Capítulo 9 – A semana passa... Com algumas surpresas
A semana passou (N/A: Muito rápido né? Até parece a minha semana normal, no maior corre-corre) e no sábado, para variar, Sano estava com o típico bom humor de sempre. De calça tipo pijama, descalço, e sem blusa ou camiseta cobrindo Aquele tórax super definido, devido aos treinos na faculdade (N/A: Fãs do Sano, babem!), andando de um lado para o outro, olhando para o relógio a cada cinco minutos, e a qualquer barulhinho da rua ou da porta, ele acabava olhando para o relógio. Kaoru já não agüentava mais ver o irmão super nervoso a espera de... nada. "Alguma coisa está acontecendo para o Sano estar desse jeito. O que será? Mulher? Ensaio? Shishio?":
-Quê foi Niitchan? Aquela médica te deu o fora, foi?
-Não me enche Jou-chan.
-Credo, que educação.
-Desculpe. Não é com você que estou nervoso.
-Então, o que foi?
-Tsunan não deu as caras a semana toda. Não me ligou, não apareceu na faculdade, nem na redação daquele jornalzinho da facu, ele apareceu. Liguei uma vez, e caiu na secretária. O celular estava sem bateria lembra? Não sei o que pode Ter acontecido. Afinal, Tsunan é um grande amigo meu desde os tempos do prezinho.
-Você acha que ele também tenha fugido?
-Ah, espero que não. Era só o que me faltava. Primeiro o baterista e agora o tecladista. Não me vá você também ir embora sem me avisar...-mas foi interrompido por um rapaz ruivo de cabelos longos, que chegava com seu baixo de estimação.
-Bom dia! Lá fora está um belo dia, sabiam?
-Olá Kenshin! Mas pro Sano aqui, não está nada bem. O Tsunan não veio a semana toda. E isso está o deixando com os nervos a flor da pele.
-Ah, é só por isso o Crista aí tá todo bravinho? – Chou chegou quase na mesma hora, mas é recebido com uma "baquetada" de Sano. (N/A: Baqueta é o nome daqueles dois pauzinhos que o baterista usa para tocar e no caso, Baquetada é o nome do golpe inventado por mim mesma, onde essas duas coisinhas acertam a cabeça espetada do oponente – no caso, na cabeça espetada de uma vassoura!).
-Mais uma dessa, e você vai saber porque eu carrego o Mal nas costas. – e mostra uma tatuagem com o ideograma de mal em suas costas.
-Ui, que meda!
-Calma, Sano. Você vai ver que não é nada demais. De repente, o Tsunan teve alguma indisposição ou qualquer coisa assim. Ainda mais que ele não é de sumir tanto tempo assim sem dar notícias, né?
-É. Tudo bem. Acho que você tem razão Kenshin. Vamos esperar e...
-Mas são interrompidos pela chegada de um Tsunan totalmente transtornado, assustado e cabisbaixo.
-Tsunan! Que foi, cara?
-...
-Aconteceu alguma coisa?
-...
Fala, cara!
-Eu...
-...Eu? – todos estavam ansiosos pela resposta dele, especialmente Sano.
- ...Eu... Eu vou ser pai.
-O QUÊ? – Todos estavam muito surpresos - Mas, como?
Tsunan estava arrumando um lugar para se sentar e contar toda a história, medindo bem as palavras, já que ele mesmo ainda não tinha digerido completamente a notícia.
-Tae está grávida, já há algum tempo tenho percebido que ela se sentia um pouco mais cansada que o normal. E eu não sei se fico feliz ou triste, porque mesmo que eu me case com ela, há um outro probleminha: a pequena Tsubame.
-E o que tem ela?
-Ela é contra o nosso casamento. Como as duas moram sozinhas, se eu me casar com a Tae, a Tsubame fica comigo também. Mas ela não está nem um pouco feliz com isso. Acha que eu vou roubar a irmã e que agora ela está sozinha e etc e tal.
-Que situação, hein?
-Você já tentou conversar com ela e explicar tudo?
-Já, mas não tive muito sucesso. Acho que foi até pior. Ela não parava de chorar.
-Ah, mas que coisa!
Eis que são interrompidos (N/A: De novo? Quem é desta vez?) por uma voz que vinha lá do fundo:
-Deixa comigo, Tsunan!
-Hein? – ninguém tava entendendo nada, até que Yahiko aparece (Aleleuia! Até que enfim ele apareceu!):
-Eu resolvo com a Tsu-chan. Tchau, Gente, mas eu chego tarde! Avisa o pai. - E sai correndo para fora da garagem, disposto a ver sua grande amiga.
Yahiko foi de bicicleta até a casa de Tae e Tsubame. Parou sua bicicleta ao chegar a um restaurante com uma placa escrita AKABEKO, prendeu a bike no suporte e entrou. Chegando lá, procurou pela Tsubame e a chamou para darem uma volta de bike por aí.
Pedalaram até chegarem a um laguinho tranqüilo e resolveram se sentar perto da margem. Tsubame começou a atirar pedrinhas no lago e Yahiko, para quebrar o silêncio, resolveu arriscar:
-Qual o problema, Tsu?
-Nada. – Tsubame estava decidida a não contar seus problemas para seu amigo. Apenas virou seu rosto, de modo que Yahiko não pudesse ver lágrimas escorrendo de seu rosto.
-É por causa do casamento da Tae netchan, né?
-É – Tsubame suspirou e lentamente, foi virando seu rosto para Yahiko, que pôde ver as grossas lágrimas que caíam daquele rosto tão angelical, tão doce, mas que agora estava todo inundado pelas lágrimas que teimavam em escorrer.
-Não fique assim. Pense que a sua irmã não foi embora, você ganhou um outro irmão, a quem você pode recorrer quando estiver com problemas. E outra você devia também pensar na felicidade dela. E nos problemas que essa sua atitude está causando. Tae e Tsunan nunca serão felizes de verdade, se você também não estiver. Pense um pouco, Tsu. Você devia era estar feliz pela sua irmã e pelo sobrinho que vai ganhar. O Tsunan está sofrendo por sua causa também.
-Quê?
-Você não o aceita na família. Mas ele e sua irmã só conseguirão ser felizes no casamento se você aceitar e torcer para que eles sejam felizes. E não com essa atitude infantil que está tendo.
-É verdade, Yahiko. Acho que estou sendo muito egoísta de minha parte sem olhar o lado da Tae netchan. O Tsunan é até legal comigo, mas eu fui educada pela minha irmã, não me lembro dos meus pais, a minha outra irmã, a Sae, casou-se e foi morar em outra cidade e fico com medo de que isso possa acontecer de novo, e eu fique sozinha.
-Quanto a isso, não se preocupe. O Tsunan já sabe que terá que ajudar a Tae netchan com a sua educação e ele até gosta. O problema é que VOCÊ não o deixa ser legal e fica aí se lamentando.
-Tá bom, eu vou conversar com os dois e parar de me lamentar. E o que eu posso fazer por você?
-Hã?
-Você foi tão legal comigo que eu quero te agradecer por estar a meu lado.
-Então, tá. Pode me pagar um sorvete.
-Ótimo. Quem chegar por último é a mulher do padre.
-Depois de pegarem os sorvetes, resolveram se sentar num banco próximo daquele mesmo laguinho em que estavam momentos antes.
-Tsu.
-Hein?
-Do que é o seu?
-Nozes.
-O meu é de flocos. Quer trocar?
-Nhaun. Posso deixar você dar uma lambida só.
-Ah, vá. Deixa de ser regulona.
-Nhaun, nhaun, você é um fominha mesmo. Tó, só uma bicadinha.
-Tá. – mas quando o Yahiko ia experimentar o sorvete da amiga, acaba se desequilibrando e sem querer, seus lábios encostam no da Tsubame, que ficou MUITO vermelhinha. (N/A: vai me dizer que ela não gostou? Mas, ó, para os vigias de plantão: NÃO é hentai, não possui traços de pedofilia ou qualquer coisa do gênero que possa chocar os mais conservadores, é só um selinho, que aconteceu por acidente, tá?).
Mais tarde, eles voltam para casa, com um segredinho só deles: apesar de muito novos, sabiam que por maiores que fossem os problemas, eles sabiam que poderiam contar um com o outro, e quem sabe esta singela amizade pudesse se tornar algo maior como o amor no futuro? Mas ainda era cedo realmente para isso.
Quando chegou em casa, Tsubame encontrou Tsunan no sofá, com as mãos enterradas na cabeça, numa posição de quem está sofrendo muito com alguma coisa, e resolve conversar com ele. Mas ela está muito sem jeito.
-Hã, Nitchan?
-Quê? – Tsunan foi tirado de seus devaneios – Ah, oi Tsubame-chan.
-Eu queria te pedir desculpas por não Ter aceitado o casamento de vocês, mas é que eu tive medo de ficar sozinha. Eu não me lembro de meus pais, quando eles faleceram, eu era muito nova. Fui criada por Tae e Sae e, depois que Sae se casou, ela mudou de cidade, e eu quase nunca tive mais contato com ela. Eu não quero que isso aconteça de novo. – Tsubame começava a derramar algumas lágrimas.
-Tsubame, não precisa chorar – seu tom era fraternal, como um irmão mais velho tentando consolar o mais novo depois de um pesadelo. – Vem cá, senta aqui do lado – o que foi prontamente obedecido. – Eu nunca deixaria que você fique sozinha. Tae sempre esteve do seu lado, porque justo agora ela te abandonaria? Você vai ser a minha irmãzinha que eu nunca tive. Pode contar comigo para tudo, como sempre foi. Nada vai mudar, com exceção, que eu vou morar aqui com vocês. Ou seja, estaria aqui por mais tempo. Me diz, se não é melhor assim?
-É, sim. – Tsubame agora sorria de um jeito meio tímido, mas mais animada com o "novo" integrante da família.
-.-.-.-.-
Só assim eu consegui fazer o Yahiko menos imprestável. (tadinho)
Continua...
