Mentiras (sexo & safadezas)
Capítulo OITO: "Draco pensa sobre Ginevra"
Eu nunca te levei pra cama. Você sabe disso, não é algo que você não possa saber ou possa passar desapercebido por você.
Eu me lembro do seu olhar censurando meu simples gesto de levantar um pouco sua blusa quando nós estávamos na habitual Sala Precisa.
"O que é isso, Draco?"
"Isso se chama beijo."
"Eu não sabia que pra beijar é preciso usar mãos."
"E não precisa." – tento reaproxima-la, mas você escapa. – "Ok, desculpa!"
"Não é uma questão de desculpar, Draco."
Grifinórios são puritanos demais. Se fosse uma das garotas sonserinas elas ficariam muito alegres com a situação.
"É uma questão de sentir." – você continuou sussurrando.
E eu senti. Bem, na verdade eu venho sentindo desde então.
O que eu senti com suas palavras foi afeto. Minha mãe costumava me dizer que talvez eu nunca sentiria afeto por ninguém além dela e do meu pai, mas ela está errada, pequena.
Porque eu sinto afeto por você.
Foi como se fosse um clarão. Talvez eu esteja mesmo apaixonado por você. Eu comecei a fazer suposições estranhas dentro do lago.
Eu olho você e sinto que o meu mundo está bem do jeito que está, mesmo com um calor de quarenta graus. Ou um frio de quarenta graus negativos.
Eu olho e vejo algo relativo a um futuro, mas dessa vez eu não vejo uma estrada com tijolos dourados e sim meia dúzia de cabeças ruivas e platinadas.
Eu olho pra você e não me canso de contar suas sardas nem de olhar o seu cabelo vermelho ondular com o vento.
É estranho pensar nisso pelado. É estranho estar pelado e pensar nisso.
De qualquer forma é só você. É bem mais simples do que essas suposições.
