Autor: Doomsday
Título: Fases
Gênero: Romance
Classificação: M
Foco: Jasper/Bella
N.A.: Fic feita para o Projeto Cores, versão Brilha Brilha Vampirinho, qual a Trice lançou também. Adorei e escrevi essa. Espero que gostem.
Nada do que está aqui me pertence, mas eu seria feliz se isso fosse meu de verdade. E não ganho nada com essa fic, apesar de que divirto-me horrores escrevendo.
Boa Leitura.
Cores: Vermelho, Preto e Branco
Item: Jasper/Bella
Fases
por Doomsday
Eu conseguia diferenciar Isabella em cores. Sim, cores. Pode se dizer que com o passar dos anos eu já não consigo ver Isabella como qualquer pessoa. Não, ela é tudo, menos qualquer pessoa. Faz quatro anos que moramos juntos, quatro anos em que tive a oportunidade de observá-la e perceber que Isabella não é uma pessoa de se conversar normalmente, separo Isabella como cores. Apenas três: preto, branco e vermelho.
No começo era branco. Branco porque quando voltei atrás na decisão de ir embora, de deixar Forks pelo meu descontrole pelo sangue dela, quando decidi ser homem e enfrentar meus medos, Isabella parecia que estava agradecendo por eu lhe dar um novo coração. Ela chorava, agradecia, agradava-me com qualquer coisa que fosse possível. Achei estranho nos ajudar-mos já de início, mas foi exatamente isso. Ela era como a cor branca no início, sem nada a acrescentar, sem ser realmente alguma coisa, apenas estar ali. E na verdade, estávamos os dois na fase branca.
Então, veio a fase vermelha. Na minha opinião foi a pior fase. Isabella conseguia me atormentar com o sangue e com o corpo. Morar com ela tornou-se difícil após alguns pequenos incidentes. Pequenos cortes, pequenos tombos, pouca roupa ao sair do banho. Eu deveria ter previsto que morar com uma humana, uma humana como Isabella, poderia acarretar algum tipo de problema. E considero essa fase vermelha a pior pois era o frenesi. Isabella sentia-se como um vampiro recém-nascido, a novidade era tudo, e a novidade corria em forma de felicidade nas veias dela, e isso fazia com que eu ficasse feliz. Poderia descrever Isabella como a pior pessoa para se morar, se a fase vermelha dela não tivesse me trazido alguns benefícios. Claro, sou um homem, nunca vou renunciar a isso porque Isabella é uma humana, por Deus, ela sabe que sou homem.
A fase vermelha marcou-se, na verdade, quando Isabella decidiu que iria deixar que eu sentisse todas as sensações possíveis. E isso, acabou por fazer com que eu percebesse que essa era a fase da morte. Morte da inocência dela, da minha restrição com a proximidade entre nós, morte de toda e qualquer lembrança de relacionamentos que tivemos com outras pessoas no passado.
A fase negra começou. Via Isabella agora como preto. A cor preta é a falta de luz, falta de bondade, por assim se dizer. E receio, que essa é a melhor fase de Isabella. A cor negra, qual descreve bem Isabella nesse momento, é aquela cor que leva-a a andar pela casa olhando-me como se eu soubesse o que se passa pela mente dela. A cor negra é a que ocupa as íris chocolate dela quando ela joga-se na cama, chama meu nome, sabendo que não vou. A cor negra é a que ocupa minhas íris quando finalmente me rendo. E fase negra é a que comprova que ela sempre foi minha. A melhor fase de Isabella. E a minha melhor fase.
Fim.
