As revelações começam, este é o capitulo mais longo da fic,

Se me mandarem dez comentários eu talvez poste o capitulo seguinte ainda hoje.

Capítulo oito

O estridente ruído do telefone despertou Bella no dia seguinte. Em seus sonhos, usava um precioso vestido de noite e caminhava por uma campina verde... para o Edward, que nunca tinha parecido mais uma estrela de cinema. Então, de repente, o sonho se convertia em um pesadelo porque Edward se cansava de esperar e desaparecia. Embora tentava freneticamente chegar a ele, Edward se afastava cada vez mais. Pesavam-lhe as pernas, não podia aproximar-se...

Bella se incorporou na cama de um salto, murmurando seu nome.

Quando atendeu o telefone, estava convencida de que era ele e não pôde evitar um suspiro de desilusão quando descobriu que era Vanessa.

Sua amiga estava tão emocionada, que Bella demorou um momento em entender do que estava falando. Uma famosa desenhista londrina tinha visto o artigo no que apareciam suas bolsas e estava impressionada. Queria conhecê-la imediatamente.

Bella chamou o número que lhe deu sua amiga e marcou com a desenhista essa mesma tarde. Contente, saltou da cama, fez a mala e chamou um táxi para que a levasse a estação. A relaxante estadia no campo tinha durado só quarenta e oito horas, mas dava igual, estava muito emocionada com a notícia de que suas bolsas tinham chamado a atenção de uma desenhista tão

prestigiosa.

Antes de fechar a casa, um mensageiro lhe levou um telefone celular, cortesia do Edward.

Era de sua cor favorita, lilás, um último modelo. Não deveria aceitá-lo, pensou... mas possivelmente lhe faria falta em caso de emergência. Ao fim e ao cabo, estava grávida e, se ficava de parto antes de tempo...

Estabelecer uma relação amistosa, ou algo assim, com o Edward era a melhor opção.

Depois de tudo, iriam ter um filho. Embora a tranqüilidade que tinha conseguido indo ao campo tinha ficado destroçada com sua aparição, como sempre. Tinha que aprender a viver sem ele de uma vez por todas, disse-se. E essa entrevista com a desenhista poderia ser justo o que necessitava para concentrar-se em algo que não fosse o magnata grego.

Seu novo telefone soou nesse momento.

— Sim?

— Sou eu —disse Edward. Quem se não ele ia chamar a esse número? — Esta tarde tenho uma reunião familiar, mas eu gostaria de ver-te amanhã.

Bella respirou profundamente.

— Para que?

— Quero te pedir conselho sobre uma casa que vou comprar. Eu gostaria que viesse a vê-la comigo.

Edward queria seu conselho? Isso sim que era novo. Um conselho sobre uma casa que ia comprar? Pensaria mudar-se? E por que pedia conselho precisamente a ela?, perguntou-se, atônita.

Mas decidiu lhe dar uma oportunidade.

— Com que direito levou Emmet ao Royce e Jason a casa de sua mãe? — murmurou Rosalie pela enésima vez.

— Está muito desgostosa. Ao melhor seu marido pensou que lhe fazia um favor. Emmet estava acostumado a levar aos meninos a casa de sua avó com o consentimento de sua irmã. Nessa ocasião, entretanto, Rosalie estava fazendo um drama. Embora Edward levava com ela quase uma hora, seguia sem entender por que Emmet tinha desaparecido. Rosalie estava tão histérica

quando chegou que tinha demorado um momento em acalmá-la.

— Quer me dizer por que partiu seu marido?

— Não sei por que! —respondeu ela, petulante.

— Tem que haver uma razão. Por que tem medo de que tenha levado aos meninos para sempre?

— Talvez está aborrecido de mim... talvez conheceu a outra mulher. Poderia estar inventando mentiras sobre mim para ficar com a custódia de meus filhos! —exclamou ela, olhando o de relance para ver como reagia.

— Que mentiras poderia inventar?

— Emmet teve a cara de pau de dizer que sou uma má mãe porque deixo aos meninos com a babá.

— E é assim?

— Só foram um par de fins de semana... e um dia que fui a Paris.

— Não poderia ter levado aos meninos contigo?

— Só tenho vinte e cinco anos, Edward. Tenho direito a viver um pouco, não?

— E tem uma vida maravilhosa. Por que não me diz qual é a razão para que seu marido se foi?

Rosalie sacudiu a cabeça.

— Não quero que me jogue um sermão.

— Não o farei.

— Muito bem... tive uma aventura.

Atônito por aquela admissão, Edward apertou os lábios.

— Está apaixonada por esse homem?

Rosalie levantou os olhos ao céu.

— Só foi uma aventura. Não posso acreditar que Emmet lhe dê tanta importância. Como se fosse normal romper um matrimônio por uma coisa assim.

— Eu o faria se fosse minha esposa —disse Edward então.

— Você é grego, assim não conta. Já sei que está zangado comigo, mas necessito que convença ao Emmet... Ele te respeita muito, Edward.

— Quanto durou essa aventura?

Sua irmã afastou o olhar.

— Suponho que é melhor que eu lhe conte... porque se não o fará meu marido. Houve mais de uma.

Edward a olhou, sem poder dissimular o desdém.

— Eu não posso evitar que os homens me achem irresistível —tentou defender-se Rosalie.

Sua vaidade, inclusive a risco de perder a seu marido, era ofensiva. Edward se deu conta então de que sua inocente irmã pequena, converteu-se em uma mulher adulta... e não gostava muito dessa mulher.

— A noite que fez a festa... — começou a dizer, quando uma dúvida apareceu em seu cérebro. — Disse que tinha visto o Bella com o Seth Black. Era verdade?

Rosalie ficou vermelha.

— Não sei aonde quer chegar.

— Essa história sobre o Bella e Black era mentira, não? —tentou sorrir Edward, como sem lhe dar importância, embora por dentro estava furioso.

Ela o olhou, insegura, mas ao ver o sorriso caiu na armadilha.

— Como o adivinhaste?

Quando sua irmã lhe confirmou que o beijo entre o Seth e Bella era uma mentira, Edward teve que tragar saliva. Mil coisas davam voltas em sua cabeça...

— Por que o fez?

— Tinha que proteger a mim mesma. Pegou-me beijando a outro homem... e decidi desacreditá-la antes de que pudesse contar a ninguém —se encolheu Rosalie de ombros.

— Nunca lhe perdoarei —disse isso Edward com os dentes apertados.

Rosalie o olhou, perplexa.

— Enganaste-me! Isso não é justo!

— E você foi justa com o Bella?

— Não esperaria que me caísse bem, não? —espetou-lhe sua irmã. — Desde que conheceu o Isabella Swan, não tinha tempo para mim. Sempre estava com ela. Mas, quem era a tal Isabella? Uma vulgar rameira... não podia acreditar que houvesse a trazido para minha casa!

— Não te atreva a dizer isso dela, Rosalie. Não volte a fazê-lo.

Edward saiu da casa, mas não subiu à limusine. Queria caminhar um momento para esclarecer suas idéias. Nada podia desculpar o comportamento de sua irmã. Como tinha podido estar tão cego?

Rose sempre tinha necessitado ser o centro de atenção. Desde pequena tinha montado chiliques quando não se saía com a sua. Ultimamente, ele mesmo começava a fartar-se de suas exigências...

Naturalmente, ele tinha querido estar com o Bella. Alguma vez se perguntou por que Rosalie tinha tão pouco interesse em sua vida privada; agora suspeitava que seu ressentimento tinha aumentado em proporção geométrica com a duração de sua relação com o Bella. Entretanto, não tinha intuído que lhe estava enganando, que tinha fabricado uma mentira para que rompesse com ela.

Era culpa dela que Bella se converteu na vítima inocente de sua maldade. Como ia compensá-la? Como ia compensar ao Bella pelas coisas que lhe havia dito, por seu trato, por seu desprezo?

Como ela ia perdoá-lo?

Cinco minutos depois, chamou-a por telefone.

— Tenho que ver-te.

— Para que? —perguntou ela, surpreendida.

— Ocorreu algo importante e não quero esperar até manhã para lhe dizer isso. Admitiu Edward, procurando uma razão que pudesse convencê-la. — Olhe, eu gostaria que amanhã me acompanhasse a ver a casa da que te falei. Pode me acompanhar?

— Amanhã? Não sei...

— É tarde, Bella. Poderia dormir em minha casa esta noite... e sairíamos daqui a primeira hora.

— Dormir em sua casa, em seu famoso duplex?

— Por favor —lhe suplicou Edward.

Edward Cullen suplicando. Isso sim era novo.

— Muito bem. Nos veremos em sua casa dentro de uma hora.

— Enviarei um carro para te buscar.

Um criado a acompanhou pelo elegante corredor até um impressionante salão, onde Edward a esperava. Estava muito sério.

— O que ocorre?

Ele tomou sua mão.

— Tenho que te dizer algo.

— Muito bem —murmurou Bella, soltando-se sem brutalidade.

Não ia ser sua amante e estava claro que Edward não era amigo das mulheres, de modo que esses gestos já não tinham sentido. Era ela quem devia marcar as fronteiras de sua relação e estava disposta a fazê-lo.

Por isso não devia fixar-se no sexy que era a sombra de sua barba, nem na mandíbula quadrada que sempre lhe pareceu tão masculina, nem naqueles olhos que a tinham hipnotizado durante dois anos...

— Parece cansada —disse ele. — Sente-se, por favor.

— Estou mesmo, mas não importa. Já me acostumei —suspirou Bella, deixando cair no sofá. — O que queria me contar?

— Hoje tenho descoberto algo que me deixou perplexo —respondeu Edward, sentando-se a seu lado. — Como já sabe, Rosalie teve aventuras com outros homens...

— Sabe?

— Tenho descoberto esta noite. E também tenho descoberto que minha irmã mentiu ao dizer que te tinha visto com o Seth Black.

Bella fechou os olhos um momento. Se aquilo tivesse ocorrido uns meses antes... Mas ao fim o pesadelo tinha terminado, disse-se. Edward aceitava que não o tinha enganado com outro homem.

— Me alegro de que saiba.

— Eu gostaria de dizer que Rosalie lamenta muito o que aconteceu, mas não é verdade. Não sabia que minha irmã estivesse tão ressentida contigo.

— Pois devia estar —disse Bella, irônica. — Me chamou «puta» em sua festa.

Edward enterrou a cara entre as mãos.

— Por que não me contou isso?

— Para que? Contei-te que não tinha beijado ao Seth e não quis me acreditar.

— Pensei que conhecia bem a minha irmã, mas estava equivocado. Não via o que é na realidade, uma menina malcriada, egoísta e frívola —murmurou Edward. — Muito bem, admito-o.

Não queria ver o que tinha diante de meus olhos.

— Deveria ter acreditado em mim, deveria ter pensado que eu nunca te mentiria.

Ele assentiu com a cabeça.

— Tem razão. Deixei-me levar... Sinto muito não te haver acreditado, pethi mou. Não sei como me desculpar por tudo o que passou, por tudo o que te disse, por meu vergonhoso comportamento —admitiu então, com crua honestidade. — Mas estava tão furioso... como uns dias antes parecia insatisfeita com nossa relação, pensei que já não era feliz comigo e me convenci de que havia procurando consolo em outro homem.

— Não foi assim, mas me alegro de que, ao menos, tenhamos esclarecido isso. Agora sabe que nunca houve nada entre o Seth e eu.

— Não houve nada nessa noite — particularizou Edward. Queria averiguar se tinha havido algo entre eles. Tinha que fazê-lo. Embora não tinha direito a perguntar, era incapaz de resistir.

Bella deixou escapar um suspiro. Os beijos que tinha trocado com o Seth tinham sido beijos inocentes e, além disso, o que tivesse passado entre eles não era assunto dele. Não lhe tinha perguntado que classe de relação mantinha com a loira da revista, por exemplo. Embora tinha dado voltas e voltas na cama, torturando-se com a idéia de que ele se apaixonou por outra mulher.

Bella não respondia e Edward sentiu um beliscão no estômago. Sabia que não era razoável lhe pedir explicações, mas tinha esperado que, apesar das circunstâncias, seguisse amando-o, só a ele.

Mas seu silêncio dizia tudo. Deitou-se com o Black. É obvio que sim.

Edward tentou afastar essa idéia de sua mente. Ele era um homem pragmático. O que parecia, feito estava. Ofereceu a Bella um refresco e se serviu um copo de uísque... que tomou de um gole.

Embora era um homem pragmático, viu-se assaltado por outro pensamento desagradável:

Bella nunca lhe diria que Seth Black era mau na cama. Ela não era esse tipo de mulher. Nunca, nunca saberia se os tinha comparado e se tinha saído vitorioso dessa comparação.

— Acredito que o melhor seria esclarecer coisas de tudo —disse Bella então.

— Em que sentido?

— No que se refere ao Seth.

Edward ficou imóvel. Bella era tão honesta, que estava disposta a contar-lhe tudo. Ele queria saber, mas temia que os detalhe fossem uma tortura.

— Bella...

— Não, me deixe dizer o que quero dizer — o interrompeu ela. — Seth foi muito bom comigo. Quero que entenda que é uma pessoa estupenda, muito melhor do que as pessoas pensam.

Se o conhecesse, cairia-te bem, estou certa disso.

Edward se serviu outro copo de uísque. Embora teria que beber a garrafa inteira para poder suportar aquela tortura. Bella queria que conhecesse melhor ao Black. Em seu mundo de ilusão, certamente todos estavam destinados a ser amigos. Mas havia um problema: ele não podia pensar no Seth como um amigo... justamente o contrário, quando pensava nele o único que desejava era apagá-lo da face da terra.

— Seth foi um amigo estupendo para mim.

— Me alegro —murmurou ele sem olhá-la.

— E vamos seguir sendo amigos.

Edward se encolheu de ombros, como se não lhe importasse. O que outra coisa podia fazer?

Bella esperava um filho dele e ele a tinha tratado de uma forma vergonhosa. Essa era sua penitência. Se lhe dissesse que sim a tudo, certamente poderiam retomar sua relação. Isso era o que queria.

— Por que não...?

Bella se perguntou por que parecia tão tenso. E por que tinha tomado dois copos de uísque quando ele não estava acostumado a beber.

Mas estava tão cansada que não pôde dissimular um bocejo.

— Quer que te acompanhe a sua habitação?

— Sim, por favor, estou muito cansada... Espera, ainda não me falaste da casa.

— Contarei-lhe isso amanhã.

— Ah, por certo, não te contei que me têm descoberto no mundo da moda — sorriu Bella então. — Me reuni com Alice Brandon esta tarde e me ofereceu a possibilidade de desenhar bolsas para sua próxima coleção.

— Sério? Me alegro muito por ti.

Edward pensou na Alice Brandon. Em sua opinião, não era mais que uma excêntrica e, entretanto, era uma das desenhistas mais prestigiosas do país. Milionária, além disso. Bella tinha encontrado seu lugar, pensou. Alice Brandon estaria encantada com essas bolsas em forma de tomate. Sempre tinha temido que não tivesse êxito, que se encontrasse com o rechaço do mundo da moda. Mas não, Bella o tinha conseguido tudo por si mesmo.

— Bom, vou dormir, estou esgotada. Até amanhã.

Edward resistiu a tentação de tocá-la. Sabia que Bella não queria fazer amor com ele e, agora que tentavam ser amigos, seria melhor não pular as barreiras que ela mesma tinha imposto.

Mas ao dia seguinte, quando a tivesse pedido em casamento, quando lhe tivesse posto um anel de noivado no dedo... então não poderia resistir.

Embora ainda tinha que polir um par de detalhes.

Bella olhou o precioso quarto de hóspede. Por fim estava no famoso duplex do Edward Cullen. Tinha pulado uma barreira, pensou, irônica. Embora não devia esquecer que tinha estado do outro lado durante dois anos.

Desde que Edward a deixou, tinha aprendido muito. Ele sempre a tinha visto como sua amante e sempre a veria dessa forma. No momento, sua gravidez tinha conseguido que chegassem a um termo amistoso, mas as barreiras sempre seguiriam ali. De modo que, por mais apaixonada que tivesse estado daquele homem, devia ser sensata e manter as distâncias.

Quando Edward lhe havia dito que queria sua opinião sobre uma casa que ia comprar, Bella não soube o que pensar. Mas acreditou que se referia a uma casa em Londres, perto de seu escritório. Entretanto, à manhã seguinte descobriu que seu destino estava os subúrbios de Londres...

e que iriam em helicóptero. Surpreendida, e sempre otimista, Bella decidiu que lhe sentaria bem uma excursão.

Quando o helicóptero aterrissou no Knightmere Court, Edward estava convencido de que ia ganhar a batalha. Tinha eleito aquela dentre uma seleção de seis mansões com extenso terreno.

Knightmere tinha todas as características que tinha procurado e Bella olhava pela janela do helicóptero, atônita.

— É preciosa!

Edward lhe mostrou o cuidadoso jardim, rodeado por um muro de pedra, e o resto do terreno, em que, além de erva e árvores, havia um rebanho de ovelhas. Logo, chamou sua atenção sobre o lago e a torre do relógio. Tinha eleito um edifício histórico, magnífico.

— O imóvel é de um tamanho considerável. E, como vê, a paisagem é soberba.

Bella piscou, surpreendida. Edward nunca tinha mostrado o menor interesse pela vida no campo. Mas seu desinteresse incluía a vida na cidade também. Enquanto estivesse rodeado de luxos e comodidades, mostrava uma soberana indiferença por tudo. E, de repente, falava como se fosse um agente imobiliário.

Ao dar a volta à casa, Bella teve uma vista completa da magnífica estrutura.

— Que maravilha —murmurou, observando os pálidos tijolos e as antigas vidraças das janelas. — É incrível.

— No interior terá que usar a imaginação —disse Edward, saudando com a cabeça ao homem que lhes abria educadamente a porta. — A casa leva três anos desabitada, embora tenha sido reformada.

— A que família pertencia?

— A uma da zona, mas a última proprietária não teve filhos e decidiu vendê-la. Comprou-a um homem de negócios estrangeiro, mas como as reformas demoravam mais do que ele esperava, nunca viveu aqui. Por isso está à venda de novo.

— E não está muito longe de Londres para ti?

— Não, virei de helicóptero.

Bella o olhou, perplexa.

— Não é a classe de propriedade em que imaginava que poderia estar interessado. Pensei que quereria convertê-la em um hotel ou algo assim...

— Não.

— Pensa viver aqui?

— Seria uma casa de campo... passaria muito tempo aqui, sim —respondeu Edward. — Eu gosto dos espaços abertos.

— Pois aqui há muito disso —sorriu Bella. — É uma casa enorme. Quantos quartos tem?

— Mais de uma dúzia. Mas eu tenho uma família muito extensa. Quando vierem de visita, haverá lugar para todos.

Bella olhou a decoração do teto, a enorme chaminé de pedra, que tinha uma data do século XVI marcada. Era fascinante.

— É tão antiga... e, entretanto, conservaram-na muito bem.

Edward decidiu que o tinha conseguido; ela estava reagindo exatamente como esperava.

Bella explorou cada canto da casa, entusiasmada. Quando chegou aos banheiro, todos com antigas banheiras, ficou sem adjetivos.

— Acha que deveria comprá-la?

— Sim, certamente que sim. É fantástica.

Edward empurrou a porta de ferro que dava ao jardim.

— Fecha os olhos. Tenho uma surpresa para ti.

Bella fez um gesto de assombro, mas obedeceu, divertida. Quando voltou a abrir os olhos, viu uma carpa no meio do jardim. Sob a carpa, um elegante tapete persa coberta por almofadas de seda. A seu lado, uma cesta de vime com uma baixela de porcelana e taças de cristal francês... todo o necessário para um almoço no campo. Um almoço para os Cullen, naturalmente, tão perfeito em sua apresentação que tinha a sensação de estar nas páginas de uma revista.

— Que surpresa.

— Queria fazer algo especial para ti, pethi mou.

Nesse momento soou seu móvel. Era Seth.

— Olá, Seth —murmurou Bella, dando-a volta.

Chamava para lhe dar os parabéns pela oferta que lhe tinha feito Alice Brandon

— Muito obrigada. Posso te chamar mais tarde? Agora mesmo não posso falar.

Quando guardou o telefone, o silêncio de Edward estava carregado de hostilidade. Black tinha que chamar no pior momento. Ia ter que suportar ao ex namorado toda a vida? Mas se recordou a si mesmo que Bella era amável com todo mundo.

— Vamos comer —sugeriu entre dentes.

Bella tomou um suco de fruta e, enquanto comiam, contou-lhe como era Alice Brandon em pessoa, como era sua oficina e as ilusões que tinha posto nesse trabalho.

Depois, deitaram-se sobre o tapete para desfrutar da paz daquele maravilhoso jardim.

— Te aproxime um pouco mais —murmurou Edward, lhe oferecendo sua mão.

Um calafrio de desejo a percorreu. Era um desejo proibido mas, depois de um segundo de vacilação, Bella aceitou sua mão.

— Te case comigo e façamos de Knightmere nosso lar —disse Edward então, olhando-a nos olhos.