Capítulo oito: Companheiras de quarto.

Acordei exatamente às cinco e meia da manhã. Minhas companheiras de quarto estavam acordadas também, e, teríamos mais ou menos uma hora até as seis e meia para conversarmos.

Bom, Loüíse era a única que eu conhecia.

- Hmmm... – começou uma morena e bonita – eu sou Megan... Megan LeClaire – Completou sorrindo levemente, seus olhos antes verdes claros, atingiram uma tonalidade verde amendoado – Bom, não querendo me gabar, mas... Eu sou Sangue-Puro, mas... Sabe, eu estou pouco me lixando por essa questão de sangue... O que importa é o Caráter.

Sorri levemente com o que Megan havia acabado de falar.

- Hmm... – começou uma ruiva, com sardas – Eu sou Demi... Demi Stocker – acrescentou tímida – Bom, eu também sou Sangue-Puro, mas... Ah, eu também não dou a mínima para isso. Se eu quiser me casar com um mestiço, eu me caso e pronto.

Sinceramente, eu acho que a única que ligava para essas baboseiras de Sangue-Puro é a Druella.

Uma com cabelos num tom de Loiro-acinzentado sorriu, passou os dedos por entre os cabelos, e, disse:

- Bom... Eu sou Anita... Anita Lavander – disse ela – sou mestiça – disse, temerosa – papai é bruxo, mamãe é trouxa.

Reprimi um suspiro, só eu é que era trouxa.

- Bom – disse Loüíse – Sou Loüíse... Meu nome todo é complicado, então digamos, que... Diminuindo-o, ele fique Loüíse La Varÿnd – completou – Sou sangue-puro, mas, não ligo para a questão de 'sangue', ligo para o caráter e personalidade da pessoa.

Megan, Demi, Anita e Loüíse me olharam.

Reprimi um suspiro.

- Sou Ana Helena Hunt – eu respirei fundo duas vezes – e... eu sou... Nascida trouxa – acrescentei nervosa.

Megan e Demi sorriram. Anita fez uma cara surpresa.

- Mesmo? Eu poderia jurar que você é sangue-puro! – afirmou ela.

- Ah, Anita, esquece isso! Bah, questão de sangue não define o caráter! – disse Demi.

- Eu concordo! – disse Megan sorrindo, e, vindo se sentar na minha cama – Sabe, Ana...

- Aninha!

- Ah, Ok, Aninha... Não importa se você é mestiça, sangue-puro ou sangue rui... – ela parou e depois olhou para as amigas, antes de continuar – Ou nascida trouxa – acrescentou – Isto não vai mudar quem você é!

- É – disse Loüíse – por exemplo... – ela começou – Druella Rosier, é uma descarada, nojenta, Hipócrita, ridícula... E, é sangue-puro... Ah, acrescentem mais um item a lista: Ela é super convencida! – disse ela desdenhosamente.

- Rosier? – perguntou Anita levantando-se bruscamente de sua cama – eu quero que ela vá para o inferno! Aquela menina é a discórdia encarnada! Dá-lhe! – disse ela irritada – eu estava no trem e ela ficou me ridicularizando por ser mestiça – completou com lágrimas aos olhos – eu concordo com você Loüíse.

- Ah – falei – Parece que eu não sou a única a ter problemas com a Rosier! – afirmei com rancor, se dependesse de mim, ela estava a dez palmos do chão.

- Você também? – perguntou Demi – ah, eu também tenho ódio dela. Aliás, o que ela fez a você, Aninha? – perguntou ela interessada.

- Ela tentou separar a Aninha do namorado dela! – disse Loüíse.

- E quem é ele? – perguntou Anita.

- Tom Riddle – disse Loüíse.

- Ah, é? – dessa vez quem pareceu indignada foi Megan – nossa, então todas nós odiamos a ridícula da Rosier! FORA ROSIER! – gritou ela.

- FORA ROSIER! – entoamos, e, depois tivemos um ataque de risos.

[...]

Eu estava sentada ao lado Loüíse na minha primeira aula. Poções. O Professor se chamava: Slughorn. Horácio Slughorn. Ele era super puxa-saco. Logo que bateu os olhos em mim e em Tom, ele disse:

- Aaaah... Vamos testar o que vocês sabem sobre poções... – começou, e depois pensou – Alguém aqui saberia me dizer o que eu obtenho se colocar Asfódelo em Pó em uma infusão de Losna?

Tom e eu levantamos o braço. Ele sorriu.

- Sim... Srta...? – perguntou ele.

- Hunt, senhor. Ana Helena Hunt! – informei.

- Aaaah, Sim, Srta. Hunt... – disse ele piscando para mim.

- Asfódelo em pó e losna fazem uma poção para adormecer tão forte (Junto com os outros ingredientes) que é conhecida como a poção do Morto-Vivo – falei num sopro. Eu não havia decorado. Apenas me lembrei do que tinha lido. Já que no orfanato não tínhamos nada melhor para fazer nas férias.

- Isso mesmo! – disse ele – parabéns! Vinte pontos para sua casa! – acrescentou – Ah, aliás, qual é ela?

- Sonserina! – falei enquanto eu, Loüíse, Megan, Anita e Demi tossíamos para esconder a risadinha ao vermos a cara de Druella. Ela ficou abismada que eu... A nascida trouxa, conseguisse ser mais inteligente do que ela a sangue-puro.

- Ah, sim... A casa da qual sou diretor... Pois bem, – ele disse, ainda sorrindo – vinte pontos para Sonserina... – e depois parou – Ah, agora, alguém poderia me dizer qual é a utilidade de Um Bezoar e onde podemos encontrá-lo?

Tom, eu e Druella levantamos as mãos.

- Sim, Srta...? – perguntou ele, olhando para Druella.

Minha raiva devia estar estampada no meu rosto. Já que ela riu.

- Druella Rosier – falou ela, arrogantemente – eu descendo de uma linhagem de sangues-puros...

- Srta. Rosier... – falou Slughorn –... Eu apenas quero me responda à pergunta. Você poder-me-á falar sobre a sua família mais tarde... Se, eu quiser ouvir – completou severamente.

Abafei uma risada. Megan, Demi, Loüíse, Anita e Tom fizeram o mesmo.

- Ah – disse ela, as bochechas rosadas –, bom... Bezoar serve para... Ãããã... Para... Preparar a poção... Do... – ela parou – para preparar a poção do... Da... Ah... A poção da... Da... Humildade...? – acrescentou, parecendo confusa.

Slughorn não gostou da resposta.

- Resposta errada, Srta. Rosier – disse, e depois acrescentou: - A próxima que responder a uma pergunta, saiba a resposta, e não levante a mão apenas para fazer-se de inteligente e dizer que és sangue-puro – disse ele, bravo.

Um grande sorriso se formou em minha face, poxa, o prof. Havia acabado de ter chamado a Rosier de burra. Não diretamente, mas, havia chamado-a de Burra.

- Mas, então... Alguém sabe para que sirva e onde posso encontrar Bezoar? – perguntou Slughorn novamente.

Tom e eu levantamos a mão. Olhei de esguelha para a Rosier. Simplesmente não consigo chamá-la de 'Druella'.

- Bom, como a Srta. Hunt já respondeu... Vamos dar a chance ao Sr... – ele parou.

- Riddle. Tom Servolo Riddle – falei antes de Tom abrir a boca.

Ele (Tom) me fitou, e, depois sorriu.

- Ah... – Slughorn pareceu ligeiramente tonto – Bom, então, Sr. Riddle, qual a resposta?

- Bezoar é uma pedra encontrada no estomago de uma cabra, que pode nos salvar da maioria dos venenos – disse Tom, tão ligeiro quanto eu.

- Ah, Sim! – disse Slughorn – Parabéns, meu rapaz, vinte pontos para...

- Sonserina – informei-o.

- Bom, vinte pontos para Sonserina – Slughorn parou – e, eu tenho a vaga impressão de que o Sr. Riddle e a Srta. Hunt já se conhecem – ele especulou.

Eu senti o calor inundando meu rosto, e, varias pessoas curiosas se viraram para me olhar e para olhar para Tom.

Anita, Loüíse, Megan e Demi me olharam e sorriram.

- Aaaah, bem... Não é apenas impressão, Professor – disse Demi – eles realmente se conhecem e há muito tempo.

- Ah, é? – perguntou Slughorn – e... De onde vocês se conhecem?

Eu afundei na cadeira. Só então percebi que Charlus e Minerva estavam ali. E, que pelo visto, eles estavam tentando chamar a minha atenção há muito tempo.

- Ops – murmurei para Loüíse – eu acho que a Mi e o Charlus querem falar conosco!

- E, pelo visto – começou ela alto de mais – há muito tempo... – e depois acenou para eles.

Acenei também. Tom pareceu incomodado com o grande sorriso que Charlus deu a me ver acenar para ele.

- E então...? – perguntou Slughorn, eu despertei do transe, e, olhei para frente, não sem dar uma ultima olhadinha em Tom – De onde o Sr. Riddle e a Srta. Hunt se conhecem?

Corei e tentei me afundar ainda mais na cadeira. E, olhe que era apenas o meu primeiro dia de aula.

- Do lugar de onde nós moramos – disse Tom, que parecia não estar nem um pouco constrangido.

- Ah – disse Slughorn – Bom, como faltam apenas dez minutos para a próxima aula de vocês, podem guardar seus materiais.

Loüíse e eu nos levantamos em silêncio. Quando fomos guardar os nossos ingredientes, Charlus parou ao meu lado, e Minerva ao lado de Loüíse.

- Nossa hein Aninha, nem fala mais 'Oi' para os amigos – brincou Charlus.

- Ahm, desculpe-me, Charlus – eu disse – isso não vai mais acontecer.

- Nossa, – começou Mi – Você, eu, a Aninha, a Céu, o Charlus, as suas companheiras de quarto odeiam a Rosier, não?

- Ah, com toda a certeza! – concordou Loü.

-Então... – começou Charlus e depois corou – eu sei que... Grifinórios e Sonserinos não são amigos, mas...

- Charlus, independentemente da casa a qual pertenço, eu vou continuar sendo sua amiga! – interrompi-o.

- Ok... – continuou Charlus – Mas, eu queria saber se você quer se sentar na nossa mesa na hora do almoço. E então, você vai?

- Creio que a Aninha tenha outros planos para essa tarde, Potter, Passar o almoço na mesa da Sonserina, sentada comigo é um desses planos – disse a Voz de Tom, antes que eu abrisse a boca.

- Eu acho que eu fiz essa pergunta a Aninha e não a você, Riddle – disse Charlus carrancudo.

- Pois, eu acho que se eu quisesse, eu poderia responder afinal que, a boca é MINHA e não SUA, Potter – disse Tom friamente, enquanto cruzava os braços, parecia que ele estava tentando dizer: "E, ah, caso você não tenha percebido, a Aninha também é MINHA e não SUA, Potter".

Ter tal pensamento me fez corar ainda mais. Já que, Tom poderia nem gostar tanto assim de mim.

Ah, claro... E, ele estaria quase saindo nos murros e chutes com o Charlus por nada... E, eu nasci ontem...

- Mas, eu creio que quem deva me dar a resposta e decidir é ELA é não VOCÊ, Riddle – fungou Charlus irritado.

Minhas companheiras de quarto, e Loüíse e Minerva se entreolharam ansiosas. Já eu, estava pensando em como impedir Tom e Charlus de começarem uma briga.

- Sabe, Potter... Eu acho que você vem sem senso... Pois você perdeu a noção do perigo! – falou Tom, que estava prestes a explodir.

- Ah, é? – perguntou Charlus, meio nervoso – pois saiba que: EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ!

- Pois deveria! – disse Tom.

- Mesmo? E por quê? – provocou Charlus.

- Por que se eu quiser, Potter, você já era! – explodiu Tom - você é ridículo! Se, não... Não... Olha, eu só não digo, por que há meninas aqui, e isso seria grosseiro! Mas, cuidado Potter! E, se não quiser que eu a proíba de falar com você, se comporte! – gritou Tom, fazendo todos, inclusive Slughorn olharem.

- Ora, ora, parece-me que está havendo uma crise de ciúmes, por parte do Sr. Riddle – disse Slughorn se aproximando.

Crise de ciúmes... Que infantil!

Tom de um sorrisinho, e, disse:

- É, senhor, foi isso mesmo – e depois fuzilou Charlus com o olhar – mas, acho que eu já deixei bem claro a resposta a sua pergunta, não foi Potter?

Charlus retribuiu o olhar, furioso para Tom, e disse:

- Creio que sim... Riddle – ele pronunciou o nome de Tom com puro desprezo.

Quando Charlus passou, eu segurei seu braço discretamente e falei:

- Na próxima aula, eu faço dupla com você! – e depois dei um sorrisinho.

O sorriso de Charlus era ofuscante.

- Ah! – disse ele – agora eu sei o porquê de dizerem "Perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra" ou algo assim! – ele olhou para Tom vitorioso.

Tom fuzilou-o com o olhar e disse:

- Ah, Potter... Só um aviso: Eu nunca desisto! – e depois Charlus virou as costas, e, arrastou Minerva junto com ele murmurando um: 'Tchau Aninha, até a próxima aula'.

Minhas companheiras de quarto saíram e sendo assim, eu fiquei sozinha com Tom.

Mas, logo comecei a andar em direção a minha próxima sala de aula, sendo seguida por ele (Tom).

N/A: Olê, Olê, Olá, o Tom Riddle vêm aí... Olê, Olê, Olá, O Tom Riddle Vê aí...

Xi, Pirei de vez! *Risadinha*

Bom, sabem naquela parte em que eu coloquei "FORA ROSIER".

Então, eu tirei isso de uma frase do filme "Alice in wonderland" ou Alice no país das maravilhas.

É daquela parte que eles dizem assim "FORA CABEÇUDA", mas, aqui é fora Rosier...

Ahm, quem sabe eu não posto o nono capitulo hoje também?

Aguardem!