Temporada de Paixões

F1 Slash 2009


Disclaimer: Eles não me pertencem e também não aconteceu. Não possui fins lucrativos.

Fandon: RPS (Real Person Slash)

Shipper: Kimi Raikkonen/Sebastian Vettel

Sinopse: A temporada de 2009 começou bastante diferente para dois pilotos. Para Sebastian, era a possibilidade real de lutar pelo seu primeiro título mundial. Para Kimi, era o ultimato na sua carreira e na sua posição dentro da equipe. Mas o que acontece quando essas realidades se encontram e se misturam ao longo dos paddocks da Fórmula 1?


Advertências: Contem slash, yaoi, isto é, relação entre dois homens. Pode conter lemon, sexo homossexual, mas ainda não tenho certeza. Se você não gosta do gênero, acha errado, nojento, sente asco, simplesmente saia daqui. É isso mesmo, não leia. É um favor que você faz a si mesmo e a mim também. Mas se você gosta ou se acha que tem a mente aberta o suficiente para curtir o gênero, por favor, sinta-se a vontade para ler e deixar seus comentários.

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Round 9: Nurbugring


Quando Kimi falou com Sebastian sobre chegar um dia antes à Alemanha, foi porque ele sabia que as coisas seriam mais complicadas para os dois lá. Sebastian estaria em seu país, isso já seria motivo suficiente para que as atenções estivessem todas voltadas para ele. E aliando a isso o fato de ele estar vivendo o melhor momento de sua carreira, era certo que eles mal conseguiriam se ver neste final de semana.

Foi este o motivo de Kimi ter viajado um pouco antes. Eles poderiam ter algumas horas juntos sem precisarem se preocupar. Era estranho o fato de que mesmo eles vivendo no mesmo país, e em cidades tão próximas, eles tivessem que se encontrar, na maioria das vezes, em lugares tão distantes.

Não que a Alemanha pudesse ser considerada um lugar estranho, afinal, Kimi já conhecia o país tão bem e há tanto tempo, e sendo o país de Sebastian, mas a verdade é que o finlandês não gostava muito do lugar. Pelo menos não de Nurbugring, o circuito onde o GP da Alemanha seria realizado esse ano. O lugar não lhe trazia boas recordações. E não era apenas a corrida perdida na última volta, o seu carro praticamente se desfazendo em suas mãos. Aquilo fora a apenas a ponta do iceberg. Mas Kimi não queria lembrar do passado agora. Ele estaria com Sebastian dentro de poucas horas, e isso era tudo o que importava.

Ninguém perguntou sobre o porquê de ele ter pedido para chegar mais cedo as suas acomodações na Alemanha, e o fato de Sebastian também ter adiantado a sua ida à Alemanha era totalmente compreensível. Mais tempo para a família.

Quando Kimi chegou ao hotel, a primeira coisa que fez foi mandar uma mensagem de texto para Sebastian, avisando que já havia chegado. O mais jovem respondeu imediatamente, dizendo que já estava no hotel. O que Kimi não esperava é que eles tivessem sido hospedados no mesmo hotel. O finlandês teve um primeiro impulso de ligar de volta e dizer que eles estavam mais perto do que poderiam imaginar, mas acabou pensando melhor e guardando o celular no bolso novamente. Sebastian parecia ter gostado da sua primeira invasão de quarto, então, Kimi poderia fazer isso novamente.

Ele só teve de pegar um elevador e atravessar três andares, dar alguns passos e já estava em frente à porta do quarto de Sebastian. Bater parecia a opção mais óbvia, mas a porta estava aberta e… Bem, se Deus existisse, ele seria testemunha de que Kimi viera ali com a melhor das intenções. Mas, seguindo uma linha de raciocínio cristão, o finlandês nunca fora muito resistente às tentações da carne.

Kimi entrou silenciosamente e com um sorriso meio torto nos lábios. Certificou-se de deixar a porta trancada dessa vez. O quarto estava silencioso, ainda bem arrumado, mas as coisas de Sebastian já estavam sobre a cama. Embora não houvesse nem sinal do mais jovem no local.

Ao se aproximar da cama, Kimi pôde ver a mala do piloto da Red Bull. Jogados sobre o colchão, o celular, os óculos escuros e um gorro com as estampas da equipe. Kimi podia se lembrar perfeitamente das primeiras vezes em que viu um garoto com aquele gorro passeando pelo paddock. Não que ele já não tivesse visto o jovem piloto de testes da BMW antes, mas, foi um gorro como aquele que fez o menino parecer estranhamente simpático aos seus olhos. Talvez aquela tenha sido a primeira vez em que Kimi realmente reparara em Sebastian.

Seus pensamentos foram interrompidos quando ele ouviu o som do chuveiro sendo ligado. Sebi estava no banho. Por isso o quarto estava tão calmo.

Kimi respirou fundo. A verdade é que ele já podia ter quase trinta anos e uma experiência considerável em se tratando de sexo, mas Sebastian conseguia deixá-lo confuso. E talvez inseguro. Ele sabia o que queria, e sabia como conseguir, mas era impossível não pensar em que consequências isso traria para o rapaz mais jovem. Por mais que ele tentasse se convencer do contrário, ele sentia que isso em que ambos estavam envolvidos ainda teria suas repercussões. Embora pensar antes de agir nunca tenha sido uma característica que definisse Kimi muito bem.

Aos poucos ele se aproximou da porta do banheiro, ouvindo os sons da água jorrando lá dentro. Kimi levantou o pulso e, após para por um segundo, bateu de leve na porta.

Dentro do banheiro, Sebastian abriu os olhos de sobressalto ao som da batida. Ele estava tão relaxado embaixo da ducha que foi impossível não se assustar.

— Quem é? — Perguntou o jovem alemão, embora ele tenha achado essa pergunta extremamente estúpida logo após pronunciá-la.

— Quantas pessoas você costuma receber no seu quarto, Sebastian? — Kimi perguntou, do outro lado da porta.

O mais novo riu e voltou a relaxar. A presença de Kimi já era totalmente familiar, embora as circunstâncias logo tenham se mostrado um pouco diferentes das habituais.

— Como você chegou aqui tão rápido? — Sebastian voltou a perguntar. — Eu achei que ainda tivesse tempo pra um banho antes de você chegar. — Ele tentava a todo custo parecer o mais natural possível.

— E se eu te dissesse que eu estou hospedado aqui também? — O mais jovem ouviu Kimi responder, notando que o finlandês continuava próximo à porta.

— Eu diria que isso é muito mais prático. — A voz de Sebastian acabou saindo mais baixa do que ele gostaria.

Alguns segundos de silêncio. Dentro do banheiro, Sebastian respirava fundo, tentando se convencer que não tinha motivos para ficar nervoso. Do lado de fora, recostado a porta, Kimi ainda tinha a vã esperança de que seria forte o suficiente para lutar contra o seu desejo.

— Você veio direto pra cá? — Sebastian perguntou, e Kimi encostou a testa na porta antes de responder.

— Sim.

— Então você nem teve tempo de tomar um banho… — Sebastian sugeriu e Kimi fechou os olhos com força.

— Na verdade, não.

Mais alguns segundos sem que nenhum dos dois dissesse nada. Sebastian sentia-se derreter e sabia que acabaria escorrendo pelo ralo se não fizesse nada.

— A porta está aberta, se você quiser… — O mais jovem disse, logo após desligar o jato de água, e tendo a certeza de que sua voz fora ouvida por Kimi.

Kimi realmente queria que aquelas palavras não tivessem feito uma conexão direta entre seu cérebro e sua virilha. Ele mordeu o lábio inferior e, antes que pudesse tentar resistir, percebeu que isso seria inútil e ridículo. Era bobagem tentar negar algo que os dois queriam tanto e, fosse como fosse, o que ambos haviam feito até aqui já era mais do que suficiente para deixá-los bastante encrencados. À merda com os falsos pudores, então.

Sebastian viu a maçaneta girando lentamente. Aos poucos, a silhueta de Kimi podia ser notado mesmo através do vidro embaçado do box. O finlandês entrou no banheiro e voltou a fechar a porta atrás de si, ficando parado de frente para os boxes, onde podia ver Sebastian também parado, claramente esperando por algum movimento dele. Kimi então começou a retirar suas roupas, nem rápido nem devagar demais. Os tênis e as meias saíram facilmente, logo após o moletom e a camiseta que ele usava por baixo.

Sebastian afastou o vidro dos boxes no exato momento em que Kimi retirava seu jeans. Quando o finlandês levantou novamente a cabeça, pôde ver perfeitamente o corpo jovem e esguio de Sebastian totalmente nu. O peito arfando de leve, os músculos da barriga tensos e uma ereção se formando. Exatamente como ele próprio estava nesse momento.

Ele então olhou Sebastian nos olhos e sorriu, vendo o quanto aquele garoto podia ser corajoso e o quanto ele queria e precisava de Sebastian.

Kimi se livrou de suas boxers, ficando também completamente nu. Ele então se aproximou de Sebastian, entrando no box e ficando de frente para o mais jovem. Seus corpos estavam próximos, embora não estivessem se tocando, e Kimi então voltou a ligar o chuveiro. Sebastian se afastou um pouco, deixando que a água caísse principalmente sobre o corpo do mais velho.

Nenhuma palavra havia sido trocada entre eles naquele banheiro, e pelo visto, não haveria necessidade disso. A expressão de Kimi era séria, mas seu olhar não era nem de longe tão distante e confiante como Sebastian, e todos os outros, estavam acostumados a ver. Seus olhos estavam tão cheios de desejo e dúvida quanto os de Sebastian. O mais jovem então encostou a cabeça no ombro de Kimi, respirando pesadamente contra o seu pescoço. Levou uma das mãos até o rosto do mais velho, enquanto distribuía beijos pelo pescoço do finlandês, até que suas bocas finalmente se encontrassem. Foi como um choque de sensações. A água escorrendo por ambos os corpos e o calor que aquela proximidade oferecia. O beijo se intensificou até que Sebastian estivessem com as duas mãos entranhadas nos cabelos do homem mais velho e Kimi tivesse finalmente acabado com qualquer distância entre eles, colando os dois corpos num abraço apertado.

As línguas se tocavam avidamente, buscando todos os lugares e sabores da boca sendo explorada. As mãos de Kimi passeavam pelas costas de Sebastian, e o finlandês apertava seus braços em torno do mais jovem, como se quisesse prendê-lo ali com ele. A sensação de seus corpos totalmente juntos era a mais intensa que os dois já haviam desfrutado juntos.

Os beijos foram descendo aos poucos, Kimi passava os lábios e a língua em torno da mandíbula de Sebastian, seguindo pelo seu pescoço, voltando à boca. Sentir seu pênis duro pressionado contra a ereção do finlandês fez Sebi gemer e impulsionar os quadris para frente levemente. Tudo que ele queria no momento era mais atrito.

Kimi então foi empurrando o alemão aos poucos até que ele estivesse encostado à parede. O mais jovem soltou um gemido mais alto ao sentir as costas contra a parede fria. A água continuava caindo, mas a essa altura nada mais importava para os dois. Kimi segurou Sebastian pela cintura com força, afastando-se o suficiente apenas para encará-lo nos olhos mais uma vez. Sebastian subiu as mãos pelos braços de Kimi, trazendo-o novamente para perto de si.

O finlandês encostou seus lábios aos do mais novo, sem aprofundar o beijo. Foi descendo até chegar ao peito de Sebastian, provocando seus mamilos. As mãos de Kimi continuavam firmes na cintura de Sebastian, prendendo-o a parede quando ele tentava impulsionar o corpo para frente.

— Kimi, por favor… — Sebastian choramingou, enquanto o finlandês ainda estava ocupado com os seus mamilos.

— O que você quer? — Kimi perguntou, junto à orelha de Sebastian.

— Qualquer coisa, só… Faça… — Sebastian disse, ofegante.

Kimi então se ajoelhou no chão do banheiro, ficando de frente para Sebastian. O membro ereto do mais novo estava bem na frente do finlandês, que o segurou com uma das mãos, fechando os dedos em torno do comprimento do alemão e acariciando a ponta com o polegar. Sebastian soltou um gemido alto, encostando sua cabeça à parede e levando uma mão até o ombro de Kimi.

O mais velho continuava acariciando o pênis de Sebastian, passando a bombear de leve. A outra mão de Kimi passeava por uma das coxas do mais novo, apertando a carne dura, subindo até chegar às bolas de Sebi.

— Oh… Kimi… — O alemão ofegava, enquanto era torturado pelas mãos do mais velho.

Sebastian então sentiu a ponta de seu pau entre os lábios de Kimi, a língua do finlandês se movendo ao redor de sua glande. O suspiro do alemão não pôde ser considerado nada além de aliviado. Num primeiro instante. Até que os movimentos da língua e dos lábios de Kimi o estivessem deixando totalmente louco. Ele apertou os olhos com força, inclinando a cabeça para trás, perdido nas sensações que se espalhavam desde o seu pau até o restante de seu corpo. Kimi já tinha seu membro quase todo na boca, tirando de vez em quando e lambendo desde a base até a cabeça. Sebastian apenas gemia, e só voltou a abrir os olhos ao sentir que estava sendo virado contra a parede.

De repente, Sebastian pôde sentir a respiração pesada de Kimi em sua nuca, o corpo do finlandês pressionado contra o seu. Os braços de Kimi em torno dos seus e o pau do finlandês roçando de leve contra suas nádegas, enquanto separava um pouco suas pernas.

— Não se preocupe… — Disse Kimi, na orelha de Sebastian. — A gente pode parar quando você quiser. — O mais velho então passou a acariciar as costas de Sebastian, traçando um caminho de beijos por sua espinha, descendo até que estivesse novamente de joelhos.

Sebi sentiu ambas as mãos do mais velho em sua bunda, apertando a carne macia. O mais novo apoiou a testa na parede, voltando a fechar os olhos. Sua respiração estava tensa, suas mãos espalmadas contra a parede, mas ele confiava em Kimi o suficiente para não estar assustado.

Ele sentiu o finlandês beijando cada uma de suas bochechas, o que o fez rir, pela novidade da situação. Sebastian abriu os olhos. Seu pênis estava incrivelmente duro, roçando na parede de vez em quando. Quase uivou quando sentiu a língua de Kimi na fenda entre suas nádegas. A sensação de umidade e calor chegando cada vez mais perto de sua entrada era indescritível. Era um misto de ansiedade e nervosismo que ele não conseguia controlar.

Quando Kimi separou as suas nádegas e a língua do finlandês finalmente chegou , Sebastian quase não aguentava mais. Seu pau pulsava e ele sentia que poderia gozar sem nem mesmo tocá-lo. Kimi lambia sua entrada e ele instintivamente empinava mais a bunda, impulsionando de leve o quadril para trás, dando mais acesso ainda ao finlandês.

Kimi penetrou sua língua mais fundo em Sebastian, fazendo o mais jovem balbuciar incoerências em alemão e tentar agarrar-se à parede. Sebi sentia o mais velho entrando e saindo de dentro de si, e o único pensamento coerente que ainda rondava sua mente era pensar em como seria quando não fosse apenas a língua de Kimi que estivesse dentro dele.

— Ah, meu Deus… Kimi… Kimi… — Sebastian já sentia seu pau vazando, sabia que ia gozar logo.

O mais velho apenas intensificou os movimentos, sentindo o corpo de Sebastian tremer em resposta e antecipação. Kimi mantinha duas mãos firmes na bunda do mais novo, enterrando sua língua cada vez mais fundo nele.

Um grito mais alto de Sebastian e ele soube que o alemão havia gozado. Os gemidos saiam engasgados e o corpo de Sebi estava totalmente apoiado na parede. O finlandês lambeu mais uma vez ao redor da entrada apertada e se levantou, abraçando o mais novo por trás, segurando o corpo trêmulo em seus braços.

Sebastian ainda tinha a testa encostada na parede quando sentiu os braços de Kimi ao redor de sua cintura. Podia sentiu o pau do finlandês ainda duro contra a sua bunda. Os lábios de Kimi beijando a sua nuca. Seus braços apertando seu corpo.

O mais novo então se virou para o finlandês, olhando nos olhos de Kimi.

— Você 'tá bem? — O finlandês perguntou, segurando seu rosto com uma das mãos.

Sebastian não respondeu, ele apenas encarou Kimi por mais um segundo antes de deslizar lentamente pela parede, seus braços ainda apoiados no finlandês, até estar de joelhos, entre a parede e o corpo do mais velho. Foi a vez de Kimi gemer mais alto.

Sebastian passou as mãos pelas coxas de Kimi, até parar em seu quadril, olhando para cima e encarando o mais velho.

— Ahhh… — Foi o único som que Kimi conseguiu fazer ao sentir seu pau sendo tomado na boca por Sebastian.

O alemão abocanhou boa parte da ereção à sua frente, o máximo que conseguiu, pela primeira vez. Sebi pressionou os lábios e moveu a língua o quanto pôde, logo depois tirando da boca e voltando a olhar para cima. Kimi tinha os braços cruzados e apoiados na parede, a cabeça apoiada nos braços, observando o trabalho do mais jovem entre gemidos.

Sebastian chegou a pensar que fosse corar numa hora dessas. Mas ele não se importava mais.

O mais jovem voltou a encarar o pênis ereto de Kimi, vendo uma pequena gota prateada se formando na ponta. Ele então o segurou com uma das mãos e lentamente passou a língua no local, lambendo o líquido. Não era o suficiente para se ter uma noção do gosto. Ele então tomou o pau de Kimi mais uma vez na boca, passando a língua pela cabeça e engolindo o resto aos poucos.

Kimi já havia fechado os olhos, mas sabia que isso não o impediria de gozar em breve.

Sebastian sentia sua boca cada vez mais completa, quase engasgando quando sentiu a ponta da ereção do finlandês encostar em sua garganta. Recuou um pouco, movendo a língua em torno da glande, e sentindo Kimi começava a vazar. O mais novo então sugou e apertou seus lábios.

— Sebi… Eu vou… — Kimi disse, e Sebastian intensificou a sucção, sentindo um gosto estranho cada vez mais forte em sua língua.

Kimi soltou um último gemido antes de gozar. Sebastian tentou continuar chupando, até quase engasgar e o mais velho retirar seu pênis da boca do alemão, derramando as últimas gotas de seu sêmem no peito de Sebastian.

Sebastian se levantou novamente, voltando a ficar cara a cara com Kimi. O finlandês ofegava e tinhas as faces coradas, seus braços apoiados na parede ao redor de Sebastian. Abriu os olhos e viu o mais jovem também respirando com dificuldade e o encarando, seus olhos semicerrados e uma gota de sêmem no seu queixo.

— Cospe logo isso, Sebastian. — Kimi disse, depois de alguns segundos, ainda tentando normalizar a respiração.

O mais novo tentou esconder um riso que se formava entre seus lábios. Até que baixou a cabeça, cuspindo o resto do líquido branco que ainda tinha dentro da boca. Kimi encostou a cabeça ao seu ombro.

— Desculpa. — Sebastian disse, perto da orelha do finlandês. — Não é ruim, eu só… Devia ter engolido logo, não ficado com isso na boca.

Kimi riu contra o pescoço de Sebastian. Eles ficaram parados, apenas abraçados e em silêncio por alguns segundos, até resolverem terminar o banho. Os dois passaram as horas seguintes no quarto de Sebi, aproveitando os provavelmente únicos momentos que teriam sozinhos no fim de semana. No final da noite, Kimi estava deitado na cama do quarto de hotel, com o alemão recostado contra seu peito, fazendo-o sentir-se mais confortável do que em qualquer outro lugar que ele já estivera.

Sebastian falava bastante, sobre todas as coisas possíveis, tentando não demonstrar a confusão e insegurança que estava sentindo. Todos os momentos que ele passou com Kimi nos últimos tempos haviam sido maravilhosos, ele tinha certeza disso. A "intimidade" entre ambos era algo que ele estava adorando desfrutar, e o que eles haviam feito pouco antes no banheiro só o fez ter certeza, se é que ainda havia alguma dúvida, de que ele realmente queria tudo. Ele sabia que Kimi estava indo devagar, testando, e queria dizer que estava pronto, só não sabia como.

— E a sua família? — Kimi perguntou, trazendo Sebi de volta de seus pensamentos.

— O que? — O alemão respondeu, mostrando que não tinha entendido a pergunta.

— Sua família, você já falou com eles? Já viu os seus pais?

— Ah, sim. Eu falei com eles por telefone e eles vêm pra cá amanhã, eu acho.

— Hum, então é melhor eu não estar aqui, não é? — Kimi perguntou, abraçando um pouco mais forte o mais jovem. Sebastian riu antes de responder.

— Eu acho que seria um pouco complicado explicar pros meus pais se eles te vissem no meu quarto, assim... Na minha cama. — O alemão virou o rosto e encarou Kimi, que ergueu uma sobrancelha. — Mas… A gente pode dizer que isso é um antigo costume finlandês. Sabe, dormir com os amigos.

Ambos riram, até que Kimi segurou o rosto de Sebastian entre as mãos e o beijou.

— E se eu estivesse nu? — O finlandês perguntou, encarando Sebastian debochado.

O mais jovem fingiu pensar por alguns segundos e por fim, respondeu.

— Acho que isso seria mais difícil de explicar. — Ele fez uma pequena pausa, em que o tradicional ar travesso voltou ao seu rosto. — Mas se fosse pra ter você nu, dormindo comigo, eu correria esse risco.

Kimi não respondeu. Apenas voltou a beijar o alemão, até que já estivesse quase com seu corpo parcialmente por cima do de Sebastian. Quando eles separaram os lábios, Kimi voltou a encarar o mais jovem.

— Eu… Só não quero ir rápido demais com isso. — O finlandês disse, com uma expressão séria.

— É meio estranho ouvir isso de um piloto. — Sebastian retrucou.

— Mas nós não estamos numa corrida. — Kimi respondeu, saindo de cima de Sebi e deitando-se novamente na cama, ficando lado a lado com o mais jovem.

— Eu sei. E você não 'tá indo rápido. — O mais jovem disse agora encarando o teto. — Acho que esse um ritmo muito bom. Pelo menos, foi bom lá no banheiro. — Ele tinha de admitir, era constrangedor falar sobre aquilo.

Sebastian não olhou, mas ele poderia sentir um sorriso torto se formando no canto do lábio do finlandês.

— Que parte? — Kimi perguntou e virou a cabeça, encarando Sebastian e esperando cinicamente uma resposta.

O mais jovem mordeu o lábio inferior. Ele fechou os olhos e respirou fundo antes de também virar o rosto e olhar nos olhos do outro.

— Todas elas. — Sebastian sentia seu rosto quente. —Quer dizer, foram… Muitas experiências novas. Mas, se eu tivesse que analisar, eu diria que foi um bom treino. Sabe, como quando a pista está em condições ideais e o carro reage bem.

Ambos sorriram. Já fazia tempo que Kimi não usava esse tipo de metáforas para o sexo.

— Eu fico feliz. Isso indica que você já está quase pronto pra sua estreia.

Sebastian virou o rosto e voltou a encarar o teto.

— É. Eu acho que sim. —Ambos ficaram em silêncio por alguns instantes.

Sebastian queria perguntar algo, mas não sabia como fazer isso sem parecer um idiota. Depois abrir a boca duas vezes, ele finalmente tomou coragem para começar.

— Sabe, Kimi… Sobre estréias… Bem, eu… — O alemão virou a cabeça lentamente, tentando antever qual seria a reação de Kimi à sua pergunta.

O finlandês virou o corpo totalmente para Sebastian, apoiando a cabeça num dos braços. Ele olhou para Sebastian em expectativa, como se não fizesse ideia do que o mais novo iria perguntar. Sebi o encarou por dois segundos e chegou à conclusão de que aquela não havia sido uma boa ideia.

— Esquece. — O alemão tentou desconversar.

— Você quer saber sobre… A minha estreia? — Kimi perguntou com um sorriso.

— Não… É. Talvez. — O alemão fez uma pequena pausa. — Mas você não precisa falar se não quiser.

Kimi encarou o rapaz a sua frente por alguns segundos. Ele nunca tinha parado para pensar assim, mas ele se via um pouco em Sebastian nesse momento. Anos atrás ele vivera praticamente a mesma situação, um envolvimento totalmente desaconselhável com outro piloto, algo que punha em risco as carreiras de ambos, mas quase tão intenso quanto o que ele e o jovem alemão tinham agora. Não havia sido fácil e as coisas não haviam se resolvido da melhor forma possível, para nenhum dos dois, e Kimi só teve a certeza de não que não importava o que tivesse de fazer, ele não deixaria que a história se repetisse.

— Isso foi há muito tempo. — Kimi disse, por fim. — E não foi uma história tão bonita assim.

Sebastian quase se arrependeu de ter puxado esse assunto. O tom de voz de Kimi estava um pouco mais baixo, mas logo o finlandês tratou de tranquilizar seu jovem amante.

— Mas não se preocupe. — O mais velho disse, voltando a abraçar Sebastian. — Outra hora eu te conto tudo. Agora eu prefiro desfrutar de você um pouco mais.

Kimi pousou um beijo nos lábios do mais jovem, que se aconchegou dentro do abraço. Eles ainda permaneceram trocando beijos e carícias por um bom tempo, até que ambos caíram no sono. No meio da noite, porém, Kimi despertou e se deu conta de que ainda estava no quarto de Sebi, e por mais que a sensação de ter o mais jovem adormecido em seus braços fosse boa, ele não podia ficar ali, era arriscado demais.

Com movimentos leves, Kimi saiu aos poucos da cama, deixando Sebastian sozinho. Ele se certificou de não deixar nenhuma peça de roupa no quarto do mais jovem e deu uma última olhada no alemão antes de sair do quarto. Sebi dormia tranquilamente e Kimi sentiu vontade de simplesmente voltar para lá e passar a noite ali, com ele. Mas o finlandês apenas suspirou e saiu, se encaminhando de volta para o seu quarto.

~Simi~

Durante os dias do GP da Alemanha, tudo ocorreu como o esperado: Kimi e Sebastian quase não conseguiram se ver, pelo menos do modo como gostariam, a imprensa não deu sossego ao alemão e Kimi teve um péssimo final de semana. Como sempre naquele país.

A corrida de Sebastian poderia ter sido melhor, embora ele ainda tenha conseguido um pódio. Porém, mais uma vez ele teve de ver seu companheiro de equipe vencer a corrida, e desta vez, Sebastian fora superado por Mark em sua própria casa. Mas o alemão não iria deixar que aquilo o abalasse, sabia que o principal agora era pensar no campeonato e que todos os pontos eram valiosos.

Na Ferrari, o clima não era dos melhores, afinal, a equipe se arrastava nas pistas, com raros lampejos de resultados medianos. E para Kimi, a situação era ainda mais complicada. Ele estava atrás de seu companheiro de equipe na tabela, mais de dez pontos de diferença. A cobrança por resultados era cada vez menos sutil, apesar de quase não haver novas modificações nos carros.

No domingo, após a corrida, Kimi sabia que era inútil tentar ver ou falar com Sebi, então ele preferia dar o fora do autódromo o mais rápido possível. Nos boxes da Ferrari, o finlandês se preparava para sair quando um de seus empresário, Steve, chegou até ele.

— Você já 'tá indo? — Steve perguntou, enquanto Kimi punha seu boné e seus óculos escuros.

— Já. Você quer alguma coisa, Steve? — O finlandês perguntou, encarando o homem mais velho.

— Eu queria conversar com você.

Kimi conhecia bem aquela expressão de Steve. Sabia que era algo sério.

— Pode falar. E pelo seu jeito eu já vi que não é coisa boa. — Kimi riu, não adiantava nada deixar o clima mais pesado do que já estava.

— Na verdade, eu quero te perguntar uma coisa. — Steve pôs uma mão sobre o ombro de Kimi. O inglês era uma das poucas pessoas no mundo que podiam se dar ao luxo desse tipo de intimidade. — Eu tenho pensado em começar a conversar com outros times, Kimi. Quero saber o que você acha disso.

Kimi olhou para Steve com a sua típica expressão impassível. Isso até esboçar um pequeno sorriso, deixando o inglês ainda mais curioso acerca da reação do piloto.

— Acho que isso é uma coisa inteligente a se fazer. — Kimi disse, por fim, mas sem demonstrar muita emoção.

Steve o encarou, sem surpresa, mas também não é como se ele esperasse essa reação do finlandês.

— O que foi? Você acha mesmo que eu sou completamente alheio a tudo que acontece a minha volta? — Kimi questionou, sabendo que essa era realmente a impressão que a maioria das pessoas tinha dele.

— Claro que não. — Steve respondeu, apertando a mão no ombro de seu cliente e amigo. — E eu não estou afirmando nada em relação a isso também. Apenas é bom estar preparado pra qualquer coisa. Você sabe que contratos não são tudo nesse meio...

— Sim, eu sei. — Kimi disse, com um suspiro cansado. — Mas esse meio também não é tudo na vida, Steve. — O finlandês disse, sem encarar o empresário.

Steve se afastou de Kimi e o encarou incrédulo. Kimi se divertia com a reação do homem mais velho, apesar de o inglês não achar aquilo nenhum pouco divertido.

— Você não vai começar com isso de novo, vai? — Steve perguntou.

— Não, mas só porque eu sei que você é muito cabeça dura pra conversar abertamente sobre isso.

— Eu sou cabeça dura? — Steve teve de rir. — Ok, Kimster, o senhor-cabeça-dura aqui vai te deixar em paz, então.

Kimi não respondeu, apenas riu e seguiu com o que vinha fazendo antes de Steve chegar: dar o fora daquele circuito, sair daquele país o mais rápido possível. Ele sabia o que estava acontecendo, sim, é claro que ele tinha plena consciência de que a vinda de Fernando Alonso para a escuderia era quase certa, e tinha cada vez mais certeza sobre o lugar de quem o espanhol iria ocupar.

A verdade é que, por mais que eles tentassem mostrar isso, tanto Kimi quanto as pessoas da equipe, a Ferrari nunca fora uma "casa" para ele. Equipe nenhuma jamais foi. A Fórmula 1 nunca foi. Kimi sabia que seu "estilo de vida" nunca seria totalmente compreendido nesse meio, e por isso ele acabou tentando aceitar da melhor forma possível todas as coisas que aconteceram no início de sua carreira. Ele se casou e tentou levar uma vida normal diante de todos. Embora isso nunca tenha realmente sido o suficiente.

Kimi saiu daquele lugar com a impressão de que era hora de rever suas escolhas, e o modo como ele vinha levando as coisas nos últimos anos, porque se ele tinha uma certeza agora, era a de que ele não queria perder Sebastian.

Steve viu seu amigo saindo enquanto Mark chegava à garagem para buscar suas coisas e ir embora também. Os dois ingleses se olharam e Mark arqueou uma das sobrancelhas.

— Aconteceu alguma coisa? — Mark perguntou.

— Me diz você. — Steve se virou com um sorriso para o homem mais velho. — Eu esperava que você soubesse o que está acontecendo com o Kimi.

Mark balançou a cabeça e levantou as mãos, num gesto de defesa.

— Eu juro que não sei de nada… Mas, eu até desconfio. — Mark tentou parecer indiferente enquanto ajeitava as coisas em sua mochila. Steve bufou.

— E você não vai me contar? — Ele perguntou, fingindo espanto.

— Não. — Mark respondeu, colocando a mochila nas costas e se dirigindo até a saída dos boxes. — Eu quero ter certeza primeiro. — O homem careca deu uma piscadela para Steve, que desistiu de tentar arrancar alguma coisa do outro. Por enquanto.

Os dois homem seguiram seus caminhos, ambos sabendo que eles podiam até se preocupar, mas que no final, Kimi sempre acabava fazendo as coisas como ele próprio decidia, e não havia nada que nenhum dos dois pudesse fazer para mudar isso.

Continua...


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n/a: Demorei mas voltei! :D Mil desculpas pela demora com a atualização, tinha esquecido de postar o capítulo novo aqui DDD: #EPICFAIL

*facepalm*

Espero que gostem!

Bjos a todos que estão lendo! ;*