Hoje é maratona! *_*

Mais um capítulo sobre os irmãos Cullen... Hoje é sobre Mary Alice Cullen Renaud.

Link do visual dela no meu perfil... Le Fashion!

Just enjoy! ;)


CAPÍTULO EXTRA – ALICE

POV desconhecido

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Chovia em Paris, um verdadeiro aguaceiro no mês de Abril. No auditório de um prédio cinza enorme, numa esquina da Rue Faubourg St. - Honoré, havia pânico.

Várias modelos seminuas corriam de um lado para o outro, enquanto os empregados davam o retoque final ao ambiente.

No meio da confusão, tentando organizar e colocar algo para funcionar, encontrava a própria Mary Alice Cullen Renaud. Quatro horas do início do desfile, tudo parecia desmoronar.

Mary Alice Cullen Renaud poderia ser tomada por uma das modelos, apesar da sua baixa estatura. Irradiava uma elegância meticulosa, do vestido dourado aos scarpins da Channel. Tudo nela – a curva do braço, a tonalidade do verniz das unhas, pintadas de azul turquesa, o timbre da sua risada – demonstrava um esmero no trajar.

Ela estava em toda parte ao mesmo tempo.

- Quem cuidou da iluminação da passarela?

- Quero um fundo azul...

- O forro está aparecendo. Conserte!

- Não quero modelos fazendo os cabelos e a maquiagem na área de espera. Arrumem um camarim para elas!

Há duas noites, Alice se mantinha acordada, conferindo tudo, para ter certeza que nada sairia errado.

Ela correu os olhos por toda aquela atividade frenética e pensou no desfile prestes a começar, nos nomes famosos do mundo inteiro que ali estariam para aplaudir o que ela criara.

O monograma "MA" estava estampado em todas as partes do auditório.

A sua marca "Mary Alice" estaria sendo divulgada em todo mundo.

- Devo agradecer ao meu pai por tudo isso. Ele me disse que eu nunca teria sucesso... – Ela murmurou.

Alice sentou-se em uma das cadeiras, relembrando tudo que a trouxera ali.

Sempre soubera que queria estar ligada a moda. Desde pequena possuía um senso natural de elegância. Suas bonecas usavam as roupas mais elegantes da cidade. Diziam que puxara a mãe, a sempre vistosa Elizabeth Ann Masen Cullen.

E Alice tinha certeza disso.

Na escola, estudou design gráfico, desenho estrutural, concepções espaciais e coordenação de cores.

Embora quisesse ser modelo para assim conhecer os principais estilistas, Alice não conseguiu pela sua altura.

Então se tornou modelo fotográfica.

Quando Alice falara de seus sonhos ao pai, ele dissera:

- Você, uma estilista? Deve estar brincando.

Ao terminar os estudos, Alice voltou a Rose Hill. Ela achava que Carlisle precisava dela para dirigir a casa. Havia uma dúzia de criados, mas ninguém que exercesse o comando. Como seu pai passava a maior parte do tempo ausente, os criados faziam o que queriam. Alice tentou organizar tudo. Programava as atividades domésticas, servia como uma ótima anfitriã que era e fazia todo o possível para que ele se sentisse confortável.

Ela só ansiava pela aprovação dele.

- Quem contratou esse cozinheiro? Livre-se dele...

- Não gostei dos pratos que você comprou... Onde está o seu bom gosto?

- Quem lhe disse para arrumar o meu quarto? Não se meta lá!

Por mais que Alice se esforçasse, nunca era bastante bom.

Ela sabia que a família, depois que sua mãe faleceu, não havia mais amor e atenção pela parte do próprio pai, que só queria discipliná-los e controlá-los.

Uma noite Alice ouviu Carlisle comentar com Mike:

- Sua irmã tem uma cara de cavalo. Vai precisar de muito dinheiro para fisgar um pobre otário.

E, no dia seguinte, Alice seguiu para Nova York.

Assim que se instalou em um hotel, ela consultou as páginas amarelas da lista telefônica e anotou os endereços e telefones de várias agências de modelos.

Depois de muitas tentativas, ela conseguiu algo na Paramount Models. Alice foi a uma dúzia de go-sees* antes que um estilista se interessasse em vê-la usando suas criações. Ela estava tão tensa que mal conseguia falar.

O trabalho de modelo fotográfica não era fácil. Alice teve de aprender a lidar com a rejeição, a comparecer em go-sees que não davam em nada e a passar semanas sem ter o que fazer. Quando arrumava algum trabalho, ia para maquiagem às seis horas da manhã, terminava uma sessão fotográfica, começava outra, e muitas vezes não acabava antes de meia-noite.

Alice logo aprendeu a fazer seu trabalho. Conheceu alguns fotógrafos mais importantes no mercado e preparou seu portfólio. Carregava uma bolsa de modelo com artigos básicos necessários – roupas, maquiagem estojo para unhas, jóias. Aprendeu a secar os cabelos para deixá-los mais encorpados.

Havia muito mais a aprender, ela sabia. Alice se tornou uma das prediletas dos fotógrafos. Estes também lhe davam conselhos.

Ela se tornou cada vez mais popular. Não era uma beldade convencional, como a maioria das modelos, mas possuía algo a mais, uma elegância graciosa.

- Ela tem classe – Comentou um agente de publicidade.

Alice trabalhava sem parar, mas sentia que ainda estava parada, sem ir em direção ao seu maior objetivo. Tirava fotos com roupas de estilistas famosos e pensava nas mudanças que faria se ela fosse a estilista.

Até que um dia levou um portfólio com seus desenhos para a diretora de compras da & Co . A diretora ficou impressionada.

- Quem criou estes desenhos?

- Fui eu. – Alice respondeu receosa.

- São bons. Muito bons.

Duas semanas depois, Alice começou a trabalhar como assistente de Donna Karan e aprendeu o lado empresarial do mundo da moda. Em casa, continuava a criar seus modelos. Realizou o primeiro desfile com suas criações no ano seguinte.

Foi um desastre.

Houve mais um desfile. Nesse, ninguém compareceu.

Então Alice refez todo o seu portfólio. Levou mais um ano para promover seu próximo desfile, que fez sucesso imediato.

Alice voltou poucas vezes a Rose Hill e as visitas foram terríveis nessas raras ocasiões. Estava cada vez mais afastada dos irmãos e não entendia como Mike ainda permanecia morando com o monstro. Ela queria manter-se distante do seu passado.

Carlisle não mudara. Apenas piorara com a idade.

- Ainda não fisgou ninguém? Provavelmente nunca irá.

E foi num evento da Ferrari que Alice conheceu Marc. Seis anos mais velho do que ela, Marc era um francês atraente, alto e bonito.

Alice sentiu-se imediatamente atraída. Ele convidou-a para jantar e no dia seguinte, já dormiram juntos.

- Estou perdidamente apaixonado por você... – Marc sempre repetia, vendo Alice sorrir. – Procurei você por toda a minha vida.

Um dia, Alice levou Marc a Rose Hill para apresentá-lo ao pai.

- Vai casar com ele? – Explodiu Carlisle – Ele não é ninguém! Só está querendo casar pelo dinheiro que pensa que você vai receber!

Se Alice precisava de mais algum motivo para casar com Marc, a reação do pai já era o suficiente. Viajaram à França, onde casaram-se em Marselha. E o casamento com Marc proporcionou à Alice uma felicidade que ela nunca pensou que existisse.

- Não deve permitir que seu pai atormente você... – Disse ele. – Durante toda a sua vida, ele usou o dinheiro dele... Nós não precisamos disto.

Alice o amou mais ainda por esta atitude.

Marc era um marido maravilhoso, gentil, atencioso e carinhoso. Ela tinha tudo em sua concepção. Para ela, o passado estava morto e enterrado. Ela alcançara o sucesso, apesar do pai. Dentro de algumas horas, o mundo da moda estaria focalizado em sua nova coleção.

A chuva parou. O desfile seria um sucesso.

Foi tudo espetacular. Ao final, com a música tocando e os flashes espocando, Alice saiu da passarela, fez uma reverencia e recebeu uma série de aplausos. Alice desejou que Marc estivesse em Paris com ela, mas ele precisou viajar para tratar de negócios.

Depois que a multidão se retirou, Alice foi ao seu escritório, eufórica. Seu assistente informou:

- Chegou uma carta para você. Foi entregue por um mensageiro especial.

Alice olhou o envelope pardo e sentiu um calafrio. Ela já vira aquele envelope antes.

Ela sabia do que se tratava.

Alice retirou a folha e começou a ler:

"Prezada Sra. Renaud.

Lamento informá-la que a Associação de Proteção da Vida Selvagem passa outra vez por dificuldades financeiras. Precisamos de cem mil euros imediatamente para cobrir nossas despesas. O dinheiro deve ser transferido para a nossa conta numerada 147854 – B, no banco Crédit Suisse, em Zurique."

Não havia assinatura.

Alice ficou sentada por um tempo. Ela sabia que isso não acabaria, por mais dinheiro que desse. Eles sempre pediriam mais.

Outro assistente entrou apressado na sala.

- Oh, Lady Alice, sinto muito! Acabo de ouvir uma notícia terrível.

Alice permaneceu imóvel.

- A rádio acaba de dar a noticia... Seu pai... Está morto. Morreu afogado.

Alice demorou um instante para absorver a notícia.

- O que será que o deixaria mais orgulhoso? O meu sucesso ou o fato de ser uma assassina? – Alice pensou.

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Hey! Essa semana é meu aniversário! Faço *cof*27*cof* anos no dia 19 de Maio!

Querem me dar um presente? Que tal uma linda review?

É um presente fácil, perfeito e que ainda me anima... ahuahuahua

Vou ficar esperando, hein?

Bjo