Estão preparadas para o clima de romance? Peguem as pipocas e os lencinhos! Tenham uma boa leitura! P.S: AMEI CADA LINDO COMENTÁRIO DE VOCÊS *-*


Prata

Apenas porque era necessário oxigênio para respirar, fui capaz de libertar seus doces lábios dos meus. Ainda de olhos fechados, um sorriso maroto se instalou em mim enquanto nossas testas tocavam-se. O final da música nos embalava; o momento único.

Não havia palavras que pudessem demonstrar o quanto meu estado de torpor e felicidade por finalmente tê-la no calor dos meus braços, deixava-me louco.

Ainda era inimaginável que esse beijo poderia acontecer. Mas aconteceu. E, eu não tinha outro lugar para estar, senão com ela.

– Quer sair daqui? – perguntei, fitando aquele mar de chocolate.

Assentiu, soltando um suspiro ao agarrar meu braço e puxar-me para fora.

– Nem vai se despedir do seu príncipe encantado? – zombei, circulando a cintura dela.

– Já quer me abandonar?

Levei um segundo para entender.

– Nunca – respondi firme. – Que horas você tem que voltar para casa?

– No máximo até às duas da manhã. Por quê? – questionou, mordendo o lábio inferior. Fiz um esforço sobre-humano para não atacá-la. Aqueles lábios suculentos tinham um sabor indescritível.

– Queria conversar com você... Ver o sol nascer na praia, essas coisas, sabe? – passamos pela porta, indo em direção ao meu carro. – Podemos fazer isso outro dia, não se preocupe – murmurei quando a vi se sentindo culpada, suas sobrancelhas estavam unidas e a testa franzida. – Bella, sério. Está tudo bem, não se sinta mal.

Isabella parou-me quando abri a porta do carro para ela. O belo rosto estava emoldurado por grossos cachos castanhos, a leve maquiagem dava-lhe um aspecto saudável, os lábios estavam borrados suavemente no canto pelo nosso beijo. Ergui meu polegar e lambi a ponta, levando-o até a manchinha, fazendo-a desaparecer.

– Estava um pouquinho borrado – disse-lhe quando o olhar questionador dela juntou-se às maçãs do rosto avermelhadas.

– Edward – suspirou, procurando algo mais interessante nas mãos dela. – Isso é estranho – riu nervosa. – Gosto de você e só descobri isso hoje! Minha cabeça está um caos, entretanto, sei que precisamos conversar – finalmente ergueu os olhos para mim. – Eu quero... Ver o sol nascer na praia... Com você – então sorriu. Não foi um sorriso aberto, muito menos uma risada. Era um tímido sorriso, um leve subir de lábios que deixavam as covinhas de suas bochechas proeminentes, além de causar um enorme estrago na minha vida. Ali, naquele estacionamento do High School, vi um ser celestial e eu soube que seria um para sempre que teríamos.

– Tem certeza? – perguntei para vê-la concordando com um pequeno aceno. – Uh, Isabella Swan quebrando as regras! Devo chamar o Guinness Book?

Revirou os olhos, entrando no carro e batendo a porta. Corri para o meu lado, entrando e sorrindo ao ver o volante. Logo estaríamos a sós em uma praia, à luz das estrelas, com tempo de sobra, bem, até o sol nascer. Definitivamente, não tinha como ficar melhor.

Fizemos o caminho em silêncio e não diria que era confortável, pois meu nervosismo era claro para mim, contudo, posso entender que era um silêncio saudável.

Estacionei, tirei meu sapato e o deixei no banco de trás. Bella fez o mesmo com as sandálias prateadas. Abri minha porta e corri para abrir a dela, segurando sua mão ao dar-lhe apoio para sair do automóvel. Estava ligeiramente mais baixa que o início dessa noite, sua cabeça batia em meus ombros.

– Vamos?

Entrelaçamos nossos dedos enquanto andávamos pela areia gelada da noite. Havia algumas pessoas na praia e preferi levá-la para um lugar mais privado. Quando percebi que estávamos sozinhos, perto das margens daquele mar que amávamos, peguei a caixinha aveludada de dentro do meu paletó e o estendi o paletó no solo para que sentasse e não sujasse o vestido.

Ela sentou-se graciosamente, puxando os joelhos para o peito, deitando a cabeça de modo que seguisse meus movimentos com os olhos. Sentei-me ao lado dela e sorri torto um pouco constrangido. Era minha Bella quem estava ao meu lado e não qualquer garota. Isso me fazia suar com medo de dizer algo errado e quebrar completamente o encanto. Era como pisar em ovos e rezar para que eles não explodissem.

– Isso é para você – sussurrei, entregando-lhe a caixinha.

Isabella a pegou, erguendo a cabeça e acariciando o veludo da caixa. Alguns segundos após fitá-la, ela a abriu, ofegando quando viu a pulseira.

– É linda – falou baixinho, tocando com a ponta dos finos dedos a cada pedrinha. – Aquamarine.

– Era da minha mãe, mas as pedras antigas eram falsas. Então as troquei por Aquamarine. Gostou? – indaguei ansioso por sua resposta.

– Edward – sussurrou ainda olhando a pulseira ordenada por pequenas pedras Aquamarine lapidadas em forma de corações. – É fantástico. Deus, acho que nunca vi coisa tão linda antes!

– Que bom que gostou – envergonhado, murmurei.

Bella virou o rosto para o meu, os olhos chocolates me estudavam, o brilho prateado da lua os deixando ainda mais irresistíveis. Lentamente chegou mais perto, centímetros nos separavam. Então selou nossos lábios e derreti-me mais uma vez. Pude sentir a língua pedindo passagem por entre meus lábios e cedi à tentação. Beijei-a tão amorosamente quanto pude, segurando seu rosto com medo de que desaparecesse como muitas vezes em meus sonhos.

Era tão bom tê-la comigo.

– Muito obrigada – disse com a respiração rarefeita quando terminamos o nosso beijo. – Coloque em mim – pediu, mostrando-me o pulso delicado.

Peguei a pulseira de Prata e Aquamarine, colocando-a em seu pulso. Dei um beijo suave nele, aspirando a fragrância de morangos que sua pele tinha.

– Você gosta de morangos?

– Não muito... Por quê? – perguntou confusa.

– Você cheira a morangos. É gostoso. Eu amo morangos – para enfatizar meu ponto, delineei de seu pulso ao seu ombro com meu nariz. Percebi quando arrepiou-se, fazendo-me sorrir internamente. – Você se arrepiou comigo? – indaguei depois de beijar suavemente sua clavícula. – Hm?

Bella inclinou o pescoço, dando-me espaço para deliciar-me em sua pele alva. Subi meus lábios lentamente, testando o sabor de seu pescoço delgado na ponta de minha língua. Gemi baixinho, apenas por senti-la tão receptiva aos meus toques. Se seu aroma era delicioso, seu gosto era indescritível.

– Bella – minha voz implorava. – Diz que não é mais um sonho.

– Você não é tão criativo – retrucou.

– Oh, sim, eu sou – ri em sua pele. – Nem imagina o quanto.

– Prove-me – encarou-me em desafio.

– Como?

– Conte-me um de seus sonhos – sorriu brincalhona, tendo as bochechas coradas.

Arqueei uma sobrancelha. O medo que eu tinha antes era substituído por segurança. Em um movimento rápido, circundei um de meus braços em sua cintura e com o outro, empurrei seu corpo para trás, ficando sobre ela, apoiado no mesmo braço que a empurrei. Bella deu um gritinho de surpresa, rindo logo em seguida quando percebeu que estava deitada na areia.

– O que vai fazer? – exigiu.

– Contar-lhe um de meus sonhos – expliquei. – Vou mostrar-lhe também.

Abriu mais os olhos um pouco chocada, mas satisfeita.

– Nesse sonho, nós estávamos nessa mesma posição – comecei. – Minha mão apertava sua cintura – apertei um pouco mais forte. – Subia pelo contorno de seu corpo, lentamente, protelando as carícias – fiz o mesmo destino que falei, sentindo o corpo dela ondular suavemente em minha direção. – Passava pela curva de seus seios, indo ao seu colo e pescoço, dedilhando-os, massageando-os – vi quando fechou os olhos, deleitando-se com meus toques. – Meus dedos enroscavam-se entre as mechas de seus cabelos, admirando-os e os cheirando – abaixei minha cabeça o suficiente para cheirar-lhe os cabelos castanhos. – Meus dentes mordiam levemente o lóbulo de sua orelha, molhando-o com minha língua e o assoprando em seguida, fazendo-a tremular diante de mim – senti quando tremeu sob o meu corpo, fazendo-me gemer baixo. – Minha boca seguia o caminho para sua mandíbula, deixando vários beijos por ela, até que encontrasse os lábios tão doces quanto mel – puxei seu lábio inferior entre os meus dentes, aprofundando o beijo enquanto os braços dela circulavam meu pescoço, acomodando-se em minha nuca, puxando meus cabelos. Nunca estive em lugar melhor.

Ficamos trocando beijos por muito tempo, nenhum dos dois querendo questionar o que estava acontecendo. Quando nossa posição começou a arder os músculos de meus braços, deitei-me de costas na areia, não ligando se estava me sujando ou não. Puxei Bella para que se encostasse ao meu peito e quando ela o fez, senti meu coração bater freneticamente. Ela apenas se aconchegou mais ao meu corpo, curtindo o momento, olhando para o céu estrelado e a lua prateada. Parecíamos um casal de namorados e isso me deixou com as minhas esperanças nas alturas.

Algum tempo depois de ouvir só as marolas quebrando-se na areia, senti necessidade de conversar e entender cada passo dessa noite inesquecível.

– Como você descobriu que gostava de mim?

– Não deveria ser eu a perguntar isso? – questionou rindo.

– Vou te contar – afirmei, beijando-lhe a testa. – Só fiquei curioso.

Dobrou o braço no meu peito, acomodando o queixo sobre ele ao fitar meus olhos.

– Sempre te achei um babaca, um destruidor de corações – abri a boca para me defender, porém, ela a tampou. – Até que descobri que elas gostavam de serem trocadas como peças de roupas a cada banho. Elas adoravam poder dizer "dormi com Edward Cullen". Não sei porquê são tão estúpidas, mas enfim... Decidi que você não era um monstro que atacava moças indefesas. Eu já tinha te visto surfar antes, achei legal que tivéssemos algo em comum, então, no dia do meu aniversário, após uma briga com a minha mãe, eu quis me sentir rebelde. Falei com você e depois daquele dia viramos amigos. Mas era só isso. Amigos. Você com seus casos, eu com meus estudos, nada mais que uma benigna amizade – suspirou, tirando as mãos de minha boca. – Hoje eu estava muito brava com você. Na verdade, estava incomodada há algum tempinho. Você disse que estava apaixonado por alguém, e, enquanto me sentia feliz por você, uma dorzinha se alastrava em meu coração. Veio uma questão à minha mente várias vezes nessa semana "Edward me abandonaria?". Isso me deixou confusa porque o que demais teria em você apaixonado por alguém? Por que isso me deixava agoniada? Eu não sabia a resposta até Fred me beijar hoje. Meu dia não tinha sido o melhor de todos, então ele me beijou como se tivéssemos intimidade há milênios e a cada segundo que se esforçava para que eu o acompanhasse, na minha mente só vinham imagens suas. Imagens de você sorrindo que fizeram meu coração bater mais forte e meu mundo parar. Foi quando descobri que... – parou, desviando os olhos dos meus.

– Que estava apaixonada por mim – terminei por ela, apertando-a mais perto de mim.

– Sim, que estava apaixonada por você, que estou apaixonada por você. Meu amigo babaca que vive por casos alheios. Onde fui amarrar-me, hein?

Abracei-lhe, puxando-a para mais perto, fazendo seu corpo ficar sobre o meu, nossos rostos perto um do outro. Seu nariz arrebitado tocava o meu. Seu hálito inebriava-me a cada segundo, mas eu tinha que falar. Tinha que me declarar.

– Eu não vivo por casos alheios – corrigi com um sorriso nascendo em meus lábios. – Eu vivo por você. Bella, eu te amo. Há três anos sei que te amo e meu coração despenca toda vez que você está longe de mim. Não imagina o quanto eu tinha medo de apenas chegar em você. Nunca senti por nenhuma outra garota, o que eu sinto por você e minha insegurança me cercava por todos os lados, mostrando o quanto eu não era bom o suficiente – fechei os olhos, sentindo que se enchiam de lágrimas. Sou bom o suficiente. Não sou minha mãe. Posso ter Bella. Sussurrei meu mantra mentalmente. – Quando olho nos seus olhos, vejo meu futuro. E ele é lindo, Bella – ela limpou minha lágrima que escorreu. – Quero me casar com você, quero ter filhos com você. Quero ter todos os seus "Bom dia" e os seus "Boa noite". Quero tantas coisas, Bella. Desculpe-me se pareço um louco.

– Não, não, não. – sussurrou, dando vários selinhos em minha boca. – Você não é um louco, Edward. Promete para mim que será só meu?

– Eu sou só seu.

Estreitou os olhos como um gatinho.

– Entendeu o que eu quis dizer.

Passei minhas mãos pelos cabelos dela, tirando-os do rosto por causa do vento frio da noite. Os olhos de Bella refletiam paixão. A minha paixão. Eu a amava tanto. Não era algo bobo e sem importância. Era algo que vinha da minha alma.

– Eu sou só seu, Bella – repeti, afirmando. – Prometo nunca traí-la. Quero você e só você. Você será só minha?

– Para sempre.

– Para sempre é muito tempo. Isso não te incomoda?

– Não... E a você? – perguntou mordendo o lábio.

– Nem um pouco – enterrei meu rosto em seu pescoço, cheirando-a. – Para sempre está bom para mim.

Ficamos deitados, enroscados um no outro, conversando amenidades. Nossas mãos unidas, beijos trocados de tempos em tempos. Até que o sol resolveu nascer.

Sentamo-nos para apreciar o que Deus nos proporcionou. No horizonte, o céu ia tomando cor, deixando a luz prata lunar envolver-se entre os raios de sol. Era tão lindo e inexplicável, que nós apenas conseguíamos admirar. Bella estava entre as minhas pernas, encostada em meu peito. Pousei meu queixo em seu ombro e estreitei meus braços em sua cintura enquanto assistíamos a natureza acordar.

– Bella? – chamei-a.

– Hm? – falou distraída.

– Quer namorar comigo?

– Sim – respondeu depois de algum tempo em silêncio.

Minhas bochechas até doíam do tamanho que era o meu sorriso. Uma palavra poderia mudar totalmente uma vida, um mero "sim", poderia fazer-me querer pular de felicidade e gritar que ela me queria e não apenas como um amigo. Mas não fiz isso. Fiz algo muito melhor.

Eu a beijei.


NOTA DA AUTORA:

Esse capítulo meloso e apaixonado é efeito de um adolescente amando. Sempre será piegas haha Bem, aqui vemos que um namoro se iniciou... e que aos poucos vai se tornando forte. Mas por que Bella não sabe de nada disso anos depois? Hmmmm Fiquem pensando! Se tivermos comentários fofos de novo, cap novo amanhã!

Beijooos e até mais *u*