Capitulo 8

Daiki andava de um lado para outro no gabinete do director, algo estranho se passava, meimi teria de ter chegado ali à 2 horas atrás mas ainda não chegara, algo raro, ela nunca se atrasava, talvez isso fosse algo que aprendera após tantos dias de atraso na escola.

- Polícia especial – diz seira atendendo o telefone que tocava e fica branca que leva que o director, Rina, manato e principalmente Daiki ficassem aflitos – disse perto do parque D? – Diz mexendo no computador e uma imagem de uma câmara de vigilância aparece fazendo com que seira deixe cair o telefone – meimi? Oh Kami o que terá acontecido? – Todos foram ver e viram o carro de meimi todo desfeito contra um muro sem ninguém lá dentro…o coração de Daiki disparou… o que lhe teria acontecido? – Sim, sim desculpe – diz agarrando o telefone de novo – disse, marcas de tiro? Uma emboscada portanto – diz com lágrimas – sim muito obrigada – diz desligando – eu aposto no almeida – diz quase sem fala – só ele podia ter feito isto – diz com raiva

- Vamos rápido procura-la – diz Rina com revolta – da maneira que ele está irá mata-la de certeza – diz com medo

- Eu juro que farei a esse estupor tudo o que fizer à meimi – diz manato mas quando olham Daiki não dissera nada, só se levantou foi em direcção ao computador de seira e pusera uma palavra de busca que levou a casas em nome do almeida – o que fazes?

- Procuro-a para poder matar esse homem logo após de ter a meimi em segurança – diz com uma calma quase louca – vejamos 5 casas, não é? – Diz pondo as moradas num papel e sai de repente da sala

- Onde vais? – Diz Rina correndo atrás dele

- Já disse – diz revoltado e aí vê que nos olhos de Daiki só estavam refletidos odio e desespero e que a qualquer momento ele explodiria

- Eu disse onde vais…sem nós – diz Rina e vai com ele, sendo seguidos por manato e seira

Num local, meimi acordara pela 3 vez naquele sítio. A primeira acordara após ser levada, a segunda fora após uma grande round de socos e pontapés que levara dos lacaios de almeida e agora fora após outra ronda. Sentia-se cheia de dores e provavelmente com algo partido…pelo menos um braço sabia… sabia que esse estupor não acabaria por aí…tinha receio do que ele planeara para ela…mata-la com porrada não era algo digno de almeida, deixa-la morrer dos ferimentos e de fome e sede…já parecia mais correcto e esperado daquele homem. Pelo menos já iria para a cadeia: sequestro e agressão a agente especial já o poria na cadeia muito tempo…esperava que ele não planeasse algo como fazer algo a quem gostava pois aí morria mais depressa que na realidade. Olhara à sua volta estava numa espécie de sala ou melhor de compartimento secreto e nem uma janela tinha…luz só de uma racha que tinha em cima…suspeitava que estava num qualquer alçapão de alguma sala… arrastara-se um pouco com dificuldade pois as dores quase a faziam chorar e chegara à luz e pudera ver mais alguma coisa além da sua volta…de um lado vidros partidos e agora que despertava bem vinha o cheiro nauseabundo a sangue seco…pelos vistos não tinha sido a única que fizera almeida se irritar…tentara arrastar-se mais um pouco até aquele vidro que vira e ao senti-lo perto do pulso encostara a corda e fizera movimentos de cima para baixo rosando a corda no vidro. Sabia que iria se magoar e as dores eram quase insuportáveis no braço esquerdo mas tinha de tentar pelo menos se desamarrar e sair dali… pensava no quão preocupados deviam estar todos pois acreditava que já deviam estar à procura. De repente ouvira vozes de cima de si.

- Não me digas que o fizeram? – Diz uma voz que ela reconheceu ser do almeida

- É verdade…a policia especial arrombou três das suas propriedades…segundo eles não querem saber de mandatos ou outra coisa…apesar de todos nós sabermos que nem eles precisariam de um. Estão convencidos que foi o senhor que raptou a agente Haneoka – diz uma voz que devia ser de algum comparsa dele.

- Temos de sair daqui antes que procurem nesta…é a principal propriedade e tenho a certeza que será a próxima – diz com cautela almeida…e ouve algo a abrir…estavam a abrir o alçapão…teria de fingir estar a dormir pois no estado que estava nem retaliar conseguia fazer…abriram e ela fechara os olhos

- Pelos vistos chefe…ela não é tão forte assim - diz a outra voz

- Não a subestimes – diz de pronto almeida – ela é forte mas pelos vistos está ferida e talvez já esteja esgotada…mas não subestimes Haneoka meimi…além de óptima polícia é bem perspicaz e rápida a pensar…teria dado uma óptima criminosa se o quisesse mas quis seguir o caminho da lei… - sentira-se a ser levada por alguém e deixara-se levar…tentava pensar num plano

Noutro lado, numa carrinha

- Raios, raios, raios – diz Daiki batendo com o punho contra o capô do carro já era a quinta vez que erravam e isso não era bom pois levaria que almeida entrasse em alerta e podia fugir com meimi ou até…tentara afastar esses pensamentos horríveis de sua cabeça…tinha de pensar que meimi estava bem

- Já não há mais propriedades – diz seira pensativa – meimi…Kami ajuda-nos, dá-nos um sinal – pede com esperança

- Kami não a ajudará só nós é que pudemos ir busca-la – diz Rina preocupada – se pelo menos tivéssemos uma pista ou algo que levasse ao sitio onde ela está

- E…o telemóvel dela? – Tenta manato – podem ir buscar o sinal

- Tentei isso em primeiro lugar mas já sabia que estaria desligado. Ela foi visitar a mãe e quando isso acontece ela desliga o telemóvel – diz seira mas de repente ela fica muito concentrada ao ouvir o som do relógio de Seika

- O que se passa seira? – Pergunta Rina ansiosa

- Não é o almeida que tem a autorização para usar a torre do relógio desde que o dono foi preso?

- Sim…o pai dele comprou a propriedade toda incluindo a torre – responde manato – ainda andávamos na escola…ficou conhecidíssima e valorizou muito desde o roubo da tiara Electra – explica e todos os outros nem acabam de ouvir o resto da explicação e entraram dentro da carrinha – ei esperei por mim – diz entrando também

No outro local

- Temos de ir rápido antes que a policia se lembre daqui – diz almeida vendo os comparsas a por meimi no carro e olha para cima e vê a hora- quase sete horas da tarde…temos de nos despachar para irmos para um local longe e depois havemos de fazer desaparecer com ela – diz apontando para o corpo supostamente adormecido de meimi e fecham a porta da bagageira e meimi abre os olhos e mais uns movimentos se desfaz da corda dos pulsos e tira habilmente a dos tornozelos…olha para alguma hipótese mas era quase inútil…podia lutar mas as dores iria se sobrepor aos treinos e habilidade que tinha e provavelmente levaria um tiro. De repente ouvira um som reconhecível…uma sirene de polícia

- Shimata…descobriram-nos – diz almeida e tenta arrancar com o carro mas ouvira tiros e sentira o carro a ir abaixo…era a sua oportunidade…batera com as últimas forças com o joelho na porta para chamar a atenção e percebera que pouco depois abria a porta e a figura de alguém por demais conhecido aparecia…talvez fosse a última lembrança antes de desmaiar

- Meimi – gritara Daiki ao vê-la a desmaiar…ela estava num estado lastimoso com sangue por todo o lado e talvez um braço partido. Entrara dentro da carrinha e com cuidado a tirara devagar com mil cuidados para não ser atingido por alguma bala perdida. Pusera-a num local protegido e tentara acorda-la…não podia perdê-la – agente ferido com gravidade, precisamos de um helicóptero na nossa localização – pede enquanto envolvia o casaco dele no corpo dela para mante-la quente e olhara para a cena.

De um lado, os capangas de almeida estavam a ser presos um a um…almeida levara um tiro no ombro mas ia para escapar…

-almeida…acabou-se – diz seira com superioridade com a arma na nuca de almeida e ele rendeu-se e Rina levou-o para o carro…ouviu-se o helicóptero e os paramédicos chegavam com uma maca e levavam meimi com cuidado…

- Daiki – chamara meimi ao estar consciente de novo e logo ele parara a maca e lhe dera uma festa no cabelo

-estou aqui – diz com um sorriso e lhe dá um beijo doce nos lábios – eu vou contigo…

- Para o inferno – diz uma voz que parou Daiki e ambos olham para trás, almeida conseguira sair do carro e tinha Rina entre os braços fazendo-a de escudo para ninguém atirar nele e apontava uma arma em direcção a Daiki – eu não vou para a prisão prefiro morrer a isso

- Almeida acabou – tenta Daiki mas meimi mexera-se um pouco na maca e vira a arma de Daiki… - deixa…pelo menos vives na cadeia…se matares um de nós tens a sentença de morte garantida – diz vendo ele a ficar descontrolado e temendo pela vida de Rina

- Vais morrer e depois será a Haneoka – diz e nem sabe como mas só ouvira um tiro e o braço que almeida tinha a arma começa a sangrar e ele automaticamente deixa cair a arma, Daiki olha para meimi e ela com dificuldade agarrava na arma dele que pelos vistos fora a que fora disparada – maldita - e vai para buscar a arma de Rina quando se ouve outro tiro, este feito pela arma de seira que atingira a perna e o fez cair mas pelo menos largara Rina mas não iria desistir e meimi com a sua ultima força atirara três tiros contra o almeida que atingiram o coração e almeida caíra ao chão agonizando

- Afinal…sempre fui eu que te ia matar – diz meimi e desmaia ao mesmo tempo que almeida cuspia sangue e deixava de respirar e depois disso só vira tudo escuro