— Ir primeiro? — Lily se levantara e, agora, estava parada diante dele, os pés ligeiramente separados e plantados na areia.

Tinha as mãos nos quadris e os ombros nus. Parecia bastante sexy, e James não conseguia se esquecer da maciez de seus lábios, de sua pele. Só em pensar no beijo, em lembrar-se da sensação de tê-la em seus braços sentia o fogo do desejo percorrendo-o novamente.

Ansiava por tê-la junto a si, por percorrer-lhe o pescoço acetinado com beijos úmidos, mordiscar-lhe o lóbulo da orelha.

— Nadar sem roupa foi idéia sua — lembrou-a ele.

Sem uma palavra, Lily levou as mãos às costas, abriu o zíper da saia de linho bege e despiu-a. James respirou fundo, observando-a apenas de blusa de alças finas e calcinha preta.

Ela tinha pernas sensacionais.

Viu-a olhando por sobre o ombro, para a água, o que lhe permitiu observar rapidamente coxas firmes e nádegas arredondadas. Sentiu-se ainda mais excitado.

— Nunca fiz isto antes — disse Lily, numa voz tímida e um tanto ofegante.

Lily, sua Lily, aquela com quem trabalhara durante os sete meses anteriores estava simplesmente enlouquecendo-o, pensou James, não hesitando em admitir a si mesmo quanto a queria.

— Você está indo muito bem.

Ela curvou os lábios de leve e retirou a blusa por sobre a cabeça. Estava sem sutiã, a lua cheia iluminando-lhe a pele alva, revelando seios firmes e arredondados.

James sentiu o fogo do desejo percorrendo-o numa combustão instantânea, a libido tão estimulada que, de repente, sentia-se como um garoto de dezesseis anos outra vez, olhando para o pôster de uma revista masculina.

Ela tinha formas exuberantes... seios, quadris, coxas... o corpo cheio de curvas tentadoras.

A intensidade de seu desejo surpreendeu-o. O anseio era quase como uma dor física.

Aquela era Lily. Era a mulher com quem trabalhara tão de perto por sete meses e nunca soubera quanto era sexy, sedutora, sensual.

— Vai se reunir a mim? — perguntou ela, hesitando de leve, como se começasse a duvidar da sensatez de um mergulho noturno.

— Sim. — James permaneceu sentado onde estava, mas começou a desabotoar a camisa esporte devagar. Mal podia se concentrar na tarefa, ainda fascinado demais pela visão tentadora a sua frente.

Se não tivesse prometido conduzir as coisas devagar...

— Está tendo problemas com o último botão — disse Lily, a cabeça um tanto inclinada para o lado, observando-o.

James baixou o olhar. Era verdade. A camisa estava toda desabotoada, mas seus dedos pareciam não conseguir desapertar o último botão.

Ela agachou-se diante dele.

— Deixe-me ajudar — disse num tom incrivelmente casual. James observou-lhe os seios provocantes. Estavam a poucos centímetros de seu rosto. Se inclinasse a cabeça, poderia capturar um dos mamilos rosados com seus lábios.

Imaginou-se sugando um mamilo demoradamente, circundando-o com a ponta da língua, e o ar pareceu lhe faltar. Era tomado por pura agonia. Cerrou os dentes, contendo-se para não tocá-la agora.

Mas, oh, como ansiava por sentir-lhe o gosto da pele, por sentir-lhe o mamilo firme em seus lábios, sugá-lo até fazê-la contorcer-se de prazer e gritar seu nome.

— Este é um botão difícil — disse ela, ofegante, os dedos roçando-lhe o abdome rijo. Os músculos dele se contraíram, a tensão aumentando diante do leve toque.

Ele pôde imaginá-la tocando seu corpo, as mãos macias afagando-o com intimidade e não se sentiu em nada como o controlado e racional James Potter, mas como um homem totalmente diferente.

Céus, como a desejava! Queria tocá-la, provar de sua doçura, desvendar-lhe os segredos.

Não sentia aquele tipo de desejo febril havia anos. Queria as mãos sobre os seios dela, os bicos rosados em seus lábios, deliciar-se com cada um demoradamente. Queria deslizar as mãos sob a calcinha e tocar-lhe as nádegas firmes. Afagar-lhe a parte interna da coxa, chegar-lhe ao centro da feminilidade e deixá-la igualmente louca de desejo...

— Pronto, consegui! — exclamou Lily, triunfante. — Agora, talvez possamos nadar.

Levantou-se e deu um passo atrás, os seios perfeitamente arredondados. O luar banhava-a de maneira incrível, fazendo-a resplandecer da cabeça aos pés. Os cabelos sedosos brilhavam, esvoaçando levemente sob a brisa do oceano, a pele parecia luminosa, suas formas femininas tão bem-feitas que observá-la era puro erotismo.

James tirou a camisa, atirando-a de lado e, levantando-se, abriu o zíper da calça e despiu-a. Agora, foi a vez de Lily observá-lo, o que o deixou ainda mais excitado.

Viu-a baixando o olhar até a cueca branca dele, e não houve meio de poder esconder sua atração agora.

Ela mordeu o lábio inferior por um momento e, então, levantou os olhos para tornar a fitá-lo. Parecia eufórica e assustada ao mesmo tempo.

— Resta apenas a roupa de baixo.

Aquela voz rouca quase o fazia perder o controle. Ela sabia o efeito que lhe exercia?

— Minha vez de ser o primeiro — respondeu ele, a voz um tanto entrecortada. Perguntou-se quando e como tudo mudara dentro de si. Quisera Lily porque achara que ambos teriam um relacionamento simples, descomplicado, mas o que estava sentindo agora era complexo o bastante.

Queria-a, desejava-a, tinha grande afeição por ela.

Grande afeição.

James engoliu em seco. Tudo estava diferente, mudando.

Livrou-se da cueca branca e viu-a despindo a calcinha em seguida, sua temperatura se elevando. Céus, ela tinha o corpo mais escultural que já vira! Com seu cerca de um metro e sessenta e cinco, tinha uma compleição pequena, uma ossatura delicada, mas suas curvas eram perfeitas, proporcionais. Seios fartos, cintura delgada, quadris arredondados, pernas bem torneadas... tudo aquilo oculto até então por roupas sisudas e compridas, de abotoamento até o pescoço. Era quase inacreditável.

Ele jamais se sentira tão excitado quanto agora. Precisava entrar na água depressa.

Correndo pela areia, adentrou pelo mar, até que lhe chegasse a altura dos quadris e mergulhou. Nadou por alguma distância sob a superfície com braçadas vigorosas, tentando gastar parte da energia. A água não estava fria, mas era significativamente mais fresca do que a lava incandescente que percorria suas veias.

Estava em apuros. St. Jermaine era completamente afastada do mundo externo. St. Jermaine fazia qualquer coisa parecer possível. Incluindo ficar com Lily.

Após um momento, nadou mais devagar, de volta em direção à praia. Encontrou Lily na metade do caminho, nadando graciosamente. Pararam, então, num trecho onde a água do mar ia apenas até a cintura e ficaram flutuando em meio as ondas suaves.

— A água está maravilhosa, mais quente do que pensei. É quase como água de banho.

E ele pôde imaginar ambos tomando banho juntos, viu-se ensaboando-a languidamente. Podia se ver passando um longo, longo tempo com ela.

— Tenho a ilha de St. Jermaine há três anos e meio e nunca fiz isto antes.

— Por que não?

— Eu não sei. Nunca pareceu certo antes.

Ela curvou os lábios.

— E é certo agora?

Era certo, pensou James. Naquele momento, tudo parecia certo. Por tempo demais em sua vida, sentira-se sozinho, isolado, mas, de algum modo, com Lily, nunca sentira solidão. Algo nela o cativava. Mesmo que não houvesse uma explicação racional, ou lógica para aquilo. Era um simples... instinto.

E seus instintos nunca se enganavam.

Tocou-lhe o rosto adorável com gentileza.

— É possível que eu tenha estado a sua espera.

Ela endireitou o corpo, apoiando os pés no chão, e o fitou com seus grandes e expressivos olhos verdes, o rubor tingindo-lhe lentamente as faces.

— James — disse num sussurro ofegante. Observando-lhe a expressão do rosto, os lábios sensuais entreabertos, ele soube o que Lily estava sentindo. Era o que estava sentindo também. E estava tendo enorme dificuldade em manter seu controle.

Segurou-a com gentileza pelos ombros, puxando-a mais para perto de si, as águas mornas envolvendo a ambos. Abraçou-a, então, pela cintura, apoiando-a junto a seu peito, os seios macios de encontro a si, os mamilos rijos provocando sua pele. Queria beijá-la sofregamente, possuí-la com todo o arrebatamento.

Ouviu-a soltando um gemido abafado quando lhe encontrou o seio firme com a palma da mão, o polegar massageando-lhe o mamilo.

— Oh, James...

— Você é linda. É a mulher mais bonita que já conheci.

Lágrimas encheram os olhos dela.

— Não diga isso. Não tem de dizer.

— É a verdade.

— Annika...

— Nada se compara a você — murmurou ele, afagando-lhe sensualmente o seio. E, de repente, não podia se conter mais. Tinha de possuí-la, torná-la completamente sua.

Tomou-lhe os lábios com os seus, beijando-a sofregamente e, enquanto correspondia com o mesmo ardor, ela o acariciava com mãos impacientes, percorrendo-lhe os ombros, o peito, os braços, como se não pudesse parar mais de tocá-lo.

Sem deixar de beijá-la, ergueu-a, abriu-lhe as pernas e apoiou-a junto a si. Fazendo com que ela o cingisse com as pernas pela cintura, segurou-a sob a água, as nádegas macias encaixando-se perfeitamente em suas mãos.

Lily estremeceu quando ele acariciou sua coxa, os dedos se insinuando na pele molhada, deslizando até lhe encontrar o ponto mais sensível.

— Oh, eu não sei quanto a isto...

James afagou-a languidamente, com inebriante intimidade.

— Você não gosta disto?

Gostar? Pensou Lily, afundando o rosto no ombro dele, ansiando por estar ainda mais próxima. O que havia para não gostar? Sentia um delicioso prazer expandindo-se por todo seu corpo, mas um anseio ainda maior crescendo em seu íntimo, fazendo-a querer mais.

— Acho que gosto demais — confessou num sussurro rouco.

James a acariciava demoradamente, de uma maneira que lhe roubava a capacidade de pensar, que a deixava ofegante e explodindo de paixão. E de amor. Naquele instante, teve certeza de que o amava cada vez mais, de que queria se entregar com abandono.

— Vamos para... a praia — sussurrou.

James carregou-a nos braços, e ela estava totalmente sem inibições agora. Parecia certo estar nua, excitada e ansiando por mais.

Na praia, encontraram uma colcha estendida na areia, uma pilha de toalhas e dois roupões atoalhados. As roupas espalhadas tinham sido discretamente recolhidas.

— O Sr. Foley — resmungou James, sacudindo a cabeça.

— Ele é bastante atencioso — disse Lily, sorrindo um pouco, lutando contra a vontade de soltar risinhos nervosos.

— É outro sinal de que o Sr. Foley gosta de você. — James deitou-a na colcha de retalhos. — Ele é muito bom nos detalhes, mas isto é inédito.

A colcha era macia, a areia abaixo fofa e convidativa. Lily sentiu-se confortável e deliciosamente lânguida.

— Acho que gostar é uma palavra forte demais.

Ele se ajoelhou ao lado dela.

— O Sr. Foley certamente se mostrou preocupado quando retornei do casamento sem você.

Ela estava prestes a responder quando James deslizou a mão pela parte interna de sua coxa e retomou suas incríveis carícias. Fechou os olhos, ocorrendo-lhe que jamais sentira algo tão bom, não podendo imaginar nada melhor.

Até que ele substituiu a mão pelos lábios e quase a enlouqueceu de prazer.

Quando ela sentiu as pernas trêmulas, a tensão crescendo dentro de si, sussurrou-lhe em tom de súplica:

— Espere. Quero você comigo.

Ele beijou-lhe a parte interna da coxa.

— Estou com você.

— Mas quero que seja diferente na minha primeira vez. Quero você dentro de mim.

— Talvez não seja tão prazeroso para você. Pode ser difícil para as mulheres na...

— Não me importo. Eu preferiria sentir você dentro de mim... se estiver bem para você.

James não disse nada. Não era preciso. Deitou-se sobre ela, apoiando-se nos cotovelos. Abriu-lhe mais as pernas com os joelhos e, então, penetrou-a devagar.

Lily suspirou, arqueando os quadris.

— Você está bem? — perguntou ele.

Ela não pôde conter um sorriso. Bem? Sentia-se esplêndida.

— Sim, oh, sim.

Mas ele ainda estava preocupado.

— Não quero machucá-la.

— Não está e nem poderia. Isto é maravilhoso. Além do mais, eu estava pronta para você.

James sorriu e beijou-a com ternura nos lábios.

— Tenho que concordar com você nisso.

O que se seguiu foi sem tempo, sem definição, sem palavras. Ambos eram como um só, movendo-se em perfeito sincronismo, como se fizessem parte do ar, da terra, do céu. Eram momentos especiais, esplêndidos, repletos de magia.

Ela era de James, completamente dele, ele era seu e nada mais importava. Era maravilhoso estarem juntos daquela maneira, a energia intensa, o calor escaldante.

Os corpos de ambos foram se movendo até um ritmo frenético, e ela sentiu a tensão crescendo dentro de si novamente. Não pôde mais se conter, então. Quando deliciosos espasmos começaram a percorrê-la, não havia mais o menor controle sobre seu corpo, ou emoções, apenas aquele enlevo, aquele arrebatamento incrível que a fez mergulhar num mundo vertiginoso de sensações.

— Não posso me conter mais — disse ele, a voz torturada.

— Então, não o faça.

James ergueu o corpo, deitando-se ao lado dela e abraçando-a com força pela cintura, enquanto o êxtase o tomava.

Lily esperou um momento antes de tocar-lhe o rosto com gentileza.

— Você não precisava se afastar.

Ele apoiou-se no cotovelo e observou-a, a expressão terna.

— Sim, precisava. Eu queria realmente estar com você, mas não seria justo. Não vou forçá-la a casar comigo.

Ela o fitou nos olhos.

— Você mudou de idéia quanto a se casar comigo?

James deitou-a sobre seu corpo, acariciando-lhe as costas.

— Não, em absoluto. Mas acho que você precisava aproveitar um pouco mais a vida primeiro.

Ela sentiu que as carícias em suas costas, o roçar dos lábios cálidos em seu pescoço faziam seu desejo se renovar. Como ele ainda conseguia fazê-la querer tanto?

— Aproveitar a vida! — exclamou, enquanto James lhe tomava um dos mamilos com os lábios. Um calor intenso percorria-a por inteiro, enquanto ansiava para que a ele possuísse novamente.

— Sim — sussurrou ele de encontro ao seio macio. — Tentar coisas novas. Fazer todas as coisas que sempre sonhou.

— Eu acho que... que... — disse Lily, a voz ofegante, fraca, enquanto James tornava a deitá-la de costas e lhe entreabria as pernas.

— Sim?

— Eu acho que... — Ela suspirou quando James voltou a penetrá-la — ...que as estou fazendo.

E aquela era, pensou Lily enquanto ele tomava seu corpo e seu coração, a experiência mais bonita que já tivera. A realidade de fazer amor com James era infinitamente melhor do que qualquer coisa em seus mais loucos sonhos.


Hummm, esse cap me lembra que devo sair da frente desse note aiai hehehehe, muito obrigada izzalima, Karol Potter, LaahB, Mila Pink e ika chan pelos comentários, um beijo no coração gente :*