Capítulo 9
O pesadelo maior de um garoto, acreditem, é quando ele pede uma garota para sair com ele. Depois desse pesadelo, se assim mesmo ele continuar gostando da garota, era o pesadelo de como pedir para namoro.
O problema maior do Aoi estava sendo como perguntar a Nana se ela queria sair com seu amigo.
Aquela fora uma semana estranha para Nana; Pin fizera sair sua alma quando foram para a aula de educação física; de repente era jurada de morte da namorada de Aoi e, do nada, alguém lhe envia uma carta de amor... sinceramente, era tudo estranho!
Telefone toca.
_Alô?
_Nana? Ocupada?
_Na verdade, não. Pode falar.
_Está com uma voz estranha... aconteceu algo?
A garota parou e pensou "lógico, sua namorada simplesmente me quer morta e eu não sei o porque".
_Estou cansada, só isso.
_Ah... bom, não sei como te falar isso, mas gostaria de sair no sábado?
Agora sim que ela me mata, pensou.
_Bom, na verdade, seria um encontro duplo. Não sei se lembra do meu amigo, Murakami? Bom, parece que ele gostou de você e... bem...
_Ah, sim. Erm... bom, posso falar com ele, e podemos ir no sábado... te vejo amanha?
_Claro, claro...
*CLICK*
E mais essa agora, era cupido!
Mais um sonho estranho... suava frio.
A garota de cabelos pretos ainda fugia dele e, sabe-se lá o porque, ele ainda corria atrás dela. Sabia do mesmo desfecho: chegaria naquele bendito precipício, ela se jogaria e ele iria gritar e acordar...mas, dessa vez, tinha algo de estranho. Ela não o conduzia ao precipício, mas a uma entrada de uma casa!
Entrou em um recinto estranho cheio de espelhos e se olhou.
Não era ele. Não era seu reflexo, mas de alguém parecido que dava um pouco de medo. Os olhos eram da cor âmbar e brilhavam, seu cabelo era tão branco e usava roupas estranhas. Chegou mais perto do espelho. A imagem se mexia conforme ele se mexia.
_Você a encontrou, não é?
Se assustou com a voz repentina, mas viu que saia... do espelho!
_Meu D...
_Você a encontrou.
Quando olhou para si, ainda usava seus pijamas, seu cabelo era o mesmo e nada havia mudado, mas o reflexo no espelho e nos tantos outros do recinto mostravam o contrário.
_Mas q... o que ta acontecendo aqui?
O reflexo somente esboçou um sorriso, e, de repente, sacou sua espada e o atingiu, como se o espelho fosse feito de água! Sentiu a lamina transpassar sua carne, o frio do metal. Um grito.
Estava novamente em seu quarto, na sua cama. Aquilo fora tão real que ele levantou sua blusa para se certificar que na da havia acontecido, que era só um sonho e não tinha morrido. Nada. Nenhum arranhão, muito menos algum indicio de que uma espada havia transpassado sua carne.
Mas sua mão... um corte roxo? Corte não era, parecia um risco com tinta roxa... mas, onde ele tinha feito isso era uma boa pergunta. Levantou e foi ao banheiro, precisava passar um pouco de água em seu rosto para se acalmar e tentar tirar aquilo de sua mão. Era estranho, aquilo ia do polegar até o fim da mão.
Sábado! Sem aula, sem nada, um feriado e com sol! Um perfeito dia para se passar fora de casa e num parque de diversões. Casais a todos os cantos, amigos em bandos e dois garotos perto de uma estação de metro esperando duas garotas que se atrasaram... típico.
Murakami estava todo nervoso; estava tão contente por Nana ter aceitado o convite e excitado pelo dia que iriam passar juntos.
Apesar da demora de Izumi, Aoi só pensava na maldita mancha roxa que aparecera em sua mão que nem por decreto saia. Seus pensamentos foram dispersos quando Nana chegou ao local.
_Desculpem a demora, os trem estavam cheios hoje!
_Todos resolveram sair hoje – disse Aoi.
_Percebe-se... prontos?
_A Sakura-san ainda não chegou – disse Murakami.
_Como não cheguei?
Os três olharam para a extravagante menina trajada de rosa e mais rosa. Chamativo era pouco. Izumi queria mostrar a Nana o quanto ela era melhor, por isso, pôs o melhor e mais extravagante vestido de verão que tinha. Apesar disso, Izumi chamava a atenção por ser muito bonita. Muito mesmo! Aoi não sabia onde colocar sua cara, mas sabia que os ataques de ciúmes da menina teriam que terminar, afinal, Nana era só uma amiga e nada mais.
_Vamos? – perguntou Murakami, depois de se recuperar da visão.
E lá foram os quatro para o parque.
Nota da autora:
Bom, na Izumi eu queria colocar que o vestido chamava a atenção, mas lembrei que era Japão e coisas estranhas é lá mesmo que tem XP
Prometooo, vou tentar escrever com mais freqüência, mas tava uma fase estranha e difícil de pegar no computador e escrever ( bota estranha nisso, sô o.o)
