Antes de mais, lamento imenso todo este atraso. Gostava que tivesse sido mais rápido, mas não o consegui. Espero que, pelo menos, este capítulo possa compensar um pouco.
NCIS:LA não me pertence.
(Quase por segurança, o rating desta história tem sido sempre T, mas acho que a segunda parte deste capítulo poderá ser mais merecedora desta classificação - e não só por segurança. Se não quiserem ler, basta saberem que são memórias da véspera da partida da Kensi. Não é essencial para compreender a história.)
- Roxo -
CAPÍTULO 9 (Capítulos, páginas e parágrafos)
As palavras do capitão carregavam uma agitação imediatamente suspeita aos ouvidos dos agentes e detetive desta equipa de elite. Por isso, a morena e o elemento da polícia de Los Angeles caminharam lentamente por entre os restantes passageiros, procurando observar com cautela todos os detalhes em redor. Os instintos desde há muito treinados pelos dois gritavam que toda a inusitada situação trazia consigo perigos imprevistos e a Kensi tentava dirigir toda a sua atenção na missão que se impunha, mas o seu semblante revelava ainda os sentimentos que a conversa com Deeks e o beijo distante que ele lhe dera trouxeram. Ela sabia o que ele esperava dela, sabia ainda, que essa espera lhe pesava e lhe doía muito mais do que ela queria e a Kensi revia continuamente toda a história da sua viagem ao Afganistão e o sentimento de dívida que tinha para com o Jack.
Sendo filha de um fuzileiro, um verdadeiro soldado, um lutador, um homem honrado, Kensi sempre guiou a sua vida por um pequeno, mas significativo número de princípios - princípios que ela não foi capaz de descartar ou pôr de lado. Os seus longos meses na rua apenas a levaram a confiar ainda mais na legitimidade desses mesmos princípios. Ela sabia o quanto uma adolescente de quinze anos vivendo nas ruas dependia do respeito pela vida humana, da ética, da justiça e do sentido de dever. A Kensi conhecia ainda, a importância da gratidão, quando se vive nas ruas. Ela entendeu que pagar dívidas não era apenas crucial nessas circunstâncias, mas também, uma questão de honra.
E a verdade é que Kensi colecionou inúmeras dívidas durante os meses em que passou nas ruas, mas ela acredita que não deixou nenhuma por pagar… quase nenhuma. Na sua primeira noite debaixo das estrelas e da lua – como aprendeu a chamar-lhe – o medo e o frio criaram uma memória que nunca esvaneceu; às vezes, uma rara brisa em determinadas ruas de Los Angeles traz consigo odores que imediatamente a levam de volta a essa primeira noite. Ela recebeu abrigo de uma senhora de rugas marcadas, mas rosto redondo e doce nessa mesma noite; uma senhora que vira muitos sóis e muitas luas e que não partilhou apenas o seu abrigo de papelão, mas também as histórias por trás das suas rugas - assim, naquela primeira noite fria, a Kensi adormeceu imaginando uma jovem a construir uma vida, a construir uma família, com a promessa de um futuro longo e planeando solarengas tardes na praia, francas e felizes gargalhadas de crianças em jardins grandes e verdes e doces e encantadoras vésperas de Natal, em torno de mesas grandes e recheados jantares. A Kensi pagou esta sua dívida, voltando a cada noite, com algum tempo livre para ouvir outra história. E na última noite dessa mulher, ela contou a Kensi o desfecho da história principal da sua vida, contou-lhe sobre os sonhos que outrora construíra, contou-lhe como esses sonhos construídos lhe foram arrancados numa pequena tarde chuvosa em que carros embateram e vidas terminaram.
Os dias na rua da adolescente Blye contavam também, histórias de proteção e coragem partilhada. Recordava muitas vezes aqueles que foram a sua primeira equipa na luta pela segurança – um grupo de espertos adolescentes, que fizeram das ruas a sua escola (e até já investigara, no uso dos recursos de agente especial, discretamente, as páginas das vidas destes amigos do passado, para novamente ganhar coragem nos parágrafos felizes que eles vão construindo). Recebeu deles proteção e compartilharam desejos secretos de se tornarem bombeiros e médicos e policias e professores e soldados, orando a qualquer divindade por uma vida melhor para as suas mães as e irmãs mais velhas, que, como costumavam dizer, trabalhavam para as sombras da noite... Graças a esse grupo unido, a Kensi nunca teve medo das "sombras da noite" e pagou esta sua dívida também. Tornou-se um deles e também ela deu proteção... proteção e conselhos e estratégia ... afinal de contas, este espírito guerreiro estava nos seus genes.
A Kensi também recebeu comida nos seus primeiros dias sozinha nas ruas. O auxílio honesto veio de um homem tímido e solitário, com olhos profundamente tristes e nebulosos, com idade para ser o pai que ela tinha perdido, muito sábio e versado nos assuntos da guerra. Este soldado aposentado tinha de seu um pequeno e velho apartamento, com uma parede cheia de fotos de bravos soldados – jovens soldados, rapazes que partiram para a guerra deixando para trás os primeiros capítulos da maioridade (algumas das fotografias apresentavam "quase meninos" de brilho franco no olhar, sorrisos matreiros e a mais inspiradora fé na sua força; outras eram fotografias de rostos assombrados – sem brilhozinho no olhar, sem matreirice alguma e muito… muito menos fé). Este homem lutava com memórias sombrias e envelhecia numa vida dedicada aos outros. Mas a Kensi pagou esta dívida também. Numa noite de muito vento, ela viu todas as suas luzes apagadas, a sua casa em silêncio completo e a sua porta trancada. Nada disto era normal e os seus instintos gritaram-lhe receios imediatos. Chamou, mas não teve resposta. Nessa noite, a Kensi conseguiu, pela primeira vez, arrombar uma fechadura (com alguns tropeços iniciais, motivados pela falta de experiência e pelo seu nervosismo).
O que ela encontrou foi um choque. Se ele tinha sofrido um ataque aleatório ou um roubo, ela não saberia, mas ficou certa de quele precisava de ajuda… e precisava de ajuda rápido. Ela correu para a rua, sem saber o que fazer, e tropeçou num homem muito jovem, alto e forte e calmo... Contrariando os conselhos e as reclamações de todos os outros homens do seu grupo, que seguiram o seu caminho, voltando-se apenas algumas vezes, para o chamar de forma ligeira e rápida, ele ficou. E ele não os seguiu, ele ficou ao lado dela – ele chamou socorro, ele ajudou-a a responder às perguntas da polícia (fazendo-a comportar-se e não criar problemas maiores), ele mentiu e disse-lhes que era seu primo e que ela estava com ele, ele esteve ao seu lado quando ela visitou o homem mais velho e só deixou o hospital no momento em que ela deixou o hospital, depois do médico garantir que o soldado retornado ficaria bem.
E então, quando a brisa fria lhe tocou a pele e encheu os seus pulmões, ela viu que estavam lado a lado, na rua em frente ao hospital, e, pela primeira vez, perguntou-se como iria pagar esta dívida.
"Como te chamas?" - Ele perguntou expectante, mas com um nervosismo que ela não lhe tinha notado antes.
Ela olhou-o com uma atitude feroz e desafiante, tentando descobrir as suas intenções – uma atitude que ele já havia notado nela durante toda aquela situação.
"O que te importa isso?" – perguntou-lhe então, irritada.
Ele hesitou, sem saber que resposta dar àquela pergunta e, na verdade, questionando-se sobre o motivo que o levava a estar tão intrigado com aquela rapariga – é claro que ele reparara que ela era linda, apesar de ser dois ou três anos mais jovem que ele, e é claro que ele percebera o quanto ela fora humana e solidária em toda aquela situação, e é claro também, que ela se mostrara inteligente e forte... mas ainda assim, ele não conseguia entender porque não era capaz de (simplesmente) ir embora, mesmo no momento em que toda a situação parecia terminada.
"Eu não sei." – ele disse-lhe com honestidade, olhando profundamente nos seus olhos.
"Eu sou a Kensi." – ela respondeu-lhe de repente, surpreendendo-se a si própria, quando deu conta da resposta que passara os seus lábios.
Ele sorriu e ela pensou que ele também estava a corar um pouco.
"Ok princesa. Eu sou o Jack. Tens fome? "
E essa foi a primeira vez que ele a chamou de princesa (e uma das únicas duas vezes que ele a chamou de princesa). Primeiro, tornaram-se amigos, depois, a vida dela mudou – deixou a rua – e em seguida, tornaram-se algo mais.
Tantos anos depois, ela ainda tinha essa dívida para pagar. Ele partira, sem rasto, quando ela estava ainda a tentar pagar-lhe aquela noite, quando ela estava ainda a lutar pela felicidade deles. Tantos anos depois, ela encontrou-o, através da mira da sua arma, quando ela tinha ordens para o matar – quando ela não o poderia fazer, é claro que não podia. Ela levou a verdade para a Hetty e para o Granger e descobriu que ele estava infiltrado – ele e o seu parceiro, só os dois – durante meses, num país estranho e, de novo, num país em guerra... Eles estavam à paisana como traficantes de armas para descobrir o "Fantasma Branco" e o seu grupo, mas foram descobertos. Então, a Kensi integrou a equipa de resgate. Nessa missão, o Jack ficou bem, o "Fantasma Branco" foi morto e Kensi ganhou uma segunda dívida – para protegê-la, o Jack não tinha conseguiu proteger seu parceiro...
O Jack lutava ainda com memórias terríveis, embora ele insistisse que estava bem. O Jack estava de luto pelo seu parceiro, embora assegurasse que tomaria a mesma opção se o tempo voltasse atrás. O Jack não teve palavras para explicar a sua partida naquela manhã de Natal, mas ele insistiu que estava arrependido. E depois… de repente… ele disse que a amava e que a queria de volta e que estava disposto a esperar pelo seu perdão e acima de tudo, que ele precisava dela. E ele chamou-a de princesa – pela segunda vez. Ela não disse uma única palavra.
Então, reuniões e relatórios e exames médicos e viagens de avião meteram-se pelo meio. Ele teve que ir a Washington e prometeu entrar em contato com ela o mais rapidamente possível. Ainda assim, ela não foi capaz de dizer mais do que 'OK' (o que foi muito mais, representou muito mais do que o que ela queria dizer, um silêncio que representou uma promessa que ela não deveria ter feito). Ela não foi capaz de dizer uma palavra sobre ele, sobre o Deeks.
Começou a pensar que talvez o universo quisesse fazer com ele as piadas que ele insistia em fazer com tudo o que o universo lhe colocava pelo caminho. Sempre que eles se aproximavam de uma qualquer troca de palavras mais sinceras, lá surgia, repentina e, muitas vezes, idioticamente, uma qualquer interrupção das suas intenções de conversas ou dos seus imparáveis desabafos. Se aquela conversa dela fora intencional e objetiva ou um desabafo desesperado foi algo que ele não percebeu, mas, embora o tivesse conseguido esconder dela, não conseguiu evitar um sorriso pequeno, do qual sentia saudade.
A angústia que sentira com toda a história da Mónica não tinha cessado – uma parte dele sabia bem que tudo o que acontecera fora um mal necessário, que tudo o que acontecera fora uma parte daquele trabalho que fazem, uma parte de ser super-herói, mas ainda assim, angustiou-o mentir-lhe, angustiou-o esconder-lhe a verdade, inventar histórias para enganá-la, viver uma outra vida e ver que, no final, nenhum deles ficou bem. Por isso, ouvi-la reafirmar a confiança nele pareceu levar tanto daquela angústia que ele guardara. A noite que partilharam antes da viagem dela ao Afeganistão parecia não ter ainda corrigido completamente esta história; foi um momento de partilha de outros instantes, de correção de outras dores, de outras cicatrizes.
É claro que a volta delta foi diferente de tudo o que imaginara – a distância, a reclusão, a negação… esta Kensi diferente afastou-os do que eles foram naquela noite. Mas Deeks sempre achou que aquele momento fora demasiado para ser real, para ser para sempre, para ser o seu presente e o seu futuro. Doeu-lhe aquela felicidade, por todo o espaço que ocupou dentro do seu coração e uma parte dele convenceu-se de que não tinha direito a tanto. É claro que não conseguia evitar os sonhos de um futuro assim e as memórias que todos os seus sentidos registaram, na noite em que a teve nos seus braços.
E durante os meses que ela passou no Afeganistão, deu por si, de olhos fechados, mas sono distante, lembrando aquele momento em que a segurou junto ao peito, bem apertado, e rezou a todas as divindades para que o seu coração fosse suficientemente forte.
Ele lembrou que o instante em que entraram na casa dele pareceu chegar já com tudo resolvido. Depois da porta ser fechada, as luzes acesas e os sacos largados algures, aproximaram-se devagar.
Ele quis dizer-lhe que queria tudo dela – o seu corpo e o seu coração e a sua alma... ele queria a gargalhada estranha, os almoços e jantares desaconselhados, o jeito sexy de caminhar, as curvas de outro mundo, a coragem e a honestidade, queria-a a ela… que fosse sua. Mas nada disse. Beijou-a. E aí, todos os sonhos e todo o desejo e toda a tensão foram borbulhando para a superfície da sua pele e quis que se lixassem histórias confusas de terceiros corações e intenções secretas de chefes enigmáticos... ele simplesmente não conseguiu parar. Mas nem ela poderia.
E depois que, sem falarem, tudo parecia dito, nada puderam fazer para controlar o desejo feroz, a necessidade gutural de se devorarem um ao outro, a dor no peito porque não tinham feito isto antes... e com lágrimas próximas, os dois beijaram, abraçaram, ficaram entrelaçados. O Deeks pensou que ela estava linda... ela é sempre linda ... mas ela estava ainda mais bonita quando pressionada contra a parede pelo seu corpo. Então, as suas mãos encontraram a pele dela e as roupas começaram a ser insuportáveis – alguns botões voaram, as roupas foram descartadas desajeitadamente pelo chão do seu apartamento, o Monty foi "convidado" a sair do quarto e dois amantes finalmente começaram o seu começo.
Juntos, foram fogo e gelo; cada um deles foi o calor imenso que inflamou o outro, cada um deles foi o gelo que acalmou e controlou a combustão. Eles foram respiração pesada e transpiração salgada, foram abraço forte e fricção inebriante, foram olhares intensos e sussurros partilhados. Ignoraram a necessidade de ar, a necessidade de calma, a necessidade de pensar, de planear… ignoraram todos os receios.
De repente, depois de tantos anos, após aquele passo gigante, de uma fé repentina (e que ela quase forçara nele), após as poucas palavras ("quero estar em minha casa, agora, contigo…"), de grande significado… finalmente… o corpo dela... absolutamente adorável, finalmente tocável, docemente paradisíaco, estava no lugar em que ele o desejara sempre… nos seus braços. E então, para ele, cada sorriso dela foi um momento de rir, cada riso dela foi um momento para quase chorar (com o peito cheio de tanto sentir), cada gemido dela foi um momento para queimar…
E naquela noite, o peso reconfortante e protetor do corpo dele sobre o dela, numa pressão desejada contra o colchão, fez Kensi ver todos os laços que existiam entre ambos, alguns novos, criados naquela hora, outros tão antigos, já com o seu início numa passada tarde de trabalho, num ginásio de MMA. E num momento pequenino tudo foi claro e simples – era assim que devia ser, era ali que devia estar.
Com a pele dele na dela, centímetro por centímetro, o calor intensificou-se (sem que eles pudessem antever o frio imenso que as palavras da Hetty - "transferida por tempo indeterminado" - iriam provocar em pouco tempo). Assim, tiveram momentos de toda a consciência e momentos imersos em vales agitados de paixão. Os lábios macios dele, beijando e mordendo-lhe o pescoço, queimaram-lhe a pele. As mãos fortes do detetive tatuaram o seu caminho na pele dos braços dela e, debaixo dele, o seu corpo nu tremia – e ela soube que, mesmo imersa num calor intoxicante, o toque dele iria ainda, causar-lhe calafrios.
Mas quando os lábios dela, rosa e suaves, gemeram no seu ouvido e ele percebeu as sílabas mágicas do seu nome no topo da língua viciante da morena, quis beijar, quis trincar, quis morder... para saborear cada milímetro dela. As suas mãos cobriram o corpo da Kensi, seguindo cada curva, explorando cada forma, descobrindo cada textura... ele memorizou silenciosamente a forma miraculosa dos seus seios, a suavidade impensável da sua pele, o desejo prodigioso criado pelo movimento do seu peito... em cima e para baixo... inspira, expira...
As suas mãos fortes nela, viajando e acariciando, sem discrição, a firmeza do aperto na sua cintura, como se lhe gritasse que não a deixaria fugir, que não a deixaria desistir (não que a agente sequer pensasse nisso), foram mais um sinal do desejo e da paixão do detetive por aquela mulher. Ela esqueceu onde encontrar o norte ou o sul, ela esqueceu o dia, a hora, onde estava e não distinguiria a lua do sol, no momento em que ele a beijou e a língua dele acariciou o seu lábio inferior. Sentiu-se enlaçada na nebulosidade e pensou - de repente - que nada acontecia, embora tudo acontecesse; não havia crime, armas, bombas, vidas ameaçadas, mas havia tanta firmeza e doçura, tanta adoração e reverência, tanta luxúria e desejo, muito tato, muito olfato, muito olhar e escutar, muito saborear e tanto fogo...
Ele não conseguiu perceber como as suas mãos viajaram desde os seus seios de luxo até ao seu abdómen perfeito e de lá, para a pele macia das suas pernas. Apenas se sentiu, de repente e de surpresa, enlaçado pelas pernas dela, quando a eficiente agente apertou o controle sobre ele. Sentiram que tudo era tão diferente, mas tão escaldante; tudo era tão intenso, mas tão doce e memorável.
Tudo perdeu terrivelmente a importância, quando ela fez aquilo com ele. Tudo ficou absolutamente sem importância, quando ela desenhou marcas nos seus ombros e puxou os seus cabelos, quando, ao mesmo tempo, lhe mordeu o lábio inferior e pressionou o seu corpo ao dele, que então estava tremendamente sensível. Ele apenas pensou que ela era totalmente irresistível e celestialmente sensual e, também, sobre o quão profundamente em apuros ele se encontrava, pois estava completa e incondicionalmente apaixonado por ela ... É claro!
"Eu quero estar aqui, contigo."
Estas foram as palavras que escaparam dos lábios da morena com um suspiro. A sua respiração era pesada e a sua voz estava rouca. Mas o que o deixou francamente insano foi a forma como ela começou a mover os quadris, arqueando as costas para ele, pressionando o seu peito ao dele… forte, musculado e bronzeado – não caberia uma pena entre eles. Ela olhou-o nos olhos, exibindo todo o forte desejo que sentia no castanho sedoso e no escuro profundo dos seus olhos.
"Eu quero-te aqui."
Estas foram as palavras que escaparam dos lábios deliciosos do detetive. A sua voz foi forte e intensa e deu-lhe arrepios que ela nunca tinha sentido antes – embora ela já tivesse experimentado sentimentos (naquela cama, naquela noite) que nunca imaginara ser possível.
Ele descansou as suas mãos em todo o corpo dela, beijou-a pela milionésima vez – com um jeito ansioso e apaixonado, mas sempre gentil – e aumentaram o seu ritmo. E foi esse o momento em que a segurou mais perto e rezou a todas as divindades para que o seu coração fosse forte o suficiente e não explodisse, porque ele nunca foi tão feliz. Ela é tudo o que ele queria, tudo o que ele sempre quis... o que ele mais quer no mundo. E ela estava feliz por tantas coisas na sua vida terem acontecido como aconteceram, porque a levaram onde estava… nos braços dele.
Com uma paixão aumentada, ele colocou as mãos nos quadris dela e apressaram os movimentos, ele beijou o seu pescoço e respirou o cheiro dela, desenhando carícias na sua pele. Enquanto ele beijou e mordeu suavemente os seus seios,... o calor e a paixão dominaram a morena e algumas lágrimas deixaram os seus olhos, deslizando pelo seu rosto. O momento em que ele colocou um beijo suave no seu peito logo acima do coração foi o momento em que ela alegremente desmoronou e se sentiu entre as estrelas. Ele juntou-se a ela logo após o momento em que ela gritou o nome dele... e também ele terminou com algumas lágrimas nos olhos, mas como maior sorriso do mundo no rosto.
O detetive colocou os braços em torno da cintura dela e puxou-a para perto. Inclinou-se e pressionou a testa à dela… os lábios ficaram apenas a alguns centímetros de distância, e ela disse-lhe "sou tua".
;)
