Capítulo 9
Sorri timidamente para elas. As mais novas retribuíram o sorriso ainda mais timidamente do que eu. As mais velhas continuavam a me espreitar com curiosidade.
- Sente-se Suzannah. - A senhora De Silva tomou o seu próprio lugar e tratou de me apresentar as filhas.
- Meninas essa é Suzannah. Suzannah esta é Marta... - Ela passou e me indicar todas as irmãs, Marta, Josefina, Mercedes, Rosália e Teresa, da mais velha para a mais nova. Todas me cumprimentaram educadamente, mas em todos os olhos se via a curiosidade. E em alguns algo mais, algo como avaliação.
Respirei fundo.
- Já que vocês estão tão curiosas sobre o que aconteceu acho melhor deixar que Suzannah, que presenciou tudo, conte. - A senhora De Silva disse em tom calmo enquanto servia o leite. Abri minha boca para falar algo, quando o senhor De Silva aproximou-se rapidamente e sentou-se à mesa.
- Desculpem o atraso. - Ele sorriu para a mulher, sem dúvida para mostrar que estava tudo bem entre eles. - Bom dia à todas. - E sorriu cordialmente para as filhas e para mim.
Senti que encolhi alguns centímetros.
- Suzannah vai nos contar sobre o que aconteceu. - Disse a senhora De Silva para o marido com um sorriso calmo.
- Ah, - ele olhou para as filhas com hesitação. E depois para mim com um pedido mudo nos olhos. Entendi o recado na hora. Edite a historinha, senhorita, ou eu edito você.
Pisquei em afirmativa.
E comecei a história.
- Bem, - pigarreie- eu perdi meus pais, e como não tenho mais nenhum parente vivo, procurei por Jesse, já que ele...
As irmãs contiveram a respiração.
-Jesse?- O senhor De Silva perguntou com espanto. - Mal o conhece e já o trata por...
Oh droga.
Eu havia desatado a falar e tinha me esquecido que só a família, só as pessoas mais próximas o chamavam de Jesse.
Eu, logicamente, não me encaixava nessa categoria. Ou pelo menos não deveria me encaixar.
Olhei para as meninas e os olhos delas brilhavam.
Olhei então para a senhora De Silva, procurando ajuda, mas ela estava estática, esperando uma resposta.
Me endireitei na cadeira, pronta para inventar algo, quando Jesse entrou na sala de súbito. Parecia furioso.
- Ele está aqui!- Bradou olhando com censura para Marta. - Esteban está aqui!
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N/A: Brigada Mary! E quanto à história ser tão pequena... Bem, ela não é pequena, os capítulos é que são curtos, mas a história em si é bem longa até... Mas no final das contas é meio que é meu estilo de escrever fics, fazendo capítulos enxutos e deixando sempre uma leve curiosidade no ar... E quanto a idéia pra outra fic, por agora é impossível eu começar outra, já que eu tenho escola e tudo o mais... Mas nas férias, quem sabe? ;)
