Esta história e os personagens contidos nela não me pertencem.
A história é uma adaptação do livro Sua Amante, Sua Lei (His Mistress, His Terms) da autora Trish Wylie.
Personagens de Masashi Kishimoto.
Boa leitura! :D
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Capítulo 10 - O Sr. e a Srª. Haruno e a Aula de Tantra
— Uchiha?
Sasuke viu Sakura fitá-lo pelo canto do olho quando o pai dela repetiu o nome. E assentiu.
— Isso mesmo.
— Não como em Hachiro Uchiha, o revolucionário?
— Quem? — Sakura aproximou-se mais de Sasuke.
— Meu avô. — Sasuke pôs a mão nas costas de Sakura e flexionou os dedos para tranquilizá-la. Ela não precisava se preocupar. Ele podia cuidar de si.
O pai de Sakura cruzou os braços sobre o peito.
— Então você é um deles.
— Sim, sou.
— Hum. — Os olhos verdes estreitaram-se com desconfiança.
— Não tenho certeza do que acho sobre minha filha misturando-se a um de vocês. — Mas ele deu de ombros. — Então, o que você faz?
— Sou arquiteto.
— É bom nisso?
Sasuke teve de reprimir um sorriso para que não se entregasse demais.
— Sim.
— Não que você precise ganhar dinheiro.
— Talvez não, mas é o que escolhi fazer.
O homem mais velho gesticulou a cabeça em direção à grande janela aberta.
— Um salário de arquiteto lhe comprou aquele carro?
— Não...
— Achei que não. — Ele deu a Sasuke um olhar que sugeria que ele tivesse perdido pontos.
— Pertencia ao meu tio. E estava em péssimo estado, então eu o comprei barato e o restaurei.
— Você quer dizer, pagou alguém para mandar restaurá-lo?
— Não, eu mesmo fiz o trabalho.
— Hum. — Ele andou até a janela. — É um Aston Martin?
Sasuke alisou as costas de Sakura antes de dar alguns passos e parar ao lado do outro homem, cruzando os braços contra o peito numa postura similar.
— Modelo DB5.
— O carro de James Bond.
— Bem, não o carro de James Bond. Nem mesmo um Uchiha se daria ao luxo de pagar um preço tão exorbitante. — Sasuke estava arriscando a sorte e sabia disso.
Mas o pai de Sakura simplesmente assentiu, descruzando os braços e indo para fora da casa.
— Bem, suponho que é melhor eu ver se você fez um bom trabalho, não é?
Quando começou a segui-lo, Sasuke virou-se a fim de dar um sorriso tranquilizador a Sakura, mas a mãe dela se aproximou.
— Quando é o dia do seu aniversário, Sasuke?
Sakura fez uma careta.
— Vinte e três de julho. — Ele arqueou as sobrancelhas enquanto olhava para Sakura, curioso para entender qual era a relevância daquilo no grande esquema das coisas.
Mas logo descobriu.
— Signo de Leão, então. Combina com Áries. Sakura é Áries, sabe? Vocês serão muito compatíveis sexualmente. Isso é um começo.
Sakura levantou os braços e os abaixou, e Sasuke, após um momento de silêncio, apontou para ela enquanto se movia até a porta.
— Isso deixo por sua conta. Vou sair para falar de carros.
Bem, ele não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, podia? E falar de carros lhe parecia uma opção muito melhor... Um passo de cada vez. Poderia conquistar a mãe dela mais tarde.
Um pensamento lhe ocorreu, então ele voltou e deu seu sorriso mais charmoso.
— Sakura me contou que a senhora é Mestre em Tantra?
O rosto da mãe de Sakura iluminou-se.
— Sim, sou. Você pratica a arte?
— Não. Mas estou interessado em aprender.
— Sasuke!
Ele ignorou Sakura, totalmente ciente de que talvez pagasse por isso mais tarde.
— Talvez possa me ensinar o básico.
— Há uma aula para iniciantes esta tarde. Vocês dois poderiam participar.
— Faremos isso então. — Uma aula para iniciantes não poderia ser tão perigoso, poderia? Não que ele soubesse. Mas se aquilo envolvesse algumas ideias que pudesse usar quando o prazo acabasse, dentro de um dia e seis horas, então as coisas estranhas que ouviria valeriam a pena.
— Não, não faremos, Sasuke.
— Por que não?
— Porque você não tem ideia de onde está se metendo.
A mãe de Sakura deu-lhe um tapinha no braço e piscou.
— Venho tentando colocá-la nas aulas há anos. Parece uma pena que Sakura se negue à experiência. Não a deixe convencê-lo a não participar. Vocês dois obterão os benefícios.
— Mãe!
— Você não ouviu? Obteremos os benefícios. — Ele assentiu firmemente para a expressão exasperada dela. — E ninguém nunca lhe disse que deve ouvir sua mãe? Veja que ótimo trabalho ela fez com você.
— Mamãe querida... Se cair nessa conversa, terei certeza de que sou adotada.
— Você não é adotada, tem a beleza de sua mãe. Não sou cego.
A mãe de Sakura riu.
— Sim, acho que vou gostar muito de você, Sasuke... Independentemente de qual for seu sobrenome. — Ela lhe bateu no braço de novo. — Apenas não tente esse método com o pai dela.
— Tenho esperança de que o assunto "carros" possa ajudar.
— Certamente é um começo.
— Mais alguma coisa que possa ajudar?
Ela o estudou, então sorriu outra vez.
— Suponho que você nunca tenha praticado wind-surf. O velho tolo decidiu aprender neste verão... Há uma escola aqui perto. Antes tarde do que nunca, diz ele.
Sasuke sorriu.
— Agora isso eu posso usar.
Ele deixou a sala, correndo alegremente para o carro, de súbito mais otimista do que havia se sentido alguns dias antes da visita. Não que teria usado a palavra "nervoso" caso Sakura questionasse o motivo da tensão. "Preparado para a pior noite que poderia ter" era uma descrição melhor. Além disso, o fato de Sakura ter usado todas as armas do vasto arsenal para tentá-lo a desistir e liberar a tensão não ajudara.
Uma pequena vingança na aula de tantra seria boa.
Sakura meneou a cabeça enquanto andava para a janela. Inacreditável. Ele estava usando o mesmo truque que usara com as amigas dela. E, mais inacreditável ainda: até agora parecia estar funcionando! Sasuke possuía um charme irritante!
Então por que ela não estava radiante com aquilo? Deveria estar...
— Bem, tenho de dizer que ele é muito sexy, não é?
A mãe se juntou a ela à janela para olharem os dois homens estudando o carro, ambos com as pernas levemente apartadas e os braços cruzados sobre os peitos, numa postura tipicamente masculina.
— Isso ele é.
— Ele não a deixa fugir muito, verdade?
— Não, não deixa.
— Hum. Eu sempre soube que seria necessário um homem muito determinado para capturar seu coração, querida.
Desta vez, Sakura não respondeu.
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— Quer me contar por que você parece tão presunçosa?
Sakura franziu o cenho quando ele se inclinou para sussurrar a pergunta.
— Psiu. Você deveria estar respirando profundamente.
Sasuke respirou fundo e exalou o ar.
— Eu estou. Por que você está sorrindo assim?
Ela olhou para a mãe na plataforma mais alta da classe para se certificar de que ela não estava observando, então curvou-se para sussurrar, com um sorriso malicioso:
— Você vai desistir depois disso.
— Não vou.
Sakura cutucou-lhe o peito com um dedo.
— Bem, veremos.
— Sem toques — murmurou ele. — Sua mãe disse sem toques por enquanto. Não quebre as regras.
Sasuke observou quando o queixo dela se ergueu, um sorriso secreto brincando nos lábios. O que Sakura estava aprontando? Afinal ele não podia ver como respirações profundas e um fundo musical de ondas do mar o fariam voltar quando só faltava um dia, três horas e alguns minutos...
A voz da mãe dela soou, um tom suave, obviamente, para combinar com o ambiente.
— E agora, cavalheiros, saiam da posição de joelhos e estendam as pernas à frente.
Sasuke ajustou a posição, estendendo as pernas cobertas pelo jeans e balançando os dedos descalços no ar frio. Aquilo era fácil.
— As moças vão para o colo de seu par, um joelho ao lado de cada quadril dele, dobrando os joelhos gentilmente para proporcionar apoio. Mantenham o menor contato íntimo possível e não usem as mãos ainda.
Ele franziu o cenho quando Sakura ergueu as laterais da saia longa e se moveu para a posição, mordiscando o lábio inferior enquanto se concentrava, tanto na postura em si quanto em reprimir uma risadinha.
Sasuke engoliu em seco. Tudo bem, podia fazer aquilo. Poderia bloquear da mente a imagem da primeira vez em que tinham feito amor no apartamento dele, numa posição similar. Podia fingir que não sabia que por baixo daquela saia provavelmente havia uma calcinha fio-dental.
E Sakura sussurrou:
— Você não está se exercitando para uma luta de boxe, Sasuke.
Ele sentia que estava. Mas meramente estreitou os olhos em aviso. Não iria ceder antes dela.
— E agora, continuando a respiração profunda, olhem intensamente nos olhos de seu parceiro, para dentro de suas almas, e sintam a conexão se construir entre vocês.
Sasuke esperou que os longos cílios de Sakura se erguessem, os luminosos olhos verdes fitando os dele diretamente. E fez o mesmo, um sorriso brincando na boca.
Ela piscou devagar, a luz vindo da janela de um dos lados da sala reluzindo naqueles olhos, mostrando diversas tonalidades de verde.
— E respirando profundamente...
Sasuke percebeu que já não estava realizando esta parte mais tão bem. Tentou focar a mente naquilo, mas enquanto fitava os olhos de Sakura, não era fácil. Na verdade, quase sentia falta de ar.
E alguma coisa nos olhos dela tinha mudado também. O sorriso desaparecera.
Ele estudou o verde e viu alguma emoção passar por ali.
O que é isso? Perguntou com os olhos.
Ela meneou a cabeça muito de leve, tão de leve que qualquer um que não estivesse tão perto não teria visto. Mas Sasuke viu.
Nada, ela estava lhe dizendo.
Ele não acreditou na resposta.
— E agora, quero que vocês continuem estudando os olhos de seu parceiro. Quero que pensem em três palavras para descrevê-los. Revezem-se. Uma palavra cada um. A respiração profunda de relaxamento continua.
Sakura fechou os olhos brevemente e Sasuke sorriu quando ela os reabriu. Ah, comunicação do tipo aberta e honesta. Aquela aula poderia se provar útil, afinal de contas.
Ele focou nos olhos verdes mais uma vez e falou a palavra com voz rouca:
— Problema.
Sakura ergueu o queixo e estreitou os olhos de maneira brincalhona quando respondeu:
— Teimoso.
Sua mãe, que agora estava rodeando a sala, inclinou a cabeça para sussurrar:
— Sem críticas. Sejam gentis um com o outro. Abaixem a guarda. — Ela endireitou o corpo e acrescentou: — E respirem.
Sasuke comprimiu os lábios para conter uma risada, enquanto Sakura olhava-o com recriminação. Ele não achara que as palavras fossem críticas. Eram honestas. Ela era problema: problema do melhor tipo.
Sakura encarou-o e balbuciou:
— Comporte-se.
Então Sasuke respirou fundo e aproximou o rosto para examinar os olhos outra vez. Levou cinco segundos para que sorrisse, mas Sakura sempre teve esse poder sobre ele, não teve?
— Linda.
A mesma emoção estranha anterior brilhou nos olhos verdes, antes de ela engolir em seco e murmurar:
— Incrível.
Sasuke sentiu uma onda de calor percorrer o peito, o coração batendo descompassado enquanto se distraía dos olhos verdes para observá-la umedecer os lábios com a ponta da língua. Então ergueu os olhos para os de Sakura e falou a palavra num sussurro agonizado:
— Cedendo.
Ele tinha se referido a si, e não a ela. Mas Sakura entendeu sem precisar de explicação, a boca se curvando num sorriso que fez o sangue de Sasuke ferver.
— Eu também.
— Foram duas palavras.
— E agora vamos aprofundar a confiança entre os casais.
A mãe de Sakura subiu na plataforma de novo.
— Meninas, coloquem as mãos no rosto de seu parceiro, então permitam que as pontas dos dedos lhe explorem o pescoço, os ombros, ao longo dos braços. Sintam a energia penetrar através de seus dedos. Rapazes, respirem devagar e profundamente, em um estado de quase meditação. Mantenham o contato ocular... E respirem.
Sakura levou as mãos ao rosto de Sasuke, observando os lábios dele se entreabrirem quando lhe tocou a pele. Sentiu os pelos recém-crescidos contrastando à pele macia, viu os cílios espessos piscarem, as pálpebras se tornarem mais pesadas, o negro dos olhos incendiar.
As sensações eram devastadoras.
Como ele podia fazer cada terminação do corpo ganhar vida sem tocá-la? Como podia fazer a respiração acelerar apenas com aquele olhar?
Sakura deslizou os dedos pela coluna do pescoço dele, os polegares sentiram quando Sasuke engoliu em seco. Observou os cílios espessos roçando a pele no momento em que Sasuke piscou de modo lento.
Nunca sentira-se tão envolvida por um homem. Como se pudesse mergulhar em águas profundas e nunca sentir necessidade de subir para respirar, até que fosse tarde demais.
E isso a assustava. E se ficasse tão envolvida pela terra da felicidade perfeita e, na primeira onda que viesse, ela se esquecesse de remar para sobreviver?
As sobrancelhas dele se arquearam numa pergunta silenciosa. O que houve?
Nada. Sakura sorriu para esconder a emoção. Então deslizou os dedos sob o colarinho da camisa branca e sentiu a pulsação na base do pescoço, antes de deslizar as mãos pelos ombros largos. Um gemido muito baixinho soou. Eu estou cedendo.
Ela apertou os dedos ao redor dos bíceps fortes. Quero que você faça isso.
— E agora, cavalheiros, repitam os mesmos toques, as moças, respirando profundamente.
Sakura afastou as mãos. Sua vez. Sasuke sorriu perigosamente. Minha vez. Hora da vingança... Porque ela quase o matara com aqueles toques e aquela expressão nos olhos. Ele pensava ser um homem forte e controlado. Mas diante daquele olhar, não era. Sentia-se mais fraco do que nunca. E deveria detestar tal sentimento. Mas não detestava.
Como Sakura podia fazer aquilo com ele? Uma parte dele queria que ela fizesse. Talvez então Sakura pudesse entender. Talvez então não o fitasse com aquela expressão estranha, que o preocupara há pouco.
Ela respirou fundo e prendeu o ar quando as mãos fortes lhe afastaram os cabelos dos ombros. E quando lhe moldaram o rosto, ela exalou com suavidade, e ele a via lutar contra a necessidade de fechar os olhos.
Foi essa a sensação quando você pôs as mãos em mim.
Ela o encarou com um leve arquear das sobrancelhas.
O quê?
Como Sakura não podia ver o que fazia com ele?
Sasuke desceu as mãos, sentindo a pulsação errática no pescoço esbelto.
Um suspiro escapou dos lábios entreabertos de Sakura.
Estou cedendo.
Ele sorriu enquanto movia as mãos ao longo dos ombros delgados, violando as regras no momento em que roçou os dedos no topo dos seios.
Eu também quero você.
O lábio inferior de Sakura tremeu, ela o mordeu, os olhos verdes escurecendo.
E Sasuke quase gemeu. Porque ela estava fazendo exatamente o que fazia quando estava perto do ápice, quando seria necessário apenas um leve toque no centro de prazer...
Ele engoliu em seco e quebrou o contato ocular, olhando para a saia aberta. Então percebeu o que estava fazendo e ergueu a cabeça, encontrando os olhos acusadores.
Deu de ombros e riu em silêncio.
A culpa é sua.
Moveu as mãos ao longo dos braços dela e estendeu os polegares para roçar a pele macia nas laterais dos seios. Olhou para baixo e viu os mamilos rijos contra o tecido.
Sakura gemeu, e então, de repente, levantou-se, enrubescendo quando os outros ocupantes da sala se viraram para eles.
— Sinto muito — murmurou. Inclinando-se, o segurou pela camisa. — Levante!
De algum modo Sasuke conseguiu ficar em pé, as mãos dela ainda na camisa, uma expressão de desculpas no rosto enquanto começava a deixar a sala.
— Desculpem-nos. Por favor, continuem. Não se incomodem conosco.
Deu uma olhada para a expressão presunçosa da mãe de Sakura enquanto ela retomava com tranquilidade:
— Respirem profundamente e relaxem...
Do lado de fora, Sakura manteve uma das mãos na camisa dele e o conduziu ao longo do corredor, a respiração ofegante.
— Aonde nós vamos? — perguntou Sasuke. Ela se virou e o abraçou enquanto ele ria. — O que nós estamos fazendo, Haruno?
— Estamos cedendo.
Com as duas mãos segurando-lhe agora, ela se colocou na ponta dos pés e o beijou, os lábios vorazes e exigentes. E Sasuke não podia reclamar. Voltar na decisão naquele exato momento tornava ambos vencedores.
Mas quando Sakura deslizou as mãos por baixo da camisa para tocar a pele quente logo acima do jeans, ele deu um gemido profundo.
Já estava dolorosamente excitado e, se continuassem com aquilo, logo estariam dando um show para a próxima pessoa que abrisse a porta. Então ele afastou a boca e lhe segurou o rosto.
— Não podemos fazer isso aqui. Onde?
Ela virou a cabeça de um lado para o outro, a expressão irritada. Então, de súbito, lhe ocorreu uma ideia.
— Você pode correr descalço?
Naquele momento, Sasuke teria corrido sobre cacos de vidros se significasse que logo satisfaria aquele desejo ardente.
— Se você pode, eu posso.
— Então venha comigo. — Sakura pegou a mão dele e começou a correr para o gramado, em direção ao bosque.
Sasuke não se importava para onde estava indo, contanto que chegassem lá o mais rápido possível.
NOTAS FINAIS:
Tá ai como prometido dois capítulos de uma só vez! Espero que tenham gostado! Agora só restam mais dois capítulos e acaba :((
Deixem reviews e até a próxima! :**
