bom que conseguiu ver a atualização, espero que veja essa também... que bom que não me esqueceu...embora eu estivesse merecendo, por ser tão sumida assim... Nossa, o Shino e a Ino, estão mais devagar que os outros...bem o Aburame não é o maior exemplo de impulsividade e iniciativa..hehehe... Muito obrigada pela review, é sempre um prazer receber seus comentários, sejam eles longos ou curtinhos..=D..Abraços..
Dedessa-chan – Meus Deus, quando li sua review levei um susto, tanto que tive até que ver que data tinha postado meu último capitulo, credo, não fazia ideia de que estava a tanto tempo sem postar.. Bem, muito obrigada por me ajudar a me inspirar para esse cap, outro muito obrigada pelo seu comentário, fiquei muito feliz com ele, que bom que achou as personagens fieis aos originais, sempre tento pensar em como eles pensariam e fariam..=D... AMEI a ideia do calendário...e mais ainda o nome super criativo que deu para ele..=D... Muito obrigada mesmo pelo carinho... agora é a hora que eu te ressucito?..kkkkkkkkkkkkkkk... Abraços...
Muito obrigada também a todas:
As favoritações da fic de:
Binaj
Maah. Sakura Chinchila
Ruivona
Hina67
Magi' Kawaii-chan
Karolyn Harumi
Dedessa-chan
As "story alert" de:
Binaj
Apm.2303
Magi' Kawaii-chan
Ialykuran
Karolyn Harumi
Dedessa-chan
As "author alert" de:
Sazy Cherry
Magi' Kawaii-chan
Dedessa-chan
E as favoritações de autor de:
Hina67
Magi' Kawaii-chan
Dedessa-chan
Melissa Spencer
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Quem diria que o cap. 9 sairia mais de um ano e meio depois, hei? Será que valeu a pena esperar? Merece uma review? Sugestões, idéias, pedidos, perguntas, criticas? Fiquem a vontade...
Abraços.
Artemis In Avalon
