Ao cair das folhas

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Emmus, Ariel e Larissa são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.

Boa Leitura!


N/a: Presente pra Flor de Gelo.


N/a 2: Não posso deixar de dedicar esse capitulo ao Leo, meu prof de Gestão da Qualidade, porque foi graças a uma conversa com ele que me inspirou a escrever a cena principal entre Larissa e Minos.


Capitulo 9: Guerra dos Sexos.

.I.

-Ahn! Larissa...; Cora começou, mas a fotografa pareceu não notar o tom de apelo da jovem, atravessaram a rua, rumo ao shopping no cruzamento da bulevar. Ali teriam acesso a tudo que precisassem para deixar um certo grego de quatro; a jovem pensou com um sorriso nada inocente formando-se em seus lábios.

-Fique tranqüila, vai dar tudo certo; Larissa a tranqüilizou.

-Mas...;

-Confie em mim; a jovem falou voltando-se para Cora com um sorriso tranqüilo. –Depois que terminarmos, seu marido vai ficar de quatro; ela garantiu.

-Mas...;Cora murmurou hesitante, essa idéia de Larissa parecia um pouco perigosa, em vista do temperamento do marido; ela pensou.

-Vamos lá; Larissa falou puxando-a consigo para um salão de cabeleireiros, logo na entrada no shopping.

-o-o-o-o-o-

O barman colocou as duas canecas de chope em cima do balcão, pegou a sua e acenou para seu 'ilustre' acompanhante pegar a sua também.

-É melhor que sua namorada não faça nada insano; Hades avisou entre dentes, antes de levar a caneca aos lábios.

-Larissa não-...; Minos parou vendo o imperador arquear a sobrancelha. –Bem, tem algo rolando entre a gente, mas... Enfim, pode confiar nela; ele completou tentando demonstrar segurança, embora nem mesmo ele conseguisse imaginar o que se passava pela cabeça de Larissa e o tamanho do risco que ele corria.

-O que você sente por essa menina, Minos? –Hades perguntou, vendo-o tomar um gole de chope, mas engasgar assim que indagou.

-Uhn?

-Você entendeu o que eu perguntei; o imperador falou, num leve arquear de sobrancelha.

-Eu não... Aconteceram muitas coisas nos últimos dias, alias, nos últimos meses, mas eu realmente ainda não sei; ele murmurou pensativo.

-Se ela fosse embora amanhã como você ficaria? –Hades perguntou casualmente.

-Como? –ele perguntou erguendo a cabeça rapidamente e no momento seguinte a caneca em suas mãos escapou indo chocar-se contra o chão.

-Nada não...; o imperador desconversou, enquanto um garçom saindo sabe-se lá de onde limpava o liquido que se espalhara pelo chão.

A pergunta pairou no ar, enquanto acenava silenciosamente para o barman trazer outra caneca. Mesmo que quisesse não poderia deixar de se perguntar o que realmente faria se isso acontecesse?

Haviam decidido viver um dia de cada vez, mas a perspectiva de que tudo poderia acabar com a chegada do amanhã não era nada agradável.

.II.

Piscou seguidas vezes, ainda olhando para o reflexo no espelho. Os cabelos estavam com cachos comportados o que era algo assombroso, porque jamais se imaginara com cachos tendo os cabelos tão negros e lisos.

Os lábios foram contornados com um delineador rosados e possuíam um brilho que aumentava ainda mais o volume deles. Os cílios pareciam mais longos e os olhos ganharam um contorno mais escuro através do lápis, ressaltando a intensidade dos orbes verdes.

-Primeira fase, OK; Larissa falou sorrindo, enquanto rodopiava distraidamente em uma cadeira, vendo o cabeleireiro finalizar a obra. –Agora próximo passo, banho de loja; ela murmurou.

-o-o-o-o-o-

Olhou distraidamente para o catalogo a sua frente, que lugar escolher? Se fosse o errado, Larissa iria querer lhe matar, mas como poderia saber qual era o certo? –ele se perguntou.

-O que você tanto olha ai? –Hades perguntou, pousando a caneca fazia de chope no balcão.

-O restaurante, Larissa mandou mensagem, falando para escolhermos o restaurante, mas se for o errado ela mata a gente; ele avisou, enquanto folheava o catalogo.

-Com licença; alguém falou se aproximando.

-Sim; Minos falou vendo que quem se aproximava era o gerente do Hopps.

-Se me permite o atrevimento senhor, já experimentaram o La Coupole? –o gerente perguntou.

-Não; Minos respondeu interessado. –O que tem lá?

-É um restaurante ótimo para casais; o senhor explicou. –Tem bastante privacidade e o ambiente é muito acolhedor;

-O senhor poderia me dar o cartão de lá? –Minos indagou.

-Só um momento; ele falou chamando um garçom com um aceno.

-Uhn! Menos um problema para resolver; ele murmurou quando instintivamente seus olhos estreitaram-se, uma idéia começou a formar-se em sua mente e sorriu deliberadamente.

Parte do plano de Larissa já estava certo, mas havia algo que ele poderia fazer. Pegou o celular e discou os números rapidamente, ouviu-o chamar e em seguida uma voz feminina respondeu do outro lado.

-Alô!

-Dona Regina, aqui é o Minos; o espectro falou, enquanto gerente se aproximava e lhe entregava um cartão do La Coupole. Agradeceu-o com um aceno,

-Minos, querido... Como esta o passeio?

-Ótimo, mas eu preciso de um grande favor; ele falou, torcendo para que ela pudesse lhe ajudar.

.III.

A lua cheia erguia-se imponente sobre o céu, estacionou a kawazaki preta no estacionamento em frente à casa do governador. Dali tinha uma ótima visão da cidade e também, estava no caminho do Solar Considini.

Dificilmente durante a semana conseguia uma folga pra ficar se locomovendo entre as propriedades, mas dessa vez resolveu abrir uma exceção e escapar da Titãs mais cedo, para passar ali.

Com a chegada do final do ano, as coisas estavam ficando corridas em todos os lugares, por isso Ariel não estava consigo agora, embora fosse perfeitamente capaz de coordenar toda a De Siren de La Rochelle, ela optou por passar alguns dias em Viena e colocar tudo em ordem.

Suspirou pesadamente, sentia falta daquela época que não precisavam ficar nessa correria desenfreada para manter tudo na mais perfeita ordem. Eram tantas responsabilidades que às vezes se esquecia de simplesmente parar e relaxar.

Guardou os óculos escuros no bolso interno da jaqueta e recostou-se na lateral da moto, apreciando o ar gelado da noite e as nuvens prateadas que começavam a erguer-se entre as árvores.

Campos do Jordão era um bom lugar para se estar e pensar. Há alguns anos atrás Rosewood, advogado da família, havia dito a eles que se desejassem se desfazer da propriedade de Campos, eles tinham liberdade para tal, porém O Recanto e Dream Village, eram herança da família e deveria ser passada ao próximo Considini a nascer, seja filho de Ariel ou seu.

Ambos sabiam o valor sentimental que as três propriedades tinham para Axel e ao longo dos anos decidiram que não iriam se desfazer do Solar e cuidaram do lugar com igual esmero, como da ilha e do recanto.

Entretanto, tantas responsabilidades às vezes lhe cansavam, mas não gostava da sensação de que estava deixando alguma coisa passar sem sentido em sua vida. Não entendia, mas desde sempre sentia isso, que não deveria desperdiçar, nem horas, minutos, muito menos segundos, que se aplicados, poderiam ser bem aproveitados.

-Cansado de brincar com o destino, garoto? –uma voz indagou atrás de si.

Ergueu a cabeça, apenas lançando um olhar de soslaio para trás, vendo um homem de longos cabelos negros, com fios prateados se aproximar. Seu olhar era intenso e perscrutador, capaz de ler o mais fundo de sua alma. Ele era o único a conhecer o passado, o presente e o futuro da humanidade, mas o que queria ali?

-Talvez, se eu acreditasse nisso que você chama de destino; Emmus rebateu.

-Observação bastante perspicaz; Caos comentou parando a seu lado. –Embora você não acredite, o destino é algo tão natural quanto respirar;

-Tem razão, não acredito; ele falou dando de ombros. –Pra mim é impossível conceber a idéia de que, não sou dono da minha própria vida e tudo que faço ou sinto, somente existe porque três senhoras sádicas querem;

-Não é assim que funciona; Caos falou aborrecido. –As Deusas do Destino apenas acionam o gatilho;

-Mas as pessoas ainda culpam o destino por suas próprias falhas, pelas escolhas ruins, por fatalidades que não souberam tirar o melhor proveito para se reerguer; Emmus falou, gesticulando levemente embora deixasse evidente seu desagrado.

-Nem todos são como você, criança; Caos falou fitando-o de maneira serena. –Sei que as memórias daquilo que passou ainda estão ai; ele falou pousando a mão sobre o coração. –Elas jamais lhe deixarão e ver outras pessoas desistirem sem lutar lhe deixa inquieto, decepcionado com a vida, não é?

-Não quero que as pessoas sejam como eu; Emmus falou quase num sussurro, passando a mão levemente pela testa, para afastar os fios negro-esverdeados que caiam sobre seus olhos. –Mas sim, que aprendam a lidar com suas fraquezas e parem de se magoar deliberadamente;

-Um dia, quem sabe... Elas sejam assim; o Onipotente falou com um fino sorriso nos lábios. –Mas o mundo ainda esta em fase de evolução, a Terra continua tão jovem quanto na época em que tantos deuses nasceram aqui. Coisas ainda precisam ser aprendidas e erros reparados;

-Às vezes eu penso que não é suficiente só lutar; o cavaleiro falou, erguendo os olhos para o céu, onde infinitos pontinhos luminosos começavam a piscar, quando o mesmo foi tomado por um tapete de estrelas.

-Não, não é suficiente se você não tiver fé em si mesmo e naqueles que lhe rodeiam; Caos falou.

O cavaleiro assentiu, embora ainda não estivesse convencido de que a resposta para alguns de seus problemas fosse apenas ter fé.

-Não é a flecha que muda o destino e sim, a força de vontade daquele que atira; o Onipotente falou, chamando-lhe a atenção. –A hora dela despertar esta chegando, seus esforços não foram em vão;

-Como? –ele perguntou voltando-se rapidamente para o Deus.

-Quando a hora chegar, uma batalha tão ferrenha como qualquer uma das que você já lutou, ameaçara a paz que os guardiões lutaram para manter. Você não poderá recuar, nem perder a fé. Lembre-se pelo que você vem lutando; Caos falou em tom de aviso.

-Aonde quer chegar com isso? –Emmus indagou.

-O Coração do Oceano é uma jóia rara e preciosa, você assumiu uma grande responsabilidade com ela e sei que não pretende recuar agora, mas haverá momentos em que os demais terão de lutar suas batalhas e você nada poderá fazer se não, esperar e observar;

-Mas...;

-Até lá, acalma teu coração, que independente de qualquer coisa, elas tecem por você e quando você estiver pronto, o rio seguira seu curso; ele completou para em seguida desaparecer em meio a uma nuvem prateada, como se fragmentos de estrelas caíssem do céu a seu lado, levando consigo a imagem daquele que existe no mundo, bem antes da Terra deixar de ser apenas uma pequena fagulha de poeira cósmica.

-o-o-o-o-o-

Parou em frente ao La Coupole e conteve um suspiro de desalento, antes de sair do Hopps, ligara para Larissa, combinando de encontrá-los ali na frente, mas estava começando a ficar preocupado com a demora dela.

Alem do mais era seu pescoço que estava em jogo, Hades não parecia nada contente com o fato dela ter desaparecido com Cora pelo meio de Campos do Jordão. Mais essa agora; ele pensou, franzindo o cenho.

-Elas estão demorando demais; Hades reclamou impaciente.

Engoliu em seco, quando o imperador tinha aquele olhar, era porque alguma coisa não ia dar certo; Minos pensou rezando para avista-las logo no meio da multidão e acabar com aquele martírio.

-Larissa já vai chegar aqui e...; Minos parou ao avista-la se aproximando com uma jovem de melenas negras a seu lado. –Ai meu Deus; ele murmurou, tentando conter o espanto.

-Onde elas est-...; Hades virou-se e parou de falar no momento que as duas atravessaram a rua, indo encontrá-los em frente ao La Coupole.

-Desculpem a demora; Larissa falou com um sorriso que estava longe de ser inocente, ao ver que os dois pareciam surpresos com a transformação que ocorrera na jovem de melenas negras.

-Sem problemas; os dois falaram juntos.

-Então? –Cora perguntou timidamente enquanto o marido lhe estendia a mão.

Observou-a demoradamente, esquecendo-se completamente de que estavam acompanhados e mal notando que Larissa já puxava Minos para um quiosque do outro lado da rua, deixando-os sozinhos.

Enlaçou a jovem pela cintura, envolvendo-a em um abraço caloroso. Enquanto com a ponta dos dedos, delicadamente afastava alguns fios negros e cacheados que caiam sobre seus olhos.

Notou fascinado a forma como o verde intenso das íris haviam sido reforçadas por uma fina linha preta e os lábios rosados por natureza, estavam quase rublos.

-Mais linda do que Afrodite; ele sussurrou, com os lábios bem próximos dos seus.

-Hades; a jovem sussurrou, porém as palavras perderam-se em meio à brisa suave que os abraçava, esvoaçando os cabelos e aproximando-os ainda mais, antes que seus lábios de encontraram num beijo intenso.

-o-o-o-o-o-

-Você me assusta; Minos falou, enquanto puxava um banquinho para se sentar.

-Porque? –Larissa perguntou, com ar inocente.

-E você ainda pergunta? - ele resmungou.

-Oras, ela merecia um dia de princesa depois da pisada na bola que o Hades deu; a jovem falou indignada. –Alguns homens são tão pouco criativos;

-Hei! Alto lá; Minos falou, antes de pedir dois chocolates quentes, para eles. –Não vem com essa política de cama pra cima de mim, que não rola;

-E não é? –Larissa falou dando de ombros; - A maioria dos homens são tão pouco criativos que não tem nem o direito de reclamar quando as coisas esfriam;

-Ta certo; ele falou sarcástico. –Mas não atribua isso só aos homens não querida, muitas mulheres são assim também;

-Oras, a uma grande diferença entre os homens e as mulheres querido e isso não é só atribuído ao lado que tem de agüentar a TPM uma semana por mês; ela escarneceu. –Hoje em dia as mulheres são muito mais independentes para correr atrás daquilo que querem e essa falta de atitude dos homens se resume única e basicamente na própria incompetência;

-Incompetência? –ele indagou exasperado.

-E não? –Larissa indagou arqueando a sobrancelha. -Antigamente os homens podiam ter quantas amantes quisessem, que as esposas não tinham o direito de abrir a boca para reclamar. Agora, hoje se uma mulher pegar para criar um garotão pra terminar de criar, ela é a vulgar? Me poupe! O pior são esses 'tios' que vemos por ai namorando ninfetas que tem idade para serem suas bisnetas;

-Você é radical demais; Minos murmurou, assoprando o chocolate.

-Nem tanto, apenas gosto de fazer valer as minhas perspectivas. Porque veja só; Larissa falou, enquanto levava o copo aos lábios. –A maioria dos homens ainda pensa que quando vai para uma balada e acha uma garota linda que da mole pra ele, o cara logo se acha o bom. Alias, a maioria dos caras que freqüentam baladas, acham que as mulheres se vestem para eles, ou melhor, para ficar com eles; a jovem falou.

-E não? –Minos indagou arqueando a sobrancelha.

-Alooooooooo, gatinho. Em que mundo você vive? –Larissa exasperou, olhando horrorizada para ele. –É claro que não! Por natureza as mulheres são competitivas e se vão super produzidas para uma balada ou o que quer que seja, é por dois motivos apenas;

-Quais? –ele indagou, com um fino sorriso nos lábios, por mais louco que aquele assunto fosse, ainda conseguia enxergar uma certa lógica no que Larissa estava falando.

-Para se sentirem bem consigo mesmas e é claro, para boa e velha competição de iguais. Vocês são uns tolos se acham que as mulheres se vestem para vocês e não, para competir com as outras. É como uma seleção natural e a básica demonstração de poder. A roupa te deixa segura e você demonstra isso nos embates; ela explicou. –É como se vestir pra guerra, mas em vez de armaduras pesadas, você as substitui por Versages, Channel, Boss, Louis Viton, Union G. entre tantas outras...

-A arte da guerra é mais fácil de interpretar do que o universo feminino; Minos falou rindo.

-Na verdade é simples quando se é mulher; ela brincou.

-Como não é meu caso, prefiro viver na ignorância; o cavaleiro brincou. –Mas os homens são competitivos também; ele ressaltou.

-Não tanto quanto as mulheres; Larissa o corrigiu. –Os homens são ambiciosos e agem friamente, mas as mulheres são competitivas e agem pela emoção o que obviamente, sempre as deixa um passo à frente;

-Disso eu discordo; Minos falou levemente enfezado. –Muitas mulheres preferem sentar no chão e chorar do que enfrentar os problemas;

-Da mesma forma que muitos homens se acovardam e não vão atrás daquilo que querem apenas por comodismo; ela rebateu mordaz.

-Você é irritante sabia? –ele resmungou, dando-se por vencido. Nunca iria conseguir ganhar uma discussão dela.

-Isso porque nós nem começamos a discutir sobre quem é o sexo frágil; Larissa falou em tom de provocação.

-Algum problema? –Cora perguntou se aproximando de braços dados com Hades.

-Não, estava apenas explicando umas coisinhas básicas ao Minos sobre o universo feminino; a jovem respondeu lançando-lhe um olhar cúmplice.

-Ah sim; ela murmurou compreensiva. Durante o período de transformação tiveram bastante tempo de conversar sobre algumas coisas que ainda aquela noite, seriam de grande valia.

-Como? –Hades indagou, arqueando levemente a sobrancelha.

-Longa história; as duas falaram ao mesmo tempo.

-Bom, vamos jantar então? –Cora indagou mudando de assunto.

-Ah! Antes que eu esqueça, aconteceu um pequeno imprevisto; Minos falou, levemente hesitante.

-Que imprevisto? –Larissa indagou arqueando a sobrancelha.

-O La Coupole só pode fazer reserva para um casal, porque a cartilha deles já estava cheia; o espectro explicou casualmente.

-Que pena; Cora murmurou, lembrando-se do que Larissa havia lhe contado sobre o restaurante.

-Não se preocupem, vão vocês a gente vai em outro; Minos adiantou-se, tentando parecer o mais inocente possível.

-Mas...;

-Não se preocupem, hoje a noite é de vocês; Larissa falou, compreendendo aonde ele queria chegar. –Vou ligar para o Lucas e pedir que ele mande a limusine esperar vocês aqui na frente, assim depois do jantar se vocês quiserem passear em algum lugar ele os levara, antes de voltarem ao Solar;

-Vocês tem certeza que não preferem que escolhamos outro restaurante? –Hades indagou, lembrando-se do momento que Minos fazia as reservas, tinha certeza de que ele estava tramando alguma coisa, mesmo porque, ele falara com alguém, uma tal de Regina antes, mas não entendera direito o que ele pedia a tal mulher. Estranho, o que ele estava tramando, sabia perfeitamente que ele reservara apenas uma mesa no La Coupole e nem ao menos perguntara se haveria problemas com mais de uma reserva. Uhn? Ai tinha!

-Não, vão lá. O La Coupole é um dos melhores restaurantes de Campos; Larissa falou. –Vocês vão adorar, depois daqui nós vamos pra casa, para não pegar a estrada muito tarde. Mas amanhã, se quiserem ir a algum lugar é só pedirem a Beatriz para nos ligar e nós nos encontramos; ela explicou.

-Está certo então; Hades concordou.

-Obrigada Larissa; Cora falou abraçando a jovem espontaneamente quando elas foram se despedir.

-Quer me agradecer mesmo, deixe-o de quatro a noite inteira; ela sussurrou em tom de brincadeira, antes de se afastar.

-...; ela assentiu.

-Divirtam-se; Larissa falou acenando quando eles se despediram e atravessaram a rua novamente.

-O que você disse a ela? –Minos indagou ao ver que a imperatriz estava com a face tão vermelha quanto à blusa de lã que Larissa usava por baixo da jaqueta.

-Coisas de mulher; ela respondeu sorrindo. –Mas então, vamos jantar aonde?

-Uhn! É uma surpresa; ele falou, enlaçando-lhe a cintura e encaminhando-se para o estacionamento, onde deixara o carro.

-Que surpresa? –Larissa indagou curiosa.

-Se eu contasse deixaria de ser surpresa; Minos falou com um sorriso que estava longe de ser inocente. –Mas lembre-se, à noite é uma criança e nós também...; ele completou num sussurro enrouquecido em seu ouvido.

Continua...