Capitulo X

Sirius rompeu o relatório com total ira. Não podia achar que levava em um ano tentado desfazer do estúpido loiro e do gorduroso morcego. Mais de um maldito ano tentando-o e nada.

Ainda recordava a primeira falha. Esse foi o pior erro de todos e é que o ataque da plataforma era perfeita; mas nunca se imaginou que Harry e Neville podiam estar aí para frustrar sua tentativa. Claro que, após isso, tudo se complicou. O Ministério protegeu a Malfoy e família como se fossem o mais importante do mundo. Tudo porque Hermione tem uma grande amizade com Anna Malfoy.

Acercar-se ao loiro com intenções homicidas a cada dia foi mais difícil e agora as oportunidades eram nulas e para cúmulo de males, Remus faziam questão de regressar. Não lhe dizia claramente; mas fazia comentários que indicavam que queria voltar e isso lhe estava desquiciando. Sabia que se regressavam, Draco se encarregaria de lhe revelar a verdade a Remus e Sirius não queria perder o que mais amava na vida.

Porque amava com todo seu coração a Remus, ele foi sua razão para seguir com vida em Azkabam, por ele lutou contra Voldemort, por ele iria ao inferno a matar de novo à cada comensal. Não. Definitivamente não perderia a Remus por uma tolice de bêbado. Não lhe perderia por um asqueroso comensal que se cria com direito a se vingar.

E se não podia se desfazer dele definitivamente, sim lhe afastaria. Draco Malfoy teria que regressar a Burdeos se não queria perder todo seu formoso vinhedo e seus adoráveis negócios.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Quando Draco recebeu o chamado de emergência estava tentando planejar uma surpresa para Aaron e para Dorian, que estavam a uns dias de concluir seu quarto e terceiro ano em Hogwarts; mas o chamado de Armand deixou-lhe como uma pedra. Uma praga estava açoitando os vinhedos e por outro lado tinha uma crise na fábrica.

Anna estava tentando averiguar que passava na fábrica, enquanto ele lhe escrevia uma carta a Aaron lhe explicando a situação. Nos últimos dois anos as coisas tinham estado um pouco difíceis para Draco e sua família. Ainda não sabiam de onde vinham tantos ataques; mas pelo menos agradecia ter a meio Ministério protegendo-os e, por que não, também aos dois ex leões que estavam pendentes de cada movimento.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Aaron lia atenciosamente a carta de seu pai e estava sumamente preocupado por ele. Não queria que regressasse a França só e menos agora que tudo estava tão complicado. James observava a seu amigo com uma cara que nunca lhe tinha visto. Suas facções frias e aristocráticas contraíam-se de preocupação.

— Tem passado algo em sua casa?

—Não, ainda não. É que papai tem que ir aos vinhedos e isso me preocupa. Iria só, mamãe teria que arranjar algumas coisas aqui.

—Seu papai é um excelente mago. Sabe-se cuidar muito bem.

—Eu sei, mas é que com os atentados e todo isso, me preocupa.

— E se dizemos-lhe a meu papai que lhe acompanhe? –Os olhos azuis de Aaron alumiaram-se ao instante no que James terminou a frase. Seria genial que o Professor Potter acompanhasse a seu pai.

—Mas não acho que queira.

—Eu lhe convenço se você convence a seu pai de que admita ao meu de guarda-costas.

A angústia de Aaron pareceu dissipar-se e recuperou o semblante que tanto gostava a James. De novo parecia o arrogante filho de puta que todos queriam por seus formosos olhos azuis.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Draco ainda não compreendia como tinha terminado aceitando que Potter lhe acompanhasse aos vinhedos. Talvez tinha sido a insistência de Aaron ou a súplica de Anna porque não fosse sozinho e agora aí estava, com Harry –me vejo sexy –Potter, rumo a seu vinhedo e com a maldita preocupação de não saber como estava sua colheita.

Segundo tinha-lhe dito Potter, o inútil de Longbottom deu-lhe um veneno que mata todas as plagas das plantas. Pequena coisa. Ia confiar de um Sanador que tinha como hobby as ervas, além de ser humilhado por um ex parceiro e um ex Professor.

E é que não lhe perdoavam para nada, mas Draco admitia que eles se estavam portando bem e também estava o detalhe que seus filhos pareciam lhes empurrar para aceitar aos leões violadores em suas vidas. Tudo seria tão fácil como contar a seus filhos a verdade.

Mas e depois que? Teria que desvelar quem era o pai de quem ou se tinham um só pai. Saber se Dorian e Aaron eram irmãos. Traumatizar a seus filhos de por vida ou tratar com os leões. As duas opções eram igual de horríveis.

Ao chegar, ambos homens chamaram por telefone a seus filhos. Os de Harry estavam no apartamento de Neville e Aaron estava na Mansão junto com Dorian, Anna e Severus. Após cortar os telefonemas, Draco decidiu que o primeiro que queria fazer era ver a praga e lhe rogar a todos os deuses que essa coisa que Longbottom tinha enviado funcionasse.

A cavalo dirigiram-se ao lugar mais afetado pela plaga e aplicaram o veneno. Segundo Neville demoraria um par de horas em fazer efeito. Harry ofereceu-se para pôr umas barreiras. Era um feitiço que aprendeu antes de sair da Academia de Aurores. Servia para manter afastada à gente que lhe quisesse fazer dano a uma propriedade.

Quando o feitiço foi colocado em todo o vinhedo, Draco regressou às plantas que tinham a praga para se dar conta que, alegremente, a coisa essa que Longbottom tinha enviado funcionava. De imediato ordenou que todo o plantio fosse coberto do veneno. Já estava por cair a noite quando regressaram à casa.

Draco foi-se a seu quarto para banhar, enquanto Harry fez o próprio. O ambiente era tenso, eles o sabiam. Não demoraria muito em que chegassem as reclamações ou as conversas incomodas; por isso Draco preferiu se desaparecer. A casa era enorme como para que Harry lhe encontrasse.

No entanto, Draco não contava com que Harry parecia ter um radar de loiros sexys na cabeça e, quando estava tranquilamente vendo as estrelas em uma dos tantos terraços, Potter se apareceu por trás dele. Vestia com uma simples camiseta branca e uns jeans desgastados e observava a Draco sem saber muito bem que lhe dizer.

— Pensa dizer algo Potter? Eu, para valer, preferiria não ter sua presença cerca de mim.

Harry caminhou até chegar bem perto do corpo de Draco. Suspirou e seu fôlego chocou com a nuca do loiro, quem sentiu um estremecimento. Mas não volteou, não baixaria a guarda ante Potter.

—Perdoa-me, Draco –disse-lhe Harry sussurrando-lhe ao ouvido.

—Longbottom e você acham que com pedir perdão todo se esquece Verdade?

—Ninguém tem dito que quero que esqueça –Harry se armou de valor e abraçou a Draco com força; mas o loiro afastou-o de imediato, encarando-o.

— Por que?

—Era um menino, Draco. Tinha 16 anos e não sabia que te amava. Tinha dúvida e a maldita guerra complicava tudo –Os olhos cinzas de Draco brilhavam de ira, de ódio.

— Por isso me deixou? Por medo? Pode imaginar o que senti nesse dia ao te ver com a Weasley?

—Não me deitei com ela. Amava-te Draco. Ainda te amo e me arrependo. Sei que isso não serve de nada. Que não posso viajar no tempo e fazer que isso não passe; mas juro que me arrependo.

—Essa noite deitei-me com Longbottom.

—Eu sei –As lágrimas de Harry saíram de seus olhos –Ele me disse que se tinham beijado e que depois não recorda nada. Imagino que você sabe a razão; mas isso eu não me importo. Em todos estes anos não te deixei de amar.

—Tens filhos com Ginny Weasley.

—Paguei por eles. Jamais a toquei, ela se inseminou. No entanto você se casou e formou uma família.

— Que esperava?! Que lhe rendesse tributo ao violador de meu padrinho?! –As palavras de ódio retumbaram em Harry com um grande estrondo.

—Eu… te queria lastimar. Essa noite bebemos tanto… e quando eu vi ao Professor Snape assim me ceguei. Era como ter uma parte de ti e algo dentro de mim... Maldade pura, eu que sei, me fez caminhar até ele. Escutei a Sirius… ele tinha tudo planejado. Queria que o negássemos tudo, mas eu não pude. Sou um miserável, eu sei, Draco, mas tem que saber que todos estes anos tenho sentido falta sua presença em minha vida. Que muitas vezes pensei em me morrer porque sem ti não sou nada. Tem que saber que após o que fizemos nunca temos dormido tranquilos.

—Isso não apaga nada. –Draco chorava de impotência.

—Mata-me. –Harry acercou-se sem mais a Draco. Abraçou-lhe firmemente e cerca de seus lábios continuou falando. –Castiga-me como queira, desde faz tempo Neville e eu o estamos esperando. Merecemo-lo. A mim pode matar-me.

—Jamais deixaria a teus filhos sem pai –Draco tentou soltar dos braços de Harry, mas este lhe apertou mais.

—Viveriam com Neville e quando fosse por ele, Remus se faria cargo deles.

—Vivendo a lado do violador de Black –Draco cruzou sua mirada com a de Harry. Estavam a centímetros, quase a nada de beijar-se.

—Ele o saberia. Desde que nos reencontramos deixei tudo em ordem em meu testamento. Junto com uma carta contando-lhe a verdade a Remus. Pode matar-me Draco, pode fazê-lo sem cargos de consciência; mas antes, antes deixa-me estar contigo por última vez. Não me negue o que tanto preciso. Todos esses anos te precisei. Por favor e depois… depois poderá fazer comigo o que queira.

Harry fechou o espaço que faltava beijando a Draco com fome, com desespero. Para valer parecia ser a última vontade de um condenado. Intensificou o beijo e Draco sucumbiu ante o desejo que explodia em seu peito. Deixou que Harry o beijasse como naquele sexto ano de Hogwarts, quando iniciaram uma relação as escondidas e que foi rompida pelo engano e o medo. Draco sabia de ante mão que muito desse medo tinha sido semeado por Sirius Black.

Ao padrinho de Harry jamais gostou da ideia de que ele se pudesse apaixonar de um Slytherin. Essa lembrança fez surgir em Draco a necessidade de demonstrar-lhe a Sirius o estúpido que tinha sido. O imbecil que era, pois Harry se tinha apaixonado e não só isso: Tinha-lhe afastado dele mesmo.

Como tivesse gostado a de o loiro lhe mostrar ao orgulhoso Sirius Black que Harry Potter lhe amou e que lhe amava apesar de tudo. Com esses pensamentos na cabeça, Draco submergiu-se no desejo correspondendo-lhe o beijo a Harry. Abraçando-se com força a ele. Gemendo quando o moreno baixou seus lábios até seu pescoço, beijando-o, o mordendo.

As mãos de Harry se colaram por embaixo da camisa branca tocando e coçar a cada porção de pele. Draco gemeu e Harry se derretia ante essa expressão de sensualidade. Como tinha estranhado esse corpo! Agora pouco importava morrer depois ou que Draco regressasse aos braços de sua mulher. Agora só importava ter de novo esse corpo. Saber que por uns instantes seria seu e de ninguém mais.

Rasgou a camisa enquanto seguia beijando-o. Não queria apartar da boca de Draco e este começava a despir a Harry, reconhecendo o novo corpo que tinha em frente, com mais músculos; mas com as mesmas marcas.

Harry começou a repartir beijos e lambidas pelo peito de Draco até chegar a seus mamilos, saboreando-os. Queria levar-se a lembrança da pele de Draco. Seus suaves mamilos. Seus firmes abdominais e o sabor de seu membro ao estar ereto e banhado em líquido preseminal.

Quando a boca de Harry chegou a sua ereção, Draco recordou a sensação de se sentir amado e desejado. Tomou com força o cabelo de Harry, marcando o ritmo da boca sobre seu membro. Rápido, a cada vez mais rápido. Sabia que Harry aceitava gustoso isso porque gemia. Não se pôde controlar e se correu violentamente na boca de Harry.

Harry deu-lhe a volta a Draco e cuspiu todo o sêmen que tinha na boca sobre a entrada do loiro e sua mão direita. Quando Draco sentiu isso, algo dentro de seu cérebro se acendeu de novo. Pensou em cortar um dos momentos mais eróticos de sua vida; mas um dedo e as palavras de Harry detiveram-no.

—Amo-te Draco. Amo-te tanto!

Harry usava sua língua e seus dedos preparando a Draco, utilizando como lubrificante a corrida anterior do loiro. Em um instante Harry deixou sua tarefa para perfilar seu membro sobre a dilatada entrada do loiro. Foi entrando lentamente, querendo gravar em seu ser a cada parte de Draco, enquanto lhe sussurrava ao ouvido o muito que o amava e como a cada noite tinha sonhado com fazer isso.

As investidas foram ferozes e passional, tanto como as palavras de amor e os perdões que Harry pedia. Draco estava convertido em uma maquina de arquejos e soluços, enquanto Harry lhe masturbava ao mesmo ritmo frenético que no que estava investido. De repente Draco sentiu que todo seu mundo se ia e explodia em um prazer incontrolável e atingiu a sentir como Harry se derramava junto com um gemido e um entrecortado: Amo-te.

Passaram uns minutos e as respirações foram-se normalizando. Draco foi o primeiro em pôr-se de pé e com o mesmo gesto de ódio tomou sua roupa.

—Jamais se voltará a repetir, Potter. Se ama-me como diz, isto será teu pior castigo: Saber que por covarde e por vil me perdeu. Oxalá que chore a cada noite recordando nosso amor. Oxalá que te ganhe o frio das noites e sinta que te falta o ar. Oxalá que esteja sozinho e que sofra como eu. Oxalá que te encha de reproches. Porque sei que após esta noite eu me voltarei indispensável.

Harry não disse nada. Mil vezes tivesse preferido morrer após isso. Após ter tido entre seus braços a Draco e saber que não era para ele. Esperava morrer para valer e não estar morto em vida como o estava. Se essa maldita noite não tivesse bebido como o fez. Se tivesse escutado a seu coração e não à estúpida arrogância, provavelmente agora não estaria estendido no terraço dessa casa, nu e sentindo ainda o calor de Draco. Esse calor que não voltaria a ser seu. Chorou essa noite, como quase todas as noites, e pensou muito seriamente em morrer; no entanto tinha filhos e só por eles podia se manter em pé.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-

Neville estava dando voltas em sua cama. Não podia dormir e agora que Harry estava de viagem não podia ir a ele para acalmar sua insônia. De repente sentiu a entrada de alguém pela rede. Caminhou até a sala e viu a Dorian algo desorientado e com o pijama posto.

— Passou algo? –Perguntou-lhe.

—Papai sente-se muito mau. Acho que é sua magia — Neville notou o semblante de preocupação de Dorian.

—Vamos.

Quando chegaram à Mansão tudo estava em completa escuridão e em uma aparente calma. Subiram à habitação de Severus e Neville pôde notar que o homem tremia. Tinha espasmos pelo fluxo de magia que subia e baixava. Isso não era normal. Algo devia provocar essa reação.

Viu em uma mesinha uma caneca que estava vazia. Cheirou um pouco e pôde distinguir o cheiro de cloreto de cálcio. Uma substância inofensiva; mas que para magos com problemas de fluxo de magia podia trazer consequências como essas. Tomou sua varinha e com um encantamento diminuiu os espasmos e sabia que a única forma de melhorar ao ex Professor era lhe cedendo um pouco de magia de novo.

Com cuidado tomou a mão direita de Severus e concentrou-se, deixando que sua magia se libertasse para que fosse transmitida a Severus. Um facho de luz branca percorreu o corpo de Neville desde seus pés até a cabeça. De repente a luz branca transformou-se em verde justo onde as mãos estavam entrelaçadas. A magia de Neville viajou por todo o corpo de Severus. Quando soltou a mão, Neville caiu de joelhos, cansado e com a mirada algo nublada. Dava graças aos deuses por ser um puro sangue. Isso fazia que sua magia se recuperasse quase de imediato, além de contar com essa rara faculdade que tinham os Longbottom para regenerar qualquer dano que não fosse muito grave. Dorian correu até onde estava Neville ajoelhado e um pouco pálido.

— Está bem? –Perguntou-lhe com clara preocupação.

—Sim, só que é um pouco extenuante lhe ceder magia a alguém. –Ajudou-lhe a incorporar-se e caminharam um pouco até o cômodo cadeirão que Severus tinha ao lado de sua cama. –Não se preocupe mais, Dorian. Seu papai dormirá um pouco e amanhã lhe terá como novo. Só devemos pesquisar como foi que se pôs assim. Sabe quem lhe trouxe o chá?

—Acho que trouxe-o a elfina; mas se o que quer saber é como chegou esse chá à casa, foi um dos presentes que enviou o representante da América no Ministério.

—Bom, pois há que se desfazer dele. É muito daninho para teu papai.

—Obrigado por vir.

—Sabe que daria minha vida por algum de vocês –Neville se levantou do cadeirão e checou uma vez mais ao ex Professor. Acariciou a mão que ainda descansava no peito de Severus.—Sempre a suas ordens, Professor.

Essa noite Dorian dormiu na cama de Severus e quando Neville regressou a seu apartamento por fim pôde conciliar o sonho. Só tinha um pensamento que nublava sua paz: Parecia que se estava apaixonando de Severus Snape.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Quando Severus acordou se sentiu melhor que nunca. Na cama, abraçado a ele, estava Dorian. Recordou que se tinha sentido mau e que, entre sonhos, pôde sentir a presença de Neville Longbottom e sua magia percorrer seu corpo. Isso era, a magia de Neville estava circulando de novo nele, lhe envolvendo de uma cálida sensação, envolvendo de seu aroma.

— Está bem, papai?

—Como novo, filho –Abraçou fortemente a seu filho. Não podia achar que já tivesse catorze anos.

—Neville disse-me que te sentirias como novo quando acordasses.

—Quer muito ao Sanador Longbottom verdade?

—Tem sido muito bom conosco, papai te molesta?

—Para nada filho. Você pode ter os amigos que queira e se ele é importante para ti eu não te direi nada.

Dorian abraçou-se mais a seu pai. Jamais pensou que chegaria no dia em que pudesse estar assim, abraçado a ele. Conversando tranquilamente. Como quando era um menino e tinha sentido falta poder falar com ele. Quando tentava chamar sua atenção.

*-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

A noite que Draco regressou do vinhedo estava taciturno, triste, mal-humorado e é que não podia esquecer essa maldita noite no terraço com Harry. Tinha-lhe destroçado o coração e no processo ele também o tinha perdido, mas tinha que ser forte. Assim deviam ser as coisas. Assim devia sofrer Harry. Ainda que Draco também se queimasse.

Assim que Harry entrou ao apartamento de Neville, atirou sua mala a uma esquina, caminhou arrastando seus pés até a habitação de seu amigo e de imediato atirou-se à cama abraçando-se a ele. Não suportou mais a dor e começou a chorar como um menino. Como naquelas noites que Voldemort lhe torturava e Harry não podia fazer nada.

Neville abraçou-lhe igual, consolando-lhe. Escutou com um nodo na garganta o relato de Harry. Os dois sabiam que tinha que ser assim. Que Draco não pararia até lhes destruir e que eles o mereciam. Ainda que estivessem apaixonados e ainda que tivessem-se arrependido de coração, era muito difícil que lhes pudessem dar uma segunda oportunidade.

-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-

Nota tradutor;

Hummmmmmmmmmmm

Vejo vocês por ai

Ate breve!

Fui…