Capitulo 10

Saori chegava a faculdade e se sentia vigiada, parecia que mais do que nunca todos a olhavam, era o centro das atenções. Hoje não atraia para si os olhares por ser uma bela mulher, por vestir roupas caríssimas, ter um cabelo lindo de fazer inveja a mais bela deusa. O que fazia todo esse alvoroço era o par de mãos entrelaçadas que ostentava ao passar pelos corredores. Algumas mulheres olhavam-na com ódio, outras a admiravam por estar com aquele ser encantador, de olhos azuis cintilantes, sorriso sereno, um andar seguro e cabelos que brilhavam como os raios de sol da manhã.

Shaka estava acostumado com essa tietagem, por mais que elas sussurrassem os comentários entre elas era notório que elas o observavam, ele era simpático, sorria para as conhecidas, cumprimentava as mais amigas e não deixava que isso lhe subisse a cabeça, pois beleza passa e que ria fazer amigos verdadeiros pelo que realmente era. Mas hoje se sentia feliz em ter os holofotes em sua direção, queria exibir sua felicidade em estar ao lado de quem ama, mesmo que despertassem os invejosos, o que ele podia fazer, era simplesmente espalhar a luz do sentimento que emanava de seu coração.

Chegou num ponto dos corredores que tiveram que se separar, pois cada um iria para sua respectiva sala e nada mais natural que um selinho de despedida, agora todos teriam certeza, Shaka e Saori estavam juntos. Logo que Saori saiu uma mão tocou o ombro de Shaka fazendo-o virar na direção de quem o tocava. Mu trazia um sorriso de orelha a orelha vendo a novidade, finalmente seu amigo conseguiu.

- vocês formam um lindo casal. – Mu era sincero com essas palavras.

- também acho. – Shaka estava de ótimo humor isso era evidente.

-começou quando? – se interessava o ariano.

-se contar desde o começo, então deve ter uns 13 anos. -Brincava Shaka pois esse era o tempo que ele era amigo de Saori.

-Fala serio! Diz ai quando assumiram? -Insistia Mu

-Começou esse final de semana, fui à casa dela e pedi uma chance. – se lembrava Shaka com um sorriso discreto mas alegre.

De repente se fez ouvir palmas que vinham de trás, Shaka se virou e viu Milo com o sorriso mais safado de todos, acompanhado de Kamus que o acompanha na brincadeira.

-seus palhaços, podem parar com as palmas, todos já viram vocês. -Dizia Shaka ainda de bom humor

-estou realmente de queixo caído, você conseguiu! – Milo estendia uma das mãos, como quem cumprimenta um campeão.

-me ensina como ter a sua paciência! – Kamus também provocava.



-hoje vocês não vão conseguir me tirar do serio com as brincadeiras infantis de vocês. –dizia shaka rindo dos comentários dos amigos.

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Saori caminhava calmamente ate a sala de aula, entrou , guardou o material na cadeira que sempre costumava sentar, perto de June , Shunrey e Minu. Logo atrás dela veio as amigas, com largos sorrisos e braços estendidos, como se saori tivesse ganhado na mega sena.

-o que foi? Aconteceu algo? -Perguntava Saori surpresa .

- eu vi vocês de mãos dadas, que lindo! – June se emocionava com o novo casal.

-Finalmente tomou juízo, ele é tudo de bom. – elogiava Minu.

-você esta feliz? Perguntava Shunrey.

- sim, estou, ele é uma ótima pessoa. -Respondia Soari como quem não vê nada demais nisso.

-nossa! Você não parece empolgada com esse namoro, quando Shun me pediu em namoro eu fiquei super feliz e ainda estou pois faz apenas alguns dias que isso aconteceu.- dizia June se lembrando do amado.

-verdade,o que se passa ai dentro desse coraçãozinho? -Perguntava Shunrey

-Não sei dizer ainda, é muita mudança para me acostumar, ate um tempo atrás ele era so amigo, hoje andamos de mãos dadas e nos beijamos, ainda é estranho para mim.- Respondia Saori.

-é So isso mesmo? Não tem um outro motivo de cabelos castanhos? Cutucava Minu a ferida da amiga, que ainda não tinha cicatrizado.

-nem me fale nele, agora estou com Shaka e é so isso que me importa- tentava se convencer Saori, sentindo o coração apertar quando se lembrou de Seiya.

-que bom que pensa assim, agora precisa esquecer esse rancor. – Shunrey percebia bem os sentimentos da amiga.

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Seiya estacionava o carro, quando olhou no relógio e percebeu que já estava atrasado, então Foi correndo para a aula, por sorte o professor ainda não havia chegado, não queria mais perder aulas, se não ficaria com mais dificuldades no curso. Depois da aula combinou de se encontrar com os amigos para almoçar num restaurante próximo a faculdade, então percebeu que os amigos estavam um pouco estranhos, pareciam lhe esconder algo, não gostava dessas coisas, preferia que dissessem logo o que era.

-não to gostando disso, vocês estão muito calados, nem sabem disfarçar, diz ai o que ta pegando? Perguntava o rapaz de cabelos castanhos.



-não ta pegando nada, ta tudo igual ao de sempre.- Sorrindo amarelo, Shun tentava parecer normal.

- Ate parece, Shiryu, você que não me esconde nada, diz logo. – Seiya se aborrecia com a situação.

O dragão engoliu em seco,mas não conseguia esconder seu incomodo e resolveu abrir o jogo

- hoje vimos Saori e Shaka de mão dadas pela faculdade, acho que estão juntos de verdade.

Seiya encarava o prato de comida, tentando engolir o que acabara de ouvir, uma coisa era um beijo, outra era assumir um namoro. As coisas não podiam ficar piores, a fome que sentia se perdeu, queria ficar sozinho e tudo a sua volta parecia o incomodar, se levantou da mesa, deixou o dinheiro do prato que consumiu e saiu.

Os amigos não sabiam o que fazer se saiam atrás dele, ou deixava ele sozinho, eles olhavam para Shiryu como se ele fosse o culpado.

- por que olham assim para mim? Mais cedo ou mais tarde ele ia ficar sabendo, melhor que fosse por nos que somos amigos e por esse povo da faculdade. –dizia Shiryu cheio de convicção.

- mas também não precisava ser tão direto. Reclamava Shun com um olhar de tristeza como se fosse com ele que tudo tivesse acontecido.

-Shiryu ta certo, agora é esperar para ver o que ele vai fazer. – dizia Ikki com uma expressão preocupada.

Longe dali, Seiya dirigia como um louco, acelerava esperando que o carro voasse pelas ruas, as lagrimas embaçavam sua visão, nunca chorava, mas também nunca sentira isso que agora sentia, já esteve triste, decepcionado com alguém, mas isso que apertava seu coração era a primeira vez. Quando percebeu já se encontrava perto das praias e não havia ninguém aquela hora, parecia um bom lugar para pensar e não ser incomodado.