Boa noite Minna-san!
Para os sobreviventes, aqui está um novo capítulo de Doce Encanto, e para os não sobreviventes, por favor, ressurjam e venham ler também! Sei que a autora deu uma sumida por um tempo, mas como todo sumido prezado retorna, aqui estou eu! Tchanran! E para compensá-los pela abstinência escrevi um capítulo maior e espero que gostem e que deixem bastantes comentários para inundar minha singela mente para novos capítulos para vcs e quem sabe o hentaizinho no próximo muahahamuahaha

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Doce Encanto

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Lamborghini desfilava agonizado pelas ruas de Tóquio, o ar frio da manhã entrava pela janela aberta e deslizava pelos fios prateados em um movimento sensual e reconfortante. Os olhos dourados encontravam-se extremamente estreitados e cobertos de fúria, os dedos longos que antes acariciavam o volante em couro, se elevaram às madeixas de cor exótica, na tentativa quase frustrada de alinhá-las. Sua mente estava tomada pela jovem morena, seu corpo ainda exalava o cheiro adocicado da pele macia, seus lábios aprisionavam o sabor e o toque suave daqueles lábios rosados e seu corpo pedia mais daquele ser pequeno e frágil. Rosnou em pura ira, aquela humana atormentava seus pensamentos e as lembranças de todos os momentos que passara ao seu lado retornavam cada vez com mais força à sua cabeça. Desde quando passou a se sentir tão desesperado em relação à alguém? E como pode deixar uma fêmea tão frágil fazê-lo prisioneiro de seu sorriso?

Rin.- suspirou frustrado.- quando vou livrar-me de seu fascínio. – as palavras que se movimentavam através da voz fria saíram entre rosnados.

Não sabia mais o que estava acontecendo, estava irado consigo mesmo, não admitiria que seu ser tornara-se tão irritantemente dependente de Rin, só de pensar em perdê-la... socou fortemente o volante do carro. Realmente não estava são, não mesmo!

O som característico do motor aqueceu os tímpanos de quem passava por este, o acelerador firmemente afagado disponibilizava alta velocidade ao carro, Sesshoumaru precisava tirá-la urgentemente de sua cabeça e só existia algo que o pudesse fazê-lo, seu escritório. E sem que pudesse retroceder à decisão de esquecê-la e voltasse para buscá-la, rumou para sua empresa, trabalho seria uma melhor alternativa do que se humilhar aos pés de uma fêmea humana para desculpar-se pelo ato cometido, mas que o instigara a querer mais um pouco do que fizeram colados em seu carro. Sorriu malicioso, ao lado daquela mulher estava tornando-se um maldito pervertido.

Sesshoumaru, como pôde deixar-se dominar por uma reles fêmea?!– rosnou furioso. -Tantas fêmeas e logo uma humana.– suspirou frustrado enquanto socava novamente o couro macio do volante do carro.


Os orbes castanhos miravam amargurados os de mesma cor à sua frente, a mão ainda acariciava a região machucada há pouco tempo pelo youkai e os cabelos antes bem presos em um coque, encontravam-se com fios desgrenhados e frouxo. A roupa do rapaz consistia em uma calça jeans branca colada e uma camiseta rosa bebê sobreposta por um colete jeans cavado azul marinho em combinação com o tênis, tão bem limpas e passadas estavam sujas e amarrotadas, ouviu-se um longo suspiro do jovem rapaz, e as vestimentas que cobriam o corpo magro dava um ar afeminado ao ser sentado desoladamente no chão.

A menina agachada ao seu lado, com os cabelos desalinhados e a roupa toda amarrotada tinha no olhar certo temor e apreensão e no rosto bonito marcas de lágrimas.

Jakotsu mirou-a severamente, ditando de modo quase brusco.

Rin, quem é ele?! Porque não me disse nada?!– as palavras saiam indignadas em direção à morena. – Quase que morro sufocado Rin-chan! E... só para finalizar..Sou seu noivo?! – perguntou de modo atônito. Jakotau era um grande amigo de infância da menina de olhos grandes, além de seu chefe na empresa de eventos na qual ela e Kagome trabalhavam. Não sabia como manteria tudo em segredo ou se ousava contar-lhe toda a verdade, bufou, era realmente maus momentos tudo que passara até agora e em apenas uma única manha!

Era uma pergunta ou um questionário, Jak-kun? – ditou ironicamente encobrindo a amargura inicial. - E como haveria de te contar se há não muito tempo você se encontrava viajando, livre, leve e solto e sem nenhum contato comigo por meses, hum.– fez cara de birra, Rin apesar do corpo bem desenvolvido no fundo não passava de uma criança teimosa e birrenta, jakotsu soltou uma leve gargalhada desfazendo a feição severa de antes, só Rin para mudar seu humor.

Certo,certo, tem o meu perdão por enquanto, mas este questionário é só o inicio, hum.– sua voz saiu atrevida e risonha acompanhada pelo mover dos ombros magros para cima e para baixo, como que não se importando com o que a menina havia dito e de um grande bico no rosto levemente maquiado. A expressão emburrada fajuta da face masculina arrancou altas gargalhadas da morena, ah, como sentira falta, como o quereria sempre por perto.

Com o som gostoso proporcionado pelas cordas vocais da mulher, Rin jogou-se desamparada sobre o rapaz e o abraçou fortemente, um abraço saudoso onde Jakotsu deixou-se acalmar, aproveitando a preciosidade do tinir doce de Rin e de seus braços delicados envolvendo-o de uma forma carinhosa.

Espere aí mocinha, não pense que vai conseguir desviar-se das minhas perguntas com este seu abraço! – reclamou enquanto separava-se do abraço carinhoso da menina.

E qual seria Jak-kun? – os orbes chocolates miraram-no interrogativos e a feição doce, de bochechas rosadas, lábios molhados e a franja jogada por sobre os olhos que davam um ar extremamente infantil, inspiraram um sentimento protetor no homem à sua frente que a puxou novamente para os seus braços.

Nhaaa Rin-chan, minha garota fofa! Não me olhe assim menina, que sou até capaz de tornar-me homem nesse momento. – as palavras brincalhonas inundaram os ouvidos da mulher e incitaram uma nova leva de fortes gargalhadas junto aos braços do amigo que afagava seus cabelos.

Só você para me fazer sorrir em um momento como este, jak-kun.- a voz meiga saiu abafada no peito que a acalentava como antigamente. As mãos pequeninas de Rin apertavam entre os dedos o tecido delicado e o comprimiam buscando refugio para toda a dor que voltara a consumir desde a partida de um certo ser de longas madeixas prateadas, suspirou desamparada, sabia que de agora em diante sua vida tomaria um novo rumo e longe de Sesshoumaru, longe dos dias que passara ao seu lado.

Eu sei minha querida. – disse sem pura modéstia, o que fez com que a morena novamente voltasse a gargalhar, dando leves socos no peitoral magro de forma brincalhona.

Jak-kun, que bom que veio..– suspirou ainda aconchegada nos braços finos - Senti tantas saudades ..

Também senti sua falta minha querida. Mas, voltando ao assunto que anteriormente discutíamos. Que cena foi aquela hein?!– o tom malicioso estampou suas palavras e também o sorriso nos lábios do rapaz, enrubescendo as faces da jovem garota ainda abraçada ao moreno.

Co-co-como jak-kun? – Rin se fez de desentendida afundando ainda mais o rosto no corpo do homem devido à vergonha que sentia.

Não se faça de desentendida Rin-chan! Você sabe e muito bem o que estou perguntando.– a voz saiu autoritária, mas ao mesmo tempo intercalada por certo divertimento.

Cena Jak-kun?- a pronuncia tomou uma forma de meio desentendida, tentando arduamente encontrar uma escapatória para todo aquele embaraço que sentia. Não queria responder algo tão vergonhoso e como poderia encará-lo após tal resposta? Realmente não queria responder!

Rin-chan! Que cena?! Droga Rin-chan! Aquela de quase quebrar o meu lindo pescoço com aquelas mãos grandes mais lindas ainda!– as mãos magras do jovem circundaram o rosto infantil e elevou-o para encará-lo. – Quem é ele? – sorriu atencioso, ao sentir o corpo feminino vacilar diante de tal pergunta, certamente era algo que sua menina não queria conversar, não por agora.

Rin soltou-se do abraço do amigo, de cabeça baixa juntou os fios chocolates e os prendeu em um nó simples, ajeitou a roupa amarrotada com as mãos pequeninas e levantou-se meio cambaleante, suas forças se esvaíam lentamente de seu corpo, tornado difícil manter-se de pé, juntou a que restava e a colocou nos passos firmes em direção ao seu apartamento. Mas antes de prosseguir o seu caminho sem interrupções, Rin precisava de certa distancia para tomar coragem ou certamente decairia novamente em prantos e não queria faze-lo na frente de Jakotsu, já bastava os problemas que havia lhe causado, sentindo-se segura voltou-se para trás com um sorriso esperançosamente triste nos lábios rosados.

Ele é o meu amor não correspondido, Jak-kun. – e voltou a caminhar. – Mas deixará de ser. Então, vamos?– as ultimas palavras findaram o assunto e o que haviam passado naquela manhã, pelo menos era o que Rin esperava.

Certo, certo, certo. – Jakotsu por hora não insistiria no assunto, como ainda se encontrava sentado no chão, levantou-se e arrumou as roupas, dando leves batidas para retirar a poeira, ajeitou o coque e deslizou os dedos uma vez mais no machucado feito pelo youkai, sorriu, "Será que Rin não havia percebido algo tão obvio? Aquele homem estava loucamente apaixonado por sua pequena a ponto de não querer dividi-la com mais ninguém. E essa possessão acabou sobrando para ele!"

Rin-chan, creio que você tenha que repensar uma coisinha, sua ta-pa-da!– Rin parou de caminhar e olhou-o furiosa. Os orbes chocolates da morena estreitaram-se, o que fez com o que o jovem gargalhasse. Então Jakotsu aproximou-se da mulher e tomou as mãos delicadas nas suas. – Rin sinceramente, pense só um pouquinho minha menina, você realmente acha que todo aquele ciúme entra no quesito amor não correspondido? Nunca Rin-chan!

Mas-.

Não existe mas, Rin-chan! Isso é obvio, só você e o orgulho daquele youkai que não veem isso.– viu-o ajeitar o cabelo impaciente. -Ah, e também aquele, "como ousas toucar minha fêmea", não é nem sinal de não correspondido! E muito menos aquilo que vocês fizeram colados naquele carro. – um sorriso malicioso tomou-lhe os lábios e viu o rosto alvo da mulher tornar-se rubro em questão de segundos.

Vo-vo-cê viu?– gaguejou desconcertada, as mãos pequenas se elevaram e cobriram o rosto bonito de forma graciosa sentindo as bochechas esquentarem pelo embaraçamento. Sabia que não teria como Jakotsu não ter visto, riu nervosa, claro, Sesshoumaru queria que este visse.

Rin-chan eu estava tonto, sem ar e não cego! Mas não se preocupe não sou um pervertido que fica observando sexo selvagem na rua, apenas ouvi e... muito bem viu. – dizendo isto caiu na gargalhada. O único movimento da morena foi sair correndo extremamente envergonhada pelas palavras do amigo. E quanto mais a morena corria, mas forte se fazia a gargalhada do rapaz. Jakotsu observava o ser pequeno correndo em direção ao hall seguindo-o de longe, de repente este se virou para ele de um modo travesso com aqueles orbes grandes e brilhantes, e destes vieram uma piscadela tão meiga seguida por aquele sorriso mais iluminado que Jakotsu havia visto e a leitura labial que pudera fazer o deixara realmente feliz "O-bri-ga-do!".

"De na-da Rin-chan.."- respondeu do mesmo modo que esta o havia agradecido, tirando mais um sorriso daqueles lábios rosados. "Rin-chan realmente era fofa, muito fofa, nesses momentos até dava razão ao youkai raivozinho."


O final de dia correra bem, Kagome tinha ligado varias vezes durante toda a noite que passara fora, como não atendera recebera uma leva de repreensões pela falta de aviso e pela preocupação que infringiu à prima. O evento que organizaram por meses acontecera hoje, tudo saíra perfeito graças ao trabalho árduo de toda a equipe e também de jakotsu, dono de ideias originais e de grande sucesso. A SHICHININ-TAI EVENTOS conseguira diversos elogios e com estes, novos clientes. No final de tudo todo o trabalho árduo compensara. A madrugada chegara mansa, o frio que a acompanhava arrepiava as almas que por algum motivo encontravam-se soltas pelas ruas ou em carros seguindo distintas direções. Rin e Jakotsu chegaram fadigados pela agitação, mas nada que os evitariam de colocar o papo em dia, Rin preparara um chá e sentaram-se cansados nos puffs gigantes que enfeitavam a pequena sala.

Ufa, até que enfim terminou Rin-chan, apesar de ter sido uma noite maravilhosa, já não aguentava mais toda aquela pomposidade. - gargalhou, - Se bem que certas companhias compensaram-me a noite, aqueles abdomens sarados e aqueles sorrisos perfeitos realmente me arrancaram todo o ar. – com isto as gargalhadas vieram do jovem ser feminino que se encontrava frente a este que conversava.

Juro que não percebi Jak-kun, casquinha é pouco para o que você tirou, eu diria que foram é pedaços mesmos.– as palavras saiam entre gargalhadas. - Chá, Jak-kun?– ofereceu-lhe uma xícara cheia com o liquido doce e fumegante.

Sim, sim, por favor, Rin-chan! Neste frio que me arrepiam até os ossos, nada melhor que algo quente para aquecer-nos, não é verdade?- seus lábios curvaram-se em um leve sorriso. - Tanto a alma quanto o coração.

Com as ultimas palavras ditas, Rin observou-o por alguns segundos e viu-o encara-la curioso, sabia que cedo ou tarde Jakotsu iria lhe apertar sobre um temido assunto, mas se este viesse a tona estava disposta a contar-lhe toda a história.

Verdade.- Rin sorriu de um modo doce, enquanto depositava o delicado bule sobre uma mesinha de centro. A sala era pequena, mas a suavidade com que as cortinas creme valsavam pelo leve vento que adentrava pelas janelas e a luz tênue que tomava o ambiente e o deixava extremamente aconchegante. Nas paredes de um tom palha havia belíssimos quadros de paisagens bucólicas e em uma destas paredes, retângulos de vidro desciam de um canto a outro, onde eram postos lírios e tulipas alternadamente. Um pequeno lustre descia do centro do teto com suas gotas cristalinas, no chão de madeira um gigante carpete felpudo e em um formato oval aquecia-o, sua cor amarronzada lembrava os orbes chocolates de Rin, os puffs de veludo eram de um tom mais claro e repousavam sobre este, onde no centro uma pequena mesa ocupava graciosa o seu lugar.

As conversas fluíram facilmente, sobre um tempo passado e também sobre o tempo presente, e a cada palavra de Jakotsu, Rin sentia-se revigorada, uma boa amizade realmente fazia-lhe falta. Depois de muito conversarem sobre o passado já que fazia bons tempos que não se viam, pois na maioria das vezes a forma mais acessível para matar a saudade ou mesmo sobre trabalho era o telefone, o assunto que predominou por longo momento fora, Sesshoumaru, o belo youkai de madeixas prateadas.. Rin também explicara toda a confusão sobre o seu suposto noivado com Jakotsu, o porque da mentira, mas o youkai, este sim, tomara boa parte de toda a conversação de Jakotsu e dos pensamentos de Rin. E como poderia prever, um longuíssimo interrogatório fora-lhe feito e como não tinha como escapar, contou-lhe tudo, como o conhecera e como acabaram naquela inusitada situação.

O homem estava concentrado em cada palavra dita pela boca da mulher, queria saber sobre tudo e mais um pouco. Terminada a explicação, com cada detalhe exigido pelo ser afeminado à sua frente, Rin prendeu a respiração ao ouvir a voz de Jakotsu, estava tão firme e confiante quando dissera que aquele homem a amava, que achou que seu coração iria pular peito afora de tão forte e rápido que batia e sentiu como se este fosse um meio de seu coração dar-lhe uma resposta em relação aos sentimentos de Sesshoumaru.

Rin sentia que Sesshoumaru não a tinha tomado apenas por prazer físico, pois o modo como a abraçara, beijara e acariciara, demonstravam que além do sexo havia algo mais.

Será Jak-kun...?- sussurrou, a voz saiu um pouco embargada. Seu ser tentava a todo custo prender-se a este fio de esperança que surgiu, mas tinha medo.

Rin, olha aqui meu bem, eu não o conheço, nunca o vi mais bonito em minha vida, mas uma coisa é certa, se era só sexo, ele ficou muito nervosinho por apenas um selinho que lhe dei.– disse calmo como se estivesse dizendo a uma criança. – Minha querida, aquela cena de ciúmes não acometeria um homem que só quer sexo, se fosse isso, ele apenas teria largado você e ido procurar uma outra para o satisfazer, mas o que ele fez? Ele surtou e veio para cima de mim, que não tinha nada a ver com a história. – soltou uma risada doce. " Isso é tão obvio para quem esta de fora.." suspirou desanimado.

Jakotsu observou-a olhá-lo de um jeito tão fofo, aqueles chocolates incrustrados na face meiga estavam cobertos de esperança e no fundo ele viu algo que o encheu de orgulho, no meio de tanta teimosia em acreditar, a determinação estava vindo com força, parece que sua conversa estava surtindo o efeito desejado.

Certo, chega por hoje! Vamos dormir que amanha tenho que ir embora cedo, tenho muito trabalho para fazer.


Jakotsu acordou cedo, preparou o café, montou uma mesa com torradas, geleias e queijos que trouxera de viagem, além de croissants que comprara na padaria ao lado do prédio e suco e frutas que encontrara na geladeira, após alimentar-se rumou para o banheiro, almejando um relaxante banho. Saindo do pequeno cômodo, vestiu as roupas bem recortadas no corpo esbelto e penteou os cabelos deixando-os soltos, uma breve olhadela no relógio de pulso indicou que já era tempo de voltar para casa, não acordaria sua pequena, sabia que toda a conversa que tiveram pela noite surtira um efeito arrebatador na mulher e a deixara um pouco perturbada, Rin realmente mudara, sorriu, de alguma forma com apenas alguns dias aquele homem conseguira torna-la uma mulher, tanto de corpo quanto de alma. Suspirou pesaroso, era de certa forma uma surpresa para ele ver sua criança crescida e pronta para encarar um relacionamento, digamos que adulto, riu baixo, apesar da idade Rin mantinha uma inocência que o encantava, não que deixara de tê-la, pelo contrário, e como se esta tivesse aumentado, mas de uma forma mais madura, deu uma leve batida na cabeça como se para deixar algum pensamento idiota de lado, realmente estava viajando.

Passou pelo quarto da jovem e mirou seu interior, viu que Bolshoi rodava sonolento ao redor da cama da morena procurando aconchegar-se de alguma maneira mais confortável, mas por mais que se ajeitasse parecia não sentir-se satisfeito fazendo com que buscasse uma nova posição, na cama deitada sobre os lençóis brancos quase não contrastando com a pele alva, estava o ser feminino tão querido pelo rapaz, sua irmã não de sangue, mas de alma, realmente não teria coragem de acordá-la dormia tão placidamente que achou um pecado se a tirasse daquele prazeroso sossego, o corpo feminino estava parcialmente coberto por um tecido mais espesso e fofo que o qual se encontrava repousada, os cabelos longos estavam espalhados por todo o travesseiro e a boca meio entreaberta dava-lhe um ar mais infantil do que quando encontrava-se acordada, as bochecha rosadas estavam marcadas pelo tecido, Jakotsu riu, Rin era fielmente uma criança esquecida em um corpo de mulher, após mandar-lhe um beijo no ar, fechou a porta do recinto onde estava a jovem. Deixaria um recado, certamente voltariam a se ver muito brevemente.


Olhou o relógio de pulso, 2h da manhã, desde a manhã que deixara Rin há um dia atrás, sentia-se extremamente irritado e hoje já era o segundo dia que permanecia com a humana longe de seus braços, suspirou frustrado, desde quando passara a contar o tempo longe daquela mulher? E esta era a noite que quase cedera à tentação de procura-la para fazerem amor, rosnou brusco, mas seu orgulho falou mais alto e então ligara para um das mulheres que costumava usar para passar o tempo apos um longo dia de trabalho.

O corpo grande ajeitou-se sobre a cama elevando o tronco bem desenhado para sentar-se sobre esta, deslizou a mão sobre a mesa ao lado da cama e apanhou o copo de uísque que deixara momentos atrás bebericando-o, o sabor realmente não o agradava, mas fora necessário para se ter uma boa noite de sexo, já que sua masculinidade recusava-se arduamente a cumprir com o seu dever, riu desdenhoso, que merda era essa que estava acontecendo com seu corpo? Tivera que tomar quase toda a garrafa para ter o efeito desejado, elevou os longos dedos e infiltrou-os sensualmente pelos fios prateados retirando-os de seu campo de visão, o quarto em que se encontrava era extremamente entediante, tanto vermelho que o deixava nauseado e possuía espelhos fixos em todos os lados para qual olhava e foi quando percebeu que não se encontrava sozinho sobre a luxuosa cama, rosnou, quem era essa dessa vez? Nem mais se lembrava para quem ligara e muito menos de seu rosto, rosnou irritado e observou atento a companhia da esbelta loira ao seu lado, seu cheiro não o agradava, deslizou um dos dedos pela cintura fina, a pele não continha a maciez desejada nem o calor que o atiçava a aninhar-se mais perto desta. Tudo que o agradara quando estava embriagado já não mais o satisfazia, apenas estava deixando-o cada fez mais e mais irritado. A youkai não acordaria tão cedo, certamente pelo cansaço que a acometera, riu malicioso, o sexo fora bom, muito bom, pois a cada clímax era o rosto de Rin que vira contorcer-se de prazer à sua frente, pedindo por mais e estremecendo em seus braços, cerrou a mão em punho raivoso, as garras afiadas afundaram na pele alva alcançando a carne macia, só Rin o saciava...apenas aquela humana o deixava excitado com aqueles gemidos graciosos que emanavam de sua boca a cada movimento dele em seu interior, sentiu seu corpo se agitar com a lembranças, banho, precisava de mais uma vez de agua fria para se acalmar, já que a youkai não dava sinal de estar com disposição para mais um round. Levantou-se imponente e desfilou pelo quarto com pernas sensuais, o traseiro firme movia-se quase encoberto pela cascata prateada que desciam por suas costas, Sesshoumaru rumou para o local de banho, amarrou os cabelos e um alto rabo de cavalo e ligou o chuveiro deixando a agua descer mansamente por toda a extensão de seu corpo, o sabonete deslizava pela pele arrancando qualquer vestígio do cheiro da mulher com quem dormira momentos atrás, um certo volume se fizera presente em sua parte de baixo pelos pensamentos anteriores, mas não estava com disposição para encontrar outra mulher e muito menos se daria ao trabalho de executar o desprezível ato de acariciar-se, deixaria como estava, desligou o chuveiro e voltou para o quarto para pegar suas roupas. Olhou a mulher que ainda se encontrava adormecida sobre os lençóis vermelhos, não a acordaria, não havia necessidade, nem obrigação de avisar-lhe que já iria partir, apenas se vestiu e saiu porta afora se nem mesmo olhar para trás. Passara na recepção e pagara as despesas feitas, pegou a chave do carro e direcionou-se para a garagem onde o estacionara, deu a partida dirigindo para o local que ansiava descansar, sua casa, onde o cheiro de Rin ainda se encontrava impregnado por todos os lados, principalmente em seu quarto...


Chegando ao condomínio, Sesshoumaru cumprimentou o porteiro que guardava o local e adentrou o recinto, o youkai viu-o acenar talvez tentando dizer-lhe algo, mas não dera muita atenção, realmente não se encontrava com paciência para escutar o velho. Deixara o carro na garagem e pegara o elevador para sua cobertura, o pequeno corredor estava levemente escuro e algo o estava incomodando desde que alcançara o bairro onde morava, aquele cheiro o estava perseguindo ou era uma alucinação proveniente de seu estado insaciado depois do sexo? Mas era incrível o quão forte o aroma de cereja mesclado ao doce chocolate se fazia presente naquele curto espaço que percorria, era como se a dona de tal essência estivesse alí.. E qual não fora a surpresa do youkai ao avistar o ser que desprotegidamente dormia recostado à porta de madeira, os olhos dourados arregalaram ao observarem o corpo feminino que se encontrava aninhando e com os braços a envolver as delicadas pernas. Os cabelos longos cobriam suas costas e parte do rosto que estava levemente deitado sobre o pilar que fizera com os joelhos, a boca pequena estava meio entreaberta e rosada pelo sono, a garota usava um vestido longo e todo branco, de um tecido fino e leve, as alças delicadas delineavam seus ombros e uma destas desceu mansamente pela pele macia, atiçando os desejos do jovem youkai. "Rin não deveria estar aqui, não agora." Rosnou irritado, o que essa humana fazia ali? "Maldição! Essa mulher queria realmente enlouquece-lo?. " Sesshoumaru se aproximou do corpo adormecido e agachou-se próximo a este, ouvindo a respiração ritmada da morena seus longos dedos não suportaram a distancia entre as peles e deslizaram suavemente pela tez delicada.

Meu doce encanto. – sussurrou ao ouvido da menina. "Como poderia sentir-se tão satisfeito apenas por este toque singelo entres suas peles?" suspirou incrédulo, deveria leva-la o mais breve possível para casa ou seria capaz de cometer outra loucura como há de dois dias atrás e não seria a porta do carro onde a apoiaria, um sorriso de lado tomou-lhe os lábios finos, estava realmente se tornando um maldito pervertido. – Rin, acorde. – disse firme enquanto tentava manter sua decisão de não toma-la em seus braços.

Os orbes castanhos abriram-se lentos e preguiçosos ao ouvirem aquele tom de voz tão esperado, os braços finos se espreguiçaram recolocando a massa óssea em seu devido lugar, os dedos femininos entraram nas cascatas achocolatadas alinhando-as ao rosto jovem. Sesshoumaru apenas a observava, controlando-se para não jogá-la naquela parede e possui-la ali mesmo, do modo mais prazeroso possível. E em questão de segundos aqueles grandes olhos miraram-no de um modo travesso e os lábios rosados foram cobertos por um sorriso um tanto quanto malicioso e divertido e aqueles braços que ainda se encontravam no ar enlaçaram o corpo forte e masculino agachado à sua frente e os lábios finos e firmes do youkai foram tomados pelos delicados lábios da morena. As línguas se encontraram desejosas, explorando insaciadas cada canto da cavidade úmida onde intrusamente se abrigaram, mas para a frustração do youkai a mulher findou o beijo de forma quase abrupta e sorriu para ele da mesma forma maliciosa e divertida de momentos atrás o olhando com aquele mar de chocolate, invadindo o frio dourado.

Sesshy, você demorou! – a voz feminina invadiu luxuriosamente a audição do youkai, aquele timbre doce o deixava embriagado. A respiração da humana estava alterada assim como a sua, pelo cheiro que esta exalava no momento, podia facilmente dizer que esta estava excitada assim como ele, rosnou baixinho, se ela investisse nele novamente não conseguiria se controlar.

Enquanto Sesshoumaru meditava o que estava acontecendo Rin aproveitou e empurrou o youkai que caiu em um baque surdo no chão frio, subindo encima deste apoiou as mãos pequenas no peitoral firme para manter-se sobre ele e desceu a boca até o ouvido do homem.

Sesshy.. quero você..– o tom sussurrado e desejoso quase cortou o ultimo fio que o mantinha são e em controle e por pouco este não se perdeu totalmente ao observar aquele rosto que não saia de sua cabeça, extremamente enrubescido pela pronuncia daquelas palavras. Sesshoumaru em uma tentativa quase desesperada de reverter a situação em que se encontrava agarrou-se ao resquício de sanidade que o mantinha com as mãos longes daquele corpo á sua frente.

Rin, o que você está fazendo aqui?– indagou de modo aflito, Sesshoumaru apenas viu-a olha-lo confusa, como se sua presença ali fosse a coisa mais natural possível, suspirou, sabia, não conseguiria não ceder à tentação, rosnou em desespero.- Aaah, não diga que eu não tentei . –dizendo isto, a mão grande cobriu a nuca da morena e trouxe-a com desespero para frente à fronte do youkai. – Você realmente é uma coelhinha impertinente. – e estas foram as ultimas palavras que deixaram a boca do youkai antes de seus lábios cobrirem com sede os da humana.


Bom, espero que realmente tenham gostado e que aguardem o próximo capítulo! Aguardo comentários :3 ! Obrigada à todos que lerem! Principalmente à todos que me deixaram reviews nos capítulos passados! Até a próxima!