N/A: Capítulo dedicado a Breninho e Marcelo, não importa onde vocês estejam meninos, suas famílias, amigos e a uepa não serão mais o mesmos, mas desejamos que vocês sigam seus caminhos em paz.

Marcaram as nossas vidas e não restaram dúvidas quanto aos esplêndidos colegas e profissionais que vocês seriam, além das magnificas pessoas que vocês eram.

Deixaram saudades...


No capítulo anterior...

Remus se encolhia e apertava Nimphadora consigo, como se isso impedisse que mais tentativas de suicídio futuras ocorressem.

- Tudo terminará bem, eu prometo... - enlaçou seus braços ao redor dela.

E foi neste exato momento que Tonks retomou o controle sobre seu corpo, estendendo suas magrelas mãos em direção ao rosto de seu amado.

Lupin ficou estático, não crendo que enfim ela estava reagindo, esboçando uma vontade de viver. Doce engano.

- Me desculpe... - ela balbuciou, ainda acariciando-lhe a face – Me desculpe...

Pode-se dizer que certas coisas quando têm que acontecer, não importa o quanto tentamos impedi-las. Pois este pensamento se aplica aqui, não importava quanto Remus se esmerasse para convencer e inabilitar as investidas de Nimphadora, não importava o quanto seu amor fosse imenso, não importava o quanto sua causa fosse justa e correta. E ele aprendeu isso da pior forma permitida.

Antes que ela realizasse o enforcamento, Remus arrombara a porta através do estilhaçamento da janela, pois a chave de casa não estava consigo. O vidro partido estava aos pés do casal, e foi com um caco que Tonks cessou sua vida.

As palavras ainda ecoavam pelo aposento, somadas a outras não ditas, não percebidas, não ouvidas, e ignoradas, desprezadas desde o começo.

Me desculpe por não ser forte o suficiente... Me desculpe...


It's all over

- Filha! - a senhora Potter ouviu o barulho de alguém subindo as escadas, como se essa pessoa cumprisse seu intento numa cadência ritmada e lenta, devido estafa ou preguiça.

Entretanto, não era por nenhum dos dois motivos que Lílian percorria os degraus.

A história de Remus se abatera sobre ela como uma revoada de abutres, comendo toda sua felicidade, abandonando a carcaça de uma tristeza que ela teria que conviver com.

Para se proteger, ela regredia a um estado infantil de negação, jogando tudo para o inconsciente. Porém, nem esse mecanismo de defesa era eficiente, por mais que fosse empregado várias vezes, pois em igual número de vezes, as imagens submergiam no consciente, dolorosas e angustiantes.

- Lily? - o tom de Rose mudou sincronicamente com a assimilação de sua mente quanto a aparência de sua caçulinha, tanto sua mente quanto sua percepção de mãe.

Devido a proteção que toda figura materna inspira (principalmente as exemplares), a ruiva se atirou nos braços da matriarca, chorando como gostaria de ter chorado desde o inicio daqueles encontros funestos.

- Xiii... Mamãe tá aqui... Xiii... - afagou as madeixas de sua amada prole – Chore meu bêbe, chore... - a estreitou em seus braços de mãe, provendo o conforto que somente as mães são capazes de prover.


Devidamente banhada e aconchegada debaixo de seus desejados cobertores de lã quentinhos, Lily dormiu, embalada pelo carinho de sua mãe, cuja voz cantava uma música lenta e inspiradora dos mais leves e alegres sonhos.

Então Evans sonhou.

Sonhou que estava num piquenique, com o clima ameno e aprazível beijando-lhe o rosto. No fim da tarde, com o pôr-do-sol a dourar-lhe como uma jóia preciosa assim como a grama alta, parecendo fios de ouro embalados pela brisa, que a cercava a distância.

A clareira provia uma visão limitada, mas não causava uma sensação de claustrofobia. Do contrário, transmitia segurança.

A toalha típica em xadrez, era enorme e retangular. Os alimentos e guloseimas estavam sobre e variavam, desde frios a bolos e sucos.

O ambiente era amigável. E um por um de seus companheiros entravam em seu foco visual: Gladys, Veronica, Mark, Eme, Frank, Alice e Amos.

Todos estavam animados, inclusive Lily em um macaquinho jeans e de tranças.

Todos lhe sorriam e ela lhes sorria em resposta.

Sentindo uma sede repentina e intragável, que aparentava não pertencer aquele paraíso, ela estendeu a mão para se servir do suco. Então, Gladys a impediu, dirigindo um olhar da mais profunda aversão para a ruiva, Verônica afastou a jarra para mais longe de Lily ainda, Mark segurou o outro pulso de Lily quando esta esticou a mão livre em direção ao suco refrescante e Emelina cruzou os braços proferindo frases de apoio aos três que continham Evans.

Esta procurou exasperada por Frank e Alice, os quais cochichavam entre si, pausando para fitar a ruiva com um sorriso maquiavélico e sombras perpassando-lhes o olhar. Diante disso, Lily começou a chorar, sua garganta doía e fechava-se ameaçando sua voz de ser liberta. A constatação do fato que ocorria com seu organismo só chateou mais a garota, sempre acabava chorando, não resolvia nada, somente chorava...

E perante si, alguém se prostrou. A pessoa era alta e tornava impossível Lily ver-lhe o rosto, porque estava sentada e de olhos nublados pelas lágrimas prestes a cair. Seus amigos se afastaram dela e do estranho que os encarava.

Como se estivesse em câmera lenta, ela levantou-se e seu coração ribombou como se almejasse ser ouvido pelo mundo todo.

Era James.

Que nunca estivera com a aparência tão bela, ele, mais do que resplandecia, emanava uma aura que o circulava como um imã. Somente ele poderia possuir tal capacidade de confluir aquele halo de magnificência para si. Desta vez trajava um sobretudo simples, que lhe adornava o corpo como se acariciasse com ímpetos de proteção a sua pele de veludo.

Era penoso desviar os olhos dele.

Amos despontou do grupo, que fitavam apavorados e com maior aversão ainda a James, com o vidro contendo o líquido, que Lily tanto queria, em mãos. Sinalizou que o atiraria contra o chão caso James se aproximasse, e desta vez Evans sentiu seu coração apertar-se, não podia deixar que Amos fizesse isso, não podia...

Voltou a chorar e perguntar por que eles estavam fazendo isso, buscou se mexer e não conseguiu, Potter a cingia num ato de proteção, seus braços calorosos, diferente do frio que sempre sentia a emanar dele, Lily quase permitiu-se embalar.

Nessa confusão delirante, as faces de Amos se contorceram com mágoa e desprazer, e Mark soltou um grunhido baixo e sussurrante. E antes que Lily se desse conta, ambos os garotos incentivaram a queda da jarra.

A aproximação a qual Diggory se referia não era em relação à jarra, mas sim a Lily. A própria entendeu tarde demais.

Cerrou seus olhos e James murmurou algo ininteligível em seu ouvido. E no segundo seguinte não estava mais ali, não estava mais com ela. O líquido respingou instantaneamente no rosto de todos contradizendo a gravidade e Lilían escorregou a ponta da língua pelos lábios, na ânsia de sentir o gosto da bebida.

Assustou-se.

O sabor ferruginoso alertou-lhe a consciência de que aquilo não era suco.

Era sangue.


Suando exacerbadamente, ela despertou.

Sonho demente...

Deslizou as mãos pelo rosto e colo, as encharcando com sua transpiração. Olhou para o relógio da cabeceira. Ainda eram duas horas da madrugada.

Sonorizando algo semelhante a um suspiro, levantou-se e foi para o banheiro.

- AA... - não conseguiu completar o grito de susto, pois Peter foi ágil para calar-lhe o berro, evitando encrencas.

- Sou eu Lily, Peter – anunciou tentando tranquilizá-la – Não faças escândalo... - avisou afastando sua mão da boca da garota.

- O que você tá fazendo no meu banheiro?! - não manteve o volume sussurrante que ele usava, como precaução.

- O que tu fazes no banheiro? - ele devolveu, levantando uma das sobrancelhas em confusão e ironia, afinal o que as pessoas poderiam fazer num banheiro?

- Espertinho, fiz a pergunta primeiro. Além do que, o banheiro é meu – frisou a última palavra e pegou sua escova de cabelo.

- Não posso vir visitar-te? Não dava para bater e aguardar-te à porta... - justificou-se a acompanhando para o aposento principal – E James duplicaria a minha maldição se eu entrasse no teu quarto sem anunciar-me antecipadamente – acrescentou a guisa de reflexões e provocando um desfile de estilos musicais protagonizados pelo coração de Lily, ela já estava se acostumando com o fato de ter um pop star dentro do peito acordado toda vez que uma singela alusão a Potter era feita a qualquer um de seus sentidos.

- Ele que pôs a maldição?? - retrucou apavorada quando a razão pode retomar o controle de seu corpo.

Pettigrew riu como um ratinho, incitando Lily a também rir. A risada dele era engraçada.

- Não, uso disso para ilustrar que não devo contrariá-lo. James é indulgente, mas quando quer... É amedrontador – ele sacudiu o ombros como se um arrepio os tivessem percorrido.

Lily repetiu o gesto dele involuntariamente.

- James: indulgente? - indagou cética, porque a característica "amedrontador" não restava dúvidas para ela que se aplicava perfeitamente ao maroto.

- É porque não sabes ainda – ele deu um tapa na própria testa e ela o fitou atentamente, se curvando para a frente com presteza – A causa de nossa perdição... - ele pausou para se aprumar na poltrona em que estava sentado e encarou Lily com culpa no rosto um pouco infantil, se assemelhando com um roedor pela forma que torceu rapidamente os beiços - ...foi minha traição.

A escova caiu no chão e a garota, se pudesse, teria saltado os olhos para fora de suas órbitas.

Ele esperou xingamentos que não vieram com o transcorrer dos minutos, aos poucos a ruiva ia se adaptando ao fato e Peter, ia relaxando.

Relaxando?, o maroto alarmou-se.

- Mas não vim aqui pra isso – assustou-se internamente com os sentimentos que Lily despertava em si, ficou de pé bruscamente e começou a andar pelo quarto de um lado para o outro como se fosse um animal enjaulado.

- Hm... Hm... Ah... - estancou repentinamente soltando mais um murmúrio, sendo este de impaciência e frustração adversamente dos anteriores e, voltou seus olhos para o teto.

- Pete...? Pete...? - Lily estava preocupada com a pose imóvel dele, se aproximou devido a ausência de respostas e o cutucou brandamente.

- Ic – ele reabriu as orbes e movimentou a cabeça lentamente, Evans escutou vozes entrecortadas e indistintas a cortar-lhe os ouvidos, a assustando.

Pettigrew a encarou certeiramente ao volver sua cabeça da direção do forro.

- Lily, eu vim aqui apagar tuas memórias – a empatia que havia sido construída entre os dois, detonada há anos luz de distância.

Ela o observou em choque, não era o mesmo Peter que encontrara no seu banheiro e que a deixara de ver como um prato de comida ou que chegara a vê-la como um, durante certo tempo. Era divergente de ambos os perfis que ele adotara para com ela, era estarrecedor.

Aumentou os metros que os separavam, suas pernas com vontade própria para que não perdesse suas memórias.

- Um consenso, estás botando a todos nós em risco, já foi árduo deflagrar aquela louca de abrir um laboratório de pesquisa paranormal no castelo.

- Que louca? A mãe do Amos?? - a histeria principiava seu crescimento dentro de Lily, e esta não podia fazer nada para impedir.

Será que deveria ficar feliz somente por não ser morta e sim, ter sua vida poupada a troco de suas memórias? Não estaria insultando Amos e Selena (a mãe dele) ao preterir sua vida às memórias?

Por mais que seu instinto de sobrevivência a empurrasse ao encontro de Pettigrew, a parte insanamente suicida lhe dizia para lutar, fugir dele, as memórias lhe pertenciam, eram suas e de mais ninguém, não existia quem possuísse mais direito sobre as mesmas do que ela. E se quisessem tomá-las, tomariam sua vida junto.

Alcançou a janela, não havia para onde escapar, estava acuada.

Não conseguindo conviver com a imagem de Peter estendendo a mão na direção de sua testa, ela apertou os olhos, numa atitude típica e que já a fizera antes quando estava no castelo e igualmente não conseguia conviver com a situação de medo. Todavia, agora um apelo rasgou-lhe a garganta como anteriormente não fizera.

- James!!

Descerrou as orbes ao entender o que sua boca pronunciara, em choque.

Já não estava em seu quarto.

Maldizendo James mentalmente por jogá-la de um lugar para o outro sem pedir licensa, ou ao menos avisá-la, ele era um abusado sem educação!

Além do que, deu a entender que a presença de Pettigrew se deu somente para testar a lealdade dela. Ou seria vergonhosamente o orgulho do Potter, já que foi só chamar-lhe o nome que tudo parou.

- Cafajeste... - sussurrou, praguejando o frio do piso que acometia-lhe os pés descalços.

- Belo pijama – agora o responsável pela sensação enregelante não era o frio que se propagava do chão.

Lily apertou as mãos, como tivesse o intento de fazê-las desaparecerem em si próprias, e virou-se pronta a cuspir acusações quando uma lufada morna abraçou-lhe o rosto e o corpo por inteiro, por igual e simultaneamente.

James estava perto demais.

- Isto é uma esponja trajada com bermudas quadradas? - ele apontou para o desenho na roupa da ruiva, espalhando a partir da ínfima superfície de contato, uma mescla de sensações indescritíveis.

- James... - foi o que sua boca respondeu por vontade própria.

Por acaso todo seu corpo resolvera se rebelar?!

- E tem meu nome? - ele retrucou entre divertido e deliciadamente surpreso.

- Não! - ela fez uma careta pela maneira que estava se comportando, Potter a fitou aguardando uma explicação um pouco confuso – É o Bob Esponja... - ela falou propositalmente em um volume baixo para não se fazer ouvida.

- É o tipo de herói dos dias atuais? - ele estava sorrindo com os olhos e estranhamente, não com os lábios.

Lily tentou dizer que não, mas seria vergonhoso para ela admitir que tinha uma camisola de cartoon, não seria? Além do mais, seria engraçado ver James conversando com outra pessoa acreditando que estaria abafando ao dizer que tinha como herói o Bob Esponja.

Não, não era certo, por mais engraçado que lhe parecesse.

- Bem, pra mim ele é – consentiu timidamente e Potter sorriu-lhe, expondo os dentes.

- É... - ela fez seu próprio eco, corroborando suas forças para fixar o rosto dele sem entrar em transe, mas acabava sempre caindo na armadilha dos olhos ou da boca, ainda mais com um sorriso daqueles.

Ah meu Deus...!

Era a primeira vez que ele lhe sorria assim.

Ele se aproximou, sem quebrar a ligação visual. Com as maçãs do rosto levemente coradas, Lily assistiu seu movimento natural e descontraído. O sorriso se tornara mais suave, era um meio sorriso torto esbanjando confiança, ele sabia do que era capaz e do que provocava na ruiva a sua frente.

Ainda ciente que capturava não unicamente a atenção dela, o coração também tinha em sua posse, levou as mãos ao cabelo arrepiados.

- Só faltou piscar e convidá-la para sair – Sirius interrompeu o momento do casal, saído do nada e sentando casualmente numa cadeira decrépita ao lado dos dois.

Lilían o olhou atordoada, como se o feitiço de James tivesse acabado de ser quebrado a deixando tonta e aérea, enquanto o maroto de óculos já estava escorado na parede adjacente à cadeira de Black.

- Queres tentar por mim? - propôs sarcástico, mal escondendo a contrariedade que sentia por ter sido atrapalhado.

- Querer eu quero, mas o meu amor por este corpitho fala mais alto – sorriu para Lily e piscou marotamente em seguida.

James fundiu as sobrancelhas no centro de sua testa.

E ela riu da cena que os dois faziam juntos.

- E estavas a nos chamar de maricas! - bradou Remus animadamente para Sirius já ao lado de Lily como se tivesse vindo do nada igual ao companheiro.

Antes que ela se sobressaltasse com sua presença repentina, ele lhe acalmou com seu sorriso afável. Era somente ele, afinal, nada mais.

- É! - concordou Peter no outro lado da ruiva.

Um calor se apossou das vísceras de Evans, dominando os membros e o resto de si. Queimando-lhe como um todo, sem pausas ou cedidas.

Remus a encarou preocupado e James, acercou-se do trio também preocupado, com os sentidos altamente aguçados e atentos ao que Remus ou Lily diriam, ou expressariam de qualquer jeito.

- Lily? - ele chamou por ela, pedindo uma resposta, não importava qual tipo.

E de novo, ele estava rompendo recordes. Pela primeira vez a chamara pelo nome. De um modo tão doce, que lhe proveu a sensação de que o calor reavivou-se em seu interior.

- Tô bem, não se preocupe... - bem terminara de tranquilizá-lo desfaleceu, sendo amparada pelos braços ágeis de James.

Ela ardia em febre, queimando a pele fria dele.


- Desculpe-me Lily, devo ter sido um monstro contigo – Peter disse quando ela se viu enfim, acordada numa cama de casal de dossel, com um rico aparato de colchas, lençóis, e travesseiros refinados, todo o conjunto na cor branca, o branco dos mais brancos.

- Pareces-te com Prongs – ele continuou não a encarando e também não permitindo que ela falasse, com sua voz embargada.

- Tenho medo Lily, e estou sendo sincero. Falo sobre justiça quando, se esta fosse executada eu não deveria estar aqui, contigo... - e a próxima meia frase proferida não foi quase mais que um suspiro, Lily fez muito esforço para entender - Com eles...

- Mas James foi o primeiro a me acolher de volta, a me aceitar – ele engoliu em seco, apesar de que o tom empregado estivesse mais controlado – A me perdoar...

Lily permaneceu calada, em respeito ao tormento que Pettigrew demonstrava no presente momento. Baixara a cabeça e fitava as próprias mãos a repousarem sobre aquela colcha do mais nobre tecido, com seus babados aristocráticos.

E sua visão embaçou-se, os objetos e tudo que estava ao seu redor tremeu fortemente, como se estivessem sendo assaltados por um terremoto.

Era o passado de Peter que inundava-lhe as percepções, o pretérito de Pettigrew.

O traidor.


As paredes feitas de pedras, algumas pinturas ou raras estátuas estranhas postas nos corredores, levou a palavra Hogwarts a aflorar na mente de Lily.

Pelas janelas ela podia divisar a copa das árvores, cujas folhas estavam amarronzadas ou amarelo pálidas.

Era outono.

O silêncio naquela tarde calma, poderia ser o mesmo se Lily estivesse no tempo presente e no mencionado castelo.

Roçou cautelosamente as pontas dos dedos no parapeito da janela, afim de se certificar se aquilo era real quando o barulho de passos chegou aos seus ouvidos.

Um grupo de alunos andavam como soldados que marchavam sob rígida disciplina e organização.

Os acompanhando com curiosidade, ela alcançou o jardim de Hogwarts.

Surpreendeu-se com o comportamento estrito dos adolescentes. Assemelhavam-se com Tonks, só que a aparência era saudável, e não doentia. Apesar de portarem-se com estrema contenção.

Ainda intrigada com o que via, ela percorreu com afinco o círculo em que todos se dispunham e então, os viu.

Os quatro marotos.

O uniforme deles era igual a de todos os outros meninos, apesar de Sirius desmanchar e desalinhar o seu em muitos pontos. Lily sorriu antes que notasse que o havia feito.

Remus tinha um livro em mãos e em intervalos chamava a atenção de Peter para que não se desconcentrasse, enquanto Sirius estava sentado displicentemente lançando um olhar muito entediado para os arredores e James, Evans suprimiu um suspiro, fitava o lago como se realmente não o estivesse vendo.

- O Rei só pode estar a farrear com a situação do povo – Potter rompeu a barreira do silêncio entre os quatro, mas não a que o limitava a encarar somente o lago.

Black se aprumou imperceptivelmente e Remus abaixou o livro, para contentamento de Peter.

- A Alemanha unificou-se e tem crescido como em séculos não crescemos...!

Pettigrew arriscou uma espreitada nas redondezas, temendo que a exclamação de James tivesse chamado a atenção dos outros alunos ou do zelador, ou monitor... Como se não bastasse ter um no meio deles.

- É a vida Prongs... - a amargura na voz de Black assustou Lily, ele sempre fora o mais descontraído, que não parecia o Black que ela convivera e a fizera tantas vezes rir.

- Queres tornar-te um mártir? Sabes que tudo aqui está nas mãos do... - Lupin começou usando de um tom repreendedor, porém não finalizou sua sentença.

- A educação tem que chegar a todos, independente de classes sociais e condições financeiras. Achas justo que o governo banque o estudo para aqueles que têm posses de arcar com a sua própria? - James usava de um volume ideal para manter a conversa só entre o quarteto.

- Não disse isso James – negou Remus de um jeito cansado como se já tivessem discutido há muito tempo sobre o mesmo assunto.

- Ele tem razão Moony, minha venerável mãe escolhe seus empregados dentre garotos bem mais novos que eu e a "escória" de meu sangue... - Sirius recostou-se não demonstrando o real afeto que lhe acometia ao se deparar com tal caso todo dia – E não esqueçamos dos trabalhadores do vilarejo e suas crias...

- É muito fácil para alguém como nós permanecermos aqui, apesar da falta de liberdade que nos é forçada a engolir – continuou James se pondo de pé diante do três.

- Já andaram por Hogsmead? - inquiriu com resolução, imprimindo outro rumo e ritmo à conversa.

Teve como resposta o silêncio.

- Quando saímos da escola, nos são impostas visitas a lugares escolhidos com cuidado. Todavia, eu vi o que eles não queriam que víssemos – Potter disse gravemente e virou de costas para os outros.

Os raios saltitavam pelas lentes do maroto, disputando quem dominaria a maior parte do objeto, além de tentarem se sobrepor à cor inata de suas íris.

Sirius se levantou e se postou ao lado de James.

- Seja o que for que estiver passando nesta tua cabeça oca, estou contigo – repousou sua mão no ombro de Potter.

- A situação já esteve pior Prongs, nós não conseguiremos mudar o mundo... - Remus desceu o olhar para o livro que ainda detinha em mãos – Mas o que um maroto é se não um amante de desafios – sorriu peralta se juntando aos três.

A maioria observou Peter que estava mais roliço e pequeno do que verdadeiramente era. O garoto encarava os outros com os olhos proeminentes e as mãos contraídas, os pés a arranhar o chão em nervosismo e indecisão.

Lógico que ninguém desconfiaria que era um gritante sinal de covardia (e de penosa reflexão para alguém como Peter, que procurou fazer parte do grupo com interesse no que aqueles três poderiam lhe oferecer...) que poria a vida de todos em risco.

Pois se vendo onde estava, Pettigrew nunca diria não, nunca se afastaria daqueles três meninos promissores e que esbanjavam esplendor por suas atitudes, portes e idades.

Seríamos tão felizes se ele tivesse se recusado a participar, se ele tivesse achado que poderia achar algo mais grandioso para sugar...

Não hesitando mais uma dúzia de segundos, Peter se juntou aos demais.

Lily os seguiu de volta para a construção imponente sob a vigilância de um velho bizarro com uma gata, que parecia se achar amedrontadora e um tipo de cão de guarda.

E as paredes foram remodeladas como um caldeirão cujo conteúdo é remexido.

Já estava sentada na mesa com dois homens encapuzados.

- Wormtail precisamos que tua família tome uma posição e tu hajas como te orientamos! - bradou Sirius, cujo rosto era iluminado debilmente pela luminária da mesa, descrendo que o amigo de longa data estivesse se abstendo de realizar a sua parte no plano.

Os desfavorecidos precisavam se organizar para chamar a atenção não somente das autoridades locais, como a dos responsáveis maiores... Não podiam permitir que toda a união e movimento fossem interpretados como uma rebelião local, acreditava o maroto.

Eram mais que isso e desejavam mais que isso.

Peter anuiu apressadamente para o outro e alegou ter um compromisso inadiável com a namorada.

Lily ainda arriscou impedi-lo ao lançar sua mão sobre o braço do rapaz, mas seu membro atravessou Peter como se fosse um fantasma. Ela não podia deixar que isso acontecesse, não era justo que todos pagassem porque um egoísta e desleal quisera salvar sua pele. Ela assistiu o garoto ir embora e Sirius permanecer com as feições contraídas a sua frente, pensando compenetradamente.

Black estranhou, mas já estava com a cabeça tão lotada de problemas que não deu a correta importância à conduta alheia.

Afinal, Remus era quem parecia estranho, principalmente depois da morte de Tonks...

Tomando um gole aquecedor de seu uísque, Black se retirou da taberna após ter certeza de que não estava sendo observado.

Lily o seguiu, mas um chuva torrencial a embrenhou em escuridão a impossibilitando de continuar.


Your bottle's almost empty

You know this can't go on

Estava no mesmo pub. Porém, praticamente vazio.

Havia somente um cliente, que fazia questão de provar que o local não estava entregue às moscas, devido a sua solitária presença.

Pois ele chorava, um choro sem lágrimas, um choro que parecia ser forçado, rouco e falso.

Era mais incômodo do que triste em si.

O rapaz estava com os fios compridos em desalinho, todo o conjunto de cabelo e barba por fazer afigurava ser muito ralo e opaco naquela cor loira medíocre.

As mãos magras, e olhos desfocados se voltavam para o balcão, pedindo mais uma garrafa de bebida alcoólica.

Agora Lily tinha certeza que aquele rato já havia entregue os amigos para salvar sua própria pele gorda.

Revoltada ela se manteve tesa, com a face contorcida pelo ódio e nojo.

- Bem feito!, ainda acho pouco, você deveria estar no lugar deles! Sofrendo quatro vezes mais! Sendo torturado! Remorso é pouco pra você, seu pilantra!

Claro que não a escutando, ele virou o copo de uma única vez na boca, e com as orbes desfocadas, centralizou o banco adiante.

- O que poderia fazer...? Fiz a única coisa que podia... Não havia... Não... alternativa... Não – e preencheu uma segunda vez seu copo, o esvaziando com parcimônia.

- Cá estás tu! - alguém falou num volume adequado se estivesse no meio de um concerto de rock, mas ali foi um berro irritante.

Era uma loira que, mesmo Lily não vivendo na época poderia assegurar a maneira exagerada e sem senso crítico e bom gosto com que ela se trajava, acreditava estupidamente estar desvanecendo-se em estilo.

A mulher relutou em se acomodar no banco do pub, empinando o nariz e usando um lencinho para limpar o assento que exalava um perfume enjoativo.

- O que fazes aqui? Queres me matar por uma infecção aérea só de respirar neste ambiente tóxico? - a voz afetada era mais agoniante que o choro de Peter.

Lily olhou para as duas pessoas mais improváveis de estarem sentadas na mesma mesa de bar.

- Eydie, me deixes – Pettigrew mal conseguira unir forças para dizer a sentença, além de ter parecido lhe faltar capacidade para formar algo coerente.

- Estás um cacto – contorceu suas feições escondidas por uma camada grossa de maquiagem – Como esperas que anunciemos nosso noivado? - ela hesitava quanto a arrastar o rapaz dali pelo braço ou não.

Lily os observava com mais aversão ainda.

- Recuso-me a permanecer nesse lugarzinho por mais um segundo. Aguardo-te às dezenove horas na casa de teus pais – determinou sem pudores ou tato.

Pettigrew levantou sua caneca como a brindar a ela, enquanto Eydie Crouch se afastava.

- Nem que eu quisesse, eu iria querida noiva... - ele balbuciou para seu copo, admirando as formas contorcidas de seu reflexo – Meu senhor me espera... - e ao dizer isso todo seu ser estremeceu, fazendo com que a bebida fosse derramada por sobre a mesa do bar.

O líquido avançou sobre as dimensões não só da mesa, como as do chão e bancos contíguos, assustando Lily que concentrou-se em fechar os olhos.

Não era nada engraçado observar uma onda enorme de uísque adquirir volume de uma piscina num estabelecimento de onde você não poderia sair. Por mais que você tivesse certeza que não morreria e não chegaria a sentir nada.

Além do que, a ruiva estava se policiando, não queria se pegar inconscientemente gritando o nome de James.

Soube quando reabrir as pestanas quando alguém comentou algo:

- Ela tem medo do uísque gigante – caçoou Sirius alterando sua voz para vibrar como a de um contador de histórias de terror.

Peter soltou sua famosa risadinha e Lily volveu seu olhar mortífero para ele, que parou repentinamente, como se a respeitasse.

- Mas que eu lembro, isto diverge da rodada que fizeram na casa dos gritos – Lupin comentou levando a sério o que Sirius dissera e tardiamente se dando conta que falara mais do que o adequado.

- A memória é tua Wormtail, tomas conta disto. Não fiques cortando os acontecimentos à toa, Lily não possui toda a eternidade para dispender – James sacudiu os braços, encoberto pela folha de jornal amarelada que lia.

Lily gostaria muito de saber o que era. Ele poderia educadamente se dirigir a ela, não que o fato de ter-lhe chamado pelo nome não contasse, ô se contava!. Todavia, não doía dar-lhe mais um sorriso daqueles, doía?

Enquanto era puxada do local por Peter, ela acompanhou Remus se aproximar de James e segredar-lhe algo no ouvido e, Sirius sorrir enviesado como se lesse os pensamentos de Lily, e não só os movimentos persistentes dela em cronometrar cada alteração que o jornal permitia entrever dos contornos de Potter.

Enfim desistindo de tentar captar qualquer pedaço do seu maroto preferido, ela se virou para Peter querendo lhe assegurar que não fugiria e que diferente do que James dissera, ela não tinha a eternidade para gastar com Peter, mas só um dia seria suficiente para ver o que tinha que ver, quando se viu sozinha.

- Okay, obrigada Pete, não precisava avisar mesmo. Eu já sou da casa! - exclamou frustrada – As mães desses meninos nunca ensinaram-lhes bons modos?!

Alisou seu pijama como se fosse necessário, e remexeu seus pés na pantufa que lhe trouxeram para não sofrer com o frio.

Pettigrew estava mais adiante, encolhido num canto a tiritar, como se estivesse envolto num cubo de gelo.

- Coragem... Coragem... Coragem... - ele repetia o adjetivo como se com essa atitude imprimiria tal característica ao seu caráter.

Contorcendo-se mais do que uma pessoa normal poderia, ele o fez e tomou passos incertos em direção à parede escurecida pelo abandono e descaso.

Lily acreditou que era algum tipo de suicídio onde a pessoa bateria-se contra o concreto até perder a consciência e posteriormente a vida como punição por ter traído seus amigos, até que a murada entreabriu-se como uma porta cuja articulação se encontrava nas laterais.

Um único homem estava no aposento recém revelado e era o mesmo que subjugara Nimphadora com crueldade e diversão.

Sua figura era inesquecível.

The needle's breaking your skin

The scar is sinking in

And now your trip begins but

- Caro servo, eis o que te foi exigido e eis o que recebes – o homem abriu os braços acenando para objetos que foram depositados à direita e à esquerda.

Um brilho de ganância e auto-satisfação permeou os olhos de Peter que avançou na direção de seus novos pertences, de suas recompensas.

- Mas me é certo que não era isto que necessitavas, alguém de tamanha capacidade não aceitaria coisas tão mesquinhas e poucas – o tom sábio não condizia com o sorriso maldoso que se expunha na quase ausência de lábios do homem.

It's all over for

It's all over for

You

For you

Peter gaguejou, não chegando a se fazer entender um único segundo.

É, aquele homem inspirava o pior dos medos.

O de que você teria uma morte indigna e das mais torturantes caso o desagradasse.

- Si-sss-sim, mestre – Peter se curvou com dificuldade, pois seus músculos não lhe obedeciam, estavam mais ocupados em temer por seu dono e ansiar para fugir daquela presença aterradora a sua frente.

When you're on the edge and falling off

It's all over for you

For you

- Bella entrará em contato – estipulou o homem viperino e essa foi a permissão dada dissimuladamente para o jovem aos seus pés, ir embora.

Pettigrew saiu ainda curvado, até bater a cabeça num determinado perímetro do aposento e se postar eretamente, para zarpar dali com maior eficácia.

Evans nem moveu-se, não tinha interesse em Wormtail, pois havia uma inscrição um pouco apagada pela falta de iluminação no ambiente.

Letras que uniam-se para representar um nome, um título, talvez.

- Hey!

- Ai! - Lily berrou e virou muito insatisfeita para o causador de sua desconcentração, e ao fazê-lo já não estava mais na sala.

- O café está na mesa, mamãe nos chama – Petúnia avisou extremamente contrariada por ter que realizar tal tarefa.

Lily lhe lançou um olhar de maior aversão ainda, que fora causada por estar de volta a seu lar em vez de ter sido pela má vontade da irmã para consigo; pois já era hábito, o que fez Petúnia sair em disparada da mira da caçula.

Soltando uma risadinha já de espírito e humor revigorados, a ruiva se arrumou para o desjejum.


- Meu Deus! Lily tá tomando sorvete! - Veronica narrou a situação óbvia (porque todos viam, apesar de ser bizarra) e conseguiu um sorriso da ruiva, provocando o franzir na testa de Amos e a empolgação de Mark em comprar-lhe mais sorvete (N/A: nhah! Eo adoro o Mark x3).

Todos se acomodaram felizes e empolgados na mesa da sorveteria, comentando os acontecimentos mais recentes. A animação usual de adolescentes.

E Evans estava no mesmo clima que todos até a sua ser decepada sem piedade.

- O que você tem feito naquele castelo tanto tempo? - Diggory obtinha sucesso no quesito que Lily daria toda a sua mesada para que ele se ferrasse: discrição.

I know what runs through your blood

You do this all in vain

- Não – sorriso falso – É – colher no sorvete – Da – mais um sorriso falso – Sua – descarte da porção de sorvete para o cachorro de olhos pidão ao pé da mesa – Conta – dor nas bochechas devido aos sorrisos forçados.

- Façamos assim, eu levo você pra conversar com o meu pai sobre a minha mãe, satisfeita? - ele sussurrou mantendo o troféu do senhor que não despertava a atenção da turma, em sua posse.

- O que quer em troca? - ela devolveu rapidamente, não se importando se estava agindo sem cautela, quem Amos pensava que era para lhe falar assim?

- Esclarecer suas dúvidas, amada Lily – a careta dela era uma mistura de agastamento com descrença, só se ele achava que a convenceria com esse papinho mole.

- Não se preocupe, eu já sei o que aconteceu com Selena, adorável Amos – rebateu na mesma moeda e piscou-lhe como Sirius piscaria (guardando as devidas proporções e os indivíduos alvos da piscada).

A mesa vibrou e a conversa entusiasmada findou como se todos tivessem suas línguas cortadas em conjunto e instantaneamente.

- Lily, lhe disse que não era pra chutar o cachorro! - Amos mentiu descaradamente e todos encararam a menina a culpando por ter seus sorvetes perdidos (que estavam sobre a mesa e viraram com a sacudida abrupta) – Tá vendo, ainda chutou o pé da mesa e não o pobre animal.

- Tsc, tsc, tsc - coroou seu embuste sacudindo a cabeça em desaprovação.

Evans ficou vermelha o que foi interpretado como vergonha e culpa, quando era raiva e vontade de esganar Amos (mentiroso desvalado!), o qual passou a sorrir no momento em que todos começaram a consolar a garota e se oferecerem a comprar-lhe mais sorvetes.

Afogueada com tantas ofertas e suas infrutíferas tentativas de demonstrar que não precisava de tudo aquilo, ela revirou os olhos impacientes e aborrecida cruzou os braços focando seu olhar para longe dos seus amigos.

Escorado no muro da casa adiante da lanchonete estava Sirius Black, que a encarava sem um centímetro de sentimento no rosto e ao perceber que ela o avistara, gargalhou e enviando-lhe um desafio mudo, dobrou na esquina mais próxima.

Aturdida ela alçou seu corpo com ímpeto e com o rosto pálido a encimar-lhe as atitudes estranhas, causando o espanto dos outros.

- Tá tudo bem Lily? - Alice a fitou preocupada.

- Claro, me lembrei que tenho um dever da escola pra fazer e é urgente!

- Dever de escola? - Mark inquiriu desconfiado.

- É! Daqueles bem chatos, elaborados pelos professores mais chatos ainda – afirmou a garota, assumindo mais confiança a partir que sua mentira ganhava corpo.

- Ok então... - assentiu Mark tristonho.

- Lhe deixo, preciso pegar emprestado umas ferramentas que seu pai prometeu ao meu – disse calmamente Amos.

Várias emoções moldaram os traços faciais de Lily, e nenhuma delas era de felicidade ou gratidão dirigidas a Amos.


A viagem parecia se alongar, Diggory botava o máximo de empenho em manter o marcador do velocímetro no menor valor de km/h.

- Que foi? Seu acelerador tá quebrado? - ela alfinetou mal contendo os pés de sapatearem a daça da impaciência.

- Não. Cautela, você sabia que a maioria dos acidentes de trânsito são com jovens no volante? - o sorrisinho irritante estava lá de novo.

Ahh...! Como fazia tempo que ele não fazia sua visita infame! E como Lily era feliz durante sua ausência.

- Ótimo, obrigada e tchau! - apressando-se o possível que suas pernas aguentavam, ela rumou eficaz como um projétil para seu quarto e se trancou lá.

- Affes, pote – e deu língua para porta fechada, com estrondo de seu quarto, cujo intento residia em atingir Amos.

Virou para sua cama e se deparou com Sirius deitado displicentemente nela, mexendo a esmo e freneticamente no seu notebook.

- Coisa burra! - deu um tabefe no objeto que doeu em Lily.

- Ai, seu louco! Não faz isso com meu note – ela tomou-lhe o eletro eletrônico protetoralmente.

- Pequena! - exclamou como se a visse pela primeira vez e não esperasse vê-la (nada persuasivo, pois estava no quarto da garota) – Tu, por aqui? - sorria marotamente.

Lily o encarou incrédula com tamanha cara de pau.

- Vim salvar-te das garras daquele loiro seboso - continuou com a marotagem estedendo-se até seus olhos de um azul acizentado.

Ela viu muita encrenca pela frente...

Continua (...)


N/A: Olá!, levei menos de um mês. N ficou grande o cap pq n consegui me delongar na história do Pete, e admito, soh nessas horas q me toquei quão repulsivo ele foi, traindo os amigos...

Jah dah p ver uma luz no fim do túnel? Eo sei q há cem anos na Inglaterra n era o rei q governava, mas fica mais bonitinhu o Jay flando "o Rei blá blá" neh? Mas qnt a educação, o q axei foi isso: situação mt ruim p a maioria dos ingleses e eh a causa dos marotos. E, o homem viperino eh o titio Voldie, soh falta saber a razão do titio e a transformação (literalmente) dos meninos.

Mt obg as reviews, pessoas q nunk comentaram deixaram sua opinião e pedidos e, agradeço de s2 a tds v6.

Resposta às reviews na sua cx de email, uma pena v6 q n deixam email, n gostariam de deixar na próx?

Aguardo seos coments, teh n.n/

PS: Pelo fim do cap jah tm idéia de qm serah o próx nas minhas mãos (ui!) neh? ;D