Olha como eu sou uma autora super amor que não deixei vocês sofrendo.

Seria muito pedir uma chance para o menino Cullen?

Espero que vocês apreciem esse ponto de vista porque eu confesso que, em certo momento, foi emocionante escrevê-lo e muito gostoso mostrar o caminho dele logo após a briga com Bella e como foi esse ano de distância para ele.

Ah, quase esqueci de comentar... A fanfic recebeu uma recomendação

*Comemora*

Sarah, muuuuuito obrigada por palavras tão bonitas e por confiar nessa fanfic tão complicada 3 Nesse casal, que no meu ponto de vista, é complexo.

Mas quem foi que disse que a vida é fácil, né?

Espero que curtam, xuxus!

Quel

xoxo


8 – Entregando o meu coração

Edward POV

Um ano antes...

Sair daquela casa foi a coisa mais difícil que eu já tive que fazer, porém entendia os motivos que nos levaram àquela situação, embora não aceitasse muito bem. Entrei em meu carro, sentindo o meu coração despedaçado batendo mais rápido e a respiração falhar e lágrimas no rosto.

Deus, o que eu tinha feito conosco?

Fechei os meus olhos e os abri novamente, não conseguindo lidar com a imagem do sofrimento da minha melhor amiga, aquela que eu descobri amar e, mesmo assim, machuquei.

Eu podia me lembrar o número de vezes que eu tinha sido um estúpido para no minuto seguinte encontrar um sorriso de Bella me dizendo que aquilo não tinha sido nada.

No fim, tudo o que Isabella tinha me falado era a mais pura verdade, a que eu fui covarde demais para enxergar e que, infelizmente, tinha nos levado a um rompimento. Eu não sei como seria a minha vida a partir de hoje sem a presença dela.

Suspirei, cansado, enquanto a minha mente trabalhava freneticamente.

Eu sou uma pessoa, Edward, e eu tenho sentimentos.

Eu sou uma pessoa, Edward, e eu tenho sentimentos.

Eu sou uma pessoa, Edward, e eu tenho sentimentos.

Essa maldita frase não parava de ecoar na minha cabeça, enquanto eu chorava com a testa encostada no volante, ruídos saindo da minha garganta até eu perceber que aqueles eram os meus soluços.

A dor de perder Isabella jamais me deixaria.

Não sei por quanto tempo fiquei parado em frente à casa do avô de Bella, chorando por tudo o que eu perdi naquele dia, vários sentimentos misturados. A minha vontade era lutar contra tudo isso e voltar lá para dizer que eu jamais desistiria dela.

Só que eu desisti, na primeira oportunidade. Como eu poderia dizer a ela que lutaria por nós se eu tinha feito exatamente o contrário? Eu simplesmente não podia mais machucá-la.

Liguei o meu carro e dirigi de volta, sentindo a brisa bagunçando os meus cabelos e secando as minhas lágrimas, porém eu já não me importava de ter um coração partido. Eu só queria que Bella saísse disso tudo de cabeça erguida, mesmo que significasse nunca mais falar comigo.

Eu sabia que a nossa conversa foi difícil e o quanto ela quis evitar esse confronto, porém, eu esperaria que minha melhor amiga voltasse para casa e, então, eu conversaria com ela, tentando mostrá-la que a culpa não tinha sido dela.

A verdade é que culpado sempre foi eu - a constatação desse fato fez o meu coração bater mais rápido em meu peito e uma única lágrima escorrer pelo meu rosto. Limpei-a com a minha mão e foquei toda a minha atenção na estrada, disposto a chegar em Edimburgo inteiro e de lá pegar um voo para casa.

Demorei quase quatro horas pare chegar à capital da Escócia, já estava escuro quando estacionei e caminhei em direção a concessionária para pagar o aluguel do carro.

Entreguei o meu cartão de crédito para a moça, no guichê de atendimento e ela sorriu para mim, o que me fez soltar um tímido sorriso de volta. Não um cheio de intenções, como eu era acostumado a distribuir, mas um que dizia o quanto eu me sentia quebrado.

Ela, aparentemente, pareceu entender e devolveu o meu cartão. — Se o senhor correr consegue o próximo voo – comentou.

Eu agradeci e segui para o balcão da companhia área e não tive dificuldades de encontrar um bilhete disponível.

Quando o avião começou a taxear na pista, eu me senti destruído por sentir que eu estava deixando algo muito importante para trás. Fechei os olhos quando já estava no ar e me lembrei do sorriso genuíno da minha melhor amiga.

Então, eu soube. Deixei uma parte do meu coração na casa do lago.

~.~

Três dias haviam se passado desde o meu ultimo encontro com Bella e eu sentia todo o peso daquela situação em cima de mim, como se eu carregasse toneladas. Foquei a minha atenção no trabalho, mesmo que tivesse que reler várias vezes o mesmo parágrafo das centenas de documentos que eu tinha que analisar.

Eu teria uma audiência amanhã e queria vencer, então, toda a raiva que eu sentia de mim, eu descontaria no tribunal. Não sairia de lá com uma derrota, não por ter um super ego, mas por saber que sou muito bom no que eu faço.

— Você precisa ir para casa – Jéssica disse, entrando na minha sala com um copo de café nas mãos.

Dei de ombros e continuei a leitura dos documentos, fazendo algumas anotações de argumentos que eu usaria na audiência. Minha secretária colocou o café em minha mesa e saiu sem dizer nada.

Eu não queria ir para casa, queria manter meus pensamentos focados no trabalho, então isso me pouparia de ouvir qualquer discurso de que eu estava destruído vindo de amigos próximos. E isso incluía comentários de Alice.

Eu sabia que ela estava brava comigo por eu ter ido atrás de Isabella, entretanto, eu não me arrependia disso. Nem por um segundo.

Desviei a minha atenção e me levantei, caminhando um pouco por meu escritório e parei em frente a minha janela, totalmente de vidro, o que me dava uma vista privilegiada da cidade. Eu podia ver os jovens se divertindo e rindo com amigos e suspirei.

Caminhei até a porta, abrindo-a, me deparando com Jéssica sentada em sua mesa, digitando algo freneticamente.

Soltei um pequeno sorriso, agradecendo aos céus por ter alguém tão fiel como Jéssica, que não me julgara quando contei a ela o que aconteceu, mas eu também a ouvi falando com Bella.

— Jess – chamei-a e ela parou de digitar para me olhar — Já está tarde, você pode ir, se quiser.

Minha secretária assentiu, porém não se mexeu. Ela deu de ombros no minuto seguinte e voltou a digitar.

Entrei novamente em minha sala e fiquei observando as luzes noturnas da cidade, me lembrando o quanto eu fui feliz.

Ah, Edward, você pode terminar de ler essas leis amanhã – Isabella comentou, me puxando pelo braço — Você vai mesmo me deixar sair com Alice, sem a mínima proteção? – ela perguntou.

Bingo! Ela sabia mesmo tirar a minha concentração. Eu jamais a deixaria sozinha.

É claro que não – respondi — Então... – olhei-a — Onde você gostaria de ir?

Bella sorriu para mim através do espelho, arrumando o cabelo.

Eu não sei ao certo, mas Allie quer ir a um pub – minha amiga disse, dando de ombros — Ingerir um pouco de álcool.

Ela, não você – falei, cruzando os braços — Sobre o álcool, quero dizer.

Bella se virou e me fitou — Quase te confundi com o meu pai – disse sarcástica — Aí eu me lembrei que você não é, então, tanto faz, né?

Suspirei e descruzei os braços.

Eu só estou dizendo que você nunca se deu bem com bebidas – comentei — Então, já que nós dois não queremos passar o resto da noite em um banheiro, eu segurando o seu cabelo e você vomitando, podemos evitar o álcool e toda a questão que envolva agulhas e hospitais.

Você fica realmente uma fofura com essa cara de preocupado – Bella disse, puxando a minha camisa em direção a ela, me abraçando — Tudo bem - disse encostando sua cabeça em meu peito — Podemos andar um pouco, então?

Abracei-a de volta, sentindo o meu coração aliviado por mantê-la em segurança — Claro – respondi — Podemos dar uma volta ao longo do rio Liffey – expliquei.

Bella não se mexeu e continuou na mesma posição.

Aquele parecia um bom plano.

Despertei dos meus pensamentos e abracei o meu próprio corpo, como se sentisse frio. Eu foquei a minha atenção no trabalho para tentar manter as lembranças longe de mim, porém não fui capaz de conter o sorriso.

Naquela época tudo era fácil, eu parecia ser tão mais responsável que a minha melhor amiga, que não desgrudava de mim nos corredores da faculdade. Tantas vezes fomos confundidos com um casal por causa da nossa conexão e sempre ríamos disso.

Olha só o que você fez com a sua vida, garoto!

Ouvi o meu celular tocando e puxei-o do meu bolso, olhando o identificador de chamadas antes de atender.

Lauren chamando.

Ignorei a ligação e devolvi o aparelho ao meu bolso e continuei observando as luzes, os jovens e a alegria deles. Era quase surreal perceber que um dia eu fui como eles e que agora eu simplesmente não sabia mais como arrumar a minha vida.

O celular voltou a tocar e eu respirei fundo.

Caminhei até a minha cadeira e puxei o meu terno, vestindo-o. Eu tinha que começar a arrumar todas as minhas burradas e isso envolvia Lauren.

Eu sentia que nada disso deveria ter começado e que as coisas estavam indo rápido demais. Quer dizer, eu estava bêbado, então, deveria ter esclarecido as coisas com Lauren antes de chegar a tudo isso.

Tanta coisa poderia ter sido evitada se eu, ao menos, tivesse atitudes de homem. Ao que parece, eu agia como a porra de um adolescente inconsequente.

Passei por Jéssica e sorri para ela, segurando a chave do meu carro, determinado a resolver tudo o mais rápido possível e, aparentemente, minha secretária também percebeu e assentiu em minha direção.

~.~

Apertei a campainha pela segunda vez, ouvindo passos em direção a porta, que logo foi aberta. Lauren sorriu para mim, mostrando todos os seus dentes perfeitamente alinhados.

— Oi – ela me cumprimentou.

— Oi – respondi — Posso entrar? – perguntei, de braços cruzados.

— Claro – ela respondeu, finalmente, me dando passagem para entrar em seu apartamento.

Caminhei até a sala e me sentei no sofá e a encarei.

— Liguei para você – ela comentou — Como você não me atendeu durante a última semana, eu liguei para o seu escritório e Jéssica me disse que você estava viajando – ela explicou.

— Sim – confirmei — Estava na Escócia, percorrendo algumas cidades – expliquei — Porém, não vim aqui para falar disso.

Ela assentiu, seus cabelos loiros um pouco bagunçados — Tudo bem.

Eu me mexi um pouco por Lauren estar com um perfume estranho, eu sabia que não era o dela, mas ignorei esse fato. O assunto que me trouxe aqui era muito mais sério.

— Lauren – comecei — Eu não atendi suas ligações apenas por estar viajando – comentei — Eu... Nós – apontei para nós dois — Tudo isso começou do jeito errado.

Lauren franziu o cenho e me encarou — O que você quer dizer com isso? – perguntou.

Abri a boca e voltei a fechá-la. Eu não queria magoá-la, mas eu sentia que, no fundo, nossos destinos não estavam entrelaçados.

— Quero dizer que... – parei, respirando fundo — Que esse relacionamento começou do jeito errado – sussurrei — Quer dizer, aquela noite foi realmente muito boa e eu gostei, mas...

— Mas? – ela perguntou, me encarando, eu podia ver frieza em seus olhos.

Balancei a cabeça em negativa — Eu não queria ter feito aquele pedido – falei — Eu não queria um relacionamento, não como o nosso.

— Edward – ela continuava me encarando — Você está terminando comigo?

Fiquei calado por vários minutos, pensando na melhor maneira de responder a essa pergunta, porém a verdade estava muito evidente para nós dois.

— Estou – respondi — Eu estou terminando.

Aquilo pareceu nos rodear por muito tempo e eu sentia que já não carregava um peso tão grande, embora a situação ainda fosse complicada.

— Você falou com ela – minha ex-namorada afirmou.

Balancei a cabeça, assentindo. Eu não queria mais mentir, afinal, já tinha magoado muita gente durante o processo.

— A Escócia... – ela divagou — Você não viajou a trabalho, viajou para falar com ela.

— Eu nunca disse que tinha ido a trabalho, Lauren – argumentei — Sim, eu fui atrás da Bella, por mais absurdo que seja – expliquei — E a verdade é que eu magoei a minha melhor amiga com algo tão...

— Por nós, Edward – me cortou — Isabella vai ter que aceitar o fato de que ela não é a única mulher da sua vida.

— Eu a beijei – contei.

Lauren levantou e começou a caminhar pela sala, de um lado para o outro.

— Depois de ter saído daqui, na manhã seguinte... – falei — Eu fui até ela e a beijei.

Lauren parou de andar e me olhou, com raiva.

— Eu sinto muito – me desculpei — Não queria magoar nenhuma de vocês duas, mas, no fim, acabei machucando-as e eu sinto muito.

— Você – apontou para mim, algumas lágrimas presas em seus olhos — Você é apaixonado por ela! – acusou.

Balancei a cabeça em afirmação, não querendo estragar ainda mais o que eu tinha feito.

— Deus... – ela sentou ao meu lado, segurando a cabeça com as mãos — Você é um bastardo – acusou.

— Eu sou – afirmei — Você pode me xingar do que quiser, Lauren, mas eu não posso mais continuar com esse relacionamento – expliquei — E eu tinha que te dizer isso – levantei, caminhando até a porta.

— Eu vi quando Bella entrou... – ela disse às minhas costas — E eu te beijei – confessou.

Virei e a encarei — Então isso te torna uma pessoa pior do que eu – respondi — Embora tudo isso só tenha acontecido por eu não ser capaz de pensar coerentemente – balancei a cabeça em negação — Então, é, obrigado por destruir a minha vida.

Ela me olhou, seus olhos brilhando de raiva — Ela é tão simples... – argumentou — Eu sou linda na frente dela.

— Ela tem coração – respondi, antes de abrir a porta e sair.

~.~

Dias atuais...

Oito meses se passaram até eu perceber que Bella jamais voltaria para casa e isso doeu como o inferno. Nós nunca mais nos falamos e eu sabia que ela mudara de número, já que eu tentei ligar para ela algumas vezes.

Nesses oito meses, Lauren nunca parou de tentar algo mais e eu sempre me esquivei de suas investidas, porém tinha fracassado na última depois de receber a notícia devastadora de que Isabella se mudara para Londres.

Ela não queria mais me ver, não queria falar comigo e eu a entendia. De verdade.

Após isso, eu entrara novamente em um relacionamento com Lauren, tentando seguir adiante, mesmo ainda amando a minha melhor amiga.

Deus, quando foi que eu me tornei essa pessoa horrível?

Joguei a minha cabeça para trás, apoiando-a na minha cadeira, realmente cansado com o rumo dos meus pensamentos, mas voltei a levantar assim que ouvir a voz do meu melhor amigo invadindo o meu escritório, com uma Jéssica de olhos arregalados em suas costas.

— Hey – ele me cumprimentou, enquanto eu assistia a cena se desenrolar bem na minha frente.

— Eu disse a ele que você estava ocupado – minha secretária se defendeu — E que ele não poderia entrar.

Encarei Emmett, que estava com o distintivo preso em sua calça, à mostra, aliás, meu amigo adorava exibi-lo por aí para ter acesso livre em qualquer lugar sempre que quisesse. Arqueei a minha sobrancelha para o sorriso sarcástico que ele jogou para cima de mim.

— Tudo bem – falei para Jéssica — E já que você gosta de invadir o meu trabalho, fala logo o que te trouxe aqui.

Emmett se jogou em meu sofá de couro, que ficava à frente da minha mesa, encostado à parede, com uma folga que só o arrogante do meu melhor amigo tinha.

Percebi que ele não falaria nada na frente de Jéssica, embora ela fosse uma das pessoas que sabia qualquer coisa sobre mim e, por isso, dispensei-a para que ela voltasse à sua mesa, mas instruí a não me passar nenhuma ligação.

— Já sei o que é – fiz uma careta — Aposto que Alice contou para Rosalie, que contou para você.

— É – ele afirmou — E eu vim aqui saber o que você tem na cabeça, seu idiota.

— Eu não preciso que você me deixe mais confuso – reclamei, apoiando minha cabeça em minhas mãos, o cotovelo em cima da minha mesa.

Ele deu risada, levantou-se e sentou-se na cadeira do outro lado da minha mesa, mas que ficava de frente para mim.

— Na verdade, eu esperava que você negasse – ele anuiu — Mas já que você não negou, creio que você foi idiota o suficiente para magoar Bella só mais um pouquinho.

Suspirei, derrotado — É, eu fui – balancei a cabeça em negação de um lado para o outro — Eu não sei mais como foi que me enfiei nessa situação.

— Deixa de ser tapado, Edward – Emmett bateu fortemente em cima da minha mesa antes de levantar, ele estava furioso e eu não tirava a sua razão — Você é mestre na arte da covardia - eu ouvi meu melhor amigo caminhando pelo meu escritório, de um lado a outro, como um leão enjaulado.

Eu sabia que aquela fúria era direcionada a mim.

— Eu não sei se foi o certo, mas... – sussurrei — Naquele momento, fez algum sentido para mim – expliquei — Só que agora, parece tão...

— Não! – Emmett me cortou — Não fez sentido, então, me ajuda a entender, Edward – falou, parando perto da janela — Por que diabos você mandou o convite? – perguntou — Cada vez mais você age como um estúpido – reclamou.

Eu odiava quando Emm me fazia parecer um garoto imaturo, o que sempre acontecia, mesmo na época da faculdade.

— Eu sei – sussurrei.

Minha cabeça doía, porém, Emmett tinha razão. Foi uma completa estupidez envolver Isabella em toda essa confusão.

— E aquele cartão? – Emm rugiu, raivoso — Você é um completo idiota, Edward – xingou — Eu juro que vou entender se Bella passar por aquela porta e meter a mão na sua cara!

Olhei para o meu amigo e suspirei, ele parecia assustador com os braços cruzados e olhos castanhos brilhando de raiva.

— De verdade, cara, você é um burro! – disse, sentando no meu sofá de couro.

— Eu... – parei e respirei fundo — Eu sei que sou tudo isso que você me acusou, Emm, e eu te odeio por me mostrar o quanto eu sou um idiota estúpido, mas – puxei meus cabelos, nervoso — Eu a convidei...

— Para ter certeza que nada vai acontecer entre vocês – Emmett rugiu.

— Porque eu não quero me casar! – confessei — Eu não quero – deixei a verdade sair.

Emmett piscou algumas vezes, abriu e fechou a boca como um peixinho e jogou a cabeça para trás, com ainda mais raiva, eu o conhecia bem para afirmar.

Fiz uma careta, descontente. Eu sabia que Emmett jamais me deixaria sair do escritório sem explicar o que essa confissão significava e eu nem sabia se estava preparado para comentar.

Abri a boca para falar, porém, antes que alguma palavra escapasse, Jéssica entrou em minha sala com um sorriso irônico e um envelope nas mãos.

Arqueei uma sobrancelha para a minha secretária, enquanto ela colocou o documento em cima da minha mesa, deu de ombros e saiu, com seus olhos me dizendo "Você está ferrado, Cullen".

E, de fato, eu estava. Porque dentro daquele envelope poderia estar o destino da minha vida. Olhei-o e vi palavras espalhadas como Londres e Isabella Swan.

Mordi o lábio, indeciso entre abrir ou não, enquanto Emmett levanta do sofá, puxa-o de mim e abre, evitando, assim, um trabalho que eu teria.

Meu amigo despeja o conteúdo em sua mão, desdobrando um papel, que fez com que ele soltasse um sorriso travesso.

— Cara – ele colocou o que segurava em minha mesa — Lembre-me de pedir essa garota em casamento – sorriu.

Mesmo que o tom fosse de brincadeira, eu senti o meu peito rugir de ciúmes. Jamais deixaria que isso acontecesse, mesmo que eu tivesse que socar o meu melhor amigo.

Minhas mãos estavam fechadas em punhos, meu coração cheio de raiva e isso não impediu que Emmett soltasse uma sonoro gargalhada, ecoando por todo o meu escritório.

— Você é um estúpido, Edward – riu — O maior que eu conheço – continuou rindo — De casamento marcado e morrendo de ciúmes de outra mulher.

Dei de ombros, não queria responder. Peguei o que ele colocou em cima da mesa e senti um vento gelado na espinha ao perceber que um dos objetos era a passagem aérea que eu tinha enviado para Isabella, seguida de um bilhete.

Eu não preciso disso. Use-a em sua lua de mel.

Com carinho.

Bella.

Suspirei, derrotado e frustrado, sem saber se isso significava que ela não vinha ao casamento. Faltava duas semanas até a cerimônia e ela me manda seu bilhete aéreo de volta.

Que merda isso quer dizer?

Olhei para Emmett, que estava sentado novamente em meu sofá, me observando e balançando a cabeça de um lado para o outro e senti vontade de bater a minha cabeça na madeira da minha mesa.

— Quero que você responda algumas perguntas – meu amigo começou — Qual o seu sonho de felicidade? – perguntou — Você achar que casar com Lauren vai te fazer feliz?

Por que Emmett sempre fazia as perguntas difíceis? Ele sabia a resposta para todas essas perguntas.

— Você sabe as respostas – argumentei.

— Sei, mas eu quero ouvir de você, Edward – cruzou os braços — O que é que vai te fazer feliz?

Apoiei minha cabeça em minha mesa, fechei os olhos e comecei a pensar em uma vida com Lauren, em construir uma família e seguir adiante com a minha vida, em comemorar anos de casamento e ficar feliz quando ela me contasse sobre a gravidez do nosso primeiro filho... E nada aconteceu. Meu coração não disparou, não senti borboletas na barriga e nem qualquer outra merda que as mulheres costumam falar quando estão apaixonadas.

Levantei a cabeça, chocado e encarei o meu melhor amigo.

— Eu não posso fazer isso – confessei — Não posso me casar.

Ele sorriu, com uma sobrancelha arqueada.

— Agora, você sabe o que deve fazer.

Sim, eu sabia. E a minha felicidade estava em Londres, com uma certa garota de cabelos e olhos castanhos e um coração partido. Mas o meu também estava e eu sabia que se quiséssemos poderíamos nos perdoar e ter uma vida juntos.

— Eu vou para Londres – contei, olhando o bilhete aéreo em minhas mãos — Não posso mais evitar... É Bella quem eu quero.

Emmett sorriu e eu também.

Eu só queria que não fosse tarde demais para entregar o meu coração.


Algumas pessoas me questionaram se essa fanfic vai mesmo ter um final feliz, isso é, um final Beward.

Sim, ela vai e é por isso que esse POV do Edward é primordial.

Talvez vocês achem que ele está sendo novamente estúpido, mas vejo que ele finalmente decidiu tomar alguma atitude.

Ele vai atrás dela em Londres o/

Outra coisa que eu quero dizer é que Mike não entrou na fanfic por acaso e se vocês forem espertinhas, vão descobrir o motivo ;)

Agora me contem o que acharam.