NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! 9

POR QUE Hinata não o mandou para o inferno? Por que não fugiu revoltada do apartamento?

Não era isso o que ele esperava? O que queria? Sim, porque o quanto antes Hinata terminasse com ele, mais cedo poderia parar de esperar que isso acontecesse.

Mas, em vez de revolta nos belos olhos de Hinata, Sasuke encontrou compreensão. E em seu rosto iluminado, um emaranhado de emoções que não conseguiu decifrar. Hinata se aproximou e ergueu as mãos para tocar seu peito. Segurou o rosto dele nas mãos, puxando-o para baixo e salpicou suaves beijos em sua face e finalmente em sua boca.

O pulso dele disparou. O sangue escorreu de sua cabeça para se fixar, com um insistente pulsar, na altura do zíper da calça. Sasuke cobriu as mãos dela e recuou.

O que você está fazendo?

O olhar suave e sexy de Hinata encontrou com o dele e um sorriso terno tremeu em seus lábios.

Amando você.

O coração dele parou e, depois, começou a bater contra as costelas, como disparos de uma arma automática.

Eu? Ou o cara da guitarra?

Os polegares dela arranharam o queixo arrepiado de Sasuke.

O cara que acabou de cantar para colocar as sobrinhas para dormir. Aquele que me preenche com suas palavras e me derrete com seu toque. O homem que me ensinou a controlar a Harley dele e a minha vida. Você, Sasuke Uchiha.

Não compreendia metade do que ela dizia, mas não conseguia conjugar as palavras para pedir-lhe uma explicação. Um nó formou-se em sua garganta.

Péssima ideia.

Não consigo pensar em nada melhor. – E, de repente, a língua dela roçou seu lábio inferior, acendendo a chama do desejo em suas veias. Os dedos de Hinata se enroscaram no cabelo dele, e Sasuke lutou para se lembrar das razões para que isso não acontecesse. A música era parte disso. Não queria voltar para a estrada, mas acontece que só tinha duas opções. Voltar aos shows ou perder o bar.

Na primeira opção, magoaria Hinata ao voltar com os péssimos hábitos de antes. Gostaria de acreditar que não o faria, mas tinha dez anos de prova contrária. Mas, mesmo que pudesse controlar a besta egoísta que vivia agora adormecida dentro dele, ainda estaria fora de casa por cerca de nove meses do ano. Uma mulher bonita como Hinata não ficaria sentada, sozinha em casa, esperando por ele, que já havia visto os casamentos de membros de sua banda e equipe se desintegrarem exatamente por esse motivo. Esposas solitárias eram esposas infelizes.

Na segunda opção, causaria uma crise entre ela e a família dela. A mãe de Hinata já não gostara muito dele no leilão. Não aceitaria um músico ou um dono de bar fracassado – especialmente um que estivesse falido e que lhe devesse dinheiro – como genro.

Genro.

Estava pensando em casamento? Com Hinata?

Que diabos, sim. Mas como poderia fazer esse casamento funcionar? Não podia.

Os dentes de Hinata beliscaram seu queixo e a mão dela agarrou o volume intumescido sob o jeans, tornando a tarefa de pensar quase impossível. Depois. Depois tentaria descobrir como fazer esse relacionamento funcionar. Agora precisava dela, ansiava por ela, e não tinha nada a ver com a emoção reprimida nas músicas. Tudo era ela. Seu perfume. Seu gosto. O fato de ela aceitar tudo dele, inclusive seus defeitos. Ele uniu os braços ao seu redor, segurando-a o mais firmemente que podia e cobriu sua boca, derramando seus sentimentos através de um beijo, mostrando tudo o que não podia dizer. Ele acariciou sua coluna com as palmas das mãos, para cima e para baixo, saboreando vê-la tremer, e então agarrou seu traseiro e enterrou sua ereção no calor do ventre dela. Jamais sentira algo tão bom.

Pegou o vestido dela com as mãos, levantando um centímetro de cada vez até que a roupa estivesse fora do caminho e ele pudesse sentir a pele nua e suave de suas nádegas. Seu arfar o excitou. Mas ainda não era o suficiente. Queria ouvi-la gemer e gritar enquanto o orgasmo a sacudia. Os sons que ela fazia quando ele lhe dava prazer eram o bastante para deixá-lo louco.

Nua. Precisava dela nua. Agora. Ele arrancou seu vestido e espalmou seus seios, provocando os mamilos intumescidos e excitados. A cabeça de Hinata curvou-se para trás, expondo sua garganta aos lábios dele. Ele sugou e mordiscou sua pele perfumada e mergulhou no pulsar vibrante da base do pescoço dela. Mas ainda não era o suficiente. Ele devorou sua boca, engolindo seus gemidos enquanto a acariciava, até que ela se contorceu e desabou por sobre ele.

As unhas dela arranharam as costas dele, fazendo-o tremer-se todo, e então ela procurou, desajeitadamente, a abertura de seus jeans e arriou as calças e cuecas dele, até as coxas. Urgente e apressada, seus dedos suaves percorreram-lhe as nádegas, a cintura, os quadris, e, em seguida, fecharam-se em torno do membro dele, acariciando-o da base à ponta, quase fazendo ele estourar no êxtase. Sasuke curvou sua cabeça para trás ofegante e gemendo.

Hinata caiu de joelhos para ajudá-lo a tirar o jeans, e suas mãos perigosas fizeram a viagem contrária, cobrindo as pernas dele com leves toques até chegar ao alto das suas coxas. Ela jogou a cabeça para trás e encontrou o olhar dele, enquanto o levava até sua boca.

Minha nossa. Ele não merecia isso. Não a merecia.

As mãos dele agarraram o cabelo dela e todos os músculos do seu corpo se retesaram enquanto lutava para segurar o orgasmo, mas o redemoinho sedoso da língua dela quase o derrubou. Fogo rugia através dele, que quase chegou ao ápice, porém mais do que sua própria satisfação, queria dar prazer a Hinata. Puxou-a e virou-a, até que ela caiu na cama, e se ajoelhou e a amou com a boca – algo que ele nunca havia feito com nenhuma das fãs. Ela era quente, úmida e doce, e exclusivamente Hinata.

Seus gemidos e súplicas soaram como música para os ouvidos quando ele a levou a um orgasmo atrás do outro. E então ficou sobre ela, abriu suas pernas e a penetrou longa e profundamente.

Céus!

Sem dúvida, poderia aprender a amar assim. Que inferno, já aprendera. Saiu e a penetrou. Novamente. Mais uma vez. Suas pernas macias rodearam os quadris dele e os calcanhares dela se enterraram em suas nádegas. Ela moveu-se por baixo dele, até ele pensar que ficaria louco. Abafou os gritos dela enquanto conduzia um ritmo que levaria ambos ao clímax. Seus pulmões queimavam. Seu coração disparou. Sua pele derreteu, fundindo-se com a dela.

As mãos sinuosas dela causavam estragos no autocontrole dele. Ela o tocava, arranhava, acariciava e apertava. E ele sabia que ia perder a batalha. Calma, calma. Ele curvou-se para saborear um mamilo perolado e inchado, e o gozo percorreu Hinata. Sasuke deu graças a Deus quando o grito dela encheu seus ouvidos e, em seguida, se soltou. Uma série de explosões começou na base de sua coluna e subiu detonando tudo.

Desabou. Mole. Totalmente acabado. Totalmente apaixonado. Que inferno!

– ESTOU APAIXONADO por ela. – As palavras saíram do peito de Sasuke como um vulcão acumulando tanta pressão que não tinha escolha senão estourar.

Sakura piscou e virou-se para o marido, que estava deitado numa espreguiçadeira no quintal. As meninas dançavam na grama ao redor dele, despejando beijos e perguntas. Sasuke achava que seu cunhado, apesar de estar muito pálido, estava com boa aparência. Seus ossos quebrados se solidificariam e as contusões desapareceriam. Se poderia ou não voltar à ativa, ainda era indeterminado.

– Kakashi, Sasuke e eu vamos entrar para pegar bebidas. – Apontou para Sasuke. – Você. Para a cozinha.

Agora.

Sasuke a seguiu, já lamentando o desabafo, mas as palavras estavam se acumulando dentro dele desde a noite passada. Não dissera nada a Hinata, porque primeiro precisava de um tempo para digerir e planejar o que fazer em seguida. A melhor coisa a fazer seria deixá-la ir embora. Ele não era um prêmio e, certamente, ela merecia coisa melhor. Mas quem disse que conseguiria?

Sakura entregou-lhe uma cerveja.

Beba.

Sasuke devolveu a garrafa.

São 10h30. É muito cedo para beber.

Quero soltar sua língua. – Mas colocou a cerveja de volta na geladeira. – Comece a falar ou vou derramar cerveja direto na sua garganta.

Estou apaixonado por Hinata Hyuuga. Ela é herdeira de um banqueiro, pelo amor de Deus. Boa demais para alguém que não passou do ensino médio como eu. E estou pensando em voltar a fazer shows.

A preocupação encobriu o rosto de Sakura.

Certo. Uma coisa de cada vez. Você quer voltar a fazer turnês?

Não.

Então não volte.

Acho que quero casar com Hinata.

Estou tentando seguir sua linha de pensamento, Sasuke, mas você não está tornando isso nada fácil. O que te impede de se casar com Hinata? Aliás, as meninas a adoram.

Ele andou por todos os cantos da pequena cozinha.

Preciso de dinheiro. O bar não está rendendo nada, Sak. Pode ser que com o tempo comece a render, mas não tenho tempo. As dívidas estão se acumulando.

Sakura deu um tapa no braço dele.

Você tem dinheiro, idiota.

Se tivesse, não estaríamos tendo esta conversa. E se eu pedir Hinata em casamento justo quando estou a ponto de dar um calote no empréstimo do banco da família dela, todos vão pensar que estou fazendo isso por causa do dinheiro.

Você tem a sua parte na propriedade de nossos pais.

Não é minha. Quando fui embora da fazenda, perdi meus direitos.

Droga, Sasuke, você mandou dinheiro para casa por 10 anos, dinheiro que o pai usou para manter a fazenda. Tentei discutir isso com você depois do enterro, mas você se desligou e o advogado diz que suas cartas voltaram ainda fechadas. Na verdade... – Ela parou. – Espere aqui.

Sakura saiu da cozinha e voltou em minutos para entregar-lhe uma pasta.

Aqui estão todas as informações de nosso contador. Veja se é o suficiente para você sobreviver até que o Renegado saia do vermelho.

Ele abriu a pasta e a surpresa lhe tirou o ar dos pulmões. Não era uma fortuna, mas era mais do que suficiente para pagar o empréstimo. Mas esse dinheiro não era dele.

Eu disse para você guardar esse dinheiro para você e as meninas em caso de algo ruim acontecer com o Kakashi. Guarde.

Sasuke tentou lhe devolver a pasta, mas Sakura colocou as mãos atrás das costas.

Não é meu. É seu. Kakashi tem seguro de vida, seguro-saúde. Não deixe seu orgulho estragar o seu futuro.

Sakura, não mereço isso. Fui um babaca.

Eu sei. Eu estava lá. Mas mamãe e papai te amavam, Sasuke. Sempre te amaram, e entendiam a sua necessidade de cantar. Eram tão orgulhosos de você. Todos nós éramos. Não gostávamos de seu estilo de vida... – Deu de ombros. – Mas era porque tínhamos medo que você se matasse.

Não se pode dizer que não tentei.

Sasuke, você nunca teve medo de lutar por aquilo que queria. Então, por que não está lutando agora? Boa pergunta.

O orgulho sempre foi seu maior problema, irmão. Portanto... Engula-o, fique com o dinheiro e vá pegar a garota.

Ela merece coisa melhor, Sak.

Isso é que é estar apaixonado, é tentar ser a pessoa que quem você ama merece. – Ela enganchou os braços ao redor da cintura dele e o abraçou. – E pare de se punir pelo passado, negando a música que você tanto ama. Deve haver um modo de você ter a música de volta em sua vida sem ter de cair na estrada. – Ela ergueu a mão e puxou o cabelo dele. – E pare de esconder do mundo esse rosto lindo embaixo dessa cabeleira. Deixe-me fazer um corte de verdade. Há anos que eu estou morrendo de vontade de fazer mais do que aparar as pontas dele.

Escondendo. Sim. Era o que estava fazendo. E Hinata o havia arrastado para fora da caverna, de volta para a luz.

A pergunta era se tinha coragem para abrir seu coração.

SE OS cursos de etiqueta da Emily Post cobriam orientações sobre o fim de um "quase noivado", então nenhuma das aulas que Hinata tinha frequentado, durante anos, as haviam incluído.

No que lhe dizia respeito, não importava o que Hinata escolhesse, o almoço seria difícil de engolir. Colocou uns toques adicionais no frango ao molho de limão e aspargos assados que havia comprado no restaurante favorito de Kõ e depois aumentou a iluminação de sua sala de jantar. Intimidade não era o objetivo deste encontro particular.

Amava Sasuke Uchiha. Naquele momento intenso de descoberta da noite anterior, os erros do passado de Hinata tornaram-se claros. Nunca experimentara uma chance no amor, porque tinha medo de deixar as emoções superarem a razão. Mas trilhar somente o caminho mais seguro não a fizera mais forte ou mais esperta do que suas amigas e colegas que haviam colecionado corações partidos ao longo dos anos. O caminho mais seguro a tornara emocionalmente covarde.

Não tinha dúvidas de que sua decisão teria repercussões – repercussões difíceis. Em primeiro lugar e o mais importante: decepcionaria sua mãe – o que nunca fora uma experiência agradável, mas Hinata não era mais uma criança que temia ser enviada para um colégio interno. Podia até mesmo perder seu emprego no Hyuuga, mas, apesar de gostar muito de trabalhar lá, preferia perder o emprego a perder Sasuke.

E, sim, dizer adeus a Kõ poderia comprometer a fusão de que o Hyuuga precisava para permanecer competitivo no mercado bancário, porque o sr. Hyuuga era do tipo que guardava rancor. Mas não estamos na Idade Média. As empresas podem se unir sem que as famílias façam o mesmo.

A partir de hoje, faria novos planos para o futuro – um futuro que esperava compartilhar com Sasuke. Ele não havia dito que a amava, mas nenhum homem poderia ser tão terno, tão dedicado ao prazer dela ou tão preocupado em não magoá-la como ele era, a não ser que tivesse profundos sentimentos por ela. Se ele não se importasse, teria usado e descartado-a como já fizera com todas as fãs no passado. Em vez disso, o rebelde indeciso tentara dissuadi-la com palavras, enquanto os olhos dele imploravam por compreensão.

Hoje à noite, contaria que amava Sasuke. E amanhã... Sua boca secou e seu pulso se agitou. Amanhã lidaria com as consequências de sua decisão.

A campainha tocou e o estômago de Hinata afundou. O convidado dela chegara. Puxando o ar dolorosamente em seu peito apertado, rezou por coragem para assumir esse enorme risco. Com seu futuro. Com seu coração.

Abriu a porta.

Oi, Kõ. Obrigada por conseguir vir para o almoço.

Ele revelou um sorriso ensaiado e puxou um buquê de rosas vermelhas de trás das costas.

Como sempre, estou feliz em me adaptar a você, Hinata.

Obrigada. Por favor, entre. Vou colocá-las na água. Gostaria de tomar uma bebida antes do almoço?

Não, obrigado. Tenho uma reunião depois. Você também tem de voltar a trabalhar, não?

Sim. Sente-se na sala de jantar. Vou trazer o almoço.

Cinco minutos depois, ela havia colocado a refeição na mesa e as flores em um vaso Waterford.

Você e Donna estão gostando dos jantares de sábado?

Sim, estamos. E você está gostando das aulas de direção?

Sim. Mais do que as lições, adorei tomar conta das sobrinhas de Sasuke. Passar um tempo com as meninas fez-me mais ansiosa para ter meus próprios filhos. Não pensava muito nisso. Era uma possibilidade para um futuro muito distante.

Não tão distante. Você já tem 30 anos. E eu, 40. Precisamos começar. Vamos ter lindos filhos juntos, Hinata.

Hinata engoliu em seco e respirou fundo.

Gostei muito do tempo que passamos juntos e agradeço a sua paciência enquanto esperava que eu chegasse a uma decisão sobre nós, mas sinto muito, Kõ. Não posso me casar com você.

Claro que você pode. Somos perfeitos um para o outro.

Eu não te amo.

Eu também não, mas acho que nossos sentimentos vão mudar com o tempo.

Kõ, eu amo outra pessoa.

O solteirão?

Sim. Sasuke Uchiha.

Será tão difícil sua mãe o aceitar no seio da sua família quanto minha família acolher a Donna. Hinata ficou boquiaberta.

Donna? Você a ama?

Estou apaixonado pela Donna desde o primeiro dia em que ela pôs os pés em meu escritório, mas nunca partilhei meus sentimentos até que o leilão obrigou-me a assumi-los. Não sei se te abençoo ou te amaldiçoo por isso. Mas é fato que as Donnas e os Sasukees deste mundo jamais serão aceitos em nosso círculo social.

É um risco que estou disposta a correr.

Então está sendo tola. Veja o que está prestes a perder. Meu pai me deserdará se eu me casar com Donna. É provável que sua mãe faça o mesmo se você se casar com o dono do bar.

Eu sei. Kõ, passei a minha vida inteira tentando não decepcionar minha mãe, mas, ao trilhar este caminho, também me isolei do mundo real. Estive assistindo a minha vida dos bastidores, em vez de ser a protagonista. Não quero mais isso.

Então combinamos assim. Vamos nos casar. Nossas famílias e negócios serão beneficiados. Eu fecho os olhos para algum interesse especial que você possa ter se você fizer o mesmo. Naturalmente, vamos precisar oferecer um neto ou dois logo, para fazer nossos pais felizes, mas, além disso, pode viver a sua vida da maneira que quiser, desde que seja discreta.

Hinata olhava para Kõ, estupefata. Ele não poderia estar sugerindo o que ela achava que ele estava. Poderia?

Kõ enfiou a mão no bolso e tirou uma pequena caixa quadrada, azul. Uma caixa de anel de noivado.

Alguém bateu à porta da frente, mas os músculos de Hinata não quiseram obedecer a ordem de se levantar e atender. Ele estava doido? Uma proposta de casamento seguida de uma declaração de suas intenções de cometer adultério, concedendo a ela a permissão da mesma liberdade. Esta era uma faceta de Kõ que Hinata nunca tinha visto antes.

Kõ abriu a caixa, revelando o maior e mais espalhafatoso diamante que Hinata já vira, quase ao mesmo tempo em que uma chave rangeu na fechadura e a porta da frente se abriu. Sasuke entrou. O olhar dele buscou e rapidamente encontrou o de Hinata, e então visualizou num relance, a refeição, as flores e a imensa pedra na mão estendida de Kõ.

A mandíbula de Sasuke se contraiu e seus olhos ficaram duros e frios. Horrorizada, Hinata levantou-se rapidamente.

Sasuke, não é o que está pensando.

E então ela viu o que ele havia feito.

Seu cabelo. Você cortou o cabelo.

Ela deu um passo em direção a ele, mas Kõ se levantou, bloqueou seu caminho e enfrentou Sasuke.

Sou Kõ Hyuuga, noivo de Hinata. E você é o solteirão dela, correto?

Você não é meu noivo, Kõ – corrigiu Hinata.

Isso somente porque fomos interrompidos antes que eu colocasse meu anel em seu dedo. – Segurou o anel numa altura onde Sasuke não poderia deixar de vê-lo. – Estivemos noivos, extraoficialmente, por meses. Sua mãe já reservou a igreja e o bufê e marcou a data. Em 21 de outubro, você será minha esposa.

Não quero casar com você, Kõ. Desculpe-me, mas não quero e não vou. – Abriu caminho e se aproximou de Sasuke. – Eu não ia aceitar a proposta dele.

Há quanto tempo estava saindo com ele?

Seis meses, mas...

E estava noiva dele enquanto dormia comigo?

Hinata nunca acreditou em mentiras, mas tinha de admitir que a verdade não parecia nada boa no momento.

Não exatamente, nós...

Então, o que eu era? Uma passagem pela vida selvagem, como a repórter disse?

Sim. – Não! Como ela poderia explicar? – Sasuke, começou assim, mas então me apaixonei por você.

ELE QUERIA ouvir essas palavras, mas não conseguia acreditar nelas agora.

Deveria ter confiado em seus instintos. O que tinham vivido era bom demais para ser verdade. Nunca fora fiel a nenhuma mulher antes de Hinata. Por que esperara fidelidade da parte dela? Que diabos o fazia pensar que merecia isso?

Tinha de sair dali. Atirou a chave da casa de Hinata na mesa da entrada, girou nos calcanhares e saiu pela porta.

Sasuke, espere. – Hinata o seguiu até a calçada da rua e colocou-se entre ele e a caminhonete na garagem. – Por favor, deixe-me explicar.

Se ele é seu noivo, então já disse o suficiente.

Não, não é. Não oficialmente.

Não oficialmente. O que diabos isso significa? Esqueça. Não queria saber.

Meus pais querem que me case com Kõ para fortalecer uma fusão entre o banco da família dele e o Hyuuga. Concordei em ver se Kõ e eu combinávamos. E isso é tudo. Nunca concordei em casar com ele. E o convidei aqui hoje para contar que não podia me casar com ele. Não tinha ideia de que ele traria um anel.

Hinata, você foge de seus pais, em vez de falar o que realmente pensa. Estava esperando que ele recusaria aceitar meus restos e salvar você de ter de encontrar a coragem necessária para dizer não para a sua mãe?

Não. Não foi assim. Mas você está certo. Nunca tive a coragem de desafiar meus pais antes. Não até comprar seu pacote no leilão. Não sou boa em desafios e odeio confrontos, a menos que tenha bons argumentos. Mas não amo Kõ e não vou me casar com ele, não importa quanto minha mãe deseje. Amo você, Sasuke, e vou fazer qualquer coisa para ficar com você.

Ela era uma atriz e tanto. A dor nos olhos dela e a sinceridade em sua voz pareciam reais.

Você me usou para uma emoção barata. Não é melhor do que qualquer fã.

Sasuke, eu te amo. Você tem de acreditar em mim.

Esse é o problema, Hinata. Não consigo acreditar em nada mais que você diga.

Segurou os pulsos dela, afastou-a e subiu em sua caminhonete. Disparou um último olhar para ela enquanto colocava o veículo em movimento e desejou que não o tivesse feito.

Droga, essas lágrimas parecem de verdade.

A vida na estrada, longe de Wilmington, parecia uma melhor escolha, a cada minuto.