Will Schuester não sabia quanto tempo ele havia ficado parado na frente da porta depois que Emma foi embora. Talvez cinco, quinze minutos? Ele realmente não sabia. Will não sabia dizer qual palavra poderia definir a dor que ele estava sentindo por dentro. Tudo o que ele queria naquele exato momento era abrir a porta e sair correndo atrás dela, ajoelhar-se na sua frente pedindo mil desculpas.

Isso era o que ele queria fazer, mas não fez. Ao invés disso, ficou lá parado olhando para o chão enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Will deu meia volta e começou a andar pela sala como um zumbi, sem direção. Ele parou perto da mesa onde ele deveria estar jantando com Emma há quinze minutos atrás, tomando um bom vinho, contando piadas, conversando sobre o clube Glee com suas mãos entrelaçadas.

-Você arruinou tudo, Will! Seu idiota bastardo, você é culpado por tudo isso! Will começou a sentir raiva de si mesmo, raiva por ter aceitado participar daquela estúpida aposta com Brandon, raiva por não ter sido honesto com Emma logo no início. -Agora ela se foi... Emma te odeia e a culpa é toda sua! O professor de Espanhol cerrou os punhos e os dentes, se ele pudesse socaria seu rosto sem piedade até seu nariz sangrar. Uma onda de ódio começou a correr em suas veias. Num acesso de fúria, ele puxou a toalha da mesa com força,taças, talheres, a garrafa de vinho, tigelas, tudo caiu no chão quebrando em pedaços.

Will desabou no chão, caindo de joelhos no carpete. Ele balançava para frente e para trás soluçando e chorando como uma criança. O professor de Espanhol ficou sentado lá por alguns minutos até suas lágrimas secarem. Havia cacos de vidros espalhados pelo chão, tudo estava uma bagunça, assim como sua vida. O único objeto intacto era a garrafa de vinho, Will rastejou pelo chão e pegou a garrafa.

Ele bebeu quase metade do conteúdo. Will queria desesperadamente esquecer aquela noite, achou que a melhor forma disso acontecer era perdendo sua sanidade. Will levantou-se cambaleando, e caminhou tropeçando nas coisas até a porta. Ele pegou a chave do seu carro e saiu.


Will Schuester conhecia a lei, se fosse pego dirigindo bêbado estaria em sérios problemas. Mas ele não importava-se. Will estava dirigindo sem rumo, sem saber para onde ir e o que fazer, totalmente perdido. No rádio estava tocando uma música irritante, sem exitar ele trocou de estação rapidamente. De repente começou a tocar uma música que prendeu a atenção dele, a mensagem da música era tudo o que Will queria ter tido para Emma antes dela ter ido embora. Will começou a cantar:

I'm not a perfect person

There's many things I wish I didn't do

But I continue learning

I never meant to do those things to you

And so, I have to say before I go

That I just want you to know

Emma estava tomando banho enquanto Will estava cantando e dirigindo sem rumo. Ela estava sentada no chão com as costas encostada na parede, pernas encolhidas sobre o peito. Por mais que Emma tentasse, ela não conseguia parar de pensar nele. Ela queria convencer a si mesma que estava tudo acabado entre os dois, mas ela ainda guardava sentimentos sobre Will.

I've found out a reason for me

To change who I used to be

A reason to start over new

And the reason is you

I'm sorry that I hurt you

It's something I must live with everyday

And all the pain I put you through

I wish that I could take it all away

And be the one who catches all your tears

That's why I need you to hear

O que Will fez com ela a magoou muito, a decepcionou muito. Mas ela não podia ignorar seus sentimentos por ele, e isso era doloroso. Emma apertou seus braços em volta da perna com mais força e colocou sua cabeça entre os joelhos, ela começou a soluçar.

I've found out a reason for me

To change who I used to be

A reason to start over new

And the reason is you

And the reason is you

And the reason is you

And the reason is you

Quando a música terminou, Will olhou para o espelho retrovisor e percebeu como seus olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar. O professor de Espanhol estacionou perto de um bar onde costumava encontrar-se com alguns amigos.

Will aproximou-se do balcão e pediu ao barman, um homem grande e negro com cabelos grisalhos, aparentando ter meia idade, duas doses de uísque. O homem despejou o conteúdo da garrafa no copo olhando com curiosidade para o homem de cabelos encaracolados a sua frente. Ele engoliu de uma vez só.

-Mais duas!

-Sei que não é da minha conta, Senhor. Mas o senhor não acha que já bebeu demais?

-Maissss... duasss... Will disse mostrando-lhe o dedo indicador e médio levantados. O barman de meia-idade achou melhor não discutir com ele, afinal ele era um adulto. O homem grisalho despejou mais duas doses de uísque no copo de Will. De repente ele sentiu uma mão tocando seu ombro.

-Heyy, Don Juan! O que você veio comemorar aqui? Perguntou sorrindo.

Brandon passou por trás de Will e sentou-se ao lado dele. O professor de espanhol não encarou seu amigo em nenhum momento, simplesmente não conseguia. Ao perceber que o rosto de Will estava inchado e vermelho, o sorriso de Brandon apagou-se.

-Cara, aconteceu alguma coisa?

-Sim, e foi por sua culpa. A voz dele soou roca.

-O q-que? Do que você está falando?

Will virou-se encarando-o pela primeira vez. -Você me pressionou para participar daquela aposta estúpida, sabe o que eu ganhei em troca? você sabe, Brandon? Ele começou a aumentar o tom da voz, chamando a atenção de algumas pessoas em volta.

Brandon balançou a cabeça perplexo.

-Eu acabei de perder o grande amor da minha vida! Ele gritou.

-Oh, deus... você se apaixonou por ela? C-como isso foi acontecer? Brandon piscou algumas vezes.

-Você não sabe como é amar e se sentir amado não é? Eu era como você, Brandon, eu era o tipo de cara que não acreditava no amor, achava que isso era tolice, mas o amor existe, é real!

-Olha Will, deixe-me ser honesto com você okay? Eu realmente não entendo como você foi se apaixonar por essa garota! Você é Will Schuester! Pode ter qualquer mulher nos seus pés! Existem milhares de mulheres como ela lá fora!

Will levantou-se abruptamente e foi para cima de Brandon, segurando com as duas mãos sua jaqueta, fazendo ele levantar seus calcanhares do chão. As pessoas ao redor começaram a olhar para os dois e cochicharem. Os dois amigos estavam cara a cara, tão perto que Brandon conseguia sentir a respiração de Will.

-Não... existe...nenhuma...mulher...para mim...como Emma lá fora! Ela é única! entendeu? Will disse com os dentes cerrados. Brandon começou a ficar com medo dele. Will tinha braços e mãos fortes, mãos e braços que poderiam quebrar seus dentes com certeza, e além disso, estava bêbado e pessoas bêbadas fazem coisas estúpidas.

-E-eu entendi... disse com a voz trêmula.

O professor de Espanhol o soltou.

-Mais uma coisa... Will tirou sua carteira do bolso, ele pegou algumas notas e colocou sobre o balcão. -Aqui estão seus malditos duzentos dólares...


No dia seguinte, Will chegou no McKinley High School arrasado. Como ele conseguiria trabalhar todos os dias lá sabendo que Emma estava por perto? A escola não era muito grande e em algum momento os dois iriam se cruzar.

William queria ter ficado em casa, mas achou melhor ir para a escola. Porque isso implicaria em ele ter que dar uma explicação a Figgins sobre a sua ausência. Na aula de Espanhol, Will nem conseguia ouvir seus alunos muito bem, sua cabeça girava. As horas pareciam estar se arrastando como passos de tartaruga. Will costumava adorar a hora do almoço, porque era a hora quando ele podia ficar perto de Emma, ele adorava sua companhia mais do que qualquer coisa no mundo, mas agora era diferente, agora Will estava com medo de encará-la. No fundo, ele estava com medo de ser ignorado por ela. Acima de tudo, Emma tornou-se sua melhor amiga, ele também não queria perder sua amizade.

O professor de Espanhol escaneou com os olhos a sala dos professores e não viu Emma por ali. Pela primeira vez, ele sentiu-se aliviado por não vê-la. Will não saberia o que fazer, ou falar, estava totalmente envergonhado de si mesmo. Will nem tinha apetite para comer seu lanche.

-Hey, cabelo de miojo! de qual cemitério você acordou hoje? A loira alta vestida com sua jaqueta e calça vermelha da Adidas sentou-se a frente do professor de Espanhol fazendo-o voltar a realidade.

-Por favor, Sue. Sem provocações hoje, tá? Will disse massageando as têmporas com os dedos indicador e o polegar. Sue estreitou os olhos observando-o com curiosidade.

-Você e aquela ruiva magricela brigaram não é? Dever ser por isso que ela pediu demissão hoje para o Sr. Figgins.

Os olhos de Will arregalaram-se. -O que?!

-Estou brincando! A loira deu uma gargalhada. Só falei isso para ver se você acorda, cabelo de esponja! Você está parecendo um daqueles zumbis de The Walking Dead! Emma só tirou um dia de folga...

Will ficou mais aliviado. Ele jamais se perdoaria se Emma pedisse demissão por causa dele.

-Eu a magoei. Agora ela me odeia...

-Olha, eu não sei o que aconteceu entre vocês e nem quero saber. Mas Sue sabe de uma coisa William, eu sei que a mico leão dourado ainda te ama, e se eu fosse você não desistiria dela.

Schuester olhou para a loira com curiosidade.

-Agora eu vou sair da sua frente. Essa sua depressão de perdedor pode ser contagiosa!

Ele nunca imaginaria que conversar com uma pessoa tão maldosa como Sue, poderia fazer seu dia ficar um pouquinho melhor. Após o almoço, Will passou na frente da sala de Emma. Aquela pequena sala envidraçada onde trabalhava uma linda princesa de cabelos cor de cobre, uma princesa de olhos inocentes, toda vez que ela sorria e acenava quando ele passava, seu coração iluminava-se. Emma tinha o dom de iluminar a vida das pessoas, dar conselhos, apontar a direção correta. Mas agora a sala estava fechada e escura, assim como o coração de Emma deveria estar agora, dominado pela escuridão. Will perguntou a si mesmo o que ela poderia estar fazendo agora...


Emma acordou com uma terrível dor de cabeça. Parecia que sua cabeça tinha sido prensada entre dois blocos de pedra, cada uma pesando 2 toneladas. A orientadora ligou para o Diretor Figgins avisando-lhe que não estava sentindo-se muito bem, que precisava tirar um dia de folga, Figgins concordou.

A ruiva literalmente arrastou-se até o banheiro. Ela ligou o chuveiro, fechou os olhos, e deixou a água quente cair sobre o seu corpo por um longo tempo, tempo suficiente para ela perceber que havia ficado lá parada com a água batendo na sua cabeça por quinze minutos. Sua pele começou a ficar vermelha por causa da temperatura da água. Emma colocou um pouco de sabonete na esponja e começou a esfregar lentamente seu braço direito, depois o esquerdo.


Certo dia, Schuester estava corrigindo uma pilha enorme de testes sobre a sua mesa, quando de repente uma menina vestida com o uniforme das Cheerios apareceu na sua porta.

No começo, ela esfregava suavemente. Aos poucos Emma foi pressionando mais força contra sua pele de porcelana, deixando marcas vermelhas. Ela queria ter certeza que deixaria sua pele bem limpa, livre de germes. A ruiva repetiu esse processo com todo o seu corpo.

Após o banho, Emma passou pela cozinha e lembrou que ainda não havia comido nada. Ela pensou em comer algum cereal ou panquecas, mas não estava nem um pouco com fome. Emma sentou-se no meio do sofá e ligou a TV. Estava passando "Crepusculo". Esse era um dos filmes mais comentados por suas alunas nos corredores do McKinley High School, mas ela ainda não havia assistido.

O filme só a fez lembrar que a realidade é totalmente diferente da ficção. No filme o vampiro Edward Cullen tem todas as qualidades que uma mulher procura num homem, protetor, gentil, cavalheiro. E os dois únicos homens com quem ela relacionou-se mostraram-se completamente diferentes. E o último foi pior. Will foi uma grande decepção.

-Como ele teve coragem de apostar minha...virgindade?! Que tipo de brincadeira é essa? Como ele teve coragem depois de tudo o que eu passei com Carl?! Emma pensou consigo mesma. A ruiva não conseguia acreditar que um homem tão gentil e doce como Will seria capaz de tirar vantagem dela, simplesmente não conseguia.

Emma deitou-se no sofá e cochilou. Algumas horas depois, ela acordou com uma batida na porta. A ruiva esfregou os olhos e caminhou lentamente com seus pés descalços até a porta.

-Shannon? Disse com a voz rouca.

-Oi, Emma.

A orientadora pedagógica deu espaço para sua amiga entrar e depois fechou a porta atras de si. As duas caminharam até o sofá e sentaram-se. Observando discretamente Emma mais de perto, a treinadora Beiste percebeu que havia arranhões vermelhos pelos braços dela. Ela conhecia aquela petite na palma da sua mão. Shannon sabia que Emma tinha um grau muito elevado de ansiedade, e quando ela estava sob pressão, ou algo do tipo, Emma costumava-se punir a si mesma de alguma forma, e isso estava deixando-a preocupada.

-Como você está, Pumpkin?

-E-estou bem melhor agora, bem melhor... Emma mordeu o lábio inferior desviando o olhar para o chão. Shannon apertou os lábios e balançou a cabeça. As duas ficaram em silêncio por alguns minutos. A treinadora só estava esperando a ruiva se abrir e desabafar, sem pressioná-la, Shannon esperaria o tempo que fosse necessário. Após alguns segundos, Emma suspirou e disse.

-Mas ainda dói... A petite escondeu seu rosto com as duas mãos e começou a soluçar. Shannon envolveu seus braços ao redor do corpo da sua amiga, balançando-a para frente e para trás.

-Shhh...shh... Vai ficar tudo bem, Pumpkin. Shh... vai ficar tudo bem...

Beiste esperou sua amiga chorar o quanto ela precisava. Então Emma afastou-se dela recompondo-se.

-Emma, se eu lhe fizer uma pergunta, você promete ser honesta comigo?

-S-sim, p-porque? A petite disse fungando.

-Você ainda ama Will? A treinadora soltou a perguntou sem rodeios. A ruiva arregalou os olhos. Ela queria dizer alguma coisa, mas simplesmente as palavras ficaram travadas em sua garganta. Emma sabia que ainda amava Will, só que estava com vergonha de admitir para Shannon.

-Eu...eu...

A treinadora suspirou. -Tudo bem, tudo bem, Pumpkin. Não precisa responder, eu não deveria ter feito esse tipo de pergunta, me desculpe.

As duas trocaram em silêncio um pequeno sorriso.

-Você não precisa me responder, Pumpkin. Eu já sei o suficiente... Beiste pensou consigo mesma.


Duas semanas se passaram. Will Schuester pensou que o tempo poderia curar tudo, inclusive a dor de ter perdido o único grande amor da sua vida. Mas ele estava enganado. O tempo só piorou sua dor, e isso começou afetar sua vida profissional e pessoal. Ele cumpria todos os seus deveres de professor e diretor do Clube do coral, mas as coisas não eram como antes, tudo começou parecer sem graça e sem vida. Era como se uma parte do seu coração estivesse faltando, e essa parte... era Emma.

Após três dias depois deles terem terminado, Will conseguiu trocar algumas palavras com ela. Mas isso só aconteceu por causa de um pequeno acidente.

Emma estava virando a curva do corredor com uma pilha de papéis nas mãos, Will estava vindo na direção dela olhando para o chão, então aconteceu o inevitável. Os dois colidiram corpo a corpo, Emma deixou os papéis caírem pelo chão.

-Oh, Em... Emma. Will corrigiu-se lembrando-se que não seria muito adequado ele chamá-la pelo apelido. -Eu sinto muito!

Schuester ajoelhou-se ajudando-a a recolher os papéis. Por mais que ele tentasse, não conseguia desviar seus olhos do rosto dela. Uma franja estava cobrindo metade do seu rosto, ele sentia saudades até dos pequenos detalhes, quando ele colocava uma mecha do cabelo para trás da sua orelha. Emma recolheu os papéis em silêncio, olhando sempre para o chão sem fazer contato visual com Will.

Então de repente ela sentiu uma mão quente e macia tocando a sua, aquele toque que sempre a fazia se sentir segura, amada. Ela olhou para sua mão e depois para Will.

-Emma... por favor, nós precisamos conversar. A voz dele soou rouca. A orientadora pedagógica levantou-se com os papéis nas mãos e olhou diretamente nos olhos de Will.

-Nós não temos nada para conversar, Will. Ela disse secamente. Emma queria jogar na cara dele que ele foi o único culpado por tudo o que aconteceu, que ele não a respeitou e ainda fez uma brincadeira estúpida sobre isso, que nem considerou que ela estava ainda sofrendo por causa de Carl. Ela queria gritar tudo isso na cara dele, colocar pra fora todos os monstros. Mas Emma achou que seria melhor tomar outra postura.

-Nós tivemos a nossa chance, mas agora está tudo acabado, é isso. Agora se me der licença, preciso trabalhar.

Um milhão de pensamentos se passou na mente do professor de cabelos encaracolados por apenas um milésimo de segundo. Will sabia que Emma tinha motivos para estar decepcionada, não, muito decepcionada com ele. Mas o modo como ela falou com ele foi como se eles nunca tivessem tido um relacionamento antes, como se ele e uma lata de lixo fossem a mesma coisa.

-Eu não vou desistir de você, Emma! Sua voz era firme. Quando Emma passou por ele, Will agarrou seu braço fazendo-a voltar. A ruiva arregalou os olhos. Alguns alunos que estavam passando no corredor começaram a cochichar mas o professor pouco se importou com eles.

-Sério? Porque? Você não vai desistir até conseguir o que você quer?

-Eu não vou desistir de você porque eu te amo! E eu sei que você me ama!

-Eu amava... A ruiva puxou seu braço da mão dele.

-Mentirosa! Will aproximou-se dela olhando diretamente em seus olhos. -Olhe nos meus olhos e diga que não me ama!

Ele estava bem perto dela, observando-a. A ruiva abriu a boca e fechou apertando os lábios.

-Eu amava... Preciso trabalhar agora. Ela disse secamente e virou as costas para Will. O professor de Espanhol passou as mãos nos cabelos olhando e piscando para o teto. Quando Emma deu as costas para Will, uma lágrima escapou de seus olhos.

Nenhum dos dois percebeu, mas Shannon Beiste estava escondida atrás de uma porta observando-os o tempo todo.


Então os dias foram se passando e cada dia era uma tortura para Will Schuester. Quando ele entrava na sala dos professores e ela estava lá, ou Emma abaixava a cabeça desviando o olhar, ou pegava seus potes de plástico e saia da sala sem ao menos terminar de comer seu lanche. Emma estava ignorando-o, e isso cortava seu coração.

As vezes Will voltava para casa e afundava-se no sofá chorando como um garotinho, ou as vezes ia para o bar e passava horas bebendo. De vez em quando aparecia alguma mulher oferecendo seu ombro para Will chorar, mas definitivamente ele não era o mesmo homem. Ele não queria nenhuma outra mulher, ele só queria sua Emma. Will só queria que Emma o perdoasse, queria fazê-la entender o quanto ele amava-a.

Will podia ficar depressivo as vezes, mas ele sempre tirava suas forças do amor que ele sentia por ela. Ele tinha certeza que Emma ainda amava-o, e ele estava disposto a esperar o tempo que fosse necessário para ela acalmar-se e perdoa-lo.


Certo dia, Will estava em sua sala corrigindo uma pilha enorme de testes quando uma menina vestida com o uniforme das Cheerios apareceu na sua porta.

-Sr. Schue?

-Sim, Becky?

-A treinadora Beiste quer falar com o senhor na sala dela agora, ela disse que é urgente.

Will bufou esfregando a mão na sua testa suada. Will pensou que Puck ou Finn haviam se metido numa briga de novo.

-Tudo bem, Becky. Já estou indo.

Schuester entrou na sala da treinadora Beiste e não a viu em lugar nenhum. -Shannon? Shannon? O professor de espanhol chamou-a mas nenhum sinal da treinadora. Quando Will estava passando perto dos armários, ele sentiu duas mãos bem grandes agarrando seu colete e empurrando-o com força contra os armários atrás de si.

-S-shannon?

-Eu vou deixar bem claro uma coisa garoto, eu estou com vontade de socar a sua cara! Se eu pudesse eu colocava sua cabeça embaixo dos meus pés agora! O que você fez com Emma não teve graça, não mesmo! Eu só não vou bater em você por que Emma ainda te ama! Agora... a treinadora pressionou as costas dele com mais força contra a porta de metal. -Eu quero que você me diga a verdade Will, me diga a verdade ou eu quebro seus dentes! Você ainda a ama?!

-S-sim! Eu a amo mais do que tudo nesse mundo!

-E você faria qualquer coisa para tê-la de volta?!

-Sim! Eu faria qualquer... espera ai, n-não estou entendendo, o que você...

-Cala a boca! Shannon bateu as costas dele com força contra a porta do armário novamente. -Eu dou as regras por aqui! Escute rapaz, você foi o único homem por quem Emma realmente se apaixonou, eu sei que ela te ama perdidamente. E se você realmente a ama, então vai fazer tudo o que eu mandar! E vai fazer ela ser a mulher mais feliz desse mundo, entendeu?!

Will balançou a cabeça... confuso.


Nossa! Nem acredito que terminei mais um capítulo! O que será que a treinadora tem em mente hein? Vocês saberão no próximo capítulo! Até lá pessoal! Obrigada por ler!