Autor: Lady Bogard
Título: Close to you
Sinopse: Um guitarrista, um ator, um tatuador e um estudante universitário. Pessoas tão diferentes, com um ponto em comum: o sonho de liberdade.
Banda: the GazettE, Miyavi, outros
Ship: MxK, AxUxA
Beta: Eri-Chan
Orientação: Yaoi
Classificação:18 anos (só porque é yaoi)
Gênero: Comédia romântica, drama (leve)
Observação: Universo Alternativo, plot baseado no filme "Eurotrip", mas não é tão non sense quanto o filme, título inspirado em uma Love Song da banda The Carpenters.
Close to you
Lady Bogard
Parte IX
Primeiros passos
Dentro do quarto Uruha sugeriu que Aoi tomasse banho primeiro. O moreno aceitou a oferta. Jogou a mochila num canto do quarto e foi para o banheiro. Kou observou o dormitório. Não era grande, mas as camas e lençóis estavam limpos. Não era tão ruim assim. Deixando de perder tempo começou a puxar uma cama para encostar na outra...
Aoi ligou o chuveiro e deixou a água quente cair em seu corpo. E, céus, como foi bom sentir o jato batendo contra sua pele, relaxando e atenuando a tensão. Finalmente poderia se sentir limpo da poeira que grudara na pele durante a viagem.
Não demorou muito. Poucos minutos depois saiu do banho e vestiu o roupão branco do hotel, satisfeito com o cheiro de sabonete que emanava. Enrolou uma toalha nos cabelos negros e voltou para o quarto, flagrando Uruha a terminar de arrumar as camas.
– Deixa que eu cuido disso. Pode tomar seu banho.
– Ha-hai! – Uruha cantarolou alegrinho. O sorrisão recusava sair da face andrógena. Estava absurdamente ansioso, empolgado.
Yuu observou o loiro desaparecer pela porta do banheiro. Seu coração estava acelerado. Não podia acreditar que iria mesmo acontecer. Que ele ficaria com Uruha de verdade, depois de ter sonhado e desejado tanto aquilo. Seria eternamente grato a Kai e à viagem.
Apressadamente terminou de arrumar os colchões, escondendo o vão entre eles com um dos cobertores. Jogou um lençol para dar uma aparência melhor ao improviso. Depois deixou o corpo cair no colchão, deitando-se de costas.
Suspirou, cansado. Fechou os olhos por um segundo. Não ia dormir... Só ia relaxar um pouco porque, sinceramente, o banho de Uruha estava demorando um bocado!
oOo
Aoi acordou sentindo pequenos beijos em seu pescoço. Abriu os olhos preguiçosamente, descobrindo Uruha sobre si, de joelhos no colchão a atacar sua pele alva.
– Uru... – sussurrou arrepiado.
– Ne, ne... Estava dormindo, Yuu-chan...? – continuou com os beijinhos enquanto falava manhoso – Nem esperou por mim...
– Gomen...
O loiro sorriu com os lábios grudados na pele macia. Os olhos brilharam. Estava apenas provocando o moreno. As coisas iam esquentar mesmo a partir daquele momento.
Ergueu um pouco a cabeça e beijou seu futuro amante nos lábios, inflamando-se ao sentir o piercing gelado. Aquele adorno era um verdadeiro fetiche! Aoi levou as mãos aos cabelos loiros, afundando os dedos nos fios macios e puxou-os com força, exigindo que o beijo fosse mais profundo. Quase voraz.
As mãos de Uruha imitaram o ato, com um destino diferente. Entraram atrevidas pelo roupão branco, um tanto frouxo, deslizando pelo tórax magro, fazendo Yuu gemer satisfeito. As mãos começaram a descer, procurando uma intimidade maior quando a barriga de Uruha roncou alto.
Aoi abriu os olhos e fitou seu namorado. Uruha encerrou o beijo apenas para balançar a cabeça com força, meio chateado:
– Ignore isso, está bem?
– Hai. – concordou. Voltou a fechar os olhos e entreabrir os lábios, pedindo que o beijo continuasse. Uruha ia atender a exigência quando sua barriga voltou a roncar, ainda mais alto.
Aoi não agüentou. Começou a rir. O loiro encostou a testa no ombro de seu amante. Sua frustração lhe tirou as forças.
– Cortou o clima? – choramingou.
– Totalmente. – respondeu o moreno entre risadas.
O mais alto rolou pro lado e esparramou-se no colchão:
– Eu tô morrendo de fome, Yuu-chan. Acho que não vai rolar agora.
– Eu também, Kou. A gente não come nada desde que saiu do Japão!
– Vamos comer alguma coisa. Depois continuamos, okkei?
– Hai. – concordou imediatamente.
Os dois procuraram uma roupa que não estivesse muito amarrotada. Uruha perdeu um segundo admirando enquanto Aoi se vestia. Ah, que pena ter que adiar aquilo que tanto queria.
– Nani...? – Yuu perguntou um tanto sem graça com o olhar faminto.
O loiro balançou a cabeça e começou a se vestir também:
– Nande mo nai!
Depois de, finalmente, se vestirem os namorados foram procurar o restaurante do hotel.
oOo
Miyavi e Kai estavam sentados em uma das mesas, esperando que o pedido de ambos fosse providenciado. Já estavam limpos, precisavam apenas se alimentar antes de dormir e descansar. A certa altura, o tatuado apertou os olhos e apontou para trás do moreninho:
– Ne... Não são Aoi e Uruha ali?
Kai virou-se na direção apontada.
– Hn. São eles...
Rapidamente os amigos se reuniram. Cada um puxou uma cadeira, sentando-se à mesa. Miyavi, como seria de se esperar, não perdeu a piada:
– Uruha, essa foi a rapidinha mais rápida da história. Já pensou em entrar pro livro dos Records?
O loiro rolou os olhos e mostrou o dedo do meio:
– Não enche, Miyavi. A gente tá quase desmaiando de fome.
O rapaz de cabelos azuis riu do azar dos amantes. Só não comentou nada porque um dos garçons se aproximou, trazendo mais cardápios. Uruha leu os nomes com as sobrancelhas contraídas:
– Será que isso é bom? – apontou um desenho. – Não parece.
– A comida daqui é tipicamente mexicana. – Kai falou – Mas tem culinária italiana.
Mais aliviado, afinal o loiro não era muito fã de comida muito temperada, decidiu por um prato de espaguete com molho branco. Aoi se arriscou escolhendo burritos com muito molho de pimenta. Já que estava no México, por que não ser ousado?
Kai e Miyavi também haviam pedido especialidades mexicanas. Não eram enjoados como Uruha.
Coube ao moreninho usar seu inglês carregado de sotaque para explicar ao garçom o que deveria trazer. Não foi tão difícil, pois só de mostrar os desenhos no cardápio o rapaz entendeu. Pra beber escolheram sucos naturais. Tudo absolutamente sem álcool. Kai, mais que todos, não queria saber de tequila num futuro próximo.
Os pratos chegaram ao mesmo tempo. Ao sentir o cheirinho de comida quente e recém-feita, perderam toda e qualquer vontade de falar ou fazer piada. Os quatro se concentram em comer e matar a fome.
Miyavi, Aoi e Kai não se arrependeram de pedir aqueles pratos. Eram realmente uma delicia. No entanto Uruha também não se arrependeu. Apesar de não ser nada típico do local, o espaguete fora preparado no capricho.
Apesar disso, o loiro atrevido roubou um bocadinho do prato de Aoi. Gostou tanto que repetiu o ato com risadinhas abafadas. Miyavi se segurou pra não debochar da felicidade do loiro, enquanto Kai achava legal os recém-namorados estarem numa situação tão agradável. A felicidade e ansiedade eram visíveis.
Ao fim da refeição os japoneses suspiraram satisfeitos. Miyavi recostou-se na cadeira e esticou os braços o máximo que pôde. Limpo e alimentado, começara a sentir o sono vindo com força total. E não foi o único.
Com um sorriso suave, diferente dos que costumava dar, o tatuado indicou os morenos com a cabeça, chamando a atenção de Uruha:
– Tem gente que tá no bago. – comentou em voz baixa.
Uruha olhou de Kai para Aoi, ambos lutando bravamente contra o sono, apesar de estarem com os olhos apertados quase fechadinhos. Mais um pouco e iam começar a cabecear ainda na mesa do restaurante.
– Ne, ne... Miyavi meu amigão... – Uruha chamou no tom de voz mais baixo que conseguiu, não queria que Yuu o escutasse.
– Nani? – o outro ficou desconfiado.
Mas Uruha sorriu antes de pedir:
– Amanhã você enrola o Kai o quanto puder, está bem? Me dê o dia de presente... – e soltou uma risadinha safada. Não ia adiantar tentar nada com Aoi naquela noite. O cansaço era maior. Precisavam descansar, pra tudo ser perfeito.
Miyavi ecoou a risadinha. Aquele pedido atenderia com prazer. Era a desculpa perfeita pra ficar o dia todo ao lado de Kai, a sós...
– Haaaaaai! – vibrou, lutando para não falar muito alto – Makasete!
– Arigatou! – agradeceu aliviado, ansiando pelo dia seguinte.
oOo
Já no quarto em que dividiam, Uruha e, sobretudo, Aoi mal tiveram forças pra escovar os dentes e trocar os pijamas. Foi um alívio imensurável quando se ajeitaram debaixo dos lençóis. O moreno praticamente desmaiou de tão cansado. Nem ele mesmo imaginara que pudesse ter se esgotado tanto, mas era natural, se parasse pra pensar. Haviam bebido todas na manifestação rebelde, dormido de mau jeito num ônibus em movimento, andado por quase um dia inteiro e passado outra noite desconfortável no baú de um caminhão. E tudo isso sem se alimentar.
Era pra derrubar qualquer um.
Uruha observou a face adormecida de seu namorado. Afastou alguns fios do cabelo negro. Instintivamente os olhos fitaram o piercing no canto dos lábios sensuais. Só a custo evitou lambê-los.
Seu interior queimava de desejo. Mal descobrira aquela paixão e já queria aproveitá-la de todas as maneiras possíveis, sobretudo aprofundando a intimidade. Pena que tinha que deixar para o dia seguinte. E então, Aoi não lhe escaparia.
oOo
Kai meio que despertou, ouvindo o momento em que Miyavi levantou-se para ir ao banheiro. Meio bêbado de sono ajeitou-se melhor na cama de solteiro, suspirando e preparando-se para voltar a dormir.
Estava quase apagando quando sentiu o colchão afundar-se e um corpo colar-se ao seu. Imediatamente desperto, arregalou os olhos enviesados:
– Miyavi...? – chamou baixinho. O tatuado havia errado a cama! Deitara-se na cama de Kai ao invés de ir apara a própria cama – Miyavi!
Foi em vão. O mais alto dormia feito uma pedra. O chamado não o despertaria. A cama era estreita, e Kai não podia se mexer direito. Corria o risco de esfregar-se no outro ou cair do colchão. Com o coração aos saltos ficou o mais imóvel que conseguiu.
Jurou que falaria um monte para o amigo abusado, apesar de ser culpa do sono e do cansaço. Depois de resmungar em pensamentos, o moreninho acabou voltando a dormir, mesmo na posição incômoda. Não podia negar que o corpo de Miyavi era bem quentinho e aconchegante...
Miyavi, que estivera controlando sua respiração durante aquele tempo todo, percebeu quando Kai relaxou naturalmente e voltou a adormecer. Teve que fazer um esforço titânico para não rir. Tinha certeza que ouviria um monte na manhã seguinte, mas valeria a pena. Oh, e como valeria.
Com cuidado passou um braço pela cintura do estudante adormecido e o puxou para mais perto. A cama de solteiro era muito estreita, um movimento mais brusco poderia jogá-los direto pro chão duro.
Fora uma atitude atrevida e impensada, pois Kai poderia ter reagido negativamente, mas Miyavi se arriscara. Desde que notara o moreninho viajando por seu corpo mais cedo, quando Uruha mencionara a praia nudista, Miyavi começara alimentar esperanças de tinha chance com o outro. E se antes estava decidido a conquistá-lo, agora conseguira a coragem de começar a dar os primeiros passos...
Continua...
Comentários:
AHA. Cortei o lemon. U.U O capítulo ficou muito grande, e ia acabar estranho, aí achei melhor jogar o lemon pro próximo e esticar a cena final um pouco mais. Só aviso que:
1-Faz mais de dois anos que não escrevo um lemon. U.U Sim, dois anos.
2-Eu nunca disse que sabia escrever lemon. Eu tento.
3-Estou enrolando com isso. Fato.
Fic atualizada porque a Litha-chan postou o meu presente! "One night, one drink, just you" Puxa, eu tava esperando taaanto por essa fic, desde que li o comecinho no hotel em julho, época do AF. Ela me enrolou até agora. *olha torto*
Enfim saiu. SAIUUUUUU! E a espera valeu a pena.
Próximo capítulo será postado imediatamente a Litha atualize essa fic. Ou seja, pra poder ler o lemon horrível que digitei, cobrem o capitulo 02 de "One night(...)". Até lá... Me concentro em bond, e nas fics de Dir en grey e Harry Potter que andam jogadas as traças... XD
Falando em bond, já estou indo digitar, já que a Aria mencionou algo sobre "Unmei"... hauahauhauahauha
Ah, quase esqueço! *bate na testa*
O caso do L invertido. Então. O que significa esse L?
Não faço a menor idéia *desvia das pedradas*
Foi assim: no meu último ano do Ensino Médio (e, segundo a minha beta, faz tempo #rosna#), numa aula de química, já no segundo semestre, metade da sala tava resolvendo uns exercícios e a outra metade fazendo bagunça. Eu tava resolvendo os exercícios. Até que o Bethoel (o professor) começou a andar entre as fileiras e parou pra conversar com o Dudu (que sentava atrás de mim, mas na fila da esquerda). Eu nem liguei, até que ouvi eles falarem a palavra "sexo". Ai minha orelha cresceu e eu tentei escutar(poha, dois homens falando de sexo? Me diz que eu fiz mal...), mas a sala tava zuando muito. O que deu pra escutar foi algo a respeito da namorada do Bethoel (que era mais alta) ai o Dudu falou alguma coisa que o Bethoel não gostou, e fez um L com a mão e começou a balançar tipo invertendo. Aí o Dudu fez cara de "Ahhhhhh, saquei" e disse que o L tava invertido no caso.
Eu, muito curiosa, não resisti e meti o narizão na conversa. Perguntei do que eles tavam falando. O Bethoel começou a rir e saiu andando. O Dudu disse: "Você não precisa saber, é coisa de macho."
Mal educado.
Até hoje não sei o que significa esse L, e porque ele ta invertido, ou mesmo porque é coisa de macho. Digitando essa fic me veio à piada na cabeça, então só aproveitei. Fim.
