Capitulo 10 - Isto é só para lembrá-lo como você é desprezível para os humanos

Naquela manhã Inuyasha além da costumeira recepção dos guardas, após de ter novamente suas garras e caninos arrancados apesar de relutar com a coleira em volta do pescoço e com as argolas que tinha nos pulsos e cintura, recebeu um chute no estômago que o fez ajoelhar-se, enquanto olhava com ódio para o seu agressor viu um outro guarda chegar e jogar no chão dois pedaços de pão e dizer-lhe:

-Vamos seu hanyou nojento coma.

Como ele nem tomou qualquer iniciativa em alimentar-se um dos guardas o pegou pelo cabelo com uma das mãos e com a outra enfiou o pão na boca do hanyou que simplesmente cuspiu o pão fora

-Você vai comer isso nem que eu tenha que quebrar todos os seus ossos seu hanyou imundo, ou se você quiser nós podemos dar uma motivação para você comer, tragam a humana, nisso trouxeram uma menina que devia ter, pelo tamanho, devia ter no máximo nove anos era muito parecida com a Rin, a menina chorava de medo e o um dos guardas simplesmente deu uma chicotada na garota que gritou de dor, o guarda virou para o hanyou e disse:

-Coma ou a garota paga por sua rebeldia.

Inuyasha olhou para a garota que chorava compulsivamente por causa da chicotada que levou, ele abaixou os olhos e pegou o pão e começou a comer.

-Hum, eu sabia que ele ia ser um cachorro obediente. Disse o soldado debochando, mas ele ainda não contente pisou no outro pão e falou com maldade: -Coma este também.

"-Seu maldito se eu tivesse minhas garras ou a Tessaiga eu iria retalhar você inteiro, seu covarde bateu num menininha como pôde? Seu bastardo, eu vou mata-lo." Estes eram os pensamentos de Inuyasha, mas limitou a rosnar enquanto pegava o pão pisado e olhava com ódio para o guarda. Depois de quinze minutos o hanyou havia comido os dois pães e bebido uma caneca de água, foi levado ao tronco, onde recebeu 200 chibatadas e depois foi levado a presença da rainha.

-Então hanyou vai ser um cachorrinho obediente e me servirá? Perguntou Hari a única resposta foi um rosnado do jovem.

-Ora, ora, quer dizer que você ainda se acha com algum valor vou mostrar o quanto você é desprezível seu mestiço, seu híbrido de tudo que há de ruim em duas raças. Mas antes quero um pouco deste seu sangue. Ela se aproximou do jovem desnudou o ombro direito dele e cravou os dentes no pescoço dele sugando o sangue da hanyou que sentia uma vertigem toda vez que ela sugava seu sangue, era como se ela tentasse tirar sua alma junto.

-Guardas levem este hanyou imundo da minha frente e façam aquilo que ordenei hoje de manhã.

Sim majestade executaremos suas ordens. E se afastaram sorrindo levando um cambaleante hanyou.

"-Maldição!!O que ela pretende fazer? Já estou começando a sentir meu corpo enfraquecer. Sinto que minhas forças estão se perdendo, mas eu tenho que resistir , eu tenho que sair deste lugar e reencontrar a minha Kagome , mesmo que ela não em ame, preciso vê-la."

Os soldados o levaram para sala de torturas e lá o penduraram com as mãos para trás e foram aquecer uma argola de ferro que pela largura era para ser colacada na cintura do hanyou e ao colocarem cinturão de contenção em seu corpo ele sentia sua pele queimar e isso arrancou um gemido baixo dele, a dor era absurda ele simplesmente sentiu que ainda não contentes colocaram uma mordaça de ferro em sua boca, que era um aro de ferro, no interior do qual havia uma protuberância chamada "caixa", a qual foi colocada na boca do hanyou, fechando-se o aro metálico na nuca, isso impediria que ele tentasse falar algo ou que seus gritos fossem abafados.

Inuyasha percebeu que o levavam para fora do castelo enquanto seguia os soldados que o levavam amarrado, ao chegarem uma vila de humanos que havia ali perto ele percebeu que os soldados beberam um líquido e tomaram a forma humana, chegaram ao centro da vila prenderam ao tronco de uma arvore e começaram a chamar todos do vilarejo dizendo que aquele era o maldito hanyou que havia matado os animas de criação na noite anterior, o que os habitantes não sabiam que eram eles é que tinham feito aquilo, mas incitados pelas palavras ódio pelo hanyou os habitantes começaram a jogar pedras, e alimentos podres no hanyou que ficou naquela situação pelo resto da tarde. A única coisa que se via era pessoas dizendo:

-Seu hanyou nojento tome isso por ter matado nossas galinhas e atiravam nele restos dos animas apodrecidos, ou pedras.

-Como será que uma mulher pode ter coragem de colocar uma criatura como essa na face da terra? Dizia outro morador atirando uma pedra nele.

-Odeio hanyous!! Atirou um pedra uma garoto que acerto o joelho do hanyou.

-Mestiço repugnante. Gritou uma moça e atirou outra pedra.

-Como eu te odeio. Dizia uma velha senhora. Com desprezo na voz.

Inuyasha não podia se defender, nem falar, apenas sentia a dor tomando contando do seu corpo, ele já não sabia o que doia mais se eram os golpes que estava recendo ou as palavras que estava ouvindo. Sua mente só perguntava: "Por que me odeiam tanto? O que eu fiz para vocês?" O calor... a sede, a fome, e seus olhos apenas brilhavam vermelhos de ódio seu sangue youkai queria defende-lo , mas logo recebeu um duro golpe de um soldados youkais disfarçado de humano, que espetou a espada na perda de Inuyasha e o sangue que escorria o fez perde a consciência por alguns minutos, voltou ao estado de hanyou e acordou com um balde de água gelado sendo jogado nele. Passou a tarde sendo xingado e apedrejado e e então foi trazido novamente para o castelo onde recebeu mais 200 chibatadas e depois foi jogado no calabouço.

O hanyou apenas se arrastou no chão até um canto do calabouço onde poderia olhar para o céu, ver algumas poucas estrelas e se tivesse sorte sentir um pouco dos raios lunares baterem em seu rosto.

Fechou os seus olhos e se entregou ao gostoso sentimento ver em sua mente os rostos de seus amigos e acima de tudo de lembrar do rosto de sua amada Kagome, por fim adormeceu pensando em reencontrar sua amada.