Acabou meus queridos leitores, eu agradeço a todos que adicionaram essa fic aos favoritos, alertas e autor favorito. E pricipalmente aos comentarios carinhosos que recebi, beijos e muito obrigada.
Capitulo dez
Quando Bella conseguiu sair do departamento de polícia local, onde o promotor colhera seu depoimento, já era noite. Nuvens grandes e negras cobriam o céu, e não havia estrelas visíveis. O cenário combinava com seu humor. Presumia que, ao voltar para casa, tia Esme já devia ter preparado tudo para o regresso de Edward. Teria encontrado o feitiço certo na quele livro velho e reunido as ervas necessárias, assim como os cristais e tudo o mais de que viesse a precisar para promo ver a viagem no tempo.
Parando diante da porta da casa, pegou no bolso a foto de Edward, que fora tirada na primeira noite, Olhou o rosto do mosqueteiro, contornou levemente as feições com o dedo e não se surpreendeu quando uma lágrima deslizou por sua face e caiu na imagem.
Guardando a foto, abriu a porta.
A primeira coisa que viu ao entrar foram às velas. Duas fileiras de velas altas e elegantes formavam um caminho. Alternavam na cor, rosa e vermelha. Ela nunca tinha visto tantas luzes acesas de uma só vez.
Calculou que devia fazer parte do ritual planejado por tia Esme.
Quando sentiu um perfume, abaixou os olhos e viu péta las de rosas cobrindo o chão entre as duas fileiras de velas.
Estranhando, tirou a jaqueta e os sapatos e, jogando-os para o lado, começou a andar pela alameda de pétalas.
— Tia Esme? — chamou.
Nenhuma resposta. Mas o caminho das velas e pétalas de rosa a levou às escadas. Soava uma música suave na sala.
Aquele devia ser um feitiço muito complicado! No topo das escadas, o caminho continuava em direção ao quarto de hóspedes.
— Onde está todo mundo? — perguntou. Ainda nenhuma resposta.
Entrou no quarto. As velas brilhavam em todas as super fícies. Todo o chão e a cama estavam cobertos com pétalas macias. E ao lado da cama havia um vaso com dúzias de bo tões de rosas vermelhas de cabos bem longos.
E então Edward saiu das sombras e atravessou o apo sento em direção a ela. Parou à sua frente, tirou a espada e ajoelhou-se.
— Meu presente para você, milady — murmurou, colo cando a espada aos pés dela. Em seguida, levantou-se, pegou suas mãos e beijou-as. O beijo foi ardente e úmido e fez sua pele vibrar.
Subitamente Bella entendeu. Aquilo era parte de um pla no de sedução. Aquele pelo qual ela estivera esperando, com o qual sonhara desde o primeiro encontro com ele. Mas o prazer de sua surpresa foi ofuscado pela conscientização de que aquela era também uma maneira de Edward dizer adeus. Afastou esse pensamento quando ele se levantou, ainda segurando-lhe a mão. Eles tinham direito àquele momento. Sim, seria uma noite para guardar na memória.
— Onde está tia Esme? — ela sussurrou.
— Vai passar a noite fora. — A voz de Edward soou baixa e terna, como uma carícia.
— E tudo isto... — Indicou as pétalas no chão. Edward tocou-a carinhosamente o rosto.
— É para você. Isto... e tudo o mais que eu puder lhe dar.
— Você certamente sabe como tratar uma dama. — A fra se devia soar como uma brincadeira, mas sua voz tremeu.
— Non, ma chérie. Nunca quis tratar uma dama da ma neira que desejo tratá-la. Juro pela minha espada.
Os olhos de Bella arderam, e ela temeu cair em lágrimas.
— Isabella swan... — Edward começou.
— Não — interrompeu-o rapidamente. — Não diga mais nada. Eu odeio chorar e você está me deixando muito perto do descontrole.
— Mas por quê?
Por quê? Porque ela não queria que ele partisse, droga! Edward era o primeiro homem que a fizera se sentir da quela maneira, e sabia que não haveria outro. Tinha se apai xonado por ele.
—Bella? — Os olhos de Edward sondaram-lhe a expressão.
Ela envolveu-o pela cintura.
— Cale-se e me beije.
Edward sorriu, antes de abraçá-la e beijá-la apaixo nadamente. Sem interromper o contato, dirigiram-se para a cama e caíram sobre o ninho de pétalas de rosa.
Ele não parou de beijá-la nem mesmo ao despi-la, peça por peça. Então, começou a explorar seu corpo com a boca sensual. Entre uma carícia e outra, murmurava palavras amorosas em francês, termos carinhosos e eróticos, estimulantes. Tomou seus seios entre os lábios, tocou-a no ventre, nas coxas...
Bella despiu-o com ansiedade, e logo se encontraram nos braços um do outro sem nada a separá-los, compartilhando as sensações de prazer. E Edward fez amor com ela do uma maneira doce, que nunca imaginara ser possível.
Quando alcançaram juntos o clímax, ela sussurrou o nome dele, sabendo que o amava agora mais do que antes.
O que faria sem ele?
Ficaram deitados e abraçados por um longo tempo, en quanto as velas se consumiam. Edward continuava a aca riciá-la nos cabelos e nas costas, puxando-a para mais perto dele, envolvendo-a nos braços. Por fim, ele se sentou, olhando-a com adoração, e murmurou:
— Chegou à hora, chérie.
— Sei disso — ela sussurrou e, sem conseguir se conter começou a chorar.
— Bella! O que há de errado?
Ela tentou controlar as lágrimas, mas não conseguiu. O toque gentil dos dedos de Edard em seu rosto só a fazia chorar ainda mais.
— Desculpe-me. Eu apenas... eu apenas não queria que você fosse embora.
— Ir embora? Mas meu amor, pensei que tivesse enten dido!
Ela piscou e olhou para ele.
— Entendido... o quê?
— Eu dei a você minha espada, doce Bella. E, com ela, vai meu coração. Eu lhe disse uma vez que só de sistiria da espada pela mulher que fosse o meu verdadeiro amor, não disse?
Ela assentiu lentamente.
— Amo você, lady Swan. E o amor é mais importante do que qualquer outra coisa. Mais importante que a vida ou a morte... ou o próprio tempo. Eu prefiro morrer a deixá-la, meu amor... Se...
— Se?
— Se você sentir o mesmo — ele murmurou sem olhar para ela, como se estivesse com medo de fitá-la.
Com o coração repleto de felicidade, Bella acariciou-lhe os cabelos.
— Oh, sim. Eu te amo... Oh, Edward, eu te amo de ver dade.
Ele ergueu os olhos, que brilhavam.
— Ah, ma chérie, está dizendo a verdade?
Ela fez um gesto afirmativo.
— Mas, Edward, você pode mesmo ficar? Tem certeza de que quer ficar?
— Eu viveria até mesmo na lua, se fosse ao seu lado, meu amor. — Beijou-a demoradamente, abraçou-a com força e, aninhando-a em seu peito, prosseguiu: — Não tenho laços com o passado que me obriguem a voltar. Sua tia me disse que a decisão de ficar ou de partir era minha. E você mesma me falou que as minhas moedas de ouro valem uma fortuna, Bella, assim posso me manter aqui.
— Eu tenho algumas idéias de como pode ganhar a vida, Bella. Você não é um homem desprovido de habilidades, sabia?
— Não?
Ela beijou-o no queixo.
— Tem certeza de que não se importa em ter uma bruxa na família? — perguntou.
— Se você pode tolerar um mosqueteiro como marido, en tão eu posso aguentar uma bruxa como tia — ele sussurrou.
— Ma... marido?
— Oui. Se você me aceitar.
O sorriso de Bella era enorme, e vinha do coração.
— Pode ter certeza de que sim. E... Edward, há outra parceria que eu tenho em mente para nós dois. Além do ca samento, quero dizer.
— Há outra?
— Humm... Podemos conversar sobre isso pela manhã. — Envolveu-o pelo pescoço e ergueu o rosto para outro beijo.
— No fim da manhã — ele sussurrou, abraçando-a.
Edward parou ao lado da esposa diante da porta do es critório que ela mantinha em Newark. Bella dissera que o presente de casamento que queria lhe dar estava ali. Porém, para ele, ao aceitá-lo como marido ela já havia lhe oferecido um presente para a vida toda.
Aos poucos, ele estava se acostumando com o mundo mo derno. Tudo se movia muito rapidamente, mas, com Bella ao seu lado, ele podia se adaptar a qualquer coisa.
Ele a amava, e sabia que jamais lamentaria a decisão de ter ficado com ela. Procurara por uma mulher como ela du rante toda a sua vida. Uma que o amasse como o homem que era, e não por causa de sua posição como mosqueteiro e de sua espada. Tivera que viajar no tempo para encontrá-la, mas o importante é que tinha conseguido e que nunca a deixaria.
Bella abraçou-o pela cintura, sorrindo.
— Aqui está — ela disse, e havia riso em sua voz.
— Onde? — ele perguntou, examinando o corredor em que se encontravam sem ver nada.
— Ali. — Bella apontou para a porta do escritório.
Ele olhou para onde ela indicava e viu uma fita adesiva sobre o vidro da porta.
— Vamos, tire a fita.
Franzindo a testa, Edward estendeu o braço, pegou a ponta da fita e puxou-a lentamente.
Leu as palavras que tinham sido pintadas sobre o vidro e sorriu, com o coração repleto de alegria:
INVESTIGAÇÕES DOIS MOSQUETEIROS UM POR TODOS, E TODOS POR UM!
