Capítulo Oito: Alice
Levantei minha cabeça para poder olhar melhor para seu rosto, e tentar não pirar de vez com aquela pergunta, as coisas estavam ficando sérias de mais.
- Como disse? – perguntei fazendo cara de surpresa, por mais que eu pudesse adivinhar que isso pudesse vir a acontecerem, as coisas estavam indo para um rumo desconhecido.
- Eu perguntei se gostaria de namorar comigo? – ele repetiu com um sorriso cansado, e lindo os olhos estavam escuros, não com aquele tom de verde jade que eu estava acostumada, mais ainda sim tinham um brilho diferente.
Ele estaria apaixonado? Fizera eu tão bem o trabalho que ele havia se apaixonado? E se ele estivesse o que eu faria?
- Edward... Eu... – Eu não sabia o que dizer...
- Bella.. – tirou-me de cima dele e nós sentamos de frente para o outro.
- Eu... – Bella pensa...
- Você precisa de tempo pra pensar?
- Não... Não é isso..
- Então o que é?
- Eu não sei...
- Bella, você não sente nada por mim, é isso?
-Não... Não é isso – Eu não poderia mentir... – Eu gosto... – "Eu gosto" saiu triste , minha cabeça recaiu, eu sentia uma fúria incontrolável, mais uma mentira,até onde isso iria?
- Então... Bella, aceita? – os dedos longos dele foram para o meu queixo, o levantando fazendo com que eu o olhasse nos olhos, olhos que faziam sentir-me feliz e triste ao mesmo tempo.
- Eu aceito. – seus braços se fecharam em um abraço puro e inocente, seus lábios tocaram a minha testa e logo o queixo dele se apoiou em minha cabeça e seus dedos em meus cabelos.
- Eu também gosto de você.
Duas semanas depois...
- Bella... Eu não gosto disso nos vemos somente nos fins de semana. Ele disse enquanto andávamos de mãos dadas pelo pela rua movimentada.
- Edward... São os nossos horários, e também não é só culpa minha você te trabalhado bastante, eu não quero parecer cansada para os meus pacientes.
- Eu te faço massagem... – ele disse rindo
- Como se isso fosse me arrancar às olheiras.
- Pra isso você não tem maquiagem?
- Tenho, mais não é a mesma coisa, eu não consigo pensar bem com sono, eu não quero que o rendimento do meu trabalho caia, porque você não consegue dormir do meu lado – disse eu em tom sarcástico.
- Uhum... Não sou eu que peço pra alguém dormir sem camisa. – no mesmo tom de sarcasmo que o meu.
- Eu não sei do que você está falando...
- Sei... Ah Bella, eu pensei que essa coisa de namoro de fim de semana tivesse que morrer junto com a adolescência – ele disse como um adolescente.
- Edward, bem vindo ao mundo dos adultos. – eu disse sorrindo e já estávamos na portaria do prédio onde eu trabalhava.
Ele me encostou-se à parede, me abraçando pela cintura, me olhou fixamente e disse:
- Eu não sei o que aconteceu comigo desde que você apareceu, só sei que não consigo contentar-me com simples almoços e passar os fins de semana com você.
- Eu...
- Não precisa caçar nenhuma palavra pra tentar me explicar as coisas que eu vejo em você. Eu ainda vou fazer você gostar de mim, tanto quanto eu ando gostando de ti. – dito isso me beijou apaixonadamente. - Você me liga, hoje. – eu não consegui dizer nada, as palavras dele me acertaram como um enxame de abelhas.
- Entrei no meu consultório com vontade de chorar, de gritar, ele merecia? Não... E se ele estivesse usando novas táticas, um novo livro... Meu deus Será? Não pode ser, definitivamente estou ficando louca. Ouvi batidas na porta.
- Quem é?
- Sou eu, o Sr. Jones está a sua espera, posso pedir para entrar?
- Claro obrigada.
Tentei me acalmar, parecer receptiva e feliz, eu sou uma psicóloga e não posso me dar ao luxo de parecer depressiva aos olhos dos meus clientes, eles querem de mim confiança, atitude e que eu resolva os problemas deles.
- Boa tarde Senhor Jones.
- Boa tarde.
- Então o que trás o senhor ao meu consultório?- eu disse me sentando e indicando o lugar para que ele também se sentasse.
- Estou com um problema sério!!!– Eu também... Senhor, eu também.
- Que problema é esse?
- É que todos na rua, no escritório, aliás, em qualquer lugar, estão encarnando no meu filho e chamando-o de GAY!!! – a palavra "gay" veio com tanta ênfase que quase pude sentir a saliva dele respingando em mim.
- Senhor..
- Mas o garoto não aparenta nenhum traço de viadice!! – disse ele quase pulando em cima de mim.
- Por favor, senhor precisa se acalmar.
- Claro, perdoe-me.
- Quantos anos têm seu filho? – perguntei pausadamente.
- 17.
- O senhor já tentou conversar com seu filho?
- Conversar pra que?
- O senhor precisa conversar com seu filho, não tenho como alcançar uma solução se nem ao menos o senhor sabe se os boatos são ou não infundados.
- Como não?
- Senhor, sou psicóloga, se queres saber se teu filho é gay ou não , pode conversar com ele ou quem sabe procurar outra ajuda do tipo sobrenatural de preferência, pois a minha profissão não implica em adivinhações e sim em estudar casos.
O homem levantou-se enfurecido dizendo meia dúzias de palavrões, a porta do consultório e a fechou como se fosse derrubar a parede.
- Meu deus, Esse não precisa de psicólogo e sim de um psiquiatra.
- Tenho mais quantos pra atender, Lindsay?
- Dois.
-Obrigada. Voltei pra minha sala, sentei-me e pedi pra que fossem casos mais tranqüilos. Olhei as pastas em cima da minha mesa verifiquei cada uma delas, eram dois pacientes extremamente difíceis de se lhe dar.
A primeira consulta depois do Sr Jones, veio uma senhora que estava em depressão por que o marido havia a deixado, foi uma seção tranqüila contrariando o que eu esperava, mais eu tinha certeza que a próxima que seria complicada.
Um jovem infrator que está sobre custódia da polícia de NY, era apenas uma seção de rotina, mais ele já chegou agitado e na primeira pergunta ele pegou a cadeira a frente e atirou contra o vidro da janela que se estilhaçou em milhões de pedaços, um desses me atingiu de raspão.
Depois de chamar os policias, prestar depoimento e ser atendida por conta do corte superficial. Saí do consultório atordoada, meus nervos quase entrando em colapso, meus dedos tremiam por causa dos últimos acontecimentos.
Eu não tinha a mínima condição de dirigir então resolvi ligar para o Edward.
-Bella?
-Edward... Queria saber se você pode vir me buscar.
- O que aconteceu?
- Um problema com um paciente, eu não tenho condições de dirigir.
- Vou sim, onde você está?
- Na portaria do prédio onde eu trabalho.
- Ok, me dá 10 min. E eu apareço aí.
Antes dos 10 minutos ele já estava lá, eu estava sentada na escada com uma cara triste, que por mais que eu quisesse mudá-la estava longe de mim conseguir, eu estava abalada e nervosa.
- O que aconteceu? – ele perguntou ajudando-me a levantar. Eu expliquei todo o ocorrido para Edward que passou a mão na minha cintura e fomos caminhando dessa forma em silêncio até meu carro e depois até minha casa.
Eu não sabia como dizer que eu queria muito que ele ficasse comigo aquela noite, não poderia dar meu braço a torcer, transparecer que eu precisava dele poderia ser infinitamente perigoso, eu não poderia tornar-me dependente dele de maneira alguma.
Ele me olhava diferente, parecia tentar ler meus pensamentos, por fim disse:
- Tenho que ir, acha que pode ficar sozinha? – ele disse tristemente, esperava que fosse pedir a ele pra ficar.
- Posso. – eu disse olhando para o chão enquanto eu segurava a porta. Em um gesto simples ele ergueu meu rosto com sua mão, me deu um beijo leve e disse:
- Qualquer coisa me liga. – disse e beijou minha testa – se cuida – quando ele ia se virando em direção ao elevador, minha mão segurou o casaco de couro dele praticamente sem minha autorização, naquele momento não foi meu cérebro dando uma ordem, foi meu corpo pedindo pra que ele ficasse.
-Edward... – fitou-me sem palavras, ele queria que eu pedisse e me fez lembrar uma frase do livro dele. "deixe que ela se pronuncie, não avance de mais, pode assustá-la" era o primeiro lembrete sobre o livro dele em semanas, ele estava completamente diferente, quem estava ali não era o Edward Cullen que eu conhecia do livro, quem estava ali na minha frente era Edward o namorado da Isabella.
- Estou aqui. – ele disse me abraçando, meus sentimentos começaram a me trair e as primeiras lágrimas começaram a cair. – não fique assim... Calma, estou contigo. – as palavras ele soavam em meus ouvidos como sussurros melódicos.
Meus braços se fechavam em um abraço forte em sua cintura, naquele momento eu não queria falar, não queria expor meus sentimentos e abri a caixa de pandora (n/a: A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle.) apesar do pouco tempo que estávamos juntos, ele me conhecia o suficiente para saber que eu não queria falar nada.
- Bella se quer ficar comigo essa noite, precisamos ir para meu apartamento, deixei Sigmund sem comida.
- Eu vou. – eu disse limpando as lágrimas e andando até o quarto.
Arrumei algumas roupas, coloquei dentro de uma bolsa e voltei à sala.
Seguimos até a casa do Edward com ele dirigindo meu carro, assim que abriu a porta do apartamento senti as patas pesadas do Sigmund em meus braços e depois as mesmas patas fazendo barulho no chão e o rabo abando nas minhas pernas. Até que Edward acendeu a luz.
- Ai...
- Mais que por...
- Calma Edward, eu limpo tudo... – Eu disse rindo com Sigmund se escondendo atrás de mim.
- Calma Sigmund ele não vai te bater. – Havia centenas de penas brancas espalhadas pelo piso de madeira.
Limpamos a sujeira toda, comemos comida japonesa que Edward havia pedido por telefone e fomos deitar.
- Você se importa se eu ligar a TV um pouco? – ele disse enquanto deitava na cama.
- Não. – eu disse parada ao lado da porta do banheiro escovando os dentes, depois voltando para o banheiro pra terminar o processo. E voltei a ficar parada no batente da porta.
- Quer ver algo na TV?
- Não... Edward...
- hum...
- Essa fotografia aqui em cima. É no Rio de Janeiro?
- É sim, fui eu que tirei quando tinha 17 anos, você conhece o Rio?
- Sim, mais me lembro de pouca coisa, fui com meus pais eu tinha uns 13 anos.
-Edward, tem certeza que você quer ver TV?
- Porque o que você quer fazer? – ele disse com um sorriso malicioso.
- Não sei... Dormir talvez..
- Claro Bella, seu desejo é uma ordem, mais só depois que você ficar bem cansadinha...- disse ele se levantando da cama e indo em direção a mim.
- O que você vai fazer?
- huumm...te acho linda de azul sabia? – ele disse me empurrando e fazendo-me ficar de frente para ele com as costas na parede.
-Edw... – seus lábios me calaram com um beijo intenso e cheio de desejo sua boca ia deslizando sobre minha pele, queixo... Pescoço... Ombro... Até chegarem aos meus seios metade ainda cobertos pela , seus lábios dava longas sugadas em cada um e depois os beijava, suas mãos estavam junto as minhas segurando-as com a parede de apoio.
Com a língua ele foi passando nos mamilo por baixo do tecido fazendo-me gemer baixo suas mãos deslizaram pelos meus braços, seios, cintura até a minha calcinha levando-a ao chão.
Senti os dedos penetrar-me devagar eu gemia entre os beijos quentes, minhas mãos desceram a boxer dele até onde puderam e ele fez o restante sem parar me estimular com seus dedos, senti sua excitação pressionada na minha coxa, seu queixo com a barba por fazer me levava a loucura cara vez que eu o sentia me morder no pescoço.
Uma perna dele separou a minha, e a mão a ergueu segurando no quadril dele e penetrou-me de uma vez, uma estocada forte, seu corpo indo contra o meu, eu gemia cada vez mais alto e sentia cada vez mais vontade de tê-lo dentro de mim.
O ritmo aumentava e eu arfava involuntária mente tamanha era minha vontade de senti-lo por inteiro até o ultimo minuto.
Edward colocou minhas mãos em seus ombros segurou-me pelas nádegas colocando eu fechei minhas pernas em sua cintura e ele me penetrava ferozmente sua respiração junto com a minha vez por outra falhava nós iríamos ficar naquela dança erótica até não agüentarmos mais.
Edward e eu chegamos ao ápice, juntos, sua cabeça encostada nos meus seios com a respiração rápida assim como a minha, eu me apoiava em seu ombro e o beijava devagar, esperando que ele se acalmasse.
Pela manha estranhei acordar e não vê-lo ao meu lado, levantei-me coloquei o robe e caminhei até o banheiro, nos espelho havia um bilhete.
Bella,
Bom dia amor. Saí pra dar uma corrida junto com Sigmund, não quis te acordar.
Beijos
E.
P.S: Deixa o café da manha por minha conta.
Desci as escadas peguei o celular na minha bolsa e liguei para o Edward.
- Bom dia Meu amor... – Disse Edward
- Bom dia.
- Estou comprando nosso café da manha.
- Eu liguei pra saber sobre isso.
- Não se preocupe, 10 minutos estou em casa.
- Está bem, Beijos.
- Beijos, minha Bella.
Minha Bella...estou entrando em um beco sem saída. Ouvi a capainha sendo arruinada, e quase me deixando surda. Não poderia ser Edward, cabei de falar com ele.
- Olááááá.. mani... Você não é o Edward! – Disse uma mulher com cara de menina, baixinha com os cabelos curtos na altura do ombro e espetados.
- Quem é voce?
- Podem entrar, coloquem aqui... Isso... Obrigada... – ela dizia a os carregadores, Meu deus... Quantas malas... – Eu que pergunto, quem é você?
- Isabella...
- Ahhh Isabella... Edward me falou muito de você, a propósito espero que ele não tenha falado mal de mim... Prazer, Eu sou Alice.
- Aahh... A Irmã do Edward...
- Eu estava louca pra te conhecer, Edward não poupou elogios a você, e vejo que dessa vez ele acertou em algo, você é linda! – ela disse me puxando e fazendo-me sentar no sofá ao lado dela.
Ouvi barulho de chaves, cachorro latindo, era Edward, Finalmente...
- Edward!!!!! – Disse Alice se levantando indo até o irmão e o abraçando.
- Alice... o que faz aqui?
- Isso é jeito de falar comigo, maninho?
- Não maninha, mais avisar é bom. – disse ele sarcasticamente.
- Conheci sua namorada, ela é linda Edward, até que fim!
- Bella me desculpa, eu não sabia que a gnomo saltitante viria. – Eu tive que rir, gnomo saltitante.
- Que horror, viu Bella, se eu fosse você eu tomava cuidado... vemos como são os homens pela forma como tratam a família.
- Alice o que faz na cidade, entupindo minha sala com suas malas?
- Vim ver Jasper e fazer compras, não há tantas lojas decentes em Londres quanto aqui em NY, Bella quer ir comigo?
- Aonde? – Eu perguntei preocupada porque Edward fazia um sinal de não com as duas mãos e a cabeça atrás de Alice.
- Vamos Bella, Vai ser divertido... – Ela disse pegando nas minhas mãos , me virando de costas e empurrando de leve em direção a escada – vá se trocar estou esperando.
- Alice, Você não vai levar minha namorada as compras... eu tenho pena do que você pode fazer a ela, não quero que ela saia correndo e me abandone.
- Eu não sou tão ruim assim Edward, o que são algumas horas fazendo compras... - Ela disse demonstrando estágio de felicidade plena, os olhos até brilhavam.
Coloquei uma roupa qualquer, não era nenhum trapo, um jeans, salto, blusa e bolsa, dei um beijo em Edward e saímos, sobre os protestos dele.
Passamos o dia todo andando de loja em loja, meus pés não agüentava mais andar assim como meu corpo todo, as 03h30min ela recebeu uma ligação e depois falou comigo.
- Bella, Edward vai vir te buscar em 10 minutos, as minhas malas já estão no apartamento do meu noivo, eu vou encontrá-lo, estou morrendo de saudades do meu Jazz.
Ela pegou um taxi , lutou pra colocar todas as sacolas dentro e logo depois chegou Edward.
- Então como foi? – ele disse pegando as sacolas das minhas mãos.
- Estou morta, meus pés doem, minha cabeça dói, aliás, todo meu corpo dói. – ele riu e disse.
-Quando chegarmos eu darei um jeito nessas dores.
Chegamos ao apartamento dele tomei um banho, comi algo e deitamos, Edward fez uma massagem divina, aliviando metade da minha dor e eu acabei dormindo.
