Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.

Friedrich Nietzsche


Bônus — Amar é uma droga

Remo suspirava aliviado toda vez que uma semana de lua-cheia acabava, porém, não era reconfortante saber que logo começaria novamente. Por ora, pelo menos, estava livre da sua maldição.

Se remexeu na cama confortável antes de sentar na cama, apoiando nas duas mãos. Observou o quarto claro e decidiu que era hora de levantar. Lentamente, o garoto fez a sua higiene matinal e vestiu o uniforme da Grifinória, ajeitando seu emblema de Monitor Chefe em frente ao espelho.

Saiu do quarto por fim. Mirou a porta do quarto de Lily e percebeu que estava entreaberta, sinal de que a garota não estava no quarto, porque ela nunca deixava a porta aberta quando estava lá. Se perguntou um motivo para a garota ter deixado a porta aberta, na lhe veio a cabeça.

Sendo vencido pela curiosidade, caminhou até a porta e a empurrou, revelando o dormitório particular de Lily. Estava como ele se lembrava, mas diferente das outras vezes, estava bagunçado. Ela nunca saia do dormitório sem arrumar antes.

A cama estava por fazer, haviam montes de livros espalhados pela escrivaninha, roupas jogadas na poltrona e na cama bagunçada. Viu então, uma camiseta vermelha, da Grifinória, jogada na cama. Tinha um numero na camiseta; 1. E logo acima, o nome Potter em letras garrafais. Remo pegou a camisa na mão e ficou encarando, sem conseguir pensar em nada realmente. Largou a camiseta e se aproximou da escrivaninha e percebeu que haviam dois pares de livros iguais de Transfiguração. Franzindo o cenho, Remo pegou um dos livros e o abriu na primeira pagina. Lá dizia, na letra caprichada de Lily: "Lily Evans, 7º ano, Grifinória". Pegou o próximo e não se surpreendeu tanto ao mirar a caligrafia torta conhecida: "James Potter, 7º ano, Grifinória".

Então ele viu, logo abaixo do livro, um pergaminho já gasto, pegou-o cuidadosamente e sussurrou, com a varinha apontada para o pergaminho.

— "Juro solenemente não fazer nada de bom".

As linhas começaram a se formar, revelando um Salão Principal quase vazio. Seus olhos varreram o Salão, até encontrar o que procurava. O pontinho de "Lílian Evans" ao lado de "James Potter". Sozinhos.


Sirius Black não era o tipo de pessoa que era visto sozinho pelos corredores de Hogwarts. O galã, que fazia a população feminina do castelo ficar em prantos, era visto sempre em compania de seus amigos, Os Marotos, ou de alguma garota bonita com quem queria se divertir. Mas, ultimamente, constantemente estava sozinho, andando sem rumo, sem responder aos comprimentos ou mexer com ninguém.

Não que ele fosse um cara solitário, não, mas ficar sozinho o ajudava pensar melhor. Tudo estava passando como um flash e logo seria natal e o seu sétimo ano em Hogwarts chegaria ao fim. Era estranho pensar em tudo que o conquistou naquele lugar durante os sete anos que viveu aqui. Conheceu os marotos, seu melhores amigos, passou de uma criança para um adolescente e sairia dali um homem. E fora aqui que conheceu Marlene.

A garota meiga e decida por quem ele estava apaixonado. Apesar de ultimamente não ver a garota sem a compania de um crápula qualquer pela escola, mas ele continuava sendo sua garota meiga. Talvez não sua.

Sirius suspirou ao lembrar que demorou muito ao perceber o quão especial a garota era. Se arrependia de não ter dito a ela o quanto gostou do encontro deles por puro medo. Medo de se amarrar, medo de não conseguir manter-se fiel, medo de ela de cansar dele e até medo de não conseguir fazer a garota feliz.

Mesmo fingindo que não se preocupava, Sirius se xingou mentalmente por saber que Marlene sofreu depois que ele disse que não queria nada com ela. Nunca havia se arrependido tanto na vida. E junto quando pensou em pedir desculpas e até mesmo implorar por uma segunda chance, Marlene se transformou da fada que todos chamavam para algo bem mais quente do que uma fada. Mesmo com as mudanças, Marlene não conseguia se desfazer da sua delicadeza.

Não falava palavras feias, não era vulgar, não fazia mais do que dar alguns beijos nos caras antes de dispensa-los e só não era discreta quando não queria. E continuava gentil. A memoria do dia que ela viera falar com ele, depois de brigar com James, ainda estava fresca em sua memoria…

.

Sirius sentado, em frente ao lago, quando alguém se juntou a ele. Ele sabia quem era, porque sentiu o cheiro do perfume doce de Marlene. Ela sentou ao seu lado, se abraçando ao seu grosso casaco. Ficou lá por um tempo, sem falar nada. Era reconfortante saber que ela estava ali, mesmo sem falar nada, porque fazia muito tempo que ela não ficava perto dele, mesmo que não conversassem. Lembrou daquele tempo em que ela tentava chamar a sua atenção, sentando ao seu lado e puxando assunto.

Se perguntou se ela sabia sobre James e Lily.

É péssimo brigar com o melhor amigo — ela murmurou, encarando o chão a sua frente.

Veio me falar para nos entendermos? — perguntou Sirius. Ela começou a mexer na grama, enterrando as mãos na terra, tirando um punhado, colocando de canto e repetindo tudo.

Na verdade, vim ver como você está — disse ela, surpreendendo Sirius. — Se eu viesse para falar para vocês se entenderem, você provavelmente me mandaria embora.

É, você está certa.

Ela deu de ombros e continuou seu trabalho na terra. Ele se juntou a ela.

E então? — perguntou Marlene.

Acho que considerando tudo, eu devia ter surtado — respondeu e então suspirou.

Eu sei, sabe? Sobre a Lily e o James.

Ele arqueou a sobrancelha, imaginando que a ruiva não contaria nem mesmo a melhor amiga, porque ela era muito certinha, mas pelo visto, estava enganado.

Deve ter achado um horror como eu — supôs.

Não, não de verdade. Eu pensava que eles se gostavam, mas a Lily acabou com os meu sonhos quando começou a namorar o Remo, mas… — ela ergueu a cabeça e encarou Sirius, ante de continuar. — Ah, Sirius, a Lily não parecia feliz com o Remo! Eles pareciam mais amigos o que namorados…

Vai tentar defender ela? — perguntou indignado, também encarando a garota.

Não estou defendendo. Estou falando que talvez ela estive muito infeliz com Remo e não quisesse mais nada com ele, só não sabia como dizer isso. E dai veio o James e eles começaram a se dar bem. E os dois parecem felizes juntos.

Mas o Remo…

Remo vai entender, se souber que eles estão felizes juntos. Só precisam contar isso a ele, sem magoa-lo.

Eles deviam pensar nisso antes. — sua voz soou irônica.

É, mas acho que eles nunca pensaram nisso — ela deu de ombros. — Deviam estar com medo da reação dele, sabe?

Ele suspirou.

É bom falar disso com alguém — confessou Sirius para Marlene. Ela sorriu para ele.

Os dois se encararam sorrindo um para o outro por um tempo, até Sirius perguntar:

E nós?

Marlene se sobressaltou com a pergunta. Seus olhos se estreitaram e ela ficou tensa de repente.

Não existe nós, Sirius. — Respondeu, antes de levantar e voltar correndo ao castelo.

.

Sirius suspirou. Desde aquele dia, não tornaram a se falar. Ele pensou nela durante todos os dias, querendo falar com ela, mas nunca tendo coragem, porque sabia que se tentasse, a garota o afastaria novamente.

Virou outro corredor e deu de cara com a garota que pensava o tempo tudo. Ela estava acompanhada de um garoto loiro e alto, que Sirius sabia que se chamava Stevie Rogers. Ele observou o garoto prender Marlene na parede, com uma mão de cada lado da garota, a beijando logo em seguida. Marlene não se moveu, apenas beijou o garoto de volta.

Foi quando Sirius resolveu que não ia assistir aquilo sem fazer alguma coisa.


Remo não sabia o que pensar. Talvez fosse coincidência. Coincidência demais. Mas o que a camiseta de Quadribol de James, seu livro e até mesmo o mapa do maroto estavam fazendo no quarto de Lily? Imaginou que talvez os dois tivessem ficado amigos, mas logo descartou essa possibilidade, porque os dois nunca seriam amigos, e Remo não seria tão bobo ao pensar isso.

Saiu do salão dos monitores atordoado. Percorreu os corredores sem ao menos olhar para os lados, até esbarrar em alguém. Não um alguém qualquer, mas Dorcas Meadowes. Ela se assustou quando bateu nele, mas logo se recompôs.

— Você tá legal? — perguntou ela.

— 'Tô legal — respondeu, um pouco seco. Ela respirou fundo e limpou a garganta, antes de falar:

— Eu estava indo procurar você — murmurou. — Queria resolver algumas coisas.

— Você deixou bem claro que não temos nada para resolver da ultima vez que nos falamos — ele respondeu friamente.

— É, mas eu estava enganada, acho que não podemos fingir que nada acontece — retrucou Dorcas, com uma expressão seria.

— O que você quer falar? — perguntou. Ela suspirou e se encostou na parede fria de pedra. Remo se juntou a ela.

— Sabe, eu andei pensando, eu acho que realmente gosto de você — murmurou. Ele arqueou a sobrancelha.

— Ah é? — ele soou irônico, mas estava surpreso. — E quando descobriu isso?

— Acho que no dia que você me deu um fora e começou a sair com a Evans, mas só admiti agora — ela deu de ombros.

Remo riu, mesmo sem querer, porque Dorcas sempre foi direto ao ponto, nunca querendo esconder nada, porque, segundo ela mesma, só deixavam as coisas piores no final. Ele admirava isso na garota.

— Eu namoro — ele respondeu. Ela riu.

— Você passa mais tempo comigo do que com a sua namorada — zombou ela.

Remo balançou a cabeça, como se tentasse pensar no assunto.

— Isso não vem ao caso — disse, dando de ombros.

— É claro que vem! Você devia terminar com ela!

— Pra ficar com você? — perguntou. A garota balançou a cabeça. — Por que acha que eu faria isso?

— Simples. Porque gosta mais de mim do que dela.


— Ei! Vocês dois! — gritou Sirius, se aproximando dos dois.

Rogers pulou para longe de Marlene quando ouviu Sirius.

— Sabiam que é proibido se agarrar nos corredores? — perguntou. Marlene riu.

— Ah é? — replicou a garota. — Vem logo você nos falar isso?

— É, sabe, com o tempo vem a experiência — zombou. Marlene respirou pesadamente.

— Vamos, Stevie — chamou a garota. — Esse ar está muito pesado.

Mas antes que pudesse puxar Stevie pela mão, Sirius a afastou do garoto, puxando pelo pulso.

— Se manda, cara — ordenou, com raiva. O loiro não se intimidou. Ao contrario, deu um passo a frente.

— Não tenho medo de você, Black — falou firme. — Não se toca que ela não quer nada com você?

— Acho que o único que não percebeu nada foi você. Ou ainda não entendeu que ela só está te usando para me esquecer? — perguntou num tom venenoso.

— Chega Sirius! — gritou Marlene. — Você não tem o direito de atrapalhar os meus assuntos assim.

— Estou te protegendo! Sabe o que esse cara quer com você?

— Ele quer o mesmo que você queria! — ela rebateu, com raiva.


— E o que te faz pensar isso? — perguntou Remo á Dorcas, com um pequeno sorriso. Ela sorriu para ele.

— Ah, sabe, é aquele lance do olhar e tudo mais — ela deu de ombros.

Os dois ficaram se encarando, até Dorcas começar a aproximar seu rosto ao de Remo. Seus lábios estavam quase se tocando, já podiam sentir o hálito quente um do outro na sua pele, quando Dorcas interrompeu.

— Espera, Remo. — ela se afastou. — Quero saber uma coisa.

— O que? — perguntou.

— Por que me deu um fora no ano passado?


— Eu não sabia o que queria, Marlene! — Sirius replicou. Ela se afastou do garoto em movimento brusco.

— E mesmo assim você me fez sofrer! Você me fez chorar e me arrepender por cada mínimo minuto que eu estive com você! Que estive apaixonada por você! — gritou. — Eu me arrependo de cada minuto que você esteve na minha vida, Sirius Black!

— Ah é? — gritou ele de volta. — Sabe qual foi a única coisa que me arrepende relacionado á você? De não ter percebido o quanto eu gosto de você antes! Antes de toda essa palhaçada, de todas essas brigas! Eu odeio não ter percebido antes o quanto eu gosto de você! O quanto você é especial e diferente de qualquer garota dessa escola. Mas principalmente, Marlene, eu me arrependo de ter feito você sofrer tanto a ponto de ficar com esses caras.


— Eu… — começou Remo, sem saber exatamente o que falar. — Na verdade não gosto de lembrar daquele dia, sabe?

Ela se afastou de Ramo e caminhou ao lado oposto do corredor.

— Eu também não gosto de lembrar, mas mesmo assim, lembro. Foi difícil pra mim. Tive que ver você e a Evans andando por ai como se fosse o casal do momento.

— Dorcas…

— Você me beijava e dizia que me amava, Remo, você disse que faria tudo por mim. Então sumia a semana inteira e não queria me dizer onde estava — ela começou, encarando ao longe. — E ai veio a Evans com a depressão dela e essa sua mania de você querer consola-la.

Os olhos de Dorcas se estreitaram.

— Ela sabe de nós? — perguntou.

— Não, é claro que não — ele respondeu. — Eu não quis contar a ela.

— E ela sabe que nós ainda estávamos juntos quando você resolveu namorá-la?


— E por que você está me falando isso agora? — perguntou Marlene, sua soando menos irritada.

Sirius tomou aquilo como um bom sinal. Deu um passo a frente.

— Porque acho que percebi que gosto mais de você do que já gostei de qualquer garota na minha vida — respondeu, escolhendo as palavras.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Tipo, ama? — perguntou.


— Eu não estava namorando a Lily quando estava com você — respondeu Remo, calmamente, — porque nunca estive com você.

— Ah não? — perguntou Dorcas. — E você chamava aquilo de que?

— Não era um namoro.

— Obviamente.

— Nós só nos beijamos… algumas vezes.

— É — confirmou Dorcas. — E ai você disse que me amava e que faria tudo por mim — continuou. — Mas disse que eu não te entendia. E eu procurei entender. E acho que foi ai que você me deixou.

— Você descobriu o meu maior segredo, Dorcas, você descobriu a coisa mais pessoal sobre mim que só as pessoas que me eram chegadas sabiam. E eu não podia ficar com você sabendo que você conhecia esse segredo. — ele revelou.

— E por que você pode ficar com a Evans?

— Por que eu não a amava como amava você — respondeu, simplesmente.


— Eu não sei se eu amo, Lene, mas eu gosto de você. Gosto mais do que eu pretendia amar alguém. E eu sei que quero ficar com você.

E sem esperar mais nada, Sirius juntou os lábios de Marlene com os seus, num beijo longo, apaixonado e cheio de saudades.

Stevie Rogers já estava bem longe daquele casal.


— E por que ainda estão juntos? — perguntou.

— Porque eu aprendi a gostar dela — respondeu Remo. — Talvez não como gosto de você, mas a Lily é especial.

— É, e acho que ela aprendeu a gostar de outra pessoa — a voz de Dorcas tinha um veneno não característico dela. — Eu a vi com James Potter hoje de manhã. Sozinhos. De novo.

Subitamente, Remo se lembrou das coisas de James no quarto de Lily, ainda assim, resolveu defender a garota.

— Ela não é dessas — murmurou.

— Se você diz — Dorcas deu de ombros.

— Você quer que eu termine com ela, não é? — perguntou Remo. Dorcas deu um pequeno sorriso.

— Admito que sim.

— Por que você acha que eu te daria uma chance se nós terminássemos? — perguntou.

— É, acho.

Remo, ao contrario do que Dorcas imaginava, sorriu.

— É, eu provavelmente pediria para namorar você — ele disse.

Ela se aproximou dele, o rosto a centímetros um do outro.

— Mas agora eu que não quero namorar um garoto covarde como você, Remo Lupin. Covarde e traidor. — ela arrumou a gravata dele. — Agora volta para a sua pseuda namoradinha que logo vai te trocar pelo seu melhor amigo.

— É, vou voltar pra ela, porque a minha pseuda namorada não me deixou por outra garota qualquer como o seu ex-pseudo-namorado, não é?

Ela estreitou os olhos e se afastou, com raiva.

Remo não conseguiu conter a sua raiva, e esmurrou a primeira amadura que viu na frente, a levando para o chão. Em seguida, se dirigiu ao Salão Principal, encontrando uma conversa animada sobre as férias de natal.


Sirius não sabia quanto tempo estava ali, beijando Marlene. Suas mãos percorriam a cintura e as costas da, contornando cada curva suave do corpo quente da garota. Enquanto as mãos delicadas de Marlene bagunçavam os cachos macios dos cabelos de Sirius, o que ela sempre quis fazer.

Até que ela o empurrou subitamente e o encarou irritada.

— Qual é, Sirius Black? Acha que pode vir aqui e me falar meia dúzia de palavras bonitas e então está tudo certo? Não é só porque te amo que você pode sair fazendo essas coisas e…

— Você disse que me ama? — perguntou, subitamente. Ela o encarou vermelha, parecendo ainda mais irritada.

— Você é um babaca.

— Mas você ama esse babaca — ele deu um sorriso bobo.

Marlene se aproximou dele, mas diferente de antes, a garota se aproximou para erguer a mão e deixar a marca dos seus cinco dedos no rosto do garoto.

— Você me dá nojo.

Mesmo depois do tapa, Sirius ainda continuava a sorrir abobalhado. Ao ver os cachos cor de chocolate de Marlene sumirem pelo corredor, o garoto se lembrou que não podia deixa-la partir. Não mais.

— Ei, Lene! — chamou, correndo atrás dela.


N/A: "Vou postar o bônus na sexta". Já disse para não confiarem nas minhas palavras? Bom, pois é, mas eu recompensei o meu atraso com um bônus totalmente 'O', que eu acho que vocês vão gostar.

Vou falar mais sobre o relacionamento da Dorcas com o Remo no passado, pra vocês entenderem essa discussão deles. Por agora, espero que entendam porque o Remo tá tão irritado e porque o Sirius ficou tão feliz de repente. Se não entenderem, perguntem nos Reviews que eu respondo no próximo capitulo.

Ah, a parte do Sirius e da Marlene, em que eles conversam em frente ao lado seria antes do capitulo anterior, entre o 6° e o 7°, quando o Sirius brigou com o James, mas achei que ia ficar mitos bônus só pra uma história.

Enfim, espero que gostem! O proximo capitulo vem terça ou quarta feira, respondo tudo lá.

Mandem reviews com a opinião de vocês! Até mais!

Beijos e abraços!