N/A: Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
N/A(2): Este capítulo contém Lemon (sexo explícito entre as personagens).
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No Capítulo anterior: A alguns passos dali, escondida em um arbusto, Nagini seguia as ordens do amo e seus próprios sentidos maternos, espionando o Gryffindor.
- Tom não vai gostar disso...
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No final de um elegante corredor da Mansão Riddle, encontrava-se o escritório de Voldemort e este estava sentado atrás de sua mesa ouvindo os relatos de Snape e as observações de McNair. Apenas ouvindo, porque suas atenções estavam todas centradas num certo Gryffindor de belos olhos verdes que o esperava no Salão de Festas.
- "Não devia deixá-lo sozinho..." – pensava com uma sutil preocupação. Muito sutil, pois o Lord das Trevas não se preocupava com ninguém... – "Será que está tudo bem?"
É óbvio que nenhum Comensal da Morte seria suicida o bastante para ousar tocar em Harry, mas mesmo assim não gostava que lançassem olhares ao SEU menino. Ainda mais quando não estava por perto para deixar bem claro à quem ele pertencia.
-...Dumbledore está buscando um meio de localizar a mansão, e quando achar virá preparado para a guerra. Mi Lord o conhece, sabe que ele sacrificaria vidas inocentes apenas para conseguir Potter de volta... – Snape seguia falando.
Mas Tom continuava com seus pensamentos totalmente voltados ao "Menino-que-sobreviveu", até porque aquelas informações não eram nenhuma novidade.
- Senhor, creio que seria melhor mudarmos de fortaleza – sugere McNair – Deixarmos esta como uma armadilha para Dumbledore...
- Aquele velho idiota não é assim tão tolo – diz o Lord.
- Sim, e ele...
Mas antes de Snape completar o raciocínio, uma enorme serpente ingressa na sala, arrastando-se apreçada pelo piso até o encontro de seu amo.
- Nagini? – Tom arqueia uma sobrancelha, interrogante.
- Temos problemas.
Só aquela frase já serve para o Lord levantar-se prontamente e encará-la com atenção.
- O que houve? – pergunta, tentando esconder o tom de preocupação em sua voz.
- Levaram Harry...
- O QUE?
- Ou melhor, estão tentando levar.
Voldemort já tirava a varinha da túnica e preparava-se para sair atrás do Gryffindor, com os olhos adquirindo uma temida cor arroxeada, que colocava em alerta os dois Comensais presentes. Mas antes de abrir a porta, a furiosa voz de Nagini o detém.
- Você vai me ouvir, ou vai sair atrás de alguém que não sabe quem é, por um lugar que nem imagina onde fica?
Apesar de Snape e McNair não entenderem parsel, apenas o tom da serpente já fazia os dois se afastarem, apreensivos.
- Fale logo! – ordena, sem paciência.
- Um novato... – começa, contendo as ganas de morder o próprio amo. Pois a segurança do seu "filhote" era mais importante -...Loiro, um pouco pálido, se não me engano é o herdeiro dos Malfoy...
Aquele simples nome faz o sangue de Tom ferver. Pela sua mente já passavam diferentes formas de torturar e matar aquele estúpido, atrevido, intrometido, desgraçado, fedelho, irresponsável...
- Ele deu um jeito de levar Harry para o jardim... – Nagini interrompe os pensamentos assassinos do Lord -...E chegando lá deve ter pedido que fugissem.
- O QUE? HARRY FUGIU COM AQUELE...
- NÃO! – interrompe, irritada – deixe-me terminar!
- Anda logo!
- Parece que Harry não quis fugir com ele, então Malfoy o enfeitiçou e agora está correndo em direção ao bosque, com o menino desmaiado em seus braços – diz rapidamente.
O pulso do Lord acelera, sua respiração se torna irregular, os olhos escurecem malignamente e, para completar aquele temível espetáculo uma aura negra e ameaçadora toma conta de todo o lugar, fazendo Snape e McNair se afastarem, temerosos.
O primeiro impulso de Tom é ir atrás dos dois na mesma hora. Mas como um bom Lord das Trevas deveria saber, agir de forma passional e impulsiva nunca dá certo.
- Severus, chame Bellatrix e Lucius.
- Sim senhor.
O tom assassino do Lord foi o que bastou para Snape sair da sala e voltar em menos de três minutos com os dois Comensais ao seu lado.
- Mi Lord... – Lucius e Bella fazem uma longa reverencia.
Os olhos roxos de fúria se voltam ao patriarca da família Malfoy.
- Malfoy... – começa, encarando o loiro friamente -...Acabo de saber que seu filho está fugindo da mansão.
Aquelas palavras fazem o sangue de Lucius gelar. Mas o pior ainda estava por vir.
- Com Harry, desmaiado, em seus braços...
Perdido.
Draco Malfoy estava definitivamente perdido.
E, portanto, Lucius também.
- "Draco, seu idiota! – Lucius pensava com o coração na mão. Não literalmente, ainda... – É claro que Potter é mais do que seqüestrável, até eu o levaria, mas que estupidez! Fazer isso no nariz do Lord!"
Do outro lado da Sala, Severus pensava que seu aluno deveria estar em Hufflepuff, ou em Gryffindor...
- "Como pôde ser tão estúpido, Draco! Ainda não estava na hora de tirar Potter daqui! – suspira mentalmente - Garoto impulsivo!"
Já Bella e McNair pensavam, divertidos, em que roupa usariam no enterro do jovem Malfoy.
- Mi Lord, ele... ele não... – Lucius gagueja, sentindo que suas pernas já não tinha forças para sustentá-lo. Não diante da aura homicida de Voldemort.
- Não os chamei aqui para ouvir suas desculpas – corta-o energicamente – Quero os quatro em direção ao bosque, agora!
- Sim senhor! – respondem prontamente
- Busquem Harry e cuidem para que não esteja com nenhum arranhão, caso contrário – encara Lucius fixamente – pagarão com suas vidas.
Após quatro longas e amedrontadas reverências, o Lord acrescenta.
- E o outro garoto, tragam-me vivo.
- Como ordenar, Mi Lord – sem nem piscar os Comensais já desapareciam em direção ao obscuro e perigoso bosque que rodeava a Mansão Riddle.
- Nagini... – ao ver-se finalmente sozinho, Tom volta-se à serpente – Venha comigo, não posso confiar naqueles idiotas...
- Nem ficar aqui parado sem fazer nada, não é? – acrescenta com malícia.
- Vamos logo!
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Nesse meio tempo, um jovem loiro caminhava apressado pelo jardim da Mansão Riddle em direção ao bosque que ficava no final das terras. Esse jovem carregava consigo um anjo adormecido, pelo menos era isso que ele pensava do lindo menino que estava em seus braços.
- Não se preocupe Harry, dentro de pouco tempo estaremos sãos e salvos em Hogwarts – sussurra, acariciando delicadamente a face suave do Gryffindor.
Por sorte Harry pesava quase o mesmo que uma pluma, e por ser mais desenvolvido fisicamente conseguia carregá-lo com muita facilidade. Levando-o nos braços como uma noiva que acaba de se casar, mas neste caso "a noiva" estava desacordada, sendo seqüestrada.
- Você não precisará mais ficar com esse desgraçado – segura-o com mais força contra si. Temendo perdê-lo a qualquer instante – e irá me agradecer por salvá-lo.
Finalmente Malfoy já ingressava no bosque e podia perceber porque aquele lugar era proibido à qualquer um.
- Que Merlin me ajude... – murmura, vendo-se rodeado por gigantescas árvores que se embrenhavam tornando a passagem cada vez mais dificultosa, num terreno irregular, com roxas e relevos espalhados pela terra, que fazia qualquer Comensal bem treinado tomar cuidado. Sem contar os uivos e ruídos de criaturas que, com certeza, seriam muito perigosas. Afinal viviam nas terras do Dark Lord.
Mas o jovem Comensal tinha coisas mais importantes para se preocupar e estava disposto a ir até o fim, se necessário sacrificaria sua vida pelo menino que carregava nos braços.
- Nós vamos ficar bem, Harry... – consegue adentrar ainda mais naquele difícil lugar, sentindo suas vestes ficarem imundas e até rasgarem um pouco, mas não fazia diferença, precisava chegar lá -...E quando sairmos daqui você vai perceber que eu sou o único que pode amá-lo de verdade...
Quem ouvisse as palavras de Malfoy acreditaria que Harry estava sorrindo, encarando-o apaixonadamente, como um jovem sonhador. No entanto, o moreno mantinha seus lindos olhos verdes fechados. Alheio a tudo e a todos que o rodeavam.
-...E se entregará a mim, como sempre deveria ser! – sorri, pousando seus lábios na bochecha de Harry – Não pensaremos mais em guerras, em Voldemort, Dumbledore, seus patéticos amigos, meus odiosos pais...
Avista uma luz clara a alguns metros e percebe que estava perto. Encontrava-se na metade do bosque, só mais alguns instantes para aquela aura de magia negra desaparecer e eles poderem sumir dali para sempre.
- Estamos perto, Harry! Finalmente! – um sorriso radiante toma conta de sua face. Por fim, teria o moreno só para si e seriam "felizes para sempre" – Não sabe o quanto esperei por isso... – encara os convidativos lábios de Harry que pareciam chamá-lo, e sem pensar duas vezes aproxima os seus lentamente com a ansiada intenção de beijá-lo – "Finalmente..."
- CRUCIO!... Accio Potter!
A conhecida maldição parece despertar Malfoy de um sonho, quando sente as milhares de facas perfurarem seu corpo e Harry ser arrancado de seus braços, enquanto caía e se contorcia no chão.
Bellatix Lestrange era, sem dúvida, uma das melhores Comensais da Morte presente nas filas de Voldemort. E agora, esta segurava cuidadosamente o menino Potter enquanto observava seu sobrinho se contorcer baixo a certeira maldição que lançara.
- Aiaiai... Tolo "mini-Malfoy" – comenta com sua irônica voz infantil – Não sabe que é feio mexer nas coisas dos outros?
Draco mordia lábio com força para evitar que os gritos escapassem, deixando o sangue escorrer e tornar o pálido queixo avermelhado. Mas o que doía mesmo era sentir que o calor do corpo de Harry não estava mais junto ao seu e que agora seria praticamente impossível tirar seu moreno dali.
- Hum... Tenho de admitir que você e o amo têm muito bom gosto – sorri com malicia, deslizando um fino dedo pelo rosto terno do Gryffindor – Potter parece ser um ótimo brinquedo...
- Des...AH!... Desgraçada!...AHHH!...Solte...Solte-o! AHHH!!...
Bella ignora as palavras do loiro, concentrando-se em estudar o lindo menino que estava em seus braços.
- "O bebê Potter realmente se tornou um belo rapaz... – pensava, analisando-o com interesse -...mesmo com tantas tragédias em sua vida ainda conserva uma inocência cativante, e uma alegria que se parece até com o idiota do padrinho... Hum!"
Naquele instante uma sombria presença aparece no local, tirando a Comensal de seus devaneios.
- Mi Lord... – rapidamente ela se ajoelha, com Harry ainda em seus braços.
- Dê-me o garoto.
Por mais fria que a voz de Voldemort parecesse, sua tensão era palpável e qualquer um que observasse bem aqueles olhos sempre inexpressivos, poderia ver a avalanche de sentimentos e preocupação que os inundavam.
Diante de tal ordem Bella não pensa duas vezes e passa o menino aos braços do amo, que o envolve num agarre possessivo.
- "Isso não acontecerá novamente, pequeno" – pensa, encarando a face adormecida fixamente, enquanto o estreitava com firmeza.
Após alguns minutos o Lord parece, finalmente, perceber a presença do jovem Malfoy e dirige seus penetrantes olhos roxos, agora cheios de uma fúria assassina, ao deplorável garoto que ainda se contorcia no chão.
- Bella, traga-me este lixo e convoque Lucius e os outros ao Salão Principal – diz friamente, dirigindo-se com Harry à mansão.
Ao entrar no Salão carregando Harry desacordado, os olhares curiosos de todos os Comensais presentes na festa se voltam ao amo. Mas este é taxativo e com uma única ordem resolve o problema.
- Sumam! – a voz imponente do Lord ecoa pelo local, e em questão de segundos todos desaparecem sem fazer qualquer ruído.
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Poucos minutos depois os quatro Comensais – Bella, Lucius, Severus e McNair - aparecem, e o Lord observa, desde o seu confortável trono, Draco sendo trazido pelo feitiço "Levicorpus" de Bellatrix.
- Mi Lord... – fazem uma longa reverência e a Comensal deixa o corpo de Draco cair ruidosamente no chão, ganhando um gemido abafado por parte deste.
Ignorando solenemente a presença dos quatro, o Lord se volta ao garoto caído.
- Diga-me, Draco Lucius Malfoy, você achou mesmo que conseguiria sair daqui levando algo que é meu? – pergunta friamente, fixando seus olhos vermelhos no pálido rosto.
- Ah... Harry... – um gemido fraco sai dos lábios de Draco, chamando pela única pessoa que importava para ele. Aquela pessoa que estava deitada no colo do Lord sendo segurada como sua mais importante posse.
Ouvir o nome do SEU Harry sair daqueles lábios imundos faz o sangue de Voldemort ferver ainda mais, se é que era possível.
- CRUCIO!
- AHHHHHHHhhhh!! – a maldição atinge o coração em cheio. Mil vezes mais forte que a de Bellatrix.
- Como? – um sorriso cruel aparece no rosto de Voldemort – Não estou ouvindo... CRUCIO!
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!
Outro grito.
Outra maldição ainda mais forte.
- "Draco... – Lucius mantinha seus olhos inexpressivos fixos na cena, mas por dentro não sabia se temia pela vida do filho ou se o amaldiçoava também por tamanha burrice - como pode ser tão inconseqüente?"
Os gritos de Draco se tornavam cada vez mais fortes.
Nem Cedric fora torturado com tamanha intensidade. O ódio do Lord parecia dar força a cada maldição lançada.
- Sabe, jovem Malfoy... – diminui um pouco a intensidade do feitiço apenas para o garoto prestar um pouco de atenção -...foi uma grande tolice a que você fez.
Os outros não sabiam se temiam mais pela violência das maldições ou pelo tom frio e calculado que Voldemort usava.
- Desde o dia em que nasceu, Harry me pertence... – acaricia o rosto adormecido delicadamente, sem despregar seus olhos do loiro que o encarava com fúria e impotência -...O único que pode tocá-lo...
Draco sente uma solitária lágrima escorrer ao ver como Voldemort acariciava o peito alvo de Harry por dentro da túnica.
-...O único que pode beijá-lo... – percorre seus lábios pelo pescoço macio do Gryffindor até chegar aos lábios entre abertos que incitavam-no a invadi-los, e com um desejo imenso misturado ao sentimento de posse, toma-os de forma ardente diante do olhar chocado de Draco.
Aquilo era pior que um pesadelo.
- Harry... – sussurra com a voz quebrada pela dor.
A sensação de impotência perante aquela cena doía mais que qualquer Crucio.
-...O único a quem Harry pertence... – abraça o pequeno corpo com mais força – é a mim!
- Não! – Draco aperta os punhos, tentando juntar forças para enfrentá-lo. Mas era impossível... O olhar assassino que Voldemort lançava naquele instante, deixava bem claro que era impossível...
- CRUCIO!
Novamente a maldição.
E como esperava, esta vinha com o dobro de força.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! – seus ossos pareciam não existir mais. Era como se cada célula do seu corpo sentisse dor.
Mas o que mais doía eram as palavras do Lord. Ter que ouvi-las sem poder replicar. Ver como Harry era tocado pelas mãos do Senhor das Trevas sem poder impedir. Saber que ele estava certo e não poder fazer nada para mudar a verdade.
- "Bem feito mini-Malfoy, com isso você aprenderá a não tocar mais nos pertences do amo... – Bellatrix sorria, contemplando a cena -...Por mais sangue puro que seja, pensar como um impulsivo e repugnante muggle é imperdoável!"
Ao lado dela, McNair também se divertia.
- "Até eu seqüestraria o Potter... – encara o menino adormecido um brilho de luxuria contida em seus olhos –...Mas fazer isso na cara do Lord é suicídio, garoto estúpido! Haha!"
Harry, por sua vez, continuava alheio a este mundo. Mas agora a respiração tranqüila e o imperceptível sorriso em seus lábios, mostrava que parecia desfrutar do calor daquele corpo que o envolvia.
- Não adianta negar o inevitável, jovem Malfoy... – Tom sorri com malicia, acariciando os cabelos revoltos do menino em seu colo -...Harry me pertence e ele próprio sabe disso.
- Ele não... Ah... – murmura, sentindo a voz quebrar em sua garganta por tamanha dor.
- E todas as vezes que ele geme e grita pedindo para que eu o tome com mais força, não parece muito contrariado com este fato.
Aquelas palavras sim foram um punhal direto no coração do loiro.
Só a imagem de Harry se entregando à outro que não fosse ele, causava náuseas e uma fúria impensável que consumia sua mente.
E dessa vez estava tudo perdido.
- Não... – mais lágrimas de debilidade banhavam seu rosto.
Seu sonho de fugir com o moreno estava perdido.
Suas esperanças...
Seus planos...
Sua vida...
Tudo...
Perdido.
Acabado.
Destruído.
Destruído pelas mãos daquele homem. O único à quem Harry pertencia.
- CRUCIO!
Outra vez a maldição o atinge. Mas as forças para gritar, os sentidos para perceber a dor, a vontade de viver para levar Harry dali parece apagar-se pouco a pouco. Não tinha mais forças. Não tinha mais vontade. Não tinha mais nada. Voldemort levou tudo o que ele tinha quando tirou Harry de seus braços. E agora as sensações humanas de dor e sofrimento que ainda consumiam seu corpo desapareciam lentamente.
- CRUCIO!
De novo...
- CRUCIO!
E de novo...
- CRUCIO!
Cada vez mais forte...
O corpo do loiro parecia o de um indigente jogado às traças, e a única coisa que este ansiava agora era a morte... A única que lhe restara...
- Mi Lord?... – Severus Snape, o único que temia de verdade pela vida do garoto estirado no chão, intervém, mantendo a voz fria e o olhar sem qualquer emoção.
- O que quer, Severus? – pergunta sem paciência. Se havia uma coisa que Voldemort odiava era ver-se interrompido em seus prazerosos momentos de tortura.
- O jovem Malfoy está a um passo da morte, senhor.
- Sim, eu notei... – replica com ironia - ...E daí?
- O senhor não acha que...
- Vá direto ao assunto Severus! – ordena energicamente – Ou será a sobremesa de Nagini assim que ela acabar com o prato principal! – indica o corpo maltratado se contorcendo no chão.
A serpente, por sua vez, olhava mortalmente para Draco desfrutando do sofrimento dele. Todo o tempo ela esteve com seu amo e agora, mantinha-se protetoramente envolta do trono, cuidando do sono de seu "filhote".
- Perdoe-me, senhor – engole em seco – É que se o garoto não voltar para a escola comigo, Dumbledore desconfiará.
Vendo que o Lord arqueava uma sobrancelha de maneira interrogante, o professor de poções continua:
- Dumbledore acha que Draco e eu somos espiões duplos então se o senhor matar o menino, ou ele simplesmente desaparecer, o velho maluco ficará desconfiado e mesmo se não ficar, a situação não terá nenhum proveito... – analisava com uma frieza impressionante -...Por outro lado, se eu voltar com Draco alegando que ele tentou salvar Harry e eu o ajudei, Dumbledore confiará ainda mais em mim e com certeza contará todos os detalhes de seu plano...
- Hum... É uma hipótese... – comenta pensativo, olhando sem emoção para o corpo do adolescente se contorcendo de dor.
- E o senhor não precisará se preocupar, porque me parece que o jovem Malfoy não sairá do coma por um bom tempo...
- "Se eu deixar o idiota vivo posso jogar isso na cara de Harry, e até chantageá-lo um pouquinho" – pensava com malicia.
Enquanto o Lord pensava em como tirar proveito da inútil vida de Draco para com o seu Gryffindor, os outros aguardavam, expectantes, a decisão do amo. Bella e McNair esperavam que o Lord acabasse com o estúpido loiro, já Lucius queria o filho vivo para não ter que contar o triste episódio à Narcisa e esta lançar um Avada nele, e Severus rogava a Merlin que seu plano desse certo.
- Lucius... – o Lord finalmente se pronuncia, chamando o loiro mais velho com uma voz de poucos amigos -...Se algo desse tipo acontecer novamente, não serei tão piedoso e toda sua família será torturada e, em seguida, executada. Entendeu?
- Si...Sim... Senhor – responde prontamente, tremendo.
Voldemort lança um olhar de esgueira ao corpo inconsciente no chão.
- Todos sumam daqui! – ordena friamente - ...E você, Severus, leve o lixo.
- Sim, senhor! – todos respondem sem hesitar, mas antes do professor de poções levitar o corpo de seu inconsciente aluno para tirá-lo dali, o Lord se volta novamente à eles.
- Ah, Severus! – um sorriso cruel aparece nos belos lábios de Tom Riddle - Acredito que este feitiço seja invenção sua.
- Senhor? – pergunta sem entender.
- SECTUMSEMPRA!
Na mesma hora o corpo, já maltratado de Draco Malfoy, se vê envolto por um rio de sangue. Como se milhares de facas o perfurassem ao mesmo tempo. E mesmo inconsciente o garoto deixa um grito de dor escapar dos seus lábios, acompanhando o sangue que não parava de sair. Manchando sua pele, suas vestes, o piso... Tudo...
Aquela ação repentina deixa os quatro comensais sem fala, principalmente Snape que encarava o garoto totalmente ensangüentado sem conseguir acreditar.
- É um ótimo feitiço – Tom comenta despreocupado – muito útil...
- Er...Obri...Obrigado... – o professor agradece, catatônico ainda.
- Agora sim, sumam!
Sem que o Lord precisasse repetir, os quatro Comensais desaparecem, levando com eles um definhado, acabado e maltratado Draco Malfoy que por milagre de Merlin ainda continuava com vida. Em coma por tempo indeterminado, mas com vida.
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Sim, agora Harry estava onde sempre deveria estar. Deitado confortavelmente na cama que compartia com Tom, e este observava aquele rosto tranqüilo transmitindo tanta paz e ternura... Entre outros sentimentos que chegavam a assustar o temido Lord das Trevas, pois a remota possibilidade de não ver nunca mais aqueles lindos olhos cor de esmeralda, fazia Voldemort perder a noção de tudo.
Não poderia perdê-lo. Nunca.
Harry era seu.
Apenas seu...
- Ennervate!
Em segundos o pequeno corpo começa a se mover:
- Hum... O que?... – pisca várias vezes, procurando saber onde estava -...Draco?
Tom arqueia uma sobrancelha, interrogante.
Aquele nome não era o seu. Harry não estava chamando por ele. Não estava chamando por quem deveria chamar.
- Draco?... – murmura novamente, esfregando os olhos com uma das mãos, como uma criança que acaba de acordar.
Sem que pudesse evitar a fúria começa a tomar conta do Lord e seus olhos vão escurecendo lentamente...
- "Ele está procurando aquele garoto desgraçado!" – pensava com ódio, encarando os inocentes olhos verdes que percorriam toda a habitação, ainda atordoados.
- O que está acontecendo?...
- Ora, ora, ora... – deixa um sorriso prepotente aparecer em seu rosto - Resolveu dar uma de bela adormecida, Potter?
- Tom? – Harry arregala os olhos, assustado – O que?... Mas...
- Pelo visto não sou bem o príncipe que você queria, não é? – aproxima-se perigosamente.
- Não... Err...
Harry tenta se afastar, um pouco nervoso, mas aquilo só serve para enfurecer ainda mais o Lord. E este, sem pensar suas vezes, segura o pulso do Gryffindor com firmeza trazendo-o para si.
- Mas infelizmente, felizmente no meu caso, devo dizer que você terá de se acostumar com este príncipe aqui – sussurra com malícia, devorando o pescoço de Harry com beijos e chupões. Fazendo questão de deixar boas marcas.
- Ai!... Ah... Pára! – Harry tenta empurrá-lo – A festa!... O que aconteceu?...
- Oh, não se lembra? – pergunta com pura ironia.
- Não, eu só lembro que o Draco... – pára subitamente, encarando o mais velho com temor –...O que você fez com ele?
- Preocupado com seu amiguinho, Potter?
Harry podia ver claramente nos olhos de Tom toda sua fúria contida, uma conhecida fúria que pôde distinguir naquele fatídico dia da sua primeira vez. E aquilo faz um arrepio de medo percorrer sua espinha.
Percebendo o temor que o Gryffindor emanava, uma sensação de luxuria misturada a poder começa a tomar conta do Lord.
- Não! Ele não é meu amigo! Deve ter feito uma brincadeira de mau gosto... – tentava explicar, tremendo diante daquele olhar que praticamente o desnudava –...Foi bobagem!
- Claro, sei...
Com um movimento rápido Tom deita o garoto na cama, posicionando-se em cima dele, com uma perna em cada lado do estreito quadril, enquanto segurava os pulsos em cima de sua cabeça.
- Pára! Me solta! – Harry tentava se soltar, debatendo-se assustado.
- Quieto – diz friamente – será melhor para você.
Aqueles penetrantes olhos vermelhos só o encararam assim uma vez. Com um misto de luxuria, sentimento de posse, rancor, raiva, desejo, poder... Uma única vez que ficou marcada para sempre em sua vida e não queria que repetisse.
- "Não... De novo não!... Por favor, não!"
O corpo de Harry começava a debater inconscientemente e a única coisa que passava em sua cabeça eram terríveis "flashs" daquela noite. Apenas os momentos ruins, os mesmos momentos em que Tom o encarava com aquele idêntico olhar.
Ao sentir Tom retirando sua única sem o mínimo de delicadeza, Harry se coloca a gritar, tentando a todo custo afastar aquelas mãos que tanto o machucavam.
- ME SOLTA!... SOCORRO!...
Tapas.
Socos.
Chutes.
Harry fazia de tudo, mas era inútil. Tom continuava aprisionando seu corpo, mantendo-o firmemente preso, enquanto ocupava-se marcando cada centímetro de sua pele.
- PÁRA!
- Quieto Potter! – segura o delicado queixo com força, fazendo o menino encará-lo – É melhor você calar a boca e se acostumar! Entenda de uma vez por todas que você é meu!
- NÃO! NÃO SOU!
- É sim...
Tom o encarava fixamente, adorando aquela sensação de poder, aquela sensação que deixava claro que ninguém tiraria Harry dos seus braços. Nunca.
- NÃO! – tirando forças não se sabe de onde, Harry consegue empurrar o Lord para longe e rapidamente se levanta da cama correndo em direção a porta.
Aquela atitude desconcertante parece divertir o Lord, que o encarava sentado na cama com um sorriso malicioso nos lábios.
- Está trancada, pequeno... – comenta calmamente, concentrando-se em desabotoar sua própria túnica sem despregar os olhos de Harry.
-EU QUERO SAIR! – começa a bater, ou melhor, esmurrar a porta – SOCORRO!
- Ninguém vai te ajudar, pequeno...
As palavras do Lord pareciam as de um lobo que estava a ponto de devorar um pequeno cordeiro. Uma situação, na opinião do mais velho, extremamente excitante.
- Conforme-se, Harry... – Tom continua, deixando sua elegante túnica negra cair no chão junto com a calça e a camisa social que completavam o conjunto, permanecendo apenas com uma ajustada e provocante cueca preta -...Ninguém virá porque eles sabem que você é meu.
Por alguns segundos Harry inevitavelmente se perde na visão do Deus Grego à sua frente. Aqueles músculos firmes e bem marcados, a pele pálida como a de um verdadeiro nobre, os cabelos ligeiramente desalinhados com uma mecha caindo no olho e dando um ar selvagem... Um verdadeiro monumento encarando-o com pura luxuria e desejo naqueles envolventes olhos que pareciam duas bolas de fogo.
No entanto, as palavras do Lord ainda ecoavam em sua mente, e Harry tirava suas próprias conclusões sobre o que elas queriam dizer.
"Meu..."
Posse.
Objeto.
Descartável.
- EU NÃO SOU SEU! – grita com ódio.
- É sim... – sorri, se aproximando como uma perigosa serpente preste a dar o bote - Meu e de mais ninguém...
- EU NÃO PERTENÇO A VOCÊ, NEM A NINGUÉM! – sentia suas cordas vocais doerem –...SOCORRO!!
A risada sarcástica de Tom ecoa pelo quarto.
- Pelo visto devo mostrar quem está com a razão... – sorri com malicia.
Novamente um arrepio de medo percorre a espinha de Harry ao ver aquele conhecido sorriso.
- SOCORRO! – batia na porta desesperado – ALGUÉM!
- Não adianta...
- ALGUÉM, POR FAVOR! – lágrimas angustiadas molhavam a face do Gryffindor – ALGUÉM... DRACO!!
Erro.
Definitivamente Harry acabara de cometer um terrível erro.
Um erro que, a julgar pelo olhar do Lord, pagaria caro por ele.
Tom Riddle, no momento mais reconhecível por Lord Voldemort... O Temido Senhor Tenebroso... Terror Do Mundo Mágico... E todos os outros milhares de adjetivos que agora Harry percebia porque se encaixavam perfeitamente, estava estático encarando o jovem Gryffindor com uma expressão no mínimo assustadora.
Os olhos vermelhos iam escurecendo pouco a pouco, a medida em que sua respiração tornava-se acelerada, no mesmo ritmo de seus batimentos cardíacos. Como se o ódio o bombeasse.
Ele se aproximava lentamente de Harry com o rosto sem sentimento algum, coisa que fazia o jovem mago retroceder ainda mais, encostando-se à porta amedrontado.
A cada passo que o Lord dava, uma aura negra saída do seu corpo e espalhava-se por toda a habitação, deixando aquela cena ainda mais aterrorizante para o pobre menino.
- Eu... Eu não quis... – Harry tentava murmura alguma desculpa, mas era impossível. Apenas aquele olhar o mantinha em silencio, temendo o pior.
Um "pior" que não demorou a chegar.
Com um movimento certeiro a mão de Tom desfere um doloroso tapa no rosto do Gryffindor. Um tapa tão violento que faz o garoto perder o equilíbrio e ir direto ao chão.
- Você não aprende mesmo, não é? – seu tom é frio e indiferente, sem demonstrar qualquer emoção diante das lágrimas que escorriam pelo delicado rosto que agora estava com a marca de seus dedos estampada na pequena bochecha.
Surpresa.
Medo.
Dor.
Uma mistura de sentimentos vagava pelo interior do Gryffindor, que mantinha o olhar no chão, sem forças para encarar o mais velho e descobrir que coisas ainda piores estavam por vir.
- Mas tudo bem, não me importo em repetir a lição... – sem mais palavras, Tom segura o braço de Harry com força e joga-o de volta na cama.
- Ah... – Harry solta um pequeno gemido surpreso.
- Hum... – sorri com sarcasmo – não se preocupe, ainda viu nada.
Segurando os pulsos de Harry em cima da cabeça, o Lord arranca a bela túnica que o Gryffindor usava rasgando-a com violência, sem importar-se. Ignorando os choro abafado e angustiado do adolescente, que apenas implorava mentalmente para que não doesse tanto quanto daquela vez.
Em poucos segundos Voldemort pôde contemplar Harry totalmente despido, com alguns arranhões e marcas avermelhadas pelo jeito pouco sutil que o tratara, mas que mesmo assim não deixava de emanar perfeição.
- Lindo... – sussurra com a voz rouca, o encarando fixamente, coisa que faz o jovem mago corar inevitavelmente.
Lindo.
Gentil.
Terno.
Com certeza seriam adjetivos perfeitos para caracterizar o "meino-que-sobreviveu". Seu corpo adolescente era frágil e parecia porcelana, quebrável a qualquer toque, a pele clara fazia um contraste exato com os cabelos cor de ébano, desalinhados e revoltos, dando um verdadeiro ar de rebeldia sexy. Enquanto aqueles brilhantes e inocentes olhos verdes o encaravam, envoltos em lágrimas de angustia.
- Quando você se dará conta de que é meu? – pergunta seriamente, posicionando-se entre as torneadas pernas do Gryffindor.
- Eu... eu... não... – o coração de Harry estava a mil, esperando a qualquer instante aquela dolorosa intromissão que parecia rasgá-lo ao meio.
- Será que precisarei sempre tratá-lo assim? – com um feitiço não verbal a ultima peça de roupa que Tom usava desaparece, deixando-o no mesmo estado do menino, como veio ao mundo – Porque se for preciso eu farei!
Ao sentir a dureza daquele membro roçando em sua região íntima, Harry se desespera e ao ver-se firmemente preso pelo Lord percebe que não há mais nada que possa fazer, apenas se deixar usar.
- Tom... – murmura baixando, virando o rosto para o lado e deixando as lágrimas caírem livremente. Permitindo ao Lord fazer o que quisesse.
Aquela cena parece despertar Tom Riddle.
Trazê-lo de volta a realidade. Uma realidade em que aprisionava o corpo de Harry e estava a ponto de violá-lo pela segunda vez. Enquanto este apenas chorava em silêncio, com o rosto virado para o lado, evitando contemplar seu agressor.
Culpa.
Consciência.
Arrependimento.
Palavras que o Lord das Trevas não conhecia, mas que naquele momento martelavam sua mente, ou melhor, seu coração.
Para total surpresa de Harry, ao invés de sentir o avantajado membro do Lord abrir passagem em seu corpo, o que sente é um atrevido dedo acariciá-lo suavemente. Enquanto o mencionado Lord distribuía pequenos e carinhosos beijos pelo seu ombro e pescoço, brincando com a língua em algumas regiões que sabia que o Gryffindor não resistia.
- Ahhh... – Harry deixa escapar um suspiro de prazer, voltando suas intensas órbitas esmeraldas àquele surpreendente homem.
Ao ver aquele olhar interrogante, Tom sorri. Não com sarcasmo, nem malicia, ou ironia... Apenas sorri. O que deixa o jovem Gryffindor ainda mais surpreso, sentindo seu coração bater acelerado, mas dessa vez não era por medo... Era outra coisa que não sabia ao certo...
- Relaxe... – sussurra com a voz sensual, mordendo levemente a ponta de sua orelha.
E após pensar num feitiço não verbal o Lord introduz um dedo delicadamente no interior, lubrificado, do menino. Fazendo movimentos circulares e envolventes que levavam Harry a gemer inconscientemente.
- Ahhh... Tom... – morde o lábio, tentado se conter, mas o mais velho o puxa para um beijo apaixonado e cheio de desejo, murmurando em seguida:
- Quero ouvir você gemer...
- Ahhh...- com a face lindamente corada, Harry dá um imperceptível sorriso tímido, passando os braços em volta do pescoço de Tom.
Vendo-o mais relaxado o Lord introduz um segundo dedo, movimentando-o no mesmo ritmo do primeiro e após alguns instantes num delicioso vai e vem, Tom acaba encontrando a próstata de Harry, ganhando um gemido cheio de prazer por parte do Gryffindor.
- AHHhh!... Aí!
Após mais alguns minutos preparando-o Tom sente que não agüentaria mais, pois seu próprio membro estava latejando, clamando por penetrar aquele lindo e perfeito corpo. Que era seu. Apenas SEU.
Numa investida forte e profunda o Lord o penetra totalmente, de uma vez só, fazendo o Gryffindor gritar com um misto de dor e prazer. E após alguns instantes, parado para ele se acostumar, já começa a se movimentar num vai e vem ritmado. Profundo e prazeroso, que envolvia Harry cada vez mais.
- Ahhhhh... Tom!... – Harry correspondia aos beijos e às carícias inconscientemente. Esquecendo de onde estava, com quem estava, e o que estava fazendo... A única coisa que importava era a deliciosa sensação que o preenchia cada vez que o Lord investia com mais força.
Tom encontrava-se no mesmo estado de delírio, a única coisa que importava era acariciar, beijar e penetrar aquele delicioso corpo que emanava uma aura intensa e envolvente. O estreito interior de Harry parecia tragá-lo de uma forma tão prazerosa que desejava que durasse para sempre.
Os dois estavam conectados, fundidos em todos os sentidos. As pernas de Harry envolviam a cintura do Lord com força, tornando a penetração ainda mais profunda e prazerosa enquanto o mais velho estimulava o necessitado membro do amante, sem deixar de segurar o estreito quadril com firmeza, movimentando-o ao seu bel prazer. Deixando a marca de seus dedos na pele clara, para provar que era seu. Apenas SEU.
- Meu!... Ahhhhh... – diz em meio ao prazer.
- Ahhhh... Tom!...
- Você é meu!... Ahhhh... – repete, voltando a preenchê-lo com ainda mais força, sentindo as correntes elétricas do orgasmo começarem a tomar conta do seu corpo.
- Ahhhhh Sim!... Ahhhh... – concorda, agarrando-se aos ombros do adulto com força, sentindo aquela arrebatadora sensação preencher todo o seu corpo ao mesmo tempo em que despejava seus fluidos entre o abdômen do Lord e o seu. Manchando a ambos.
E com um gemido rouco Tom chega ao clímax junto com o Gryffindor, sentindo aquela maravilhosa sensação de ser esmagado pelo interior de Harry quando este se contrai pelo prazer.
Após alguns segundos para normalizar a respiração, Tom sai com cuidado de dentro do menino e se deita ao dele, trazendo-o na mesma hora para os seus braços.
- Você é meu... – sussurra carinhosamente no ouvindo do Gryffindor.
- E você é um maníaco possessivo – replica, se aninhando naquele confortável abraço.
- Não, sou realista, é diferente.
- Claro... – boceja, sentindo o sono chamá-lo sem cerimônia.
Com um sorriso apaixonado nos lábios, que por sorte Harry não podia ver, Tom acaricia os cabelos revoltos, aconchegando-o em seu peito.
- Uhum... Depois veja as marcas e me diga o que achou – dá um beijo suave na bochecha ainda avermelhada pelo tapa.
- Des..graçado... – murmura, entregando-se ao mundo dos sonhos, aproveitando o calor daquele delicioso corpo que o envolvia.
Tom apenas balança a cabeça negativamente, estreitando o menino contra si. Podendo finalmente entregar-se a um merecido descanso nos braços de Morpheu. Sem deixar de pensar no lindo Gryffindor em seus braços.
Era seu e de mais ninguém.
E agora que estava com ele, mataria quantos fosse preciso para mantê-lo ao seu lado.
Graças àquele sentimento estranho que o consumia...
Posse?
Também...
Luxuria?
Sim, mas...
Era "algo mais". Um sentimento compartilhado pelos dois, ainda que não admitissem. Por enquanto...
- "Esse Gryffindor teimoso podia dar o braço a torcer..." – pensa, cerrando os olhos e deixando-se levar ao maravilhoso mundo dos sonhos. Onde ele e Harry eram felizes sem interrupções.
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Continua...
Próximo Capítulo: - TOM! - grita assustado. Seus preciosos olhos verdes se enchiam de lágrimas rapidamente diante da cena - Não! Não pode ser, por favor...
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N/A: Olá! – acena animada - Aqui está o capítulo nove! E atendendo aos pedidos Draco continua vivo! xD
Bom, "um pouquinho" debilitado... Mas com vida! xD E não se preocupem porque o loiro ainda vai aprontar. Logo, logo ele mostrará suas garras novamente!
Nhai... Não pude deixar de fazer o Harry sofrer um pouquinho, pouca coisa xD
Afinal lidar com um Lord "ligeiramente" possessivo não é muito fácil Ah... Mas que acaba sendo muito prazeroso, acaba sim! xD
Espero que tenham gostado! – olhinhos brilhando – E, por favor, mandem Reviews que o próximo capitulo virá rapidinho! – sorriso inocente.
Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!
Super beijos e agradecimentos especiais à:
Minakashun (Nhai espero que tenha gostado! O Draco está vivinho, mas a crise de ciúme do Voldie quase mata o pobre Harry xD Hehe... Obrigada pela Review! Beijos!)
AnaBella Black's (Oie! Olha só a participação especial da Bella que eu prometi, especialmente para você! –sorrindo- Espero que tenha gostado! Pode deixar que ela ainda vai aparecer mais! Nhai, super beijos e obrigada pela review!)
Lyra Lestrange Black Riddle (Olá! Espero que esteja gostando! Bom, morrer o Draco não morreu... Mas que ele sofreu bastante, Ah isso o Voldie pode garantir! xD Nhai, Muito obrigada! Beijos!)
Pri Malfoy Potter (Nhai o Draco está vivo! – joga confetes - Eba! xD Hehe... Muito boa sua idéia, estou analisando para ver se os dois merecem um final feliz xD –sorriso malvado- Muito obrigada mesmo! Beijos!)
amdlara (Olá moça! Nossa, tentei atualizar o mais rápido possível i.i Mas minha irmã veio para cá... –suspira- ...bom agora ela já foi! xD Será mais rápido! Hehe... Nhai, o Draco foi mesmo estúpido! E o Voldie cuidou para ele não esquecer mais quem é o chefe! Espero que tenha gostado! Muitos Beijos! E muito obrigada!)
Laura (Hauahauhauahua realmente doparam o Draco, ou ele bebeu alguma coisa! – se diverte com o sofrimento alheio - Mas o Voldie cuidou de trazê-lo de volta à realidade xD Nada que uns bons crucios não façam! xD Nhai, muito obrigada pela review! Muitos Beijos!)
St. Luana (Nhai! – babando ao ler suas reviews - Lindas, lindas, lindas! Fico muito feliz mesmo que você esteja gostando da história! – olhinhos brilhando - Simplesmente AMO ler o que você me manda! Nhai nesse cap. o Harry sofreu um pouquinho, mas ficou claro que ele é do Tom e ninguém tasca! xD Claríssimo principalmente para o pobre Draco, que continua vivo... Mas, enfim... pobrezinho xD Espero que goste do capitulo! Muito Obrigada mesmo! Super beijos!)
Nhai vocês podem imaginar o quanto eu adoro receber suas Reviews, não é? – sorrindo de orelha a orelha – Agradeço de todo o coração mesmo! São todas LINDAS e ESPECIAIS! Fazem com que eu queira melhorar sempre para corresponder!
Enfim, é isso! Aguardo ansiosamente Reviews para saber o que acharam! – olhinhos brilhando – Até mais! E muito obrigada!
Beijos...
Tassy-Riddle!
