Capítulo 9 –Maldição.
Sesshoumaru fitou Satsu bem nos olhos com uma antipatia enorme. Rin ficou atrás dele, mas ainda assim seu olhar acusativo e rígido havia sido disparado para a yokai que se sentiu acuada por um momento.
Ela sabia que não tinha muitas chances de mudar o seu destino. Fez o rosto mais confiante que possuía e levantou a cabeça de Shoujo que ainda encontrava-se com os cabelos emaranhados em seus dedos.
-Shoujo, soldado de Watanuki, traidor do feudo.
Sesshoumaru sorriu de uma forma esquisita deixando Satsu completamente confusa. E antes que ela pudesse retrucar qualquer coisa, ele correu até ela numa velocidade incrível. Sesshoumaru se deslocava como o vento, sem nem ao menos tocar ao chão. Sem fazer qualquer ruído. Ele era como um vulto branco e mortal.
O senhor feudal pegou sua General pelo pescoço com muita força e a levantou do chão acima da sua própria cabeça. Os olhos do Lord estavam vermelhos, ardendo em chamas. Os caninos para fora cintilando ameaçadoramente. Um grunhido emanava de seu peito. Ele estava pronto para quebrar-lhe o pescoço.
Satsu agitou-se tentando escapar. Soltou a cabeça de Shoujo que saiu rolando e parou próximo aos pés de Rin que se retesou enojada. Rin deu dois passos para trás e voltou a fitar aquela cena. Ela sabia que Sesshoumaru iria acabar com Satsu ali mesmo, sem dó.
Satsu segurou com as duas mãos os punhos de Sesshoumaru com força. Ele estava a sufocando e a deixara no ar. Seu ponto mais fraco... Longe do chão não conseguia fazer muita coisa. Sua força vital estava toda no solo.
-Desgraçada! –ele rosnou com raiva. –Como pode me trair? Você e Watanuki conspirando nas minhas costas! Malditos sejam!
-Se... Senhor... –ela tentava falar, mas ele apertava seu pescoço com força. –Por favor, me deixe... Me deixe explicar.
-Você acha que eu sou algum idiota? –ele a balançou no ar como se ela fosse um boneco. –Eu vou acabar com você.
Sesshoumaru a jogou contra a parede tão forte que ela rompeu a madeira parando no outro lado. O grande Lord caminhou até ela com a Toukijin em punho. Satsu ainda estava desnorteada, mas assim que a lâmina seguiu o curso em direção ao seu corpo, ela conseguiu desviar-se a tempo.
Satsu era incrivelmente rápida, tão quanto Sesshoumaru.
A yokai parou atrás dele com os olhos arregalados e ainda sem empunhar a sua arma.
-Por favor, meu senhor, me escute! –ela implorou. –Eu não quero ter que lutar contra o senhor.
-Ótimo. Assim não terei trabalho para matá-la. –ele rosnou irritado e voltou a atacá-la.
Sesshoumaru balançava a espada distribuindo inúmeros golpes que ela rebatia com dificuldade e tentava ao máximo desviar. O suor escorria pela sua testa, estava morrendo de medo. Definitivamente não queria travar a batalha com o senhor feudal.
-Senhor Sesshoumaru, eu não entendo porque o senhor está me atacando! Eu não tenho nada a ver com a traição do soldado de Watanuki, eu juro.
-Não se faça de idiota! –ele apontou a espada para ela. –Não estou falando de Shoujo, estou falando de você e Watanuki! Planejando nas minhas costas para atacar Rin!
-Atacar Rin? –ela indagou com o cenho franzido, como se estivesse surpresa e confusa demais.
-Ah, por favor! –Rin que até então estava quieta rosnou irritada. –Nós já sabemos que você armou algum plano com Watanuki para que ele pudesse me ter!
-Do quê está falando? –Satsu recuou parecendo redondamente ofendida. –Isso é um absurdo! Chamem Watanuki, ele irá dizer a verdade.
-Watanuki está morto, Satsu! Você sabe bem disso. –Sesshoumaru a fuzilou. –Eu já sei de tudo, não precisa ficar fazendo essa encenação ridícula. Poupe-me de suas desculpas, de suas armações! Eu já estou cheio delas!
-Eu juro que não tenho nada a ver com essa história! –ela se retesou amedrontada. –Dou minha palavra de General!
-Palavra de General? –Sesshoumaru sorriu irônico. –Você não é mais General, você não é mais nada! Não pode dar a palavra de algo que não é mais.
-Não é verdade! –ela arregalou os olhos estarrecida. –O senhor tem que acreditar em mim.
-Não acredite nela! –uma voz feminina rompeu o cômodo no mesmo minuto.
Todos voltaram-se para trás imediatamente e com isso presenciaram um yokai de longos cabelos negros carregando uma humana ferida completamente raivosa em suas costas e um outro yokai sapo com os braços cruzados. Yashamaru e Akane vinham ao lado de Jaken caminhando em passos lentos.
-Akane! –Rin a fitou ainda preocupada e encaminhou-se até os outros. –Como você está?
-Eu estou bem. –Akane sorriu. –Yashamaru... Bem... Ele está me ajudando.
-Fiquei tão preocupada com você...
-Satsu! Então quer dizer que eu sou o traidor, não é verdade? –Yashamaru fitou Satsu com ódio. –Como ousou espalhar um boato desses?
Satsu rosnou e cerrou os punhos com força. Não havia mais saída.
-Tudo bem, eu vou falar! –ela deu de ombros. –É verdade. Eu planejei tudo isso sozinha. Watanuki era só um mero instrumento do meu plano. Na verdade não saiu do jeito que eu tinha planejado.
-Ninguém percebeu... –Jaken debochou girando os olhos.
-Conte-me o seu plano. –Rin se interveio com o semblante sério.
-O plano era bem simples, tudo estava correndo bem na verdade. –ela sorriu debochada. –Eu precisava tirar Sesshoumaru do castelo para que tudo desse certo. A única maneira que pensei era dizendo a ele que Yashamaru era o traidor e que sabíamos aonde ele iria se encontrar com os yokais do feudo vizinho. Bem, eu já tinha descoberto que Shoujo era o traidor muito antes, mas resolvi guardar esse segredinho, sabia que me seria útil. Aproveitei então o momento certo. Chamei Sesshoumaru e o convenci que Yashamaru poderia ser o culpado. Dessa forma consegui o tirar daqui. Yashamaru é o Comandante preferido dele, era óbvio que ele iria querer ver com os próprios olhos se aquilo era verdade.
-Desgraçada! Usou o meu nome para os seus truques! –Yashamaru rosnou irritado.
-E não é só. Eu sabia que essa meio-yokai nojenta iria virar humana essa noite, então não haveria ninguém para protegê-la de Watanuki. Esse pequeno detalhe lhe escapou, não é mesmo, senhor Sesshoumaru?
Sesshoumaru enrijeceu mais a face e cerrou mais os punhos em sua espada.
-Maldita seja! –Akane gritou com raiva.
-Com a meio-yokai fora do caminho seria tudo mais fácil. Nós dois sabemos bem, Sesshoumaru que Kenji não iria proteger essa humana. Ele jamais se evolveria nessa batalha. E esse yokai sapo patético jamais seria páreo para Watanuki.
-Como é? –Jaken rosnou inconformado e quando estava preste a interferir, Rin o puxou de volta.
-E comigo fora do caminho também, não é? –Yashamaru a fitou. –Por isso me mandou ir para o Leste.
-Exatamente. –ela riu. –Com você longe do castelo iria confirmar as minhas acusações e também não iria atrapalhar Watanuki. Mas pelo visto você voltou e estragou tudo! Acabou matando Watanuki e arruinando os meus planos!
-Ainda não compreendi como você faria para livrar a sua cara. –Sesshoumaru a encarou secamente. –Qual diferença faria para você Watanuki estar vivo?
-Bem, muita! Eu fiz um trato com ele. Disse que daria a ele a oportunidade de ter uma noite com essa humana, que tinha tudo planejado. Contei a ele todo o meu plano para esta noite e claro que o idiota concordou. Mas eu havia lhe dado uma condição. Ele teria que matar essa mulher após ter o que quisesse. Eu iria atrasar Sesshoumaru o quanto pudesse. Ele assentiu no final das contas. Grande idiota.
-Eu entendi o que quer dizer. –Rin suspirou pálida. –Watanuki me mataria, logo você voltaria com o senhor Sesshoumaru e o único culpado seria ele. Você faria a cabeça do senhor Sesshoumaru para que ele acreditasse que Watanuki havia armado tudo e não você! Ele seria morto em seu lugar.
-Oh, sim! Você é esperta pra uma humana. E eu ainda teria um álibe para comprovar que ele era o culpado de tudo.
-Quem?
-Shoujo é claro! –ela riu assentindo. –O maior traidor do feudo era das tropas de Watanuki. Seria fácil convencer Sesshoumaru de que talvez Watanuki estivesse sendo conivente com aquilo. Ele não iria pensar duas vezes antes de matá-lo. Watanuki estaria com o cheiro de sangue da humana e ainda com uma outra acusação nas costas. Acho que não teria explicação que o tirasse dessa. Com Watanuki morto por Sesshoumaru morreria a ideia de eu estar envolvida. Eu me livraria do idiota do Watanuki e dessa humana insuportável, era o plano perfeito.
-Watanuki era só uma marionete em suas mãos. –Yashamaru estremeceu. –como conseguiu convencê-lo?
-Ele estava cego, Yashamaru! Cego como todos vocês! –ela grunhiu irritada. –Quem merece morrer de verdade é ela!
-Você armou tudo isso pra me matar? –Rin arregalou os olhos incrédula. –Tudo isso para acabar comigo.
-É claro! Você só trouxe desgraça pra esse castelo! Sua presença me enoja! Só o seu cheiro repulsivo me causa nojo! Eu odeio você! ODEIO VOCÊ! –ela a fitou com os olhos vermelhos abarrotados de lágrimas –Você tirou a coisa mais importante pra mim nesse mundo! Você tirou Sesshoumaru de mim! Devia pagar por isso! Watanuki fez pouco com você! Eu que devia tê-la matado quando tive chance!
-Quem me dá nojo é você! Quem trouxe a desgraça pra esse castelo foi você! O seu cheiro, a sua voz, é que me enoja! –Sesshoumaru a fitou irritado. –E sou eu quem a odeia. Não sei como deixei com que você chegasse tão longe. General, que grande piada! Não passa de uma yokai louca! Você vai ter o que merece agora!
-Sesshoumaru, não percebe que fiz tudo isso por amor e...
-CALA ESSA BOCA!
Ele a interceptou com um grito grave que a fez se retesar e levar a mão direita à boca como se estivesse muito surpresa.
-Eu já escutei demais! –ele continuou. –Agora já chega.
Sesshoumaru avançou para ela novamente. Uma batalha agora travava entre os dois seres. Satsu desvencilhava com muita atenção de todos os golpes mortais de Sesshoumaru. Os dois eram absurdamente rápidos. Rin mal conseguia acompanhá-los.
Satsu tentou escapar, bloqueou um golpe da Toukijin com dificuldade e criou uma enorme parede mágica de terra e madeira que vinha do chão e só parava no teto, dividindo os dois. Ela sabia que aquilo não iria parar o grande senhor feudal e com isso partiu em disparada. A yokai quebrou a parede de madeira com o auxílio de uma rajada de terra que a própria invocou, e assim que deu um salto para cair no jardim, uma espada larga atravessou seu flanco.
Ela arregalou os olhos surpresa ao receber aquele ataque. Estava tão ocupada prestando atenção em fugir de Sesshoumaru, em olhar para trás que foi descuidada. E sua distração foi fatal.
Satsu voltou os olhos azuis, tão azuis como o céu livre de nuvens para o lado. E assim que o fitou sorriu incrédula. Um sorriso sanguinolento e cruel apareceu em seu rosto liso e belo.
-Kenji...
-Minha querida, acredite, eu não queria ter feito isso com você. –ele lhe deu um sorriso cínico. –Mas eu preciso livrar a minha cara também. Preciso fazer algo digno, você entende, não é?
-Desgraçado...
Ela murmurou enquanto Kenji enfiava mais a espada em sua carne e lhe dava choques de alta tensão, raios fortes que percorriam toda a extensão da espada e faiscavam.
-Você sempre se achou muito esperta, não é Satsu? Agora você sabe que não é tão esperta assim.
-Vai pro inferno!
Satsu grunhiu com a dor e lhe deu um chute tão forte que Kenji voou longe. Ela obrigou as terras a se erguerem e a envolverem o corpo do yokai que lutava contra aquela força brutal. O sangue escorria do enorme buraco aberto em seu corpo, estava vendo tudo turvo. A espada de Kenji deveria estar envenenada, ela não teve dúvidas ao sentir a enorme dormência.
Ela deu dois passos para frente, o sangue já havia empapado completamente sua roupa. Satsu colocou a mão no ferimento e assim que correria, sua parede mágica havia sido quebrada e Sesshoumaru já havia voado em sua direção.
Foi um golpe certeiro. Ele a atingiu bem no centro do peito.
Satsu soltou um grito agudo e gutural. Seus cabelos ruivos de repente ficaram pretos assim como os olhos, todo ele ficaram negros, como se não houve diferenciação entre íris e globo ocular. A pele parecia uma casca de árvore completamente rachada, cheia de cicatrizes profundas, como se ela fosse de fato um tronco de árvore, de uma árvore muito antiga.
Ela encarou bem, com seus olhos grotescos completamente negros, Sesshoumaru.
-Eu sempre soube... –sua voz parecia estar dobrada, como se outra pessoa falasse junto com ela. –Sempre soube que eu só morreria pelas suas mãos.
-Você traçou seu próprio destino. A culpa é sua.
-Ela vai morrer, Sesshoumaru. Vai morrer mais rápido do que você imagina. E essa é a minha grande vingança.
Ela riu alto, pegou a espada que ainda estava fincada em seu peito e a empurrou para mais fundo, só para chegar mais perto do senhor feudal.
-E quando ela morrer, você vai se lembrar desse dia. Vai se lembrar... De mim.
Sesshoumaru manteve-se sério, completamente seco. Seu semblante não demonstrava nenhum sentimento. Mas ela sabia bem que aquelas palavras surtiram efeito no grande yokai.
Rin correu até o lado de fora para ver aquela cena que lhe abriu a boca.
Havia um ser horrendo no lugar da bela yokai ruiva. Uma espada atravessava seu peito e um ferimento no flanco direito era enorme. Seus olhos horripilantes, negros como a ônix, viraram-se para ela.
-Eu amaldiçoou você.
Rin soltou um espasmo enquanto Satsu somente sorriu cruelmente.
E assim que aquelas palavras foram proferidas, Sesshoumaru puxou sua espada de dentro daquele corpo e um grito estridente aterrorizante cortou o castelo. E tudo o que restou de Satsu se resumia a um bolo de terra seca e infértil.
E depois só restou o silêncio.
Tudo ficou calmo, quieto e escuro.
A chuva continuava a chicotear o telhado do castelo como numa noite comum, chuvosa.
Mas não havia sido nem de perto uma noite convencional...
Sesshoumaru voltou-se para trás. Os olhos de Rin estavam perturbados, abotoados de receio, medo. Mas assim que encontrou os olhos âmbar dele, relaxou um pouco.
-Acabou. –ele lhe disse calmamente.
-Será que acabou mesmo? –ela indagou com um enorme suspiro.
Sesshoumaru não conseguiu responder a aquela pergunta que possuía tantas outras embutidas. Tratou de embainhar a espada e voltar para ela.
...
Yashamaru seguia com Akane em suas costas pelos corredores. Estavam em silêncio, num silêncio agradável que não incomodava. Mas é claro que Akane não conseguiria permanecer naquele estado por muito tempo. Ela sempre tinha alguma coisa para falar.
-Que bom que tudo acabou bem.
-Acabou bem para a Rin, não é? –Yashamaru riu brevemente. –Perdemos um Comandante e um General. Acho que os resultados não foram muito positivos.
-Ah, que se danem eles! –praguejou. –Sesshoumaru lhes deu títulos que eles não mereciam ter recebido. O único que merece...
Akane hesitou, seu rosto ficou corado, da cor de um morango e Yashamaru somente riu balançando a cabeça negativamente.
-Agradeço seu elogio embora não tenha o concluído.
-Eu não... Quer dizer... –ela tentou consertar, mas acabou suspirando derrotada. –Está bem...
-Como está se sentindo? –ele indagou mudando o assunto.
-Melhor. –assentiu levemente embora ele não pudesse ver. –Mas ainda sinto muita dor.
-O ferimento ainda está se fechando, foi um corte muito profundo. Não sei como sobreviveu.
-Nem eu. Mas agradeço por isso!
-Dentro de algumas horas estará recuperada. Se não estivesse nessa forma humana se recuperaria muito mais rápido.
-Sinto informar que só amanhã à noite terei meus poderes de yokai de novo. –ela girou os olhos entediada. –Como odeio isso.
-Seja paciente.
-Pra você falar é fácil... Queria ver se fosse com você.
Yashamaru parou na porta do seu quarto e Akane acabou franzindo o cenho ao perceber que ele estava adentrando o cômodo.
-Hei! –ela o chamou.
-O quê foi? –ele hesitou por um momento.
-Por que estamos entrando no seu quarto?
-Eu já lhe falei, não posso deixar você. Se me afastar do seu corpo você não irá se recuperar. Pelo menos por agora. E como o seu quarto está imundo de sangue achei que não iria querer ir para lá.
-Está dizendo que... Que... Que vamos... Vamos... –ela gaguejava com a face mais corada do que nunca.
-Olha, é tão embaraçoso pra você quanto é pra mim. –ele suspirou cansado. –Mas é o único jeito.
-Tudo bem. –ela assentiu sentindo as maçãs do rosto ardendo.
...
Sesshoumaru havia trocado a roupa molhada. Ele usava um kimono branco leve que lhe caía bem no corpo. Seus cabelos, porém, ainda se encontravam úmidos. Mas isso não parecia lhe incomodar. Era com certeza o menor de seus problemas.
O Lord sentou-se encima do Futon e ficou a fitar a chama da vela acesa. Ele podia sentir todo o horror das palavras finais de Satsu. Ela tinha razão. Rin não viveria para sempre, sua vulnerabilidade era algo na qual ele não poderia lutar contra. Ela podia morrer a qualquer instante e isso o assombrava. Rin era como a chama daquela vela. Qualquer coisa poderia apagá-la sem muita dificuldade. Um único sopro, uma brisa suave... E não haveria mais chama.
Os passos que se seguiram no corredor fizeram Sesshoumaru encarar a porta. Ele sabia bem que era Rin que vinha. Ele havia pedido para ela ir ao seu encontro assim que se arrumasse para dormir. O convite de passarem a noite juntos ainda não tinha sido cancelado, mesmo com o incidente mais cedo. Eles ainda não faziam ideia de que Satsu era a responsável pelos pesadelos de Rin. Mas, talvez, mesmo se soubessem poderiam guardar esse segredo...
Rin entrou no quarto mancando. Estava usando um kimono parecido com o que Sesshoumaru usava. Mas o dela era um pouco mais decotado. Ela foi caminhando até Sesshoumaru lentamente. Seus passos ainda lhe eram dolorosos.
Rin sentou-se na frente dele sem cerimônia para ficar mais perto do calor que ele emanava. Dos olhos secos e brilhosos que a fitavam sempre de uma forma amena.
Lá estavam os dois de novo. Frente a frente. Tez a tez. Aquela cena a deixou atordoada. Ela podia ver dentro dos olhos âmbar que a confusão também o consumia. Embora ele não deixasse as palavras escorrerem dos lábios, dava para se ver o quão abstrato era aquele encontro, aquele silêncio que não era silêncio. Um silêncio que dizia, que falava só no baque dos seus olhos.
Ele desviou os olhos por um momento, mas não para fugir e sim para analisar mais uma vez as marcas feias e brutas que Watanuki havia feito na pele frágil de porcelana.
Sesshoumaru tocou em uma marca arroxeada no pescoço de Rin, ela se retesou por um momento, entretanto entendeu o que ele vinha pensando.
Suavemente ela pegou a mão dele e levou para baixo, para longe do hematoma grosseiro.
-Está tudo bem. –ela sorriu delicadamente. –Não precisa se preocupar, senhor Sesshoumaru.
-Eu lamento pelo o que aconteceu. –ele voltou-se para ela. –Não sei como pude ser tão ingênuo. Cair numa armadilha dessas...
-O senhor não podia saber. –ela rebateu serenamente. –Ela enganou todo mundo.
-Satsu enlouqueceu. Ela a invejava.
-Eu sei... –Rin estremeceu ao lembrar-se da última visão que teve da yokai.
-Está preocupada com o que ela disse, não é? –ele indagou sério como se adivinhasse seus pensamentos.
-Eu queria muito dizer que não, mas estou... Aquelas palavras... Eu não sei o que pensar.
-Não pense mais nisso. –suspirou cansado. –Os mortos não fazem nada.
-Ela me amaldiçoou antes de morrer. Me olhou bem nos olhos e me amaldiçoou... Isso não é terrível?
-Esqueça Satsu e sua maldição. Ela se foi junto com o seu ódio e sua inveja. Não há nada mais que ela possa fazer para lhe atingir.
-Eu sei, mas...
Rin se retesou novamente. Sentiu um vento frio passar por ela. Os pelos de sua nuca se eriçaram como se algo a avisasse de que ainda teria de enfrentar muitas outras coisas. Talvez piores do que a inveja e o ódio de Satsu, e o desejo e a loucura de Watanuki. E pensar naquilo não era algo que a deixasse tranquila.
-Sabe, é estranho falar isso... Mas eu ainda sinto Watanuki ao meu lado. Ainda sinto os olhos dele sobre mim, ainda escuto a voz dele, ainda sinto o cheiro dele. E o cheiro é o pior... Eu sei que ainda está entranhado em meu corpo. –ela suspirou aborrecida. –Quando estava vindo para cá eu jurei tê-lo visto, até mesmo senti a sua presença.
-Você só está assustada. Isso vai passar. –ele a fitou profundamente. –E agora eu estou aqui. Nada vai lhe acontecer.
-Eu sei. –ela assentiu. –Não sabe como me alivia o fato do senhor estar comigo agora.
Sesshoumaru passou a mão pelos cabelos de Rin docemente e ela logo voltou-se para ele com uma expressão que ele não gostou nenhum pouco de ver.
-O senhor tem certeza de que deseja que eu passe a noite aqui?
-Por que diz isso? –ele indagou confuso.
-Bem... –ela tentou hesitar, virou o rosto para o lado. –Eu... Quer dizer... O meu cheiro...
-Rin. –ele a interrompeu sabendo onde ela queria chegar.
-Sim? –ela voltou a fitá-lo um pouco desconfortável.
-O cheiro desse yokai não é um problema. É tão fácil acabar com ele.
-Como?
E antes que ela pudesse agir ou falar qualquer coisa, ele a embalou em seus braços. A abraçou forte contra o corpo.
Rin arregalou os olhos surpresa. Sentiu o corpo queimar, as bochechas arder. Sabia que estava corada, embora não fosse a primeira vez que tivessem uma aproximação carinhosa. Ela não soube o que fazer durante aqueles segundos que ele a aconchegara em seus braços. Mas depois compreendeu o que ele estava querendo dizer.
E só de pensar sentiu o coração bater tão forte contra o peito que parecia que iria explodir. Era uma expectativa deliciosa, que fez tremeluzir seus lábios e embolorar seus pensamentos. Aquela taquicardia envolvente, o cheiro doce e o calor do corpo dele. Era tudo tão convidativo. Poderia passar a eternidade emaranhada em seus braços. Poderia ficar ali até o fim dos seus curtos e frágeis dias.
Até mesmo a ideia de morrer não parecia tão ruim se ele estivesse a segurando. Tudo era perfeito ao lado dele. Tudo.
Ela se desvencilhou um pouco dele, afastou-o com delicadeza e com cautela segurou no rosto de Sesshoumaru que pairava bem acima de sua cabeça.
E como se fosse combinado os dois se aproximaram.
Um beijo nos lábios era o que ela mais queria naquele momento. E a vontade era de fato recíproca.
Ele deixou com que ela fizesse. Deixou com que seus lábios quentes se encontrassem e se movimentassem harmonicamente. Era tão estranho para ele permitir tais ações. Tão contraditório ao yokai poderoso que era.
Sesshoumaru se perdia com ela. Se perdia de verdade.
Com Rin, ele era outro. Um yokai totalmente diferente.
Ele costumava a ser um yokai de olhos profundos, de semblante frio, seco. Mas isso tudo simplesmente desaparecia quando ela estava por perto. Seus olhos ficavam mais leves, sua expressão mais amena, suave. Como se uma metamorfose bizarra apodera-se do seu ser. Do yokai que ele costuma ser.
...
Rin abriu os olhos pela manhã. Não havia ninguém ao seu lado.
Ela sentou-se num solavanco e acabou grunhindo de dor. Havia esquecido completamente do seu tornozelo mais uma vez ferido. Dessa vez suas costas e seu tronco também latejavam. E os hematomas espalhados pelo corpo lhe eram doloridos.
-Que droga! –girou os olhos irritada e praguejou. –Maldito seja...
Ela levantou-se com cuidado. Caminhou mancando até a janela e assim que fitou o lado de fora, presenciou um dia cinzento, com uma chuva fina e monótona que caía insistentemente.
E foi então que, de repente, ela ouviu uma voz feminina atrás de si, a tirando da janela. Rin virou-se para trás rapidamente e misteriosamente não viu ninguém.
Aquela voz feminina lhe era familiar.
Não tinha dúvidas de que era Satsu quem falava.
A voz de Satsu tinha zumbindo em seu ouvido como se o vento trouxesse alguma mensagem fantasmagórica do mundo dos mortos para ela.
E pensar nessa possibilidade um frio percorreu sua espinha e sem perder mais tempo ela saiu do quarto o mais rápido que pode.
...
Sesshoumaru estava de frente para Kenji na sala que havia sido destruída na batalha da noite anterior. A sala onde eles sempre se encontravam para debaterem todos os acontecimentos importantes estava coberta de madeira puída e terra úmida. Um verdadeiro caos. Sesshoumaru olhou completamente descontente o estado daquele lugar, contudo seus olhos voltaram a pairar sobre Kenji que parecia tranquilo.
-Então foi isso que aconteceu... –o Comandante se pronunciou. –Eu aproveitei a distração dela e a atingi. Francamente não sei como consegui, acho que ela estava mesmo desesperada.
-Ela não queria lutar. –Sesshoumaru assentiu. –Ela não tentou me atingir nenhuma vez. Se fossemos mesmo lutar, travar uma batalha, com certeza haveria mais de um cômodo destruído.
-Satsu o idolatrava mais do que tudo nesse mundo, meu senhor. Ela jamais o feriria.
-Pior pra ela. –ele deu de ombros incomodado.
-É, tem razão. –sorriu concordando.
-Por que não fez como Yashamaru, Kenji? Por que não interveio nisso tudo? –ele o fitou profundamente com resquício de mágoa. –Poderia ter impedido Watanuki, impedido Satsu... Mas você preferiu se manter imparcial.
-Meu senhor, eu peço minhas desculpas, mas com todo o respeito quero dizer-lhe algumas coisas. –ele retomou seriedade.
-Estou ouvindo. –Sesshoumaru fez um gesto para que ele prosseguisse.
-O senhor nos pediu para nos afastarmos da humana, pediu para que não a tocássemos. Pois bem, eu cumpri essa parte, não é mesmo? O senhor não pediu para que eu a ajudasse, para que a salvasse. Entenda, meu senhor, estava fora do meu alcance. Eu não iria arrumar briga com Satsu ou Watanuki para salvá-la. Salvar alguém como ela está fora de minha alçada. E sem contar que se assim eu fizesse provavelmente acabaria morto.
Sesshoumaru engoliu a seco, franziu o cenho um pouco irritado com aquela explicação. Mas Kenji não se intimidou.
-Eu não iria por minha vida em risco para salvá-la. Mas quando o ataque contra Satsu veio do senhor, quando era o senhor que precisava de auxilio para impedir Satsu de fugir, eu estava aqui para ajudá-lo. Estava aqui para detê-la. Eu lhe dei minha palavra e cumpri. Eu sou um Comandante que sirvo para proteger o seu feudo, proteger o senhor. Nada mais. Não estou aqui para me meter em brigas superficiais.
-Brigas superficiais... –Sesshoumaru sorriu irônico.
-Meu senhor, perdoe minha imparcialidade. Mas para mim tudo foi um grande jogo. Não posso dizer que não foi uma traição de Satsu e de Watanuki, entretanto eu não poderia tomar qualquer atitude sem a aprovação do senhor. Assim que o senhor decidiu eliminá-los, Yashamaru já havia liquidado Watanuki e eu, bem, o ajudei com Satsu, não é?
Sesshoumaru queria poder ter palavras para rebater aquelas que Kenji lhe lançara, contudo elas lhe fugiram dos lábios. Kenji estava certo no final das contas. Ele havia desempenhado o seu papel e isso era tudo. Como ele próprio, o senhor, o grande Lord das terras do Oeste, poderia falar para seu Comandante ser mais flexível ou mais caridoso com uma simples humana? Era algo a qual não poderia contestar e esse era o grande trunfo de Kenji.
...
Akane abriu os olhos pesados lentamente.
Olhou o cômodo a sua frente com curiosidade e assim que pensou em levantar-se, lembrou de uma coisa realmente importante que lhe tirou momentaneamente o ar dos pulmões. Virou-se para trás vagarosamente e suas suspeitas estavam corretas. Ela havia dormido encostada ao peito masculino do yokai de penetrantes olhos violetas. Por um momento ela tinha esquecido totalmente do evento, tinha esquecido que apoiara o corpo no peito de Yashamaru, que tinha dormido em seu quarto e que ele a abraçou a noite inteira para que ela se recuperasse.
-Ah! –ela soltou um espasmo, seu rosto tomou um tom rosado.
-Por que não consegue ficar quieta? –ele suspirou cansado. –Nossa você se mexe muito, mesmo quando tem um ferimento grave em seu corpo.
-Me... Me desculpe. –ela balbuciou as palavras.
-Acho que já deve estar melhor. Só estava esperando você acordar.
-Estou. Estou bem sim. –ela assentiu separando-se de Yashamaru.
Akane levantou-se num solavanco. Sentiu uma pontada no lugar do ferimento, mas tratou de ignorar. Havia uma faixa bem firme e grossa apertando o local para impedir sangramentos futuros ou qualquer contato da ferida com o exterior.
-Obrigado de novo, Yashamaru. –ela o fitou com um sorriso radiante.
-Não precisa agradecer. Sabe que lhe devo muito. Tenho muito respeito por você.
-Esqueça aquilo. –ela revirou os olhos. –Já disse que não me deve nada. E mesmo se devesse, bem, acho que sua dívida estaria paga.
-É... –ele riu brevemente. –Acho que sim.
-Bem, eu vou indo... Vou tomar um banho, trocar essas ataduras, ver como Rin está, torcer para que meus poderes de yokai voltem... Essas coisas.
-Tudo bem.
-Até mais.
...
Sesshoumaru estava pronto para abandonar o cômodo destruído e deixar Kenji para trás. Aquela conversa anterior não havia o agradado nenhum pouco. Mas assim que sairia pela porta que dava acesso a varanda, Jaken entrou sem pedir licença.
Os olhos do yokai sapo estavam arregalados, como se estivesse surpreso de mais. Os dois yokais o fitaram sem entender. Jaken mal conseguia pronunciar as palavras de tamanha afobação.
-Senhor Sesshoumaru! Senhor Sesshoumaru! Aconteceu... Eles estão... Eles vieram!
-O quê está dizendo, Jaken? –indagou Sesshoumaru impaciente. –Quem está aqui?
-O clã de Souichiro! Eles querem falar com o senhor.
-O quê? –Sesshoumaru franziu o cenho incrédulo.
-Como assim? Está dizendo que nosso inimigo está aqui? –Kenji ergueu as sobrancelhas.
-Eles estão nos portões querendo entrar! –a voz de Jaken saía urgente. –O que o senhor vai fazer, senhor Sesshoumaru?
-Eu vou até lá. –Kenji deu um passo a frente. –Falarei com Yashamaru também. Vamos nos certificar do que está acontecendo.
-Eu também irei. –Sesshoumaru assentiu.
-Mas, mas senhor Sesshoumaru! –Jaken o interceptou apreensivo.
-Cale-se, Jaken! –ele o fuzilou indócil. –Eu acho que já sei qual o motivo de estarem aqui.
-E qual é, senhor Sesshoumaru? –Jaken se encolheu com medo.
-Eles querem fazer um acordo. –voltou seus olhos para Kenji.
-Acordo? –Kenji franziu a testa. –Mas... Que tipo de acordo?
-É isso que iremos descobrir. Chame Yashamaru imediatamente. Vamos ter uma conversa com nosso inimigo.
...
CONTINUA...
Olá pessoas!
Bom está aí mais um Capítulo fresquinho saindo do forno!
Finalmente Satsu morreu! Aewww!
Atendendo aos pedidos de todas, ela teve o fim que mereceu.
Mas ainda há muitas outras coisas pela frente, vocês vão ver só.
Assim como Sesshoumaru e Rin estão super fofosos juntos, Akane e Yashamaru, na minha concepção acho que também não ficam para trás. A ideia de criar esse casal surgiu de repente e parece que está agradando. Fico feliz pelo sucesso dos dois!
Bem, junto com o Clã de Souichiro vão surgir inúmeras surpresas.
Não percam o próximo capítulo! =D!
Referente aos comentários anteriores...
Anny –Finalmente seu pedido foi atendido! Satsu finalmente morreu eeee *soltando fogos junto com a Anny! Hahaha! Ah, mas eu não posso falar muita coisa porque gostava dessa cachorra uahsuahsa, ela era um yokai legal (ta bem forcei com o legal). Mas gostava da aura dela de vilã. Ela fazia tipo daquelas psicopatas desequilibradas XD. Concordo plenamente com você quando diz que o Sesshy é um fofo preocupado com a Rin. E Yashamaru e Akane estão caminhando... Foi tudo ele cuidando dela, né?
Ah, que bom que eu posto rápido! Achava que eu demorava XD! Também né, tantas fics pra atualizar, to igual uma psicopata! Minha avó falou que vou perder os dedos um dia x-x! Beijos!
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Bruna-san –Ah, mas é claro que o Sesshy iria matar a Satsu na hora, eu só deixei isso pro próximo capítulo haha! Ele não iria perder a oportunidade de esmagar essa safada!
Concordo com você quando diz que o Sesshoumaru exige muito de si mesmo, não tenho dúvidas quanto a isso e com certeza esse é um dos motivos para ele ser tão fechado.
Fico contente em saber que Akane e Yashamaru estão agradando, eles estão realmente foférrimos.
E obrigada pelos elogios referentes a fic =). Escrevo de coração cada palavra, gosto muito do carinho de todas vocês. Obrigada por estar sempre aqui. Beijos!
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Nathi –Puts não acredito que você teve que escrever o comentário todo de novo hahaha! Só você mesmo pra ter paciência de comentar duas vezes, Nathi XD! Pois é, também estou amando esses dois (Akane e Yashamaru) olha, eu sinceramente vejo uma química absurda entre os dois personagens e daqui pra frente só vai aumentar. Tenho certeza que você vai adorar os dois. Akane é muito tímida apesar da enorme força e das palavras brincalhonas e Yashamaru não é nenhum pouco, digamos, rápido e persuasivo quando se trata de sentimentos. Acho que essa combinação vai dar no que falar haha.
Nossa Nathi como você é hentai! AHsuhA Vou te levar numa seção de descarrego para exorcizar os seus demônios ou numa boate cheia de gogo boys AUShuSAHU! Brincadeira.
Eu morri de rir quando li que você e a Marilia ficaram discutindo a minha fic. Bem, pelo menos vocês duas acertaram quanto a morte de Satsu e sobre a importância do Yashamaru na fic.
Obrigada pelo carinho especial, FLOR XD! Por estar sempre vindo aqui me escrever. Beijão!
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Shampoo-Chan –Flor você tinha sumido, mas que bom que ressuscitou haha! Bom, agora que Satsu está morta e enterrada, se é que pode enterra terra (Trocadilho infame u_u!) há muita coisa pela frente. Pode ter certeza de que Satsu vai parecer fichinha perto do que virá. Poxa, que bom que o capítulo ficou bem escrito e bem estruturado dessas últimas vezes. Eu tive que adaptar esses três pontos para dar um espaçamento duplo entre os parágrafos. O site não tem muita estrutura, não é? Tive de improvisar para organizar melhor. Beijos!
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SakuraLindah –Pois é, o Sesshy tá ficando cada vez mais fofoso né? Eu estou tentando mantê-lo mais fiel possível ao personagem, e acredite é algo bem difícil de se fazer com um personagem tão enigmático como o Sesshoumaru. Tento fazer ele carinhoso, preocupado e tudo mais da maneira dele. Quero que pareça natural, espontâneo. Acho que romantismo e declarações de amor não combinam em nada com ele. Fico contente de estar alcançando esse objetivo, obrigada pelo elogio.
E você tem razão, Akane e Yashamaru são tudo de bom nessa fic. Um novo casal que estou amando cada vez mais. É, tadinho do Jaken, ele não para de ser culpado nunca, né? Hahaha faz parte...
E sobre Kenji, bem, ele ainda vai ter o seu papel de verdade na fic...
Bom, agora com o fim de Satsu, um novo desafio vem ai pela frente.
E vamos que vamos! Beijos!
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Meninas, como de praxe quero agradecer o carinho de vocês.
Estou muito feliz com os resultados positivos dessa fic e espero todas vocês em breve no próximo capítulo.
Vocês me inspiram de verdade =)!
Obrigada por sempre estarem aqui me incentivando.
Um grande beijo a todas!
ATÉ O CAPÍTULO 10!
