Tão Distante Como Uma Estrela

Disclaimer: Essa história pertence à AnJuDark que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Essa história de amor começa quando Edward Cullen, um jovem de baixos recursos econômicos, vai trabalhar na casa dos multimilionários Swan. Ali conhecerá a Bella, a arrogante herdeira dos Swan.


Capitulo 10 – Eu não vejo

Edward PDV

"Bom dia mamãe" – cumprimentei-a enquanto cruzava meus braços em volta da sua cintura e dava um beijo em sua bochecha que estava de costas preparando o café da manhã.

"Filho!" – exclamou ao mesmo tempo que dava um pulo – "Que susto você me deu" – virou para me ver e passou a mão pela minha bochecha. – "Que feliz você está!" – disse e abaixei o olhar sorrindo. Minha mãe me conhecia tão bem.

"Estou" – olhou-me fixamente por bastante tempo. Estava ficando nervoso.

"Alice me contou que ontem foram para uma festa com a senhorita" – lembrou sem deixar de me olhar. – "E também que até umas meninas de sociedade estavam de paquerando."

"Não aconteceu nada" – a assegurei. Bem, aconteceu, mas não com essas meninas, mas sim com a filha da patroa, mas era claro que eu não ia dizer isso.

"Edward" – me repreendeu. – "Filho, não quero que se meta em problema só por causa dos seus hormônios."

"Não se preocupe mamãe" – lhe disse sorrindo de maneira inocente. – "Acho que esses tempos já passaram" – E de que maneira!

Minha mãe não acreditou em minhas palavras, mas já não disse nada mais, suspirou pesadamente e sem dizer nada mais sobre o tema continuou seu trabalho…

"Oi Edward" – cumprimentou minha irmã entrando na cozinha.

"Alice" – respondi.

"A senhorita Isabella disse que quer te ver, esta em seu quarto" – informou com olhar acusadora. Definitivamente, minha irmã seria a única a pessoa que eu não podia enganar.

"Eu já estou indo" – respondi aparentando indiferença.

"Já que vai lá"- disse minha mãe – "Poderia levar seu café da manhã?"

"Claro"

Quando bati na porta, não esperei para me dizer que poderia entrar. A tive em frente aos meus olhos, recebendo-me com um sorriso de orelha a orelha. Apressei-me em fechar a porta com segurança e depois de deixar a bandeja do café da manhã sobre a mesinha de noite, joguei-me em seus braços. Fui recebido por um quente e apaixonado beijo.

"Senti sua falta" – murmurei contra seus lábios que tremeram ao rir.

"Que homem mais apreensivo" – murmurou sem deixar de me beijar. – "Mas isso só o torna mais perfeito."

'Tem que tomar café da manhã" – a lembrei enquanto me separava dela e caminhava até a bandeja de comida.

"Não tenho fome" – respondeu enquanto sentava-se de má vontade na sua cama.

"Não senhorita" – disse tratando de soar autoritário. – "Você vai comer" – sentei-me em frente a ela e comecei a picar a fruta com um garfo. – "Abra a boca" – pedi enquanto colocava um pedaço de papaia na sua frente.

Bella PDV

"Edward de verdade não tenho fome" – lhe disse enquanto fazia um biquinho e virava o rosto para evitar o pedaço de papaia na sua frente.

"Bella, por favor" – suplicou olhando-me daquela forma que seus olhos verdes brilharam com uma intensidade deliciosa com a qual era impossível resistir. Com um suspiro de resignação, abri a boca e a papaia entrou nela sem vacilação.

"Viu como está deliciosa?" – disse com um sorriso de encanto.

"Me acompanhe" – lhe pedi enquanto pegava o garfo e levava a sua boca para que ele também comesse. Vacilou por um momento, mas aceitou.

"Sabe?" – perguntei enquanto terminava de engolir o ultimo pedaço de torrada que restava – "Acho que me faz falta uma sobremesa."

"Para quem não tinha fome até um momento, esta muito caprichosa, não acha?" – disse divertido enquanto parava para deixar a bandeja em um lugar mais seguro, depois voltou para meu lado, e o segurei entre meus braços.

"Tenho fome de você." – lhe disse enquanto o empurrava até a cama e eu posicionava meu corpo sobre o seu.

"Bella alguém pode vir" – lembrou-me sorridente.

"Pois que venham" – murmurei contra seus lábios. Deslizei minhas mãos até seus cabelos, ainda molhados pelo banho, e cortei a distancia entre seu corpo e o meu. Suas mais viajaram até minha cintura e começaram a levantar o tecido da minha blusa para poder tocar minha pele nua. Minha respiração começou a ficar cada vez mais pesada e com ágil movimento mudamos de posição. Entre beijos, comecei a desabotoar sua camisa e em poucos segundos tive seu corpo perfeito e nu na minha frente.

"Bella… é muito arriscado" – sussurrava contra meus lábios – "Pode vir alguém, deveríamos parar" – mas sem demora, suas mãos deslizaram da minha cintura para cima, acariciando meus seios sobre o pano do sutiã. Comecei a gemer enquanto minhas mãos apertavam suas costas.

"Edward" – chamaram do outro lado da porta rompendo nosso momento – 'Mamãe quer falar com você."

"Já estou indo" – respondeu com a respiração agitada. Seus olhos ardentes focaram em mim – "Tenho que ir" – disse em forma de desculpa. Eu ri.

"Vá" – indiquei.

Depois de me dar um rápido beijo e colocar rapidamente sua camisa que estava no chão, saiu do meu quarto. Quando saiu da minha vista, deixei-me cair sobre o colchão, e peguei meu travesseiro para apertar contra meu rosto, e poder soltar um grito de alegria...

Edward PDV

"O que estava fazendo filho?" – perguntou minha mãe quando me escutou entrar. – "Por acaso estava dando de comer na boca da senhorita" – ri tontamente diante dos nervos. Minha mãe não tinha idéia de como eram certas as palavras que mencionava com humor.

"Estava dando-me indicações para onde vamos hoje" – menti.

"E o que vão fazer?"

"Por que me chamou?" – mudei a conversa.

"Queria que me fizesse um favor" – disse-me e agradeci que não percebeu minha fuga do tema anterior. – "O gás acabou, poderia trocar?"

Fiz o que minha mãe mandou. O botijão de gás estava na parte de trás da cozinha. Depois de trocá-lo, sentei-me para falar com a minha mãe, enquanto ajudava ela a cortar as verduras para o almoço.

"Em pouco tempo será seu aniversario" – lembrou minha mãe no momento em que Tanya entrava na cozinha.

"Sério?" – intercedeu unindo-se a conversa – "Que bom que contou Esme! Edward não havia me falado a respeito."

"Meu filho não gosta de presentes." – disse minha mãe de forma amável, mas séria.

"Finalmente" – bufou minha irmã ao entrar na cozinha e ver Tanya com o uniforme. – "Pensei que ia ficar dormindo o dia todo."

"Não é muito tarde" – defendeu-se despreocupadamente a garota enquanto caminhava até a mim. – "Alem disso não pude dormir. A noite fiquei fora do quarto do seu irmão vários minutos, esperando que abrisse e nunca o fez." – Era surpreendente ver que não se importava com a presença da minha mãe.

"Tanya" – a chamei enquanto retirava suas mãos do meu cabelo. – "Não tem que falar essas coisas na frente de todos."

"E por que não?" – disse a garota. – "É algo completamente natural o que fazemos" – olhei para minha mãe e até minha irmã, que estavam irritadas pelo descaro do assunto.

"Tanya temos que conversar" – lembrei nesse momento.

"Do que quiser querido" – não sabia por onde começar.

"A sós" – disse enquanto ficava de pé e com um gesto de mão a indicava que saísse da cozinha. Tanya caminhou de uma forma insinuante até mim.

"A sós?" – disse de forma sedutora quando estávamos fora de espectadores. – "O que acha de irmos ao meu quarto ou ao seu para conversarmos melhor." – a separei de maneira educava, colocando minhas mãos em seus ombros, empurrando-a para trás. – "Edward o que foi?" – perguntou diante meu gesto. – " Você esta… estranho."

"Tanya" – comecei a dizer, tentando encontrar as palavras adequadas e que não machucasse. – "Isso… acabou" – seus olhos se cravaram nos meus de maneira violenta.

"O que?"

"O que ouviu, não quero que acabe mal…"

"Tem alguém mais?" – interrompeu.

"Sim" – respondi rapidamente.

"Mas… mas como?" – soltou de repente. – "Se há dias…"

"Tanya" – interrompi. – "É melhor, você verá."

"Não!" – exclamou. – "Você nao pode fazer isso, nao pode me deixar…"

"Nunca tivemos nada sério" – a lembrei. – "Não estou deixando, em nenhum momento estive com você."

"A não ser quando estava em sua cama…?"

"Sempre te deixei claro as coisas" – me senti mal pelas lágrimas que começaram a brotar em seus olhos – "Tanya de verdade me desculpe" – disse – "Eu me apaixonei…"

"Pois a ame" – interrompeu e me agarrou. – "A ame eu não reclamarei de que tenha alguém mais, serei discreta, prometo"

"Esse não é o ponto Tanya" – discuti enquanto me liberava de seus braços enrolados em meu pescoço. – "Estou apaixonado e não posso, mesmo se quisesse, enganá-la" – segurei fortemente seus pulsos aos lados do seu corpo para que não insistisse em se mover. – "Desculpe Tanya" – voltei a me desculpar. – "Podemos continuar sendo amigos."

A garota assentiu em meio as lágrimas e quando vi que estava mais tranqüila a soltei. Ela aproveitou para lançar-se rapidamente em meus braços, sem que eu pudesse evitar.

"Mas que lindos!" – senti o mundo desabar ao escutar essa voz. Tanya me soltou rapidamente. – "Como se divertem os funcionários dessa casa!"

"Sinto muito senhorita" – começou a dizer a garota com a voz cortada.

"Pois não sente nada" – atacou Bella som sua frigidez. – "Aqui pagam você para que venha trabalhar, não para andar agarrando o chofer."

"Senhorita eu…"

"Vá para a cozinha Tanya" – ordenou Bella. Quando a garota desapareceu virou para me olhar de maneira enfurecida.

"Bella eu posso explicar"

"Não precisa" – respondeu. – "Escutei tudo" – senti um enorme alivio em suas palavras.

"De verdade não pude fazer nada…" – comecei a dizer enquanto me aproximava dela.

"Não diga mais nada" – ordenou enquanto me freava com um gesto com a mão. Fiquei espetando que dissesse algo mais por vários segundos. – "Sério é uma miserável!" – soltou por fim. Sua expressão me fez rir.

"Se continuar irritada vai criar rugas." – lhe disse de maneira divertida enquanto a abraçava.

"Não a suporto" – confessou enquanto encostava a cabeça em meu peito.

"Fique calma, já acabou tudo" – assegurei enquanto beijava o topo da sua cabeça e respirava o perfume do seu cabelo.

"Basta olhar" – aquela voz nos fez saltar pela segunda vez no dia. – "Ai Edward, senhorita" – disse com um suspiro – "Tenham mais cuidado" –advertiu enquanto continuava caminhando. – "Nem sempre serão cegos nessa casa."

Bella e eu ficamos nos olhando por vários minutos, com os olhos dilatados pela surpresa.

"Sua irmã sabe?"

"Acho que sim" – respondi. – "Mas não dirá nada"

"Eu sei" – respondeu Bella. – "E vamos para um lugar mais privado?"

"Aonde você quiser senhorita" – lhe disse enquanto fazia um gesto de obediência muito utilizados em filmes do século passado.


Eles juntos são fofos n.n