Harry Potter

E O ESPELHO REAL.

Resumo: O que aconteceu depois do torneio tri-bruxo? Como Harry suportou este verão sem os seus amigos? O que acontece quando a depressão quase o leva para longe de tudo que ele amou? Uma ruiva poderia o ajudar a achar o caminho de volta? Leia Harry Potter e o Espelho Real e descubra um novo mundo HP.

Nota do autor: MEU.. MEU.. ELE É TODO MEU... HUHAUHAUHUA... "bate na cabeça", desculpem o surto do meu primo... Mas acho que muitos autores gostariam de dizer que esta bela obra e de vocês... Esta é meramente uma fics feita para diversão e sem fins lucrativos... Já disse para você Kawa... Você não é loira... Não é inglesa e muito menos tem o dinheiro que ela ganhou dessa obra maravilhosa... Aproveitem esta fics... Jewel com Kawa ainda zonzo resmungando "não é meu... Não é meu..."

Capitulo IX – Esclarecendo certos assuntos.

Os Dursley sempre foram aquele tipo de família que não acreditava em coisas impossíveis, um desses fatos era que eles achavam que jamais um assassino condenado poderia entrar na casa deles, ou que seria padrinho do sobrinho deles. Mas agora eles estavam apavorados com o padrinho de Harry que os encarava com um olhar raivoso. Embora estivesse diferente do que na foto em que apareceu há dois anos. Ele ainda tinha aquele olhar que gelava as pessoas. Válter Dursley, criando coragem, resolve se manifesta.

-Então... Você é o padrinho perigoso do anormal do meu sobrinho? – mal estas palavras saíram de sua boca e ele sentiu uma varinha encostar-se à sua testa. Sírius encarava aquele homem com um ódio acima do normal. Ele se aproxima de Válter e fala num sussurro mortal.

-Se eu fosse você, Dursley, eu teria mais cuidado com as palavras e respeito por Harry. Se você sabe um pouco da minha história, você saberia que é muito ruim chamar o meu afilhado assim na minha frente, digamos que não é nada saudável. - os Dursley começam a ficar pálidos com a cara de mal que Sírius fazia. Embora ele tivesse prometido para o professor Dumbledore que ele não faria nada com os tios de Harry, ele não prometeu que não poderia deixar aquele bando de animais com medo depois de tudo que eles tinham feito com Harry. Mas Sirius se esforça para ficar calmo e continua a falar - O Harry é tão são quanto eu e você... –Tio Válter dá um bufo e fala.

-Se você acha que fazer todas as tarefas da casa, não comendo direito e ficar falando em morrer e uma coisa normal, então você é tão maluco quanto ele - Sirius respira fundo. Sabia que Harry estava mal, mas não sabia que estava chegando a este ponto. Ele encara Rony e Mione que pareciam segurar o choro. Quantas vezes ele viu Lílian e Tiago assim por causa de Remo, ou por ele mesmo quando ele se metia em encrencas acima do normal? Ele tenta mandar um sorriso para os dois e se vira para os Dursley.

-Se vocês soubessem por tudo que o Harry passou nestes quatro anos na escola, vocês saberiam que ele não tem tido uma vida fácil. Acho que vocês até chegariam a ter orgulho dele - falou Hermione brava. Não toleraria alguém depreciar os feitos do amigo, até mesmo bruxos adultos não teriam feito o que o amigo dela tinha feito.

-Orgulho? –Tio Valter dá um sorriso mal - Você acha que eu teria orgulho do garoto fazer estas coisas anormais, menininha insolente? De conseguir mexer algo com um pedaço de madeira inútil? Se tivermos sorte ele vai se explodir como os pais deles fizeram. - o queixo de Hermione cai, não acreditava no que aquele homem horrível falava do próprio sobrinho. Ela tentava segurar Rony que parecia querer pegar a varinha no bolso. O ruivo estava quase mandando as favas a restrição para menores azarando aquele homem. Sirius se levanta da cadeira onde estava e vai até Válter. Ele estava começando a perder o controle e fala raivoso.

-Escute aqui, Dursley, o Harry é uma pessoa muito especial. Se não fosse por ele, você não teria esta vidinha patética que você leva. - Tio Válter parece se encher de indignação e fala.

-Tudo que aquele garoto trouxe para esta casa foi abominação, anormalidade. Se você vier me falar que ele é uma espécie de herói no seu mundo, você é mesmo um louco. - Sirius estava a ponto de enfeitiçar o homem, mas se segura. Promessa ou não para Dumbledore, talvez ele não saísse daquela casa sem transformar aquele homem a sua frente em um animal nojento.

-O Harry tem protegido o mundo desde que ficou órfão com um ano de idade. Vendo como vocês o trataram todos estes anos, eu fico me imaginando porque ele não deixa Voldemort pegar vocês - Os Dursley ficam intrigados, eles nunca tinham ouvido falar de Voldemort. Mas eles notaram que Rony e Hermione tremeram por causa do nome. Logo Tia Petúnia fala.

-Se o senhor veio aqui na minha casa falar que aquele moleque - ela aponta para o andar de cima - está protegendo o mundo de alguma forma anormal dele, com licença, mas eu tenho mais o que fazer - ela se virou para ir para a cozinha. Quando ela estava chegando perto da porta, Sirius fala bravo.

-Você nunca se perguntou como a sua irmã morreu? Como Harry ganhou aquela cicatriz? Você nunca quis saber o que aconteceu com o resto da sua família Petúnia? – no começo Petúnia ficou quieta. Ela sempre falava que não queria saber dessas coisas anormais. Nos últimos quatro anos em que viu o sobrinho virar uma cópia perfeita de tudo o que Lílian tinha sido quando foi para Hogwarts. Ela tentou não transparecer a sua curiosidade, mas ela sempre quis saber o que tinha acontecido com a sua irmã. Não importava muito se ela era diferente, ela ainda era a sua irmã. Mas o preconceito dela sempre a fazia fechar os olhos.

-Eu sei que ela morreu por andar com gente da sua laia, e que o moleque ganhou a cicatriz por causa de um feitiço idiota - ela fala venenosamente. Ao ouvir aquilo Sirius fica mais irritado ainda, eles nunca souberam a verdade e julgavam a todos assim? O afilhado dele era um herói, tinha salvado pessoas como eles e era assim que ele era tratado? Pior do que um elfo doméstico? Ele a encara e resolve esclarecer tudo.

-Lílian e Tiago foram assassinados, por um louco que queria exterminar trouxas. Escravizar, matar, torturar eram coisas assim que ele faz - ele olha diretamente para ela que ainda não parecia entender e mandava aquele olhar bravo para ele - ou seja, pessoas normais como vocês. – os Dursley começam a ficam com medo. Petúnia se senta novamente pálida como um papel e Sirius continua – Voldemort achava que Lílian, Tiago e Harry eram obstáculos para ele, invadiu a casa deles... Ele matou o Tiago. - Sirius fica com os olhos marejados. Aquelas lembranças ele tinha revivido por doze anos em Azkaban, mas ele aguenta e continua - Voldemort subiu as escadas e foi até o berçário onde Harry estava... Se não fosse por Lílian... Acho que Harry não estaria aqui. - Petúnia o olha intrigado e fala.

-O que ela fez? –Sirius levanta os olhos marejados e fala para ela.

-Ela deu a vida por Harry, ela se sacrificou por ele – Petúnia olha com horror para aquelas palavras –Voldemort queria todos os Potter mortos, mas quando Lílian deu sua vida para Harry. Ela o protegeu com todo amor que ela sentia por ele. Voldemort nunca sentiu amor, então quando ele lançou a maldição da morte em Harry. o feitiço repercutiu na testa e voltou para Voldemort, destruindo seu corpo, mas não o matando. Desde este dia Harry foi conhecido pelo mundo todo por causa daquela cicatriz, mas agora aquele bastardo do Voldemort voltou. E matou um amigo de Harry bem a sua frente, isso está o deixando depressivo - Duda olha para Sirius com medo, mas fala de trás da mãe.

-Mas quando ele foi comprar material com aqueles - ele aponta para Hermione e Rony - ele estava feliz, só depois quando ele voltou e que ele ficou estranho de novo. - Sirius respira fundo, ele tinha que ser rápido para ajudar Harry se não ele poderia se deteriorar mais.

-Houve uma confusão no dia. Um garoto da escola, de quem Harry não gosta, tentou arrumar briga com ele. Digamos que ele não respeitou os amigos do Harry e ele retaliou. Mas Harry foi acertado por um feitiço negro, nós não sabíamos disso até esta manhã. Este feitiço suga toda sua felicidade, ele o faz reviver todas as coisas ruins que você viveu, toda tristeza, desespero e pesadelos que vocês nunca imaginaram que o sobrinho de vocês poderiam ter. A maldição vai fazendo isso até que uma hora a pessoa se mate de desespero. – os Dursley ficam chocados com a respostas. E Sirius resolve ser rápido – Onde as coisas dele estão? Ainda estão no quarto dele? – ele começa a se levantar. Rony como já tinha estado na casa antes já estava indo para a escada, mas Válter fala.

-As coisas dele estão todas no armário debaixo da escada – todos olham para tio Válter que fala – ele falou que algo o estava incomodando e mandou colocar lá. Falou que logo ele mandaria tudo para uma amiga. Acredito que seria você. – ele olha para Hermione que afirma com a cabeça.

Sirius vai até o armário e o abre com um aceno de varinha. Ele começa a procurar em tudo, mas logo uma pergunta aparece em sua cabeça. Desde que eles tinham chego à casa, não havia nem sinal do garoto.

-Onde o Harry está? –Petúnia logo responde.

-Desde que ele faz questão de trabalhar aqui em casa, ele foi descansar, ou olhar para teto, pois desde que ele deu aquela coruja dele, ele não tem dormido direito – Sirius começa a revirar o malão rapidamente. Logo ele encontra o espelho perto dos álbuns de Harry. Assim que ele reflete Sirius, o espelho fala, o que deixa os Dursley assustados. Agora eles entendiam o porquê do garoto falar com ele mesmo.

-Quem é você?

-Meu nome é Sirius Black, sou o padrinho do Harry. – a figura no espelho o encara e logo pergunta.

-Eu sei quem é você, o que quer comigo? –Sirius começa a examinar o espelho e sorri – Do que você esta rindo? – o espelho o olha desconfiado.

-Não se lembra de mim? – o espelho fica curioso – Sou o Almofadinhas – A figura no espelho arregala os olhos e fala.

-Almofadinhas? Aquele garoto que recebia um monte de berradores? Por Merlin, você cresceu – ele encarava Sirius da cabeça aos pés.

-Faz muito tempo mesmo, Pontas – Sirius fala com um jeito melancólico.

-Eu tinha me esquecido que eu tinha este nome. – o espelho fala com um sorriso.

-Qual é o seu nome agora? –Sirius pergunta curioso.

-Harry me deu seu nome, me chamo Sirius, o Espelho Real – ao ouvir o nome de Harry o mundo volta ao normal e ele fala cansado.

-Você sabe o que aconteceu ao Harry? – Sirius pergunta para o espelho. Se ele era o objeto que poderia curar o afilhado, por que não tinha agido ainda?

-Não, só sei que uma noite ele teve um pesadelo muito forte. Pude sentir uma aura ruim o rodeando. Tentei convencê-lo a se comunicar com alguém para ajudá-lo, mas ele se recusava. Uma noite... Pude sentir algo realmente ruim... No dia seguinte, ele me falou que tinha decidido... Ele desistiria de tudo... O que houve com ele? – o espelho parecia desesperado para saber a verdade, embora Harry tivesse falado muitas coisas ofensivas, ele pode ver o desespero nos olhos do garoto.

-Ele esta sobre a maldição Dementarius, e por isso que ele esta deste jeito. Você sabe como curá-lo, não? – o espelho fica surpreso e fala.

-Fazia séculos que eu não ouvia falar desta maldição. Agora que você me lembrou, estes são os sintomas mesmo, bem... Mas por ele ser tão... Forte... Eu não achei que poderia ter sido esta maldição... –ele fica com um olhar determinado e fala - Vamos trabalhar, me coloque no quarto dele e eu farei o resto –

-Ele corre algum risco? –Sirius pergunta apreensivo, não queria que o afilhado sofresse mais.

-Pelas histórias que eu ouvi dele, ele vai se sair bem. Ele vai enfrentar o destino que ele desejar, mas eu tenho fé que ele vai sobreviver. – o espelho fala determinado, Sirius estava o puxando para levar para o quarto de Harry, quando o espelho lembra-se de algo – Quando você me colocar no quarto dele, coloque o feitiço mais forte que você sabe de proteção de som. –Sirius eleva a sobrancelha.

-Por que isso? –

-As coisas vão ficar barulhentas e só isso que eu posso dizer. –o espelho fala misterioso, mas com um ar sério.

Sirius sobe as escadas silenciosamente e entra no quarto de Harry. Ele examina bem aonde seu afilhado dormia. Ele encara o afilhado com tristeza, mas ele prometeu que faria Harry feliz de qualquer forma. Ele deixa o espelho na escrivaninha e afaga um pouco os cabelos rebeldes do afilhado. Ele passa a mão pela testa dele e fala.

-Boa sorte, Harry, meu garoto – Sirius sai rápido e silenciosamente. Na porta ele executa um feitiço complexo que não deixaria nenhum som sair daquela porta. Ele desejava que Harry pudesse ter ouvido ele, mas o que ele não notou era que Harry deixou uma fina lágrima cair, enquanto dormia.

Homenagem:

Este capitulo vai especialmente pra uma grande amiga que conheci estes tempos e esta se tornando uma amiga especial pra mim...

minha querida amiga Luiza Arce...

adorei te conhecer linda.. e espero que vc goste dos ..

até breve..rs