Capítulo 9 – Amizades
− Não adianta! Eu desisto!
− Mas Frank, você não pode desistir - apelou Perla para o garoto que começara a arrumar o seu material.
− Perla, eu já disse que não adianta!
− Mas não podemos fazer isso sozinhas! Ninguém aqui é tão bom aluno quanto você - insistiu Perla, que corrigiu em seguida ao ver a cara de indignação de Lílian - Quer dizer, você e a Lily são os melhores alunos da escola.
− Eu posso ser bom em todas as matérias, mas não sou em Transformação. E eu posso conseguir estudar muito bem a teoria, mas sou péssimo na prática!
− Mas temos que tentar - falou Lílian tentando ajudar a amiga a convencer o garoto - sem você nos ajudando, aí é que não vamos conseguir!
− Lílian, eu sinto muito! Mas eu vou procurar ajuda!
− Do que você está falando?
− Estou falando Perla, que eu não faço parte das brigas de vocês com os marotos. Eu vou pedir ajuda ao Tiago e ao Sirius. Depois, se eu conseguir melhorar meu desempenho, eu ajudo vocês! - respondeu Frank pegando seu material e saindo na direção de Tiago, que estava em mais uma de suas inúmeras exibições pela Sala Comunal.
− Traidor! - resmungou Perla ofendida. Alice a olhou com cara de desaprovação - E nem adianta me olhar com essa cara, Alice. É isso o que o seu namorado é! E você também! Nem pra ajudar a convencê-lo!
− Querem saber de uma coisa? - respondeu Alice chateada com os insultos de Perla - Eu também não faço parte da briga de vocês com eles! Vou estudar com o Frank.
− Você viu isso, Lily? - perguntou Perla revoltada ao ver Alice saindo da mesa indo na mesma direção que o namorado.
− Bem, eu não quero ser a chata da história, mas acho que eles têm razão! – Lílian disse sem jeito, tendo certeza de que Perla não compreenderia suas palavras.
− LILY!
− Sem o Frank e a Alice nós não vamos conseguir muita coisa. Talvez também devêssemos pedir ajuda de alguém mais experiente.
− Não está querendo pedir a ajuda dos marotos?
− Não estou falando do Potter ou do... - Lílian parou de falar ao ver que a amiga se alterou apenas com a simples possibilidade de falar o nome de Sirius - Mas tem um outro maroto que já nos ajudou uma vez e poderia ajudar de novo!
− Se está pensando que eu vou pedir ajuda pro Lupin está muito enganada. Prefiro ir mal a ter que fazer isso. Já esqueceu o que ele fez comigo?
− Você não tem provas de que ele realmente aprontou alguma coisa com você! E ele é um excelente professor. Tenho certeza de que aprenderíamos muito e você nem precisaria falar de outra coisa com ele que não fosse a matéria. E também, tem as suas notas. Você foi muito bem com a McGonagall nos dois primeiros anos. Não vai querer piorar suas notas agora, vai?
− Não... mas eu só consegui essas notas porque estudei com o... – Perla parou de falar ao se dar conta do nome que ia dizer.
− Você ainda gosta muito dele, não é?
Perla olhou na direção dos marotos. Tiago estava estudando com Alice e Frank. Pedro estava comendo, como sempre. Remo lendo um livro (ou pelo menos fingia que lia) e Sirius estava conversando com uma garota do 2º ano.
− Não deveria, mas é, infelizmente eu ainda gosto dele. Queria poder tirar esse sentimento de mim, mas não estou conseguindo – respondeu bastante triste.
Lílian se levantou da cadeira que estava sentada e abraçou a amiga. Remo parou de olhar para o livro e contemplou a cena. Desejou por tudo no universo estar no lugar de Lílian.
− Vai passar. Você vai ver!
− Espero que sim! - respondeu, assim que Lílian a soltou.
− Bom, agora vamos ter que pensar num jeito de aprendermos ou vamos nos dar mal nos exames. E eles começam em duas semanas.
Perla ia responder, mas não teve tempo. Remo parou ao lado das meninas com uma expressão de profunda preocupação e enormes olheiras.
− Tudo bem? – ele perguntou timidamente. Perla respirou profundamente para não gritar.
− Lílian, eu vou subir. Continuamos essa conversa depois!
− Ela ainda está com muita raiva de mim, não é? - perguntou Remo a Lílian, assim que Perla subiu para o dormitório.
− Tudo ainda é muito recente. Ela ainda está muito magoada com tudo que aconteceu - respondeu Lílian friamente.
− Você também acha que eu tive culpa no que aconteceu? - Lílian ficou pensativa por um instante. Em seguida abriu um grande sorriso e respondeu com a doçura que uma mãe fala com um filho.
− Não, eu não acho! Mas você não pode negar que tudo indicava você! Você gosta dela e bem, ela não gostava de você da mesma forma. E você sabia que ela gostava do Black. É normal que ela pense que você quisesse que ela sofresse.
− Lílian, a última coisa no mundo que eu queria era que ela sofresse. Nem que pra isso eu tivesse que sofrer em vê-la ao lado do meu melhor amigo.
− Isso vai passar - ela respondeu sem graça - Eu conheço bem a Perla. Isso logo vai passar. Mas se quer um conselho, esqueça-a.
− Como se fosse fácil!
− Sei que não deva ser. Mas ela nunca vai gostar de você da mesma forma.
− Tem alguma boa idéia de como fazer isso? – Ele perguntou, achando que não teria uma resposta.
− Se você olhar bem ao seu redor, vai descobrir que existe uma pessoa a sua volta que adorariam que você sentisse por ela o que você sente pela Perla.
− Sei disso – ele respondeu, sabendo exatamente de quem Lílian falava.
− Bom, por que não aproveitamos que você está aqui e estudamos? Estou precisando urgentemente de umas aulinhas práticas de Transformação!
− Tudo bem! – Remo se animou - Por onde começamos?
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− Eu não acredito!
− Também não é pra tanto! - tentou argumentar Lílian, mas Perla estava irredutível.
− Não é pra tanto? Lily, você odiava os marotos até algum tempo atrás e agora está me dizendo que não tem nada demais estudar com um deles?
− Não é com um deles. É com o Lupin. Você mesma sempre disse que ele era diferente dos amigos - defendeu-se Lílian.
− Isso foi antes dele fazer o que fez comigo!
− Você não tem provas de que ele tenha feito qualquer coisa contra você. Mas o que eu fiz nem foi tão grave assim. Pior foi a Alice que estudou com o Black!
− Peraí, Lily, não foi bem assim - defendeu-se Alice ao ver a cara de irritada de Perla - o Frank foi estudar com ele e eu estava junto. O que vocês queriam que eu fizesse?
− Bando de traidoras!
− Pelo menos agora nós estamos sabendo um pouco de Transformação. Se você quiser Perla, eu e a Lily podemos te ajudar!
− Não, muito obrigada! Vou pedir ajuda para outra pessoa, de preferência uma que não me apunhale pelas costas - respondeu Perla, saindo em seguida batendo a porta com força.
− Você não acha que devíamos ir atrás dela? – Alice perguntou, bastante preocupada.
− Relaxa, Alice. Depois que ela esfriar a cabeça vai voltar como se nada tivesse acontecido! Confie em mim.
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Perla pegou seu livro de Transformação e foi para o jardim. Sentou na grama, num lugar um pouco afastado do castelo e tentou transformar uma pedra em um bule. Tentou durante bastante tempo, mas seus esforços foram em vão. A pedra continuava do mesmo jeito.
Precisava desesperadamente de ajuda. Jamais conseguiria sozinha. Apesar de ter conseguido média 10 em Transformação nos anos anteriores, ela nunca conseguira transformar nada sozinha sem antes praticar bastante com uma pessoa mais experiente. Mas esse ano, não poderia contar com seu professor. Sirius Black era a última pessoa do mundo a quem pediria ajuda.
Pegou o livro e foi para a biblioteca, o melhor lugar para conseguir um professor. Infelizmente, ela não tinha a popularidade dos marotos, de modo que conhecia pouquíssimas pessoas das outras casas. A verdade é que não conhecia nem muitas pessoas da própria casa.
Sentou-se em uma mesa pensando em quem poderia lhe ajudar. Todas as outras mesas ocupadas tinham mais de uma pessoa. Todas exceto uma. Foi então que lhe ocorreu a idéia. Um pouco arriscada, é claro, mas ela não podia deixar de tentar. Levantou e foi em direção a mesa, onde um garoto lia um livro. Parou em frente a ele e colocou seu livro em cima da mesa, esperando que ele a notasse. Por sorte, ele não demorou a fazê-lo.
− O que é isso? - perguntou o sonserino olhando o livro a sua frente?
− Pensei que pudesse reconhecer um livro facilmente, Snape! - respondeu Perla ironicamente.
− Não banque a engraçadinha, Montanes. O que você quer aqui?
− Quero que me ajude nos estudos!
− E por que eu faria isso? - perguntou Severo Snape, olhando pela primeira vez para a garota a sua frente.
− E por que você não faria? - revidou Perla não se intimidando com o olhar frio dele.
− Você quer um ou TODOS os motivos? - foi a vez de Severo falar ironicamente.
− Não vim aqui escutar os seus motivos. Vim porque preciso de sua ajuda. Sempre me disseram que era um dos melhores alunos da escola.
− E o que isso tem a ver?
− Se não quer me ajudar, então devem ter se enganado a seu respeito.
− Está tentando me intimidar? - perguntou Severo olhando-a mais friamente.
− Não - respondeu Perla, mantendo o seu olhar firme sobre o de Snape, apesar deste lhe causar arrepios - Mas só existem duas pessoas a quem posso recorrer: você e os marotos. Detestaria ter que pedir a ajuda deles. É uma pena que você não seja tão bom quanto eles!
Perla havia tocado na ferida de Severo. Ele detestava ser comparado e principalmente, inferiorizado pelos marotos.
− Isso vai ter um preço, Montanes.
− Toma - Perla lhe entregou uma bolsa de moedas - 10 galeões por hora de estudo.
− Por que você acha que eu quero meu pagamento em dinheiro?
− Porque você quer poder. E o dinheiro vai lhe trazer isso. Vejamos como uma troca de favores. Você tem o que eu quero e eu tenho o que você quer. Você me dá o que eu preciso e eu te dou o que você precisa.
Severo olhou assustado para a firmeza com que Perla falava. Hesitou por um momento, mas resolveu aceitar sua proposta. Se Perla soubesse o poder que ele conseguiria anos depois, jamais teria lhe feito esta proposta.
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Os exames e a final do quadribol chegaram (Grifinória ganhou a Taça de Quadribol e o Campeonato das Casas) e logo passaram. Quando todos perceberam, já estavam arrumando as malas para voltarem para casa.
Perla, assim como Lílian previu, não se lembrou que tinha brigado com ela e com Alice, três dias depois do ocorrido. Elas estavam planejando as férias de verão enquanto o Expresso de Hogwarts as levava para casa.
− Alice, se você não aparecer, pode esquecer que somos suas amigas.
− Eu vou Perla. Pode ficar tranqüila. Vou passar quinze dias na casa do Frank e depois vou para a sua casa. Nós vamos ficar lá ou na casa da Lily?
− Lá em casa! Mamãe vai viajar na semana que vem e só volta no final de agosto. Mas dá quase no mesmo, já que o Sr e a Sra Evans irão lá o tempo todo!
− Pra onde ela vai dessa vez? - perguntou Lílian, que até então estava concentrada lendo seu diário.
− Dundee. Vai levar o namorado pra conhecer o Kevin. Como eu disse que só voltava lá morta, ela achou melhor me deixar. Está fazendo tudo que eu quero pra eu não implicar com o namoro dela. Mas ela pediu para os pais da Lily ficarem de olho em mim.
As três riram. Alice se levantou e falou que ia procurar o Frank. Assim que abriu a porta da cabine deu de cara com Emma
− Lílian, eu queria falar com você!
− Bem eu já estava de saída - falou Alice saindo em seguida.
− E eu também - falou Perla seguindo Alice.
− Eu vou procurar o Frank. Ele deve estar na cabine dos marotos. Você vem comigo?
− Não. Vou procurar o carrinho de doces. Vou ver se compro feijõezinhos de todos os sabores para dar de presente a Petúnia. Quem sabe ela não come uns com sabores bem ruins e me deixa em paz este verão.
− Você é muito má, Perla! - respondeu Alice rindo, seguindo em uma direção enquanto Perla seguia em outra.
Levou alguns minutos para ela encontrar o carrinho de doces. Comprou algumas coisas e estava pensando em voltar a cabine quando alguém a chamou.
− Ei Perla!
− Edgar! Quanto tempo! Tudo bom?
− Tudo - respondeu Edgar corando - Sabe já tem algum tempo que eu tô querendo falar com você!
− Algum motivo em especial? – ela perguntou curiosa.
− Bem, é que...- Edgar estava sem jeito de falar e corava ainda mais a cada palavra dita - eu queria lhe agradecer por aquele dia em Hogsmeade.
− Não foi nada.
− Eu gostei muito de conversar com você aquele dia! - continuou Edgar Bones, ainda sem jeito - Até pensei em te chamar para ir em Hogsmeade um dia desses, mas aí aconteceu o lance entre você e o Sirius...
− Não aconteceu nada entre a gente - cortou a garota - O Black achou que eu seria mais uma na sua lista. Mas ele estava enganado a meu respeito.
− Como ele se enganou com a minha irmã. Eu sabia que você também era diferente das outras garotas de Hogwarts. Remo sempre disse isso!
− Lupin?
− É, quando eu conversava com ele sobre você. Ele sempre me dizia que você era uma garota muito especial.
Foi a vez de Perla corar. A menina ficou sem saber o que dizer. Depois de algum tempo em silêncio ela disse que precisava voltar para a cabine.
− Perla - chamou Edgar assim que ela se virou.
− Sim?
− Você acha que teria algum problema se eu te escrevesse no verão? Eu posso mandar por correio trouxa. Aprendi como se faz isso na aula de "Estudo de Trouxas"
− Claro que não tem problema! Se quiser pode mandar pelo método tradicional mesmo. Minha mãe não vai estar em casa, então não vai poder reclamar das corujas - respondeu Perla sorrindo e saindo em seguida, deixando um Edgar Bones extremamente feliz.
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− E então Frank, o que vai fazer nas férias?
− Bom Tiago, a Alice vai passar uns dias lá em casa. Depois ela vai pra casa da Perla e eu devo ficar em casa mesmo.
− A Perla vai fazer festinha na casa dela é?
− Não. É que a mãe dela vai viajar e ela chamou a Alice pra ficar lá com ela, já que ela e a Lílian são vizinhas - respondeu Frank. – Mas e aí Tiago, como vai aquela lista?
− Desisti - respondeu Tiago sonolento.
− Como assim desistiu? - perguntou Pedro curioso.
− Ele descobriu que não seria páreo para mim! - respondeu Sirius, exibindo um enorme sorriso.
− Não é nada disso, Almofadinhas. Apenas me cansei. Essas meninas de Hogwarts são muito fáceis. Quero enfrentar um desafio.
− E qual desafio seria esse?
− Meu caro Frank, eu decidi que quero conquistar a garota mais difícil de Hogwarts!
− Você vai insistir com a Montanes? - sugeriu Pedro.
− Não, Rabicho. Descobri que a Perla não é a garota mais difícil de ser conquistada! Não me olhe com essa cara Remo! - completou ao ver a cara de zangado dele - Ela provou isso ao ficar com o Sirius.
Sirius não gostou nem um pouco do comentário. Tampouco Remo.
− E quem será esse desafio? - perguntou Frank mais uma vez.
− Evans.
− Você pirou, Pontas?
− Por que?
− Por que? A Evans não é a garota mais difícil de Hogwarts. É a mais esquentada, mais certinha, mais nervosa e acima de tudo odeia você! - respondeu Sirius triunfante.
− É por isso que é um desafio!
− Não Tiago, não é um desafio! É um suicídio!
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− Perla, que bom que você chegou! A Emma está curiosa para saber a novidade - falou Lilian assim que Perla entrou na cabine.
− Bom, Emma, em primeiro lugar eu queria te pedir desculpas por ter te tratado mal nesses últimos tempos. Confesso que eu tava morrendo de ciúmes da Lily. - começou Perla sentando-se ao lado de Lílian e de frente para Emma – Segundo, queria te dizer que você não vai precisar voltar pra França esse ano.
− Como assim? – Emma perguntou assustada.
− Bem, nós contamos a sua história pro Frank e ele falou com o pai dele, que trabalha no Ministério. E ele descobriu que bastava uma pessoa pedir sua tutela e você não precisava mais ir para o orfanato. Falei com a mamãe e com o Sr Evans e eles se interessaram, mas o Sr Evans achou melhor não pedir por causa de Petúnia. Então mamãe pediu. O pai do Frank pegou o pedido na minha casa e levou para o Ministério francês, que aprovou. A partir de hoje você está sob tutela da minha mãe, até ser maior de idade.
− Eu não acredito! – Emma ficou exaltada com a notícia.
− Sei que você preferia ficar com a Lily, mas ela é minha vizinha e você vai poder ir na casa dela o tempo todo!
− Perla, você é incrível - falou Emma abraçando-a - Nem sei como agradecer vocês! Me desculpe por não ter te tratado bem também. O Remo tem razão sobre você.
− Como assim? - foi a vez de Perla perguntar.
− Você sabe que esse tempo que eu fiquei brigada com vocês eu fiquei andando com os marotos, principalmente com o Remo. Ele é muito carinhoso, atencioso e não falou mal de você nem depois de vocês terem brigado. Ele inclusive discutiu com o Sirius quando ele falou mal de você.
Perla sentiu uma grande dor no peito. Queria que o chão se abrisse e ela desaparecesse.
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O trem parou na plataforma 9 e ¾ e os alunos atravessaram a barreira aos poucos. Perla atravessou com Lily e Emma (Alice estava com Frank) e tomou um susto ao ver sua mãe ao lado do casal Evans.
− Mãe? Que milagre é esse?
− Sem gracinhas, Perla - respondeu secamente a Sra Montanes - Essa deve ser a Emma?
− Muito prazer, Sra Montanes – Emma se apresentou.
− O prazer é meu, querida. E pode me chamar de Sarah. - respondeu Sarah ainda seca, porém um pouco afetiva – Perla, eu tenho que voltar para o trabalho. Você e a Emma voltam com os Evans, tudo bem?
− Tudo bem. E o problema da Emma?
− Tudo resolvido, querida. Inclusive preparei um quarto para ela. Vejo vocês mais tarde - respondeu a Sra Montanes dando um beijo na bochecha na filha e um "tchau" para os Evans e Emma.
− Vamos indo então, Perla? - chamou o Sr Evans, olhando ao redor - Cadê a Emma?
− Vou procurá-la – respondeu Perla ao perceber que a menina não estava por perto.
Perla saiu atrás de Emma e por sorte a encontrou justamente com quem ela queria conversar.
− Emma - chamou - nós já estamos indo.
− Tá bom, Perla. Bom, então a gente se vê Remo. - respondeu Emma despedindo-se de Remo e virando sem seguida para Perla - vamos?
− Vai indo... eu já vou. - Emma saiu. Entendeu muito bem o que Perla queria dizer.
− Remo... ainda posso te chamar de Remo?
− Claro, Perla, sempre que quiser.
− Eu queria te pedir desculpas... por TUDO! Sei que fui uma completa idiota de ter feito tudo o que eu fiz. Ninguém sabe como me arrependo. Devia saber que você jamais me machucaria.
− Não tem problema! Eu estou disposto a esquecer tudo se pudermos voltar a ser amigos!
− Não tem coisa que eu mais queira na vida! - respondeu Perla abraçando-o. Era um abraço forte, de muita saudade, de muito sentimento. Ambos começaram a chorar - Você me manda notícias?
− Claro.
Perla sorriu e recebeu um sorriso maroto de Remo. Deu-lhe um beijo no rosto, enxugou suas lágrimas e saiu. Remo sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo.
Perto dali, um outro maroto observava a cena, triste.
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