Acordei no outro dia bem gradualmente. Pisquei vários pares de vezes até eu me localizar em tempo e espaço, e me vi abraçada com a morena mais linda que já vi. Virei-me lentamente e tentei retirar meus braços suavemente dela. Ouvi um gemido inconsciente de protesto, então meu levantei tentando novamente não fazer barulho. Mas devo ser realmente ruim nessa coisa de ''não fazer barulho'', porque quando eu contornei a cama, e me dirigi ao banheiro, bati o dedo do pé no canto do criado mudo. Um grito e um palavrão escaparam de meus lábios antes que eu pudesse os conter. Lea acordou com um único pulo.

"O que foi isso?!" perguntou desesperada.

"Calma pequena. Me desculpa, te acordei. Não deveria ter gritado" disse, passando a mão em seus cabelos e em seu rosto.

"Tudo bem.. Já é hora de acordar mesmo... Dormiu bem Di?"

"Dormi mais que bem, Lee..."

"Mas é claro, eu estava aqui, não é? Fui uma ótima companhia..." ela respondeu

"Uma companhia não autorizada e modesta, não é mesmo, Lea? Mas mesmo assim, eu sabia que você viria, quando começou a chover. Minha pequena e seus medos..." respondi, enquanto passeava meu polegar em suas bochechas coradas.

"Ah, cala a boca Dianna!" ela respondeu, corando ainda mais.

"Eu sei que me adora, Lea..." disse em tom esnobe.

"Mas olha que convencida!" ela respondeu indignada "Não senhora!"

"Eu sei disso Lea! Você me deseja secretamente" respondi, brincando

"Calada Srta Agron, calada!" ela respondeu, rindo.

"Vou tomar um banho, fofinha" levantei e depositei um beijo em sua bochecha "Tente não sentir tanto a minha falta, ok?"

"Não vou nem notar, Di... Vai rápido, pra podermos descer logo, estou com fome!"

"Monstrinha..."

Tomei banho, e esperei Lea também se arrumar. Trancamos a porta do quarto, para fingir que HeMo ainda estava lá, e passamos no quarto de Naya, para verificar. Trancado. As duas ainda dormiam. Coloquei a chave por debaixo da porta e descemos. Encontramos uma enorme mesa de café da manhã, com comidas de todos os tipos. Ao redor dela encontrava uma sra. Riley atarefada, entregando bandejas e mais bandejas, travessas e jarras a um Sr. Riley atordoado, acompanhado por Chris, que ria de Cory, completamente perdido. Oferecemos prontamente ajuda, e com três mulheres na cozinha o serviço saiu bem mais rápido.

Sentamos-nos e comemos, com Amber que chegara minutos antes. Acabamos, enquanto a família nos falava dos pontos turísticos da cidade. Assistimos TV, até o resto de o elenco acordar. Fizemos planos para sair à tardezinha, o que nos deu tempo para curtir a piscina enquanto não chegava a hora de preparar o almoço.

Ninguém quis deixar a Sra. Riley fazer a comida, então, todos foram para a cozinha ajudar. Ela era enorme, e couberam todos lá, magicamente ou não. Eu não fiquei responsável pelo fogão, porque nenhuma pessoa em sã consciência me deixaria chegar perto de um, mas hora ou outra picava alguma coisa para Lea Jenna e Naya que cozinhavam. Chris me ajudava, e às vezes outro cara aparecia. Mas eles não faziam falta alguma, quando apareciam certamente algum desastre acontecia.

Amber ajudou a Chris e eu para servir a mesa do lado de fora da casa, porque tinha uma vista bonita, e a mesma disse que seria mais... Agradável. Os caras carregaram a mesa pro lado de fora, em meio a caretas de esforço que me faziam rir horrores. Milagrosamente, não houve nenhum desastre dessa vez. Aproveitamos a presença deles para ajudar a levar as pesadas panelas e inúmeras travessas até o jardim. Claro que não podia faltar. Cory tropeçou e deixou cair em cima de mim uma jarra inteira de suco de framboesa. Subi e fui tomar outro banho, amaldiçoando Cory verbalmente. Tudo pronto, comemos em meio à brincadeiras e risadas.

Depois do almoço, bem, para compensar a falta de ajuda masculina na cozinha, a louça ficou para os homens, e até o Sr. Riley entrou nessa. Quase uma hora depois, estava tudo pronto. Enquanto uns dormiam, outros continuaram na piscina. Eu e Lea desfrutávamos de um sol quente, roupas pequenas e água gelada. Lea não havia descoberto suas bolsas ainda, porque eu tenho separado as roupas dela desde então, com medo de sua reação. Mas eu sabia que não duraria muito tempo.

O sol estava se pondo e começamos a nos arrumar para sair. Tentamos ficar menos reconhecível possível, prendendo ou soltando cabelos, usando bastante maquiagem, etc. Separei as roupas de Lea, independentemente de seus protestos. Eu não a deixaria ver o que lhe esperava. Não hoje. Saímos nos dois carros, da mesma maneira que chegamos, porém Chris dirigia seguramente hoje.

Fomos até alguns bonitos locais da cidade e resolvemos depois desse tour, parar em algum bar aberto em um bairro afastado. O bar não estava exatamente vazio, mas tinham 3 ou 4 mesas ocupadas além da nossa, que agora ocupava mais 3 no bar, e indiretamente 3 garçonetes. Não era exatamente o ''vamos ser discretos'' que combinamos. Pedimos pizza, bebidas e etc, e eu não faço a mínima ideia de quanto tempo ficamos lá, mas quando fomos embora, o bar estava para fechar, e alguns de nossos colegas, pelas tantas horas bebendo, já se encontravam bastante alterados, a ponto de cantar qualquer garota que passava na rua. Surpreendentemente Lea Michele se encontrava nesse estado. Fiquei pensando no que deveria passar na mente das pessoas quando Lea Michele te chamava de gostosa. Mas confesso estar exagerando. Ela só estava feliz, e todos percebiam que era apenas uma brincadeira.

Fomos para uma praça que ainda tinha alguns casais nos bancos, e nos recuperamos de toda a bebedeira, afinal, não estávamos querendo entrar em confusão com os pais de Amber. O ar úmido e gelado entrando nos nossos pulmões nos fazendo recuperar os sentidos. Respirei fundo, o ar era muito puro, como poucas vezes pude reparar nele. Ouvi um sussurro, e um pigarro.

"Dianna, vamos andar um pouco?" Lea disse sorridente. Aceitei seu convite prontamente e nos pusemos a andar. Lea puxava um assunto qualquer e eu acrescentava bastante sarcasmo, ria e brincava com ele, e ela sempre com protestos audíveis:

"Ah não Dianna! Eu estou falando sério!" ela sentou em um banco, e eu a acompanhei. Estávamos agora bem afastados de tudo e todos.

"Lee, só estou brincando!" disse, rindo e subindo seu queixo com meu polegar para encarar seus olhos. Ela fingia estar emburrada, com direito a até fazer bico. "Ah, não faz essa carinha, não aprendi a resistir a ela!"

"Ah, disso eu sei, você não resiste a mim, não é Di?" Ela sussurrou baixinho em meu ouvido, me fazendo arrepiar. Ela deve ter visto, porque em seguida disse em um ar exultante: "Ahá! Sabia! Não resiste nem se fosse para salvar sua vida!"

"Tá se achando, não é mesmo, Lea? Claro que eu resisto! Você não exerce poder algum sobre mim... " rebati, sabendo que era uma mentira descarada.

"Ah é? Então fecha os olhos" fiz um sinal negativo com minha cabeça "Ah, qual é Dianna, confie em mim! Vou ficar muito chateada..." fechei os olhos rapidamente "Assim é melhor. E não ouse abri-los." e queria ter desobedecido a essa ordem. Quando menos esperava, senti seus lábios tocando os meus em um beijo simples. Retribuí, de olhos ainda fechados, buscando os lábios dela, mas encontrei somente o ar. Ao que veio dessa vez mais exigente, sua língua pediu entrada e eu não a neguei. E logo foi se tornando impossível respirar. A senti se afastar e de repente tudo ficou frio de repente. Abri os olhos lentamente, e a vi com os olhos brilhando, e um sorriso de orelha a orelha.

"Tinha alguma coisa naquela bebida.. Normal é uma coisa que você não é, Lee.. Que idéia foi essa?" perguntei.

"Ah, Dianna, deixa de ser sem graça e assume que gostou!" exclamou "E assume também que não resiste a mim."

"Porque eu deveria?" ironizei

"Seja homem e assuma tudo!" ela disse

''Ser homem? Acho que você beijou o cara errado..." disse, rindo

"Ah, você entendeu... " ela respondeu rindo. Olhei para meu relógio "está na hora de irmos embora" observei

"Eu não vou embora" Lea disse séria.

"Como? Vai virar mendiga Lea?" respondi, rindo

"Não vou embora até você assumir tudo!"

"Então você vai virar mendiga mesmo."

"Eu vou conseguir uma declaração nem que eu tenha que te encher de cócegas!" ela disse

"Pode encher, nem ligo." disse, tentando intimidá-la. A verdade é que ao menor toque dela eu já dispararia em uma crise de risada inesgotável.

"Você está blefando" dizendo isso, pulou em cima de mim e me tirando completamente o ar, e me jogando no chão, comecei a rir nervosamente. Ela parecia estar se divertindo ao assistir eu em contorcer e perder o fôlego.

"Lea.. para.. por favor...ar...para...Lee..." eu dizia, entre uma risada e outra.

"Então confessa, ou nada feito."

"Ok, eu admito, agora para com isso!" protestei

"Você admite o que, precisamente?" ela respondeu com seus dedos ameaçadoramente próximos à minhas costelas

"Ok, você é irresistível, e que beija melhor que qualquer outra pessoa nessa cidade. Satisfeita?" impus.

"Tratando o fato de que eu não pedi a parte de que beijo bem.. Mas obrigada, eu sei disso..." ela disse. Fiz cara de emburrada também. "Qual é... Vai ficar emburrada? Seu beijo também é legal Di..." E agora me ofendi. Responder a altura é uma questão de honra

"Não fui eu que te beijei. Você me beijou. Espera o Charlie chegar e você vai ver." Disse isso porque não esperava a reação dela. Ela se aproximou lentamente e suavemente sussurrou em meu ouvido:

"Sério? Há meses que quero conhecê-lo." Senti todo meu corpo arrepiar, e um fogo dentro de mim incendiar.

"Chama por ele, Lee" ordenei com uma voz rouca que eu não sabia que possuía. Claro, estávamos apenas brincando, mas Lea já estava quase sóbria, o que significava que acreditaria facilmente em minhas brincadeiras

"Você é gostosa." sussurrou em meu ouvido, em seguida mordendo de leve meu pescoço. Foi o suficiente. Peguei sua nuca com a palma de minha mão, e a beijei com uma selvageria um pouco desnecessária, mas afinal, eu tinha de defender minha honra. Minha língua não pareceu ter pedido permissão para entrar, e então ela não fizera objeção. Atrevi-me a tocar suas coxas com a ponta de meus dedos, sutilmente e suavemente.

"OK. Chega Dianna. Você é tão sem graça, Eu estava ganhando, e você chega com o Charlie." disse ela, parando subitamente o beijo.

"Ah, você pediu agora aguente!" rebati "Vamos embora, já está ficando tarde e frio." me virei, andando em direção ao grupo. Lea me alcançou alguns passos depois, e ficou falando sobre como eu não a afetava, e como o Charlie não causava efeito nenhum em ninguém.

"Lea, Lea... Se eu não conhecesse, eu te comprava. " falei uma ou duas vezes, a interrompendo. Quando chegamos, todos estavam bem entrosados uns com os outros, e assim que nos viram se prepararam para ir embora. Voltamos para casa, normalmente, e quando chegamos, os pais de Amber já haviam ido dormir. Fomos cada um para seu respectivo quarto (Lea quase não precisou insistir para dormir em meu quarto, Heather quase a implorava para ficar com Naya). Lea esqueceu sua mala no outro quarto. Tão bonita e tão lerdinha... Só faltava ser loira, comentei. O fato a fez ficar com o último par de peças íntimas normais que ela possuía. Tentei ficar o mais longe possível dela, mas não deu muito certo. Quando eu achei que ela já havia dormido, fechei meus olhos, e estava em um estado de quase sono, quando aconteceu. O mais leve, suava e sexy dos lábios percorreu meu pescoço, em um toque suave, me arrepiando dos pés a cabeça. Senti a caçadora sorrir e então lábios suaves atacaram os meus. Toques sutis por alguns momentos, até que Lea Michele se deitou ao meu lado e suspirou. Amanhã seria um longo dia, previ.


Ficou quase 'instituído' que eu dormiria com Dianna, e sinceramente acho que Heather não faria nenhuma objeção. Minhas malas ainda estavam no quarto de Naya, e eu ia para lá antes de sumir para o lado de Di. Mas nem fazia diferença, geralmente Naya ou Dianna pegava alguma coisa na mala para mim. Dianna dizia que, como ela havia arrumado, ela saberia melhor que eu as peças e as combinações corretas. Injusto. Mais injusto ainda foi Dianna me desnorteando seriamente. Estávamos brincando, e ela resolve trazer o Charlie para a brincadeira. Ok, eu provoquei, admito, mas eu nao achava que o Charlie fosse, bem, isso tudo. E além de tudo, eu não resisti aos seus lábios quando dormimos. Aguentei até ela dormir, e então beijei o seu pescoço. A vi se arrepiar da cabeça aos pés, e então nao fui capaz de suportar. Toquei seus labios com os meus e finalmete deitei ao seu lado.

Em uma confusão mental eu me encontrava. Não sobre o dia anterior, mas no exato momento. O sol insidia diretamente em meu rosto, mas eu nao fazia ideia de que horas poderiam ser. Me levantei, sem fazer barulho e fechei as cortinas para que Dianna pudesse continuar dormindo.

Fui até o quarto em que Naya e Heather ocupavam. Surpreendentemente, estava aberto, e arrumado. Vi minha mala em um canto, e a abri, para pegar uma roupa. Tudo estava um bagunça. Dianna desleixada, pensei. Consegui localizar algumas roupas confortaveis e procurava alguma peça intima quando os vi. Uma infinidade das minhas peças mais indecentes que eu possuía. Cintas liga, sutiãs minúsculos e calcinhas menores ainda, tudo lá.

Não. Não não não não, repetia para mim mesma. Isso não pode estar acontecendo, Não é possível! Quem faria uma coisa dessas? E como! Dianna. Só pode estar de brincadeira comigo. Dianna não vai dormir nem mais um segundo!

Peguei a mala de qualquer jeito, e a carreguei precariamente até o quarto. A apoiei na parede e tranquei a porta. A deixei cair propositalmente na cama, ao lado de Dianna, e abri as cortinas. Ela acordou rapidamente, e começou a gritar:

"Me solta! Me solta! não deixarei você tocar neles!" e começou a lutar com o ar.

"Ninguém está tocando em ninguém Dianna, embora eu esteja com muita vontade de ter um cassetete." Abri a mala, mostrando as roupas que nela continha. "Eu sei que foi você. Mas por que? Me explica." Pontuei, rangendo os dentes. "Vou te dar uma chance para isso."

"Bom, ér, Lea, então... Eu ia te falar sobre isso... lembra que você fez uma... brincadeirinha.. comigo? Então.. surpresa!" ela tentou se explicar. Eu não conseguia ter raiva de Dianna, então, tentei não parecer tão feliz quando respondi:

"Você não presta, Dianna. Não presta. O que é que eu vou fazer agora? Eu nao posso usar nada com... isso. "levantei uma das peças. Dianna parecia estar se divertindo imensamente com aquela situação "Que foi Dianna?"

"Acontece que.. bem, eu conheço alguém que adoraria te ver assim sabe..." vendo minha expressao, ela parou de rir, e tentou fazer uma expressão de culpa. "Tudo bem, você está aí, toda irritada, soltando fogo pelas ventas, e ao mesmo tempo sendo tão sexy sem nem estar tentando... ou está?" Mantive minha expressa fechada, ao que ela continuou. "Quero dizer, nenhuma mulher já ficou ajoelhada desse jeito na minha cama... "me sentei rapidamente "e com uma mala cuspindo roupas provocantes..." tampei a mala "e com uma calcinha na mão, desse jeito..." a arremessei longe "Ok, parei... Me desculpa."

Mantive a expressão, e ela foi se direcionando até mim, seus olhos fixos em meus lábios. Antes que pudesse sentir seu hálito quente, me desviei e disse:

"Eu até te perdôo. Mas sem essa de me provocar. Eu ainda estou irritada" Me virei, e me dirigi ao banheiro. A ouvi abafar uma risada com o travesseiro. Joguei uma escova de dentes nela. "Eu ouvi isso, Dianna. Você vai dar um jeito!" Mas ela apenas riu mais alto. Tomei um banho, e como eu havia imaginado, ela não havia feito nada a respeito. Na verdade, ela havia colocado uma das mais indecentes em cima da cama, junto com a roupa que eu havia escolhido. A vesti, e Dianna entrou para tomar um banho também. A lancei um olhar perverso quando ela passou, sendo retribuída com mais uma risada sarcástica.

Descemos, e todos com exceção de Naya e Heather estavam a caminho da cozinha. Nay e HeMo estavam assistindo televisão, com uma distância quase insuportável. As duas não prestavam muito atenção à TV, se encaravam de minuto a minuto. Elas nos cumprimentaram, e continuaram em seu jogo de mistério.

Tomamos café, e de hora em hora eu lançava um olhar de 'vai ter vingança' para Dianna, que abafava uma risada. Mas ela ainda verá o que lhe espera. Repetimos a rotina do dia anterior, e descansamos. Haveria uma festa no final do dia, do outro lado da cidade, e os pais de Amber foram visitar um parente deles que estava doente. Nos trocamos e fomos para a tal festa. Não antes de eu dar um tapa em Dianna por colocar aquele tipo de lingerie na minha mala e ouvir como resposta:

"Você não guarda rancor mesmo, né?" e começou a rir.

Chegamos no outro lado da cidade e encontramos uma certa dificuldade e estacionar e até mesmo em nos reconhecer. Pessoas inconvenientes não seria problema hoje. Naya e Cory fizeram uma aposta de não-bebida, ou seja, nenhum dos dois poderia beber, e nenhum deles queria perder. Seria muito engraçado se não fosse trágico e útil: os dois dirigiriam na volta, mas com um mau humor infernal, insuportável. Mas por enquanto não teríamos que nos preocupar com isso. Chegamos na festa e começamos logo a beber.

[...]

Depois de muita cerveja, vodka, misturas estranhas e idas ao karaokê, decidimos ir embora. Naya estava com um mal humor contido, pois Heather caía em seus braços, mordia seu pescoço, enquanto Cory esbravejava até com o ar. Eu e Dianna procuramos logo o carro de Naya, em que Chris já se encontrava. Partimos logo, todos muito bêbados. Heather provocava Naya, que em uma voz bem contida, dizia, entre os dentes:

"Heather... . .atenção… transito…" e de nada adiantava

Estávamos todos calados, a mão de Heather sobre a coxa de Naya, quando Chris, que estava rubro pela bebida, disse:

"Sabe, eu adoro o casal HeYa. Mas sabe o que seria mais adorável?"

"O quê?" respondi, curiosa.

"Achele" ele pontuou

"Como?" Dessa vez Naya disse, confusa.

"Achele. Dianna Agron e Lea Michele!" Exclamou. Naya olhou para o retrovisor, avaliando nossas caras.

"Bom.. pouco provável... Mas vocês ficam bonitinhas juntas.." completou

"Claro que não! É muito provável! Olhe só pra elas!" Chris respondeu.

"Não sei... Não consigo ver um beijo Achele..." Naya começou

"Hey! Saibam que eu já beijei Lea sim!" Dianna não mediu as palavras, fazendo todos ficarem boquiabertos. Naya parou o carro bruscamente, e Chris quase teve um ataque.

"Sério? Sério mesmo Lea?" nos perguntavam

"Dianna. Quando eu pedir alguém que me encrenque, me lembre de te chamar. Foi uma brincadeira pessoal. Eu estava provocando. Daí ela resolveu revidar mas foi só isso!" expliquei.

"Eu só acredito vendo" disse Naya. Eu não sabia o que dizer, quando Dianna resolveu brincar novamente. Pegou no meu queixo e me guiou em um beijo lento e língua pedia permissão por mais, quando recobrei a consciência e me afastei dela. Todos gritavam no carro, nos aplaudindo,quando me dei conta de falar:

"Qual é o seu problema? Céus, não tem graça!"

"Só porque você fica excitada não quer dizer que não tenha graça!" respondeu

"Como você... Eu não.. Ai!" me enrolei, entregando o jogo

"Então Leazinha se excita ao toque do Charlie?" Naya perguntou

"Eu não! Parem agora com isso!" o que só piorava.

"Quer dizer que você não vai arrepiar quando eu fizer isso?" Ela espalmou a mão em minha coxa, em seguida a apertando firmemente. Tive de segurar o que quer que tenha sido em minha garganta. Como conseqüência arrepiei visivelmente, arqueando levemente as costas, regendo um enorme coro de risos.

"Continuem rindo, porque agora não vai ser eu esse alvo." Soltei meu cinto e me virei para Dianna, de modo a ficar em cima dela. Beijei sua boca com um excesso de selvageria, causado pela bebida. Não pedi para tocá-la. Suas mãos guiavam a minha pelo seu corpo, até que o ar se fez necessário. Dianna estava vermelha e sem ar, tentando recobrar a consciência. Todos nos olhavam boquiabertos.

"Eu acho que essa parte vocês deveriam guardar pro quarto de vocês,é o que HeMo e eu preferimos sabe..." Naya disse

"Ai, parem vocês! Eu e Dianna não temos absolutamente nada!" respondi.

"Depois dessa amostra grátis de sexo bem na nossa frente?" Chris disse.

"Eu e Dianna estávamos brincando ok? Não é mesmo Di?" olhei para ela, que exibia completa perplexidade. "Di? Dianna?" eu a sacudi.

"Ela não se encontra, volte amanhã ou deixe um recado" ela disse, numa voz automatizada, olhando para o nada.

Chris passou o braço por mim, e a sacudia, gritando seu nome freneticamente. Sem sucesso, o empurrei para o lado e sussurei em seu ouvido:

"Charlie, é você que está aí?" e ela se arrepiou. Todos estavam rindo do estado em que Dianna se encontrava, até ela morder o lábio inferior com força demais e sair de seu transe interior.

"Lea. Você tem de parar com isso. Eu estou bêbada, céus!"

"Ah, então Charlie também está excitado?" Naya perguntou

"Pergunta pra ele, quem está aqui é a Dianna" respondeu.

"Sem essa denovo ok? Nay, a casa é por aqui." Naya, que não estava prestando atenção no transito, e quase perdeu a entrada virou bruscamente, nos fazendo cair uns nos outros.'

"Bando de bêbados..." Naya disse.

"Olha quem fala.." em seguida chegamos e saímos do carro, quando outro veio em alta velocidade e parou bem atrás de nós. Cory saiu do carro, cambaleou e tropeçou em um pedaço de graveto no chão, caindo de bruços.

"Desculpa, mas não dava pra aguentar ele esbravejando a cada segundo. Pouco depois de vocês saírem o fizemos tomar uma garrafa quase inteira de cerveja, e ele ainda está um pouco alterado" Amber explicou, sendo seguida por um urro de vitória de Naya, que correu para Cory e fazia uma dancinha provocante. Uma cena impagável.

Todos nos preparamos para dormir, fui para o quarto de Dianna e pela primeira vez temi a reação dela. Eu não sou tão provocante, mas temo ter passado um pouco o limite. Dianna entrou logo para o banheiro e ficou bem uns vinte minutos lá entro. Cansei de esperar e me deitei, aliviada. Melhor eu ela me encontrasse dormindo.

Estava ainda bem tonta, mas logo a inconsciência veio. Não o suficiente para não notar quando ela se deitou perto de mim e passou seus braços em torno aos meus. Respirou profundamente em meus cabelos, me fazendo arrepiar. Eu sorri, e ela me puxou mais pra perto.

"Você tá acordada, não é? Fugindo do Charlie?" ela sussurrou

"Porque eu faria isso?" Me virei para encarar seu rosto

"Por causa disso" e me beijou vorazmente, suas mãos buscando por mais contato, e eu ainda estava relutante. Tentando mudar essa situação, ela, sem perder o contato labial, se colocou em cima de meu corpo, passou suas mãos lentamente pelos lados de meu corpo, contando meticulosamente minhas costelas. Eu já não sabia diferenciar os efeitos da bebida dos efeitos de Dianna. Emiti um som baixo, mas agudo, que fez Dianna recuar, e, exibindo um sorriso num misto de safado e travesso, disse:

"Então eu acho que está certa em fugir. Você tem uma chance. E então eu vou te enlouquecer, como você me faz" senti que a noite não acabaria tão cedo

N/A Então... Acho que devo explicações? Nah, na verdade eu não arrumei tempo pra postar. Mas não se preocupem, próximo capítulo em breve? E, por favor, reviews! Quanto mais reviews mais rápido saem capítulos!