Classificação: T-rated
Romance/Drama
Shipper: SasuSaku
Disclaimer: Naruto e seus personagens não me pertencem...infelizmente¬¬
Autora: Elade-chan ;)
Sinopse: Uma serie de estranhos sonhos perturbam Sasuke, que não pode entender o seu significado ou porque sempre vem com ela. Eles se tornam mais frequentes quando ele finalmente regressa a Konoha e descobre algo que não esperava. SasuSaku
Aviso: Possíveis spoilers.
Beta oficial: Bella21
Traduzido por: Strikis
Não Diga que Foi um Sonho
Capitulo 10. Expedição
A primeira coisa que Sasuke viu enquanto se aproximavam da aldeia foi o cemitério em uma colina próxima. Chamou-lhe a atenção porque uns quinze ou vinte túmulos eram de um branco perolado e estavam cobertos de flores.
- A epidemia foi devastadora para eles. – comentou Kakashi perto dele ao ver aonde se dirigia sua vista – Vamos.
O grupo de ninjas que havia saído de Konoha se dirigiu para as portas da aldeia. Tinham decidido estabelecer esse lugar como um ponto de partida de suas expedições, e também, assim, poderiam voltar a falar com os habitantes e completar a informação sobre a região.
- Quem são vocês? – Perguntou, desconfiado, um homem saindo a frente da porta.
- Somos ninjas de Konoha. – Respondeu Kakashi, adiantando-se e elevando a palma da mão em sinal de paz.
- Konoha? Eles já estiveram aqui. – Afirmou o aldeão em sinal de receio.
- Com certeza, – reconheceu Naruto dando também um passo a frente de Sai – mas precisamos da sua ajuda de novo, dattebayo!
Sasuke começava a inquietar-se. Por que não afastavam simplesmente aquele homem insignificante e passavam sem mais problemas? Não tinham tempo para perder com essa estúpida conversa que não chegava a lugar algum. Bufou exasperado.
- Naruto, Sai e Kakashi-senpai foram os que vieram da última vez, por isso, ganharam a confiança dos aldeões. – Explicou Yamato tomando sua tensão por preocupação.
- Hn. – Espetou o Uchiha com desinteresse. Foi uma sorte que Yamato não conhecesse suas expressões pra deduzir que aquilo significava "me importa uma merda".
- São os companheiros da doutora Sakura, verdade? – Perguntou outro homem, um pouco mais jovem saindo da aldeia, também com certa desconfiança a mais que o outro.
- Somos sua família. - Corrigiu Naruto sorrindo levemente.
-... Todos? - Perguntou assombrado apontando a todos do grupo. Seguramente, o que tinha assustado os aldeões era o grande número de ninjas que se aproximavam da sua aldeia.
-Sim. – Afirmou Kiba levantando a voz com calma entre os múrmuros de assentimento.
Dito isso, todos começaram a mover-se para entrar na aldeia seguindo os dois homens.
- O que te aconteceu? - Perguntou Suigetsu ao ver que Karin seguia imóvel observando com um olhar estranho os ninjas da Folha.
- É... estranho né? - Disse ela sem desviar a atenção deles – Os de Konoha, seus laços... não é algo que esperaria encontrar em um mundo ninja. Sua lealdade vai mais além de ser da mesma aldeia ou de uma equipe, são exatamente o que disseram... uma família.
- É admirável, sem dúvidas. – Concordou Suigetsu encolhendo os ombros como se soubesse exatamente onde queria chegar a ruiva.
- Sem dúvidas... - prosseguiu a garota – Fazem com que você deseje ter nascido nessa maldita aldeia né? – brincou com uma ponta de tristeza. – Ao ver como lutaram por Sasuke ainda que ele tivesse se voltado contra eles, e como o aceitaram de volta como irmão... e viu o garoto cachorro? Quando foram buscá-lo para a missão não necessitou que lhe contassem mais detalhes, a parte de "Sakura esta viva e vamos buscá-la", poderiam ter enviado ao fundo do mar e sua única pergunta teria sido: em que profundidade. Ou aquele outro, o de sobrancelhas, praticamente se colocou a chorar gritando "minha bela flor de cereja". – Suspirou com admiração.
- Bom... eu te chamo de cenoura, – tratou de desculpar-se Suigetsu – soa um tanto parecido não? É um vegetal... Permanecer em Konoha está nos "adoçando" bastante. Estamos mais para a lama, pequena, somo mais de roubar o bolso da velhinha em lugar de ajudar a cruzar a rua. E ainda agora nos dedicamos "ao bem", não podemos negar que somos a versão ruim de Konoha... contudo, nem por isso deixamos de ser uma família... uma família de bastardos, mas também nos afogaríamos nesse mar, principalmente Juugo que é o mais decente. Acredito que o sentimento de equipe é influência de Sasuke, custa acreditar que esse bastardo nos transmitiu algo bom, hein?
Karin riu diante de suas palavras.
-Ainda... acredito que mamãe Konoha já nos adotou. – concluiu o espadachim ao ver como Lee agitava a mão chamando-os ao notar que não os seguiam. – Suponho que agora já não poderemos nos libertar de todos esses irmãozinhos, e seus admiráveis laços.
-É mais que admirável, – disse Karin sorrindo calidamente – é algo que vale a pena morrer.
- E matar. – Suigetsu sorriu com olhos safados tomando sua mão e levando-a aos lábios. – Vamos, talvez tenhamos que bater em alguém. – Concluiu tirando a ruborizada ruiva com um sorriso de satisfação diante de sua perturbação.
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- Está dizendo que o que matou nossos filhos pode não ser uma doença? – Perguntou o líder da aldeia. Um homem com vários anos, o suficiente para que algumas mechas brancas se mesclassem em seus cabelos castanhos, mas com aspecto forte e resolvido.
Os ninjas de Konoha tinha se reunido em sua casa, com alguns aldeões, para explicar a situação e porque tinham voltado à aldeia.
- Temos razões para pensar que tudo foi conseqüência dos experimentos de um ninja renegado chamado Yakushi Kabuto, ele fingiu a morte da médica ninja Haruno Sakura e atualmente a mantém prisioneira a fim de desenvolver uma nova técnica potencialmente letal. – Explicou Kakashi.
- Mas a doutora Sakura morreu... - interveio com tímida voz uma mulher jovem com aspecto simples da gente da aldeia - ... eu estava com ela, estive uns dias doente e morreu enquanto escrevia uma carta.
- Está viva. – Disse Sasuke de forma rude sobressaltando a mulher.
- Sasuke! – Chamou Kakshi com um leve tom de advertência.
- Sasuke? Você é o Sasuke? – Perguntou então a jovem que tinha falado antes, observando o rapaz com interesse.
- Hmp. – O Uchiha se limitou a grunhir em resposta, olhando com sua típica expressão indiferente.
- Conhece ele, ttebayo? – Perguntou Naruto, apontando e levantando a sobrancelha, estranhando.
- Quando a doutora ficou doente... dizia seu nome em sonhos. – disse a mulher tristemente – Perguntamos a ela quem era Sasuke... nos disse que era uma pessoa importante para ela, como Naruto-kun ou Kakshi-san, mas quando pedimos para ela nos dizer para onde enviar a carta, o avisaríamos para que ele pudesse vir vê-la, ela somente respondeu que não viria... disse: "não virá... ele tem muitos problemas como preocupar-se comigo."
Sasuke simplesmente escutava em silêncio, mantendo sua pose estoica, exceto a força com que apertava seus punhos. Algo tinha apertado dolorosamente em seu interior ao ouvir as palavras que tinha dito a rosada sobre ele e saber que era a pura verdade. Se o tivessem avisado sobre a doença de Sakura, não teria ido vê-la nem faria nada a respeito, e ela sabia... Então porque tinha deixado a fotografia com a pista chave para ele? Por que eram seus sonhos que visitava?... Talvez, a pesar de tudo, no fundo Sakura nunca tinha perdido as esperanças de que voltasse e por isso tinha depositado a única coisa que poderia ajudá-la em suas mãos, contradizendo toda a lógica.
- Mas estou aqui, – disse o moreno com voz cortante e desafiante – e agora meu principal problema é encontrá-la.
Shikamaru rompeu o tenso silêncio com uma forçada tosse para voltar a atrair a atenção para o tema principal.
- A questão é que Sakura está viva, Kabuto a tem como prisioneira e nos fez acreditar que ela tinha morrido para que não a buscássemos. As cinzas eram falsas e o cadáver foi seguramente substituído por uma réplica. – explicou o Nara com seriedade – Necessito que todos da aldeia se reúnam na praça, todo mundo.
- Ma... mas nós... - balbuciou levemente o líder da aldeia negando com a cabeça, como querendo dizer que eles não teriam nada com isso.
- Por favor, senhor Yamaki, não temos muito tempo. – Interveio Kakashi.
-Claro! – Respondeu o homem nervosamente e, baixando os olhos, encaminhou-se para a saída seguindo de todos os demais.
- Acredita que algum dos aldeões ajudou Kabuto? – Perguntou Neji em voz baixa, ficando para trás junto com Shikamaru, mas permitindo que seus companheiros pudessem ouvir.
- Estou seguro disso. – Respondeu Shikamaru franzindo o cenho e agilizando o paço para sair.
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Os murmúrios se expandiam por toda a praça, provocando um zumbindo de vozes entre intrigadas e assustadas, pela chegada daqueles ninjas. Todas as pessoas da aldeia tinham se reunido no lugar, velhos, homens, mulheres e as poucas crianças que tinha sobrevivido à devastadora epidemia que tinha levado Sakura aquele lugar. Pareciam pessoas simples, do tipo que leva a vida tranqüila trabalhando no campo e que não gosta de problemas.
- Nós os reunimos aqui para falar sobre um assunto que os afeta diretamente. – começou a falar Shikamaru, fazendo com que o silêncio reinasse. – A epidemia que sofreu essa aldeia, não fui uma epidemia, – os murmúrios voltaram a se escutar agitados, e o ninja levantou a voz – o que matou seus filhos não foi uma doença, mas sim os experimentos de um ninja renegado, Yakushi Kabuto... e alguém desta aldeia o ajudou.
- Isso é impossível! – Os agitados murmúrios foram ensurdecedores.
- Ninguém desta aldeia faria algo como isso! – Tratou de esclarecer o líder, olhando espantado para os ninjas.
- Mas alguém o fez, verdade? – Interveio maliciosamente Suigetsu.
- Alguém mudou as cinzas de Haruno Sakura e ajudou Kabuto a fingir sua morte... essa pessoa está aqui, e pode estar segura de que vamos descobrir quem é. – declarou Shikamaru com seriedade, passando os olhos inquisitivos pela multidão – Temos pressa, de modo que seria melhor para todos se essa pessoa confessasse voluntariamente. Temos métodos para descobrir que é... e não será agradável para o culpado. – Seu olhar se desviou para Sasuke, cujo Sharingan rodava descontroladamente em seus olhos.
Ino olhou para Shikamaru com preocupação, realmente pensava em soltar Sasuke sobre toda essa gente?
- Sakura veio ajudá-los, tratou e curou as crianças, agora é ela quem precisa de ajuda. A pessoa que se aliou com esse criminoso os traiu, colaborou com a pessoa que provocou a morte de seus filhos. O mínimo que poderia fazer, se ainda lhe resta alguma dignidade, é colaborar agora. Perguntarei mais uma vez, quem ajudou Kabuto? – O Nara voltou a perguntar, com voz imponente.
Todos se mantiveram em um tenso silêncio, até que, segundos mais tarde, ouviu-se um temeroso gemido que captou a atenção de todos. Os aldeões começaram a afastar-se olhando entre assombrados e temerosos para um homem jovem de cabelo castanho e olhos assustados, que suava inquieto, desviando o olhar para todas as partes enquanto pequenos suspiros assustados escapavam inconscientemente de seus lábios.
Ao ver que tinha chamado a atenção dos ninjas, o jovem tropeçou um paço para trás e fez o inútil intento de quere fugir, já que, ao querer voltar para correr, esbarrou com a imponente figura de Chouji impedindo-lhe o caminho.
-... Não... eu... eu não queria fazer mal a ninguém... por favor... eu somente... – Gaguejou incoerências, tremendo como um cervo encurralado.
- Não posso acreditar que fez algo assim Toshi. – Disse o líder da aldeia com decepção e desdém.
- Não... eu... – Tratou de desculpar-se o jovem inutilmente.
- Vamos, precisamos interrogá-lo. – disse Neji tomando-o pelo braço – Depois será todo de vocês.
As pessoas começaram a dispersar-se comentando com um mistura de pesar, susto e raiva a traição do rapaz, enquanto os ninjas o arrastavam até um celeiro para o seu interrogatório.
- A equipe sete deve ficar fora. – Disse Yamato olhando-os.
- Nem pensar, dattebayo! – Exclamou Naruto indignado, sendo acompanhado por um olhar gelado de Sasuke concordando.
- Estão muito implicados neste assunto. Seus sentimentos podem interferir na missão. – Explicou o ninja.
- Tenzou... - Pediu Kakashi com um olhar duro.
- Não senpai, sabe que tenho razão. – Replicou Yamato com seriedade.
Tinha visto o brilho assassino nos olhos de Sasuke ao descobrir que o garoto tinha colaborado com Kabuto, estava desejando por as mãos em cima dele, e o mesmo poderia dizer de Kakashi que tinha o olhar de determinação substituindo sua despreocupada expressão de sempre. Naruto, por sua vez, era muito impulsivo e todos sabiam que faria qualquer coisa por Sakura. Pode ser que esse aldeão tivesse ajudado Kabuto, mas não acreditava que fosse um criminoso, mas sim um covarde estúpido que cometeu um erro. Deixar que eles o interrogassem seria muito para ele.
Dito isso, Yamato fechou a porta do celeiro deixando os três ninjas fora.
- Verdade que vamos deixar esses inúteis o interrogarem sem nós? Temos pressa Kakashi! – Disse Sasuke perigosamente, com fria calma.
- Tem razão, estamos muito implicados. - Reconheceu o sensei da equipe, a contra gosto, mas com firmeza.
- Que?! – Exclamou Naruto com ruidosa incredulidade.
- É uma merda. – Apontou Sasuke.
- Esta missão não se trata somente de Sakura. – disse Kakashi – Deter Kabuto é uma prioridade, se conseguir dominar essa técnica será perigoso para toda Konoha. Nós shinobis temos normas de conduta, e os sentimentos interferem na missão e nublam nosso juízo. Devemos esperar.
- Mas Kakashi-sensei... - Seguiu replicando o loiro.
Sasuke se afastou uns paços, com o punho apertado para tratar de se acalmar.
Estúpidas regras, em momentos como aquele somente serviam para atrapalhar. Estava de acordo com isso de não mostrar sentimentos, por Kami se ele jamais mostrava nada por isso mesmo deveria ter interrogado esse tipo. Em um minuto tinham tido até o sobrenome da sua avó.
Uma menina passou correndo em frente a ele, brincando e rindo. O Uchiha ficou olhando-a pelo simples detalhe que prendia seus longos cabelos como uma faixa do mesmo modo que Sakura fazia, e seu aspecto o recordou inevitavelmente a menina rosada quando se formou a equipe sete... Nesta época tudo era mais simples, Sakura conhecia as normas ninjas, mas não se importava em segui-las, como quando chorou a lágrimas vivas quando pensou que ele tinha morrido... depois quando ele se foi, as normas seguiram sem importar já que Naruto tinha impedido que o tachassem de traidor e tinha ido buscá-lo mil vezes... e Kakashi não tinha cumprido um maldita norma em toda sua vida. De modo que, o que estava esperando?
- Sasuke... - Advertiu Kakashi ao ver que o rapaz se aproximava novamente, decidido.
- Deixe de lado as normas Kakashi. – disse o moreno – Nesta equipe somente obedecemos uma e sabes perfeitamente qual é... Não acredito que queira ser pior que uma escória.
Naruto rio fortemente e assentiu decididamente, apoiando as palavras de seu amigo.
- Assim que se fala teme, dattebayo!
Kakashi sorriu de lado a seus alunos e como resposta girou para abrir a porta do celeiro com um forte empurrão, rompendo a madeira que segurava por dentro e entrando junto com seus alunos para tomar parte no interrogatório e saber de uma vez por todas onde estava Sakura.
Porque tinha uma norma que Hatake Kakashi sempre cumpria e que estava por cima de todas as demais. "Aqueles que abandonam seus companheiros são pior que escórias"
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- Kakashi-senpai, pensava que não... - Começou Yamato assombrado pela intempestiva entrada dos ninjas.
Kakashi se limitou a levantar a mão.
- Tranquilo, Tenzou, somente viemos para acelerar um pouco isso, já que perdemos muito tempo. – Explicou o ninja.
- Espero que saiba o que faz, morto não nos serve. – Suspirou Yamato derrotado.
No centro do celeiro, o aldeão que sendo interrogado estava atado a uma cadeira com cara de susto, mas mantinha os lábios fechados em uma apertada linha com a determinação de não dizer nada.
- Me matará se eu falar. – Dizia medrosamente.
- Eu também posso te matar. – Disse Suigetsu com os braços cruzados e expressão ansiosa.
- Ele me dá mais medo que você. – Replicou com voz aguda.
- Mas não mais que eu. – Disse então, com voz grave, Sasuke, adiantando-se.
O moreno jogou a cadeira no chão fazendo com que o interrogado caísse por estar amarrado, e apoiou a ponta da katana no peito, olhando-o ameaçadoramente com seus olhos vermelhos como o sangue, enquanto faíscas do chidori percorriam o seu corpo com um inquietante crepitar.
- Comesse a falar, dattebayo. – Ordenou Naruto, sorrindo sadicamente enquanto colocava a cadeira em pé outra vez com um movimento rápido com o pé que deixou zonzo o aldeão.
Diante da aparição das duas novas ameaças, muito mais dispostas a usar objetos afiados contra sua integridade, o jovem indicou no mapa a localização exata do esconderijo de Kabuto, uma antiga fortaleza subterrânea abandonada.
Contou que, em um primeiro momento, o ninja renegado tinha pagado para que o deixasse passar pela aldeia sem dar o alarme. Quando as crianças começaram a adoecer ele se negou, mas ao chegar Sakura, Kabuto o ameaçou para ajudá-lo a fingir a morte da médica-ninja e assim usá-la em seu experimento e evitar ser descoberto.
- Disse que se eu o fizesse, a epidemia acabaria. – chorou o jovem – Prometeu-me que a doutora Sakura não sofreria nenhum dano, que as mentes dos adultos eram mais fortes e não morreriam. Depois me assegurou que, se eu contasse algo, me mataria. Eu não queria fazer mal a ninguém... por favor.
Com uma última olhada de desdém, os ninjas o deixaram atado no celeiro. Os outros aldeões se ocupariam dele, eles já tinham tirado toda a informação que necessitavam. Tinha chegado o momento de começar a verdadeira missão.
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Sasuke agachou-se mais entre os arbustos enquanto observava, com seus afiados olhos de falcão, a entrada camuflada da fortaleza semi-oculta em que, segundo seu informante, Kabuto se escondia... e retinha Sakura.
- Ache-a, Karin. – Ordenou o Uchiha em um sussurro, sem desviar sua visão da porta entre as rochas.
- Já te disse, – contestou a voz da Kunoichi atrás dele com o mesmo tom – não sei com é o seu chakra, como saberei que é ela?
Suiguetsu riu baixo.
- Teria que ter dado a ela algo da garota para cheirar, isso é o que fazem os cachorros rastreadores. Ay! – se queixou o espadachim quando a ruiva bateu em seu braço - Que mau gênio tem... – seguiu zoando - Ai! Essa sim doeu.
- Calados! – Ordenou Sasuke com tom autoritário.
- Talvez se dissesse a cenourinha como é o seu chakra, pode ser mais fácil encontrá-la. – Sugeriu Suiguetsu torcendo a boca contrariado e esfregando as zonas doloridas pelos golpes da ruiva.
- ... - Sasuke, por fim, desviou a vista da porta que estava vigiando para olhar o espadachim e, se não fosse ele, diria que estava deslocado – Que eu diga como é?
O garoto confirmou em resposta com as sobrancelhas levantadas, como se perguntasse se o Uchiha ficou estúpido.
O moreno levantou uma sobrancelha ante a petição, já que nunca tinha pensado como descrever um chakra. Supõe-se que ele diga o quê? Luminoso? A única palavra que lhe vinha a mente ao pensar no chakra de Sakura era tranqüilizador, mas não achava que isso fosse servir para Karin, além de que, tampouco pensava dizer. Também era quente como quando um raio de sol te esquenta agradavelmente a pele, mas isso soava doce até para Lee.
- Karin conhece o chakra de Kabuto, – interveio Juugo que tinha estado em silêncio todo o tempo – somente tem que buscar o que não seja dele e que permaneça imóvel, com certeza esse será o de Sakura-san.
Sasuke confirmou satisfeito fazendo um sinal para Karin, para que começasse a scanear o chakra da zona. Em momentos como aquele se felicitava por ter incluído Juugo em sua equipe, era o único intelectual capaz de colocar algo útil... quando não tinha um de seus ataques, claro. Além do mais, graças aos seus passarinhos, tinha encontrado sem muitas dificuldades a entrada do esconderijo de Kabuto.
- ... Oh, merda! – soltou Karin como uma expressão de desdém – Isso vai ser um pouco complicado, além de Kabuto estou notando...
- Teme! - O comunicador que levava na orelha esteve a ponto de deixar Sasuke surdo.
- Te disse mil vezes que não grite, imbecil! – Replicou o Uchiha, apertando os dentes para evitar gritar a resposta também.
- Cale-se e escute, bastardo, dattebayo! - replicou Naruto rapidamente e agitado – Kabuto está usando esses monstros brancos de Madara, os que parecem plantas. Saíram da terra quando nos aproximávamos da entrada norte! Tome cuidado, esse aprendiz de serpente já sabe que estamos aqui.
- Por aqui temos o caminho livre. Nos veremos lá dentro usuratonkachi. – Despediu-se Sasuke, cortando a comunicação.
- Zetsu branco. – Disse Karin assentindo. Tinha escutado as palavras de Naruto, graças ao seu alto tom de voz, e não haviam feito mais do que confirmar o que tinha detectado com seu sensor de chakra.
- Esses bichos são asquerosos. – Queixou-se Suiguetsu com a expressão de desgosto.
- Tem algum próximo a essa porta? – Perguntou Sasuke voltando a concentrar seu olhar na porta de entrada.
-Não. – respondeu Karin – Mas nunca se sabe, movem-se muito rápido, saem da terra e das paredes em um abrir e fechar de olhos.
- Oculta nossos chakras, vamos entrar. – Decretou o Uchiha
Movendo-se silenciosamente como sombras, o time Taka aproximou-se da entrada. Em um sinal de Sasuke, Suiguetsu brandiu sua espada fazendo pedaços da porta em um segundo. Diante deles, estendeu-se um escuro corredor iluminado fracamente com tochas em alguns pontos.
- Encantador. – disse Suiguetsu torcendo a boca com desdém - Creio que a decoração seja brega e você?
Certamente era como voltar a estar em algum dos esconderijos de Orochimaru, onde jamais entrava sol e as paredes pareciam como o mesmo desenho e tochas. Verdadeiramente Kabuto era um bom imitador, inclusive o ar cheirava igual.
- Hmp. – Sem mais cerimônia, Sasuke passou por cima dos restos da porta para entrar sigilosamente no esconderijo seguido pelos demais.
Logo perderam de vista a luz da entrada, fazendo visível que além da aparência, também compartilhava da distribuição dos esconderijos de Orochimaru, pois estava composto por corredores subterrâneos que serpenteavam e cruzavam-se uns com os outros. Karin os guiava pelo caminho esquivando dos Zetsu brancos que pareciam ser guardiões, graças a sua habilidade de sensor.
- Já estamos pró... Oh merda! – Logo a ruiva parou e girou para voltar apressadamente por onde tinha vindo, fazendo sinais com as mãos para que se movessem, contudo, não tinha dado alguns passos quando a garota voltou a parar mordendo o lábil nervosamente.
- O que ocorre cenourinha? Perdeu o rastro? - Perguntou Suiguetsu, zoando com suas horríveis comparações.
-Cale-se imbecil! – apontou Karin sem prestar atenção – Tem Zetsus guardando esse corredor, tratei de voltar para encontrar outro caminho, mas tem outros atrás de nós, não podemos passar sem que caiam em cima da gente.
Tinha acabado de dizer essas palavras quando a primeira kunai bateu contra a parede perto de Juugo, que saltou para se esquivar, e partiu o pescoço do Zetsu que tinha aparecido com um rápido movimento, enquanto Suiguetsu cortava outro pela metade com sua espada. Contudo, ao fundo do corredor já se ouvia o ruído dos passos apressados de seus inimigos.
- Sasuke-kun, rápido! – Karin agarrou o antebraço do rapaz para que a escutasse com atenção fazendo com que se inclinasse – Ao final do corredor vire a direita, e na primeira esquina que ver, a esquerda, e depois siga reto, ela esta ali, vai. - Disse firme soltando-o.
O Uchiha ficou olhando-a por uns segundos e depois desviou o olhar para os demais que o observavam com a mesma determinação nos olhos. Eles estavam oferecendo-se para ficar e lutar enquanto ele ia resgatar Sakura, mas poderiam se virar sozinhos?
- Vai de uma vez! – replicou Suiguetsu revirando os olhos – Tem que ser assim, em todas as histórias, o herói fica com a garota.
- Eu não sou o herói... - Disse Sasuke.
- Quem está falando de você? – Riu o espadachim com malicioso sorriso pervertido e Karin ruborizou-se tonta, sem saber o que dizer quando o garoto acariciou o braço com o dedo.
- Continuem vivos até que eu volte, estúpidos. – Bufou Sasuke antes que se lançasse a correr pelo corredor.
Suiguetsu soltou uma gargalhada e girou preparando-se para fazer frente aos inimigos que chegassem.
- Suiguestu... - Karin o deteve agarrando-o pelo braço um segundo antes de soltá-lo como se queimasse.
As ações do rapaz a desconcertavam, de vez em quando tinha momentos fugazes em que parecia interessado nela, mas depois mudava de atitude tão rápido que Karin quase acreditava ter imaginado. Era frustrante não saber o que pensava e tampouco sabia como sentir-se a respeito, como também podia evitar o pequeno salto que dava quando o fazia.
- Sim?- Disse Suiguetsu com um leve sorriso divertido.
-... Nada. – respondeu a ruiva acovardando-se – Deveríamos nos preparar, se aproximam.
Sem uma última olhada, Karin adiantou-se para receber os inimigos deixando Suiguetsu olhando suas costas e mostrando um sorriso de olhos travesso.
- Por que não disse já que gostava dela? - sussurrou Juugo ao espadachim com certo cansaço – Está claro que ela te corresponde.
- E perder a oportunidade de ruborizá-la a fazê-la ficar nervosa? - respondeu o rapaz com diversão – Grandalhão, fala como se não me conhecesse!
Juugo lançou um suspiro derrotado dando a entender que pensava que não tinha remédio e se adiantou para ajudar Karin, que lutava contra um Zetsu com maior raiva que o habitual, seguido de Suiguetsu com a espada nas mãos.
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Sasuke derrapou na última esquina, devido a velocidade que estava correndo, e antes que os Zetsu brancos se dessem conta do que se passava, a katana do Uchiha já os tinha feito em pedaços com um movimento tão rápido que pareceu invisível.
Tal e como comprovou o rapaz, a porta estava fechada, mas isso não foi um impedimento para ele que a derrubou com um chute, e sem ficar observando entrou no quarto.
O lugar era amplo e estava em penumbra. Sasuke afastou com a mão umas cortinas pesadas que impediam seu acesso ao fundo. E ali em meio a cama, sobre um colchão de veludo marrom como se fosse uma princesa de contos, estava ela. Tão etérea como em seus sonhos, tão real como em sua memória...
Sakura.
Pessoal vou tentar terminar esse fic o mais rápido possível e assim continuar Exilio para vocês.
Mil desculpas pela demora.
Bjus Strikis ^^
