Rule number one: Is that you gotta have fun. But baby when you're done, you gotta be the first to run. Rule number two: Just don't get attached to somebody you could lose… So le-let me tell you. […] Rule number three: Wear your heart on your cheek, but never on your sleeve, unless you wanna taste defeat. Rule number four: Gotta be looking pure! Kiss him goodbye at the door and leave him wanting more-more.

This is how to be a heartbreaker! Boys… they like a little danger. We'll get him falling for a stranger, a player, singing I lo-lo-love you… At least I think I do! […]

Girls, we do, whatever it will take, cause girls don't want, we don't want our hearts to break in two. So it's better to be fake. Can't risk losing in love again, babe. – How To Be a Heartbreaker, Marina & The Diamonds.

Capítulo 9: How To Be a Heartbreaker

Remus encarou o teto da biblioteca mais uma vez e suspirou alto, entediado. Quase como resposta, John roncou por cima de seu livro de Transfiguração, um fio de baba escorrendo pelo lado direito de sua boca. Majestoso. Lupin riu e tentou ler novamente o capítulo de Astronomia, mas era idiota demais para ser verdade. Haviam chegado à parte do semestre que seus amigos haviam esperado por seis anos: Estavam estudando a Lua e seus ciclos. Remus havia oficialmente se tornado a epítome da ironia.

Ele passou o indicador por cima de uma das cicatrizes já brancas na parte de dentro de seu antebraço, lembrando-se como a Lua era uma vadia sem precedentes, pior do que qualquer Lion Ladie de mal humor. Mais alguns dias e ele tornaria a sentir as consequências de odiá-la tanto. Talvez ele estivesse pagando por seus pecados mais recentes e, pelo menos durante aquele mês, enxergasse motivo em sofrer. Ele havia traído James, de certo modo, e havia transformado Lilian Evans em uma bomba relógio. A qualquer momento, Lily poderia acabar tomando uma boa decisão sobre os sentimentos por James ou explodir a escola tentando evitar confrontar a verdade.

Remus olhou para o amigo babando sobre seu dever de casa.

-Jubas, vamos voltar para-

-O QUE DIABOS VOCÊ DISSE PARA ELA?!

John deixou o rosto cair no tampo da mesa.

-Mas que porra-

-Sirius, nós estamos em uma biblioteca, não grite. – Remus rolou os olhos para o amigo que vinha marchando em direção a ele e John com os olhos em chamas. Remus já conseguia ouvir os protestos de Madame Pince vindos da entrada e a ironia de seu dia atingia alturas exponenciais. Agora ele não podia nem pensar nas decisões erradas que havia tomado na vida que alguém já vinha batendo a sua porta para fazê-lo pagar suas penitencias.

-Não ligo se estamos numa merda de Igreja!

-Não se pode xingar em uma Igreja. – Remus sorriu e Sirius grunhiu novamente, irado.

-Pare de me provocar, Lupin, ou juro que vou fazer coisas que não deveria. – Sirius espalmou as mãos na mesa, inclinando-se para o amigo e fazendo John arregalar os olhos ainda mais, sem saber o que estava acontecendo.

-Eu ainda não sei o que você quer de mim.

-Duas palavras, Aluado: Lilian Evans. Soa familiar?

-Ligeiramente...

-Ruiva, um pecado, psicótica e o motivo pra muita gente perder o juízo nessa porra de escola. E aparentemente ela te fez perder completamente a razão também!

-O que tem ela? – Remus ergueu uma sobrancelha, notando que John sorria perverso ao seu lado.

-Ela foi me encontrar meia hora atrás como sempre as terças e, muito calmamente, me deu o fora. Você sabe quantas garotas em Hogwarts já me deram o fora, Lupin? ZERO! O seu hábito estupido de não saber dividir me custou uma opção a menos na minha lista de hobbies!

-Eu realmente espero que algum dia você aprenda que mulheres não são atividades lúdicas para preencher suas tardes... – Remus suspirou.

-Você pediu a ela não foi?

-O Pontas por acaso sabe que vocês dois andam pegando a Evans? – John perguntou, olhando os amigos discutirem com muito mais prazer do que deveria.

-Não ando mais, graças ao Senhor-Não-Divido-Minha-Comida aqui. – Sirius o cortou.

-Se James soubesse, Hogwarts e o mundo inteiro iriam saber porque nossas mortes seriam assunto principal no Profeta Diário. – Disse Remus. – De todo modo, eu não mandei Lily fazer nada que ela não quisesse. Em primeiro lugar ela dá ordens e não as recebe, e você sabe muito bem disso...

-Não me venha com essa, Aluado!

-SIRIUS! – Exclamou Remus, ficando em pé e sem paciência.

-O que?!

-Em segundo lugar, eu não estou mais com ela também.

Sirius ergueu as sobrancelhas.

-Ah, foi é? Então o problema não sou eu e deve ter algum motivo-

-Pare de evitar encarar os fatos, Sirius. – John o cortou. – Ela apenas se cansou de vocês dois, é isso.

-Ninguém se cansa disto aqui. – Sirius indicou a si mesmo.

-Você nem pense por um segundo que isso te dá o direito de tentar algo com ela, Dent. – Remus, para a surpresa dos amigos, disse muito seriamente. – Eu acho que ela precisa de um tempo para perceber com quem realmente quer ficar.

-E como essa pessoa pode não ser eu? – Sirius sentou-se, emburrado. – Eu sou perfeito.

-Eu sei bem que você só queria a Evans pelo desafio; te conheço a tempo suficiente. Vá se distrair com aquela monitora falsa-oriental ou com a Bella.

Sirius desviou o olhar.

-Jackie Rhodes vai começar a planejar nosso casamento se eu a procurar e Bella, meu funeral.

-Você realmente tem jeito com as mulheres, não? – John riu.

-Suponho que você teve algum tipo de progresso com a Foncan, Romeu? – Sirius alfinetou.

John apoiou o rosto nas mãos.

-Não... Eu não entendo! Tudo bem que todas elas são malucas, mas Vittoria é impossível. Malfoy deve ter alguma coisa muito feia contra ela...

-Além da cara dele, você quer dizer. – Sirius sorriu.

John riu.

-É, além disso... Vittoria só se deixaria manipular por alguém como o Malfoy se as suas opções estivessem reduzidas a zero.

-Relacionamentos fazem coisas estranhas com as pessoas. – Remus deu de ombros. – Tome o Almofadinhas como exemplo, caro Jubas: Nunca o vi ficar desesperado por nenhuma mulher antes e olha só quem o deixou literalmente de quatro...

-Tá mais para eu deixá-la de quatro.

-Sem mais, eu imploro. – John pediu. – Voltando ao assunto-

-Que nunca deveria de ter deixado de ser eu. – Sirius adicionou.

-Eu acho que o Malfoy está subornando a Baronesa e, como aliados das Ladies na Guerra, os marotos deveriam investigar e eliminar qualquer vantagem que um sonserino esteja tendo com alguém de nossa casa.

-Aí você teria que eliminar tipo todas elas. – Sirius riu e Remus o olhou com desaprovação. – O que? Como se vocês já não suspeitassem que todas elas tem ou já tiveram algo com os Lordes!

-O caso não é sobre isso, Sirius.

-Deveria ser, ia ser muito mais interessante. – Black deu de ombros.

John rolou os olhos.

-Se vocês me ajudarem a descobrir o que anda acontecendo entre os dois, eu não conto para o James que vocês dois tiveram um pedaço de Lilian Evans bem antes de ele chegar perto de ter o dele.

-Você está nos subornando, Dent? – Lupin ergueu uma sobrancelha, rindo.

-Sou um maroto, meu processe. – John piscou para os amigos.

xXx

-Eu não gosto disso.

Louise mordeu o lábio inferior, tentando não inalar a fumaça tóxica vinda do corredor a sua frente. Ela sentia a pele dos braços arrepiada e o estomago embrulhado, só de pensar em colocar um dedo para dentro do quarto andar e seus discípulos contagiosos. Tudo bem, duas de suas melhores amigas já haviam saído vitoriosas contra aqueles tipos de tentação, mas ela não estava à beira de dizer que Giovanna Morsen e Letticia Sinel eram ótimos de exemplos de meninas saudáveis e sãs.

-Eu não gosto nada disso. – Ela continuou.

-Tais-toi, sa peur. *(1) – Giovanna rolou os olhos para a amiga e sorriu como se tivesse tomado uma injeção de adrenalina. Louise sentiu os mil avisos de perigo que seu cérebro sinalizava em vermelho brilhante. – Que tipo de Ladie você é?

-Do tipo que sabe que nada de bom acontece aí dentro. – Louise disse exasperadamente.

-Ah, coisas maravilhosas podem acontecer ai, queridinha. – Giovanna virou-se para a amiga. – Você fala como se nunca tivesse lidado com substancias ilegais na vida e nós duas mais a Grécia toda sabemos que isso está bem longe da verdade.

-Álcool e drogas são duas coisas diferentes, Morsen. – Louise cruzou os braços firmemente. – Eu posso controlar quanto álcool eu coloco no meu sistema e não vou tentar vender minha alma pela próxima garrafa.

-Há! Como se você tivesse controlado a quantidade de copinhos que você virou. E eu não duvido que em algum deles tivesse algum tipo de estimulantezinho.

Os olhos de Louise se arregalaram para a amiga loira, que a observava surtar como se assistisse a um espetáculo de circo.

-Não diga uma coisa dessas!

-De que outro jeito você acha que acabou dançando salsa em cima do tampo do bar e jogando pratos para todos os lados?

-Não quero falar sobre isso.

-É claro que não quer... – Giovanna sorriu como uma gato que havia acabado de encurralar sua presa. – Letticia não pode vir e eu não sou exatamente bem vinda no território da maluca da Bella graças a vadia da irmã dela. Eu já estou me arriscando em te acompanhar, mas isso não vem ao caso. Ou você entra lá-

-Eu posso ir chamar a Lily-

-Se Lilian Evans e seu broche de Monitora-Chefe aparecessem por aqui, metade do povo lá dentro ia surtar pois não sabe do tratado dos monitores. É você ou você, petit démon. *(2)

xXx

-Ai, Merlin. – James bufou enquanto subia as escadas em direção a sua próxima aula, os amigos seguindo-o.

-Sossega, Pontas. – Peter deu de ombros. – Só porque elas não apareceram para a primeira aula, não quer dizer que estão planejando nos explodir ou algo assim.

-Não sei qual é o objetivo de termos uma aliança com aquelas cinco se vocês ainda acham que elas nos querem fora daqui. – Comentou John.

-Olha aqui, Casanova, você anda muito mais pra elas do que para nós ultimamente. – Disse Sirius, apontando um dedo acusatório o loiro.

-Eu não estou do lado delas, Almofadinhas. – John rolou os olhos. – Só estou dizendo que elas devem estar planejando algo para as outras casas e não para nós, e que o James não devia ficar nervosinho com isso.

-Nervosinho? – James virou-se para o amigo. – Temos uma aliança! Se elas estão planejando sem a gente, esse é um ótimo motivo para eu ficar nervosinho!

-Ok, ok... – John suspirou. – Que tal falarmos sobre nossos próprios planos? Como anda a pista sobre os corvinais terem recebido ordens de fora para jogar aquele negócio verde na gente?

-Quase nada. – Remus disse. – Tentei seguir os monitores da Lufa-Lufa, Myra Franca e Travis Joel durante as rondas em que não tinha que ficar com a Lily, mas eles não fizeram absolutamente nada de suspeito. Não tenho como provar, mas aposto tudo que a Tamina Hasel estava completamente louca em dizer que foram os lufanos quem ordenaram o ataque da urtiga.

-Também. – Peter riu. – A menina é mais oca do que não sei o que. Não tenho ideia de como ela acabou na Corvinal sendo tão burra. Os pais devem ter comprado a saída dela da Lufa-Lufa.

-Nem todas as lufanas são burras. – Sirius comentou. – Falei com aquela sextanista Paloma Voigen.

-Você conversou com um ser do sexo feminino? – Remus arregalou os olhos.

-Quem é essa? – James enrugou a testa.

-Ela é lésbica.

-Ahhh... – Os outros quatro soltaram em uníssono.

-De todo modo, ela me disse que ouviu a Alissa Seeley e a gêmea dela, Julianne, ambas das Midas, conversando no banheiro feminino do quinto andar. As duas estavam comentando como estavam fartas do Diggory ser um bunda-mole com a Guerra e nunca fazer nada contra as outras casas.

-Quer dizer que a culpa realmente não é dos Golden Gates. – Disse Remus.

-Desta vez. – Completou Peter.

-E o único jeito de saber exatamente o que está acontecendo continua sendo falar com o Vigarista. – Disse John.

-Que só reporta para a nossa francesa promíscua favorita. – James completou.

-Mas vamos concordar que esse Vigarista não é de se confiar, porque os corvinais também estavam usando socos ingleses durante o jogo e duvido que não seja por causa dele. – Disse Sirius.

-Só se...

James, Sirius, Peter e John se voltaram para Remus, que tinha parado no meio da escadaria. Ele tinha aquele olhar perdido, que aparecia apenas quando ele entrava na febre das trimestrais e surtava enquanto estudava.

-Ele tem um plano. – James disse, olhando os outros amigos com diversão.

-Eu tenho um plano. – Remus sorriu, maroto.

xXx

-Recapitulando. – Lilian tinha a cabeça apoiada em ambas as mãos, sem conseguir absorver direito o que havia acabado de escutar. Vittoria e Letticia tinham o mesmo horror estampado nos rostos, enquanto Giovanna e Louise – principalmente Louise – pareciam prestes a passar mal.

-Nós entramos no quarto andar. – Começou Giovanna. – O plano era a Louise fingir querer comprar whisky de fogo-vivo para quando ganhássemos a final contra a Sonserina.

-O que é mesmo esse fogo-vivo? – Vittoria ergueu uma sobrancelha.

-Uma mistura de whisky de fogo com absinto. – Disse Lily. – O efeito é quase instantâneo e é muito caro. Tive um caso grave ano passado quando um aluno do quinto ano aceitou uma aposta de tomar três doses desse negócio seguidas. Achei ele alucinando no terceiro andar, vomitando em tudo quanto é lugar. Foi parar no St. Mungus para um desintoxicação completa e os pais o transferiram para Durmstrang; disseram que Hogwarts era um "antro de promiscuidade".

-Não estavam errados. – Letticia disse.

-De todo modo. – Disse Louise. – Entramos para tentar achar a Bella vendendo ou o Diggory usando, o que fosse. Levei minha máquina fotográfica comigo, porque ter uma foto disso seria decisivo na Guerra.

-Achamos o fornecedor no terceiro corredor, onde as bebidas de luxo são negociadas, junto com as drogas mais puras, e esperávamos ver a Bella, mas nada dela ou do Diggory. – Disse Giovanna. – Compramos a garrafa, levando o maior tempo possível barganhando com o cara para ver se a Black chegava, já que ia parecer suspeito se ficássemos por lá sem motivo. Isso sem dizer que eu já estava recebendo olhares nada amigáveis pela minha mera presença por lá.

-Aí o Diggory apareceu... – Disse Lily.

-Agarrado na Black. – Confirmou Louise.

-Gente, que nojo. – Letticia gemeu, sentada no chão. – Sério, credo.

-Os dois nem nos perceberam ali, mas o povo que estava esperando começou a cercar a Black para tentar comprar, parecendo um bando de zumbis. Ela mandou todo mundo para o inferno e fez o Diggory sentar na base daquela estátua que tem um armário escondido atrás e sentou no colo dele. – Disse Giovanna.

-E eles começaram a se engolir. – Vittoria mostrou a língua, enojada.

-Fazia até barulho... – Louise esfregou os olhos, tentando apagar o que tinha visto de sua mente para sempre.

-Nós nos escondemos do outro lado do corredor para podermos tirar uma foto, já que isso seria vantagem o suficiente sobre a Bella: se a família Lestrange soubesse que ela anda pegando outros caras além do Rodolpho, ela vai por água abaixo.

-Caras, garotas... – Letticia adicionou.

-Cachorros. – Giovanna concordou.

-De todo modo, depois que eles terminaram uma sessão especialmente longa de beijos extremamente sonoros e eu consegui fotos suficientes para ser processada por posse de pornografia... – Louise disse. – Ela desenrolou a cruz do pulso e desatarraxou a parte de cima e tinha uma colherzinha de prata acoplada a tampa, perfeita para cavar uma quantidade para consumo de...

-Cocaína. – Lily suspirou. – O Amos também usou?

-Sim, logo depois dela. E ai eles começaram a pegar mais pesado nos amassos e nós aproveitamos isso para sair correndo de lá. – Giovanna concluiu.

-Isso é ruim... Isso é muito ruim. – Vittoria sacudiu a cabeça.

-Che cagna pazza...*(3) – Murmurou Letticia. – Ela não pode mais ficar nessa escola. Não depois disso se adicionar a pilha de ofensas que ela já cometeu ao longo de todos esses anos.

-Isso sem falar nas coisas que ela fez pessoalmente contra alguma de nós. – Lily concordou.

-Isso já é 70% do total. – Louise disse.

-Vocês acham que podemos pedir a ajuda dos marotos ou o Black ainda está do lado dela? – Perguntou Vittoria. – Com ele, eu nunca tenho certeza.

-Vamos dar uma chance a eles. – Giovanna ficou de pé, com o olhar das amigas em si. – Talvez o Black mereça o benefício da dúvida.

xXx

Regulus ajeitou o cabelo preto em frente ao espelho de seu dormitório, tentando não deixar transparecer que levou muito tempo se arrumando. Ela sempre percebia tudo, e ele não queria que ela notasse o quanto estava nervoso. Ele pendurou a gravata verde e prata no mancebo perto de sua cama e desabotoou a camisa branca, mantendo as calças pretas e pescando uma camiseta azul marinho em seu malão. Quanto mais longe das cores de sua casa, melhor.

-Ela vai colocar uma coleira em você se continuar desse jeito.

Regulus suspirou quando Lucius e Gabriel entraram juntos. Lucius tinha um sorrisinho venenoso nos lábios, como sempre, e Gabriel cheirava a perfume feminino barato.

-Não é da sua conta, Della Vegga. – Ele voltou-se para o espelho, checando se precisaria fazer a barba ou não.

-Mas é da minha. – Disse Lucius. – Se você está pensando em fazer o que eu acho que está, precisa da minha permissão.

Regulus sentou-se na cama.

-O que você quer saber?

-Quem é ela, para começo de conversa. – Lucius deu de ombros, largando-se em sua própria cama. – Família, tipo de sangue, casa, notas, reputação...

-Ótima família, puro-sangue, são donos de um haras no interior de Lancashire, se emancipou dos pais e vive com os avós e a tia. É a herdeira majoritária de tudo. Obteve oito NOM's, incluindo todos os obrigatórios para ser Auror. É muito respeitada em Hogwarts, joga quadribol-

-Black, pare de me enrolar. – Lucius estava de pé e se aproximava de Regulus como uma cobra prestes a dar o bote. Della Vegga tinha o cenho franzido e os braços cruzados. – Se você acha que vou te dar a autorização para assumir aquela vadia, você nunca esteve tão enganado!

Regulus levantou-se, ficando a centímetros do loiro, de sua respiração rápida e rosto avermelhado. Ele queria bater em Lucius. Ele queria esmurrar aquele esnobe tão forte que ele nunca mais iria sequer pensar que poderia mandar em sua vida. Já bastava...

Ele enfiou a mão no bolso e puxou uma caixinha preta, os olhos cheios de ódio.

-Eu estou pouco me fodendo para a sua permissão, Malfoy.

xXx

Hogwarts fervilhava com rumores no dia seguinte. Dezenove alunos haviam sido colocados em detenção na noite anterior, todos pegos andando pelo sexto andar a uma da madrugada, com listas ou caixas de itens clandestinos e ilegais. Filch estava em seu melhor humor em anos, mesmo que ele e sua gata demoníaca não tenham apanhado quem estava entregando os artigos proibidos para os alunos. Os quatro diretores das casas passaram horas recebendo pais ultrajados e inconformados com como a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e sua reputação de séculos haviam deixado uma coisa dessas acontecer.

Não vamos pensar no que diriam se tivessem descoberto o quarto andar no lugar do sexto.

Não importava. As Ladies estavam furiosas com a quantidade de grifinórios que haviam sido pegos e estavam recebendo cartas atrás de cartas do Vigarista, exigindo que elas se retratassem imediatamente em dinheiro. A confusão havia se formado no turno de Elena Caldwell, subordinada das cinco, que parecia não se lembrar do porque estava nas masmorras quando Filch resolveu passear pelo andar onde a sede do Vigarista se encontrava e apanhou Carissa entregando pacotes e alunos pedindo encomendas. A menina havia conseguido fugir antes de ser identificada pelo zelador, junto com o Vigarista em pessoa, que agora tinha os negócios em suspensão até um novo lugar ser providenciado por seus protetores.

Mas, ainda assim, as Ladies haviam sido sabotadas e não gostavam nem um pouco disso.

-E é assim que eu gosto! – James sorriu, perverso.

-Me perturba o quanto você aprecia isso. – Remus ergueu uma sobrancelha.

-Me perturba o quanto você não está orgulhoso de você mesmo, Aluado. – Sirius enfiou um dedo acusatório na cara de Remus, provocando-o a ficar vesgo.

-Não ligo. – Remus deu de ombros. – Pelo menos não até tudo dar certo.

-Qual o próximo passo? – Perguntou John.

-Agora que a confiança do Vigarista não está mais com as Ladies, ele tem apenas nós como opção. Vamos esperar as meninas virem reclamando sobre o que houve, acusando os sonserinos e querendo matar o mundo. Aí, sugerimos que o Rabicho tome o lugar da Morsen como negociador, assim ele vai ficar sabendo a identidade do filho da mãe que anda nos copiando.

-Ok. – Peter concordou com a cabeça.

-E então nós o chantageamos para conseguir o nome de quem encomendou a urtiga, já que os Voltures receberam as ordens junto com o concentrado.

-Você é um gênio maligno, Lupin. – James colocou uma mão no ombro do amigo, orgulhoso.

-Obrigado, James. – Remus sorriu.

-E lá vem elas... – Peter sussurrou, enquanto a passagem do retrato se abria e os gritos furiosos do quinteto chegavam a seus ouvidos.

-EU VOU ACABAR COM AQUELA GAROTA! – Giovanna urrou, empurrando um primeiranista que tentava sair da sala comunal.

-Eu te amo. – Sussurrou James para Remus e Sirius gargalhou.

xXx

Peter aproveitou o tumulto em que se encontrava a escola para apanhar sua vassoura no dormitório e descer para o campo de quadribol, deixando os amigos para lidar com a raiva de Giovanna Morsen, que não conseguia aceitar de jeito nenhum ceder sua posição para ele. Peter riu. Giovanna era uma criatura geniosa, perigosa e curiosa. Especialmente perigosa. Era engraçado para ele se lembrar de como ela costumava ser apenas a menininha rica – mais uma – da Grifinória, que conseguia o que queria por influência social e havia deixado a casa dos leões furiosa ao se associar com Narcissa Black até o final do terceiro ano.

Tudo mudou quando Narcissa a acusou de espalhar pela escola que ela havia sido rejeitada por todos os pretendes que sua família havia arranjado para si. Narcissa confrontou Giovanna em pleno banheiro feminino e as duas acabaram saindo no tapa, nas unhas e nos chutes por causa disso. Bellatrix se juntou à irmã e Letticia se juntou a Giovanna. Foi uma das maiores brigas físicas femininas que a escola já havia testemunhado desde que Louise Handel e Lyra Sand se atracaram na estufa quando Lyra comentou como a família de Louise era perturbada no início terceiro ano.

Peter entrou no campo e seguiu para os vestiários, jogando a bolsa de lona em um dos bancos e puxando o cadeado quebrado de seu armário para trocar de roupa. Ele chutou os sapatos e arrancou as meias, para depois puxar a camiseta pela cabeça e a arremessá-la para dentro do compartimento de metal. Ele parou quando percebeu o vapor que vinha do lado dos chuveiros.

-Olá?

-Olá? – Alguém respondeu, e ele seguiu a voz, sem pensar duas vezes.

-Quem-

-AH!

Peter deu um passo para trás e virou-se para a parede, o pescoço esquentando. Ele passou a mão nos cabelos e tentou não sorrir, mesmo que ninguém fosse ver o tal sorriso.

-Prazer em te ver, Handel.

Louise havia puxado sua toalha pendurada na porta do box o mais rapidamente que pode e se enrolou nela. Suas bochechas estavam coradas; vermelhas como cerejas e seu cabelo molhado formava uma massa de cachos negros.

-Pronto. – Ela disse para as costas nuas de Pettigrew.

-Desculpe. – Ele sorriu. – Eu juro que desta vez não foi de propósito.

-É, desta vez. – Ela riu também, dobrando a ponta da toalha para dentro, assim não cairia de seu corpo que pingava água. Ela apanhou outra toalha e esfregou o cabelo no tecido. – Veio fugir daquela putaria toda?

-Sim...

-Cansa, não é? – Ela disse. – Essa vida que nós temos.

-Eu preferiria voltar a ser ninguém, voltar a ser normal. – Peter concordou. – Mas agora não dá mais pra voltar e estamos em Guerra... E a cereja do bolo é que eu tenho certeza que a Morsen vai tentar me matar enquanto durmo.

Peter se sentou no banco, tentando ignorar o calor que com certeza não era causado pelo vapor que os cercava.

-É bem provável. – Ela deu de ombros. – Eu dormiria com uma faca embaixo do travesseiro se fosse você.

-Então você liga se eu morrer, não é? – Ele piscou para ela e Louise rolou os olhos.

-Seria muito difícil achar um substituto para você.

Peter se levantou no mesmo instante em que o vermelho das bochechas de Louise se espalhou para seu pescoço e colo.

-Quero dizer, um substituto para você na Guerra. – Ela deu um pequeno passo para trás, mas a única coisa atrás de si era a porta do box, que abriu para o chuveiro assim que ele se apoiou e Louise caiu para trás, de encontro para o chão.

Peter se adiantou e a pegou de mal jeito, seu pé escorregou na água que cobria parte do chão e os dois acabaram no piso ensopado do box, as últimas gotas de água quente do chuveiro caindo em cima dos dois.

Peter jogou uma das mãos para cima e acabou puxando as roupas que Louise havia pendurado para seu rosto. Ele não enxergou mais nada e a próxima coisa que ouviu foi o riso dela por cima dele. Peter levou as mãos para o rosto e tirou um sutiã branco com bolinhas pretas dos olhos.

Os dois começaram a gargalhar – Louise de toalha desengonçadamente deitada no peito de Peter, cujos jeans estavam ensopados. Ele arremessou a lingerie para o outro lado do banheiro, usando a alça como um estilingue.

-Hey! – Ela protestou, ainda rindo.

-Sempre achei que você fosse do tipo lingerie azul, Handel. – Ele largou a cabeça na poça de água embaixo de seu corpo.

Ela olhou para Peter com um sobrancelha levantada. – Então é comum pra você me imaginar de roupas de baixo?

-Porque não? Você não foi supostamente minha primeira paixão ou algo do tipo? – Ele riu levemente.

-Primeiro beijo conta como primeira paixão? – Ela sorriu.

-Com você sempre conta. – Ele puxou o pescoço dela para baixo e apertou sua cintura, juntando sua boca com a dela e sentindo o cabelo de Louise pingando em sua pele. Peter girou com a garota, colocando-a embaixo de si e sentindo uma das mãos geladas dela em seu peito, a outra ainda segurando a toalha no lugar.

Peter apoiou ambos os braços nos azulejos que cobriam o chão, colocando um joelho entre as pernas de Louise para se manter em equilíbrio. Ele sentiu a outra mão dela em seu cabelo raspado rente e levou isso com um sinal verde para soltar um pouco de seu peso, assim poderia senti-la mais perto dele. Havia água escorrendo do corpo dele para o dela agora e a parte de trás de seus jeans estava pesada de tão ensopada.

Louise passou uma perna pela sua, empurrando-o pelo ombro esquerdo para que ele rolasse novamente e ela acabou sentada no colo de Peter, a toalha esquecida ao lado deles, absorvendo líquido, onde seu corpo estava antes. Peter a segurou pela cintura fina, passando as mãos de leve para cima e para baixo e notando que pelo menos de calcinha ela estava. O cabelo dela grudava na pele dele e ambas as mãos de Louise estavam na parte de trás de seu pescoço, puxando-o mais e mais para si. Os lábios dela tinham gosto de passado, de ideal, de nostalgia. Ela o mordeu de leve e ele sorriu, lembrando a ele como ela era briguenta e nervosa, mesmo em situações como essa; ela estava desesperada.

Peter subiu suas mãos pelas costas de Louise, sentindo a pele lisa... E um longo vergão, que seguia até a base de seu pescoço. Ela parou de beijá-lo e abriu os enormes olhos castanhos-esverdeados para ele. Ela estava vermelha e ofegante e ele sentia que ela tremia agora também. O peito nu dela estava colado ao dele e Peter podia sentir a batida forte do coração da Duquesa.

Ela passou a perna direita de volta e encolheu-se, buscando a toalha ensopada para se cobrir.

-Louise. – Peter murmurou.

-Eu-

Peter se aproximou dela e empurrou o próprio corpo para trás da garota, abrindo as pernas para encaixa-la no meio de si com certa dificuldade, já que o jeans molhado travava seus movimentos. Ele beijou a base do pescoço de Louise e ela tremeu. Ele seguiu beijando a linha da cicatriz longa até onde pode, e afastou o cabelo dela para o lado para que pudesse enxergar melhor. Havia um brasão cobrindo praticamente toda a pele das costas de Louise, ladeado por um cavalo de cada lado, um branco e um negro. Havia uma letra H trabalhada preenchendo todo o meio e uma faixa na parte de cima e na parte de baixo com uma frase em latim. A cicatriz que ele havia sentido estava camuflada pela tinta da tatuagem, mas, se ele forçasse os olhos, Peter conseguia notar o relevo na pele de Louise.

Peter a puxou para mais perto e passou uma mão para a frente do corpo dela, segurando-a pela barriga e puxando-a com ele enquanto ele se arrastava para a parede do fundo do box. Ele levou sua mão para a torneira e virou, deixando a água quente cair sobre os dois e a tremedeira de Louise parar. Peter massageou os ombros de Louise, notando que ela jogou a toalha para o lado e relaxou as pernas. Ela virou seu corpo para o lado, deixando que Peter a abraçasse e colocando o rosto na curva do pescoço dele.

-O que significa? – Ele ignorou a água caindo em seu rosto e dificultando a fala.

Ela levou a boca a seu ouvido para que ele conseguisse escutar.

-Moriamini Domita. – Disse ela. – Morres quando domado.

xXx

John entregou o livro de Transfiguração de volta para Madame Pince em transe, sem nem perceber bem o que estava fazendo. O sol, que antes brilhava no chão dos corredores de Hogwarts através dos vitrais coloridos, agora se escondia atrás de nuvens pesadas, como se tivesse cometido algum pecado e estivesse envergonhado demais para dar as caras. Ele enfiou as mãos no bolso da calça, as mangas da camisa enroladas até os cotovelos e a gravata rubra e dourada desfeita e solta ao redor de seu pescoço. Ele andava descuidado daquele jeito desde que ele, Remus e Sirius haviam iniciado sua investigação sobre Vittoria.

John a conhecia desde os seis anos e não havia poder, relacionamento ou nobreza nesse mundo que conseguisse mudá-la naquelas proporções. Vittoria havia sido aquele tipo de garota que deixa uma marca de ferro em brasa na vida das pessoas – havia sido sua amiga, sua cúmplice em diversos crimes e agora, tecnicamente, ela era sua inimiga. Como as coisas haviam chegado a esse nível? Por quê? John não conseguia entender, por mais que repassasse todos os seus momentos com ela em sua cabeça, desde de correr pelo gramado de sua madrinha no verão atrás de coelhos até empurra-la no chão molhado para evitar que Malfoy descarregasse sua raiva nela. Ela agia como se ele tivesse cometido um crime imperdoável, mas ele nem sabia qual havia sido seu terrível delito.

E então ele se viu caindo.

-Olha por onde anda, Dent. – Ele usou os braços para amparar a queda e levantou-se, limpando os joelhos da poeira e fulminando Lucius com os olhos.

Ele ouviu a risada primeiro, e notou a presença do irmão mais novo depois. Luke estava olhando-o do mesmo jeito que sempre olhou, desprezando cada lufada de ar que entrava pelos pulmões de John. Luke tinha uma aparência diferente agora, algo escuro que cavava seu caminho para a superfície e beijava a liberdade através dos olhos claros de seu hospedeiro. E Luke gostava de seu parasita.

-Luke. – Foi tudo o que John conseguiu dizer.

-John. – Ele ergueu uma sobrancelha em desafio e sorriu, sabendo que o irmão mais velho não moveria um músculo contra ele.

-Vocês dois são uma gracinha, mas vamos direto ao assunto. – Lucius tinha os braços firmemente cruzados na frente do peito quando deu dois passos em direção a John, verde e prateado se encontrando. – Você, Dent, vai parar de seguir a minha namorada pelo castelo, tentando achar sei lá o que você acha vai que encontrar. Vittoria é minha e eu não quero você colocando suas mãos sujas na minha propriedade nunca mais, compreendeu?

-E quando eu coloquei as mãos nela? – John sentia a raiva borbulhando dentro de si e as mãos coçando para esmurrar aquela audácia fora do corpo de Lucius.

-Ouvi de um passarinho sobre como era a relação de vocês quando pequenos e o porquê de ela ter acabado como acabou. – Lucius disse, tranquilo. – E isso me diz que, se fosse por você, você estaria com ela nesse segundo, não é verdade?

-Está dizendo isso para se enganar, Malfoy? – John sorriu, mas por dentro ele tentava desembaralhar a informação que Malfoy havia acabado de lhe dar. – Sabe muito bem que se dependesse dela ela poderia não estar comigo, mas com certeza estaria longe de você.

Lucius agarrou a frente da camisa de John.

-Não me interessa o que ela quer e deixa de querer, Dent. Eu faço com ela o que eu bem entendo... É até mais divertido quando ela não quer, assim eu posso obrigá-la a fazer do mesmo jeito.

John empurrou Malfoy e Lucius riu, cambaleando um passo para trás. Luke assistia a cena sem demonstrar uma emoção sequer.

-John! – Ele se virou ao ouvir seu nome e viu Sirius se aproximando a passos rápidos. A testa de Black enrugou ao notar Lucius. – O que você quer, Malfoy?

Lucius deu de ombros.

-Só vim estabelecer limites de propriedade, nada mais, já que o Dent aqui sabe muito bem as consequências que uma disputa teria na propriedade. E nada que seja da sua conta também... Agora, se me dão licença, eu acho que o seu irmãozinho, Black, está me esperando para implorar desculpas. – Ele se virou, colocando uma mão no ombro de Luke. – Vejo vocês na final.

Sirius permaneceu quieto até que os cabelos platinados de Lucius sumissem no fim do corredor. Ele se virou para o amigo.

-O que houve?

-Ele sabe que a estávamos seguindo... – John disse, parecendo subitamente doente. – Praticamente disse que se eu tentar interferir as consequências vão ser na Vittoria e acho que ele crê que eu e a Vittoria tínhamos algo quando éramos pequenos e que isso nunca se repetiria. Luke está extrapolando nas mentiras...

-Ele disse que foi o Luke quem contou?

-"Um passarinho". – John rolou os olhos.

-E tem alguém mais que estava com vocês alguma vez quando pequenos e que possa ter contato com o Malfoy?

-Ninguém me vem à cabeça... E o que ele quis dizer sobre o seu irmão?

-Fiquei sabendo que o Regulus quase foi pego pelo Filch junto com todo o resto do mundo no sexto andar. Pode ser sobre isso.

John ficou em silencio por alguns segundos e depois voltou a olhar para Sirius com os olhos arregalados.

-Eu sei quem foi... Rachel. Rachel Ronsin! Ela anda com a Narcissa ultimamente. Se a Narcissa sabe, o Malfoy sabe.

Sirius ergueu ambas as sobrancelhas.

-Você cresceu com aquela maluca?

-Não se escolhe a família. Ela é o fruto da união do meu tio com uma prima distante da Vittoria. Bastou isso para nossos pais fingirem que os Dent e os Foncan eram uma só grande família feliz.

-Bizarro. – Sirius mostrou a língua.

-Mas porque ela mentiria sobre eu ter alguma coisa com a Vittoria? – John voltou a andar, mas Sirius não se mexeu e ele se voltou para o amigo. – Almofadinhas?

-Só se... Só se ela não estivesse falando sobre você e a Vittoria, e sim sobre a Vittoria e você.

John enrugou a testa.

-Ok, você voltou a não fazer sentido.

-E se a Vittoria gostasse de você e a Rachel soubesse e você não? Eu não sei você, mas se eu fosse o Malfoy, tendo uma namorada que não me ama e me quer morto, eu não me preocuparia em ter alguém que já tivesse gostado dela...

-E sim ter alguém por quem ela já tivesse sido apaixonada. – John murmurou.

xXx

-Hey, Louise! – Lily acenou para a amiga do outro lado do Pátio. Handel conversava com Regulus Black e acenou de volta para a ruiva, indicando que se juntaria a ela em pouco tempo. Lily estranhou a situação instantaneamente.

Tudo bem que acompanhar os relacionamentos das amigas era uma missão impossível, já que todas elas apreciavam as vantagens de opções e variedades. O que Lilian sabia com certeza era que Regulus costumava ser um dos sete de Vittoria, mas nunca havia chegado a seus ouvidos que Louise também estava envolvida com ele. Louise tinha as costas viradas para ela, mas a ruiva conseguia ver o Black caçula com clareza. Ele sorria colocando uma mão na de Louise e a outra no ombro da menina. Ela tinha que olhar para cima para olhar nos olhos do sonserino. Louise balançou a cabeça coberta de cachos e tomou sua mão da de Regulus, lhe dando as costas e andando a passos rápidos em direção a Lily.

-Mais o que, em nome de Merlin, foi isso? – Lily ergueu uma sobrancelha, junto com um sorrisinho cheio de malícia.

Louise rolou os olhos.

-É... Complicado.

-Querida, complicado é o teste de Poções que temos semana que vem. Aquilo ali se chama tensão sexual.

-Nós temos um teste de Poções?! – Louise arregalou os olhos.

-Relaxa, eu roubei o gabarito da mesa do Slughorn pra vocês... Mas não tente fugir do assunto.

-Eu vou fugir do assunto o quanto eu quiser. – Louise começou a andar e Lily a seguiu. – Temos coisas mais importantes para lidar e, justamente por isso, eu também pedi para o Black esperar um pouco para voltar a essa conversa: porque eu tenho coisas para fazer.

-Justo. – A ruiva riu, ainda tentando pensar em porque Louise andava caindo nas graças de Regulus. – Mas, falando em coisas para fazer, onde você estava ontem enquanto nós tentávamos resolver o escândalo do sexto andar? A Elena Caldwell simplesmente acordou nas masmorras; armaram para a gente se ferrar. Agora o Vigarista não quer mais negócios com as Ladies e pediu que os marotos assumissem.

Louise corou e virou o rosto mais do que deveria ao virar o corredor e esbarrou em um quartanista que corria para o Pátio.

-Eu fui treinar um pouco de quadribol para clarear a mente, só isso. Quem ele pediu que pegasse o lugar da Giovanna?

-Bom, o Pettigrew é o negociador dos marotos, então provavelmente vai ser ele. Se fosse o Potter ou o Black, eles triturariam o Vigarista por inveja. O Lupin nunca se envolveria devido ao código de conduta impecavelmente furado dele e o Dent...

-O Dent está ocupado conversando com a Ronsin.

As duas pararam de andar e se encostaram na parede mais próxima. John conversava com Rachel e seus olhos pornográficos no canto da escadaria. Ela tinha os cabelos cor de cobre em cachos falsos e a camisa de botões vulgarmente aberta para que seu decote pudesse ser notado a quilômetros de distância. Guardando os dois, estavam as Midas Lidia Reider, Monique Valpetterson e Myra Franca, monitora da Lufa-Lufa.

Monique tinha o corpo pequeno e frágil, o que geralmente conseguia enganar todos ao seu redor. Lily e Louise, por serem amigas de Vittoria, conheciam bem a verdadeira natureza por trás dos cabelos castanhos encaracolados nas pontas e os olhos grandes e escuros. Ela ainda por cima usava um laço para prender o cabelo em um rabo-de-cavalo alto, deixando-a ainda mais parecia com uma criança. Myra Franca sempre aparentava impaciência, não importava onde estivesse e o que estava fazendo. Ainda era uma mistério para Lilian como ela havia chegado a monitora, mas algo lhe dizia que algum dos Golden Gates havia comprado seu posto em troca de carinho. Ela tinha os cabelos loiros sem brilho soltos e nada de especial nos olhos azuis. Vittoria e Letticia sempre diziam que deviam ter cuidado com Myra, justamente por ela passar tão baixo no radar das Ladies.

-Ele parece estar discutindo com ela. – Lily deu de ombros.

-E ela parece querer lamber o corpo dele. – Louise colocou a língua para fora, enojada.

-E a novidade é...?

-Não importa. Não é bom sinal ela estar de conversinha com o Dent. Lembra que a Giovanna disse que viu a Rachel e a Valpetterson com a Narcissa? Muito, muito suspeito.

Rachel colocou uma mão no ombro de John e de lá a mão viajou pra a bochecha do loiro. John agarrou Rachel pelo pulso, dizendo algo com os dentes semicerrados para a Grifinória e colocando um dedo ameaçador entre seus olhos. Dent girou nos calcanhares e empurrou Monique e Myra pelos ombros para sair dali, sem nem perceber Louise e Lily observando.

-Muito bem, aquilo me pareceu uma ameaça bem clara. – Louise ergueu as sobrancelhas.

As amigas rodearam Rachel e ela parecia furiosa, o que deixava as duas Ladies mais do que satisfeitas. Rachel havia trabalhado duro para ganhar um lugar privilegiado na lista negra do quinteto grifinório: a única pessoa da casa dos leões que era burra o suficiente para tentar humilhar Vittoria e as amigas de tempos em tempos. Se Rachel não controlasse grande parte das Midas, ela teria sido expulsa de Hogwarts décadas atrás e não teria tido nem a chance de tão graciosamente repetir o ano, proeza que havia deixado Vittoria maluca de ódio por quase uma semana inteira, até que ela se conformasse com as injustiças do mundo.

-Eu não ligo, achem Skeeter agora! – Rachel gritou alto o suficiente para que chegasse aos ouvidos de Lily e Louise.

-Skeeter? Rita Skeeter? – Lily arregalou os olhos.

-Também conhecida como melhor amiga de Narcissa Black. – Disse Louise.

xXx

Regulus viu Louise se afastar com Lilian Evans, as mãos enfiadas fundo nos bolsos da calça preta. Ele sabia que ela havia percebido sobre o que ele queria conversar, e entendia ela ter pedido algum tempo para si mesma. Ele sentiu a caixinha no bolso direito e suspirou. Louise. Louise era tudo o que ele queria, tudo o que ele precisava, tudo o que pensava em ter. Louise...

Snap. Snap.

Ele arregalou os olhos e voltou para a realidade. Sirius estalava os dedos em frente ao rosto do irmão, uma sobrancelha levantada. Regulus bufou e virou-se para andar, mas o irmão mais velho o seguiu de perto.

-Está com a Handel agora? – Ele tentou ignorar a pergunta de Sirius para fazê-lo ir embora, mas, ao mesmo tempo, sabia que ele não desistiria tão cedo. Ele queria segurar sua vontade de gritar. – Malfoy disse que você ia implorar desculpas a ele por alguma coisa. Isso envolve a Handel, não é?

-Não se meta, Sirius. – Regulus parou em frente a um retrato comprido no canto do pátio de um homem com uma comprida barba ruiva e seu cachorro de caça. – Ovo de Dragão.

O retrato girou e Regulus tentou fechá-lo antes que o irmão o seguisse. O corredor curto dentro da passagem secreta tinha quase nenhuma luz e um teto extremamente baixo, que já fazia Regulus de curvar. Ele forçou o retrato no pé do irmão, mas Sirius era mais forte e conseguiu forçar uma abertura grande o suficiente para que ele se esgueirasse retrato adentro, bloqueando a saída para Regulus. Os dois estavam curvados, encarando um ao outro; chegava a ser patético o silencio que se seguiu.

Sirius foi o primeiro a dizer algo.

-Não ache que precisa fazer algo para agradar o Malfoy. Sabe que isso não vai acabar bem. – Sirius segurou Regulus por ambos os ombros, mas ele sacudiu o aperto firme do irmão. – Regulus, por favor, me deixe ajudar, eu posso te ajudar a achar uma saída disso tudo.

-E se eu não tiver saída? – Regulus virou a cara, e seu rosto ficou parcialmente coberto pela escuridão. – E se eu já tiver tentado de tudo e o Lucius estiver ameaçando a única coisa que pode me salvar de ficar maluco?! Você nunca soube o que é ficar sem meios, não é Sirius? Você escapou, conseguiu uma casa melhor e me deixou para trás!

-Eu pedi que você viesse comigo! – Sirius exclamou. – Foi você quem decidiu me odiar e me ignorava toda vez que eu tentava fazer contato com você!

-Devia ter tentado mais! Devia ter me forçado! Devia ter me protegido da Bellatrix, devia ter me avisado!

-Como eu ia saber, Reg? – Disse Sirius, passando as mãos pelo rosto em frustração.

-Alguma coisa você devia ter feito, porque agora eu estou preso! – Regulus puxou a manga da camisa e Sirius deu um passo para trás, batendo a cabeça no teto, aterrorizado. Uma caveira estava desenhada em linhas pretas na parte de dentro do antebraço do irmão, uma cobra serpenteando para fora da boca escancarada. Parecia viva e pulsante na pele de Regulus; venenosa.

-Por Merlin...

-Como eu posso me livrar disso agora, Sirius? – Regulus pareceu encolher. – Eles disseram que se eu ficasse como você, minha vida ia acabar. Que a vida dos nossos pais ia virar um inferno, porque dois filhos desertores ia ser demais. Eu queria fugir, eu queria ir atrás de você e agora... É permanente; enquanto eu viver, vou ter que servir a ele... Ou coisas ruins vão acontecer a aqueles que importam para mim.

-Louise?

-E você! – Regulus escorregou para o chão sujo e escuro, as pernas encolhidas pelo pouco espaço. Sirius se juntou a ele. – Bella vai acabar com todos vocês, Sirius. Eu tento impedir o que posso, mas cada passo em falso significa alguém ferido. Vai ser sempre assim.

-Eu posso te ajudar. Eu, os marotos, as meninas. Nós vamos dar um jeito, Regulus. Eu prometo.

Regulus olhou para o irmão e sorriu cansado. Sirius queria poder dar a certeza que o irmão precisava, mas ambos sabiam que Bellatrix havia chegado em um ponto crítico. Sirius odiava os pais, mas ainda sim eram seus pais. Seus. Walburga, aquela velha preconceituosa, e Cygnus, que aparecia para jantar uma vez por semana e depois voltava para as ruas, para ficar em camas alheias, bebendo de copos alheios. Seu sangue; sangue que dividia com seu irmão, aquele garoto assustado que tremia ao seu lado, com uma tatuagem no braço que o sentenciava a um destino terrível.

-Só proteja ela por mim, não há mais muita esperança para mim. – Sirius balançou a cabeça e apertou a mão do irmão.

Sirius ficou parado na escadaria, vendo Regulus descer para o Salão Principal. Ele borbulhava por dentro, mil pensamentos atropelando uns aos outros. Ele tremia de raiva e de medo, medo puro. Era tudo sua culpa. Regulus estava certo. Ele deveria ter tentado mais, deveria ter salvado o irmão enquanto podia. Foi estúpido ele pensar que Bellatrix manteria seus interesses nele... Negá-la do jeito que ele fez havia sido uma manobra burra e egoísta. Ela havia se voltado para Regulus assim que entendeu que ele, Sirius, nunca seria dela.

Quando deu por si, Sirius andava pela Ponte Suspensa que conectava a torre do quinto andar ao resto do castelo. Ele se apoiou na grade, ouvindo os alunos conversando enquanto passavam por ele, e observando o Corujal nos terrenos abaixo de si. Ele iria salvar Regulus, não importava o que custasse ou o tempo que levasse.

Era tarde demais quando Sirius notou o silencio ao redor de si. Ele se viu cercado e a última coisa que viu foi o irmão, afastado de seus atacantes, murmurando suas desculpas.

xXx

-Você pode entrar agora, Sr. Pettigrew. – Carissa sinalizou a porta do armário de vassouras. Peter olhou para James, Remus e John, sentados no chão em frente a porta e os três balançaram as cabeças, dizendo que ele deveria prosseguir.

Estava tudo muito escuro e seus pulmões protestaram instantaneamente com o ar cheio de poeira. Sua cabeça bateu no teto baixo e ele recuou.

-Porcaria. – Ele levou a mão a testa.

-Cuidado. – Disse uma voz no escuro e, no mesmo instante, Carissa fechou a porta atrás de si e duas varinhas se ascenderam perto da parede do fundo. – Bem vindo, Peter Pettigrew.

-Por Morgana, você só pode estar brincando comigo. – Peter tinha a boca escancarada.

-Não estamos. – Drake Foncan sorriu perverso, sentado atrás de uma mesa improvisada, os olhos turquesa faiscando e os cabelos castanho-claro penteados perfeitamente, sem um fio fora do lugar.

-Não brincamos com negócios. – Pyro concordou com o irmão gêmeo, apoiado no vitral coberto por um pano escuro. A única diferença entre os dois, Peter pode notar, era o estilo de se vestirem. Enquanto Drake estava decentemente arrumado, Pyro parecia ter pulado da cama sem nem olhar no espelho.

-Vocês dois... Mas vocês... Como assim... – Peter tinha a testa enrugada e os olhos arregalados.

-É uma coisinha chamada lábia que vocês, marotos, andam perdendo enquanto seguem nossa irmã e as amigas pelo castelo. – Drake deu de ombros.

Pyro deu dois passos e se sentou no tampo da mesa.

-Sabemos que vocês estão por trás do escândalo do sexto andar.

Peter sentiu um arrepio subir pela espinha, mas o engoliu e respirou, erguendo uma sobrancelha.

-Não sei do que estão falando.

-Black foi visto com Elena Caldwell por nossos próprios seguranças e Filch foi para lá seguindo Madame Norra, que caçava um camundongo... Mas não vamos contar as Lion Ladies e não vamos revogar nosso acordo.

Peter olhou de Pyro para Drake. Ele agora tentava usar uma parte de sua consciência para lembra-lo de que dois quintanistas haviam descoberto sobre sua forma animaga. Peter nunca se sentiu tão exposto na vida.

-E porquê? Se realmente foram os marotos que basicamente ferraram com seu ponto seguro no castelo, por que motivo vocês continuariam a negociar conosco? – Ele tentou se manter tranquilo, como se ainda achasse que controlava a situação perfeitamente, mesmo que ele soubesse que os gêmeos o tinham na palma de suas mãozinhas pálidas.

Bastava um "toca aqui" e ele viraria purê.

-Porque vocês são nossas inspirações. – Pyro disse, tranquilo. – Sem os marotos não existiria "o vigarista". Achamos bom que vocês traíram as Ladies, porque elas estavam tomando o controle e queremos que, na Guerra, vocês liderem juntos. Nossa casa depende disso.

-E quanto aos socos ingleses dos corvinais? Armamos para vocês agora, mas vocês venderam para nossos adversários antes disso. Querem que a Grifinória vença, mas estão vendendo munição para as outras realezas! – Peter cruzou os braços em frente ao peito.

-Esse é o outro motivo pelo qual nós não vamos pedir as contas a vocês. – Drake puxou uma lista de uma caixa a sua direita. – Achamos isso em uma sala vazia no terceiro andar, quando procurávamos por uma nova localização fixa.

Peter pegou a lista das mãos de Pyro. Era muito parecida com qualquer outra lista que os alunos entregavam para o Vigarista antes, com encomendas de produtos, doces e artefatos proibidos. Entre os vários itens da lista, alguns em especial chamaram a atenção de Pettigrew.

3 litros x concentrado puro de urtiga (corante e aderência reforçados)

3x socos ingleses (cobre)

10x ombreiras de couro (Negro das Hébridas)

10x protetor peitoral de couro (Negro das Hébridas)

10x caneleiras de couro (Negro das Hébridas)

1x capacete para goleiro de couro (Negro das Hébridas)

2x bastões revestidos de couro (Negro das Hébridas)

10x luvas para quadribol (couro acolchoado normal)

10x braçadeiras de couro (Negro das Hébridas)

1x proteção para clavícula (com fivelas)

-Essa lista não é nossa, e tem todos os pedidos que acabaram prejudicando vocês nos jogos. – Disse Pyro. – E também tem isso...

Ele virou o pergaminho, revelando um carimbo na parte de trás: a cabeça decapitada e horrorosa da Medusa, morta por Perseu, sangrando ichor dourado, o sangue dos deuses, pelo pescoço cortado. Os olhos estavam vazios e as serpentes tinham as presas a mostra. Era feito em tinta roxa escura e letras em latim circundavam a cabeça da mulher monstruosa.

Peter desviou os olhos da figura grega por um momento, perguntas ricocheteando dentro de sua cabeça.

-Espera, então quando a Morsen falou com vocês pela primeira vez porque fomos atacados com a urtiga, ela não perguntou se vocês haviam sido os responsáveis por colocar aquilo dentro da escola? – Perguntou Peter, passando os olhos pelo resto do pergaminho.

-Nós desviamos do assunto colocando uma porcentagem do dinheiro que estávamos ganhando com apostas na mesa em troca da proteção de ambos os grupos. – Respondeu Drake. – Morsen estava ocupada surtando com o fato de o Vigarista não passar dos irmãozinhos da Baronesa e com a quantidade de galeões envolvida.

Peter sorriu.

-Elas nunca nos falaram do dinheiro.

-Acho bom. – Pyro riu. – Significa que elas são inteligentes e aptas a ganhar a Guerra com vocês. Tenho certeza que você teriam feito o mesmo.

-Provável.

-Agora... – Drake puxou a lista das mãos de Peter. – Isso aqui significa que existe outra organização aqui dentro que está aceitando pedidos absurdos da concorrência. Os marotos e as Ladies precisam descobrir imediatamente quem está por trás da Medusa e acabar com essa palhaçada.

-Sabemos que vocês não gostam de nos ter como concorrência, mas, pelo menos, nós respeitamos vocês acima de qualquer outra coisa. Esses aqui, não estão ligando para quem ganha e quem perde. Só para quem oferece mais dinheiro.

-Mas e o fato de que os corvinais receberam ordens para nos atacar? – Peter decidiu jogar verde. Se os dois gênios do mal estavam bravos com a concorrência nova, deveriam estar dispostos a ajudar no que fosse.

Os irmãos se entreolharam.

-Ficamos sabendo disso. – Drake balançou a cabeça. – Não temos ideia de quem está mandando e desmandando nas outras casas, mas uma coisa é certeza: Tem algo podre no ninho.

Peter concordou, puxando a lista novamente. Antes que demonstrasse alguma outra emoção, apertou as mãos dos gêmeos e prometeu investigar discretamente no assunto. Ele enfiou a lista de pedidos no bolso da calça antes de sair para o corredor e ser coberto de perguntas dos amigos. Ele respondeu no automático, deixando James surtar sobre a identidade do Vigarista enquanto a última encomenda da lista, a mais recente, vagava em sua mente.

1x removedor de cicatriz (encomendar da Guatemala, três meses)

xXx

N/A: Oi GENTE! Hahahahaha queria o capítulo maior, mas resolvi acabar esse por aqui e postar logo para vocês não me odiarem tanto, pra variar um pouquinho né? Eu sei que muitas coisas ficaram penduradíssimas e no ar, vagando totalmente, mas juro que é por bons motivos – talvez não tão bons assim – e que tudo vai se resolver e esclarecer logo, logo. Muito obrigada pelas Reviews LINDAS que eu recebi, fiquei muito MUITO feliz mesmo! Meu computador teve um problema no drive de Áudio então o próximo capítulo vai levar um pouco mais de tempo, já que eu vou depender inteiramente dos computadores da escola para escrever. Meu pc vai voltar em algumas semanas da Dell, então já fiquem informados sobre isso. Desculpem!

Traduções:

*(1) Cala a boca, sua medrosa.

*(2) pequeno demônio.

*(3) aquela vadia maluca.

Reviews:

Flavinha Greeneye: Oi cherí! Adorei te ter por aqui, sua review me deixou muito feliz! Que bom que você está curtindo a fic (meu objetivo!), já estava com medo de as putarias estarem assustando o povo hahaha Realmente, sem as Damas nada da minha fic existiria! Claro que tem a guerra, mas nossa, sem a Madame Baggio... Bom, eu sei que a Vittoria e o Sirius estão no holofote, mas isso vai mudar não se preocupe! É difícil trabalhar com os "núcleos" da fic e eu acabo me focando em um de cada vez mas estou trabalhando nisso hahaha com o negócio da vittoria, os conflitos dela são importantes para a linha da história, você vai ver muahahaha Eu tbm estou sentindo falta dos marotos! Tentei mostra-los mais nesse capítulo, mas tem hora que não tem jeito mesmo... Com o decorrer da fic, espero melhorar nesse aspecto! Tá tudo muito down hahaha NÃO LEIA A VERSÃO ANTIGA! Não quero dizer que eu me envergonho daquilo lá... Maaaas eu tinha 11 anos hihihi tá feio o negócio e não tem nada a ver com os acontecimentos que estão por vir nessa fic aqui! Espero não ter demorado tanto! Beijooooooooooooooos

Alice Black: Oi queridinha, tudo ótimo e você? Querendo me matar pela demora? Hahaha Bom, sim, você está certa, na Inglaterra, 1978 e essas coisas... E eu entendo completamente a sua observação! Antes, na primeira versão da fic, eu tinha planejado algumas meninas serem negras, mas, quando eu encontro uma atriz que grita a essência da minha personagem... Bom, a primeira versão foi cinco anos atrás, então essas mudanças rolaram mesmo. Maaaas, eu teho sim personagens de cor vindo por aí e é justamente por problema com atores que não apareceram ainda! Não consigo achar homeeeeeeeeeeeens! Senhor, tá difícil! Hahaha Na cena no Três Vassouras tem um membro dos Golden Gates que eu descrevi apenas como aquele que estava olhando para a Lily. Na minha cabeça, ele é negro, mas eu preciso de um ator jovem para a minha inspiração rolar, porque é assim que eu funciono, preciso de imagens! Se você conhecer um ator bom, me manda aí que to precisando urgentemente! Ah, e, apesar de ela não ser negra nem nada, a Vittoria tem um pouco mais de cor na pele (Vanessa Hudgens), já que ela tem sangue latino. Magina querida, você foi ótima em apontar isso! Está convidada a apontar um monte de outras coisas, já que review é pra melhor a fic tbm! Espero ver você por aqui mais vezes hein! Beijooos

Keith: Muito obrigada! É sempre bom ver o povo curtindo a fic! Eu adoro desenvolver a história de cada um e espero que você continue curtindo e comentando conforme essas histórias se expandem mais e mais! Te vejo no próximo cap hein! beijoooos