AVISO: linguagem explícita.

Já tinha passado das seis da tarde quando Sara acordou. Ficou surpresa ao olhar o relógio, pois dormira mais de quatro horas sem parar. Quando saiu do quarto, encontrou grissom no peitoril da varanda, lendo um livro.

"Pensei que fosse dormir mais" comentou ele.

"Pelo amor de Deus, dormi até demais. Aconteceu alguma coisa nesse meio tempo?"

"Nada fora do comum..."

""O último assassino"". Leu ela. "É bom o livro?"

"Estou no começo ainda... "

"Se for bom, quero ler depois. (grissom sorriu) Agora é minha vista de reclamar... Está muito frio aqui."

"Não é uma sensação muito agradável não é?" (sara balançou a cabeça de um lado para o outro) "Talvez você devesse tomar um banho quente então" sugeriu ele.

"Você vem comigo?"

Grissom olhou por cima do aro do óculo.

"Poderia só ficar vendo?" perguntou ele.

Não era bem isso que ela queria ouvir, e ele sabia.

"A menos..." continuou ele, agora tirando o óculo. "A menos que decida usar a banheira..."

Sara sorriu contente e foi aprontar tudo, enquanto Grissom não aparecia.

"Trouxe tudo o que precisava?" Perguntou ela. Grissom levantou o braço, mostrando a toalha e a muda de roupa. Só ao mostrou o que tinha nas mãos. "Bom. Melhor deixar na pia" disse ela.

Sara ia começar a se despir, quando grissom pediu para fazer isso.

"Ok. Se você me deixar fazer o mesmo".

Grissom começou pela blusa dela, e ela fez o mesmo com ele. Fizeram o mesmo ritual com as demais peças.

Ele sentou na frente dela, mas não demorou muito para ela pedir que recostasse sobre ela. Sara entrelaçou as pernas sobre ele, assim como a Julia Roberts fez com o Richard Gere.

"Estou tão feliz que estamos aqui" disse ela,

"Eu também. Mas... '

"Sei que temos que conversar sobre a volta, mas não agora Gris".

Grissom se ajeitou na banheira de modo a poder beijá-la de forma confortável.

"Gris, não acho que esse seja um lugar bom para isso" disse ela, percebendo que ele estava passando a mão no corpo dela com mais fervor.

"Eu não posso evitar...Você me deixa louco" disse ele, no intervalo entre um beijo.

Ao ouvir aquelas palavras, ela o afastou dele e se embrulhou na toalha. Grissom ficou olhando e só precisou um olhar em resposta, para ele fazer o mesmo. Os dois voltaram a se beijar, agora no quarto e ele foi levantou-a até a cama.

Quando a deitou, grissom passou a mão por todo o corpo dela e depois começou a beijá-la, em todo lugar.

"Gris... Se você continuar apressando as coisas... acho que eu não vou agüentar tanto quanto posso".

Ele parou e voltou a atenção novamente para os lábios dela, começando tudo de novo, agora devagar. "Assim, muito melhor" pensou ela. Em seguida, deu atenção aos seus seis, testando um e acariciando o outro. "Sim... tudo uma questão de jeito...". Não querendo deixar o outro com inveja, deu o mesmo tratamento.

Ela também queria experimenta-lo, então quando ele a beijou na boca, ela trocou de lugar com ele. Grissom a olhou surpreso. Ela passou as mãos sobre o peito dele, antes de começar a beijá-lo.

"Eu quero te sentir em minha boca" disse ela sussurrando em seu ouvido.Grissom gemeu e Sara começou a massageá-lo nas partes de baixo. Ele nunca pensou que fosse gostar tanto daquilo.

"Oh Deus... Sara... você é tão boa..."

"você também querido"

"Minha vez" disse ele .Sara deitou a cabeça no travesseiro, e deu livre acesso para ele. Grissom separou bastante os grandes lábios e brincou com a língua.

"Oh Deus Gris..." gemeu ela quando ele enfiou um dedo, e depois outro, dentro dela. "embora eu adore... hum... o que você faz com as suas mãos... Eu preciso mais".

"Precisa é?" disse ele voltando a atenção para sua boca, enquanto a mão pegava a camisinha que tinha deixado na cômoda, antes do banho. Percebendo o que ele estava fazendo, sara o interceptou. Grissom a encarou surpreso. Sara começou a beijar o pescoço dele antes de sussurrar: sem camisinha.

"mas Sara... Você sabe que é mais..." disse ele.

"Confie em mim..." interrompeu ela "não vai acontecer nada..."

"Mas eu acho..."

"não... Eu disse não!"

Sara ainda fazia carinho no pescoço dele e Grissom não pude mais resistir. Devorou seus lábios enquanto a deitava na cama. Ele foi beijando o corpo todo dela, até chegar no lugar que Sara mais gostava: o umbigo. Grissom se posicionou de joelhos e Sara, colocando os demais travesseiros embaixo da cintura, elevou o tronco de forma a dar melhor acesso.

"Hum... sim..." gemeu ela quando ele finalmente penetrou. Começou devagar, depois mais rápido, novamente devagar, porém bem mais fundo. Sara gritava o nome dele sem parar. Eles brincavam na mesma sintonia.

Certa hora, Sara sentiu seu corpo estremecer e por miléssimos de segundos ela ficou fora do ar. Grissom saiu de dentro dela e deitou na cama, totalmente exausto. Sara respirava rápido e se contorcia.

"Querida?" Disse.

" Me de um segundo... "pediu ela.

Quando a respiração voltou ao normal, sara foi capaz de olhar para ele. Os dois estavam deitados de lado, olhando um para o outro.

"Obrigada... Por não ter desistido..." disse ela

"estou feliz de não o fiz..."

"eu te amo, Gris."

"te amo".

Sara sorriu e os dois ficaram se olhando durante minutos, em silêncio. Embora não tenha conseguido dizer não na hora, ainda se perguntava por que ela resolveu arriscar.

"Gris, nós não temos doenças sexualmente transmissíveis" falou Sara, quando ele perguntou. "E quanto a ficar grávida, não é uma opção. não mais".

"Por que não?"

"Tive um problema no passado, mas não quero falar disso".

"Mas Sara..."

"o mais importante é que você saiba que não corre nenhum risco comigo".

"Sei que não é fácil para uma mulher não poder engravidar e não diga que é, pois é mentira. Eu realmente quero saber o que aconteceu Sara!".

"não estou pronta para falar sobre isso"

Grissom pode ver pela expressão no rosto dela que o assunto era muito delicado e não era o momento de forçar a barra. Eles tinham tido um momento maravilhoso junto e era essa a memória que tinha que ficar.

"Não demoro" disse ela, se levantando da cama e indo para banheiro.

A verdade é que no passado Sara foi estuprada por um namorado. Ela gostava dele, mas não estava pronto para dormir com ele. Uma noite, ele a convidou para jantar no seu apartamento. Já tinha feito isso algumas vezes, então ela não se preocupou. Depois de comerem e beberem, eles sentaram no chão na sala dele para assistir um filme, mas ele não estava nem um pouco preocupado com o filme. Ela disse que não queria, mas ele não aceitou a resposta. Ele começou a toca-la e do jeito que eles estavam, sara não conseguiu sair . (ele era esportista então tinha músculos bastante fortes, muito mais forte que ela.)

Foi o pior momento da vida dela, depois a morte do seu pai, pelas mãos da própria mãe.

Acabou contraindo uma infecção que atingiu as trompas. Para impedir a infecção, Sara passou por uma cirurgia e depois... Mesmo com a amor da vida dela, que estava do outro lado da porta, ter filhos não era um opção.

Sara não conseguia fazer as lágrimas pararem de cair. Era sua culpa. Tanto o namorado ter feito aquilo, como não aceitar usar proteção desta vez. Grissom tinha todo o direito de querer saber a verdade.