"Nng... Não... Ah... Deixe-me... Pelo menos abrir a porta antes de... Ahh..."
Sebastian mordeu meu pescoço violentamente de novo, apertando minhas nádegas sem nenhum senso de pudor e me apertando contra a porta de casa enquanto eu tentava abri-la para que pudéssemos entrar e parar com esse show.
Eu senti vibrações passarem pelo meu corpo quando ele riu baixo contra minha pele, enterrando seus dentes em mim.
"Então a abra de uma vez, Jovem Mestre. Não sei por que ainda não o fez."
Maldito! Ele me faz passar por cada coisa! Pelo menos três pessoas – que eu vi - passaram em frente a nossa casa e ficaram olhando! Vou ter que começar a me disfarçar para poder ir ao colégio agora.
Eu cegamente procurei pela maçaneta, levando alguns longos segundos para acha-la, finalmente abrindo a porta.
Ele me empurrou para dentro, pegando minha mochila que havia caído no chão há um tempo e a jogou em algum lugar.
"Ei, cuidado, minhas cois-"
Fui brutamente calado quando ele me forçou contra a parede, lambendo seus lábios.
"Você não deveria ficar fazendo tantas objeções, Jovem Mestre. Sua situação já não está boa."
Suas palavras fizeram um calafrio correr pela minha espinha e um pequeno arfar deixar minha boca.
Sebastian segurou a borda da minha camisa, praticamente arrancando-a pela minha cabeça. Posicionando uma de suas pernas entre as minhas, ele pressionou o volume em minha bermuda, me fazendo gemer alto.
"Oya, já está tão excitado assim? Apenas com alguns beijos?" Um sorriso malicioso estava em seus lábios, suas mãos já abrindo o botão e o zíper da minha bermuda.
Ele sugou o pulso proeminente no meu pescoço, suas mãos percorrendo a extensão do meu peito. Foi abaixando sua cabeça até abocanhar um mamilo, mordiscando-o sem piedade.
Meus gemidos eram altos, ecoando pela casa, minhas mãos apertaram seu cabelo enquanto eu fechava meus olhos com força.
Senti uma de suas mãos na minha bochecha, subindo até retirar meu tapa-olho, deixando a peça cair.
"Sebastian..."
Ele parou suas ações no meu peito e foi beijando seu caminha para cima, até beijar meus lábios, movendo sua língua com a minha, me fazendo suspirar e me pressionar com mais entusiasmo contra ele.
Eu movi minhas mãos por seu peito bem esculpido para baixo, retirando sua camisa para sentir sua pele apropriadamente.
Um grunhido o deixou quando eu desci minhas unhas por suas costas, me fazendo rir baixo. Ele sempre gostou quando eu uso as unhas.
"Mais forte." Ele falou no meu ouvido, movendo seus quadris nos meus.
Eu fiz como ele pediu, fazendo-o grunhir mais alto do que antes. Eu me sinto bem sabendo que eu lhe faço sentir prazer assim como ele faz sentir.
Sebastian desceu sua mão esquerda, a mesma com o símbolo de nosso contrato – que muita gente não vê ou acha que é uma tatuagem – e apertou meu membro por cima de minha bermuda. Eu fechei meus olhos e deixei minha cabeça encostar-se à parede atrás de mim, gemendo e movendo meus quadris discretamente ao encontro do toque.
Uma risada baixa chegou aos meus ouvidos e eu praguejei baixo, fechando meus punhos com força.
"Vire-se." Ele comandou baixo, e para sorte dele, eu estou de bom humor e o obedeci, agora com minhas costas pressionadas ao seu peito.
Senti seus lábios na minha nuca, descendo pela minha coluna lentamente, provocando cada vértebra antes de mordiscar a parte baixa das minhas costas, se ajoelhando no chão.
"Adoro as covinhas de suas costas." Sua voz já estava um tanto rouca, mas sua respiração continuava a mesma. Fria contra minha pele quente, me dando arrepios de prazer.
Em poucos segundos, minha bermuda e minha roupa intima já estavam em volta dos meus tornozelos, e eu as chutei para longe juntamente com meus sapatos.
Sebastian, não tão sutilmente como eu gostaria, separou minhas nádegas. Eu lambi meus lábios, que estavam meio secos devido à antecipação, e esperei até o sentir pressionar sua língua contra minha entrada.
Eu gemia baixo, sentindo ele me penetrar, me fazendo praticamente arranhar as paredes, tentando me conter.
"Seb-Sebastian... Ahn..."
–
"Ah! M-mais dev-devagar! Nng! V-vai que-quebrar a ca-cama!"
Sebastian riu rouco, pressionando seu peito as minhas costas enquanto movia seus quadris com força.
Nós havíamos subido e ele me jogou na cama de joelhos, pressionando meu torso ao coxão enquanto me penetrava.
"Você ainda está com sua atenção nisso? Tsc, tsc, Ciel, preste atenção nisso."
Sebastian deu uma estocada forte, acertando minha próstata, calando minhas reclamações para dar lugar a um gemido alto, quase um grito.
De repente, ele se removeu de dentro de mim e me virou, enquanto eu olhava para ele com pouca curiosidade, sentindo meu rosto quente e minha respiração ofegante.
Ele se pôs sobre mim, e eu, imediatamente, pus minhas pernas em volta de sua cintura, praticamente convidando-o a me penetrar novamente. E ele fez de bom grado.
"Nnng... Ah!"
Eu gemia e arfava alto, movendo meus quadris com os dele. Minha boca estava aberta, permitindo a passagem dos meus – muito constrangedores – sons e uma fina linha de saliva rolava pelo lado da minha boca.
Sebastian grunhia e – raramente – gemia comigo, pequenas gotas de suor se formando em sua testa e eu podia senti-las também em minhas mãos que estavam apertando suas costas.
Nós não íamos conseguir segurar mais.
"Sebastian... Ah!"
Eu cheguei ao meu ápice, sujando nossos estômagos, contraindo meus músculos ao redor de seu membro propositalmente, fazendo com que ele chegasse ao seu ainda dentro de mim.
Nós ficamos alguns segundo conectados, sem fazer nada, apenas respirando.
Sebastian se retirou de mim e se deitou ao meu lado, me puxando para perto, beijando o topo da minha cabeça.
"Como se sente?" Ele perguntou baixo no meu ouvido, sabendo que tinha sido um tanto mais brusco que deveria. Mas eu havia gostado.
"... Sujo."
–
"Então, como foi a sua aula hoje?" Sebastian me perguntou enquanto passava o xampu no meu cabelo.
"Uma droga. Alois não calava a boca."
Ele riu baixo e beijou minha testa, pegando uma vasilha do lado da banheira para me enxaguar. Hoje, usamos a banheira. Estranho que não hã nada de especial hoje para estarmos usando-a, mas Sebastian havia pedido, além de pedir para eu voltar a minha forma humana normal...
"Quem diria que o grande conde Phantomhive um dia seria amigo de Alois-"
"Cale a boca." Eu o olhei feio, jogando água em seu rosto.
Com um sorriso, ele assentiu e passou o sabão pelo meu corpo, gentilmente lavando minha pele.
"... Vai me contar por que você quis a banheira hoje?"
"... Não se lembra, Jovem Mestre?" Ele inclinou a cabeça para o lado, me encarando com um pouco de espanto e curiosidade.
"Do quê exatamente?"
"Foi nesse mesmo dia que, há alguns anos, dividimos nosso primeiro beijo."
...
Então foi por isso que ele ficou tão chateado de manhã quando eu o chamei de 'idiota' tantas vezes. E pelo Claude. Agora tudo faz sentindo. Apesar de que eu acho que ele ficaria nervoso em qualquer dia ao ver aquela pessoa me tocando.
"..." Eu olhei para baixo para a água, meu rosto ficando vermelho sabendo que ele se lembra dessas coisas tão bobas e se importa tanto com elas.
–
"Ele disse isso?" Sebastian me perguntou de novo, tentando segurar o riso.
"É. O caminho da felicidade. Às vezes eu imagino quem é mais pervertido, você ou Alois?" Eu tinha acabado de contar o que o Alois me ensinou durante a educação física e Sebastian havia achado hilário.
Nós estávamos deitados, eu em cima dele e ele na cama. Apenas conversando, trocando toques carinhosos. E por mais ridículo que soei, eu estou gostando muito disso.
"E você? Como foi seu dia?" Perguntei, sorrindo de leve enquanto brincava com alguns fios de seu cabelo negro.
"Um tédio."
"De verdade? Você sempre tem tantas coisas para fazer."
"É sempre um tédio sem você, Ciel." Ele acariciou minha bochecha, que agora está vermelha, e sorriu gentilmente.
"Você é um idiota, sabia disso?"
"Já me falaram várias vezes." Ele riu baixo, beijando meus lábios rapidamente.
"... Eu te amo, Sebastian."
"Eu também te amo, Ciel."
Eu desenhava pequenos círculos em seu peito, um pequeno sorriso no meu rosto até que, em poucos segundos, ele se tornou malicioso quando uma ideia veio a minha mente.
"Sabe, eu ainda não te dei meu presente de dia do primeiro beijo."
"Oh? Um presente? Devo dizer que não estava esperando." Ele copiou meu sorriso e seus olhos brilhavam magenta, me fazendo lamber os lábios.
"Sim, um presente. Mas você tem que fazer duas coisas para eu poder te dar."
"E essas coisas seriam?"
"Tire sua calça e feche os olhos."
...
Acho que hoje, os vizinhos vão chamar a polícia por perturbarmos a paz com tanto barulho.
Eu culpo o Sebastian...
Apesar da maior parte dos 'barulhos' terem sido causados por mim.
