Avisos: Cenas inapropriadas para menores de 18 anos (NC-17). Preste atenção nas notas da tradutora no fim do capítulo! Aconselho a lerem as novas entradas no dicionário AU só depois de lerem o capítulo todo e não antes.
Capítulo 8: União.
Danny acordou de sonhos de beijos gentis para perceber que não eram um sonho. Ele piscou sonolento para os cabelos castanhos na cabeça que passeava o nariz pelo seu peito. McGarrett aparentemente não tinha ideia de que o loiro acordara e parecia imerso num prazer muito particular.
Primeiro ele descobria e esfregava o nariz numa parte da pele exposta de Danny –a camisa de Danny estava erguida até debaixo das axilas agora- beijava-a com ternura, então delicadamente provava-a com a ponta da língua. Lembrava a Danny de um gato refinadamente bebendo leite. Os olhos do Sentinela estavam fechados e a expressão em seu rosto era a de um homem que havia encontrado seu equilíbrio. Danny estudou a bela e absorta face por um momento. Ele provavelmente deveria estar perturbado por ter acordado no meio do processo de Marcá-lo, mas ele não estava. Parecia que ele agora confiava no homem num nível que ele mesmo não estava totalmente ciente do quanto ainda.
Ele pensou em como Steve se contivera, a dor que aguentara ao lutar contra a União e assim libertar Danny. O homem estivera disposto a se sacrificar para que o loiro pudesse ter a própria vida de volta. O mínimo que Danny podia fazer era retornar o favor esforçando-se para que, de agora em diante, Steve tivesse uma vida que valesse a pena.
Percebeu-se absorto em estudar os traços do Sentinela. McGarrett não tinha uma beleza típica. Seu nariz era muito longo e suas sobrancelhas e pálpebras caíam de leve, deixando uma perpétua expressão sonolenta em sua face. Seu cabelo escuro estava ficando grisalho nas têmporas e ele provavelmente tinha quase a mesma idade que Danny. Percebeu-se lembrando do sorriso de pura alegria que Steve dera na primeira vez que colocara os olhos em si. Transformara por completo aquela comprida e triste face em algo irresistível. Percebeu-se então querendo ver o homem sorrir outra vez em breve, ver como ele ficava quando contente e feliz.
Enquanto olhava, Steve abriu seus olhos e ergueu o rosto, piscando para ele, as pupilas tão dilatadas que seus olhos pareciam negros. Ele deu para
Danny um sorriso bobamente contente e o loiro encontrou-se retornando o gesto sem poder se conter. Ergueu a mão num impulso e a correu afetuosa pelo macio, escuro cabelo e Steve inclinou-se na direção do toque, largo sorriso ainda firme no rosto. O Sentinela estava Embriagado pelo toque*, ele percebeu, e Danny era a causa dele estar assim.
"Oh, querido, você está tão bêbado."
McGarrett respondeu com um sorriso de cem megawatts ainda mais largo e Danny riu baixinho em resposta. O Sentinela deixou a cabeça pender e, feliz, cutucou com o nariz o mamilo esquerdo de Danny, a barba matinal arranhando-o gentilmente. O loiro soltou o ar surpreso com a inesperadamente erótica sensação e seu mamilo endureceu.
Steve percebeu a reação de imediato. Continuou com seus olhos estreitados presos aos de Danny, abaixou a cabeça e deliberadamente sugou a pequena e rosada protuberância. Estava, ao que parecia, conectado diretamente ao membro de Danny, pois ele ficou duro no mesmo instante, fazendo volume na roupa. Olhos ainda presos aos azuis, Steve inalou profundamente e desceu a mão, repousando-a no meio das pernas de Danny. Ergueu depois a cabeça do pulsante mamilo.
"Por favor."
Era mais do que um simples pedido. Era um apelo por entendimento. O absurdo de controle que o homem ainda mantinha surpreendia Danny. Podia sentir o calor e Steve tremendo contra si enquanto a febre aumentava de novo. Quando era um jovem policial (1) havia uma vez testemunhado o brutal desfecho de uma União forçada: a Guia violada machucada, de olhos vazios e em choque, extraída com seu Sentinela rosnando por um rápido e eficiente time de limpeza da Corporação. Não podia se impedir de imaginar agora como eles poderiam funcionar depois como um time efetivo. Como podia aquela Guia algum dia confiar no seu Sentinela?
Isso era diferente. Isso que havia entre eles, era deles. Estavam nisso juntos e o que fizessem agora determinaria como as coisas seriam no seu futuro como parceiros. Danny percebeu que talvez eles pudessem ser melhores do que os casais brutais com que estava familiarizado. Talvez houvesse muito mais sobre a União do que ele conhecia. Inspirou trêmulo, segurando com mais firmeza a nuca do Sentinela, apertando de leve, observando os longos cílios fecharem em resposta ao seu toque.
Steve estava faminto por toques, ele se deu conta. O homem havia ficado isolado por anos de maneiras que Danny estava apenas começando a entender. Ele deveria estar horrivelmente solitário. Como um nascido e criado na cidade, uma criatura social, Danny achava aquele pensamento insuportável. Ele mesmo havia crescido numa grande, caótica e barulhenta família. Tocar era uma segunda natureza para Danny. Não conseguia imaginar estar impossibilitado de tocar as pessoas que amava. Agindo por puro instinto, sentou-se e puxou o outro em um abraço, segurando-o perto. McGarrett paralisou por um segundo, então, desajeitadamente, envolveu seus longos braços ao redor de Danny e segurou com força, tímido ao enfiar o rosto na curva do largo ombro de Danny.
Danny apenas o segurou, dando todo o contato de que ele necessitava, balançava-o gentilmente, muito parecido com o jeito que confortava Grace quando ela estava triste. Podia fazer isso, ele pensou. Não era como se McGarrett não fosse atraente, e sexo era sexo. Podiam provavelmente alcançar o objetivo de qualquer jeito com o suficiente de prática. Sentindo-se corajoso, virou o rosto e beijou a cabeça morena. Steve tremeu em seus braços e ergueu a cabeça para encarar meio perdido seu Guia. Ele estava começando a ofegar de leve, lábios entreabertos. Danny o acalmou com um toque, cuidadosamente segurou o queixo fino com uma mão, inclinou-se e, gentil, beijou-o na boca.
"Shhhh. Tá tudo bem, nós vamos ficar bem. Podemos fazer isso. Certo, parceiro?"
Steve piscou e então exibiu outro desses sorrisos de cem megawatts que transformava por completo seu rosto.
"Certo. Certo, Danny, qualquer coisa que você queira." Ele balbuciou, coração em seu olhar e corado, envergonhado de suas necessidades.
Danny absorveu tudo o que via e inclinou-se, pressionando a testa contra a de seu Sentinela para que assim estivessem respirando o mesmo ar.
Não, querido. É qualquer coisa que nós quisermos."
DW*-*DW -.-.-.- SM*-*SM
Foram o mais devagar que podiam, despindo-se com cuidado, a medida que ficavam mais excitados. Ambos estavam acostumados com as curvas macias e delicadas do corpo feminino, então a mudança para músculos duros e pelos corporais inesperados levou um tempinho a mais para se acostumar. Danny nunca estivera com um homem e Steve, enquanto já acostumado com a companhia de outros homens, tinha raramente sido capaz de fazer sexo com qualquer um –mesmo se Guia- sem ficar completamente enojado e se Dispersar*.
Danny estava intrigado pelas cicatrizes de batalha e várias tatuagens no corpo esguio do Sentinela e fez uma anotação mental para perguntar sobre cada uma depois. O que os desenhos significavam? Havia doído? Ele impediu Steve de se Dispersar várias vezes com um toque, um beijo para distraí-lo ou uma palavra. Descobriu que beijar e ser abraçado por alguém maior do que ele era excitante por si mesmo, apesar de que ele dispensava os arranhões causados pela barba de Steve. Ter de lidar com um membro que não o seu era estranho de inicio, e McGarrett certamente não tinha nada do que se envergonhar nesse departamento. Fazer amor com Steve acabou sendo mais fácil do que ele imaginara, o homem possuía um belo, bronzeado, esguio corpo, provavelmente devido a toda a natação e corrida que os SEAL faziam para manter o físico militar e ele cheirava bem e tinha um gosto ainda melhor.
Steve estava aparentemente tão fascinado com os pêlos loiros quanto Danny estava com a tinta no corpo do outro. Ele dispensou um bom tempo só enfiando o nariz contente na penugem dourada, tocando-a e examinando sua textura sedosa. Também pareceu adorar as mãos e pés firmes de Danny, levando vários minutos para beijar e explorar suas compactas estruturas. Amava cheirar e provar o corpo de Danny, enfiando feliz o nariz nas axilas e no meio das pernas dele. Fazia cócegas e Danny acabou gargalhando, sendo seguido pelo outro logo. Na verdade, eles passaram um bom tempo rindo na cama enquanto iam conhecendo um ao outro, ambos meio perdidos mas cada vez mais entusiasmados e encantados. O loiro enfim teve de, com firmeza, remover a quente e úmida boca de Steve do meio de suas pernas antes que perdesse o controle.
Não precisaram do lubrificante que encontraram no bem estocado móvel do lado da cama na primeira vez. Foi estranho e urgente, com cotovelos e dentes se batendo, mas tudo que foi preciso para os levarem ao pico foi o contato de uma pele com a outra, profundos e famintos beijos e a mão de um no outro. Danny gozou segundos depois que Steve gritou e ejaculou quente e úmido no punho de Danny. Havia, afinal de contas, passado um bom tempo desde Rachel e os braços fortes o abraçando, o quente e musculoso corpo contra o seu causavam uma sensação maravilhosa. Além disso, era algo bem mais mental do que físico ser o puro e único foco de um amoroso Sentinela.
A segunda vez foi muito parecida com a primeira, exceto que um mais experiente Steve alegremente tomou o controle. Ele sentou com as costas encostadas no monte de travesseiros contra a cabeceira da cama, Danny montado em seu colo, as ereções pressionadas deliciosamente juntas, trocando profundos e lentos beijos, pausando de vez em quando para sorrirem um para o outro como idiotas. Os braços de Danny estavam envolvendo o pescoço de Steve e ele parecia determinado a lentamente beijar seu Sentinela até que este perdesse os sentidos. Steve, com alegria, deixou, retornando cada úmido beijo com fome –não conseguia se saciar por mais que provasse o gosto de Danny- suas grandes mãos deslizavam preguiçosamente pelas largas costas de seu Guia, massageando gentil antes de descer para pegar e apertar a belamente feita -coberta com uma penugem macia como pêssego- bunda do menor.
Danny foi-se primeiro dessa vez soltando um grito curto de surpresa quando Steve abruptamente enfiou dentes afiados no lado de seu pescoço perto da linha do cabelo e sugou com força, enfim Marcando* seu Guia. Ele grunhiu suave em aviso quando o loiro tentou se afastar, uma grande mão segurando a parte de trás da cabeça de Danny, mantendo-o parado enquanto machucava a macia e ferida pele apenas o suficiente para delicadamente deixar uma cicatriz como uma marca permanente da reivindicação de posse de Steve, ao mesmo tempo em que sua outra mão trabalhava na ereção de Danny. O loiro podia apenas se segurar com firmeza nos largos ombros e tremer durante um incrível orgasmo. A visão e o aroma do prazer de seu Guia fez Steve alcançar o ápice em segundos, deixando-os todos sujos outra vez.
Depois disso, Steve lambeu a marca com gentileza e segurou seu Guia perto de si enquanto o mais baixo reclamava sonolento e longamente sobre Sentinelas canibais com dentes afiados que deviam fazer um lanchinho de algo que não fosse seus Guias. Ficaram juntinhos, recuperando suas forças. Danny cochilou contra o ombro de seu Sentinela, seguro em seus protetores braços. Steve ficou acordado, olhos no rosto adormecido, famintamente memorizando cada linha e traço.
Podia sentir-se Gravando Danny na mente* e era inebriante, estava fascinado por seu Guia: o cabelo loiro, o belamente compacto corpo, os brilhantes olhos azuis com as marcas de riso, o torso coberto em penugem dourada, o teimoso queixo e ácida boca que nunca, nunca mesmo se calava. Danny era um homem muito atraente, todo ouro, creme e rosado, e o contraste perfeito para seu próprio moreno e esguio corpo deliciava Steve.
Na Terceira vez, Danny acordou coberto por um caloroso Sentinela enquanto Steve ia em seu próprio ritmo beijando, provando e memorizando cada centímetro do corpo compacto de seu Guia, desde o topo do cabelo loiro desarrumado até a sola dos pequenos pés dele. Dessa vez quando Steve ergueu a cabeça para encontrar os olhos de seu Guia, Danny encontrou puro instinto primitivo de Sentinela olhando de volta, então ele não resistiu quando McGarrett o rolou até deixá-lo de bruços, mordiscou e beijou seu caminho descendo pelas costas dele para abrí-lo com uma quente e molhada língua e insistente e bem-lubrificados dedos. Danny agarrou a cabeceira e segurou firme, rangendo os dentes para se impedir de gritar alto à medida que as sensações mudaram de estranho para uau.
A sensação era tão malditamente boa que ele não temeu quando McGarrett enfim ergueu seus quadris e se moveu para montá-lo –primeiro doeu, Danny era virgem afinal e Steve era bem dotado- porém, assim que os movimentos suaves e firmes de Steve encontraram aquele lugar escondido dentro dele o prazer cresceu e rapidamente se sobrepôs a dor. Por longos minutos houve apenas calor entre eles, a batida da cabeceira da cama, o tapa molhado de pele deslizando contra pele, gemidos roucos e mãos fortes segurando quadris estreitos com força o suficiente para machucar, seguido pelo grito gutural de Danny e o grunhido baixo de completude de Steve quando soltou dentro bem fundo da entrada quente de seu Guia ao mesmo tempo que a febre nele enfim atingiu seu pico.
Era como se uma explosão de luz acontecesse na cabeça do Sentinela e ele recuperou os sentidos, jogado sobre as costas de seu Guia, cegamente abocanhando a nuca dele, enfiando o nariz na Mordida de posse*, o corpo ainda unido por completo com o do outro... totalmente Ativo* agora com sua cabeça clara e livre de toda a dor exceto pela irritação vinda dos arranhões da barba em sua pele, o formigamento das mordidas amorosas na sua garganta e ombros; e as marcas em suas costas quando Danny havia enfiado as unhas com pura energia. O loiro estava já quase dormindo sob ele, exausto devido ao vigoroso amor bem feito. Steve inalou o inebriante aroma de sexo e dos cheiros naturais dos dois, usando-se disso para se Conter*. Queria se afogar naquela essência pungente –tão deles- e usá-la para sempre.
Steve o beijou na bochecha e se afastou devagar, então, carinhosamente examinou seu amante para ter certeza que não havia nenhum tecido machucado. Ficou aliviado quando encontrou apenas algumas gotas de sangue na borda da pequena entrada, onde a pele delicada havia sido esticada com muita pressa. Foi até o banheiro, voltou com uma quente e molhada toalha e uma pomada medicinal refrescante e, cuidadosamente, cuidou da pequena e inchada entrada. Não conseguiu resistir tirar um tempinho para esfregar o nariz e mordiscar gentil um dos lados da bunda deleitável de seu Guia antes de finalmente ceder a tentação e deixar um grande chupão no lado esquerdo. Danny tinha uma bunda parecida com um pêssego maduro e seu Sentinela estava determinado a dar seu selo de aprovação apesar dos protestos sonolentos de seu Guia.
Terminando, ele jogou o pano molhado no chão e se enroscou envolta de seu amante, insaciavelmente puxando o corpo firme e quente para mais perto, misturando as pernas e braços e aproveitando o peso e calor de seu Guia. Sorriu para as reclamações incoerentes e sonolentas de Danny ao ser perturbado e permitiu que seu amor mal-humorado o jogasse para um canto e o usasse como um travesseiro humano. Steve apenas o abraçou com mais força e firmeza, passando uma mão pelo cabelo loiro assanhado. Sentia que podia morrer de tanta felicidade.
Em seus mais loucos sonhos, ele nunca pensou que seria tão sortudo ao ponto de ter isso tudo. Esse barulhento, volátil homem de cabelos dourados que preenchia todos os locais sombrios e vazios de Steve com som e luz, que o enfrentou de igual para igual, ficou ao seu lado contra um futuro incerto e, de algum jeito, parecia determinado a mantê-lo consigo.
Um movimento perto da clara parede o fez olhar e um suave grunhido de tosse chamou a atenção da Sentinela, o qual virou a cabeça para ver seu animal espiritual* -um jaguar preto- determinado em cuidar tirando qualquer bicho ou sujeira do pêlo de um mal-humorado e barulhento texugo que parecia igualmente determinado em se enrolar numa firme bola e tirar uma soneca com sua cauda fofa e peluda cobrindo o nariz. Steve caiu no sono, braços cheios de seu Guia, com um sorriso no rosto devido aos sons de um rouco ronronar retumbante e o ronco de um texugo.
Continua...
(1) policial (beat cop)= Na terminologia policial, uma "beat" é o território e tempo que um policial patrulha. "Beat policing " é baseada no policiamento tradicional (fim do século XIX) e se utiliza do relcionamento de proximidade com os membros da comunidade com o policial designado para fortalecer a efetividade policial e encorajar esforços cooperativos a fim de fazer uma comunidade mais segura. "Beat police" tipicamente patrulha a pé ou de bicicleta o que provém mais interação entre policia e os membros da comunidade (boa ou ruim). Traduzido da Wikipédia: [http (dois pontos)(barra barra)en (ponto)wikipedia(ponto)org(barra)wiki(barra)Beat_(police)]
N.T: Espero que estejam gostando! Eu peço desculpas pela demora, as coisas estão confusas mas farei o possível para postar o próximo logo. depois desse falta só mais 2 para a história central e depois terão mais 5 drabbles no mesmo universo da fic. Eu ainda não comecei com os drabbles (mas são curtos, então não devem demorar) mas os caps estão quase prontos.
N.T2: Para quem gostou desse universo de Sentinela/Guia ou gosta de Criminal Minds e shipa Hotch&Reid ou os dois (como eu ) e estiver interessado(a) eu vou postar logo, logo uma tradução da fic Life Changes que será chamada de Mudanças da Vida, e terá também participação especial de Gibbs&Tony de NCIS num capítulo.
