A historia é de um romance da Miranda Jarrett
Naruto não me pertence...
Personagens BEM mudados u.u'...
NÃO ACONTECE NO JAPAO OO''
SakxSas
Agradeço à Grazi-chan, Uchiha Harumi, Uchiha Madazitah, Miyuke chan, taliane, cat tsuki e as pessoas do Nyah por terem comentado no capitulo anterior. A Sakura lhes deve a vida e outras coisas xD
10. Lágrimas, sangue e decência?
O instinto tinha levado Sasuke ao beco perto da taverna. O instinto e o protesto de uma prostituta que reclamava da intromissão de uma jovem de rosa com olhos verdes na área em que ela atuava.
Ele quase chegara tarde demais. No meio das sombras, o rosto de Sakura estava praticamente escondido pelo corpo do marinheiro, mas Sasuke prontamente reconheceu as pernas apertadas e com a saia levantada, pernas que se agitavam enquanto ela lutava para defender a vida e a virgindade. Sasuke reconheceria aquelas pernas em qualquer lugar, afinal, tinham sido a primeira parte do corpo de Haruno Sakura que ele vira no jardim da casa em Newport, antes mesmo do rosto.
Era Sakura que estava ali, a bien-aimée dele. Diabo! Ele havia comprado aquele vestido não tinha quatro horas antes.
Mas não havia tepo a perder. Outra vez ela o deixava sem opção.
Sasuke sacou o punhal e aproximou-se silenciosamente do marinheiro. Enquanto ia chegando perto, perguntou-se quem era aquele homem e porque Sakura havia confiado ele. Fosse qual fosse o nome, ele pagaria muito caro por isso. Mais uma morte debitada à famíla Haruno.
O homem contraiu o corpo apenas uma ves quando o punhal de Sasuke o atingiu num ponto mortal. Sem ferir Sakura, ele tirou a faca que mantinha encostada na garganta dela e a arma caiu no chão produzindo um barulho metalico. Sasuke recuou e o homem soltou um palavrão, a voz apertada e os olhos já mostrando as sombras da morte. Depois cambaleando, ainda segurando Sakura, os dois cairam juntos no chão.
Tentando recuperar a respiração, Sakura procurou se livrar dos braços que a envolviam, sem perceber que ainda estava lutando com um homem morto.
Levantou-se quando Sasuke estendeu as mãos para ajudá-la.
- Está vendo o que arranjou, ma chérie? –ele inquiriu – Não, não tente virar o rosto. Se você não tivesse tentado fugir de mim outra vez, aquele homem ainda estaria vivo.
Com terror nos olhos, Sakura tentou se livrar das mãos dele. Porem Sasuke precisou apenas de uma mão para segurá-la com firmeza. Ele a obrigou olhar o corpo inerte no chão. Ela precisava entender. Ela precisava sentir o cheiro de morte, ou jamais entenderia como era a vida dele.
- Ele.. ele ia me matar Sasuke – disse Sakura com a voz trêmula por causa o medo que a dominara ao sentir a faca daquele homem encostada na garganta. – Ele ia me roubar, me... me usar e me matar.
- Então era ele ou você. Por causa de sua atitude, um de vocês dois teria que morrer esta noite. Será que fugir de mim valeria sua vida? Pense nisso. Aquele sangue poderia ser o seu.
- Não precisava ser assim. Acredite!
- Não poderia ser de outra forma. Você queria tanto assim fugir de mim?
Sakura puxou o braço, apenas para ver que estava suja de sangue. Arregalando os olhos disse:
- Mas o que você fez Sasuke? – inqueiriu, dominada pelo horror – Que Deus me ajude... O que você fez?
- Apenas o que você me obrigou a fazer, Sakura – respondeu – E que Deus a ajude mesmo se tentar fugir novamente.
***
- Você está bem, ma chère – repetiu Sasuke, enquanto sentava Sakura na borda da gamela ao lado do poço publico. Ele a tirara daquele beco com rapidez, tomando cuidado para não serem vistos. – Não se preocupe, logo você estará bem.
Na verdade, ela não parecia nada bem. Os olhos estavam arregalados de pavor e o seu rosto estava tão branco quanto o luar. Ela respirava com dificuldade, embora já tivesse parado de chorar.
Rapidamente, Sasuke umedeceu o lenço na água e passou na testa e lábios.
- Desculpe – disse ela, numa voz muito baixa. – Não devia ter fugido da hospedaria.
- Nada de desculpas, Sakura – ele murmurrou – Nada de desculpas.
Sakura balançou a cabeça.
- Não sou mais criança. Devia saber do risco que estava correndo.
- Para falar a verdade, você também não tornou as coisas muito fáceis para mim.
Diabo! Agora Sasuke estava dizendo algo que ela não poderia entender e ele não teria como explicar.
Sasuke pegou a barra da saia de Sakura e sacudiu-a na água, tentando livrá-la das manchas de sangue.
- Não precisa fazer isso, Sasuke – ela disse.- Alguem da hospedaria pode cuidar dessas...dessas manchas...
- Não se eu puder resolver. No momento você corre perigo.
- Não diga bobagens. O que eu fiz?
- Não fez nada, mas provavelmente aparecerá alguém para dizer que a viu caminhando no cais na companhia daquele marinheiro. Tive que matá-lo. Não podia deixar que você fosse morta.
- Não tive escolha- completou perante o silêncio dela, querendo desesperadamente que ela entendesse. Havia matado um homem e mataria outro caso fosse preciso. – Você tem que acreditar em mim.
Sakura balançou a cabeça afirmando, embora estivesse pertubada e confusa.
- Oh meu deus, todos vão pensar que eu o matei. Além de não ser da cidade e ser a última a ser vista caminhando na companhia do sr. Kabuto, caminhando pelo cais, e tenho manchas de sangue no meu vestido. – então ela levou a mão à boca, quase chorando – Ah, Sasuke!
- Ele podem pensar o que quiserem – respondeu, abraçando para confortá-la, embora soubesse que não devia fazer aquilo – E quem quiser emcostar o dedo em você terá que haver comigo.
Fatigada, Sakura envolveu-o pela cintura e encostou a cabeça no peito dele. Desta vez esqueceria o que os pais deles tinham feito e rezaria para que Sasuke esquecesse também. Esqueceria o noivo que havia deixado para trás e a morena que vira no retrato encontrado na bolsa da sela. Nada importava. Aquela era a segunda vez que ele salvava a vida dela, prometendo que faria uma terceira vez. Se ele dizia que cuidaria dela, cumpriria a palavra.
Sasuke apertou os braços em torno dela, protegendo-a. Até aquele dia, ninguém havia confiado tanto nele, embora ele jamais houvesse permitido a quem quer que fosse uma aproximidade tão grande. Com Sakura, porém, aquela proximidade parecia perfeita, algo muito certo.
Tão certo quanto a chuva.
***
Sakura esperava Sasuke sem nenhuma paciencia. Levou um susto quanto ele entrou no quarto silenciosamente para não acordar ninguém da hospedaria.
- Será que podemos pegar os cavalos a essa hora?
- Não temos mais cavalos. Eu os vendi – comunicou.
- Os vendeu? Até a Abigail??
- Tanto Abigail quanto Buck. Por mais simpáticos que fosse, não precisaremos mais dele.
- Mas você disse que não poderiamos ficar mais em Seabrook...
- E não vamos... Nosso meio de transporte será outro.
Deixando um pagamento generoso para a mulher, generoso o suficiente para que ela se esquecesse deles, ambos sairam da hospedaria.
- Por mar? De navio? – perguntou inquieta.
- De navio. Mas não se preocupe, porque não vou leva-la de volta ao Hannah Barlow.
- Para aonde vamos? – perguntou esperançosa. Será que ele a levaria de volta para Newport?
- Vamos para o sul, ma cherè. – respondeu com amargura, tomando cuidado para não olhar os olhos dela – Para bem longe de Newport.
***
Felizmente eles foram para bem longe do Hannah Barlow. E pelo que Sakura pode perceber, aquele barco era mais bem cuidado que o outro.
- Estavamos a sua espera sr. Hitachiin – declarou um homem – O capitão lá embaixo pediu para que lhes desse as boas-vindas. – Quando os dois pissaram no convés, ele estendeu a mão para Sasuke – Sou o imediato Aburame Shino. Estamos contentes por tê-los a bordo. E a senhora deve ser a sra. Hitachiin.
Erguendo o chapéu, Shino fez uma reverência com um leve sorriso. Depois de tantas atribulações, era bom conhecer aquele homem sorridente e simpático. Sakura respondeu ao sorriso do imediato, perguntando-se o que poderia ter acontecido se ela tivesse ido a esse navio ao invez do Hannah Barlow.
Então sentiu que Sasuke a envolvia com um dos braços pela cintura, algo perfeitamente normal já que eles estavam se fazendo passar por marido e mulher. No entanto, a possessividade do gesto a fez achar que Sasuke estava movido mais pelo ciúme do que pela necessidade de representar bem o papel.
Aquilo a irritou e Sakura se afastou alguns centímetros. Apenas uma única vez Sai havia tomado uma atitude semelhante com ela, no mesmo instante recebendo no pescoço um violento golpe aplicado pelo leque. Durante uma semana, aquilo fora o assunto de grande parde de Newport. Naturalmente ela não iria fazer uma cena no convés do veleiro. Mesmo assim ele não tinha o direito de agir como se fosse o dono dela.
Sasuke sentiu que Sakura se afastara uns centimetros, subtamente tensa. O que podia ser agora?
- Está será a primeira viagem marítima de minha esposa e é compreensível que ela se mostrar tão ansiosa – ele disse a Shino, embora sentisse a vontade de jogar o imediato na água por sorrir daquele jeito para sua mulher – Ela ficará menor arisca depois que zarpamos.
Arisca! Ainda mais irritada, Sakura recusou-se a deixar que Sasuke olhasse nos olhos dela. Ainda mostraria àquele homem o que era ficar arisca!
- Então é sua primeira viagem, sra. Hitachiin? – perguntou Shino, com o que pareceu a Sasuke um exagerado interesse – Bem, não podia ter escolhido um barco melhor.
- É reconfortante ouvir isso, sr Shino. – disse Sakura,cheia de doçira, movendo a cabeça para o lado enquanto sorria para o imediato – Meu marido me garantiu que a melhor maneira de superar os meus medos é ficar mais alheia possível aos detalhes da viagem. O senhor certamente achará isso estanho, sr. Shino, sendo o homem do mar que é, mas eu nem mesmo sei qual é nosso destino! Só sei que estamos indo para o sul.
- O que há em Bridgetown que possa causar termor?
Bridgetown? Sakura dirigiu a Sasuke um olhar de perplexidade. Aquele lugar atualmente mantinha o nome Haruno, seus avôs haviam morado lá. E seus pais haviam se apaixonado naquele lugar. O próprio Sasuke sabia disso.
Mas seria possível... seria possível ele estar fazendo isso por ela? Ele resolvera deixá-la em um lugar aonde haveria parentes para recorrer?
- Isso mesmo, minha querida. Bridgetown. Você sempre disse que gostaria muito de visitar seus primos que moram lá.
- Então tem familiares lá? Posso garantir que...
- Você deve ter outras tarefas a cumprir, Shino – cortou Sasuke – Não queremos importuná-lo mais. Onde encontramos nossa cabine?
- Ah, sim, sr Hitachiin. – respondeu automaticamente devido à voz de comando de Sasuke – Encontrará sua cabine na poupa, logo depois da...
- Eu saberei encontrá-la obrigado.
Sasuke apertou mais a cintura de Sakura, que desta vez achou melhor não resistir.
Aquilo era mais um armário do que uma cabine, e dos pequenos. Como eles passariam a viagem inteira dormindo naquele lugar apertado?
Sasuke jogou a bolsa da sela em cima do beliche e puxou o pequeno baú que havia embaixo. Enquanto ele fazia isso, o veleiro subtamente projeto-se para a frene, impulsionado pelo vento. Sakura desequilibrou-se mas conseguiu manter-se em pé.
Com dificuldade, procurou adaptar-se aos movimentos do barco.
- Agora é tarde para reclamar das adaptações – disse transferindo o conteúdo da bolsa para o baú.
- Bem... não esperava nada tão pequeno...
- Há coisas piores srta. Haruno. Pode acreditar.
Sakura olhou para as costas dele, sentindo-se agredida por aquele Srta. Haruno mas do que qualquer coisa. Sasuke não a chamava daquele jeito desde antes do incendio. Ouvir aquele tratamento era algo que a deixava abatida e magoada.
- Fico feliz de estarmos indo para Bridgetown... – disse, esperando que isso acertasse as coisas entre os dois – Sinto muito por ter usado o sr. Shino para saber disso.
- O barco vai para lá. Nós não. – esclareceu – Ficaremos o tempo suficiente para que eu consiga um transporte que nos leve a St-Pierre.
- St-Pierre fica na Martinica... mas é territorio francês...
- Eu sou francês, srta. Haruno.
Sakura não precisava ser lembrada disso, assim como estava cansada de saber que era inglesa. Martinica era o lar dele, não dela. Lá ela não teria nenhum amigo, ninguém com quem falar a não ser o próprio Sasuke. Seria por isso tamanha frieza? Porque não precisava mais fingir para ela?
Diabo! Por que ela não dizia nada? Sasuke detestava quando ela ficava naquele silêncio, mantendo-se distante dele. Mas talvez fosse melhor não ouvi-la pronunciando a palavra 'francês' daquele jeito ou protestando por eles estarem indo para Martinica e não para Bridgetown. E pior que isso fora o sorriso que ela havia dirigido a Shino, abaixando e erguendo as pálpebras para o inglês como se fosse uma mundana numa taverna.
Ele havia começado a acreditar que as coisas entre eles haviam mudado, que ela havia voltado por afeição e não necessidade. Mas ela continuava tendo sangue Haruno nas veias e jamais o veria como ninguém mais do que um bastardo francês. Era culpa dele ter sonhado outra coisa. Tolo como era, afeiçora-se àquela mulher.
Diabo! Doía um bocado, muito mais do que ele jamais havia pensado ser possível, descobrir que ela não sentia a mesma coisa. Ah, doía muito.
Depois de fechar o baú, Sasuke se voltou para olhá-la encostando-se no beliche e cruzando os braços.
- Diga-me uma coisa, srta Haruno... Quando mexeu nas minhas coisas, fez isso por curiosidade ou simplesmente não encontrou nada que valesse a pena roubar?
Engolindo em seco, envergonhada pelo que fizera e por ele ter descoberto.
- Eu não tirei nada!
- Então sua intenção foi se divertir, não roubar. Que interessante, ma chère.
Sasuke não dava importancia nenhuma ao fato de ela ter mexido na bolsa da sela. Afinal de contas já fizera coisas piores. Mas a dor de tê-la visto sorrindo para outro homem o fazia procurar formas de humilhá-la. Detestava-se por isso, mas não conseguia parar.
- Procure outras formas de diversão, já que vamos partilhar estes aposentos. Assim como recomendo que não procure se divertir com o nosso simpático imediato inglês.
- Então é esse o motivo de tudo isso? O seu inexplicável, infundado e ridículo ciúme?
Sakura ficou olhando ele, furiosa e perplexa. Por causa das pequenas dimensões da cabine, eles estavam não mais de um metro de distância um do outro, perto o suficiente para que ela percebesse as emoções que dominavam ambos e podiam ser quaser fisicamente sentidas.
- Prefiro chamar cautela, não ciúme. Não tenho intenção de matar outro homem.
E para enfatizar, tirou a pistola da cinta e colocou-a sobre o baú. Sakura engoliu em seco novamente, desta vez por revolta.
- Não existe absolutamente nenhum motivo para que não fale com o sr. Shino, se tiver vontade de fazer isso.
A luz balançava pendurada no teto. Sakura viu que Sasuke apertava os olhos. Parecia até que ele estava tão enraivecido quanto ela... como se tivesse esse direito!
- Ai, meu Deus. Tudo isso só porque o sr. Shino sorri? – ela inquiriu gritando- Pelo menos ele sabe como se dirigir a uma dama com respeito!
- É isso que você quer de mim, Sakura? Respeito, decência, boas maneiras?
- É isso que uma dama espera de qualquer cavalheiro. – Sakura manteve a cabeça erguida, mesmo sentindo o coração batendo depressa e o corpo inteiro muito tenso. Sabia que aquela calma de Sasuke era apenas fingimento. O perigo era quase palpável – Mas é claro que você não entende nada disso.
- Ah, eu entendo sim, Sakura. Sei muito bem quel é a sua vontade, mas até do que você própria. – Dito isso, ele venceu a distância entre eles dois e tomou-a nos braços. – E o que você está querendo, chérie, não é nada muito decente.
continua...
la la la la
Eu sou é má 3... Finalmente chegou a parte que eu vou AMAR escrever *3*
Comentem se não só posto ano que vem e.e
E vcs sabem que eu já fiz isso... *corre para não apanhar*
Bye bye
By sakiy-chan
