Capitulo VIII

TOC-TOC.

- Diabos! – ouvi alguém resmungar, depois de um tempo, do outro lado – JÁ VAI! – barulho de passos, e coisas caindo. Mais palavrões, e a porta foi aberta. – Você, por acaso, tem relógio, deu grandessíssimo filho da... Pontas?

- Oi. – respondi, com um sorrisinho. Sirius me olhou.

- O que você faz na rua a essa hora? Já é tarde, cara...

- Eu... Acho que eu me perdi.

Ele me revirou de cima a baixo – como quem procura algo errado – e me puxou para dentro, fechando a porta.

- Você bebeu? – perguntou, preocupado.

- Posso ter parado em um ou dois bares, no caminho... AI! – quem foi o idiota que colocou essa mesa bem no meio da cozinha? – Ou talvez mais.

Sirius me olhou, por um momento, com os olhos arregalados. Depois, puxou uma cadeira para mim e foi até a entrada dos quartos esmurrar a porta de Remus.

Como não tinha mais nada pra fazer, fiquei observando a cozinha; enquanto Sirius chutava, socava e tentava arrombar a porta do quarto de Remus. Ele tem sono pesado, sabe?

Olha só quantos temperos, quanta viadagem!! Essa cozinha 'tá bem equipada, hã? No meu tempo a gente tinha só a geladeira, duas panelas e um balcãozinho... Tudo bem que a gente nunca comia em casa, mas podia tentar fazer uma média, né?

- Anda, Aluado! – ouvi Sirius gritar, já escorado na parede, quase sem esperanças.

Um, dois, três Hipogrifos; quatro, cinco, seis Hipogrifos; sete, oito, nove Hipogrifos; dez numa grande jaula...

- FINALMENTE! – Sirius gritou, e eu me virei rapidamente para ele, quase caindo da cadeira.

- O que houve, cara? – um sonolento Remus pôs a cabeça para fora do quarto, depois os braços, e o resto do corpo. Vestiu uma camiseta branca, e tentou arrumar os cabelos desalinhados.

Sirius não disse nada, apenas apontou para mim.

- Céus!! – foi tudo o que Remus conseguiu dizer.

Se você for parar pra analisar, eu não estou numa das minhas melhores aparências, de fato. Calça social preta, camisa também preta aberta, capa do avesso, e eu realmente acho que perdi minha carteira. Ok, ok. Eu estou deprimente, mas também não é pra tanto, né!

Eles me puxaram pelo braço, e fomos nos sentar na sala.

- Tudo bem, pode contar.

- Contar o quê? – perguntei, brincando com um enfeite de cristal, que Remus retirou da minha mão no segundo seguinte.

- O motivo de você ter aparecido na minha casa às... – Sirius fitou o relógio na parede – Quatro da manhã, bêbado, no meio da semana... ?

Quatro da manhã?

- Puxa, eu não fazia idéia de que era tão tarde! Desculpem, caras. – me levantei para ir embora, mas Remus me impediu.

- Não... Não tem... Problema. – ele disse, entre um bocejo e outro.

- Mas o que houve?

- O que houve? Ahh...- merda. Já tinha até me esquecido disso. – A Lily... Ela foi embora. Definitivamente.

Eles se entreolharam.

- James... – Remus disse, cauteloso – Você sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso ia acontecer.

- Não sabia não! Ela ia voltar... – falei, meio atrapalhado – A gente ia casar, e ter um monte de filhinhos... Nós até compramos um gato juntos!

Eles se olharam mais uma vez.

- Quanto você bebeu? – Sirius perguntou.

- Eu... Eu não sei... – parei pra contar – Deixa eu ver... Tudo que eu tinha em casa, depois fui no Tom, no Três Vassouras... Naquele café cheio de pom-ponzinhos... Ah, não sei!

- Ok. Aluado, vá se arrumar, enquanto eu tento falar com o Pete. – Sirius disse – Precisamos de bastante álcool.

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Quando chegamos ao Caldeirão Furado, eu já estava mais bem-apresentável. Quer dizer, a capa estava do lado certo, pelo menos.

Entramos, e Peter já estava lá, sentado junto ao balcão. Ele nos viu, e abriu um sorriso.

- Pontas!

- Rabicho, quanto tempo! – cumprimentei-o, e sentamos ao seu lado. – Tom! – chamei o dono do bar.

- James, como vai? – ele perguntou – Você já veio aqui, hoje, não veio?

- Pois é... Eu...

- A noite é uma criança, Tom! Então desce aí uma rodada de Firewhisky! – Sirius cortou, batendo as palmas das mãos no balcão.

- Como quiser, Sirius... – Tom disse, sorrindo.

Ficamos ali, bebendo, conversando e rindo.

- Lembra aquela vez que a gente inflou a cabeça do Aubrey, no Sexto Ano? (N/A – roubei da Thatty, na cara dura. E sem pedir, ainda, mas agradeço mesmo assim: obrigada, amor!) – perguntei, rindo muito ao visualizar a cena na minha mente.

Todos riram, e Peter até derrubou seu copo, pedindo outro em seguida.

- Eu lembro é da detenção que nós dois pegamos, isso sim. – Sirius respondeu, entre o sério e o risonho.

- Mas não se esqueça NUNCA de que a idéia foi sua! – retruquei, alteando as sobrancelhas – Eu fui apenas o executor.

- Como sempre. – Remus falou, entre risadas.

- Ah, Aluadinho, assim você me ofende! – fiz bico, teatralmente – Eu era um colaborador e tanto, se você quer saber!

- Mas os planos eram sempre do Sirius. – ele tornou, bebendo um gole de whisky. – Os que não funcionavam, pelo menos.

Nova explosão de risadas. A essa hora, já tínhamos a companhia de Tom, de alguns conhecidos do trabalho e do tempo de escola, e de outras pessoas que eu nunca vi na vida. O dia já ia clareando, mas continuávamos nos divertindo. Até que Bellatrix Black apareceu.

Ela não é realmente bonita, e deve ser uns cinco anos mais velha que a gente, ou mais. Mas tem um corpo de dar inveja, e o dom de deixar o Sirius completamente louco.

Veio andando sinuosamente – como uma gata – até onde estávamos, trajando um vestido preto muito curto, com um sorriso malicioso estampado no rosto.

- Meu caro primo, que gosto em vê-lo... – ela murmurou, recostando-se ao balcão.

- Bella, que surpresa! – Sirius disse, não sinceramente surpreso. Ela sempre aparece "sem querer" quando a gente 'tá aqui. – A que devo a honra de sua presença tão cedo, ou tão tarde?

Ela ajeitou os cabelos, e sorriu.

- Eu moro aqui ao lado, você sabe; e não pude dormir a noite inteira...

- Verdade? – ele perguntou, já começando a se interessar.

- Verdade... – ela se sentou no balcão, sob o olhar desaprovador de Tom – Fadas-mordentes nas cortinas; um horror... Então estive pensando... Será que você poderia ir dar uma olhada pra mim?

Ele pareceu pensar.

- Seu futuro marido tem medo de Fadas-mordentes, por acaso? – todos rimos, mas ela não se abalou.

- Rodolphus não está. Viagem de... Negócios. – desceu do balcão, e ajeitou o vestido. – E então... ?

- Eu trabalho em três horas.

- Dá tempo e sobra para outras coisas, ainda... – ela respondeu e saiu, puxando-o pelo braço.

- Nos vemos no Ministério, cara. – Sirius disse, com um sorriso bobo no rosto.

Quando já estavam na porta, Bellatrix se voltou para mim.

- A propósito, Potter... Como vai a Evans? – deu uma risadinha – Oops; acho que vou ter de perguntar à outra pessoa, não é? Gideon Prewett, quem sabe... ?

Obrigado, Bella. O sol ainda nem apareceu, e você já conseguiu estragar o meu dia.

Sorri.

- Eu, de fato, não sei. Mas eu vou bem, obrigado por perguntar.

Ela pareceu irritada com a minha não-demonstração de tristeza. Revirou os olhos e saiu, carregando meu amigo consigo.

Assim que Bellatrix e Sirius saíram, eu me despedacei.

- Droga. Droga... Droga... – eu resmunguei, deitando a cabeça sobre os braços, no balcão. – Merda. Que merda...

- Calma, Pontas. – Peter tentou me consolar, dando leves tapinhas nas minhas costas. – A Evans pode até estar acordando na cama no Prewett, a essa hora, mas ela ainda vai sentir sua falta; escreva o que eu digo.

- O QUÊ? – me endireitei, com os olhos faiscando.

- É verdaaade... Eu os vi saindo juntos do Ministério... – falou a loira fofoqueira da recepção – Os dois na beca, e tudo o mais...

- Na beca... ? O quê?

Ela abriu um sorriso debochado.

- Ah, você não sabia? – bateu de leve nos lábios – Eu e minha boca grande...

- É, mas agora você vai me contar tudo. – sibilei, segurando-a pelo braço.

- Tudo bem, nervosinho... – ela disse, e apoiou o queixo nas mãos quando a soltei. – Se eles estão tendo um casinho ou não, eu não sei... Mas ontem ela estava meio transtornada, você deve ter percebido. Enfim, ela pediu pra dar uma saída pra fazer sei-lá-o-quê, e, quando voltou, foi jantar com o Gideon. – explicou, feliz por me contar algo que eu não sabia, mesmo que não fosse uma notícia boa. – Eu acho. – acrescentou.

Levei um certo tempo pra computar os fatos. Lily... Prewett... O QUÊ?

- Eu vou atrás dela! – me levantei. Não sei se era por causa da raiva ou da bebida – ou dos dois –, mas eu estava decidido a quebrar tudo.

- Ah, não vai não! – Remus me segurou – Olhe só pra você! Não pode aparecer na frente da Lily desse jeito.

- Vem, vamos para a sua casa. – Peter disse, pagando a conta e me conduzindo até a saída.

- Isso. – Remus acrescentou, juntando-se a nós. – Você toma um banho e a gente sai pra comer alguma coisa, tomar um café e curar esse porre, o que acha? – perguntou, rindo.

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Já em casa, tomei um bom banho, alimentei meu gato, e nós saímos à procura de uma cafeteria decente, porque a do outro lado da rua... ¬¬'

Acabamos parando no mesmo café que cura todas as nossas ressacas, perto da casa da Anny e do Caldeirão Furado.

Qual não foi a nossa surpresa ao encontrarmos lá, ninguém mais, ninguém menos, que Sirius Black, tomando café... Sozinho. Quer dizer, há menos de uma hora ele tinha ido com a Black para um apartamento vazio, e agora toma café sozinho?

- Fala, Almofadinhas! – cumprimentei-o com um tapinha amigável no ombro – Você foi meio rápido dessa vez, não?

Ele ergueu os olhos de sua xícara; e me fitou, sério e deprimido ao mesmo tempo.

- Eu não quero falar sobre isso.

Peter prendeu o riso.

- Não me diga que o problema dela era realmente com Fadas-mordentes? – perguntou, divertido.

- Não. – ele disse, meneando a cabeça. – Quem teve um problema fui eu.

Depois dessa, nem Remus conseguiu ficar sério. E, quanto mais o Sirius ficava irritado, menos dava pra parar de rir.

- Será que dá pra vocês pararem? – ele rosnou – Não é engraçado.

- Hahahahaha... Ah... Não me diga que... Hahahahaha... Ahhh, cara... Não... – eu tentava dizer alguma coisa, mas não conseguia parar de rir – Quer dizer, então, que... Hahahahahaha...

- Não entendo por que vocês estão rindo tanto, se eu não contei nenhuma piada. – ele fechou a cara, e cruzou os braços – Já disse que não é engraçado, é trágico. PAREM DE RIR!

Sim, estávamos sendo cruéis. Mas não era de propósito, eu juro. Acontece que Sirius é tão seguro de si que jurava que nunca ia ter esse tipo de... Problema. E é simplesmente inevitável rir da desgraça alheia, numa situação como essa.

- Olha, cara – Remus disse, depois de pedir café para todos nós, já mais sério – Já ouvi dizerem que bebida serve para desinibir as pessoas; que ajuda no relacionamento, mas... HAHAHAHHAHA... Nunca... Hahahahahaha, ai, desculpa, Sirius... Hahahahaha...

- Cara, eu simplesmente não entendo! – Sirius resmungava, desconsolado – Era a Bella! – Ele olhava para o teto, como se estivesse falando com uma entidade superior – E isso nunca, NUNCA tinha acontecido! Nunca tinha acontecido... Com ninguém... Ainda mais com a Bella! Nunca.

- Nunca o quê, Sirius? – Anya surgiu na porta, linda e bem humorada.

- Ahh – comecei, rindo – O garanhão aqui acaba de br...

- Pontas! – Sirius gritou, e tapou minha boca com uma mão. Com a outra, me empurrou a xícara dele – Toma isso e não diz besteiras.

- Nossa, o que houve com você? – ela perguntou, ao sentar-se conosco.

- Bebedeira das fortes. – Sirius explicou, ainda emburrado – Todos eles. Não estão dizendo coisa com coisa desde que chegaram aqui.

- Que eles estão bêbados é visível. – Anya riu, olhando para a gente. Tudo bem, estamos mesmo com cara de lesados, eu sei. – O que me preocupa é você estar estranhamente sóbrio...

Peter voltou a rir.

- Ele deve estar tomando café desde que...

- Ôôôô, moça! – Sirius chamou, tentando sobrepor sua voz à de Peter – Esse café ainda vai demorar muito?

- Não senhor, já estou indo. – disse a garçonete, meneando a cabeça, enquanto ajeitava três xícaras fumegantes numa bandeja.

Ficamos um tempo em silêncio (com Remus, Peter e eu segurando o riso), até sermos servidos.

- Aqui está – a atendente foi nos entregando as xícaras, um a um, e depois voltou-se para Anya – Deseja alguma coisa, senhorita?

- Um café, também, por favor. – ela pediu, educadamente.

Depois que foi atendida e recebeu seu café, Anya nos analisou cautelosamente.

- Tudo bem. Quem vai me explicar o que vocês fazem aqui à essa hora da manhã? Vocês só vêm aqui quando estão de porre; mas, no meio da semana?

- Pra curtir a vida não tem dia certo, meu amor! – eu disse, e ela revirou os olhos. Por que eu lembrei da Lily, agora?

- Tudo bem, James, tome seu café e fique quietinho, sim? – hey! ¬¬' – O que houve, Sirius?

- James estava deprimido, e queríamos animá-lo – ele deu uma risada – acho que acabamos muito animados, e agora precisamos de café...

- Vocês viraram a noite? – ele assentiu – Pra beber? – mais uma confirmação – E NÃO ME CHAMARAM?

- Desculpe, Anny, esquecemos. – Remus se desculpou.

- Ah, está ajudando muito, mesmo, Remmie... Bom saber que vocês me esquecem com essa facilidade! – ela fez bico.

- Não fique assim, Ann... – beijei-lhe a face – Você continua sendo nossa loura preferida, certo, caras?

- Claro! – eles concordaram.

Anya murmurou alguma coisa no ouvido de Sirius, que eu não pude ouvir, apontando para mim.

- Eu sinceramente, 'tô tentando descobrir até agora... – ele respondeu, meneando a cabeça, um tanto preocupado. – Os outros não estão assim, e James nunca foi fraco pra bebidas...

- Ai, céus, 'tô vendo que hoje ele acaba sendo demitido... – ela disse, também meneando a cabeça – Vamos, gente, hora de trabalhar!

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Aparatamos no Ministério e ficamos ali, parados, no Hall de Entrada. Depois do que me pareceu horas, eu já estava ficando impaciente.

- Por que a gente 'tá parado aqui, mesmo? – perguntei, limpando os óculos.

Anya respirou fundo duas vezes, e voltou-se para mim.

- Tudo bem, James – apontou para o elevador – Você vai direto para a nossa sala, e não fala com ninguém, ok?

Hã?

- Hã?

- É. A nossa sala; você sabe onde fica?

?

- Anya, por favor! – bufei – Eu sei quem sou, sei onde a gente está, consigo andar, falar... 'Tô meio lesado, mas não drogado, nem desmemoriado, viu?

Ela me olhou com alívio, e me empurrou até o elevador.

- Só... Só faça o que eu pedi, sim? – revirei os olhos – Por favor? – droga, eu odeio essa cara de gato sem dono que ela faz.

Ir direto para a minha sala. Não falar com ninguém.

Pelo visto vai ser um loooongo dia...

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N/A - E aí, pessoal, como vão vocês? Tão bem quanto eu, espero...

Enfim, sem muito o que falar, hoje...

Só que a Thatty fofa e amada fez uma comunidade pra mim, eu eu tô divulgando pq quero ficar super³ famosa! iUHiuahOAIHuahHA Brincadeira. A parte de ficar famosa, nao da comunidade, isso é verdade. Chama "Fic's da Jehssik", e a Thatty me deixou tão feliz quando fez quanto vcs vão me deixar quando entrarem (olhos brilhando) Vou colocar o link no meu perfil (se o site colaborar, é claro)

Só isso, então... Adios amigos.