HARRY BIRTHDAY, TAYLOR LAUTNER! 17, HEIN? *-* Our little Hot Dog *-*
Um ano de fic, pessoal! AE AE :D O final desse capítulo eu fiz pensando na Cris. Amiga, espero que não fique com ciumes da Gina. Não me mate por isso x.x' Agradecimentos, desculpas e explicações no final. Propaganda é a alma do negócio, então, pra quem gosta da saga Crepúsculo, espero que leiam "Need", a minha shortfic sobre Lua Nova. Se forem ler, reviews sempre é bom!
Enjoy!
[=x=]
-Malfoy, me desculpe, eu não...-Gina não sabia o que dizer. A única coisa que sabia era que chegara a uma parte de Draco que pensara nunca existir. Gina, realmente, o machucou.
O sonserino abaixou a cabeça. Gina queria desculpar-se, mas não sabia como ou por onde começar.
Quando Malfoy levantou a cabeça, algo inesperado aconteceu. Gina sentiu a mão fria se levantar rapidamente.
PAFT!
A única coisa que Gina dera conta foi que sua bochecha esquerda estava queimando e doendo. Abaixou a cabeça e tocou seu rosto. Draco Malfoy batera em Virgínia Weasley. No rosto. Uma parte delicada, que nunca devia ser machucada.
Gina levantou a cabeça e fitou o loiro, ainda com a mão no rosto. Não iria chorar. Não iria retrucar. Ao invés de raiva, de dor, o sentimento que tomou conta foi algo mais forte. Decepção.
-Weasley, eu não...-Draco estava com os olhos arregalados. Gina não o deixara terminar a frase. Deu meia volta e foi embora pelo corredor que viera. Fechou os punhos, não porque queria bater nele, mas sim para tentar fazer a dor no rosto passar para suas mãos.
Sentiu movimentos logo atrás dela. Não queria olhar para aquele rosto novamente. Começou a andar mais rápido, mas o loiro foi mais rápido. Virou a garota pelo braço, sem machucá-la.
-Weasley, eu não queria...Eu não queria ter te machucado...-Draco estava pálido.
Gina não falou. Largou-se das mãos do garoto, que segurava Gina com leveza. Ou seria carinho?
Desta vez, Draco andou atrás da ruiva com certa distância.
-Se quiser, avisarei para o Filch que você não poderá ir a detenção. – e continuou andando atrás da garota.
-Eu irei para a detenção, Malfoy. – disse Gina, com uma voz áspera.
Um silêncio mortal se instalou nos dois. Continuaram caminhando, Gina com a cabeça baixa e Draco olhando para Gina. Draco, não agüentando mais o silêncio, agarrou a grifinória pela segunda vez e encostou-a na parede.
-Escuta, eu não queria ter te machucado. Foi impulso. Não foi por querer. – silabou.
Gina o fitou. Aqueles olhos achocolatados o deixavam irritado. Não conseguia fitá-los com a facilidade que Gina os fitava. Aqueles olhos eram como se o mundo todo fosse só aquilo. Era aconchegante olhar para aqueles olhos. E isso irritava Draco, pois não conseguia ficar olhando para eles por muito tempo sem ter algum tipo de impulso.
-Me...Larga Malfoy. – disse Gina entre dentes.
-Só quando você me desculpar. – disse Draco. Olhou para bochecha de Gina sentindo um pingo de remorso. Ainda estava vermelho.
-Isso não vai acontecer...
-Weasley, isto – e olhou significantemente para a bochecha esquerda de Gina – foi um impulso. Não foi por querer.
Gina levantou uma sobrancelha.
-Malfoy, você acha que eu vou acreditar nisso?
-Devia.
-Olha, Malfoy, eu não quero me encrencar mais com a Mcgonagall. Se você me permitir, eu tenho uma detenção a cumprir agora.
-Weasley, eu...-Draco foi interrompido por um sino. Gina e Draco olharam para o final do corredor. O relógio estranho na parede marcava oito horas em ponto.
Draco e Gina arregalaram os olhos e correram pelos corredores, tentando chegar a tempo para detenção. Se Filch não os visse antes de fechar as cozinhas, eles teriam detenção, pelo menos, para o resto da vida.
-Malfoy...Eu...Te...Mato! – disse Gina tentando ter fôlego.
-Se Filch...Não me...Matar...Antes. – disse Draco no mesmo tom.
O único som nos corredores era de seus passos apressados. Gina sentia que seus pulmões iam sair de seu peito. O suor escorria de seu rosto. Olhou zangada para Malfoy enquanto virada em outro corredor.
-Weasley...Eu conheço... Um atalho. Por aqui. – e foi continuou pelo corredor reto.
-Por aqui é mais rápido Malfoy. – disse se encostando à parede, tentando ter algum fôlego. Enquanto respirava sua garganta arranhava. Estavam no final de outubro, e já estava frio.
-Eu acho que vou pelo atalho. – e continuou pelo corredor reto. Gina rolou os olhos e foi atrás do loiro.
"Como as masmorras podem ser tão longe das cozinhas?" Pensou Gina irritada.
Quando viraram em um corredor, Gina escorregou no chão de pedra.
-É hora pra isso, Weasley? – perguntou Draco parando.
-Merda, Malfoy. – e se levantou. Quando voltou a correr, uma pitada de dor rodeou seu joelho e pisou em falso.
-Weasley...Sangue. –disse Draco parando novamente, olhando o joelho da ruiva.
-Merda! – repetiu. Tentou correr novamente, mais a falta de ar fez sentir-se tonta.
Draco rolou os olhos e virou de costas para Gina.
-Sobe.
-O quê?! – perguntou Gina, ainda tentando correr.
-Sobe. Nas. Minhas. Costas. – repetiu calmamente. Gina imaginou que Draco estava virando os olhos novamente.
-Se você acha que eu vou...-Gina foi interrompida por uma mão gelada que a puxava para as costas do loiro.
-Segura. – e Draco começou a correr.
Enquanto corriam, Gina se perguntou se pesava 50 quilos. Não era possível que Draco a carregasse e corria como sempre.
"Epa. Desde quando Draco Malfoy tinha músculos? E desde quando ele tinha essa força?, E, desde quando, ele tinha esse cheiro tão bom?" pensou Gina. Franziu o nariz para os pensamentos. "Deve ser a vertigem.", concluiu.
-Malfoy, me põe no chão. Eu já posso usar minhas pernas. – disse arrogante, tirando a força o pensamento que dançava em sua cabeça.
Draco deu de ombros e largou Gina no chão com a delicadeza de um babuíno.
-Como se diz, Weasley? - disse se virando e encarando a ruiva.
-Como se diz o que? – perguntou amarga, se ajeitando para correr.
-A, vai, não é tão difícil. Começa com "Obri" e termina com "Gada" – disse rolando os olhos.
-Eu não vou agradecer a você.
-Eu supero. – e foi andando para a virada do corredor. Gina o imitou, torcendo para que Filch não os visse.
Draco virou para a esquerda, mas voltou rapidamente, esbarrando em Gina, que quase caiu.
-Droga, Weasley! Para uma jogadora de quadribol você não tem nenhum equilíbrio! – murmurou e segurou a ruiva antes que batesse no chão novamente.
-Culpa sua, Malfoy. E porque estamos sussurrando? – a cada minuto que passava com o loiro, mas irritada ficava. Como alguém pode ser tão irritante?!
-Filch está cuidando da entrada. Deve estar esperando por nós. Não tem como passarmos por ele. Todos já devem estar lá dentro.
-Todos menos nós.
-É.
-Então, inteligente, como vamos para a detenção? – perguntou Gina botando as mãos na cintura.
Draco estava perdendo a paciência. Virginia Weasley só não o irritava tanto como Pansy.
Respirou fundo e olhou para grifinória, ainda esperando uma resposta.
-Cara Weasley, nós não vamos mais para detenção. – disse com um sorrisinho.
Gina bufou irritada.
-Se você não percebeu, eu já estou suficientemente encrencada. Eu vou para detenção. - E foi andando em direção ao corredor das cozinhas.
Draco a puxou pelo braço rudemente, antes que Filch pudesse vê-la.
-AUTCH! – gritou de susto.
-Ótimo. Agora você conseguiu. – disse com raiva.
Ouviram passos do corredor ao lado deles. Gina arregalou os olhos, percebendo o que havia feito. Filch os veria escondidos ali. E, se dessem sorte, poderiam escolher entre ficar presos pelos pulsos nas masmorras ou presos pelos pés na torre de Astronomia.
-Malfoy... –disse implorando.
-Por aqui. - E balançou a cabeça. Eles saíram correndo, voltando pelo caminho que vieram. Correram em direção a outra dobra de corredor, Gina esquecendo completamente da dor em sua perna.
Quando pensou que correriam reto pelo corredor, voltando por onde vieram, Malfoy a puxou para seu lado e tudo ficou escuro.
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Harry e Sam correram até chegarem ás cozinhas. Parando no corredor, Filch, Zabini e Bruna Heine esperavam em frente ao quadro de fruteira.
-Potter, Samuels. – cumprimentou Heine.
Os dois assentiram com a cabeça e olharam em volta.
-Onde está Gina? – perguntou Harry.
-Porque eu saberia? – perguntou Heine, levantando uma sobrancelha.
-Ela devia estar aqui. – disse Harry confuso.
-Nós estamos aqui há dez minutos, e nenhum Weasley passou por aqui. – Zabini deu de ombros.
-E nenhum Malfoy. – disse Filch. Certamente ele estava pensando em alguma punição dolorosa para quem gazeasse as detenções. Sam estremeceu.
-Malfoy também não está aqui? – perguntou Sam.
Zabini e Heine fizeram um sinal negativo com a cabeça e Filch sorriu.
-Ahá! Sabia que acharia as cozinhas! – gritou uma voz fina. Todos se viraram e olharam para o começo do corredor. Pansy vinha correndo na direção deles.
-Pensei que você tinha se livrado da detenção, Parkinson. – falou Bruna com uma sobrancelha levantada.
-Ãhn? – perguntou a sonserina.
-Esqueça. – disse Bruna. Zabini deu uma risadinha desdenhosa.
-Bom, se Virgínia Weasley e Draco Malfoy não nos agradaram com o ar de sua graça, acho que devemos começar a detenção sem eles. – disse a voz áspera de Filch. Samantha estremeceu novamente.
-Não podemos esperar um pouco? Estou certo de que Gina aparecerá. – disse Harry, deixando claro que esperava Gina aparecer, e não Malfoy.
-Potter, já são oito horas. Não posso fazer nada. – disse Filch, com uma péssima atuação de pesar.
Em seguida, Filch fez cócegas na pêra da pintura e uma risada fez eco no corredor. Então, um corredor amplo se abriu, mostrando a passagem para a cozinha.
Sam sentiu um leve frio em baixo do estômago.
Olhou para Harry, apavorada. Nunca estivera nas cozinhas. Sam nem sabia que havia cozinhas ali. Harry encorajou-a com um sorriso torto e atravessou o corredor escuro.
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-Ai! Esse é meu pé! – disse Gina Weasley quando Malfoy, ainda segurando seu braço, andou mais pela sala.
Draco bufou e continuou andando.
Aos poucos, os olhos de Gina começaram a se acostumar com a escuridão. Percebera que estava em uma sala. Mas uma sala diferente: Não havia carteiras, armários, nem nada que normalmente Gina vira nas salas comuns.
-Onde...Estamos? – perguntou assustada.
-Num lugar bem engraçado. Você pode pensar que é uma sala.– disse Draco, ainda guiando Gina pela escuridão.
-Como assim, posso pensar que é uma sala? – perguntou Gina apavorada.
-Você é muito curiosa, sabia?
-Eu perguntei primeiro. Responda. – disse Gina, estacando.
Draco Malfoy bufou murmurando algo como "mulheres" e se virou para encarar a ruiva.
-Sabe, no início dos tempos dos sonserinos, alguns garotos queriam um lugar vazio, onde pudessem praticar... – Gina adivinhou o que Malfoy editara. Praticar Artes das Trevas. Gina estremeceu. – Aqui, eu penso, nenhum professor nunca conseguiu entrar, só os que sabiam quem ou o que estava dentro. Ah, claro, nenhuma garota também nunca conseguiu entrar. Acho que você é a primeira.
-Desculpe? – Gina o encarava.
-Sabe, era como se proibido a entrada de garotas. Desde o inicio do tempo elas dão com a língua nos dentes. – e deu de ombros.
-Ah, claro, como se nenhum sonserino nunca tivesse trazido uma garota para cá. – disse zombeteira.
-Por incrível que pareça, nós seguimos algumas regras.
-Sei.
-É sério. Alguns segredos são mais importantes do que algumas diversões. E não é muito agradável...se divertir...num lugar onde não há janelas. E se você não reparou, o chão é de pedra. Não é nada confortável.
-Como que funciona mesmo esse negócio de ninguém conseguir entrar? – perguntou Gina, tentando, em vão, se livrar da mão fria de Malfoy.
-Só entra aqui quem souber quem está dentro. – repetiu.
-Como a Sala Precisa?
-Mais ou Menos. Mas, sabe, aqui é só a, digamos, antecâmara. Como eu ia dizendo, foi no início dos tempos que eles queriam praticar. Geralmente essa sala é usada por alunos que querem, bom, não dar o ar de sua graça em certas aulas. – disse Malfoy rolando os olhos.
-Aqui é uma sala pra matar aulas? – perguntou uma Gina incrédula.
-É, Weasley. E depois dizem que são os loiros que são lerdos. – e parou.
Gina soltou seu braço direito, até então preso na mão fria de Draco Malfoy e olhou melhor ao redor. Agora podia ver, não com exatidão, os contornos da sala. Era uma sala redonda, com mesas encostadas nos cantos. Parecia com o Salão Comunal da Grifinória, se houvesse uma lareira e algumas poltronas fofinhas.
E não tinha janelas. Gina começou a sentir uma leve claustrofobia.
-Se aqui é a antecâmara, onde é o destino final? – perguntou Gina, lutando contra a impressão das paredes estarem a esmagando.
-Ah, lá você não pode entrar. – falou Malfoy dando de ombros e encostando-se na parede.
-Como? – perguntou Gina, fitando-o. – Vai me dizer que é porque sou garota que não posso entrar lá. Não pode ser mais do que um clube do bolinha. – falou fitando o loiro. Estava curiosa, oras.
-Weasley, por mais que você esteja curiosa e eu com uma vontade incrível de te mostrar como é o "destino final"- disse sarcástico – eu não tenho a... permissão de fazer você entrar.
Gina o olhou desconfiada. Draco rolou os olhos e explicou melhor.
-Como eu disse, garotas não podiam entrar nessa sala. Foi até sorte você ter conseguido entrar aqui. Eu jurava que você bateria com a cabeça na parede. – pelo olhar de Draco, Gina reparou que era isso que ele queria.
-E...?
-Provavelmente você não vai conseguir entrar no "destino final". Lá, pelo que eu saiba, foi feita de sonserinos para sonserinos. Não de sonserinos para grifinórios. – disse num tom óbvio.
Droga, pensou Gina. Ele tem razão. Grifinórios não conseguiriam entrar lá. Era mais provável sonserinos trouxerem a Lula Gigante pra cá do que trazerem grifinórios.
Gina sentou-se no chão de pedra, encostada em uma parede, e encostou a cabeça nos joelhos. Após alguns minutos em silêncio, Gina soltou um profundo suspiro e se voltou para Malfoy, que a fitava com os olhos fora de foco.
-Malfoy? Você está pensando? – perguntou Gina, incrédula.
-Algum problema? – rebateu ele, finalmente voltando ao olhar frio de sempre, e com uma sobrancelha levantada.
-Estou em choque. Pensei que você fosse incapaz de pensar por tanto tempo. Parabéns.
Draco a ignorou.
-Então, senhor gênio pensante, qual é a história? – perguntou Gina, mudando o tom.
-Que história?
-Que triste. O poder sobrenatural que fez você pensar desapareceu. –disse Gina, com falsa preocupação. – Vamos precisar de uma história bem convincente para nos livrarmos do sermão de Mcgonagall. – explicou em tom óbvio.
-Pensei que você já tivesse pensado nisso. –disse com a sobrancelha levantada e um sorriso nos lábios que Draco rapidamente fez desaparecer.
-E eu o mesmo. Torcendo para você poder pensar.
-Engraçada você, hein?
-Eu sei. – disse com um sorriso sarcástico no rosto.
Mesmo no escuro, ficaram alguns poucos minutos fitando um ao outro. Por algum motivo inexplicável, nenhum dos dois conseguiu desgrudar o olhar.
A sobrancelha de Malfoy baixou, suavizando sua expressão. Gina, por alguma razão, sentiu o rosto corar e desviou o olhar.
Draco Malfoy suspirou cansado e sentou-se, encostando a cabeça na parede de pedra, encarando o teto.
Após minutos, que pareceram horas, Gina bocejou.
-Com sono, Weasley? – perguntou Draco, ainda encarando o teto.
-Foi um dia cansativo. –disse dando de ombros, encarando o chão. Queria ter algo para fazer.
Draco deu uma risadinha.
-Qual é a graça, Malfoy?
-Você está cansada? –disse, deixando de encarar o teto e olhando para Gina.
Gina levantou uma sobrancelha.
-Muito cansada para jogar Uno? – e tirou uma caixinha do bolso, mostrando-a para Gina.
[=X=]
-Onde será que está a Gina? – perguntou Sam, enquanto lavava a torre de louças na enorme pia.
-Eu não sei, mas estou com um péssimo pressentimento. – disse Harry, do lado dela, secando as louças que Sam já havia limpado.
-Isso irá demorar séculos para terminar. –disse cansada, dando mais uma olhada na torre de pratos.
-E ainda sem mágica. Humpf. – reclamou Bruna Hein, que limpava o fogão.
-Pensem pelo lado positivo. Ainda tem a louça do jantar. – falou Pansy.
-Qual é o lado positivo nisso, Pansy? – perguntou Zabini, do outro lado da cozinha. Sam não podia ver o que ele estava fazendo. Outra torre de pratos estava no balcão, bloqueando sua visão.
Pansy demorou para responder.
-Ah! Não tem. –disse com um suspiro. E continuou a passar um pano no balcão perto da geladeira gigante.
Harry rolou os olhos.
Depois de alguns minutos de árduo trabalho, Pansy deixou a tigela que segurava cair no chão, fazendo cacos de vidro voar para todos os lados.
-AAAA! – e começou a correr, em direção a Zabini. Ao invés de parar bem do lado do moreno, Pansy escapuliu para debaixo do balcão.
-O que foi?! – perguntou Zabini, também apavorado.
Harry correu o olhar para onde Pansy estava antes. Por cima do balcão, conseguiu distinguir dois pares de orelhas do lado de um pano.
-Monstro? – perguntou Harry. Não lembrava de ter mandado seu elfo doméstico voltar para as cozinhas.
-Não, Harry Potter! É Dolby! – e o elfo pulou por cima do balcão, parando na frente do grifinório.
-Dolby? Você conhece essa coisa? – perguntou Heine, olhando de Harry para Dolby.
-Dolby! – disse Sam, largando as louças e vindo em direção ao elfo.
-Senhorita Samuels! Quanto tempo! – reconheceu Dolby, confundindo Harry.
-Vocês se conhecem? –perguntou Harry, olhando de um para o outro.
-Claro! Quando os Malfoy costumavam passar as férias de verão no Brasil, Dolby ia junto! – falou Sam, os olhos brilhando.
-Ah. – falou Harry. Esquecera-se que Sam já namorara Draco Malfoy, quando ele ia para o Brasil. Por alguma razão, aquilo o incomodou profundamente.
-Depois que Dolby foi me visitar para contar que não servia mais aos Malfoy, me contou que conhecia você. – e sorriu.
-Dolby adorava quando Senhorita Samuels ia à casa de veraneio dos Malfoy. A pequena Sammy fazia Dolby rir. –disse Dolby, os olhos brilhando.
-É. Por causa desse elfo metido eu cai de vários telhados e fiquei várias vezes de castigo. –disse dando um soco no braço de Dolby.
-E Dolby a segurou todas às vezes antes de bater o chão e sempre a ajudou. –disse Dolby, com um sorriso largo no rosto.
-Se você acha que me ajudou fazendo eu escapar dos castigos e voltar a correr pelos telhados, você está muito enganado. –disse rindo.
Harry ainda estava confuso.
-Então, elfo, o que veio fazer aqui? –disse Sam, voltando a lavar a louça.
-Dolby pensou que Harry Potter precisaria de ajuda. E Dolby veio ajudar! –disse Dolby, os pezinhos com meias diferentes se mexendo no balcão.
-Pensei que os elfos fossem proibidos de ajudar. –disse Harry, voltando à realidade.
-Não Dolby. Dolby recebe salário, férias e pode fazer o que quiser quando quiser, desde que não atrapalhe o trabalho de Dolby. Dolby também pode quebrar as regras, Harry Potter. –disse orgulhoso. Harry esperou o momento que Dolby se atiraria no chão e começaria a bater sua cabeça violentamente no balcão. Dolby fechou os olhos, fez uma careta e apertou as mãos no balcão.
-Elfo, você disse que pode ajudar? – perguntou Heine. Aparentemente, ela não tinha nada contra elfos.
-Dolby pode sim! –disse orgulhoso e voltando a abrir os olhos. Antes que Harry pudesse ter qualquer esperança, Dolby continuou. – Mas Dolby não pode quebrar uma regra. –disse sério.
-Qual? –perguntou Sam e Harry, juntos.
-Dolby não pode usar magia para as tarefas mais pesadas. – e olhou significantemente para as torres de louça que havia nos lados de Sam. Ela deixou os ombros caírem.
-Mas Dolby pode tentar...-disse com um tom de dúvida. Olhou para a torre menor de louças. Estalou o dedo polegar com o indicador.
A torre se mexeu perigosamente. Do nada, as louças daquela pilha começaram a se lavar sozinhas. Sam suspirou alegre. Olhou para Dolby para agradecer. Quando percebeu que o elfo estava segurando o balcão com a maior força que podia, Sam se assustou.
-Dolby...para! – disse, indo em direção ao elfo.
Segurou-o bem a tempo do elfo se jogar na direção da gaveta aberta de facas. Harry veio logo para ajudá-la. Heine fez menção de correr em direção a eles, mas estacou, assustada.
-Obrigado Harry Potter e Sammy. –disse Dolby, relaxando.
Harry e Sam o botaram seguramente de volta ao balcão.
-Cuidado Dolby. Você não devia ter feito aquilo. –disse Sam assustada. De algum modo, ela parecia estar presenciando um Dejá Vu, pela coloração que seus olhos tomaram (castanho escuro, a cor que ficava quando Sam se lembrava de algo importante) e pelo sorriso que tomara seus lábios.
-Obrigada Senhorita Sammy e Harry Potter. – repetiu o elfo.
-Dolby, vá descansar. Pra começo de conversa, você nem devia estar aqui. – falou Harry.
-Dolby queria ajudar. –disse voltando a balançar seus pés.
-Dolby, vá pra onde os outros elfos estão, por favor –disse Harry, olhando para Dolby.
Dolby sorriu em agradecimento e estalou os olhos, desaparecendo na frente de Harry e Samantha.
-Aquela...coisa monstruosa, já foi embora? – perguntou Pansy saindo de baixo do balcão, um tempo depois.
-A única coisa monstruosa que estou vendo aqui é você, Pansy. – murmurou Heine, de um jeito que só Harry e Sam ouviram. Esconderam as risadas.
-Já. –disse Zabini. Estava na mesma posição de quando Dolby apareceu.
Sam se virou para a torre intimidadora de louças que parecia ter triplicado enquanto não estava lavando. Fez uma careta e voltou ao trabalho. Harry pousou a mão em seu ombro, consolando-a.
-Um dia a gente termina. –disse Harry, pegando o pano de louça do balcão e se virando para a pilha que secava.
-Um dia. – suspirou.
Em algum lugar na mesma cozinha, Pansy voltou a limpar o balcão que limpava desde o começo da detenção.
[=X=]
-Há! Ganhei de novo, Malfoy! – disse Gina, botando sua última carta na pilha do centro.
-O que você tem com vermelho? É a terceira vez que você ganha com essa cor! –disse Malfoy, bravo, jogando as quatro cartas que ainda segurava. Todas verdes, Gina notou.
-Se chama sorte, Malfoy. –disse Gina, pegando o baralho e embaralhando novamente. – Aceita mais uma partida?
-Não sei como seus pais não usam você para ganhar dinheiro. Até agora, você furtou todo o dinheiro que tinha comigo! –bufou.
-Epa, eu não furtei. Você é muito confiante em suas cartas. Você que está apostando tudo. Não é minha culpa. –disse Gina, entregando as cartas.
Draco viu sua mão de cartas e sorriu. Gina levantou uma sobrancelha e verificou a sua. Perfeito, pensou.
-O que aposta? – perguntou Draco, sorrindo.
-Cinco galeões que ganhei de você. E qual é a sua aposta?
Draco sorriu.
-Um equipamento trouxa. –e tirou do bolso de sua calça um pequeno objeto.
-Quem diria. Draco Malfoy, que se diz odiar os trouxas, joga uno, um jogo trouxa, e tem em seu bolso um Mp4. Tsc, tsc, Malfoy. –disse Gina balançando a cabeça.
-Para sua informação, quem criou essa engenhoca trouxa foi um bruxo sangue-puro. – e apontou o Mp4. – e o jogo foi primeiramente inventado por bruxos, mas os trouxas usam como sua invenção.
Gina revirou os olhos em reprovação. Draco olhou sem Mp4 por um momento e disse.
– Melhor não. Isso aqui é ótimo para não escutar Pansy falando. – e botou de volta o Mp4 dentro do bolso. Draco pensou um pouco. – Já sei.
Malfoy abriu o colarinho da camisa que usava. Gina empalideceu.
-Não! –disse tampando seus olhos. – Malfoy, seu pervertido!
-Weasley, eu não irei fazer nada com você. –disse Draco enojado. Negou que quaisquer pensamento voasse por sua cabeça ou que sua imaginação tentasse fazer uma imagem de Gina...Não. Balançou a cabeça para afastar um mínimo pensamento.
Weasley ainda tampava os olhos, indecisa.
-Eu só vou pegar isto. –e apontou para uma correntinha presa em seu pescoço.
Gina, a contragosto, tirou a mão de seus olhos para encarar Malfoy tirando a correntinha de seu pescoço e botando do lado da pilha de cartas no centro. Na correntinha, havia um pingente em forma de círculo.
-É de ouro. –disse Draco, dando de ombros.
Começaram a partida. Durou cinco dolorosos minutos. Só para Malfoy.
-Como é possível? Você ganhou quatro vezes seguidas! –disse Malfoy tacando as duas cartas azuis no ar.
-E desta vez não foi com vermelho. – sorriu olhando a carta amarela em cima do baralho.
Draco bufou e guardou as cartas.
-Toma, pode ficar com essa correntinha. – Gina estendeu a corrente para Draco.
-Não, é sua. –disse Draco se encostando novamente na parede.
Gina continuou com o braço erguido. Draco a encarou até que ela recolhesse o braço, timidamente. Gina guardou no bolso do casaco que usava a pequena fortuna que acabara de ganhar.
-Quer que eu bote a corrente para você? – perguntou Draco, após alguns segundos. Gina só guardou o dinheiro ganho. A correntinha ficara em sua mão, enquanto Gina a examinava.
-Não tem nenhuma bomba escondia, sabe. –disse Draco, fitando-a.
-O que está escrito? –perguntou Gina, ainda examinando o pingente.
- "Hei, hei hei, Chuck Norris é nosso rei" –disse Draco.
Gina o olhou, incrédula.
-Calma, Weasley, foi uma brincadeira. –disse Draco, rindo.
Gina riu, timidamente.
-O que está escrito? – perguntou novamente.
-"Time isn't healing". É uma música. –e deu de ombros.
-Nunca ouvi falar. –disse Gina, olhando melhor a correntinha.
-E nunca ouviria. Eu que fiz essa música. –e deu de ombros mais uma vez.
-Você escreve músicas? Desde quando você é um produtor musical? –perguntou Gina, fitando o loiro achando graça.
-Sabe, escrever músicas é uma coisa que faço quando tenho insônia. E eu gravei também. – Draco tirou do bolso seu Mp4, ligou e jogou para Gina.
Gina botou os fones de ouvido. Uma música tocava. Gina ouviu a música e só identificou a música no refrão.
Cause Time Isn't Healing
Pretty sick of staring at my ceiling
And I, I can't help the way I fell about you...
O refrão repetiu e Gina tirou os fones de ouvido. Draco a fitava, esperando uma reação.
-Você canta bem. –e jogou o Mp4 de volta para Malfoy.
-Obrigado. –e guardou o aparelho.
Gina estudou novamente o pingente da correntinha e olhou para Malfoy.
-Quer ajuda para botar? – perguntou Draco, lendo os pensamentos de Gina.
-Por favor.
Gina se levantou e sentou-se de novo, do lado de Malfoy. Entregou a correntinha a ele e segurou o cabelo ruivo, mostrando o pescoço pálido para ele.
Draco passou a correntinha pelo pescoço delicado de Virgínia Weasley, sentindo o perfume que seu cabelo e pescoço passavam a ele.
"Draco Malfoy, controle-se!", gritou uma voz em sua cabeça.
Uma vontade louca de beijar o pescoço da grifinória o invadiu.
Balançou a cabeça para clarear os pensamentos.
Draco fechou a correntinha, encostando a mão fria no pescoço de Gina. Ela se arrepiou com a troca de temperaturas.
Ele ainda segurava a correntinha, quando Gina fez menção de baixar os cabelos, para voltar a esconder o pescoço.
Draco, sem saber o que ou quem o fizera fazer aquilo, encostou seus lábios do cheiroso pescoço de Virginia Weasley.
Gina se imobilizou.
"O que ele acha que está fazendo?!", berrou uma voz em sua mente.
Gina se negou a dar espaço à outra voz, a que dizia que ela devia se virar e beijar loucamente os lábios frios de Draco Malfoy.
"Droga. Eu já ouvi a outra voz", pensou.
Enquanto uma luta de vozes se instalava na mente de Gina, Draco beijou novamente o pescoço de Gina, mas desta vez, foi fazendo caminho para a orelha dela.
Gina continuava paralisada.
"O que eu faço?", perguntava a si mesma.
Draco chegou à orelha da ruiva, mordiscando o lóbulo da orelha. Gina congelou.
Com Gina congelada, uma luz maléfica se instalou na mente da grifinória. Maléfica para ela.
Virgínia foi se virando lentamente de encontro ao loiro. Pela segunda vez naquele dia, se fitaram profundamente.
Então, eles se agarraram.
Beijaram-se como se fosse a última coisa que fariam na vida. Como se o mundo fosse acabar logo quando o beijo terminasse. Beijaram-se como se dependessem daquilo para sobreviver, como se não tinham aquilo por muito tempo.
Beijaram-se com desejo.
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MJ ouve: Need - Hana Pestle. (essa música vicía)
HAHA. Eu adoro botar D/G desse jeito. É tão mara *-*
Iupe! Capítulo novo! AE :D
Eu demorei, eu sei. Era para eu ter postado antes de fevereiro, mas, (desta vez eu tenho uma desculpa plausível) eu terminei de escrever no Notebook da minha mãe, e aquela coisa estava com vírus, e como eu adotei a ideia de escrever pelo Pen Drive, eu botei vírus no coitado. E para não passar o maldito vírus para o Pc que eu uso (o notebook tava sem net) eu tive que esperar pacientemente a boa vontade de passar o Anti Virus chegar. O que demorou duas semanas. Desculpem.
Mas, outro fato por eu ter demorado, foi porque eu li todos os livros da saga Crepúsculo. Viciada completa agora *-* Já li todos mais de 2 vezes em um mês. HAHA.
Eu não sei se respondi as reviews do cap anterior pelo e-mail, então, eu vou responder por aqui também:
Loh Malfoy: Aquele tapa ainda vai ter o que falar! Nos próximos capítulos também ! Obrigada pela review! Continue acompanhando a fic! Beijo.
Hinata Weasley: Por causa do tapa ainda vai rolar muita água entre eles, e mais no próximo capítulo. Obrigada pela review, e continue lendo! Beijo.
Isabel Beckineem Lupin: Cara, eu AMEI sua review. Eu ganhei o dia com ela. Metade desse capítulo foi pela sua review. Me senti tão tão empolgada que escrevi um monte! Ah, e eu li sua fic! Favoritei ela *-* Muito obrigada pela review, mesmo! Continue acompanhando a fic! Beijos.
ivania dolores cuz bezerra: Eu sei que tem erros de português, mas é sem querer! Eu não vejo os erros, porque o texto já está gravado na minha cabeça, e passa despercebido. Mas eu tento ao máximo arrumar antes de postar. Sobre a ideia de ter posto a ideia da JK, era que desde quando eu pensei em escrever essa fic, minha ideia principal sempre foi acompanhar os fatos de Reliquias, para ficar caminhando junto, sabe? Mas eu não vou botar sempre, só vou para as pessoas se acharem no tempo. Obrigada pela review e continue lendo a fic! beijo.
- jaque masen lovegood : Esse capítulo tem MUITA D/G. Eu vo esculacha muito com o Zabini nessa fic! HAHA. Continue acompanhando a fic e obrigada pela review! beijo.
Well, é isso.
Espero que tenham gostado. Cap merece reviews? Por favor? Uma escritora com apoio dos fans sempre posta mais rápido, hein?
Muito Obrigada por lerem o capítulo!
Besos, MJ.
