Uma semana se passou.
E eu vivi no inferno e no paraíso.
Eu e Bella nos aproximamos muito e nos tornamos bons amigos.
Estar com ela era como estar no céu.
Era tão calmo, tranquilo. Eu me sentia um pouco mais normal com ela, sem ouvir seus pensamentos.
E ao mesmo tempo era como estar com o diabo.
Quente como o inferno.
Bella estava despertando o desejo em mim. O desejo de ter uma companheira, o desejo de sentir prazer, o desejo de beijar e amar alguém.
Eu ficava excitado com os mais singelos gestos dela.
O leão em mim rugia querendo devorar o cordeiro.
Nunca havia me sentido assim e eu não sabia como me controlar, às vezes queria agir como um homem da caverna, jogar ela em meus ombros e fugir com ela dalo. Outras eu queria ama-la com cuidado, lentamente, aproveitando cada toque, cada beijo.
Nós passávamos a noite todas juntas, ouvindo música, assistindo a filmes e conversando, cada uma se refugiava em seu próprio lugar e ficava apenas eu e Bella.
Ela era tão encantadora, fazia meu coração de pedra se aquecer.
E eu sabia que ela estava sentindo algo por mim também, seus olhares me diziam tudo.
Eu sempre ficava me lembrando do momento que quase nos beijamos.
FLASHBACK ON
— Então você ler mentes? — ela perguntou sua voz subindo duas oitavas, seu rosto parecia desesperado.
— Sim, eu posso ler os pensamentos de todo mundo, é... como está em um corredor cheio e todos falando ao mesmo tempo.
— Porra, você ouvi o que eu penso? — ela disse e eu a olhei chocado e divertido, ela havia xingado, parecia uma gatinha assustada e tão fofa — desculpe eu...
Eu rir.
— Eu não consigo ouvir o que você pensa, Bella, você é um mistério para mim.
Ela deu um suspiro de alivio.
— Porque você não escuta o que eu penso?
— Não sei — falei — Acho que sua mente funciona de um modo diferente dos outros.
— Então você acha que eu sou doida? — ri.
— Claro que não, Carlisle tem a teoria que você pode ter algum poder que me impede de escutar você.
— Mas Alice pode me ver e Jasper pode usar seu dom em mim também — ela falou.
— Alice te contou das visões dela? — eu perguntei apreensivo, nossos corpos estavam tão perto seu cheiro me deslumbrava e eu podia ver que ela sentia o mesmo, nossos joelhos se tocavam, era um calor tão gostoso, queria poder toca-lo em senti-lo sem a nossas calças jeans.
Como será que seria?
Se controle, Edward.
— Oh, não, mas ela disse que eu vou gostar muito quando as visões dela se transformarem em realidade — ela falou uma mecha de cabelo tocando seu rosto, escondendo-o de mim.
Com coragem levantei sua mão e coloquei a mecha atrás de sua orelha sem a tocar, nós nos olhamos, era de mais resistir. Era algo bem mais forte que nós.
Seus olhos pareciam implorar algo para mim.
Como dois imãs atraídos um pelo outro, nós nos aproximamos lentamente, estava tão perto, podia sentir sua respiração, só mais dois centímetros e eu finalmente sentiria o gosto de seus lábios que tanto ansiava experimentar.
Mas aí ouvimos um carro sair da rodovia e vim para cá, vi pela mente que era Carlisle e Esme.
Eu me separei a contra gosto dela, não queria que nosso primeiro beijo fosse assim, que fossemos interrompido por alguém.
Ela parecia frustrada e sem dizer nada se levantou saindo dali.
FLASHBACK OFF
— Você não vai para aula hoje? — ela perguntou quando o sinal tocou e eu nem me mexi.
— Não Alice avisou que hoje é tripagem sanguínea, você não vai querer explicar de não termos sangue, não é? — eu disse meio que divertido.
Ela balançou a cabeça.
— Então o que faremos? — disse se sentando de volta ao meu lado, bem que ela podia se sentar no meu colo, seria bem mais confortável.
Eu fiquei calado, olhando em seus olhos negros, então tive uma ideia.
— Você quer matar o próximo horário? Você parece com sede — eu disse.
Ela passou a ponta de sua pequena língua nos lábios sorrindo.
— Vamos — respondeu animada.
Nós fomos para o meu carro e eu abri a porta para ela, o que? Eu sou de outra época e precisava jogar com todas as cartas para conquistar ela, não via nenhum problema em ficar abrindo a porta para ela por toda a eternidade...
Ela sorriu agradecida e entrou no carro, eu fechei a porta e fui para o lado do motorista.
— Por que você tem que dirigir tão rápido? — ela disse quando eu estava a cento e quarenta na rodovia.
Sorri.
— Qual é a graça de dirigir devagar? E também não é como se fossemos morrer se eu bater o carro, coisa que nunca aconteceu — disse me gabando um pouco.
Ela rolou os olhos.
— Não sei... Só gosto de seguir as leis — ela disse dando de ombros, eu desacelerei um pouco.
Ficamos em silêncio, fui ligar o radio e acho que ela teve a mesma ideia, já que nossos dedos se tocaram. Tão quente e macia, uma corrente percorreu meu corpo. Será que seria sempre assim quando nos tocássemos?
Não dissemos nada, apenas nos olhando.
Eu liguei o radio, deixando o barulho da musica que passava preencher o silencio, enquanto ficávamos em silencio, perdidos em nossos próprios pensamentos.
Nota da Autora:
Oii amores, esses dois estão difíceis hein? haha
mas acho que no próximo, pelo menos um beijinho rola, e que beijo... :X lalala
Feliz Pascoa! Até amanha!
