Bom, aqui estamos com o nono capitulo de Titanium, algumas coisas bem importantes são reveladas aqui. Espero que gostem! Só agora percebi que ff . net comeu todos os espaçamentos e divisões de texto que eu coloquei em todos os caps. Estarei concertando isso assim que possível.
Titanium cap 9
Como um castelo de areia na beira do mar
Depois de passar a noite toda consolando Aime, Tenten se permitiu parar para pensar e percebeu que ela não fazia ideia de como sair daquela situação. Era obvio que Yukito e Aime deveriam ficar juntos, eles se amavam e seriam capazes de dar todo o amor e carinho que somente um casal apaixonado pode dar a um filho, mesmo ele ainda estando no ventre da mãe. O grande problema era como fazer isso sem que todas as conquistas anteriores desabassem por terra como um castelo de areia atingido por uma onda.
Naquele momento, a primeira coisa a fazer era confirmar a gravidez de Aime. Não que desconfiasse da palavra da bibliotecária, mas testes de farmácia não eram 100% seguros. Antes do café da manhã, Tenten discretamente pediu que Tamaki marcasse uma "consulta" com a médica da cidade, e começou a pensar na desculpa que daria a seu marido para tirar Aime da mansão quando se sentou a mesa.
Era horrível estar tão perto de Yukito e não poder contar que havia uma grande probabilidade dele se tornar papai. Imaginava a reação que todos os Volken teriam com a notícia. Mitsuo tinha uma cara de avô coruja! Takane, com toda certeza, seria aquela avó moderninha que estaria ensinando o bebê a dar um soco ao em vez de ensiná-lo a andar. Estava rindo de seu pensamento quando Yukito pegou sua mão e levou aos lábios, chamando assim sua atenção.
- Você está distraída hoje, Ten.
- Desculpe. Vou precisar ir à cidade hoje e estava pensando em tudo que eu preciso resolver por lá.
- É muita coisa?
- Nada de muito trabalhoso. Quero dar uma passada para ver como estão as obras no orfanato, comprar algumas coisas e, bem, o de sempre. Acho que vou levar Aime comigo. As crianças do orfanato gostam quando ela vai lá contar histórias. – Tenten tinha que admitir que estava ficando boa com mentirinhas sociais! Tinha conseguido o motivo perfeito para tirar Aime de casa sem Yukito desconfiar de nada. Se bem que nem precisava realmente ser uma mentira. Aime realmente poderia ler para as crianças e se consultar com a médica.
Falando em crianças, antes mesmo que Yukito pudesse responder algo, uma se enfiou entre os dois. Com os olhinhos brilhando em expectativa, Arashi pediu:
- Tenten-chan, se o meu papai deixar, eu posso ir com você? Também quero escutar histórias com as outras crianças!
Como aquela menina não era mimada e birrenta? Desde que Tenten a conheceu, ela não conseguiu negar nenhum pedido de Arashi. Tudo bem que Neji aparentava educar a menina de uma maneira séria e, de certa forma, até mesmo rígida, e nenhum pedido feito por ela foi algo impossível de se conseguir, mas mesmo assim. Arashi era um anjinho, e Tenten percebeu que era capaz de coisas inimagináveis só para fazer aquela menina feliz.
Quanto ao pedido, pela primeira vez naquela manhã e, consequentemente, pela primeira vez após a conversa do dia anterior, Tenten olhou para Neji. E, como num passado que parecia muito distante, ela ainda conseguia entender o que dizia o olhar dele. Viu que ele confiava nela o suficiente a ponto de lhe permitir ficar com Arashi. Viu que ele lhe perguntava por que estava tão avoada essa manhã e o que aconteceu ontem no quarto depois dele ir embora. Com um leve aceno de cabeça, como se dissesse "obrigada, mais tarde conversamos", Tenten se virou para Arashi.
- Bom, já que você vai comigo, é melhor pedir para Yumiko te arrumar. Vou sair assim que terminar o café da manhã.
Com uma simplicidade que só uma criança é capaz de ter, Arashi olhou de seu pai para Tenten e, com uma carinha de felicidade, disse:
- Você sabe que meu pai deixou eu ir só de olhar para ele, Tenten-chan? – Correndo até o pai, ela completou – Que legal! Quando eu crescer, também quero fazer isso! Obrigada por me deixar ir, papai. – Depositando um suave beijo na face de Neji, Arashi saiu correndo porta a fora, deixando dois adultos encabulados e outros desconfiados.
-/-/-/-
Estava confirmado. Aime estava realmente grávida, segundo a médica, de seis semanas. Agora vinha a parte mais difícil - contar ao pai da criança.
Yukito, Mitsuo e Takane já estavam no escritório quando Tenten entrou com Aime. Meio que empurrando a moça até o centro da sala, a morena decidiu iniciar a conversa tensa que teriam a partir daquele momento.
- Aime tem algo para contar a vocês
Olhando para Tenten como uma gatinha assustada, Aime começou a balbuciar coisas sem sentido até cair no choro novamente.
- O que aconteceu? – Um preocupado Yukito se levantou de onde estava sentado, tomando as mãos de Aime entre as suas. E, como se isso tivesse lhe dado forças, Aime engoliu o choro por um momento e foi direta.
- Estou grávida.
A princípio, todos ficaram parados, como se respirar fosse um crime. Depois, Yukito abraçou Aime, visivelmente maravilhado com a notícia. Ele dava leves selinhos na moça e balbuciava algo como "serei papai". A primeira pessoa que trouxe a tona o que aquilo implicava foi Takane.
- O que faremos agora? – Ao perceber que o casal parara de comemorar e olhava para ela, Takane complementou – É maravilhoso que esteja grávida, Aime. Fico muito feliz por vocês dois, mas não podemos esquecer que Yukito é casado com Tenten.
Explodindo de uma maneira nunca antes vista, Aime se desvencilhou de Yukito e foi na direção de seus "sogros".
- ACHA QUE EU SERIA CAPAZ DE ESQUECER ISSO? PORQUE ACHA QUE EU ESTAVA CHORANDO? EU SEI QUE ESSA GRAVIDEZ PODE FAZER YUKITO E TENTEN PERDER TUDO PELO QUE LUTARAM, E É POR ISSO QUE EU TENHO MEDO!
Yukito, que ainda estava radiante pela ideia de ser pai, e nem um pouco assustado com a explosão de Aime – coisa que não se estendia aos outros que ainda estavam estupefatos pelo fato de Aime ter levantado a voz – não se segurou e caiu na gargalhada. Quando todos – inclusive Aime - olharam para ele com uma cara de WTF, Yukito se defendeu dizendo.
- Acho que Aime está passando tempo de mais com a Tenten. Já está até gritando como ela! – e voltou a gargalhar. Como aquele comentário era a mais pura verdade, pouco tempo depois todos na sala já estavam rindo junto com Yukito.
Mas como tudo que é bom dura pouco, em um momento de crise como aquele, pouco tempo depois todos retornaram ao silêncio, pensando em como sair daquela situação. Mitsuo foi o primeiro a abrir a boca, entretanto não chegou a articular a primeira palavra quando Tenten o cortou com um sonoro não.
- Sei no que está pensando, Mitsuo-san, mas esse filho é de Aime e de Yukito. Eu me nego permanentemente a cria-lo como meu, dentro de um casamento de fachada. Ninguém aqui nessa sala merece isso, nem eu, nem Yukito e muito menos Aime e o bebê.
- Entendo sua posição, Tenten, mas o que vamos fazer então? – dessa vez quem questionou foi Takane.
- Posso falar com Tsunade-sama. Dizemos a todos que meu casamento foi uma missão que me foi transmitida quanto à kunoichi que sou. Tenho certeza que todos vão aceitar.
- Se você fizer isso, Tenten, eu vou ser inflexível quanto ao seu pagamento. – vendo que a morena pretendia protestar, Mitsuo a cortou – Sem negociações quanto a isso.
- Mitsuo-san, quero que vocês entendam que já me pagaram com meu treinamento, com todo o meu aprendizado aqui! Eu sei o quanto custa uma missão desse tipo e é uma quantia exorbitante se formos colocar três anos na ponta do lápis. Não há essa necessidade.
Vendo que essa discussão não terminaria se ninguém se interpusesse entre seu pai e sua esposa, Yukito, que não tinha se pronunciado ainda, apenas disse:
- Não precisamos de desculpas, a verdade vai bastar – e brincando com a barriga ainda plana de Aime, ele continuou – Se não bastar, dane-se. Eu e Tenten já nos sacrificamos muito por esse país e eu não vou abrir mão do meu filho e da mulher que eu amo novamente, não importa o que você faça ou fale pai. Agora, se me derem licença, eu quero ficar a sós com a minha futura esposa. – Antes de sair totalmente do escritório com Aime ao seu lado, Yukito virou-se e disse – Tenten, não vou descer para o jantar.
-/-/-
- Está esperando pelo Hyuuga?
Tenten estava sentada na varanda que comunicava todos os quartos da ala leste – que incluíam o seu, o de Yukito e o de Neji – quando Yukito apareceu.
- Sim. Com toda a história da gravidez, eu me esqueci de te contar. Neji e eu meio que nos acertamos. Ainda temos algumas coisas para conversar, mas agora está tudo bem.
- Engraçado, não é? Justamente agora que resolvemos contar a verdade a todos, temos a certeza que o Hyuuga não vai contar. A vida é tão irônica. – As palavras foram proferidas com um desanimo nunca antes visto por Tenten. Fazendo sinal para que o mesmo se sentasse ao seu lado, Tenten o abraçou. Depois do abraço desfeito, apenas segurando as mãos de Yukito, a morena fez a pergunta mais importante naquele momento.
- Como vocês estão?
- Aime está mais calma agora e radiante com na ideia de ser mãe. Eu também estou feliz, mas não vou negar que estou preocupado e chateado. Não consigo entender como passou pela cabeça de meu pai colocar essa criança na nossa farsa maluca. Todos seriam infelizes desse jeito.
- Seu pai apenas pensou da maneira mais pratica possível para o momento. Creio que todos nós pensamos nessa possibilidade, mas ele foi o único que expôs em voz alta. Ele também ficou bastante chateado com tudo isso, mas convenhamos que você pegou pesado com ele, Yukito.
- Eu sei, estava pensando em ir falar com ele agora que Aime está dormindo, mas, sendo sincero, não sei como olhar para ele.
- Apenas vá! Na hora, as coisas vão se ajeitar.
Depositando um leve beijo na testa da morena a sua frente, Yukito se levantou.
- Obrigado, Tenten. Você é uma amiga e tanto. Sendo bem sincero, não quero que você vá embora. – Nesse momento, Yukito percebeu a aproximação de Neji – Bom, acho que seu compromisso acabou de chegar, Ten. Vou deixar vocês a sós. Deseje-me sorte.
Dando um sorriso que não chegou aos olhos, Yukito se retirou da varanda, permitindo assim que Neji se acomodasse na cadeira em frente à Tenten.
- O que houve? - perguntou Neji, após perceber a expressão da morena à sua frente.
- Aime está grávida. – disse Tenten se ajeitando melhor na poltrona onde estava.
- E agora? – Vendo as frases curtas e diretas do Hyuuga à sua frente, Tenten começou a perceber com quem ela aprendera essa mania que Mitsuo e Yukito tanto gostavam nela.
- Yukito vai contar a verdade a todos. No jantar de gala que vai acontecer ao fim da conferência.
- Por isso ele disse que não queria que você fosse embora?
- Acho que sim. Todos sabem que a única coisa que me prende aqui é o casamento. Se ele acabar, eu volto pra casa. Sabe, eu também vou sentir muita saudade quando for embora. Amo cada membro dessa família como se fossem da minha própria. – depois de uma pequena pausa, Tenten subitamente mudou de assunto – Arashi já está dormindo?
- Sim, estava colocando ela na cama antes de vir pra cá. Como foi o seu dia hoje com ela?
- Arashi é um amor. Se comportou maravilhosamente bem. – A morena não pode evitar o sorriso que surgiu em seus lábios nesse momento – Achei que ela fosse estranhar um pouco as crianças do orfanato, mas ela nem ligou. Quando vi, já estava brincado de carrinho com as outras crianças.
Com um olhar cheio de orgulho por sua filha, Neji deixou escapar.
– Aeka teria um troço se visse isso.
- Neji, eu preciso perguntar... - O sorriso nos lábios da morena morreu nesse momento, mostrando a Neji que o que quer que fosse não seria fácil de responder - Onde está Aeka? Ela, como primeira dama do poderoso Clã Hyuuga, não deveria estar aqui com você e Arashi?
Depois de um pequeno silencio, Neji finalmente respondeu.
- Aeka está morta, Tenten. Morreu a pouco mais de três anos.
- Eu... Me desculpe, Neji. Eu nem sei o que dizer.
- Não se desculpe, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e na de Arashi. – havia rancor naquelas palavras, um ódio que Tenten nunca viu em seu "amigo", nem mesmo na época em que ele acreditava cegamente em destino. – Não quer saber como aconteceu? – perguntou ele ao ver que sua companheira continuava calada.
- Eu sei que isso te machuca, e muito.
- Sim, é verdade. Mas eu quero contar.
- Então eu quero ouvir.
- Duas semanas depois que você foi embora, eu me casei com Aeka. Três messes depois, descobrimos que ela estava grávida. Acho que você viu o pior lado dela no dia em que a conheceu, não foi? – Vendo a morena concordar com a cabeça, ele continuou – Eu só conheci esse lado depois que Arashi nasceu. Não havia amor no nosso casamento, Aeka sabia disso, eu sabia disso, mas mesmo assim ela era uma esposa solicita e amorosa, mantinha a casa numa ordem perfeita. Mas tudo não passava de uma obrigação pra ela, um cargo pro qual ela treinou a vida inteira. Quando Arashi nasceu, algo mudou dentro de mim, TenTen, algo que eu não sei explicar. Mesmo não amando Aeka, eu amava aquele serzinho que tinha sido fruto do meu casamento. Quando Arashi abriu os olhos pela primeira vez e olhou pra mim, eu... – O suspiro que Neji deu naquele momento foi o suficiente para Tenten entender que Arashi era um divisor de águas na vida do Hyuuga – Bem, não podemos dizer o mesmo de Aeka. Quando ela descobriu que Arashi era uma menina, ela repudiou a filha de tal maneira... Primeiro eu achei que era depressão pós-parto ou algo do gênero. Mas, com o tempo, eu percebi que era simplesmente desprezo. Não culpo totalmente Aeka por isso, ela foi ensinada que uma boa esposa dá apenas filhos homens ao seu marido, mas eu realmente achei que quando ela pegasse a filha nos braços, algo fosse mudar dentro dela como mudou dentro de mim. Me enganei redondamente. Posso contar nos dedos de uma mão as vezes que Aeka segurou Arashi, todas em eventos públicos, onde ela posava de boa mãe/esposa. Aeka também se negou a amamentar, alegando que Arashi já havia destruído o corpo dela e ela não iria permitir que destruísse seus seios. Consegui uma ama de leite para Arashi e Yumiko se prontificou a ajudar com os cuidados que uma criança precisa enquanto eu estivesse fora, visto que Aeka se quer chegava perto do quarto da filha.
Após um breve tempo de silêncio, Neji continuou:
- Esse inferno durou pouco mais de um ano. Um dia, quando eu cheguei em casa tarde da noite, encontrei Aeka dormindo no quarto e Arashi com 40 graus de febre, chorando, sozinha no berço dela. Gritei com todos os empregados da casa, peguei Arashi nos braços e levei para o hospital de Konoha. A única pessoa que se atreveu a ir comigo foi Yumiko. Ela permaneceu em silêncio todo o caminho e só abriu a boca quando o médico de plantão perguntou se minha filha havia tomado algum remédio. Ela disse "apenas consegui dar um antitérmico às sete da noite". Estranhei a frase, mas não estava com cabeça no lugar pra notar o que ela implicava. Arashi foi internada e passou a receber medicação direto na veia por meio de soro, diagnosticada com uma doença chama bacteremia oculta. Eu nunca havia ouvido falar em algo do gênero, mas depois que o medico disse que poderia ter evoluído para uma infecção grave, como meningite, eu perdi a cabeça. Comecei a gritar com Yumiko perguntando por que ninguém havia cuidado de minha filha, e a resposta dela me desnorteou. Aeka havia classificado aquilo como manha infantil, proibindo todos os empregados de ministrar qualquer tipo de remédio ou me chamar. A única que se atreveu a desobedecer às ordens de Aeka foi Yumiko, quando deu o remédio para Arashi.
- Passei a noite com minha filha no hospital e, na manhã seguinte, fui em casa pegar roupas limpas, disposto a ter uma conversa séria com Aeka. Nunca aconteceu. Entrei no quarto que dividíamos e achei que ela ainda estava dormindo. Estava tão furioso que a sacudi para acorda-la, entretanto não houve nenhuma resposta por parte dela. Procurei por sinais vitais e não encontrei nenhum, foi quando olhei para a mesinha de cabeceira e vi um frasco vazio de remédio para dormir, os remédios que ela sempre tomava quando Arashi ficava acordada ate tarde da noite ou acordava chorando de madrugada. Eu tinha certeza que aquele vidrinho estava cheio até a noite anterior, por isso a verdade me atingiu como um soco. Aeka tinha tomado uma overdose de soníferos, a ponto de se matar, apenas para não ouvir o choro da própria filha.
Tenten não precisava ouvir mais nada. Abraçando Neji como nunca havia antes, ela o confortou como uma amiga, como a parceira com quem Neji sempre pode contar. E nesse abraço o Hyuuga se permitiu derramar uma única lagrima. Uma lagrima por sua filha, seu bem mais precioso. Mas, como é de Hyuuga Neji que estamos falando, esse momento não durou muito. Readquirindo a postura de sempre, ele se afastou da morena.
- Além do Lee, você é a única pessoa pra quem eu contei a verdade. Todos os outros acham que meu casamento era uma maravilha e a morte da minha esposa foi um infeliz engano.
- Lee? – Desprezando todo o resto, Tenten surpreendeu Neji ao perguntar justamente sobre o amigo hiperativo de ambos.
- Ele é o padrinho da Arashi e um grande amigo. – ao ver o espanto estampado na face da Mitsashi, ops! Agora, Volken, Neji riu – Depois que você foi embora, as coisas mudaram. Lee me ajudou muito.
- Então é só eu ir embora que vocês dois se acertam? Passo a vida inteira tentando fazer isso e era só eu não tentar pra que tudo se resolvesse? Eu vou matar vocês dois! – Vendo que Neji a fitava intensamente, Tenten esqueceu o porquê de estar brava e perguntou – O que foi?
- Ainda é estranho ver você vestida assim – responde ele segurando o fino tecido da camisola dela – Já me acostumei com as roupas do dia-a-dia, mas essa mulher vestida com rendas e cetim não me parece em nada com você.
- Espere um minuto. – disse a morena se levantando e correndo em direção ao quarto.
Demorou bem mais que um minuto, mas, quando a morena apareceu novamente, ela usava apenas uma blusa masculina que ficava gigantesca nela e os cabelos estavam presos nos dois costumeiros coques de anos atrás. Assim que ela cruzou a soleira da porta, Neji parecia hipnotizado pela sua imagem. Tenten bem que tentou fazer uma piadinha sobre seu look, mas não conseguiu. Num rompante, Neji se levantou e a beijou.
Continua...
Fiquei realmente chateada com os últimos 2 cps, não recebi nenhum review =(
Bom, that`s all folks
