Capítulo Dez
A Primeira Discussão de Relação
O coração de Lily estava disparado em seu peito, batendo dolorosamente contra suas costelas. Ainda estavam muito próximos. Próximos o bastante para que toda vez que James inalava, seu peito pressionava o dela, lhe causando ondas de eletricidade por todo o corpo. Ela não conseguia desviar os olhos das profundezas tempestuosas dos marrons dele e o desejo que viu foi inegável e poderoso.
Lily sorriu levemente, sentindo como se as coisas em sua vida tivessem, finalmente, começando a voltar ao lugar. Fechou os olhos e se inclinou para frente, querendo beijá-lo novamente, seu corpo trêmulo em antecipação. Mas antes que pudesse voltar para os braços dele, James tirou as mãos do aquecido ponto em suas costas e as colocou em seus ombros, afastando-a gentilmente.
Lily abriu os olhos, surpresa, e percebeu que, agora, confusão tinha se juntado ao desejo em seus olhos. Ele desviou os olhos rapidamente, como se olhá-la nos olhos o machucasse.
- É tarde. – ele disse roucamente. A confusão em sua voz profunda apenas a fez querê-lo mais. – É tarde demais para isso, na verdade.
O sangue correu para as bochechas de Lily, enquanto ela absorvia o que James estava dizendo. Ela estava atrasada. Ele tinha seguido em frente e ela tinha perdido sua chance com ele. Envergonhada, rapidamente tirou seus dedos do cabelo negro e se afastou, rapidamente se erguendo. Desajeitadamente, pegou sua redação e seus livros, evitando os olhos de James, mesmo que conseguisse sentir seu olhar a acompanhando.
- Lily... Eu sinto muito. – ele murmurou, lhe passando um tinteiro esquecido. Ela o pegou com o indicador e o dedão, tentando recuperá-lo sem tocar na pele de James.
O que foi que eu fiz?, pensou, enquanto praticamente atravessou o Salão Comunal correndo e subiu as escadas, deixando James sentado no mesmo lugar, os ombros caídos e olhando desanimadamente para o fogo que se apagava. Ela não sabia que ele não se moveu por uma hora ou que ele repassou o beijo em sua mente, várias e várias vezes, para que não se esquecesse de nenhum detalhe. Ela não sabia que quando ele finalmente foi para a cama, foi para apenas ficar deitado, olhando fixamente para o dossel, o gosto de seus lábios ainda na língua dele e a sensação de tê-la em seus braços ainda fresca em sua memória.
Ao invés disso, ela entrou no próprio dormitório, lágrimas correndo por seu rosto. Fechou as cortinas ao redor de sua cama, murmurando um rápido feitiço silenciador e finalmente permitiu que os soluços escapassem. Seu corpo todo tremia e ela se afundou no colchão e se encolheu em uma bola, os joelhos contra o peito.
Uma sensação de perda a dominou. Ela sabia que era tarde demais para eles. Ela sabia. Vinha se dizendo isso pelas últimas três semanas. Mas algo em ouvir isso ser dito em voz alta — ouvir de James — fazia ser pior; tornava real.
Seu corpo tremeu e as lágrimas pararam por um momento, enquanto ela era atingida pela dura realidade: o tinha perdido sem nunca tê-lo tido de verdade.
Tentou desesperadamente bloquear a lembrança do toque dele. Ela não queria ser capaz de se lembrar da afeição e paixão no beijo dele ou da maneira que ele a tinha a apertado contra ele, como que temesse que ela fosse fugir. Queria esquecer a sensação dos cabelos negros entre seus dedos. Mas, acima disso tudo, ela queria esquecer a sensação de ser a coisa certa, de perfeição, que tinha sentido com ele. Por que era isso que tornava tudo insuportável. O beijo em si tinha sido fenomenal, mas sentir que pertencia aos braços dele, que por alguns momentos estivera em casa, era isso que, agora, a estava torturando.
Chorou até dormir, rezando para que esquecesse e que a sensação de vazio que estava ameaçando dominá-la, sumisse.
Ela acordou quando os raios de sol entraram pela janela do dormitório feminino. Manteve os olhos fechados, querendo continuar a dormir, onde sua mente podia vagar para lugares onde nenhum de seus problemas existia. Mas não teve tal sorte. Enquanto se preparava para o dia de aulas, ela foi bombardeada por memórias da noite anterior. Corou profundamente, pegando sua redação de Herbologia e a colocando na mochila.
Andou com Mary e Jenna até o Salão Principal, temor crescendo dentro de si com cada passo que a levava para mais perto de James. Ela não sabia o que ia acontecer quando se vissem. Ela não tinha nem idéia de qual sua reação a ele seria, nem qual a dele seria.
Olhou para o chão enquanto as três garotas se aproximavam da mesa de Grifinória, sabendo que chegaram ao seu destino quando o par de pernas que estava seguindo, parou. Sentou-se e começou a colocar ovos em seu prato sem olhar para cima ou encontrar os olhos de outra pessoa.
Quando finalmente desviou os olhos de seu prato, para procurar a geléia para sua torrada, seus olhos se prenderam, momentaneamente, aos de James. Ambos coraram furiosamente e imediatamente desviaram o olhar. Seu coração disparado, ela decidiu comer torrada sem geléia. Suas mãos tremeram quando pegou seu garfo.
- Lily, você está bem? – Mary perguntou ao seu lado. – Você está tremendo.
Lily não ergueu os olhos, sentindo a sonda de James em si.
- Uh... Estou bem. – resmungou quietamente para que apenas Mary pudesse ouvir. – Só estou com frio.
Terminou de comer rapidamente, colocando garfos cheios de ovos na boca, e se levantou, apressando-se para a sala de Feitiços. Assim que chegou aos corredores quietos e desertos, diminuiu o ritmo da caminhada e soltou um suspiro aliviado por ter saído da presença dele, misturada com o estresse perante a prospectiva de logo estar com ele novamente. Se as coisas continuassem assim, ela ia ficar deprimida pelo resto do ano.
Murmurou um cumprimento falsamente animado para o Professor Flitwick quando entrou na sala. Então, se sentou quietamente no seu lugar de sempre, tentando descobrir um jeito de resolver seu problema, enquanto os outros alunos do sétimo ano começavam a entrar na sala. Olhou inexpressivamente para frente, enquanto Mary e Jenna entravam e se sentava na cadeira atrás dela. Então, Sirius, Remus e Peter chegaram. Sirius se sentou ao lado de Rosalyn, enquanto Remus e Peter se sentavam nas mesas ao lado. Não foi até que James (o último a entrar) apareceu na porta, que ela percebeu que o único lugar vago era ao seu lado.
James hesitou momentaneamente na porta quando percebeu a mesma coisa. Seus olhos, cheios de desespero, correram pela sala, procurando por outro lugar, antes de ele lenta e resignadamente caminhar até seu lugar de costume, ao lado de Lily.
Lily encolheu-se e se moveu o máximo possível para a esquerda. Descansou a cabeça na mão e tentou bloquear James da sua visão periférica.
Ela sabia que seu comportamento, provavelmente, tinha parecido estranho, mas nesse momento preferia que as pessoas achassem que estava agindo estranho à correr o risco de esbarrar a mão na de James. Para não mencionar que a colônia dele estava penetrando seus sentidos e enevoando sua mente. Se queria ter alguma chance de se concentrar na aula de Flitwick, ela precisava se afastar o máximo possível da fragrância intoxicante.
James observou, desanimado, quando Lily afastou sua cadeira para o lado mais afastado da mesa e virou a cabeça. Sentiu a coragem de falar com ela, que passou o caminho todo até a sala de aula juntando, sumir rapidamente.
Ela não ia falar com ele. Ela não ia o olhar. Aos olhos dela, ele não existia. A única conclusão que ele chegou foi a de que ela estava furiosa com ele.
Por que ele tinha que se deixar levar por suas emoções? James se repreendeu mentalmente; se odiando por colocá-los nesta situação. Ele sabia que ela só queria sua amizade e ele tinha apenas ignorado esse fato e se forçado para ela. E agora ela o odiava.
Evidente, James pensou.
As coisas continuaram assim por mais alguns dias. Lily tomou mais cuidado para se garantir de que estava sentada com outra pessoa em todas as outras aulas, embora Slughorn a tenha forçado a ajudar James em Poções. James ia direto para seu dormitório logo após o jantar todas as noites e Lily passava todo seu tempo livre na biblioteca.
Até mesmo quando eles faziam a patrulha, James não a contradizia quando ela murmurava, "Eu vou... Sabe... Por ali.", enquanto apontava para o corredor oposto à direção em que ele ia.
Nesse meio tempo, Mary se sentou em uma confortável poltrona no salão comunal, silenciosamente contemplando a interação entre James e Lily.
Ele caminhou até onde as duas estavam sentadas, fingindo fazer o dever de casa, enquanto na verdade discutiam quão maravilhoso Emmett era por ter dado flores a Mary antes de acompanhá-la no jantar da noite passada. Quando James se aproximou delas, Lily fechou a boca e Mary pôde sentir o corpo da ruiva ficar tenso. James também parecia, inexplicavelmente, tenso e correu nervosamente uma mão pelo cabelo.
Ele pigarreou para anunciar sua presença e murmurou:
- Nós devíamos... Ir. – enquanto olhava para Lily com olhos tristes e imploradores. Não que ela tenha notado, já que estava olhando teimosamente para um fio solto da almofada ao invés de para ele.
- É. – ela tinha concordado, antes de se levantar e caminhar direto para o buraco do retrato. James a seguiu e Mary o observou suspirar pesadamente, antes de ir para o corredor.
Ela sabia que algo tinha acontecido entre eles, mas não tinha certeza do que exatamente. Lily mudava de assunto ansiosamente sempre que Mary trazia James à tona em alguma conversa. Ela tinha observado os dois se ignorarem a semana toda, Lily estando assustada e mais nervosa, enquanto James parecia mais e mais deprimido enquanto isso durava.
Localizou Sirius, sentado sozinho do outro lado da sala comunal, e decidiu descobrir se ele sabia algo mais. Deixando sua redação intocada onde estava, ela se levantou e caminhou até ele.
- Ei. – falou animadamente, sentando-se ao lado dele no sofá. – Onde estão seus amigos?
Sirius sorriu e abaixou o livro que estava lendo.
- Eles queriam ir fazer algo irresponsável e impulsivo e eu disse 'Não! O dever de casa é sempre a primeira prioridade!'. – Mary riu e girou os olhos. – Mas, de verdade... Acho que Wormtail está na biblioteca e Moony ainda se sentindo mal, então ele já está no quarto. E Prongs... Bem, você sabe onde ele está. Cumprindo suas obrigações, responsabilidades e regras de Monitor Chefe.
Mary hesitou momentaneamente, incerta de que Sirius era o tipo de pessoa que falava e analisava as ações e relacionamentos de outras pessoas, mas decidiu que não tinha mais ninguém disponível.
- É... Falando nisso, você notou que ele e Lily estão estranhos? – perguntou lentamente.
- Você quer dizer mais estranhos do que duas pessoas que, claramente, estão apaixonadas pela outra, mas não tomam uma atitude normal quanto a isso? – perguntou sarcasticamente. – É, eu notei.
Mary sorriu e se inclinou para perto dele de uma maneira conspiratória.
- O que aconteceu? – sussurrou. – Quero dizer, as coisas entre eles têm estado estranhas, mas não dessa maneira.
- De verdade, eu não sei. – Sirius respondeu dando de ombros. – Ele não fala sobre isso. Normalmente, eles resolvem essas coisas do jeito disfuncional e peculiar deles, mas ele parece bastante satisfeito em deixar as coisas como estão. Eu nunca o vi tão... Passivo quando se trata dela.
Mary estava prestes a falar algo para confirmar o comportamento mais que estranho de Lily, mas parou quando uma sombra se fez sobre o sofá. Ergueu os olhos para encontrar Rosalyn parada na sua frente, as mãos nos quadris e um brilho furioso em seus olhos. Ela estava com o queixo erguido e estava lançando um olhar assassino para Sirius e Mary.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou em tom de voz alto, fazendo com que alguns alunos ao redor os olhassem. Os mais novos pareciam animados perante a perspectiva de uma discussão, enquanto os mais velhos pareciam aborrecidos e irritados com a interrupção.
Mary ergueu uma sobrancelha e Sirius apenas olhou inocentemente para Rosalyn.
- Nós estamos conversando.
- E é uma conversa bastante aconchegante, pelo jeito. – acusou, seu olhar repousando em Mary. Esta apenas retribuiu o olhar serenamente, cansada das explosões ridículas de Rosalyn. Sirius girou os olhos e esfregou a mão no rosto. – Você me disse que tinha dever de casa para fazer e por isso não podia passar o tempo comigo. E quando eu venho aqui, você está 'conversando', possivelmente, com a pessoa mais entediante do nosso ano. – ela pausou e deu um olhar de desculpas zombeteiras a Mary. – Sem ofensas.
- Oh, não me ofendi. – Mary respondeu cinicamente, falsa doçura em sua voz.
- Pelo que eu me lembro, - Sirius interrompeu, sua voz se erguendo perigosamente em raiva. – te falei que eu precisava fazer meu dever de casa e que você era mais que bem vinda a se juntar a mim. E você disse que tinha 'coisas mais importantes para fazer'. O que você fez lá em cima, querida? Pintou suas unhas? – Sirius perguntou, zombaria clara em sua voz. Rosalyn corou de raiva, mas não hesitou.
- Por que você pode parar seu dever de casa para falar com ela e não comigo?
Sirius fingiu analisar sua pergunta por um momento, antes de responder.
- Provavelmente por que eu consigo ter uma conversa interessante com ela, enquanto que nós teríamos passado a noite discutindo algo idiota, como o porquê de rosa ser sua cor favorita ou por que Kevin Hildebrand é o jogador mais fofo do time de quadribol da Lufa-Lufa. – ele estava em pé agora, cara-a-cara com sua furiosa namorada. Normalmente, Sirius tinha uma figura imponente com sua altura e força, algo que parecia ser reforçado por sua raiva, e o fazia parecer maior que o normal, mas Rosalyn não parecia intimidada. Se qualquer coisa, parecia furiosa.
Ela cerrou os olhos.
- Ou, talvez, nós teríamos conversando sobre como Kevin Hildebrand não é apenas o jogador mais gostoso do time de Quadribol da Lufa-Lufa, mas da escola toda! – sua voz estava aumentando a cada palavra e mais pessoas estavam se virando para assistir.
- Ouch, Rosie, isso dói de verdade. Você me pegou! Estou com tanto ciúmes por você achar que Kevin Hildebrand é mais bonito que eu. Agora estou chateado de verdade! – respondeu, suas palavras cheias de sarcasmo.
- VOCÊ ESTÁ TENTANDO ME FAZER TE DEIXAR? É ISSO O QUE QUER? – Rosalyn explodiu, fazendo Mary e várias outras pessoas pularem em seus lugares.
- Oh, doçura. – Sirius disse em um tom de voz calmo e irritante. – Eu não preciso te dar um motivo. Você fez um ótimo trabalho em encontrar caras que não se importam com segundos mal aproveitados ou o fato de que você foi uma traidora, duas caras, todas as vezes que namoramos.
Essas palavras foram o bastante para finalmente fazer Rosalyn explodir. Ela o estapeou fortemente no rosto, o som ecoando por todo o cômodo. Então, virou sobre os calcanhares e marchou até as escadas e foi para o dormitório feminino. Todos no Salão Comunal estavam em silêncio e ouviram a porta do dormitório bater.
Mary tentou evitar os olhos de Sirius quando ele se sentou, a mão esfregando a bochecha que Rosalyn tinha acertado. Notou que as outras pessoas também evitavam o olhar dele.
- Você está bem? – Mary perguntou quietamente, finalmente o olhando.
- Sim. – Sirius murmurou, ainda esfregando a marca vermelha em seu rosto. – Minha bochecha parece estar queimada, mas fora isso...
Mary sorriu com simpatia.
- Você mereceu, sabe.
- Sim, eu sei. – respondeu com uma careta. – Eu vou volta pra isso. – falou, apontando para seu livro esquecido. Ela sorriu e assentiu, voltando para seu lugar.
O Salão Principal se esvaziou lentamente pelas próximas três horas. Mary estava exausta, mas permaneceu onde estava, sabendo, por experiência, que três horas não era tempo o bastante para Rosalyn ter se acalmado de sua briga com Sirius.
Quando Lily entrou no Salão Comunal, ela imediatamente foi para a escada.
- Eu não subiria, se você fosse você. – Mary avisou, a observando cuidadosamente. Lily se virou e lhe olhou curiosa. – Rosalyn e Sirius brigaram feio. – entendimento apareceu no rosto de Lily e ela deu um passo para perto de Mary, mas parou quando James entrou no salão comunal. Seu olhar foi para ele e então se virou e imediatamente fez seu caminho para o dormitório.
A postura derrotada de James ficou ainda pior perante sua partida súbita e ele foi até onde Sirius estava.
- Você vai para a cama? – Sirius perguntou, fechando o livro. James assentiu solenemente e Sirius se levantou, o seguindo para as escadas do dormitório masculino. – 'Noite, Mary! – se despediu e começou a caminhar na velocidade de James.
- Então, você brigou com a Rosalyn? – James perguntou, embora seu tom fosse vazio e seus olhos permanecessem fixos nos degraus sob seus pés. Sirius girou os olhos e pensou no quão patético seu melhor amigo podia ser, às vezes.
- É... Nada fora do comum. – respondeu, enquanto entravam no dormitório. Remus era o único que estava lá e estava adormecido. – Ela ficou com ciúmes, por que eu falei com outra garota. – continuou em tom baixo. – E aí eu a chamei de estúpida e ela me bateu. Um dia comum para nós. – Sirius deu de ombros, se jogando em sua cama.
James sorriu afetadamente e balançou a cabeça, tirando a camiseta e pegando o pijama.
- E o que, então? Vocês terminaram?
- Não sei. – Sirius respondeu pensativo, escorando na cabeceira da cama. – Ela é uma boa distração quando não está falando. – Sirius sorriu e ergueu as sobrancelhas sugestivamente. – Se eu apenas conseguisse convencê-la a calar a boca o resto do tempo.
James riu e se sentou na beirada de sua cama.
- Essa é, provavelmente, a pior coisa que eu já ouvi.
- Oh, eu posso fazer pior. Às vezes, quando você está quente e pesado, ela faz esse barulho, tipo... – Sirius começou, mas foi interrompido quando James o acertou no rosto com um travesseiro.
- É, eu definitivamente não quero ouvir isso! – exclamou, escondendo o sorriso com uma careta de nojo.
Sirius jogou o travesseiro de volta para James e ficou quieto por um momento.
- Eu sei que devia terminar, porque eu não gosto dela. Não gosto de ficar perto dela. Mas seria uma chatice terminar com ela. É menos problemático se eu apenas deixar as coisas acontecerem.
- Posso dar um conselho? – James perguntou, se preparando para falar para Sirius que, apesar do fato de que Rosalyn realmente faria um drama por causa disso, ele deveria terminar com ela se realmente não gostava mais dela.
Sirius ficou de lado e lançou um lançar cuidadoso para James.
- Sem ofensas, cara, mas você não é realmente a pessoa de quem eu quero conselhos sobre relacionamentos.
Uma ruga de formou na testa de James.
- Por que não? – perguntou defensivamente.
- Duas palavras, Prongs: Lily Evans. – o rosto de James corou, mas permaneceu em silêncio. – Você quer mais algumas palavras? Você está sendo um idiota perto dela. Você a ama e não fala com ela há três dias. – falou, parando brevemente entre as palavras.
- Isso é o bastante, você provou seu ponto. – James falou sem nenhum tom de diversão em sua voz.
Sirius conseguia ver que, o que quer que tivesse acontecido entre eles, estava afetando seu amigo.
- O que aconteceu?
- Eu realmente não quero falar sobre isso. – James respondeu rapidamente e Sirius soube que não ia conseguir nenhuma informação sem pressioná-lo um pouco.
Sentou-se em sua cama e jogou as pernas para o lado, de modo que estava encarando James. O olhou intensamente.
- James, sério, cara, o que aconteceu? As coisas pareciam ter voltado ao normal entre vocês por algumas horas e, de repente, está dez vezes pior.
Os ombros de James caíram, seus cotovelos descansando em seus joelhos e seu rosto escondido em suas mãos. Ele esfregou os olhos e suspirou pesadamente. Olhou para Sirius e se resignou em explicar o que estava acontecendo.
- Eu a beijei. – murmurou miseravelmente.
Um enorme sorriso apareceu no rosto de Sirius. O que quer que ele estivesse esperando, não era isso.
- Como foi? – perguntou animadamente.
- Padfoot! – James brigou, olhando incredulamente para seu amigo.
- Desculpe, foi uma reação instintiva. Então, você a beijou! É uma coisa boa, certo? – James esfregou os dedos em círculos na têmpora.
– Não, não é. – Sirius pareceu confuso e James esclareceu. – No começo do ano, ela me disse que não vê como qualquer coisa além de um amigo. E ao invés de apenas aceitar isso e seguir em frente, eu me forcei nela e, agora, ela está brava comigo.
- Qual é! Ela não está brava. Embaraçada, talvez, mas não brava. É a Evans! Nós sabemos como ela é quando está brava. Nos últimos três dias, ela não gritou desnecessariamente com ninguém, não jogou nada em você e nem deu detenção para você e para todo mundo com quem você conversa. Ela não está brava.
- Não sei, Pads. Lembra daquela briga enorme que tivemos no quinto ano? Ela ficou tão brava comigo, que nem percebeu minha existência por duas semanas. Não teve grito, nem provocação... Apenas silêncio. É o que isso tudo me lembra. Ela só fala comigo quando precisa. E você a viu, agora, no Salão Comunal. Ela nem quer ficar no mesmo cômodo que eu! – agonia estava presente no rosto de James, enquanto ele se sentava.
- Você realmente acha que ela está chateada por que você a beijou quando ela não queria?
- Aparentemente...
- O que você fez? A prendeu na parede e a forçou a te beijar? – Sirius pausou e antes que James pudesse responder, um brilho demente apareceu no rosto de Sirius e um sorriso maligno apareceu em seus lábios. – Prongs! Você não usou o Imperius para ela te beijar, né?
Até James teve de rir perante isso.
- Não, não usei o imperius... Mas essa é uma idéia. – os garotos riram por um momento e Remus resmungou durante o sono e virou. – Mas isso é meio confuso. Ela retribuiu o beijo... Quero dizer, ela realmente me beijou de volta. Eu achei que era isso, sabe. Por alguns maravilhosos segundos, achei que ela se sentia do mesmo jeito que eu. Mas aí acabou e ela saiu do cômodo mais rápido do que o Wormtail quando uma daquelas aranhas gigantes aparece na floresta.
Sirius riu de novo, mas não muito, por que James estava voltando rapidamente para sua depressão. Suspirou pesadamente e bagunçou o cabelo.
- Eu não sei o que fazer.
- Vá falar com ela. – Sirius sugeriu calmamente. – Essa não é a primeira vez, esse ano, que vocês dois tem alguma coisa embaraçosa para lidar. E certamente não é a primeira vez que ela está brava com você.
- Mas esse é o problema... Eu não sei o que falar. – James replicou com um encolher de ombros desesperado. – Uma parte de mim sente muito a falta dela, por que não estamos normais desde o Halloween. Essa parte só quer se desculpar e voltar as coisas como eram antes. Mas o resto de mim quer chacoalhá-la e falar que ela precisa descobrir o que está acontecendo na própria cabeça. Por que você não beija alguém daquela maneira, e você não olha para as pessoas da maneira que, às vezes, ela olha para mim, a não ser que você sinta algo. E estou cansado de ter esperanças só para ela pisar em cima de novo e de novo.
Sirius ficou em silêncio. Ele nunca tinha visto James tão desanimado quanto agora. Sabia que o quer que falasse agora, precisava ser algo que realmente ajudasse.
- James, acho que você precisa pensar no que quer dela. Você quer ser amigo? Ou você quer ser o namorado?
- Eu quero o que ela quiser. Não quero arruinar nossa amizade por causa...
- Pare. – Sirius interrompeu. – Não pense no que ela quer ou no que é mais fácil, ou o que tem menos chances de causar um desastre. O que você quer mais? Amizade ou romance? – pausou por um momento, deixando as palavras fazerem efeito. – Aí, seja lá qual for sua resposta, é com o que você precisa lidar. Por que essa coisa de 'me prender a uma amizade enquanto não há chance de romance' não está funcionando para você. Você precisa escolher um e correr atrás.
James não disse nada por um longo momento, pensando nas palavras de Sirius. Sabia que seu amigo estava certo e assentiu lentamente, embora ainda não tivesse certeza do que iria fazer.
- Obrigado, cara. – murmurou e então se deitou.
Ouviu quando Sirius adormeceu e quando Peter, Brady e Emmett entraram no quarto, em horários diferentes. Ainda assim, James permaneceu acordado, pensamentos sobre Lily correndo por sua cabeça. Não dormiu até ter encontrado sua resposta e saber o que ia fazer.
Lily acordou exausta na quinta-feira. Mary não estivera errada, na noite anterior, quando lhe avisara para não subir para o dormitório no horário que o fizera. Rosalyn ainda estava furiosa. Objetos frágeis tinham sido tirados do malão e jogados do outro lado do quarto. Rosalyn estava gritando e Claire a seguia ao redor do quarto. Ela tinha entrado em uma nova onda de raiva quando viu Lily, que tinha sido chama de "amiga daquela bruxa velha e horrível".
Mas Lily não se importou. Ouvir Rosalyn gritar a distraiu do que a incomodava desde domingo. Mas como resultado da gritaria de Rosalyn, Lily não conseguiu dormir mais cedo (porque, honestamente, quem podia dormir com gritos agudos há apenas alguns metros).
Caminhou lentamente até o Salão Principal para o café da manhã, a agora familiar ansiedade surgindo em seu corpo, enquanto se sentava o mais longe possível de James.
- Lily, passa os muffins. – Jenna pediu do outro lado da mesa. Lily obedeceu, pegando a vasilha e a passando para Jenna. Instintivamente, seus olhos foram para onde James estava sentado e ela ficou surpresa ao ver que ele também estava lhe olhando. Ao invés de desviar o olhar, como estivera fazendo antes, ele sustentou sua sonda e Lily notou que seu olhar pareceu ativar algum tipo de resolução dentro dele. Ela desviou os olhos, seu coração batendo desconfortavelmente.
Instintivamente, ela sentiu que uma mudança estava para acontecer na concordância mútua, mas silenciosa, de um evitar o outro. E ela se provou certa algumas horas mais tarde.
Enquanto saia da sala de Transfiguração, Lily ouviu passos apressados atrás de si.
- Lily! – ouviu a voz dele lhe chamar. Se odiou por pensar o quão bom era ouvi-lo falar seu nome novamente. Apertando os olhos, continuou andando, embora mais lentamente. Ele a alcançou rapidamente e começou a caminhar no mesmo ritmo. Gentilmente, ele segurou seu braço, parando de andar e a virou para si. – Preciso conversar com você.
O olhou, inquieta.
- Nós realmente precisamos ir para a aula de Poções. – tentou ignorar as sensações que o aperto firme dele em seu braço estava mandando por seu corpo.
- Depois do jantar, então? – quando ela não pareceu disposta, ele adicionou: - É realmente importante.
- Eu preciso estudar, na verdade. Eu ainda não comecei meu dever de feitiços, que é para amanhã. – balbuciou. – Provavelmente vou passar a noite toda na biblioteca. Isso pode esperar?
Ele lhe deu um olhar severo.
- Não, não pode. Eu te encontro. – ele assentiu e começou a andar na direção das masmorras.
Ela olhou confusamente para ele. O que tinha causado a súbita mudança no comportamento dele? O que era tão importante que não podia esperar? Deu de ombros e balançou a cabeça, andando um pouco mais lentamente, permitindo que a distância entre ela e James crescesse enquanto caminhavam para o mesmo lugar.
Uma coisa era certa, entretanto. Ela não estaria nem perto da biblioteca depois do jantar.
Pegou sua mochila e a pendurou no ombro, encenando para que James a procurasse na biblioteca e, então, saiu do Salão Comunal. Assim que o retrato fechou atrás de si, se virou para a direção oposta da biblioteca e foi para o Corujal. Passara a maior parte da tarde tentando decidir onde era o melhor lugar para se esconder no começo daquela noite. Finalmente, se decidiu pelo Corujal. Afinal, para quem ela iria escrever?
Sentindo-se arrogante e um pouco impressionada consigo mesma, subiu a escada circular e entrou no enorme cômodo cheio de corujas, que estavam começando a farfalhar as penas e a acordar.
Caminhou até a janela e olhou para os terrenos escuros. A neve caia lentamente do céu e deixava o topo das árvores da Floresta Proibida brancos. Respirou o ar puro e pela primeira vez em quase uma semana se sentiu em paz.
- Tem um minuto?
A voz de James soou alta no Corujal silencioso e foi tão inesperada que Lily pulou ao ouvi-lo. Quando seus pés voltaram ao chão, ela escorregou no excremento das corujas e caiu na direção do garoto parado perto de si. Segurando nele para não cair, se encontrou nos braços dele mais uma vez. Seus braços estavam presos no pescoço dele e seu rosto pressionado contra o ombro dele. As mãos de James estavam em sua cintura. Piscou para afastar as memórias da colônia e toque dele, e o permitiu lhe ajudar a se equilibrar novamente.
- Boa coisa eu estar aqui. – ele falou, um pequeno sorriso no rosto. – Caso contrário, você estaria sentada em uma pilha de cocô de coruja.
Cerrou os olhos para ele, não achando graça na brincadeira dele.
- Se não fosse por você, eu não teria escorregado. – retrucou friamente.
- Justo. – ele respondeu, não intimidado por seu tom. – Para quem está escrevendo?
- Eu estou... Enviando um pedido... Para... A Artigos de Qualidade de Quadribol, para comprar o presente de natal de Mary. – respondeu, pensando que mesmo que isso fosse uma mentira, ela realmente deveria fazer isso. – Como sabia que eu estava aqui? – perguntou desconfiada, achando que ele a tinha seguido.
Ele sorriu afetadamente e respondeu com um: - Intuição.
Mentiroso, pensou, mas tentou dar um sorriso simples para ele.
James pareceu ter se enfadado com a conversa sem sentido e estava pronto para começar a falar sobre o verdadeiro motivo de tê-la encurralado.
- Eu realmente preciso falar com você. – ele disse, lhe lançando um olhar tão intenso que a fez se arrepiar.
- Sobre o quê? – Lily perguntou, embora temesse a resposta.
- Nosso beijo. – ele respondeu em tom prático. Ela engoliu em seco e sentiu o sangue correr para suas bochechas. – Eu sei que você está brava comigo e que eu provavelmente não devia ter feito isso, mas eu não me arrependo. Se me dessem a chance de novo, eu iria...
- Espera... Espera um minuto. – Lily interrompeu, tentando absorver tudo o que ele estava dizendo. – Você acha que eu estou brava com você?
Embora ele tenha parecido momentaneamente irritado com ela por tê-lo interrompido, agora James tinha uma expressão confusa no rosto, enquanto a olhava.
- Não está?
- Não, é claro que não. Por que eu estaria brava com você?
- Por que eu... Eu beijei você.
- Talvez você não se lembre, mas fui eu quem iniciou. E eu te retribuí. – ela falou, corando ainda mais que antes. – Quero dizer... Não significou nada, é claro, mas eu não estou brava com você. Como eu poderia estar brava por algo que eu sou tão responsável quanto você?
Tentando ignorar o fato de que ela tinha acabado de falar que não tinha significado nada, James tentou entender suas palavras.
- Então, por que você me evitou a semana toda?
- Por que eu estava embaraçada! Você é meu melhor amigo e eu me forcei contra você. – James sorriu em descrença perante essas palavras; palavras que ele mesmo tinha murmurado na noite anterior. – Bem... Isso e por que você me disse que eu estava atrasada... – sua voz morreu.
Observou o rosto de James se franzir, enquanto ele tentava se lembrar quando tinha dito isso. Ela ficou chocada, quase raivosa, quando ele riu.
- Lily, eu quis dizer que era literalmente tarde. Era, tipo, três da manhã. Eu senti como se estivesse tirando vantagem de você, por que nós estávamos praticamente delirando quando aconteceu. – ele riu de novo. – Eu estava falando da hora!
- O quê? – Lily perguntou, um sorriso aparecendo em sua boca. – Sério? – ele assentiu e esfregou os olhos.
Eles ficaram dessa forma por alguns momentos, alivio e alegria preenchendo os dois. Tudo tinha sido apenas um grande desentendimento. Se eles não estivessem tão envergonhados e houvessem conversado mais cedo, isso tudo poderia ter sido evitado. James até considerou deixar as coisas assim. Eles podiam apenas fazer de conta que nada tinha acontecido e seguir em frente.
Mas era isso o que ele realmente queria?
- Lily, a idéia de que você possa um dia estar 'atrasada' para mim é ridícula. – falou, a voz baixa, enquanto erguia a mão e afastava uma mecha ruiva do rosto dela, colocando-a atrás da orelha. Ela fechou os olhos momentaneamente, quando as pontas dos dedos dele roçaram em sua bochecha. Ele deixou a mão cair ao seu lado. – A não ser que eu esteja casado... Aí você estaria atrasada. – ele sorriu fracamente, mas ela não retribuiu.
Ao invés, ela olhou para ele, sondando-o com olhos verdes intensos. Ele não conseguiu ver nada do que ela estava sentindo. Ele estava nervoso e animado, borboletas em seu estômago. Seu pulso estava rápido e seu coração batia dolorosamente em seu peito, e ele juntou a coragem que o tinha levado até esse momento. Mesmo agora ele queria voltar atrás. Mesmo que o que ele mais queria parecia estar em seu alcance, o medo de ser rejeitado o corroia por dentro.
- Na verdade, o beijo era apenas uma parte do que eu queria conversar com você. – ele começou, sua voz rouca de emoção.
Ele precisava fazer algo com suas mãos. Seu primeiro instinto era corrê-las por seu cabelo. Resistiu esse impulso e considerou colocá-las no bolso, mas também resistiu a isso. Por fim, pegou as mãos dela.
- Lily, eu não te beijei por que estava tarde ou porque você estava encostada em mim. Eu fiz isso por que, mesmo que você tenha me dito que pensa em mim como amigo, eu ainda quero mais. Não quer ser amigo... Eu quero ser seu namorado. – pausou e respirou fundo, tentando ver sua reação, mas não encontrando nenhuma indicação no rosto dela, então continuou. – Eu quero ir à encontros com você, e te comprar flores; segurar sua mão no corredor. E... Eu sei que parece que isso está saindo de lugar nenhum, mas não posso evitar. Eu tentei parar de gostar de você, de verdade. Mas, obviamente, foi um esforço vão. – seus olhos ainda estavam incompreensíveis, impossível para ele lê-los. Mas a maneira como as esquinas da boca dela pareciam estar se erguendo lhe deu esperança.
Então, sem aviso, ela se apressou para dentro dos braços dele, escondendo o rosto em seu peito e apertando as costas de sua camisa. Ele não hesitou em passar os braços ao redor dela e descansar a bochecha no topo de sua cabeça. Sua respiração pesada agitou o cabelo dela e James tentou aproveitar a sensação de tê-la em seus braços, no caso de ela se afastar e falar algo nas linhas de 'sinto muito, mas...'.
Quando ela se afastou, ela não saiu completamente de seu abraço, mas apenas o bastante para olhar seu rosto. Um sorriso enorme estava nos lábios dela e seus olhos estavam cheio de adoração.
- Peça. – ela comandou, sua voz calma.
- Pedir o quê?
- Você sabe o que... Peça!
Ele sorriu.
- Lily Evans, você vai fazer meu dever de feitiços para mim? – pediu com o rosto sério.
Zombeteiramente, ela cerrou os olhos para ele.
- Não. – respondeu curtamente, mas continuou o olhando cheia de expectativa.
- Quer sair comigo? – James perguntou, sua voz um pouco mais rouca do que antes.
Os olhos e sorriso dela se suavizaram, enquanto ela o olhava.
- Sim. Que tal sábado? Na hora do almoço? Eu te encontro do lado de fora do retrato.
- Perfeito. – ele emoldurou o rosto dela com uma mão, correndo o dedão por sua bochecha macia. – Isso significa que eu posso te beijar de novo? – perguntou, movendo levemente a cabeça para frente.
Um brilho arteiro apareceu nos olhos dela, e Lily tirou os braços de seu pescoço e os usou para afastá-lo.
- James, eu não sei o que você ouviu sobre mim, mas não sou o tipo de garota que beija os garotos antes do primeiro encontro.
Ele riu gostosamente, mas a olhou incredulamente quando ela se afastou, pegou sua mochila e caminhou para as escadas.
- Você está falando sério? – ela assentiu para ele e continuou descendo as escadas. Ele a seguiu, perguntando. – Quando?
Ela parou para esperá-lo e o olhou, diversão clara em seu rosto.
- Talvez depois do encontro... Mas só se for um realmente bom.
Continua...
N/T: Obrigada, e espero que tenham gostado desse capítulo. Comentem se acharem que o capítulo mereceu.
E um 'obrigada' especial para a Diva-Laika, por ser uma fofa. (:
