Título: Silent Surrender
Autor: Sleeplessinatlanta
Tradutora: Rebeca Maria
Categoria: Romance/Angst
Advertências: Smut - Se não gosta de nc17, não leia.
Classificação: M/MA - Nc17
Capítulos: vários
Completa: Não
Resumo: Brennan aparece na casa de Booth precisando de apenas uma coisa: ele. Uma noite silenciosa nunca seria o suficiente e, mesmo meses depois, eles ainda enlouquecem durante a noite e fingem durante o dia.


Pretense

"Bones, vamos lá, nós temos que ir." - Booth entrou correndo no escritório dela, alerta e cheio de energia graças aos dois copos de café que ele tinha tomado naquela manhã.

"Onde nós vamos?"

"Nós temos um corpo" - ele respondeu, passando o café que ele tinha comprado pra ela - "Está dentro de um carro, e esse carro tem placas de Virgínia, então eles nos chamaram."

"Desculpa por não estar mais quente." - ele disse quando ela tomou um gole.

"Tudo bem." - ela disse suavemente - "Obrigada."

"Bren, não se esqueça que vamos sair hoje de noite." - Angela entrou no escritório com um olhar determinado no rosto - "Este lugar parece fantástico."

"Hey, Booth," - ela o cumprimentou antes de voltar a olhar para Brennan - "Nós vamos. Sem mais desculpas. Eu ouvi todas nos últimos meses e agora estou batendo o pé!"

"Ange," Brennan se certificou de olhar para a amiga - "Eu não acho que isso..."

"Não," Angela interrompeu sem cerimônias - "Você sabe quantos homens gostosos estarão nesse lugar?" - a pergunta era claramente retórica - "Você sabe que não é crime fazer sexo de vez em quando."

"Eu estou bem ciente de que não é crime fazer sexo, Angela." - Brennan falou sem muito olhar para o parceiro.

"Senhoritas," - a voz de Booth estava amena - "Por mais fascinante que seja esse assunto, tem um corpo esperando e possivelmente um crime para ser resolvido." - ele realmente tentou manter seu tom normal quando continuou - "Eu tenho certeza que lutar contra o crime é ligeiramente mais importante do que os planos de vocês para hoje a noite."

"Bem, alguém está mal humorado hoje." - o comentário de Angela deixou claro para Booth que ele não tinha mantido sua voz tão calma como ele pretendia. Mas merda, seu coração tinha ido até a garganta com as palavras de Angela.

Apenas o pensamento dela saindo de noite e deixando algum homem tocá-la o estava deixando nauseado. Sem chances, ela não faria isso, ele tentou se acalmar.

Ela era dele. Toda noite!

Quase toda noite, sua mente o lembrou com desgosto.

Inferno, ela era sempre dele, Booth argumentou consigo mesmo. Ele sabia disso e ela sabia disso.

Mas ele imaginava se continuaria pensando assim se ela não aparecesse essa noite.

"Lembre-e de ir em casa se trocar," - a voz de Angela invadiu seus pensamentos - "Droga, Brenn, nem está frio lá fora, por que você está usando um suéter de gola alta?"

"Eu discordo." - o tom de Brennan era final - "Está ventando lá fora, e vai estar mais quando eu sair daqui e tiver escurecido."

Sua voz estava bastante razoável; os olhos dela nem mesmo piscaram na direção dele, mas Booth sentiu seu corpo inteiro pegar fogo.

Ele tinha ido à loucura na noite passada. Mais e mais ultimamente ele não conseguia se conter. Especialmente quando ela não aparecia em noites consecutivas, e antes da noite anterior, ela tinha passado quatro noites sem aparecer.

Então, quando ele abriu a porta à meia noite, ele foi incapaz de se controlar.

Booth colocou as mãos nos bolsos da calça para tentar disfarçar os sinais óbvios de raiva quando ele curvou as mãos em punho fechado. Ele trabalhava tão arduamente durante o dia para manter as lembranças longe. Ele realmente não tinha escolha, ele sabia que se deixasse as lembranças fluírem seria impossível aparecer para trabalhar todos os dias e fingir que nada acontecia.

Mas essa conversa estava colapsando todas as barreiras mentais que ele tinha erguido para poder manter sua sanidade. E então, a razão que a levara a usar aquela peça de roupa em particular fluiu em sua mente de uma forma viciante.

Ele abriu a porta na noite passada e precisou marcar cada pedacinho dela. No instante em que ele a teve nua em sua sala, ele atacou o pescoço dela com um prazer desesperado. Normalmente ele ateria carregado para sua cama logo que tivesse tirado seu vestido, mas na noite passada ele tinha passado os dedos pelos cabelos dela, colocado sua cabeça para trás, e beijado e chupado seu pescoço.

Ele sentiu o desespero e mostrou-o nela. Ele não beijou os lábios dela porque não queria sufocar seus gemidos; ele queria ouvi-los ecoarem pelo seu quarto e suavizar a dor que o silêncio tinha criado. Então, enquanto ele se movia no corpo dela repetidas vezes, ele não tocou a boca dela, ao invés disso, ele descontou em seu pescoço, com beijos profundos e desesperados.

O corpo inteiro de Booth se tencionou com a necessidade que ele tinha de andar até ela e ver o quanto ele a tinha marcado. Não tinha sido a primeira vez que ele a tinha marcado durante o frenesi de paixão e ele sabia que não seria a última. Mas normalmente ele fazia isso em lugares mais escondidos e normalmente ele tentava ao menos manter um pouco de controle. Mas, Jesus, quanto mais longe essa situação ia, mais o seu controle se esvaía, e ultimamente era quase não existente.

Deus, ela tinha uma pele tão linda e pálida, e tudo que ele queria naquele momento era depositar beijos suaves e carinhosos em cada marca que ele tinha feito. Ele deveria ter permissão para fazer isso, ele pensou, novamente em desespero. Ele deveria ter permissão de ir até ela no meio do dia e acalmá-la e tocá-la e deixá-la saber o quanto ele precisava dela.

Os olhos de Angela colidiram com os dele e, por um segundo, Booth teve quase certeza que ela tinha sido capaz de ler os pensamentos agonizantes que passavam por sua mente.

Ele piscou uma vez, desesperadamente esperando conseguir botar tudo de volta atrás das barreiras.

"Bones, você está pronta?" - ele perguntou.

"Sim." - manter sua voz controlada era fácil; a parte difícil era controlar o modo como seu corpo queria tremer quando ele colocou a mão em suas costas.

Ele ainda fazia aquilo, ele ainda a tocava de um milhão de jeitos inocentes, do mesmo jeito que ele sempre fizera, como se nada tivesse mudado.

Exceto que tudo tinha mudado e os dois sabiam disso. Mesmo que ambos continuassem fingindo, eles sabiam.

"Brenn," - Angela chamou quando eles saíram do escritório - "Sobre hoje a noite..."

"Nós falamos sobre isso depois, Ange." - mesmo que ela respondesse, Brennan sabia que não havia nada a dizer.

Porque o que ela tinha a dizer? Desculpe, Ange, mas a única coisa que eu quero fazer de noite é ir fazer sexo com meu parceiro. Ela não conseguiu conter o pequeno sorriso quando imaginou o olhar de Angela se aquelas palavras algum dia saíssem de sua boca.

Mas o sorriso se dissipou quando ela se deu conta de que, ultimamente, o único momento em que ela não fingia era de noite, quando estava indo à loucura nos braços de seu parceiro.

Porque não havia fingimento na cama dele; tudo era intensamente real quando eles quando estava juntos, quando estavam indefesos nos braços um do outro. Cada gemido, cada toque, cada beijo era um meio de relembrá-los que mesmo em silêncio eles não conseguiriam fingir por muito mais tempo.