- ◘ - Um Lugar pra se chamar de Lar - ◘ -

Capítulo 10 – Difíceis conversas.

Izara passou os olhos sobre a estante do quarto de Kagome, ou melhor, no quarto de Tenshi, era grande desde chão até o teto, feita de madeira branca, em algumas havia livros sobre fotografia, em outras havia enfeites de porcelana, uma bailarina e alguns cisnes, em outra havia porta retratos, Kagome abraçada a Sango e Rin, e também havia ela uma foto daquela mulher, KaguYa, a todos que olhassem aquela foto veriam mãe e filha, mas aquilo era apenas uma teatro criado por uma falsa mãe, Izara não conseguia não se sentir fora da vida de Kagome estando em seu quarto onde mostrava a outra vida que ela viveu.

# - Tenshi? – Chamou Izara vendo que a menina tirava o lençol de sua cama.

# - Oi.

# - Você não precisa levar os lençóis, a minha idéia original e que você mantivesse o seu quarto aqui, e tivesse um lá em casa também, pra que assim pudesse vir dormir aqui sempre que quisesse. – Contou Izara com a voz embargada de tristeza, a verdade e que não queria que ela levasse as lembranças que tinha de Kaguya pra dentro de sua casa.

# - Se você acha melhor, por mim tudo bem. – Respondeu a menina largando a colcha da cama.

# - Então tudo que temos que empacotar são suas roupas.

# - É os meus binquedos também Vovó. – Falou Pumpkin sentadinha no chão rodeadas de brinquedos.

# - Mais e claro, nos não podemos esquecer dos seus brinquedos, mas não precisa levar todos, você pode ficar com aquelas bonequinhas que tem lá em casa, você gosta delas, não é mesmo? – Perguntou Izara ajoelhando-se ao lado dela no chão.

# - Gosto! Eu posso fica com todas mesmo? – perguntou a menina.

# - Elas são dá sua mãe, então quem decide e ela. – Respondeu Izara penteando os cabelos de uma das bonecas com os dedos.

# - Mamãe eu posso fica com elas, posso! – Pediu Pumpkin ficando de pé e correndo até a mãe, subiu em cima da cama e começou a pular.

# - Pode. Mas para de pular. – Pediu Kagome a pegando no colo e a pondo no chão.

Kagome entrou pela porta do closet, e foi seguida por Izara que se assustou com a quantidade de roupas que ela possuía.

# - É eu imaginei que a Kikyo fosse a única a ter um closet entupido de roupas. – Falou Izara rindo da semelhança das filhas.

# - Eu acho que a Kikyo não gosta muito de mim. – Reclamou Kagome, que subiu em uma cadeira e puxou uma mala preta de cima da estante.

# - Tente entender o nosso lado querida, todos nos sempre estivemos ansiosos com a sua volta e você se mostra tão diferente do que nos personificamos e igualmente a Kaguya, nos sempre a pintamos como um monstro que tinha causado tanto sofrimento a você e jamais esperávamos que você fosse amá-la. – Continuou Izara pegando alguns cabides e os jogando sobre a cama.

Kagome ouviu atentamente as palavras de Izara, sabia que havia verdade nelas mais também não queria pensar sobre aquilo agora, o queria era fazer o possível pra se dar bem com Kikyo.

# - Eu tento entender Izara. Juro que tento, e queria me dar bem com ela também mais não sei como agir, eu tenho ciúme por causa do que aconteceu entre o InuYasha e ela. – Falou Kagome após colocar a mala aberta sobre a cama, retirou algumas das roupas dos cabides e começou a dobrá-las junto de Izara. – Eu tenho e que tentar confiar neles agora.

# - Isso mesmo, não se pode construir um relacionamento sem confiança. – Concordou Izara.

# - Izara, eu posso te perguntar por quê você não se separou do Tanaka no exato momento em que soube da traição dele? – Questionou Kagome com um pouco de receio, pois não sabia se aquela era uma conversa permitida para o momento.

# - Porque o meu coração não acreditava naquela traição.

# - Sabe Izara eu tenho as minhas razões pra acreditar que o Tanaka foi drogado pel...

# - Eu sei, o Bankotsu me contou que você desconfiou ontem enquanto o Tanaka te contava sobre a noite em que ocorreu a suposta traição. A Kaguya confessa na carta que usou uma substancia extraída do caule da cereja. Eu quero que você guarde segredo em relação a isso. – Pediu Izara.

# - Mas porque? Por quê manter esse segredo? – questionou Kagome sem entender o motivo.

# - Porque se não tiverem o Tanaka pra culpar novos responsáveis serão apontados, essa família precisa de paz agora. – Respondeu Izara colocando as roupas dobradas dentro da mala.

# - Mas não e justo.

# - Eu sei, mas você precisa confiar na decisão que os adultos tomaram. – Falou Izara com sua costumeira calma.

# - Tudo bem se vocês decidiram.

# - Então depois daqui vamos comprar os moveis pro seu quarto. – Voltou a falar Izara, tentando mudar o assunto pesado.

# - Ótimo, adoro fazer comprar. – As duas voltaram pra dentro do closet.

Kagome retirou algumas roupas e saiu, Izara observou a coleção de sapatos que ela tinha, sorriu divertida ao contar mentalmente na quantidade, era um mal de família essa obsessão por sapatos mais por suas contas Izayo ainda ganhava, mas sua atenção se voltou pra uma caixa de madeira postada com carinho em um lugar próprio para ela embaixo dos sapatos, sem pestanejar a abriu, e para sua surpresa havia varias fitas cassetes, cada uma com sua etiqueta, fechou a caixa e a pegou levando a para fora do closet a postando em cima da cama.

# - O que são essas fitas? – Perguntou fazendo Kagome prestar atenção nela e arregalou os olhos ao ver o que Izara havia pegado.

# - São gravações de alguns momentos da minha vida. – Respondeu Kagome.

# - Eu posso levá-las pra ver? – Pediu Izara justamente aquilo que Kagome temia.

# - Eu não acho que seja uma boa idéia Izara, a mamãe... Quero dizer a Kaguya está em todas elas. Eu não quero te deixar mais triste. – Falou Kagome indo até a caixa e a pegando.

# - Não faz mal, eu quero ver, ela menciona essas fitas na carta também. Por favor. – Pediu Izara tocando o rosto de Kagome está depositou a caixa sobre a cama e aceitou o pedido, afinal não havia outra saída.

# - Izara você se importa se eu realizar uma vingançinha contra o Mirok? – Perguntou Sango entrando irritada no quarto de Kagome acompanhada de Rin e IzaYo.

# - Ah... Desde que você não o mate. – Concordou Izara sorrindo pras meninas.

# - Não, vai ser bem pior. – Respondeu Sango sorrindo maliciosamente.

Izara não se assustou com as palavras dela, sabia que tudo o que elas queriam era dar uma lição em Mirok.

# - O Mirok iniciou a vida sexual muito cedo, pelo que agente ouviu falar foi aos onze anos com a baba do Inuyasha e ela tinha dezessete anos. – Contou IzaYo ajudando Izara a dobrar as roupas

# - Ah, nem me lembre daquela safada. – Reclamou Izara, seu desejo era de apertar o pescoço daquela garota até que seu rosto ficasse roxo. Kagome riu com o ciúme de Izara em relação ao filho. – Sango, como mãe dele eu te digo que realmente acho muita canalhice ele não te namorar por você ser virgem, mas há uma razão por trás disso.

# - É que razão seria? – Perguntou ela com a voz chateada.

# - Todo garoto tem como herói o próprio pai e quando a traição do Tanaka veio à tona ele perdeu completamente o respeito por ele. Ele abomina o fato do pai ter me traído, e tudo que ele não quer é ser como o Tanaka. Você entendeu? Ele não querer namorar você e acabar tendo que procurar em outra o que você ainda não lhe dá. – Concluiu Izara.

# - Eu entendi. E mais do que nunca eu tenho certeza que o plano da Kagome vai funcionar. – Respondeu Sango recobrando a felicidade do rosto.

Kagome riu com o sorriso um pouco obsessivo de Sango, não era apenas por ter sido dispensada que queria tanto se vingar mais também por que estava gostando muito de Mirok.

# - Talvez a vingança não seja necessária eu pedi ao Bankotsu e ao Sho que aproveitassem a saída das mulheres de casa e tivessem uma conversa de homem com ele. – Falou IzaYo terminando de por as roupas dentro da mala.

₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪

A água da piscina de repente ficara gelada, será que era mesmo a água ou seu corpo que de uma hora pra outra perdeu todo o calor ao ouvir seu tio pronunciar aquelas palavras. Teria ele feito alguma coisa errada. Afinal Bankotsu e Tanaka também estavam ali, sem contar a presença de InuYasha e Sesshoumaru dentro da piscina também, e algo lhe dizia que eles sabiam a respeito do que eles iriam falar.

# - Conversa de Homem? – Repetiu o que seu tio dissera tentando entender o que afinal eles todos queria.

# - Sim, conversa de homem. – Repetiu Sho, ergueu a barra da calça de ambas as pernas e sentou-se na beirada da piscina.

# - Antes de começar, pai olha pra sua esquerda. – Falou Sesshoumaru se aproximando de onde ele estava.

Sho olhou na direção falada por Sesshoumaru e viu que Kikyo estava deitada em uma das cadeiras de praia tomando sol, coberta de bronzeador usando um biquíni preto minúsculo, ela estava com a expressão divertida e segurava os óculos de sol um pouco abaixo dos olhos o que mostrava que ela prestava atenção na conversa.

# - Kikyo você pode nos dá licença, por favor. - Pediu Sho.

# - Sem chance, isso vai ser a maior piada. – Respondeu ela se ajeitando na cadeira até ficar sentada.

# - Tudo bem mais não de palpite. – Concordou Sho.

# - Eu fiz alguma coisa errada? – Questionou ele ainda sem entender o porque daquele circo todo.

# - Não exatamente, agente só que te orientar em relação às mulheres.

Mirok arregalou os olhos, não acreditando no que ouvia. Será que o tio ainda pensava que ele não conhecia desses assuntos, alias, mulheres eram o seu assunto favorito.

# - Chega uma hora na vida de um homem que ele deve tomar uma decisão. As mulheres são como chocolate, você tem o seu favorito e nem por isso deixa de experimentar os outros sabores, mais chega uma hora que somente o seu favorito te satisfaz. As mulheres possuem uma espécie de florzinha... É dentro há uma semente que o homem rega com a sua mangueira e então nascem os bebes. – Sho com expressão seria.

Mirok olhou pra Sesshoumaru que se mantinha serio também, mais InuYasha havia afundado na piscina e as únicas coisas que se viam na superfície eram as bolhas de sua risada. Não acreditava que o tio estivesse mesmo falando serio.

# - O Sr. está zuando com a minha cara, tio? – Questionou Mirok com a expressão pasma.

# - Acho que você já o embaraçou o bastante Sho. – Falou Bankotsu tapando o rosto com a mão.

A expressão seria de Sho mudou na hora, abriu um sorriso travesso e jogou um pouco de água com o pé em Mirok.

# - Que droga, não teve graça, achei que era serio. – Brigou ele indo se sentar na beirada da piscina.

# - É o seguinte Mirok, a sua tia nos pediu pra termos uma conversa com você em relação a Sango. – Explicou Sho dessa vez falando sem brincar.

# - Ohhh... – Suspirou ele entediado. – Quanto tempo mais vocês vão bater nessa mesma tecla, eu não estou pronto pra um namoro serio.

# - Você não está pronto e pra ficar sem sexo. – falou Kikyo pondo mais lenha na fogueira.

# - Hei, o que eu disse! Sem palpites. – Brigou Sho lhe apontando o dedo.

# - Ah, qual é tio, vocês precisam do conselho de uma mulher de verdade nessa historia. – Falou ela se gabando.

# - Onde é que está essa mulher de verdade. – Provou Sesshoumaru olhando em redor, procurando pela tal mulher.

# - Há há. Você e tão engraçado Sesshoumaru. Na hora de transar comigo eu era mais do que de verdade não é mesmo. – Irritou-se ela.

# - Como é que é? – Perguntou Tanaka interrompendo a briga.

Kikyo rangeu os dentes, havia se esquecido que seu pai não sabia dessa historia, quando ele soube sobre ela e InuYasha chegou a ameaçar ir a policia denunciá-lo por estupro mais Izara e Sho o convenceram a não fazer. Realmente não gostava de falar sobre tais assuntos na presença do pai, afinal que pai gosta de saber sobre a vida sexual hiper ativa dá filha.

# - É tio Tanaka foi o Sesshoumaru quem tirou a virgindade da Kikyo, quando ela só tinha quatorze anos, não é uma vergonha, o senhor deveria denunciá-lo. – Provocou InuYasha, ainda se lembra da cara de ódio que seu tio lhe olhou quando soube do caso dos dois.

# - Inuyasha, não põem mais lenha na fogueira. – Pediu Sho se levantando e se pondo na frente de Tanaka, que iria avançar em Sesshoumaru que rapidamente escorregou para dentro da piscina, queria evitar um conflito, sabia o quanto o tio era protetor, principalmente quando se tratava de Kikyo.

# - Você sabia disso Sho? – perguntou Tanaka furioso.

# - Eu soube há poucos dias, Tanaka. Ela não e mais criança, sabia muito bem o que tava fazendo, se acalme. – Respondeu Sho, tentando acalmar o amigo.

# - Você diz isso porque não tem filha. – Esbravejou Tanaka.

# - Mais eu entendo. – Respondeu Sho um pouco chateado. – Nos conversamos sobre isso depois que conversarmos com o Mirok.

# - Ah, não se incomodem, podem falar sobre a Kikyo e o Sesshoumaru primeiro. – Falou Mirok tentando fugir da conversa.

Kikyo se recriminou mentalmente, devia pensar antes de falar besteira, essa era uma briga que poderia não ter surgido, se tivesse se calado quando era necessário. Sesshoumaru relaxou dentro da piscina, sabia como Tanaka era bravo e isso renderia bons meses de cara feia.

Tanaka se sentou na cadeira de praia ao lado de Kikyo e lhe jogou um olhar feio, ela só pode sorrir sem graça, pois sabia que o pai não deixaria isso barato.

# - Mirok, o que nos tentamos te dizer e que... – Continuou Bankotsu vendo que Sho e Tanaka continuariam calados. – Se você gosta da Sango não deveria dispensá-la por uma razão tão tola como essa. Como o Kouga disse ontem, não é tão difícil ser fiel como você pensa. Além do mais ela só tem dezesseis anos o sexo vai vir depois.

Mirok não queria falar sobre aquele assunto, ainda mais com o pai estando presente, será possível que ninguém entedia que não queria se tornar um canalha como o pai.

# - É você pode se surpreender com o tempo que um homem agüenta ficar sem sexo, especialmente depois de 20 anos de casado. – Falou Sho fazendo Tanaka e Bankotsu rirem mais os jovens não entenderam.

# - Eu não entendi? Qual é a graça? – Perguntou Kikyo.

# - É que quanto mais tempo casado mais sem sexo você fica, as mulheres não tem tanta vontade quanto os homens, no começo e aquela maravilha, fazem de duas a três vezes por dia, depois e uma vez por semana, muda pra uma vez no mês. E por fim acaba sem nada mesmo. Especialmente quando você mora em uma casa cheia de gen... – falou Sho mais foi interrompido por Inuyasha.

# - Pai, eu agradeceria se o senhor nunca mais falasse sobre isso. – Pediu ele com a cara mais amarrada do que a de Tanaka.

# - É, eu também. – Concordou Sesshoumaru.

Sesshoumaru olhou para Tanaka, e de repente entendeu a sua birra, algum dia se tivesse uma filha mataria o primeiro que ousasse encostar o dedo nela.

Bankotsu apenas ria com tudo, mais não deixava de dar razão a Sho. A casa cheia de "crianças" às vezes atrapalhava um pouco.

# - Sabe tio, por incrível que pareça você não está ajudando em nada. – Respondeu Mirok ao voltar pra dentro da piscina.

# - Mirok agente só pode te aconselhar se você nos disser qual é o problema. – Falou Bankotsu.

# - Não há problema algum. – Resmungou ele tentando dar um fim ao assunto.

# - Ele não quer ser como o tio Tanaka. – Contou InuYasha ao se cansar da conversa. Sabia que o primo jamais contaria aquilo.

# - Oh, filho! – Exclamou Tanaka visivelmente decepcionado. – Você já e igual a mim.

Mirok virou o rosto para o pai imediatamente, sentia a fúria subir por suas veias, nunca seria como ele.

# - Eu não sou um canalha como você. – Respondeu ele amargamente.

# - Eu perdi a mulher da minha vida porque eu fiz uma tremenda estupidez, você não fez o que eu fiz, mais vai perder a Sango por estupidez. – Finalizou Tanaka.

Mirok concordou com Tanaka, aquilo era mais do estupidez e canalhice também, mais nunca daria ao pai o gostinho de lhe ver concordando com ele.

# - Vocês e que estão fazendo drama por uma coisa que não e tão importante, a Sango não é a mulher da minha vida e só mais uma garota que passou por ela. – Respondeu Mirok meio contrario, aquilo era mentira, apesar do pouco tempo que se conheciam, Sango era muito mais importante do que qualquer outra garota que ele já teve.

# - Ela realmente e só mais uma garota, Mirok? Se você disser que sim o assunto está encerrado. – Falou Sho.

Mirok ficou quieto, se dissesse que sim estaria mentindo mais não faria com que eles se metessem mais ainda na vida dele.

# - E só mais uma garota, tio. – Respondeu Mirok sem olhar nos olhos de Sho.

# - Ok. – Sho se levantou imediatamente e entrou em casa seguido de Bankotsu e Tanaka que puxava Kikyo pelo braço.

₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪

# - Podem me seguir, por favor. – Pediu IzaYo aos carregadores, subiram as escadas e desapareceram ao virar a esquerda.

# - Que tralha e essa? – Perguntou Bankotsu ao se aproximar de Izara e lhe dar um beijo no rosto.

# - São os moveis do quarto da Kagome. – Respondeu Izara feliz. – Oh Tanaka que bom que está aqui. – Cumprimentou ela ao ver Tanaka sentado no sofá da sala ao lado de Sho e ambos tomavam uísque. – Olha são os vídeos que a Kaguya fala na carta eu achei no quarto da Kagome.

Izara se aproximou de onde eles estavam e depositou a caixa sobre a mesa da sala e a abriu revelando a centenas de fitas cassetes.

# - Vocês vão ver todas elas? – Pergunta Kagome. – Eu nunca vi nenhuma delas, exceto a que tem a Poppet!

# - Parece que agente tem diversão pro fim de semana inteiro. – Falou Tanaka surpreso com a quantidade de fitas que havia dentro daquela caixa.

# - Sim, vamos chamar as crianças.

Izara pediu que eles fossem pra sala de televisão e ficou com o trabalho de chamar as crianças na piscina.

Estavam todos já na sala num falatório desgraçado, a espera de IzaYo que acompanhava os carregadores até a porta.

# - Izara você sabia sobre o Sesshoumaru e a Kikyo? – Questionou Tanaka bravo pro ela não ter lhe contado.

# - Soube há poucos dias, quem te contou? – Perguntou já prevendo o tormento.

# - Ela mesma.

Na hora Izara jogou um olhar ameaçador pra Kikyo que estava sentada ao lado de Bankotsu se encolheu no peito do padrasto, pois sabia que a bronca viria logo. Por sorte IzaYo chegou a sala e o assunto foi encerrado.

# - Então o que agente vai assistir? – Perguntou InuYasha.

# - Na carta a Kaguya diz que gravou os primeiros dias da Kagome apos ter nos apagado da memória dela. Depois se tornou um costume. – Respondeu Izara, suspirou pesado antes de empurrar a fita abaixo.

Izara sentou-se ao lado de Bankotsu e este segurou a sua mão sabia que aquilo seria difícil pra ela.

A fita começa:

# - Até que em fim você acordou. – Disse Kaguya, indo até a beirada da cama da menina e lhe beijando a testa.

# - Quem é você? – Pergunta com a voz de sono.

# - Como assim quem sou eu e a mamãe, acho que você ainda está sonhando.

Kagome esfrega os olhos e olha pra mulher e lhe sorri.

# - É a maninha cadê? – Pergunta ela ficando em pé na cama e dando alguns pulinhos. – Chama ela pra brincar comigo. A Ki...

A menina para de pular, tentando recordar do nome.

# - Você sonhou que tinha uma irmã? – Pergunta Kaguya, os cabelos dela estavam cortados e cacheados exatamente como os de Izara era naquele tempo.

# - Éeeee... – Falou com sua vozinha meiga de criança.

# - Vamos tomar café. – Chamou a menina que pulou em seu colo e lhe deu um beijo na bochecha.

Kagome estava na janela do seu quarto com uma bonequinha na mão.

# - Agente pode ir no parquinho? – Pergunta ela olhando pras crianças que se divertiam no parque em frente à casa.

# - Não eu já te disse que agente não pode sair de casa por enquanto. O seu pai quer tirar você de mim. Você quer ficar longe da mamãe?

# - Não mamãe. – Diz a menina sorrindo pra ela.

# - Olha que linda essa boneca que a mamãe comprou pra você. – disse Kaguya lhe entregando a boneca que tinha cabelos pretos e uma franjinha.

# - Éh... lindinha mesmo mamãe.

# - Que nome você vai dar a ela? - Pergunta Kaguya sentando-se ao lado da filha na cama.

# - Que tal... Kiki, não Kikyo. Eh Kikyo... – Falou a menina feliz, KaguYa a olhou surpresa, mas disfarçou rapidamente.

# - É lindo. – Kaguya chegou à boca perto do rosto da menina que abraçava a boneca e lhe deu um beijo na testa. – A mamãe ama você.

# - Eu também te amo mamãe. – Respondeu a menina ao largar a boneca e abraçar a mãe que sorriu.

Kagome se remexeu incomodada com tudo aquilo, as lembranças que tinha de KaguYa já eram suficiente para ela se sentir horrível, e agora ver isso era de mais.

# - Izara me desculpa eu não consigo ver isso. – Disse ela se levantando do sofá e indo em direção a porta. – Eu vou arrumar algumas coisas no meu quarto.

Izara ficou olhando para a porta com o coração apertado, não queria que Kagome sofresse desse jeito.

# - Qual o problema dela? – Questionou Kikyo um pouco irônica, pois não entendeu o comportamento de Kagome.

# - Não deve ser fácil pra ela ver as mentiras que a Kaguya inventou a vida toda. Afinal pra nos ela é apenas uma seqüestradora mais para a Kagome a Kaguya e sua mãe. – Respondeu Izara, muito chateada em ter que deixar isso claro, parecia que o tornava mais real do que já era.

# - Eu vou falar com ela. – Falou InuYasha se levantando do chão.

# - Não, deixe a sozinha, querido. – Pediu ela a Inuyasha que sentou-se novamente e se concentrou no filme.

₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪

A madrugada era alta, Izara, Tanaka, Bankotsu, Sho, IzaYo e Kikyo eram os únicos que ainda assistiam as fitas, Mirok dormia no chão e havia uma poça de baba em baixo de sua boca aberta. Sesshoumaru havia ido pro quarto e Inuyasha não quis mais ver nada quando Kouga começou a aparecer nas filmagens.

KikYo lutava pra se manter acordada, mais quanto mais o filme passava mais ódio e culpa seu coração se preenchia.

# - Então é menino ou menina? – Perguntou Sango que parecia estar segurando a câmera, pois apenas sua voz aparecia. Kagome estava no sexto mês de gravidez parecia abatida e inconformada.

# - Que foi filha tem algo errado com o bebe? – Perguntou KaguYa vendo a filha se jogar no sofá em cima das pernas dela. Como Kagome não respondeu ela olhou para Kouga que havia chegado junto dela, e sentava-se no sofá.

# - Os bebês estão bem. – Respondeu Kouga com um sorriso.

# - Bebês? – questionou Kaguya.

# - Eu to grávida de gêmeos. – Informou Kagome com a cabeça no peito da mãe.

KaguYa pareceu congelar com a noticia. Mais depois sorriu e acariciou os cabelos da filhas.

# - Você é tão boa pra ter bebês quanto a sua mãe. - Falou Kaguya pensativa.

# - O que eu vou fazer com dois bebês? Eu só tenho quatorze anos. – Falou Kagome com uma lagrima escorrendo pelo canto do olho.

# - Você tem assumir as responsabilidades dos seus atos, mais não se preocupe, o Kouga está com você e eu também, além disso, ser mãe e uma benção, vai entender quando os tiver em seus braços. – Respondeu KaguYa fazendo Kagome sorrir.

# - Foi só impressão minha ou naquela hora a KaguYa falou de você? – Perguntou Kikyo olhando pra mãe.

# - Com certeza dela que ela não falou, já que não podia engravidar. – Respondeu Tanaka se levantando do sofá e se espreguiçando.

# - Melhor nos vermos o resto amanhã. – Concluiu Izara. – Meus pés estão inchados. – Reclamou ela olhando pros pés que realmente estavam bem gordinhos.

# - Vamos subir que eu encho a banheira pra você fazer um escalda pés. – Falou Bankotsu indo desligar o vídeo e ajudar Izara a se levantar do sofá.

Kikyo viu o pai de costas pra ela, ficou em pé no sofá e pulou em suas costas.

# - Ahu... Kikyo.

# - Me leva de cavalinho? – Pediu ela com a voz manhosa.

# - Não acha que está um pouco velha de mais pra isso, e o seu pai também não tem mais idade e nem força pra isso. – Falou ele tentando fazer ela descer de suas costas mais não adiantou.

# - Ah, vai pai, por favor? – Pediu ela carinhosamente.

Izara sorriu feliz, por ver a filha contente assim e brincando com Tanaka. Com muita dificuldade ele conseguiu sair da sala com ela em suas costas.

# - Alguém vai ter que levar o Mirok também. – Falou Izara olhando manhosamente para Bankotsu que sorriu sem graça para a esposa.

# - Pode deixar que eu o levo Izara, vai deitar. – Falou Sho pegando Mirok do chão e o jogando sobre as costas como um saco de batata.

# - Não era bem assim que eu queria que você o levasse. – Falou Izara rindo um pouco por Mirok não ter acordado com os movimentos bruscos de Sho.

Ao chegar nas escadarias viu que Tanaka penava pra carregar Kikyo escadas a cima.

# - Você está precisando fazer mais exercícios físicos meu amigo. – Brincou Sho.

# - Se você não fosse um yokai estaria na mesma situação que eu. – Resmungou Tanaka chegando finalmente à porta do quarto de Kikyo onde ela resolveu descer.

# - Oh pai... Valeu o esforço. – Agradeceu Kikyo vendo que o pai estralava as costas e suava um pouco de cansaço.

# - Eu quero falar com você filha. – Falou Tanaka seguindo a menina pra dentro do quarto. – A sua mãe disse que você anda distante desde que a Kagome retornou, vai ser difícil e ao mesmo tempo muito bom ter ela em casa. Vocês ainda não conversaram não é mesmo?

# - Não, eu não sinto como se ela fosse a minha maninha.

# - Kagome era mais ligada a você do que qualquer outro pessoa nessa casa, então como dizem os jovens, pega leve com ela, talvez a sua amizade a possa deixar mais à vontade aqui. É também pode ser bom pra você, nos sabemos o quanto sentiu a falta dela, talvez tenha sentido mais a falta dela do que qualquer outra pessoa nessa casa. – Falou Tanaka vendo que Kikyo não lhe olhava nos olhos.

# - Eu não vou prometer nada, pai. Mais eu vou tentar me dar bem com ela. – Respondeu Kikyo apertando a colcha da cama entre as mãos.

# - Já e alguma coisa. – disse Tanaka se levantando da poltrona – Boa noite. – falou ele após dar um beijo na testa da menina e saiu do quarto onde encontrou Sho o esperando no corredor.

# - A Izara disse pra você dormir no quarto de hospedes. – Falou Sho fechando a porta do quarto de Mirok.

# - Não tudo bem eu vou pra casa. – Respondeu ele remexendo nas costas pelo exercício forçado.

# - Você mora num hotel, aquilo não pode ser chamado de Lar, já é muito tarde pra você sair de carro. Não me contrarie ou vou ter que ti levar até o quarto no braço que nem eu fiz com o Mirok. – Provocou Sho vendo Tanaka gargalhar.

# - Você não ousaria.

# - Quer pagar pra ver. – Respondeu Sho rindo também.

₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪

O domingo tinha passado numa velocidade extremamente curta, a família toda passou o fim de semana assistindo as fitas de Kagome, aquilo era um meio deles recuperarem tudo o que perderam da vida da menina, como a gravidez dela, a morte de Poppet, Izara chegou a chorar junto quando viu Kagome chorando com a noticia da morte da filha, realmente foi desesperador, e ela não estava lá para apartar o sofrimento da filha, ela não estava presente...

A segunda feira chegou cinzenta para todos especialmente para Izara, ela deveria ter ouvido quando Kagome lhe avisou que ver aquelas fitas a magoariam, mais agora já era tarde, o mal já estava feito, e não havia como remedia-lo.

Sua única esperança e que quando Kagome fosse morar ali os sentimentos dela em relação a KaguYa mudassem e ela passasse a sentir o amor materno por sua verdadeira mãe.

Os adolescentes da casa haviam chegado após mais uma manha estressante no colégio, Kikyo subiu para o seu quarto após escutar a mãe dizer que havia uma surpresa lá em cima a esperando, ao passar pelo corredor viu que InuYasha e Mirok trocavam de roupa com a porta aberta, e conversavam sobre besteira um gritando pro outro.

# - Será que dava pra vocês fecharem a porta. – Pediu ela com a voz grossa.

Foi então que um movimento no quarto em frente ao seu que lhe chamou a atenção. Abriu a porta entre aberta sem fazer barulho e quase desmaiou com o que viu, o quarto estava completamente decorado, uma cama de casal com colcha de renda branca com alguns ursos em cima, ao lado havia uma penteadeira, cheia de perfumes e maquiagem sem contar o espelho enorme e redondo cheio de luzes em volta, no canto esquerdo havia uma mesa de estudos com um computador em cima e alguns livros também. Pumpkin estava sentadinha no chão com alguns brinquedos em volta. Na parede perto do closet havia um mural cheio de fotos e era ali que estava ela, Kagome. Kagome estava ali, arrumando o próprio quarto, deixando o do jeitinho que ela gostava.

# - Kikyo? – Chamou InuYasha.

Mas ela não prestou atenção. Ele então se aproximou, junto de Mirok que também estranhou o comportamento da irmã.

# - O que foi? – Perguntou novamente mais levou um choque ao ver o quarto arrumado com Kagome e Pumpkin dentro dele.

# - Oie... – Falou a pequena yokaizinha ao ver os três na porta o que chamou a atenção de Kagome que estava de costas.

# - Oh, vocês já chegaram. – disse ela indo até a porta dando um beijo em Inuyasha.

# - Eh... – Respondeu ele meio atordoado ainda.

# - Agente não sabia que você já tinha se mudado. – Falou Mirok com cara de bobo estava feliz por ver a irmã ali.

# - Agora vocês sabem, e então gostaram do meu quarto? – Perguntou ela, soltando-se de Inuyasha vendo que Pumpkin enfiava um brinquedo na tomado do som.

# -Ahm... Por quê você está neste quarto? O seu costumava ser aquele outro onde tem a placa com o seu nome. – Perguntou Kikyo ainda meio atordoada.

# - Foi idéia da Izara, ela sugeriu que o quarto e os brinquedos ficassem pra Pumpkin o bercinho dela já esta lá e também uma cama pra Abby. É se você olhar bem não tem mais o meu nome na porta daquele quarto, agora está escrito Pumpkin, a Izara me deu uma placa nova pra este quarto também. – Falou Kagome indo buscar pela placa que estava sobre a mesa do computador.

Mais Kikyo detestou quando Kagome a pendurou na porta, não estava escrito Kagome e sim Tenshi. InuYasha e Mirok também não gostaram mais nada falaram.

# - Então você ainda e Tenshi! – Falou Kikyo olhando nos olhos da irmã.

Kikyo procurava por algum reconhecimento, ela via aquele quarto mais não parecia que sua irmãzinha estivesse ali, e sim uma outra garota, uma garota da qual ela não gostava nem um pouco.

# - Escuta eu vou tentar ser a Kagome que você esperava encontrar.Você pode me chamar de Kagome se quiser. – Respondeu ela vendo que Kikyo não parecia satisfeita com a presença dela.

# - Então crianças... – Falou Sho chegando ao quarto, mais parou ao ver a placa na porta, fez uma expressão descontente mais disfarçou. – A mãe de vocês estão chamando pra almoçar. Quem vem com o vovô.

# - Eu... – Gritou Pumpkin erguendo os braços que foram pegos por Sho.

# - Vamos, como a Izara disse esse vai ser o primeiro almoço em família depois de treze anos. – Falou Kagome saindo do quarto e puxando InuYasha pela mão.

Mirok começou a segui-los mais parou ao perceber que Kikyo continuava imóvel olhando para o mural.

# - Você não vem maninha? - Perguntou ele ao se aproximar e olhar para as fotos que ela olhava.

# - Você já imaginou como a nossa vida seria diferente se ela nunca tivesse ido embora? – Perguntou KikYo com os olhos um pouco marejados mais apertava-os para que as lagrimas não escorressem.

# - Sim... – Respondeu ele pensativo, Kikyo estava certa muita coisa seria diferente. – A mãe e o pai ainda estariam juntos, ainda fazendo ela de otária. O Inuyasha e você provavelmente nunca teriam se envolvido...

# - Nos seriamos melhores amigas... – Falou Kikyo deixando que uma lagrima escorresse solitária pelo olho esquerdo.

# - Vocês ainda podem ser. – Disse Izara ao entrar no quarto.

# - Eu duvido. Olha. – Kikyo apontou para o mural onde tinham varias fotos de Kagome, Rin e Sango, mostrando o quando elas eram verdadeiras amigas. – Ela já tem a vida dela, eu não consigo me ver fazendo parte desse mural.

# - Eu também não. – Falou Mirok concordando com a irmã.

# - Vamos esperar, em algum momento ela irá se sentir parte dessa família, e quem sabe um dia todos nos estaremos nesse mural. – Falou Izara abraçando Kikyo e acariciando o rosto de Mirok.

# - Como a Sra. pode ter tanta certeza? – Pergunta Kikyo se aconchegando no peito da mãe, fazia tempo que precisava de um carinho assim.

# - Porque apesar deu não tê-la criado, ela nasceu de mim, ela e meu sangue, e eu sei que tudo que ela precisa e de tempo. Logo ela será novamente Kagome Ken Higurashi. – Respondeu Izara puxando os filhos pra fora do quarto.

Apesar de estar dizendo tudo aquilo, Izara não acreditava que seria rápida essa aceitação de Kagome mais por ventura um dia viria, para ela não importava quando tempo tivesse que esperar, já havia esperado treze anos, mas algo lhe dizia que agora o caminho até essa aceitação seria mais sofrido para todos, especialmente para Kagome.

₪-₪-₪

# - Pumpkin come direitinho. – Pediu Kagome deixando a colher no prato da menina e ajeitando o babador no pescoço dela.

# - Ta mamãe...

# - Ah até que em fim vocês desceram. – Falou Bankotsu já erguendo os braços pra se servir.

Izara se sentou ao lado dele e sorriu ao ver Kagome e Pumpkin ali com eles. Agora sim a família estava completa. Todos se servirão e começaram a se comer, menos Inuyasha que ficou vidrado no prato de Pumpkin.

# - Você não vai comer InuYasha? – Perguntou Kagome ao ver que ele não havia se servido.

# - O... O que... O que ela ta comendo? – Perguntou ele ainda vidrado no pratinho da menina.

# - É Ramén, você gosta? – Perguntou ela.

# - Não. – Respondeu ele desviando o olhar do prato de Pumpkin que comia olhando pra ele.

# - Não? – Questionou IzaYo ironicamente. – Desde quando você não gosta de Ramén, porque desde que você nasceu essa e sua comida favorita, nem sei como cresceu tanto comendo só isso.

# - A Pumpkin também. Eu tenho sempre que por outras coisas juntos se não ela só come isso. – Respondeu Kagome vendo que Inuyasha voltará a olhar pro pratinho da menina. – Você quer um pouco InuYasha?

# - Não. – Respondeu ele desviando o olhar mais ainda assim não se serviu, o que ocasionou Sho a rir enquanto bebia o suco.

Cansada de ouvir não Kagome se levantou da mesa e pegou o prato de InuYasha.

# - Hei... – Reclamou ele.

# - Izara, não deixa a Pumpkin jogar comida em ninguém, ela sempre faz isso quando eu não to por perto. – Pediu Kagome desaparecendo pela porta da cozinha.

# - Onde ela foi com o meu prato? – Perguntou InuYasha inconformado.

# - Provavelmente foi por um pouco de Ramén nele antes que você avance na comida da Pumpkin. – Brincou Sho fazendo os outros rirem.

# - Pumpkin! – Chamou Kagome ao voltar pra sala de jantar e ver que a menina se preparava pra acertar alguém. – Você quer ficar sem sobremesa? Quer?

# - Não, mamãe.

# - Então come bonitinha. – Pediu ela deixando o prato de Inuyasha na frente dele e acariciou de leve as orelhinhas dele que se remexeram gostando do carinho.

Izara sorriu ao ver aquilo, pelo menos com Inuyasha por perto Kagome se sentia à vontade.

# - Kagome, acho que o InuYasha precisa de um babador também. – Zoou Sesshoumaru ao ver a velocidade com que o meio irmão comia o Ramén.

Após Inuyasha repetir duas vezes como se fosse um animal e Pumpkin jogar um pouco de comida fora Kagome chamou por Abby pra que a limpasse, ao ver Abby com seus cabelos negros e compridos Tanaka que jantava junto da família bateu com o cotovelo no copo de suco de Kikyo derramando em cima dela.

# - Prontinho. – Falou Abby colocando Pumpkin já de volta na cadeirinha para comer a sobremesa.

# - Eu quelo sobemesa. – Falou Pumpkin balançando os braçinhos.

Naquele momento a campainha toca. Mirok fez menção de se levantar para atender mais Abby o impediu.

# - Tudo bem, pode deixar que eu atendo, são a Sango e a Rin. – Disse ela.

Mirok congelou no lugar ao ouvir o nome Sango ser pronunciado, havia se esquecido completamente de que Sango e irmã de criação de Kagome e agora com ela morando ali a presença dela na casa seria constante, e seria para ele muito mais difícil fingir de que ela não era especial para ele.

# - Não se preocupa ela não vai te matar. – Falou Kagome vendo a expressão preocupada no olhar dela. – Na verdade ela já até tem outro encontro pra hoje à noite.

# - O que? – Perguntou ele bravo.

# - O que você esperava? – Perguntou ela ironicamente com um sorriso.

# - Ahm... Então essa e a vingança que você pensou. Me deixar com ciúme, pode tirar o cavalo da chuva que não vai funcionar. – Reclamou Mirok se levantando pra sair da mesa mais ao se virar deu de cara com Sango.

# - Oi, Mirok. – Falou ela com um sorriso lindo, como se eles sempre tivessem sido bons amigos.

# - Rs... Oi, Sango. – Respondeu Mirok que deu uma olhadinha de cima a abaixo nela.

Ela estava mais linda do que nunca, uma mini saia jeans com um cinto preto e uma blusinha preta bem básica também, um bracelete no braço direito e aquela cascata de cabelos castanhos soltos e caídos sobre as costas, propositalmente com certeza ele pensou para provocá-lo. Ao ver o sorriso no rosto de Sango ele deixou de fitá-la como disse a Kagome, não deixaria ser enganado por elas.

# - Desculpa nos achamos que vocês já teriam terminado de almoçar. – Falou Sango após cumprimentar a todos na sala.

# - Nos já estamos acabando, vocês querem sobremesa? – Perguntou Izara já se levantando pra partir um pedaço de pudim.

# - Eu aceito. – Falou Rin sentando-se no lugar de Mirok que era bem ao lado de Sesshoumaru, que olhou para menina de soslaio.

# - Eu estou bem, obrigada Izara. – Respondeu ela ficando em pé atrás da cadeira.

# - Vocês vão sair agora à tarde? – Perguntou Izara.

# - Vamos ao Shopping, eu quero comprar uma cortina nova pro quarto da Pumpkin aquela já está muito velha. – Respondeu Kagome dando a sobremesa na boca da menina pra que não sujasse a nova roupa.

# - Realmente aquela cortina está pela hora da morte.

# - Ahm... Você não quer ir com agente Kikyo? – Perguntou Kagome fazendo a irmã engasgar com o pudim.

# - Não, eu tenho que estudar. – Respondeu ela secamente.

# - Desde quando você estuda? – Questiona Inuyasha sabendo que aquilo não era verdade.

# - A verdade... – Falou Kikyo se levantando da mesa. - ...é que eu quero ficar o mais longe possível dessa garota e das amiguinhas dela. Você está satisfeito com essa resposta, InuYasha. Ou talvez devesse ter se contentado com a primeira resposta que teria sido bem melhor.

# - Kikyo! – Repreendeu Izara.

Mais a menina não deu ouvidos, apenas a virão dar as costas e ir para o seu quarto onde ouvirão a porta bater com toda força.

# - Qual é o problema dela? – Perguntou InuYasha. – Quer dizer ela sempre foi insensível e seca, mais sou só eu quem acho que ela está extrapolando na rebeldia?

# - Ela vai ficar bem, você e ela eram muito ligadas, Tenshi. Ela está agindo assim porque não te conhece e não sabe outro jeito de agir com você. – Respondeu Izara dando um olhar significativo para Tanaka.

# - Se vocês me dão licença eu vou dar uma palavrinha com Mirok até vocês terminarem o almoço. – Falou Sango dando um olharzinho malicio para Kagome que riu divertida.

# - Oh, eu espero que a Sango não faça nada de mal ao Mirok – Falou Izara sabendo que menina estava subindo para consumar sua vingança.

# - Não, Izara, o Mirok só vai ficar sem poder fazer sexo por algumas longas semanas. – Respondeu Rin enquanto se deliciava com o Pudim.

# - Como assim? – Questionou Tanaka preocupado.

₪-₪-₪

Sango entrou no quarto do rapaz sem bater na porta ele se encontrava perto da mesa em pé com um livro de administração na mão, provavelmente se preparava para estudar, pensou Sango.

# - Ei... Sango... Escuta me desculpa por ter te dado o bolo, eu me dei conta que ainda não estou pronto pra um relacionamento. – Disse Mirok acreditando que ela estava ali pra ouvir uma explicação.

# - Eu sei, a Tenshi me explicou tudo. Eu entendo. – Disse ela olhando distraída pras coisas em cima da estante parou ao ver um porta-retratos onde mostrava a família Higurashi quando ainda eram unidos e felizes.

Mirok estava sentado no joelho do pai com uma bola de futebol embaixo do braço, Kagome e Kikyo estavam de mão dadas ao lado de Izara, que sorria feliz.

# - Mas eu ouvi a Kagome falando sobre se vingar. Eu não quero te magoar, então e melhor que as coisas terminem antes de ficarem serias, você entendi o que eu quero dizer, não entendi? – Questiona ele ao vê-la pegar o porta-retrato nas mãos e o olhar sorrindo.

Daria tudo pra saber o que ela estava pensando já que sorria e passava o dedo sobre a foto.

# - Eu já disse que está tudo bem. Não se preocupe. – Respondeu ela ainda sorrindo para o retrato. – Vocês parecem tão felizes nessa foto.

# - Nós éramos. Essa foto foi tirada 5 dias antes do seqüestro da Kagome. – Respondeu ele indo tirar a foto das mãos dela e colocar de volta na estante nisso a proximidade dos dois foi diminuindo já que Sango não se afastou para que ele chegasse até a estante.

Sango pos as mãos sob os ombros largos dele e o puxou encostando seu corpo ao dela.

# - Deu pra perceber que você entendeu bem o que eu quis dizer. – Disse ele ironicamente, tentando afastar os braços dela antes que fosse tarde de mais, mais o perfume que vinha de seus cabelos era tão bom, que ele não se esforçou muito para afastá-la.

# - O que você disse não quer disser que agente não possa dar uns beijinhos inocentes de vez em quando. – Respondeu ela aproximando o rosto do dele e o fazendo sentir seus hálito quente.

# - Se me conhecesse bem saberia que nada do que faço e inocente. – Disse ele contornando os lábios com a língua, era como se salivasse de desejo por ela. Pos as mãos na cintura dela e a pressionou contra a estante.

Sango sorriu com malicia antes de ter os lábios tomados com força e exigência, essa seria uma lição que Mirok não esqueceria tão cedo, e torcia para que ele entendesse o recado, pois, quando estava em seus braços, não pensava em nada ou se lembrava de nada, apenas sentia as descargas elétricas de prazer que percorriam a toda velocidade seu corpo.

Mirok não acreditava no poder que Sango tinha sobre ele, na maioria das vezes ele conseguia se controlar, mas bastava apenas um toque de Sango pra deixá-lo completamente excitado, Sango sentia o membro dele pressionando-lhe a cintura, sabia que aquilo era apenas uma vingançinha, mais nada a impedia de se aproveitar um pouco da situação, afinal está mais do que bom.

Ela desceu a mão pelas costas largas até encontrar a costura da bermuda para surpresa de Mirok ela não parou por ali, abriu com facilidade o velcro da bermuda e tocou o membro dela por cima da cueca. Mirok delirava com o toque e teve de parar de beijá-la pra gemer de prazer ao pé de seu ouvido, com toda certeza para Sango aquilo era mais do uma mera vingança.

Ela nunca fora de deixar homem algum tomar liberdades com ela mais com Mirok a cada toque dele deseja mais, desejava que aquela agonia tão gostosa fosse satisfeita.

Mas ela tinha que parar antes que as coisas chegassem a um ponto onde não pudesse mais voltar. Sentiu as mãos quentes dele adentrassem sua blusa e o toque suave de seus dedos em seus mamilos intumescidos, gemeu perdendo a razão e o porque de estar ali.

Mirok não acreditava em como aquele seios eram durinhos e bons de apertar, com toda certeza seria muito difícil manter as mãos longe dela tendo ela sempre tão perto, a idéia de não namorá-la e vê-la com outro lhe fritava os miolos, talvez seu tio Sho estivesse certo, vale a pena ser fiel pela mulher certa. E com toda certeza Sango valia mais a pena do qualquer outra.

Levado pelo desejo Mirok tentou erguer um pouco a blusa da garota, mais foi como se um balde de água fria tivesse sido jogado sobre ela, retirou a mão dele de dentro de sua blusa mas continuou a acariciar o seu membro, mais não estava quente como antes, Mirok viu que o conforto e a intimidade havia sido levada pela água gelada, não entendia ainda o porque dela continuar com a mão dentro de sua bermuda, sendo que ela parecia querer fugir dali, sem ele saber o porque ela adentrou a mão para tocar a carne dura de seu membro por dentro da cueca, tocou toda a extensão do membro e retirou bruscamente o braço de onde estava, olhou envergonhada para ele e saiu do quarto sem dizer nada.

₪-₪-₪

# - Então como e que funciona esse pó?

Sango escutou InuYasha perguntar a Kagome ao chegar na sala de visitas onde ela estava abraçado ao hanyou e junto de toda a família.

# - Ele e inofensivo. – Respondeu Rin que estava sentada no braço do sofá.

# - É então? – Perguntou Kagome ao ver Sango chegar à sala com os braços cruzados a frente do corpo e uma expressão decepcionada.

# - Não foi como eu esperava. – Respondeu ela se sentando no sofá branco ao lado de Rin.

# - Você não conseguiu passar o pó? – Questionou Rin.

# - Consegui.

# - O que não deu certo então? – Perguntou Rin sem entender.

# - Esqueci Rin. – Pediu ela aborrecida.

# - Onde exatamente ela deveria passar esse pó? – Questiona Tanaka um pouco preocupado já que Kagome contou que havia sido KaguYa quem as ensinou a usar as ervas de formas extravagantes, Bankotsu apenas ainda não entendia porque Kagome insistia em dizer que Kaguya não era uma sacerdotisa das trevas.

# - Obviamente que no pênis dele. – Responde Rin como se fosse a coisa mais natural do mundo.

# - Mas você disse que é inofensivo. – Falou Bankotsu não entendendo ainda como a vingança funcionaria. – Como esse pó vai fazê-lo ficar sem sexo?

# - Esse pó se torna extremante agressivo ao entrar em contato com uma substância que somente o corpo do homem produz. – respondeu Kagome tirando um brinquedinho da mão de Pumpkin que ela já havia enfiado no nariz por duas vezes.

# - Qual seria essa substância? – Questiona Sesshoumaru sentindo uma coisa que pensou jamais sentir, pena de Mirok, pois provavelmente a dor seria insuportável.

# - Esperma. – Respondeu Kagome.

# - É o que exatamente vai acontecer? – Questionou Sho.

# - Vai arder. – Respondeu Sango ainda chateada. – Muito mesmo.

# - Então quer dizer que a Sango foi até lá em cima deixou ele excitado e passou o pó no negocio dele? – Perguntou InuYasha a Kagome.

# - Exatamente.

# - Isso vai ser hilário. – Falou InuYasha já esperando ver o primo gritando de dor.

# - Bom, pelo menos você já sabe o que te acontecera se você pisar na bola comigo. – Disse Kagome com um sorriso malicioso, que fez Inuyasha imediatamente parar de rir.

# - Então porque nos ainda não ouvimos nenhum grito? – Questionou Sesshoumaru já livrando se da pena que sentia e pensando no divertimento.

# - Se a Sango o masturbasse o esperma entraria em contato com a mão dela também causando a ardência, então ela apenas o excitou e sendo pervertido como ele é, provavelmente vão tocar uma e quando ele gozar os efeitos irão começar. – Respondeu Rin olhando para Sesshoumaru com um sorriso no rosto.

# - Você e sádica, sabia disso? – Falou Sesshoumaru com um certo receio.

# - Não eu só gosto de ver os homens que não valem nada tendo aquilo que merecem ter. – Respondeu ela naturalmente.

# - Mas como podem ter tanta certeza que ele irá se masturbar? – Questionou Tanaka, mas a resposta veio do andar de cima onde um grito desesperado começou a soar constante.

Não houve nem tempo deles sequer se levantarem para irem ajudá-lo, pois um Mirok completamente nu desceu as escadas aos berros passou pela porta de vidro e se jogou de uma vez na piscina.

# - Oh como eu queria ter gravado isso. – Disse Sesshoumaru com um sorriso estampado na face.

Todos saíram de casa pra ver se ele estava bem.

# - Você está bem filho? – Perguntou Tanaka oferecendo a mão pra ajudá-lo a sair da piscina.

# - Sango sua maldita, você fez alguma coisa comigo não fez, admita! – Gritou ele se sacudindo raivosamente dentro da piscina molhando um pouco a todos que estavam do lado de fora.

# - Você mereceu. – Falou ela ainda com os braços cruzados e com a expressão triste lhe deu as costas e entrou em casa.

Sho rapidamente pegou uma toalha na casa da piscina pra cobrir as partes intimas de Mirok que sai da piscina puxando por Tanaka.

# - Isso é realmente um pênis vermelho. – Disse Abby que havia vindo ver o porque da gritaria, Tanaka achou graça no comentário dela e acabou soltando a mão de Mirok que acabou caindo dentro da água novamente.

# - Oh... Desculpa filho, vem cá. – Chamou Tanaka se segurando pra não rir.

# - Não eu saio sozinho, pai! – Respondeu ele com raiva.

# - Acho que agente vai ter mandar trocar a água da piscina, eu não entro mais ai. – Disse InuYasha rindo que se acabava.

Ao entrou em casa pra entender a razão pela qual ela não parecia satisfeita com a vingança.

# - O que houve Sango? – Perguntou ela ao encontrar a irmã sentada no sofá se ajoelhou a sua frente e a encarou.

# - Na hora que agente se beijou foi tão bom que eu ate tinha desistido de fazer isso, mais ele tentou levantar a minha blusa, então eu fiquei tensa e acabei fazendo. – Respondeu ela com a voz de choro.

# - Ele chegou a ver as suas costas? – Perguntou ela tentando confortar a irmã sem saber que alguém as observava do mezanino do andar de cima.

# - Não... Mais você sabe como eu me sinto. – Disse ela se abraçando a Kagome.

Kikyo não entendeu o porque daquela conversa, o que havia de errado com as costas de Sango pra ela ficasse tão perturbada assim, e porque ela estava ali escondida e morrendo de ciúmes do amor e do conforto que Kagome transmitia a falsa irmã, aquele amor deveria ser dela... Não deveria nunca haver uma Sango e uma Rin pra lhe roubarem o amor de irmã que Kagome sempre teve por ela quando eram crianças e que mesmo agora pertencia a ela.

# - É assim que você entendi o que eu quis dizer! – Gritou Mirok ao entrar todo molhado em casa enrolado na toalha branca.

# - Izara me desculpa acho que agente exagerou. – Respondeu Kagome por Sango.

# - Você não acha que está pedindo desculpas pra pessoa errada, Tenshi. – Disse Mirok grosso, Kagome odiou o modo repulsivo que Mirok pronunciou o seu nome. – A Kikyo está certa, você não e a nossa irmãzinha. Volte pra sua família que essa definitivamente não e a sua.

# - Mirok! – Izara chamou a atenção dele por esta dizendo essas barbaridades. – Você também não agiu de maneira certa com a Sango, alias o que você fez foi muita canalhice.

# - Por que eu não estou surpreso com essa sua reação, mãe. Se fosse a Kikyo ou eu a ter feito isso você e o pai já teriam nos castigado. Mas como e a Kagome... Ela sempre foi o centro das atenções nessa casa, mesmo quando não estava aqui. – Reclamou ele subindo as escadarias da casa.

# - Acho que eu não comecei muito bem, não é mesmo? – Perguntou Kagome meio receosa após se levantar e olhar para os pais.

# - O Mirok está certo. – Falou Tanaka após receber um olhar significativo de Izara. – Três semanas de castigo, só de casa pro colégio e do colégio pra casa. É quanto a Sango e a Rin vocês não são nossas filhas mais são irmãs da Kagome, é isso torna vocês membro da nossa família e me sinto no total direito de castigá-las também, estão proibidas de virem aqui durante essas semanas. Certo?

# - Parece justo. – Disse Sango se levantando do sofá, a verdade e que não se sentiu castigada, adorou ouvir ele dizer que elas eram parte da família também. – É melhor nos irmos então. Dá o aliviador pro Mirok, Tenshi.

As duas saíram em silencio da casa e Kagome só pode ouvir o barulho do carro ir embora, três semanas sem sua irmãs seria realmente um castigo, mais pelo as veria na escola.

# - Hei pelo menos você tem a mim. – Brincou InuYasha sentando-se no sofá onde ela havia se jogado.

Kagome riu gostoso e se aconchegou no peito dele.

# - Eu também to de castigo pela minha briga com o Kouga. Agente pode ficar de castigos juntos. – Continuou ele a brincar.

# - Só não se empolga muito querido, você trocou de prima mais as regras continuam as mesmas. – Respondeu Izara após sentar-se no sofá tirar as sandálias e dar para Bankotsu massageá-las.

# - O que? Mas tia com a Kagome e diferente. – Reclamou InuYasha.

# - Que regras são essas? – Perguntou Kagome que estava totalmente por fora.

# - Essa e uma casa de família, nada de sexo aqui. E por isso que cada um de vocês tem o seu apartamento, quando o seu castigo terminar eu vou te levar pra conhecer o seu Tenshi. – Respondeu Izara adorando a massagem que Bankotsu fazia.

# - Eu tenho um? – Perguntou ela surpresa.

# - Claro, cada um deles ganhou um quando completou 16 anos, só que o seu não está mobiliado. – Respondeu Sho preparando um copo de uísque no aparador. – Vai querer um Tanaka?

# - Claro.

# - Isso quer dizer que eu ganhei a aposta! – Falou Kagome baixinho em uma das orelhinhas de InuYasha.

# - Uma pena que agente só vai poder realizar ela daqui a três semanas. – Reclamou InuYasha enrolando um dos cachinhos dela nos dedos.

# - O que e o aliviador que a Sango mencionou? – Questionou Tanaka após dar um gole no uísque.

# - É um creme e que aliviar qualquer irritação, mais eu duvido que o Mirok vai aceitar qualquer coisa vinda de mim. – Contou ela meio constrangida.

# - Ele realmente e seguro? – Perguntou Izara.

# - Sim. Não vai causar mais nenhuma reação nele. – Respondeu Kagome vendo que sua credibilidade agora não estava mais 100...

# - Então depois você me passa que eu dou a ele. Vou dizer que foi a Kaede quem deu. – Falou Izara.

Kagome não havia tido a melhor das idéias, na hora até que pareceu divertido e não imaginou que Mirok fosse ficar com tanta raiva, talvez ele tenha se sentindo enganado por Sango e descontou a raiva nela já que ela tinha uma boa parcela de culpa, pediria desculpas depois quando ele estivesse com a cabeça fria, mais realmente não queria ter começado com o pé esquerdo, agora não somente Kikyo como também Mirok a detestavam e a queriam longe deles.

Poderiam as coisas ficarem pior do que já estavam...

CONTINUA...

₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪

Notinha da humilde autora:

Oie, gente desculpa pela demora esse capítulo ficou calminho, sem nenhum hentai, mais vocês já perceberam né que cada vez que o Mirok e Sango se tocam a coisa pega fogo, bom eu resolvi facilitar o modo de escrever essa fic, como são muitos personagens eu peguei um caderno e comecei a escrever em tópicos aquilo que eu quero que aconteça em cada capítulo, então agora as historias principais já estão formuladas e todo o resto, pelas minhas contas darão 30 longos capítulos e prometo que farei o possível pra ser rápido, mas como eu disse no meu flog, eu trabalho das oito da manhã até as seis da tarde, e muito pouco tempo e tudo o que peço e que tenham um pouquinho de paciência com essa humilde escritora e também leitora, que sabe e entendi perfeitamente o quanto e frustrante essa espera por atualização.

Agradeço a todos pelas reviews, Mandoka valeu também pela reviews na outra fic eu adorei e esclarecendo a sua duvida, a IzaYo e Sho são pais do InuYasha e do Sesshoumaru, a Izara e o Tanaka são pais do Mirok, KikYo e Kagome, isso está bem explicado no primeiro capítulo, eu fiz questão de fazer bem detalhado pra que não houvesse esse tipo de duvida, porque realmente são muitas pessoas e é um pouco confuso, especialmente para escrever.

Bom e isso, b-jos e deixem Reviews...