Oi, oi Povo!
Eis mais um capítulo.
Lembre-se, comentar nunca é demais!
Kagome: Sim, o Harry é uma graça, mas o Snape tem horas que me deixa bem nervosa. Ele é um cabeça dura e muito teimoso... Sei falar que ele vai aprontar muito.
Bjs e boa leitura!
Morgana Flamel
A solução encontrada por Hermione para não pensar em Snape foi entregar-se à agitação da sociedade londrina. Durante os dois meses seguintes, ela participou de todos os bailes, jantares, cavalgadas e festas campestres, além de ir às estréias teatrais, sempre acompanhada pelos mais cobiçados bons partidos. Se o duque não a julgava atraente, outros homens a consideravam fascinante!
Apesar de não ignorar o quanto Harry se beneficiara através do convívio com o homem que tanto a humilhara, ela sentiu-se traída. Ocasionalmente, sentiu um impulso maldoso de acabar com aquele relacionamento, contando ao irmão a verdade sobre aquela tarde que não conseguia esquecer.
Snape visitava o jovem coronel, com freqüência, mas sempre tarde da noite. Hermione o vira uma vez, quando retornou de um baile e foi até o quarto do irmão a fim de contar-lhe as últimas fofocas da sociedade.
Os dois homens conversavam em voz baixa, mas ela percebeu que Harry demonstrava um entusiasmo que desaparecera da vida dele após a invalidez. Recuando rapidamente, ela fez um sinal para que o irmão não revelasse sua presença ao duque, de costas para a porta, e correu para seu quarto.
Foi mais uma noite de insônia e ela sentiu-se profundamente revoltada por se afetar tanto com a presença daquele homem em sua casa. Era óbvio que não conseguira apagá-lo de sua mente!
Pouco depois desse incidente, Hermione voltou a encontrar um velho amigo. Tinha ido ao escritório do pai em Whitehall, a fim de convencê-lo a levá-la à ópera e estava no meio das imensas escadarias quando foi recepcionada por uma voz animada, vinda do alto dos degraus.
— Ora, ora! Que honra receber a tão celebrada lady Granger em nosso austero local de trabalho! Mal acredito que a garota travessa do passado tenha se transformado na beldade capaz de conquistar todos os corações de Londres. Que truques usou, querida?
Ao erguer a cabeça, Hermione deparou com os olhos muito azuis do Honorável Ronald Bilius Weasley, ex-tenente das forças de Sua Majestade, e correu ao encontro dele.
Ronald beijou-lhe a mão, num gesto de exagerada e cômica cortesia, para depois fazê-la girar, a fim de admirar o belo vestido verde.
— Uma mudança bastante agradável dos eternos vestidos pretos que você insistia em usar na Espanha, Mione. Nunca entenderei o que o visconde Granger tinha de tão bom para despertar tal devoção de sua parte, a não ser o fato de perder a vida na primeira batalha, em Rolica. Não chegou sequer a conhecer a região e logo fez o favor de deixar uma viúva atraente. Confesse que seu luto era apenas complexo de culpa por sentir-se aliviada ao livrar-se daquele pomposo idiota!
Ele sempre fora e, aparentemente, continuava a ser a pessoa mais irreverente que a jovem conhecera. Nada lhe era sagrado e ele seria menos apreciado por seus companheiros de batalha se não fosse tão corajoso.
Na verdade, Ronald sempre se interessara por ela mesmo antes de seu sucesso na sociedade, mas Hermione havia perdido o contato e não pensava nele, há anos. Soubera que fora forçado a vender sua posição no exército após a morte do pai, retornando à propriedade ancestral, em Kent, a fim de cuidar da mãe doente. Também lembrava-se de comentários sobre as enormes dívidas de jogo paternas que haviam arruinado a família.
Reconhecendo a verdade nas palavras do amigo, Hermione nem tentou mostrar-se ofendida. Sentira-se aliviada com a morte de Andrew pois não teria mais de se submeter ao ocasional e desastroso manuseio de seu corpo. Havia concluído que era uma mulher frígida e incapaz de encontrar qualquer prazer no primitivismo brutal das relações sexuais.
Agora sabia que a culpa não era da incapacidade de seu corpo em corresponder tal ato de amor. Snape lhe demonstrara que podia ser excitada a um ponto jamais imaginado. Entretanto, recusava-se a falar sobre seu casamento com quem quer que fosse.
— Você é mesmo incorrigível, Ronald! E não fale de mim, porque também está muito bem!
Ela o examinou com a mesma atenção que o homem lhe devotara e concluiu que as histórias de ruína familiar, circuladas após a morte do pai dele, só podiam ser muito exageradas. Apenas se surpreendia com sua presença em Whitehall, um lugar sério demais para alguém tão irreverente e pouco disciplinado.
— O que está fazendo aqui, Ron?
— Depois de deixar o exército, vim trabalhar com meu tio. Trouxe minha mãe para Londres e decidi servir meu país com uma caneta em vez de uma espada. É profundamente monótono, mas dá para pagar a champanhe de minhas contas!
Sem que Hermione se desse conta, o jovem a conduzia na direção oposta, agora descendo as escadas.
— Estou indo almoçar com minha mãe e ela adorará encontrar você. Fará mil perguntas, criticará seu vestido e depois passará uma semana ocupada, sem se aborrecer com as atividades de seu adorado filho único. Diga que me acompanhará e meu coração será seu, querida! — Ele subitamente ficou sério. — Como se não tivesse sempre sido...
Rindo, a jovem dama se conscientizou de que Ronald sempre fora parcial aos seus encantos, ignorados por todos naquela época difícil de debutante. Agora não entendia por que nunca se apaixonara por ele. Alto e ruivo, belo como um deus grego, e igualmente fascinante nos austeros trajes sociais quanto no colorido uniforme militar. Poucos homens tinham ombros tão largos ou pernas tão musculosas e bem moldadas, que eram reveladas pelas calças justas de camurça e botas brilhantes de couro macio.
Ela decidiu, num impulso, que ele era a pessoa ideal para distraí-la naquele período de sua vida e, colocando a mão sobre o braço dele, aceitou o convite. Só temia que a chegada de uma visita inesperada fosse alterar a rotina da casa.
— Bem... elas irão se afobar, colocarão um pouco de água na sopa, mas ninguém perderá a calma ou o bom humor, querida. — Ele piscou, maliciosamente. — Você sabe que sempre se faz comida demais em nossas casas!
— É verdade — riu Hermione, satisfeita com a própria decisão em ir. — Mas eu gostaria de um favor em troca...
— Faça seu pedido! Quer que eu venda tudo para lhe comprar jóias? Ou que pique meu coração e o sirva para alimentar os pássaros do Hyde Park? Quem sabe um anel de noivado?
— Não se trata de nada tão sério! — gargalhou ela, como era a intenção de Ronald. — Quero apenas que me acompanhe à ópera.
— Oh, Deus! Eu prefiro o som dos pássaros no parque mas... — Rindo e de braços dados, os dois atravessaram a rua onde Hermione viu-se diante de Snape que acabara de chegar a Whitehall.
O ruivo ergueu o chicote, num gesto rápido, para saudar o duque que não desviava os olhos da dama. Ela tentou disfarçar a agitação que o encontro provocara, sem muito sucesso.
— Não me diga que conhece o homem de gelo, querida — comentou ele, examinado-a com um olhar preocupado. — Você é mais misteriosa do que eu imaginava...
Felizmente, Ronald não tocou mais no assunto e logo chegaram à casa onde foi recebida com entusiasmo pela mãe dele. A alegre senhora passou o almoço comentando a carestia dos preços, um efeito daquela guerra cansativa, e criticando os militares por não conseguirem vencer aquela cobra ridícula que dominava a Europa com seu bloqueio idiota¹.
— Quando meu marido era vivo, eu jamais precisei me preocupar com dinheiro, cuidando das despesas como sou forçada a fazer agora — disse ela, tão logo o filho saiu da mesa, a fim de ir buscar um licor especial para Hermione. — Mas Ronald parece ser menos capaz de administrar nossas finanças do que o pai. Se ao menos meu filho mais velho não tivesse morrido de cólera, no ano passado...
A velha senhora enxugou algumas lágrimas, evitando borrar a maquiagem dos olhos, que sua geração continuava a usar.
— Lógico que o pobrezinho se esforça ao máximo, mas ele não tem a firmeza necessária para administrar as propriedades no campo. A situação vem piorando rapidamente depois que ele assumiu os encargos. Realmente, não sei como continuaremos vivendo — murmurou ela, com voz trêmula. — Volte a me visitar, querida. Venha logo ou minha saúde frágil me levará embora, antes que Ronald acabe de perder toda a fortuna do pai.
Com o preço do vestido luxuoso de lady Weasley daria para alimentar e pagar o aluguel de uma casa para uma família inteira num dos bairros mais modestos de Londres, Hermione não conseguia sentir qualquer pena da velha senhora. Entretanto, concordou polidamente, sem aceitar o julgamento dela sobre o caráter de filho.
— Ronald me parece ser devotado e preocupado com seu bem estar, lady Weasley — censurou a jovem, com muita suavidade. — A senhora vive em uma bela casa, com muitos criados e... devia agradecer por ter um filho como ele.
Nesse instante, o jovem retornou da adega e ouviu o comentário de Hermione.
— Por favor, não interrompa seus elogios só porque eu voltei. Adoro quando falam bem de meu caráter e talvez deva sair da sala de novo até você convencer minha mãe sobre meu valor!
— Não se dê a esse trabalho — replicou ela, firmemente. — Não me ocorre nenhum outro comentário elogioso a seu respeito, Ron.
Os três riram diante de sua negativa em alimentar a vaidade de Ronald, mas Hermione sentiu-se bastante aliviada pelo almoço chegar ao fim. Estava quase arrependida de tê-lo convidado a acompanhá-la à ópera!
Entretanto, ele parecia realmente feliz por tê-la encontrado de novo e talvez merecesse divertir-se um pouco. Ela não suportaria viver ao lado daquela mulher queixosa e acabaria perdendo a paciência, em vez de rir como ele o fazia, e daria um belo sermão naquela velha mimada que ignorava a realidade do mundo.
O conceito de Hermione sobre Ronald subiu quando o viu beijar carinhosamente a mãe, prometendo trazer o romance mais recente que ela queria ler. Logo, a conversa alegre e descontraída do velho amigo a distraiu e, quando se despediram em frente à sua casa, percebeu que esperava o programa daquela noite com mais ansiedade do que qualquer outro, havia um bom tempo.
Nas últimas semanas do verão, o jovem Weasley se tornou seu companheiro constante e Hermione descobriu qualidades inesperadas nele. Ronald possuía uma inteligência rápida como a dela e nunca a tratava como se fosse incapaz de compreender as complexidades políticas do momento. Pelo contrário, mantinha-a informada sobre os mais recentes acontecimentos na Espanha e sobre os amigos em comum ainda no campo de batalha. Ele era um companheiro encantador e atencioso, mas não exigia dela nada além da amizade. A jovem sentia-se feliz por ser considerada uma amiga e orgulhosa por despertar a evidente admiração dele. Só gostaria que os olhos azuis, sempre brilhado de alegria e bom humor afastassem, com maior eficácia, a lembrança dos olhos negros e muito frios de Snape!
Não demorou muito para Hermione perceber que Ronald gostaria muito de não ser apenas um amigo. Ocasionalmente, notava a intensidade perturbadora de seus olhares e se retraía, temerosa. Atencioso, ele voltava a sorrir, como se quisesse devolver-lhe a descontração da amizade inicial.
Ronald sabia que ela ainda não estava pronta para ouvir seus verdadeiros sentimentos e, se desejasse a companhia de lady Granger, teria de permanecer dentro dos limites estabelecidos pela mesma. Como não queria perdê-la, aceitava as restrições, esperando pelo momento certo, e apenas beijava-lhe as mãos, quando a deixava em casa após os constantes compromissos, diurnos ou noturnos.
Naquela noite, depois de terem se despedido como sempre, Hermione entrou em casa e viu a luz acesa no quarto do irmão. Sabia que Harry passava freqüentemente as noites em claro, mas ouviu vozes e assustou-se.
Sem pensar duas vezes, ela cruzou o vestíbulo até o quarto de Harry, de onde vinha a voz do pai. Com medo de que algo tivesse acontecido com o irmão, girou a maçaneta e entreabriu a porta e, em vez de uma crise grave, encontrou os dois com copos na mão, como se estivessem prestes a propor um brinde.
— Hermione? — chamou o pai, ao vê-la junto da porta.
Só ao notar que havia a terceira pessoa no aposento, a jovem caiu em si. Mais uma vez, bancara a intrometida, impondo-se em um lugar onde não seria bem vinda nem era desejada!
— Ouvi vozes e... — ela tentou desculpar-se, sem olhar para Snape bem mais perto da porta e também com um copo de conhaque nas mãos. — Fiquei com medo que algo tivesse acontecido a Harry...
Reconhecendo o quanto envergonhava o irmão com suas preocupações, ela começou a recuar quando sentiu os dedos de Snape segurarem seu pulso.
— Não vá embora. Você também tem direito de participar de nossa celebração. A cidade de San Sebastian foi tomada!
— Então... a fronteira está aberta para Kengsley! — exclamou ela, sem conter a alegria.
— Os franceses recuaram, mas continuam nas redondezas. Entretanto, podemos celebrar o começo do fim! — Snape sorriu, sem desviar seus olhos dos dela. — Junte-se a nós...
Como se realmente se sentisse satisfeito com a presença de Hermione, o duque a serviu de bebida e ergueu o próprio copo.
— Sorte e sucesso para Kingsley e seu exército!
Os quatro não escondiam a emoção e Hermione decidiu brindar também àqueles que não estavam lutando no campo de batalha, mas tinham mudado suas vidas em função de um homem sedento de poder e que dominara os destinos da Europa por tantos anos.
— Saúdo seu trabalho aqui em Londres pois, sem ele, a vitória não seria possível. Sei que gostariam de estar lá nesta noite triunfal, mas são valiosos demais para arriscarem suas vidas.
Embora também se dirigisse ao pai e ao irmão, ela fitava o enigmático Snape e percebeu que suas palavras o haviam tocado intimamente. Naquele instante, sentiu-se incluída no círculo dos homens a quem admirava e amava.
— Muito obrigado — murmurou ele e, percebendo que traíra suas emoções, voltou a controlá-las, desviando o olhar para Harry.
Hermione não queria ir embora, ansiosa por ficar mais tempo junto daquele homem que a atraíra desde o primeiro encontro e, diante do acontecimento glorioso, se tornara mais acessível e, como se fosse possível, ainda mais sedutor.
— Podem me dar mais detalhes?
Foi Harry quem respondeu à pergunta da irmã, entusiasmado com a vitória. O duque procurava pensar no assunto que o trouxera até ali em vez de lembrar-se do prazer de sentir o corpo da jovem dama junto ao seu. Finalmente, ele conseguiu voltar ao normal e a participar da conversa.
— Também chegaram boas notícias do fronte, ao norte. Voldemort está definitivamente de encontro à parede e não demorará muito para que os aliados entrem em Paris. Se ao menos a situação fosse tão animadora também aqui em Londres!
Os três homens se entreolharam, em silêncio, igualmente convictos de que o tempo para encontrar o traidor em seu meio era cada vez mais limitado. Seria impossível provar a culpa dele depois que a necessidade de comunicados secretos e da rede de espionagem inglesa perdessem parte de sua importância.
Então, eles recomeçaram a conversar, em voz baixa, com a descontração de velhos amigos. Hermione observava Snape, em especial e, sentindo o coração se acelerar, admitiu que depois de conhecê-lo, seu mundo nunca mais seria o mesmo.
Talvez sentindo a intensidade do olhar da jovem, o homem ergueu a cabeça e reconheceu a emoção retratada nos olhos dourados como mel e que ela não tivera tempo de disfarçar. Imediatamente os olhos negros se desviaram.
Momentos depois, o duque levantou-se, para se despedir,
— Peço-lhes desculpas por ter vindo perturbá-los tão tarde da noite mas... confesso que queria contar-lhes as boas novas e precisava de alguém para partilhar a minha euforia.
— É sempre bem vindo em nossa casa, milorde.
Num impulso, Hermione também levantou-se, oferecendo-se para acompanhar o duque até a porta, enquanto seu pai cuidava de Harry.
Tão logo os dois cruzaram o vestíbulo, afastando-se do quarto do irmão ela o encarou, com determinação.
— Por quê? — perguntou, com os olhos fixos nele.
— Não entendi o que deseja saber com esse "por quê", milady.
— Por que não é sempre esse homem de poucos momentos atrás? Como foi quando estava no quarto de meu irmão?
— Porque este quarto não é o meu mundo — respondeu ele, simplesmente.
— Mas poderia ser.
Hermione não tinha condições de saber que estava oferecendo a Snape a chave para uma porta que permanecera fechada para ele, durante toda a vida. Mesmo admitindo que seria impossível aceitar, sentia-se feliz com a espontaneidade daquela mulher de atitudes inesperadas.
— Não — murmurou ele, vestindo a capa.
— E por que não? — persistiu ela. — Como pode negar esse lado de sua personalidade? Não creio que prefira a solidão!
— Acha mesmo que sou solitário? — replicou ele, nitidamente zombando da ingenuidade de Hermione.
— Disse que queria partilhar sua euforia com alguém e eu deduzi...
— Poucas pessoas em Londres estão envolvidas com os acontecimentos na Espanha como nós quatro, concorda? Procurei a companhia de vocês porque compreendiam, como eu, o significado real destas notícias. Isso não significa que me faltem amigos — ele a fitou a fim de observar a mudança de expressão no rosto da jovem, antes de prosseguir, deliberadamente — ou muitas amigas para satisfazer todas as minhas necessidades.
Hermione ergueu o queixo, num gesto de desafio, diante da recusa de Snape em aceitar sua oferta de amizade. Era evidente que ficara profundamente ofendida.
— Mas é claro! Que tolice a minha presumir que o poderoso duque de Avon precisasse de algo. Ou que desejasse partilhar de nosso desejo muito humano de verdadeiras amizades!
Ele sentia um desejo intenso de tomá-la nos braços e beijar os lábios trêmulos até despertá-los para a paixão. Rejeitara-a pela segunda vez porque seu autocontrole começava a se desfazer perigosamente como neve ao sol.
Snape tentava convencer-se de que ela jamais seria a mulher para ele. Talvez para alguém como Weasley, um homem de físico perfeito e que poderia lhe dar filhos. A idéia provocou-lhe uma onda de ciúmes tão intensa que saiu sem despedir-se ou olhar para trás.
Sozinha no vestíbulo, Hermione dirigiu-se para o quarto do irmão com passos lentos e desanimados, a fim de recolher os copos.
— Não se iluda com o fato de Snape ter parecido humano esta noite, Mione — disse Harry, em voz baixa e firme. — Ele continua sendo o mesmo homem.
Felizmente, ela estava de costas e o irmão não poderia ver a emoção que não conseguira ainda controlar. Depois de beijá-lo e retirar-se para seu quarto, continuou ouvindo as palavras dele até adormecer, quase de madrugada.
1 O Bloqueio Continental: Foi a maneira que Napoleão encontrou para atingir a Inglaterra. Através de decretos, foi vedada a entrada de navios mercantes nos portos britânicos e de seus aliados, deixando dessa forma a economia do país em crise.
