Eu me remexi na cama e esfreguei meus olhos, despertando com o bip chato do despertador, taquei minha mão nele, desligando-o, me revirei de novo e abracei minha coisa cheirosa e macia, ela suspirou baixinho e se aconchegou mais em mim. Minhas mãos desceram para sua bunda, acariciando uma banda.
Hum... ela ainda estava sem calcinha.
Sorri e deitei em cima do seu corpo, sabia que ela gostava de sentir meu peso.
Abri meus olhos, apenas para ver a onde a boca dela estava encaixando nossos lábios e nos beijamos como se não houvesse o amanhã, esse era o nosso modo de nos darmos bom dia sem nenhuma preocupação com mal hálito matinal.
Agradeci mentalmente, pela minha vida, por tudo que já passei e por ter essa mulher maravilhosa ao meu lado. Voltar para Seattle foi a melhor decisão que já tomamos. Ficar perto de nossos amigos, meus pais, Seth, Sue que agora estava namorando Henry um cara muito legal apesar de ele ter uma filha que era meia patricinha, chamada Leah, nos fez perceber o quanto sentíamos falta da cumplicidade que tínhamos.
Mas...
Tinha aquela parte que ninguém tocava no assunto, eles nos receberam de braços abertos e com sorrisos nos rostos. Eu sabia que um dia eu e Bella teríamos que conversar sobre o assunto, mas ainda o machucado em nosso peito não estava totalmente cicatrizado, ainda doía pensar...no que perdemos sem realmente tê-lo, tê-la.
Estava tudo guardado no porão da nossa nova casa, dentro de um baú que um dia teria que ser aberto. Não se pode fugir sempre dos fantasmas, onde quer que esteja eles sempre voltam. Mas encarar a nossa perda, falar sobre ela seria algo que para o futuro. Nosso lema voltou a ser o mesmo de quando eu estava doente. Viver o agora, não fazer planos para o futuro.
— Onde sua cabecinha está? — Ela perguntou ofegante, quebrando nosso beijo, percebendo que meus pensamentos estavam longe.
Eu sorri acariciando seu cabelo.
— Estava apenas imaginando se você se importaria de chegar ao trabalho um pouquinho mais tarde — eu disse com um sorriso maroto.
— Acho que Gianna pode lidar com mais um atraso meu — Gianna era sua assistente na editora de livros que Bella trabalhava, tinha orgulho da minha editora chefe de revisão geral.
— E eu acho que meus alunos do primeiro horário ficarão felizes com isso — respondi e meus lábios tomaram o seu mais uma vez.
(mini POV Bella)
Seus lábios descem pelo meu corpo até pararem na cicatriz que eu carregava comigo, ele se inclina e beija toda sua extensão é como se ele quisesse dizer a ela que sempre a amaremos e nunca esqueceremos dela.
Eu sorrio controlando minhas lágrimas, puxando sua cabeça.
— Eu te amo — digo intensamente antes de me perder no calor do seu corpo, nossos seus toque e beijos.
(Fim do mini POV Bella)
Seattle, 28 de abril de 2008
Minha tigresa,
Hoje foi um dia tão especial para a gente.
Seis anos de casamento, dá para acreditar que passou tão rápido?
Em tudo que já vivemos para chegar até aqui?
No dia maravilhoso que tivemos hoje?
E que vamos ter mais dias ainda, cada vez melhores e melhores que esse?
Eu te amo tanto, meu amor
Obrigado por esses seis maravilhosos anos de casamento.
Eu sei. Nós passamos por tantas coisas, mais o que importa é que estamos aqui juntos, unidos. Você é minha rocha, Bella. É em você que eu encontro forças para levantar e encarar mais um dia. É você que eu encontro forças para curar a dor que ainda sinto no meu coração, eu sei que você também ainda sente, mas se me perguntasse se eu mudaria alguma coisa do meu passado, a resposta é não, por que se eu mudar uma virgula se quer do que aconteceu nós não estaríamos aqui hoje, agora, talvez não viveríamos esse dia maravilhoso. Eu te amo, meu amor, e prometo que ano que vem o nosso aniversário de casamento vai ser ainda melhor.
Do seu, sempre seu e somente seu,
Fofinho.
Alguns dias depois eu iria fazer uma pequena apresentação beneficente em um instituto chamado, Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus.
Iria ser no pequeno auditório do instituto, estaria presente apenas alguns patrocinadores do instituto e as crianças órfãs que moravam ali.
Bella estava sentada na fila logo apos as das crianças, eles eram meio impacientes com esse tipo de músicas então tive que preparar umas músicas bem animadas para eles.
Sorri vendo eles se divertindo, meus olhos caíram em uma menininha, ela estava sentada na segunda fila das crianças Bella estava atrás dela, umas três cadeiras mais para a direita, a menina era a única que estava sentada das crianças, ela mantinha sua cabeça baixa. Não podia ver seu rosto, apenas seus cabelos pretos e lisos.
Fiquei curioso com a menininha não sei por que, quando terminei de tocar as crianças aplaudiram animadas, logo eles saíram correndo porque iria ter a distribuição de cachorro quente e refri, fui em direção a Bella beijando seu rosto.
— Você foi maravilhoso — Bella disse envolvendo suas mãos no meu pescoço e me dando um selinho.
— Sr. Cullen — alguém disse limpando sua garganta.
— Sim? — falei encarando a mulher na minha frente. Ela era baixa, loira e usava o uniforme do instituto — Eu sou Jane, será que você poderia me dar um autografo? — perguntou sorrindo, estendendo um caderno e uma caneta.
— Claro — eu disse, fazia muito tempo que alguém me pedia um autografo, depois que havia me mudado para Seattle as pessoas foram se esquecendo de mim, mas eu sempre fazia um concerto em Nova Iorque que ainda tinha alguns eventos que sempre eu era o primeiro a ser chamado.
Assinei rapidamente seu caderno, ela sorriu e agradeceu.
— Bom, pelo menos ela não ficou te olhando com um pedaço de carne — Bella disse sorrindo para mim.
— A qual só você sabe o quão deliciosa é — brinquei roçando meu nariz no dela.
— Deliciosa é? Não sei dessa parte não, mas talvez eu possa provar mais tarde — falou lambendo seus lábios, controlei o desejo que percorreu meu corpo.
— Pode deixar que refresco sua memória — falei beijando seus lábios — Mais tarde — prometi.
— Estarei aguardando ansiosamente — ela falou sorrindo e aprofundando o nosso beijo.
Separei-me dela quando ouvi um riso baixinho, nós olhamos para a menininha que eu encarava mais cedo, ela ainda estava sentada no mesmo banco e como Bella havia vindo ao meu encontro, nós estávamos parados bem na sua frente. Ela olhava para gente com um incrível sorriso no rosto, encarei seus olhos escuros como carvão e uma estranha e imediata afeição surgiu por aquela menininha.
— Hey.. — Bella disse sorrindo para a menininha, entrelaçando sua mão na minha — Porque você está aqui sozinha? — Bella perguntou se aproximando da menininha sentando na cadeira na sua frente e olhando para ela, a menina fez uma expressão triste e abaixou a cabeça.
Senti uma estranha necessidade de colocar ela em meus braços e dizer que tudo ficaria bem.
Sentei na cadeira ao lado de Bella, olhando para a menininha.
— Ei, não fique triste — eu disse esticando minha mão e acariciando seu cabelo suavemente — Você é tão bonita, menininhas assim só devem sorrir — eu falei fazendo ela me olhar.
Fiquei preocupado ao ver que seus olhos estavam úmidos de lágrimas, ela olhou de mim para Bella, antes de dar um longo suspiro.
— Eles não gostam de mim — ela confessou em um sussurro depois de algum tempo.
— Como alguém pode não gostar de uma menininha tão bonita como você? — Bella perguntou acariciando as bochechas rosadas da menina.
— É que eles nunca me chamam pla blicar com eles, porque eu sou dodói — a menina explicou.
— Oh — eu exclamei surpreso, o que será que ela poderia ter?
— Oh, você está sentindo alguma dor? — Bella perguntou parecendo preocupada.
— Lily, você ainda está aqui — Jane disse entrando no auditório.
A menina se encolheu um pouco.
— Espero que você não esteja atrapalhando o Sr. e a Sra. Cullen — ela disse de uma maneira meio brusca, se aproximando da gente.
— Ela não está nos incomodando — eu disse, não gostando do tom que ela usou com uma criança.
— Mesmo assim, peço desculpas. Vamos comer Lily — Jane disse educadamente comigo e Bella, mas voltou seu tom brusco a menina que fez que não com a cabeça — Ah, mas você vai querer sim, por bem ou por mal você vai comer — ela disse puxando a menina pela mão a fazendo ficar em pé.
A menina fez que não com a cabeça ficando imóvel em seu lugar, mas ela era tão pequena e magra que Jane a puxou com força pela mão que ela saiu do seu lugar.
— Se ela não quer ir você não pode obriga-la — Bella disse ficando de pé e encarando Jane ameaçadoramente.
— Mas ela tem que comer, Sra. Cullen — Jane disse sem graça.
— E você não sabe pedir isso a ela com educação? — minha esposa disse.
Ela agachou na frente de Lily.
— Você está com fome? — perguntou docemente a menina, afastando seu cabelo do rosto dela.
A menina assentiu, ainda assustada com Jane, olhando para Bella.
— Você quer que eu te leve para comer? — perguntou.
A menina assentiu de novo pegando na mão da minha esposa.
— Sra. Cullen, não precisa fazer isso — Jane disse.
— Pode deixar que nós vamos levar ela para comer — eu falei a Jane.
Estendi minha mão para Lily e ela pegou dando um pequeno sorriso para mim, caminhamos em silêncio até a onde eles estavam distribuindo o cachorro quentes e peguei um para Lily.
Sentamos com ela em um banquinho, perto do local que onde várias crianças comiam.
Ela deu algumas mordidas timidamente no cachorro quente, comendo lentamente.
— Está gostoso? — Bella perguntou sorrindo para ela.
A menina assentiu com a boca cheia.
— Você quer refri? — eu perguntei.
— Quelo — ela disse dando outra pequena mordida.
— Vou pegar para você — disse me levantando — Você também quer? — perguntei a Bella.
— Não, meu amor — ela falou olhando para mim rapidamente.
Sorri e fui pegar um copo de refrigerante para aquela linda menininha, quando estava voltando o diretor do Instituto me parou.
— Sr. Cullen — ele disse me cumprimentando educadamente.
— Olá, Sr. Greene — eu disse apertando sua mão rapidamente.
— Vejo que a Sra. Cullen está conversando com Lily — ele falou como alguém que não queria nada.
— Sim, ela é uma menina encantadora — eu disse dando um sorriso — Mas... desculpe perguntar isso, mas o que ela tem? Ela diz que é dodói... — eu perguntei curioso.
— Ela falou com o senhor? — ele perguntou parecendo surpreso.
— Sim, o que tem de mais nisso?
— Oh, não Sr. Cullen. Os pais de Lily morreram em um acidente de carro cerca de um ano atrás, ela tinha apenas três anos estava com a babá, não tinha nenhum parente próximo, então ela foi mandada para cá. Desde que chegou aqui, ela não falou uma palavra, tentamos levar ela ao psicólogo, ele tentou de tudo, mais ela também não falou, ele disse que tínhamos que esperar que ela falaria quando estivesse pronta.
— Mas ela falou comigo e Bella — eu disse surpreso.
— Muitos casais já quiseram adotar ela, mas desistiram quando ela não falava nada e escolhiam outras crianças. — ele falou de um jeito estranho — Acho que ela está voltando a falar, isso é bom, já estava na hora.
— Você não me disse o que ela tem — eu insisti curioso.
— Oh, Sr. Cullen nada muito grave, quer dizer, ela tem asma, a dela foi caracterizada como leve, mas se ela ficar muito agitada pode ter uma crise, por isso nós sempre temos que ficar de olho nela e como as crianças gostam muito de correr elas não tem muita paciência com Lily, já que quando ela corre muito sempre tem uma crise.
— Isso não tem um tratamento? — eu perguntei franzindo meu cenho.
— Oh, nós apenas usamos umas bombinhas e às vezes quando sobra um dinheiro extra compramos uns antibióticos que ela tem que tomar sempre.
— Mas ela não teria que usar eles diariamente?
— Sim, mas não temos receita para comprar sempre esses antibióticos, priorizamos materiais mais importantes.
Eu conti um rolar de olhos. Que materiais seria mais importante do que a saúde de uma criança?
Eu olhei para Bella que apenas olhava atentamente e sorria para a menina que comia. Ele pareceu que iria falar algo, mais uma das funcionárias nos interrompeu.
Enquanto caminhava em direção a elas e via um lindo sorriso surgir no rosto da minha esposa, eu sabia o que queria fazer.
— Aqui está Lily — eu disse entregando o refri para ela que me olhou com seus olhos pretos brilhantes.
— Obligada — ela falou sorrindo e eu sabia que me coração havia sido conquistado.
A semana que se passou foi normal, em partes. Nós sempre acordávamos cedo e ficávamos enrolando na cama, o sábado era um dia só nosso, às vezes íamos à clareira, outras ficávamos em casa mesmo namorando e conversando, aos domingos nós revezávamos, mais sempre passávamos na casa dos meus pais com todo mundo e algumas vezes íamos na casa de Sue também, mas ela muitas vezes também ia para a casa dos meus pais também. Henry era amigo de trabalho de meu pai há muitos anos e ele que havia apresentado Sue a Henry.
Durante a semana nós íamos trabalhar, sempre almoçávamos juntos, quando eu tinha algum horário livre eu ia visitar Lily no Instituto, brincava horas com ela de ler, colorir, Lily não falava muito, mas sempre que alguma frase saía de sua boca meu coração inflava de alegria como fazia também sempre que via um sorriso no rosto dela, e sempre quando ela me via e corria para os meus braços e me beijava no rosto, eu sabia que não havia mais volta.
Eu percebi isso, quando a menina teve uma crise na minha frente eu fique amedrontado que ela estivesse morrendo, não sabia o que fazer, mas felizmente eu agi rápido gritei por ajuda e logo uma funcionário chegava com a bombinha da menina, senti o quanto estava tenso somente quando a menina voltou a respirar normalmente.
Estava me sentido tão leve, como a muito não me sentia, desde... da nossa perda. Mas eu não aguentava mais esconder isso de Bella, eu queria Lily para mim, queria adota-la, queria ser um pai para ela, queria que ela fosse minha filha, mas eu estava com medo da reação de Bella a ela saber isso. Desde que saímos do Instituto naquela primeira vez, eu apenas contei para ela o que o diretor havia me dito e nunca mais havíamos tocado no assunto novamente.
Mas eu não aguentava mais de esconder isso dela.
Estávamos deitados no enorme sofá em formato de U bege e confortável que tínhamos na sala de televisão, nossos corpos estavam suados, momentaneamente saciados e ainda conectados. Ela estava deitada no meu corpo, eu acariciava suas costas e bunda nuas, suas pernas envolviam meu quadril, depois que chegamos ao êxtase nenhum de nós se mexeu não querendo quebrar nosso contato. Eu a havia tirado do quarto, por um motivo, mas ao chegar à sala não consegui me conter e fizemos amor mais uma vez, mas eu não aguentava mais esconder isso dela, tinha que falar e logo.
— Tigresa, não faz isso, eu realmente preciso te contar uma coisa — eu falei ainda com a respiração desregulada, quando ela começou a descer suas mãos para o ponto em que estávamos conectados.
— Eu também preciso — ela disse suspirando beijando meu pescoço apreensiva de repente — Mais... argh, eu não consigo manter minhas mãos longe de você — ela falou levantando seu tronco, deixando expostos seus lindos seios a mim, seus mamilos ainda estavam duros e a área ao redor estava um pouco vermelha dos meus chupões e mordidinhas que havia dado ali.
— Então, não que eu não goste de você assim, mas se você não sair do meu colo e vestir algo, não vou conseguir falar nada — eu disse sério, quando ela mexeu, sem querer, seu quadril contra o meu.
Ela deu um risinho e sentou ao meu lado vestindo minha blusa que estava no chão, eu me arrumei no sofá, pegando suas mãos nas minhas depois de vestir minha boxer.
— Você quer falar primeiro? — eu perguntei, limpando minha garganta.
— Pode falar você primeiro — ela falou pensando durante alguns segundos.
— Ok... Eu... — hesitei, não sabendo por onde começar — Bella, a verdade é que... eu...eu me apaixonei por outra garota — eu soltei a frase, sem pensar muito no sentindo dela.
Vi o sorriso fraco de Bella desaparecer completamente do seu rosto e ela ficar pálida, repassei minha frase mentalmente.
— Não, meu amor, não foi isso que eu quis dizer — disse rapidamente colocando o rosto dela entre minhas mãos — Você é a única mulher que tem meu coração — eu disse olhando para ela intensamente, vendo seus ombros relaxarem lentamente — Eu quis dizer que... É Lily, eu estou indo visitar ela sempre no instituto e ... nós brincamos... e ela me conquistou, Bella. Eu, eu não sei, mas aquele jeitinho dela, o seu sorriso, seu olhar...
Eu parei ouvindo o lindo som da risada da minha esposa, olhei em seus olhos e percebi que eles brilhavam de felicidade.
— Eu... eu também tenho visitado ela... — Bella disse — Era isso que eu queria te contar. Ela... ela.. também me tem Edward.
Nós nos olhamos durante alguns minutos, antes de nos abraçarmos com força. E sem precisarmos dizer as palavras nós sabíamos o que queríamos.
— Você acha que ela iria querer ficar com a gente? — eu perguntei separando só alguns centímetros dela.
— Eu não sei, acho que sim, espero que sim. Eu a quero Edward, eu não conseguia parar de pensar um momento nela, quando fomos embora aquele dia, na segunda eu não conseguia me concentrar no trabalho, parecia que estava faltando algo e depois do nosso almoço eu simplesmente tinha que vê-la e quando eu cheguei lá e ela me recebeu com aquele lindo sorriso e os olhinhos felizes eu sabia que estava perdida.
— Oh, Bella, eu sempre vou visita-la depois que acabava de dar minhas aulas e eu também me sentia assim. E tinha tanto medo de te contar e você não quiser isso, achar que não podíamos tomar conta de uma criança agora, eu sei que ainda dói muito pensarmos na nossa... Renesmee — foi a primeira vez que eu dizia o nome da nossa filha depois que tudo aconteceu e não foi como eu imaginei, ainda doía é claro, mas eu sentia que a ferida estava se cicatrizando e sabia que isso tinha um motivo — Eu não sei se você está preparada para enfrentar outra gestação e muito menos eu. É claro que eu quero, outros bebês, mas não agora e nós temos tanto amor para dar um ao outro porque não compartilhar isso com uma criança que precisa de um lar, de duas pessoas que a amem incondicionalmente, dar a uma criança todo o carinho, amor que ela necessita.
— Você quer adota-la? — Bella perguntou limpando uma lagrima da sua bochecha.
— Eu quero — disse convicto — Quero ser um pai para ela, quero dar todo amor que infelizmente, não podemos dar a nossa menina, eu quero isso, sinto que precisamos disso. Agora e você? Você sente que pode ama-la como uma mãe ama sua filha?
— Eu já sinto isso Edward — ela falou acariciando minha bochecha, seu rosto úmido de lagrimas — Eu quero também dar todo amor que tenho guardado dentro de mim, eu quero ela, eu quero ela com a gente, mas você acha que ela iria querer isso?
— Acho que teremos que perguntar isso a ela — eu disse com um sorriso beijando suas lágrimas.
Ligamos para Steven Diels que era um amigo de trabalho de Jasper, queríamos surpresa para a família. Pedimos que ele desse entrada com o que fosse preciso para adotar Lily.
Quando chegamos ao instituto fomos falar com Sr. Greene, por sorte ele havia tido um problema e ainda estava ali, já que era uma tarde de sábado.
— Sr. e Sra. Cullen. Estava me perguntando quando vocês iriam aparecer aqui novamente — ele disse com um sorriso indicando as duas cadeiras em sua frente para a gente sentar.
— Imagino que estejam aqui por causa de Lily — ele falou.
— Sim — eu confirmei.
— Queremos adota-la — Bella disse com um lindo sorriso no rosto, apertando minha mão entrelaçada a sua suavemente.
— Isso não é uma surpresa, quando vi vocês com Lily e a formam que olhavam para ela, sabia que vocês seriam pais perfeitos para ela, nunca vi ninguém com tanta paciência para brincar com ela como vocês têm e ela só fala com vocês é impressionante isso, se eu não tivesse visto e ouvido não teria acreditado. E se me desculpem a ousadia eu já tenho todos os papeis separados para a adoção, só faltava à confirmação e vocês vão entrar no processo.
Ele conversou rapidamente com a gente sobre isso, dizendo que demoraria cerca de seis meses para todo o processo estar concluído e Lily se tornar Lily Cullen.
— Nós podemos ver ela?
— Claro que sim — ele respondeu a minha esposa — Vou pedir para uma funcionária acompanha-los até ela.
Lily estava sentada em um banquinho sozinha, tinham varias crianças gritando e correndo enquanto brincava. Eu e Bella sentamos cada um do lado dela.
— Oi Lily — Bella disse sorrindo para ela, vendo de relance que ela desenhava — Tudo bem?
— Vocês vielam hoje — ela falou animada abraçando a gente, dei um beijo em sua pequena bochecha.
— Nós podemos conversar com você, princesa? — eu perguntei acariciando seus cabelos. Os olhos dela brilharam e ela assentiu. Nós andamos procurando um lugar mais calmo segurando a mão dela, eu em uma Bella em outra. Paramos de baixo de uma arvore Bella e nós nos sentamos lado a lado, com Lily sentada a nossa frente.
— Lily você sabe por que mora aqui? — eu comecei suavemente pegando em sua pequena mãozinha.
— Porque eu não tenho um papai nem uma mamãe — ela respondeu cabisbaixa.
— Hey, não fique triste, princesinha — eu falei levantando sua cabeça.
— Nós queremos mudar isso — Bella falou e eu percebi que ela estava com a voz embargada.
A menina olhou para a gente confusa, eu apertei suavemente a mão da minha esposa que estava entrelaçada na minha.
— Nós queremos ser seus pais, Lily — eu disse suavemente.
— E queremos que você seja nossa filha — Bella completou.
Lily olhava para a gente espantada, ela entendia o que a gente falava.
— Você n-não quer? — Bella perguntou percebendo que nossa menininha estava ainda paralisada e lágrimas escorriam dos seus olhos — Se você não quiser nós podemos continuar amigas e...
— Vocês quelem ser meus papais? — a menina perguntou, finalmente, sua voz era tão bonita.
Senti meus olhos marejados de felicidade.
— É tudo que mais queremos, Lily.
— Pala semple?
— Para sempre — Bella falou limpando as lágrimas da nossa princesinha — Você quer?
— Eu quelo — a menina disse abrindo um lindo sorriso e abraçando minha esposa.
Eu limpei minhas próprias lágrimas e me juntei as duas ao abraço, finalmente me sentia completo, a cicatriz quase se fechando agora.
Os dias se passaram demoradamente para mim e Bella, talvez fosse à ansiedade de querer nossa menina perto da gente finalmente. Nós tivemos que passar por avaliação psicológica e um processo enorme para finalmente podermos levar nossa menininha para casa, ela ainda era muito tímida para falar, mas pouco a pouco estava se abrindo para mim e Bella, não importava, tudo o que necessitávamos sempre víamos em seus olhos brilhantes, seu lindo sorriso, seus beijos e abraços, e seu pequeno choro sempre que íamos embora era quase impossível para eu ir Bella nos virar de costas e deixar nossa pequenina ali.
Finalmente três semanas se passaram e o juiz deu guarda provisória para gente, nós poderíamos ir busca-la definitivamente no sábado, mas ainda receberíamos algumas visitas surpresas de uma assistente social para tornar tudo definitivo.
Meus pais iriam dar um jantar na casa deles hoje, eu e Bella decidimos contar logo a noticia.
O jantar ocorreu bem, Sue e Seth estavam presentes também, Leah estava numa casa de uma amiga e Henry no hospital.
Emmett e Rosalie estavam estranhos, eles ficavam sempre se olhando e pareciam ansiosos e apreensivos com algo eu estava desconfiados da noticias deles.
— Digam de uma vez — eu falei a eles quando ninguém na sala já não aguentava mais a tensão deles.
— Tudo bem — Emmett disse sorrindo para Rose, eles olharam para mim e Bella rapidamente.
— Nós estamos grávidos — ela falou, sem conseguir não abrir um sorriso de felicidade.
Todos os cumprimentaram, inclusive eu e Bella. Nós estávamos realmente felizes com a chegada do nosso sobrinho ou sobrinha, não era só porque nós não fomos felizes com a gestação de Bella e ela havia acabado de forma trágica, que desejaríamos o mesmo a eles, nunca, e também eu não estava sentindo nem inveja deles, parece que isso apenas estava completando a felicidade que sentíamos.
— Eu não quero estragar o momento deles — Bella sussurrou para mim, quando eu questionei se a gente contava ou não sobre Lily.
— Eu também, não — falei — Eles merecem ter esse momento assim como nós tivemos o nosso — ela concordou com uma careta — Desculpe, eu não queria trazer isso a tona — eu disse sabendo que ela estava sentindo a mesma dor que eu ao lembrar-se de quando contamos que estávamos grávidos.
— Tudo bem, ainda dói, mas está diminuindo — ela confessou encostando sua cabeça no meu peito me abraçando.
— Lily está cicatrizando a gente, você foi minha cura no passado e Lily é nossa cura agora — falei sentindo o que ela sentia.
Bella olhou para mim, dando um pequeno sorriso.
— Ela é tão especial — seu sorriso aumentou — Será que eles vão gostar dela? — Bella perguntou a nossa família que estavam todos envolta de Rosalie e Emmett perguntando coisas sobre a gravidez.
— É bom que gostem, porque eles vão ser a família dela agora — falei beijando sua testa.
— Como vamos contar para eles agora? — ela perguntou preocupada.
— Contar o quê para a gente? — Alice perguntou desconfiada, só agora nós percebemos que todos haviam parado de falar e encaravam a gente.
— Oh... é na-nada — Bella gaguejou por ter perguntado um pouquinho alto de mais. Ela era tão adorável quando tentava mentir, nunca conseguia.
— Não venha com essa, Bella — Alice bufou rolando seus olhos, sentando no colo de Jasper — Nós todos sabemos que vocês estão escondendo algo da gente, vocês estão estranhos há semanas, mas nós podemos ver o quanto vocês estão felizes, os olhos de vocês brilham como há tempos não acontecia, sem falar nos sorrisos, nós então decidimos que vocês contariam quando estivessem preparados. Mas não dá mais — ela falou intrometidamente.
— Alice é melhor nós não... — minha mãe começou a dizer meia hesitante.
— Não venha tia. Você está tão curiosa como eu — Alice disse — E vocês sabem como eu sou quando estou curiosa. Minha cabeça não para de pensar no que pode ser. Primeiro eu pensei que Bella estivesse... grávida, mas aí hoje você veio me pedir um absorvente porque tinha acabado os da sua bolsa...
— Alice — Bella guinchou envergonhada escondendo a cabeça no meu pescoço. Menstruada, droga, acho que não teria comemoração essa noite, não pude deixar de pensar.
— O quê?
— Alice você está deixando Bella desconfortável — Sue disse.
— Desculpe Bella, mas eu não aguento mais isso, então vocês vão ou não vão contar logo de uma vez isso?
Bella suspirou olhando para mim, depois para Emmett e Rosalie. Nós não queríamos tirar o foco deles, mas, tínhamos que contar isso logo de uma vez.
— Nós vamos contar, nós só não queremos tirar esse momento de vocês — eu falei olhando para Rose e Emmett.
— Nada a ver, maninho — Emmett disse.
— Eu também estou morrendo de curiosidade para saber — Rose disse sorrindo — Minha intuição de mãe diz que eu vou gostar muito disso — completou.
Eu olhei para Bella, pedindo permissão, ela assentiu com um sorriso entrelaçando sua mão na minha.
— Tudo bem — eu falei me sentindo um pouco nervoso, olhando no rosto de cada um ali — Pai, mãe — disse olhando para eles que estavam abraçados — Vocês vão ser avós de uma menininha — eu falei meus olhos brilhando e um sorriso bobo nasceu em meu rosto.
Bella também sorria e nós olhávamos para a nossa família que estava confusa e em silêncio.
— Como? Você está grávida? — Alice foi a primeira a quebrar o silêncio, sua voz era confusa.
— Não — Bella disse e eu senti sua voz vacilar um pouco, apertei sua mão — Nós estamos adotando uma... — Bella sussurrou baixinho, mas como a sala estava silenciosa sabíamos que todos podiam ouvir.
— E queríamos que todos vocês fosse almoçar amanhã em nossa casa para conhece-la — eu falei.
— Oh, Deus! — minha mãe falou com a mão na boca, percebi como ela estava emocionada, respirei aliviado — Eu já sou avó? Qual é o nome dela? E sua idade? Como vocês a conheceram? — ela começou a disparar perguntando várias coisas.
Eu e Bella sorrimos. Sabíamos que minha mãe ficaria assim, afinal eu e Emmett éramos adotados.
— O nome dela é Lily, ela tem apenas quatro anos — Bella falou com ar de adoração pela nossa menina.
Abraçados respondemos todas as perguntas deles.
Mais tarde estávamos em nossa cama abraçados, eu gostaria de estar fazendo outra coisa com Bella, mas como ela estava naqueles dias o jeito era esperar.
— Nem vamos ter uma despedida da nossa última noite sozinhos — eu brinquei com um biquinho.
— Teremos muitas noites juntos — ela falou sorrindo para mim.
— Sim, nós podemos viajar em janeiro, nós três — eu falei com um sorriso.
Bella me beijou.
— Eu te amo — declarou.
— Eu também, agora vamos dormir temos um grande dia amanhã. — falei acariciando seu braço suavemente, sua cabeça repousada em meu peito bem em cima do meu coração.
Eu fechei meus olhos realmente querendo dormir, mas não conseguia.
Estava ansioso, queria minha menininha aqui com a gente.
— Bella? — eu chamei suavemente, sabendo que ela ainda estava acordada, já que sua respiração não estava calma — Você não está conseguindo dormir? — eu perguntei suavemente.
Ela suspirou e subiu seu corpo ficando com seu rosto da mesma altura do meu.
— Não, eu estou tão ansiosa, fofinho, eu quero ela logo aqui com a gente.
Eu sorri a beijando docemente.
— Eu também estou me sentido assim, tigresa.
— Será que ela vai gostar do quarto que fizemos para ela? — perguntou.
— Acho que sim, mas se ela não gostar depois a gente muda e faz do jeito que ela quiser.
— Aham — ela concordou rindo — Acho que ela nos tem nas mãos...
— Completamente — concordei.
Nós ficamos conversando e namorando durante algum tempo, até que finalmente o sono venceu a ansiedade e adormecemos abraçados.
Acordei subitamente. Hoje. Era hoje que iriamos buscar nossa filha.
Filha. Lily. Filha. Renesmee.
Oh, como dói ainda pensar nela. Agora poderíamos ter duas filhas.
Lily e Renesmee, será que elas se dariam bem?
Tinha certeza que sim, mas talvez se tivéssemos Renesmee, não teríamos Lily, não teríamos mudado de Nova Iorque e eu provavelmente ainda estaria fazendo mais e mais concerto, não que eu não goste de tocar, mas agora eu tenho uma família que é mais importante que minha carreira profissional.
Olhei para minha esposa adormecida. Sorri. Tão linda.
Hoje era um dia especial e deveria começar logo com comemorações. Sorrindo levantei da cama com cuidado para não acorda-la, fui ao banheiro. Decidir preparar um café para ela.
Fui até nossa cozinha e preparei um café da manhã para ela, omelete, suco de laranja e torradas coloquei tudo na bandeja que havia dado para ela no dia dos namorados, ela era toda decorado com fotos minhas e dela e tinha nosso nome, subi as escadas com cuidado para não cair, coloquei a bandeja em cima da nossa cama, que apesar de baixinha era bem confortável, ao lado de Bella que dormia abraçada ao meu travesseiro.
Sorri dando alguns beijinhos em seu rosto com carinho e amor, senti-a sorrir e enlaçar meu pescoço com seus braços.
— Bom dia, minha tigresa — eu disse sorrindo, abraçando-a.
— Bom dia, meu fofinho — ela falou com um imenso sorriso, com certeza sabendo que em algumas horas teríamos Lily com a gente — trouxe café para a gente — eu disse.
Ela se sentou na cama, limpando seus olhos.
— Assim é impossível eu não ficar cada dia mais apaixonada por você — ela falou manhosamente.
— Pois eu quero que você me ame mais a cada dia, assim como eu amo você cada momento mais — eu disse acariciando seu rosto macio.
— E eu amo — ela falou se inclinando para beijar mês lábios.
Beijamo-nos lentamente, apreciando o momento.
Sentei-me ao seu lado e ela colocou as pernas no meu colo, sorri acariciando suas coxas e coloquei a bandeja em nossa frente, comemos em silêncio aproveitando o comecinho daquele dia que com certeza ficaria marcado em nossas memórias.
Depois fui deixar a bandeja na cozinha, quando voltei Bella já estava no banheiro tirei minhas roupas e entrei no chuveiro também.
Apenas banhamos, rapidamente, eu lavei seu cabelo e ela lavou o meu, nos beijamos e ficamos abraçados de baixo da água quente que escorria pelos nossos corpos nus.
Fomos para o nosso closet e nos vestimos. Eu vesti uma calça jeans, uma blusa branca com gola em V e coloquei uma blusa xadrez por cima, quando olhei para minha esposa ela vestia um vestido florido, simples e rasteirinhas ela fez uma trança rápida em seu cabelo.
— Estou legal? — ela perguntou dando uma voltinha.
— Está linda, como sempre — falei honestamente.
— Você acha que Lily vai gostar? — ela perguntou.
— Tenho certeza que sim — disse abraçando.
— Será que está muito cedo para ir buscar ela? — Bella perguntou mordendo seu lábio.
Eu ri beijando seu pescoço sentindo sua pele se arrepiar.
— Espero que não, pois nós já estamos indo buscar-la — falei.
O seu sorriso aumentou e ela me abraçou mais apertado.
Chegamos ao Instituto e fomos logo à sala do diretor, conversamos rapidamente com ele e ele que chamou uma funcionária para buscar Lily, a esperamos no pátio, mas ansiosos que nunca e quando vimos a doce menininha vestida com um vestidinho rosa bem clarinho caminhando em nossa direção ao lado de uma funcionária do instituto não conseguimos mais nos controlar fomos em direção a ela e nos abaixamos em sua frente ficando de sua altura, ela abriu um lindo sorriso e envolveu seus braços minúsculos em mim e Bella.
Emocionados nós sorrimos e beijamos ela várias vezes, antes de nos levantarmos.
— Você está pronta para ir, Lily? — eu perguntei pegando em sua mão, Bella fez o mesmo na outra mão dela.
— Sim — a menina disse timidamente, com um pequeno sorriso.
— Você já tomou café? — Bella perguntou enquanto eles andavam para o carro.
— Já, ainda bem que eu não vou mais comer a comida da Sra. Newton é muito ruim — Lily falou com uma careta, nós rimos, enquanto caminhávamos até meu carro.
— Porque eu tenho que sentar nisso? — Lily perguntou quando eu acomodei na cadeirinha que havia instalado no carro.
— Porque você é criança, princesinha — eu respondi simplesmente. Ela pareceu aceitar a resposta.
Eu dirigi tranquilamente pelas ruas de Seattle, ouvindo às vezes apenas as exclamações excitadas da minha filha, já que ela nunca havia saído daquele instituto, agendei mentalmente um dia para levar ela para conhecer a cidade.
Bella apontava alguns pontos turísticos que passávamos por peto, ela ficou encantada com a Space Needles, prometemos levar ela lá.
— UAU... Vocês moram aqui? — ela perguntou quando entramos na rua que morávamos, onde tinha cada casa uma mais bonita e maior que outra.
— Você mora agora também, meu amorzinho — Bella falou sorrindo para Lily.
Paramos em frente a nossa casa, Bella tirou Lily da cadeirinha, entramos em casa mostrando para Lily todos os cômodos do térreo, subimos a escada e pedimos que Lily nunca descesse ou subisse correndo para não cair.
— Aqui é seu quarto — eu disse parando e mostrando a ela a porta branca que estava fechada onde tinha o nome dela.
— Eu vou dolmir sozinha?
— Vai sim, princesinha.
— Você tem medo, filha? — Bella perguntou, nós já chamávamos ela de filha, embora ela ainda não havia nos chamado de pais nem Bella e eu forçávamos ela a dizer isso, tudo a seu tempo.
— Não, é só que eu nunca tive um qualto só para mim — ela falou.
— Bom, se você não gostar de algo nesse podemos trocar depois — eu falei.
— Entre — Bella disse.
Lily olhou para gente e empurrou a porta do quarto lentamente que se abriu com um rungido.
— Gostou? — Bella perguntou apreensiva, enquanto Lily, olhava ao redor do quarto.
— É... lindo! — ela exclamou, seus olhos fixos, principalmente na área de brincar que havíamos feito, em formato de castelo.
Nós nos agachamos para ficar da altura dela que abraçou nós dois de uma vez.
— Obligada — ela falou e percebemos que ela chorava.
— Não por isso, princesinha — eu disse, meu queixo estava em um ombro dela e o de Bella em outro, nossos braços envolviam nossa filha e se tocavam.
— Eu amo você muito... papai e mamãe — ela disse e meu coração inflou mais ainda de amor.
— A mamãe te ama mais ainda, Lily — Bella falou com a voz chorosa.
— O papai também te ama muito, princesinha — eu falei deixando algumas lágrimas escorrerem livremente pelo meu rosto.
Ficamos algum tempo assim apenas abraçados, até que ouvimos a campanhia tocar.
— Acho que eles também estão ansiosos para conhece-la — eu disse, pensando alto.
Bella riu dando um beijo na filha.
— Querida, tem algumas pessoas que nós queremos que você conheça.
— Quem são? — ela perguntou e eu percebi que seus olhos estavam úmidos, limpei suas lagrimas.
— São meus pais, seus tios e podemos dizer que dois avos portiços.
— E se eles não gostarem de mim? — ela perguntou abraçando a perna de Bella que já estava em pé, eu ainda estava agachado.
— Isso é impossível, eles já a amam antes mesmo de conhece-la — eu falei.
— Vamos conhece-los? — Bella perguntou estendendo a mão a ela que assentiu e pegou, descemos as escadas ouvindo o soar incessante da campainha, Alice e Emmett com certeza. Eu abri a porta.
— Cadê ela? — várias vozes conhecidas perguntaram ao mesmo tempo.
— Bom dia, para vocês também — eu falei rolando meus olhos, mas sorrindo feliz.
Eu e Bella apresentamos cada um a Lily, ela com seu sorriso tímido conquistou a todos que se encantaram imediatamente com ela, depois que todos foram apresentados, as mulheres foram conhecer o quarto de Lily e depois foram para a cozinha já que elas amavam fazer o almoço e sempre sobrava para a gente a louça, é eu sei é triste e inacreditável, mas sempre eu, Emmett e Jasper ficávamos com a louça, assistimos um jogo quando observávamos Seth e Lily brincarem, ele já estava com seus oito anos e parecia encantado com sua sobrinha, apesar de que eu acho que ele não havia dessa forma.
Não tinha como o dia ter sido mais perfeito que aquele.
O tempo corre, mais ainda quando você faz algo.
Entre encontrar uma escola e um médico para Lily, datas comemorativas, aniversário, trabalho, quando eu percebi já era dezembro. O bom era que desde a chegada de Lily tudo havia mudado em nossas vidas. Meu primeiro dia de pais esse sim vai ficar marcado na minha memória, o primeiro aniversário dela de cinco anos havia sido das princesas e tinha até um príncipe que havia sido Seth, minha menininha estava tão linda vestida no vestido da Bela adormecida.
O nosso primeiro susto quando ela teve uma crise quando passeávamos no parque e a bombinha havia sido esquecida dentro do carro, corri não sei quantos metros com Lily nos meus braços, desesperado atrás da bombinha, com Bella tropeçando ao meu lado.
Depois disso, não tinha um só canto da casa que não tinha uma bombinha para Lily. Nunca que queríamos passar para aquele desespero de novo.
Estávamos todos na casa dos meus pais. Eu, Bella, Lily, Esme, Carlisle, Sue, Henry, Seth, Alice, Jasper, Emmett, Rose e Ethan, o meu sobrinho que havia nascido mais de um mês atrás. Ele era o bebe mais lindo que eu já havia visto, mas nunca fale isso a Emmett, ele já se acha muito foda por ter feito um menino. Ele era loirinho, seus olhos ainda não tinham uma cor definida, mas pareciam que seriam claros e ele era gordinho, muito gordinho, mas nada que prejudicasse a saúde dele, suas bochechas eram tão fofinhas que elas não passavam cinco minutos sem não serem apertadas por alguém.
— Ele é tão lindo, titia — Lily falou acariciando a cabecinha de Richard como nós havíamos mostrado.
— Quando ele crescer eu vou poder jogar futebol com ele? — Seth perguntou também passando a mão na cabeça de Ethan, Seth era um menino muito esperto para a sua idade de nove anos. Caramba! Acho que estou ficando velho, lembro de quando peguei ele em meus braços recém-nascido nos meus dezessete anos.
— Que tal você me ajudar a ensina-lo a jogar futebol? — Emmett perguntou abobalhado com seu filho.
— Maneiro — o menino disse sorrindo.
Logo, todos nós estávamos reunidos envolta da imensa mesa dos Cullen, Carlisle fez uma rápida oração a meia noite e foi servida a ceia, eles comeram conversando, brincando e rindo das crianças.
Uma família reunida comemorando uma data tão especial como o Natal.
Quase duas horas depois nós começamos a nos despedir, prometendo que no dia seguinte todos iriamos almoçar na casa de Alice e Jasper.
Lily já dormia quando chegamos a nossa casa, a peguei em meus braços enquanto Bella abria a porta, com cuidado deitamos ela em sua cama, tiramos a roupa que ela usava e conseguimos vestir seu pijama de bichinhos, ela tinha um sono muito pesado era difícil de acorda-la, só acordava quando tinha algum pesadelo de criança com monstros de três olhos e quatro cabeças e ela corria para nossa cama.
Nós demos um beijo na testa dela, verificamos se a bombinha estava perto da cama caso ela tivesse uma crise e saiamos do quarto.
Bella foi direto ao banheiro tirando seu vestido no caminho, ficando só com sua calcinha branca, eu gemi vendo que a calcinha era fio dental quando ela se virou de costas para mim, antes que eu pudesse agir ela entrou no banheiro se trancando lá.
Eu fiz um biquinho pensando em uma forma de pegar ela quando saísse do banheiro.
Tirei minha roupa ficando apenas com minha boxer verde grama, sentei na cama preparado para agarra-la assim que ela passasse pela porta.
Quando finalmente ouvir a porta se abrir e eu me preparava para imprensa-la na parede, duas coisas aconteceram ao mesmo tempo o sangue todo do meu corpo se acumulou em apenas uma parte do meu corpo e eu cai de volta sentado na cama.
— Sr. Cullen, ouvir dizer que você foi um excelente marido esse ano — Bella disse movendo seus lábios sensuais e vermelhos para mim.
Porra, eu pensei encarando minha mulher que estava vestida em uma fantasia de mamãe noel, um vestido extremamente curto e justo moldava seu corpo, suas pernas havia uma meia branca e botas pretas, em sua cabeça um gorro de papai noel, seus seios estavam maiores e eu estava louco para colocar eles em minha boca.
— Oh, mamãe noel, como eu não seria bom com a esposa maravilhosa que eu tenho? — eu disse engolindo em seco.
Bella sorriu se aproximando de mim sorrindo sensualmente.
— Acho que você merece uma recompensa não? — ela falou dando uma voltinha fazendo eu notar que o vestido era tão curto que eu podia ver o começo da sua bunda e parecia que ela não usava nada de baixo dele.
— O que você vai fazer? — eu perguntei excitado quando ela se ajoelhou na minha frente.
— Tem certeza que você não sabe? — ela disse passando a mão em cima do meu membro ereto dentro da boxer que logo foi tirada do meu corpo.
Bella ainda ficou me provocando mais um pouquinho arranhando lentamente abaixo do meu umbigo e beijando apenas aquele lugar, ela lambia e mordiscava toda a minha virilha quando ela finalmente colocou o máximo que conseguia do meu membro em sua boca, ouvimos um barulho de batida na porta.
— Papai, mamãe, vocês estão aí? — ouvimos Lily perguntar do outro lado da porta.
— Droga — eu esbravejei olhando para Bella que tirou meu membro de sua boca — Por que logo agora? Por quê? — eu praguejei alto.
— Só um momento, princesinha — eu disse alto o bastante para ela ouvir — Vai abrir a porta — eu falei para Bella.
— O QUE? Eu não vou aparecer na frente da minha filha vestida assim — ela disse se levantando.
— E não tem como eu aparecer assim — eu falei apontando para meu membro que estava mais duro e maior que antes, tinha certeza que nem a boxer ia conseguir segura-lo.
— Vai para o banheiro e dê um jeito nisso — ela falou tirando o vestido.
Porra, como ela queria que eu desse um jeito nisso, se ela vai acabado de ficar nua na minha frente, apenas vestida com aquela meia e botas.
— Anda, logo — ela falou dobrando sua perna para tirar uma bota me dando total visão da sua entrada nua.
Eu entrei no banheiro e tranquei a porta, droga o que eu iria fazer agora, meu corpo estava queimando de desejo.
Com um suspiro, coloquei o chuveiro na agua mais fria que tinha e deixei a agua escorrer pelo meu corpo, como eu havia previsto o banho frio não serviria de nada, e como há muito tempo não fazia recorri a única coisa que poderia me livrar daquela ereção, minha mão.
Comecei a relembrar momentos íntimos meus e de Bella, como sua boca ficava ao redor do meu membro, suas mãos, seus beijos, seu corpo perfeito para mim, minha mão deslizava no meu membro com facilidade, a agua gelada molhava meu corpo, com um gemido baixo despejei meu liquido de prazer no chão do banheiro, observei ele ir embora junto com agua. Argh! Não havia sido um orgasmo poderoso, esse só Bella poderia me dar, mas teria que aguentar por enquanto.
O banheiro tinha duas portas uma que dava para o quarto e outra para o closet, eu abri a do closet e vesti uma cueca, uma bermuda e uma blusa velha para dormir, no quarto encontrei Bella deitada na cama, ela estava usando uma camisa e um short curto de pijama, ela balançava para lá e para cá, percebi que Lily estava nos braços dela com os olhinhos fechados, toda a frustração que eu sentia sumiu com aquela imagem.
— Ela teve um pesadelo — Bella sussurrou para mim.
— Tudo bem — eu disse dando um sorriso meio triste para ela — Temos tempo para isso depois — eu falei beijando sua testa e deitando ao seu lado.
Bella concordou.
— Feliz Natal, meu fofinho — Bella disse entrelaçando uma mão sua na minha.
— Feliz Natal, minha tigresa, obrigada pela surpresa, apesar de termos sido interrompidos. Você veste de novo para mim amanhã?
— Vestirei sempre que você quiser. — Beijei seu lábio rapidamente, logo nós três dormíamos juntos.
Eu abri a porta do carro e tirei Lily de sua cadeirinha, ela me deu um beijo e correu para dentro de casa, peguei minha bolsa e a bolsa da escola de Lily, já estávamos em fevereiro de 2009.
Tudo continuava do mesmo jeito, a diferença agora era que Alice estava grávida de trigêmeos, ela estava com apenas três meses e estava muito sensível e imperativa que nunca, já havia comprado quase o enxoval todo dos filhos sem nem saber o sexo, pobre de Jasper ele teve até que aumentar seus honorários.
Entrei em casa, encontrando Lily assistindo televisão, era sempre assim ela corria para a sala e ligava a tevê para não perder nenhum episódio de seu desenho favorito, mas caco contrário do que esperava eu não encontrei Bella sentada ao seu lado no sofá como sempre.
Confuso subi as escadas coloquei a mochila de Lily no quarto dela e fui para o nosso, mas Bella não estava lá, onde é que ela estava?
O carro dela estava lá embaixo e suas coisas estavam aqui no quarto. Fui até a janela e eu conseguir enxergar minha mulher sentada em uma espreguiçadeira na área da piscina.
Desci rapidamente as escadas, Lily ainda estava entretida no desenho seus risos soavam pela casa silenciosa.
— Amor, você está bem? —eu perguntei a deixando notar minha presença sentando em sua frente.
Bella suspirou, aproximando de mim e me abraçando.
— Rose ligou — ela disse em um sussurro.
—O que ela queria? — eu perguntei beijando seus cabelos com carinho.
— Ela disse que está grávida.
— O quê? De novo?
— Sim, parece que ela esqueceu de tomar alguns anticoncepcionais tomando conta de Ethan.
— Oh, ela não gostou disso?
— Ela ficou um pouco assustada no começo, já que agora que Ethan fez quatro meses, ela disse que está com um mês de gestação, mas Emmett gostou da ideia, disse que assim os irmãos serão mais próximo, assim como você e ele.
Eu a afastei de mim para poder olhar seu rosto.
— Então qual é o problema? — eu perguntei sabendo que alguma estava errada, conhecia ela melhor que ninguém.
Uma lagrima escorreu pelo seu rosto.
— Eu acho que estou grávida — ela sussurrou tão baixinho que eu quase não ouvi.
Um sorriso nasceu no meu rosto, eu sabia. Seu corpo estava mudado, seus seios estavam maiores, sua barriga estava um pouquinho, bem pouquinho maior também, sem falar que ela andava bem cansada apesar de não ter enjoos.
Meu sorriso sumiu quando eu percebi sua expressão torturada.
— Você não está preparada para isso — eu deduzi.
— Eu não sei Edward, eu sentia que isso podia acontecer, quando eu esqueci de ir tomar a injeção naquela semana e esquecemos a camisinha naquela vez. Isso estava na minha cara o tempo todo, eu sei que você percebeu que eu não menstruo já faz o quê? Uns três meses ou mais. Mas eu estava com tanto medo que não quis admitir isso a mim mesma e se eu estiver grávida? E se perdemos esse de novo? Eu não vou aguentar, não vou — ela começou a desabafar e chorar.
Eu a puxei para mim de novo, dessa vez colocando ela sentada em meu colo como se a ninasse, beijei sua testa.
— Bella, o médico disse que nós podíamos ter mais filho, que isso não havia afetado em nada e se você realmente estiver grávida eu vou ser o homem mais feliz desse mundo, então vamos por parte, ok?
Ela apenas assentiu, enquanto eu limpava suas lágrimas com meus beijos.
— Você quer que eu vá a farmácia comprar um teste de gravidez? — perguntei tentando passar calma a ela.
— Não, se ele der positivo e depois descobrimos que deu errado — ela negou com a cabeça — Eu marquei uma consulta com minha ginecologista amanhã de manhã, você vai poder ir? — ela perguntou.
— Claro que sim, meu amor — eu disse, nem me lembrando que iria aplicar uma prova amanhã, isso com certeza era mais importante, ficar com Bella, sempre ao seu lado.
— E se eu não estiver gravida?
— Ficaremos tentando até você engravidar — eu falei beijando seus lábios.
— Será que Lily vai gostar?
— Com certeza, vai — eu disse a beijando intensamente.
— Mamãe, papai onde vocês estão? — ouvimos a voz de Lily soar alta.
— Aqui na piscina, filha — eu falei alto para ela ouvir.
Bella se arrumou, mas e não permiti que ela saísse do meu colo.
— Mamãe — Lily falou animada correndo para a gente sentando no colo de Bella — Eu tô com fominha — ela falou passando a mão em sua barriguinha.
— E o que, meu amorzinho que comer? — Bella falou sorrindo.
— A comida que a cinderela come — Lily respondeu prontamente.
Lily parecia estar nessa fase, tudo que ela queria ela falava alguma coisa de uma princesa, eu quero a roupa da bela adormecida, eu quero o sapatinho da cinderela eu quero a fera da bela adormecida, eu quero a capa do chapeuzinho vermelho.
E agora? O que a cinderela come?
Eu acordei junto com o despertador, como sempre eu e Bella damos nosso beijo de bom dia, ela saiu para acordar Lily e ajuda-la a se arrumar, enquanto eu banhava, assim que terminei, passei no quarto de Lily que estava apenas vestida em uma calcinha da Minnei Mouse enquanto Bella penteava seus cabelos eu a beijei fazendo cosquinhas nela.
— Quem é a menina mais lindinha desse mundo? Quem é, hein? — Lily gargalhava rolando na cama.
— Pois bem, Sr. Cullen, agora você termine de arruma-la — Bella disse fingindo está brava saindo do quarto, já que eu a havia interrompido e Lily estava apenas com a metade do cabelo penteado.
— Sou eu, papai, sou eu... ahh para... — Lily disse gargalhando forte, eu fazia cosquinhas em sua barriga agora com minha boca, fazendo barulho de pum, quando ela começou a ter uma crise, eu rapidamente peguei sua bombinha dando para ela.
— Isso, respira — eu falei calmamente — Ufa, acho melhor terminar de te vestir logo. — falei beijando sua testa.
— Eu te amo, papai — ela falou simplesmente.
— Eu também te amo, minha princesinha.
— Bella, amor, pare de mexer sua perna — eu falei começando a ficar impaciente, colocando a mão na coxa dela.
Estávamos sentados no consultório da doutora de Bella, aguardando sermos chamados.
Bella estava impaciente, mas ainda bem que tínhamos hora marcada e não esperamos nem cinco minutos para sermos atendidos.
— Bella — a doutora disse gentilmente cumprimentando minha esposa, ela era loira, baixinha e gordinha, seu nome era Tia McVand, provavelmente estava na faixa dos cinquenta anos — Você deve ser o Sr. Cullen — ela falou estendendo a mão para mim.
Eu a apertei gentilmente —Me chame de Edward — pedi.
Ela sorriu.
— Então Bella, algum problema? — Dra. Vand disse entrando em seu modo profissional, colocando um óculos — Sua última consulta foi há seis meses — ela disse olhando em uns papeis.
— Sim, bom... eu acho que estou grávida — Bella falou hesitante.
— Oh, quanto tempo você está atrasada?
Bella corou.
— Na verdade eu estou atrasada já tem muito tempo, uns três ou quatro meses — Bella admitiu.
— Bella, você deveria ter vindo antes, isso pode ser grave se não for gravidez — a médica a repreendeu — Você tem sentindo tontura, enjoo, alguma dor, ou mudança em seu corpo?
— Na verdade, teve algumas vezes que eu ficava tonta no trabalho ou quando levantava da cama depois de acordar, mas eu não enjooei nenhuma vez, eu também sinto minha barriga um pouco mais rígida.
— Os seios dela também estão maiores — falei, percebi Bella corar, rolei meus olhos. Boba, corava por cada coisa...
— Isso tudo é normal se você estiver grávida, apesar do enjoo ser muito frequente no inicio, muitas mulheres dizem que nunca tiveram, por cada gravidez e mulher é diferente, eu vou pedir um exame de sangue para confirmar isso, o resultado deve sair em duas horas.
— DUAS HORAS? — Bella disse agoniada — Desculpe, é que eu preciso saber logo, não sei se vou aguentar esperar mais.
— Não tem como fazer uma ultrassonografia agora? — eu pedi massageando a mão de Bella que estava entrelaçada a minha.
— Tudo bem — a médica suspirou — Se você estiver mesmo grávida não pode ficar muito ansiosa, eu vou arrumar a sala da ultra enquanto isso troque de roupa Bella, você sabe onde é — a médica disse gentilmente entrando em uma porta do consultório.
— Você precisa de ajuda? — perguntei quando Bella se levantou.
— Não, posso fazer isso sozinha — falou.
Bella voltou vestida em uma roupa feia de hospital, mas mesmo assim ela estava linda para mim. Com ela, entramos na porta que a médica havia entrado antes, Bella deitou em uma cadeira médica que ficava meia deitada. Dra. Vand apontou para a cadeira que tinha perto da porta para eu sentar, fiz que não e seguro a mão de Bella ficando ao seu lado, ela olhou para mim agradecida eu me inclinei e beijei sua testa, quando olhei de volta para a médica, vi que ela tinha subido a camisola de Bella até seus seios e tampado a perna dela com um pano, deixando só a barriga dela a mostra.
— Isso é um pouco gelado, não se assuste — a médica disse antes de espalhar o gel na barriga da minha esposa.
— Eu sei — ela sussurrou baixinho, afinal não era a primeira vez que fazíamos aquele processo, beijei sua mão carinhosamente.
TUM-TUM-TUM-TUM
Um barulho de coração batendo rápido e contínuo fez com que minha total atenção fosse para o monitor.
— Oh, veja. O que temos aqui — a doutora falou mexendo o aparelho na barriga da minha esposa e aproximando a imagem — Ouvem isso? É o coração do bebê de vocês — ela falou aumentando um pouco o volume.
Ela aproximou a imagem, mexendo em algumas coisas.
— Veem aqui — ela disse mostrando o que pareceu um borrão para mim — Esse é o bebe de vocês, pelo tamanho e peso dele, você está terminando o terceiro mês Bella, já está com aproximadamente doze semanas — ela disse.
— Está tudo bem com ele? — perguntei.
— Sim, está tudo normal — ela disse com um sorriso — Querem que eu imprima uma foto?
— Pode ser cinco? — Bella sussurrou baixinho, percebi que ela chorava.
— Eu te amo — eu disse limpando suas lagrimas.
A médica imprimiu as imagens e entregou para mim enquanto Bella vestia sua roupa.
— Vocês sabem de alguma doença que pode vim a atrapalhar a gestação? — a médica perguntou fazendo anotações.
Bella apertou minha mão forte, eu olhei para a médica dando um sorriso triste a ela e expliquei o que aconteceu com nossa primeira gestação.
— Oh, isso não vai interferir em nada essa gravidez, nos últimos exames estava tudo bem internamente com Bella, seu útero, canal vaginal. Só preciso que a mamãe relaxe, curta a gravidez e não fique pensando nisso para você não fique deprimida.
— Você não está feliz? — eu perguntei meio receoso, abrindo a porta do carro para Bella, havíamos acabado de sair do consultório da doutora.
— Eu só estou com medo — ela falou encostando seu corpo na lateral do carro.
— Eu também estou, mas já ouviu aquele ditado que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Isso não vai acontecer de novo, dessa vez vai dar certo, eu sinto isso.
Ela me abraçou apertado.
— Não vamos pensar nisso, ok? Vamos viver com essa gravidez como se ela fosse à primeira. Já imaginou, você, Alice e Rose estão grávidas — eu disse e ela sorriu — Oh meu Deus, coitado de mim, Jasper e Emmett.
— Eu te amo, obrigada por ...tudo
— Obrigado você — nós nos beijamos delicadamente.
Buscamos Lily na escola, mas cedo.
— Nós vamos sair? — ela perguntou querendo saber o motivo de ter saído, mas cedo da escola.
— Nós queremos contar uma coisa para você, Lily — eu falei indo com ela até o parquinho da escola.
Sentamos em um banquinho de concreto colorido, puxei para sentar no meu colo e ela colocou suas pernas no colo da mamãe.
— O que é? — ela perguntou curiosa.
— Você vai ter um irmãozinho, ou irmãzinha, meu amorzinho — Bella falou suavemente.
— Sua mãe está gravida, Lily — expliquei quando ela franziu o cenho — Que nem a tia Alice, mas é só de um bebê.
— Oh, vocês vão ser papais dele?
— Sim, vamos.
— Mas não vão deixar de gostar de mim?
— Nós nunca vamos deixar de amar você — eu falei beijando sua testa.
— Então...EU VOU TER UM IRMÃZINHO — ela gritou entusiasmada.
É claro que toda a família ficou feliz com a chegada de mais um bebe, minha mãe estava exultante já que ela considerava Alice e Jasper como da família e dizia que teria de uma só vez cinco netos. CINCO!
Graças a Deus, essa gravidez foi bem tranquila. Bella enjoou raríssimas vezes, não teve nenhum desejo estranho com exceção da vez que disse que queria comer quiabo com ketchup e ela odiava quiabo, felizmente seu apetite por sexo não diminuiu e só paramos quando a gestação já estava no finalzinho.
Quando passamos das 22 semanas, ficamos muito felizes já que a outra nem passou disso, tivemos um susto, na vigésima quinta semana e Bella disse que não estava sentindo o bebê se mexer, eu corri com ela para o hospital e só relaxamos quando ouvimos o coração do nosso bebe batendo forte e rápido, foi nesse mesmo dia que conseguimos descobrir o sexo do bebe, menino. Nós teríamos um lindo menininho.
Os bebês de Alice foram os primeiro a virem ao mundo, Linda, Frederck e Jefferson, respectivamente, seis anos depois Alice deu a luz a mais um menino chamado de Mattew, Tomas, filho de Rose e Emmet, nasceu dois meses depois da minha esposa dar a luz, eles ainda tiveram mais dois filhos, Christopher e Joshua antes de finalmente terem uma menina, Hannah, tirando Ethan e Tomas todos os meus outros sobrinhos tinha apenas uma diferença de idade de três anos, Rosalie havia conseguido realizar seu sonho, já que ela sempre quis ter cinco filhos.
Quase dois meses depois de Alice dar luz aos trigêmeos, finalmente Charlie Anthony Swan Cullen nasceu, segunda minha mãe ela era uma cópia minha, já que eu havia sido adotado com alguns dias de idade, minha mãe morreu no parto e nunca apareceu ninguém atrás de mim.
Um enfermeiro gravou o parto dele, enquanto eu segurava a mão de minha mulher e fazia força junto com ela, sou orgulhoso de dizer que cortei o cordão umbilical do meu filho, ao contrário de Jasper que desmaiou no parto dos trigêmeos.
Quando Charlie completou seus quatro anos, Bella me deu mais uma maravilhosa noticia, ela estava grávida novamente e meses depois ela dava a luz, dessa vez a uma linda menina chamada, Eduarda Marie Swan Cullen.
Nós fechamos a fabrica nela.
Eu, Edward Anthony Masen Cullen, tenho orgulho de dizer que fui adotado, que cresci em meio a uma família maravilhosa, que ainda criança descobri que não precisa ter o mesmo sangue para ser irmão, conheci amigos que são meus irmãos e conheci a menina que se transformou na mulher que é minha vida.
Eu ri, chorei, beijei, amei muito e quero amar ainda mais. Perdi pessoas importantes para mim, perdi um homem que é um exemplo de pai, perdi uma filha que nunca cheguei a ter a chance de ver um lindo sorriso em seu rosto, mas ganhei três filhos que são tudo para mim. O que eu quero dizer que pior que seja o obstáculo que venha ter em seu caminho, lute. Não desista, confie em si mesmo. É importante ter sempre pessoas ao seu lado apoiando mais isso não servirá de nada se você não quiser, se você se entregar.
Lembre-se.
Você pode
Você quer
Você é capaz
Você vai conseguir
Eu consegui
Eu venci.
Notas da Autora:
Acho que não tem nem o que dizer desse final hein?
Comentem por favor, se tiver comentários o epilogo pode vim ainda hoje..
beijos
